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Secretário-Geral da ONU admite que removeu Arábia Saudita da lista de “assassinos de crianças” devido à extorsão

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon reconheceu publicamente quinta-feira que removeu a liderança saudita da coalizão que está bombardeando o Iêmen de uma lista negra de assassinos de crianças – 72 horas depois que foi publicada – devido a uma ameaça financeira para não enviar fundos a programas das Nações Unidas.

O secretário-geral não revelou o nome da fonte da ameaça, mas reportagens indicaram que veio diretamente do governo saudita.

O relatório da ONU de 2015 “Crianças e Conflitos Armados”  originalmente coloca a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen em “partes que matam ou mutilam crianças” e “partes que se envolvem em ataques a escolas e / ou hospitais.” O relatório, que foi com base no trabalho dos investigadores da ONU no Iêmen, atribui u ao bombardeio da coalizão 60% das 785 crianças mortas e 1.168 feridos.

Após altas objeções públicas do governo saudita, Ban disse na segunda-feira que estava revisando o relatório para “rever em conjunto os casos e números citados no texto,” a fim de “refletir os mais elevados padrões de precisão possível.”

Mas na quinta-feira, ele descreveu sua verdadeira motivação. “O relatório descreve horrores que nenhuma criança deve ter de enfrentar”, disse Ban numa conferência de imprensa. “Ao mesmo tempo, eu também tinha que considerar a possibilidade muito real de que milhões de outras crianças iriam sofrer muito se, como me foi sugerido, os países impedissem a remessa de fundos a muitos programas da ONU. Crianças já em risco na Palestina, Sudão do Sul, Síria, Iêmen e muitos outros lugares iriam cair ainda mais no desespero “.

A Arábia Saudita é um dos maiores doadores da ONU no Oriente Médio, dando centenas de milhões de dólares por ano para programas de alimentação da ONU na Síria e no Iraque. Em 2014, a Arábia Saudita deu $ 500.000.000 – a maior doação única humanitária à ONU – para ajudar os iraquianos deslocados pela ISIS. Nos últimos três anos, a Arábia Saudita também se tornou o terceiro maior doador para agência de ajuda da ONU na Palestina, dando dezenas de milhões de dólares para ajudar a reconstruir Gaza e ajudar refugiados palestinos.

“É inaceitável que os Estados membros exerçam pressões indevidas”, disse o secretário-geral. “Escrutínio é uma parte natural e necessária do trabalho das Nações Unidas.”

Ban chamou a decisão de “uma das decisões mais dolorosas e difíceis que tive de fazer.”

O Embaixador saudita na ONU Abdallah al-Mouallimi, que realizou depois uma conferência de imprensa, ofereceu a sua própria versão desajeitada do que aconteceu. “Nós não usamos ameaças”, disse ele, “mas essa lista, obviamente, terá um impacto sobre as nossas relações com a ONU”

“Não está no nosso estilo, não está em nossos genes, não é da nossa cultura usar ameaças e intimidações”, concluiu.

Ban convidou uma equipe da coalizão liderada pela Arábia Saudita a se dirigir à Nova York para realizar uma “revisão conjunta” à frente das discussões da ONU agendadas no relatório, prevista para agosto.

Na segunda-feira, no entanto, após as mudanças serem anunciadas, o embaixador saudita na ONU declarou que as mudanças foram “finais e incondicionais” e que a Arábia Saudita tinha sido “justificada”.

https://theintercept.com/2016/06/09/u-n-chief-admits-he-removed-saudi-arabia-from-child-killer-list-due-to-extortion/

Estado Islâmico destrói monastério na Síria e remove cristãos

Grupo concentra reféns em área próxima a sua capital no país.
BEIRUTE – Militantes do Estado Islâmico demoliram um monastério na província de Homs, no centro da Síria, e transferiram vários reféns cristãos que mantinha na região, denunciou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. O grupo tem intensificado sua campanha nos arredores de Palmira, monumento histórico tomado em maio.

A exemplo do que já fizeram em cidades como Palmira e a iraquiana Mossul, os jihadistas usaram escavadeiras para destruir o mosteiro Mar Elian, na cidade de Qaryatain, que eles haviam tomado no início de agosto.

Em meio à destruição do patrimônio, aviões de guerra do governo sírio alvejavam a área com ataques aéreos.

Qaryatain está perto de uma estrada que liga a antiga cidade romana de Palmira às montanhas Qalamoun, ao longo da fronteira com o Líbano. O grupo militante radical vem ganhando terreno nas áreas desérticas a leste e sul de Homs, depois que tomou Palmira em maio.

A cidade foi tomada pelos militantes em maio, mas ainda não se tem notícia de que tenham danificado qualquer patrimônio das ruínas dos monumentos da era romana, apesar da reputação de destruírem artefatos idolatrados em outras culturas.

Antes de a cidade ter sido tomada pelo Estado Islâmico, governantes sírios disseram terem movido centenas de estátuas antigas para lugares a salvo, sem nem considerarem que viriam a ser destruídas por militantes. Era mais provável que o EI procurasse por itens portáveis, sem registro, mais fácil de serem vendidos.

Em junho, o Estado Islâmico explodiu dois santuários em Palmira que não eram parte das estruturas da era romana, mas que os militantes classificavam como pagão ou sacrilégio. No início de julho, divulgaram o vídeo do assassinato de 25 soldados reféns no anfiteatro romano.

A Unesco alertou no mês passado para o aumento “em escala industrial” do número de saques. O Estado Islâmico defende a destruição de patrimônios como Nimrod, no Iraque, mas não esclarece muito como essas antiguidades financiam suas atividades. Artefatos roubados são parte significativa da ideia que se tem das receita multimilionária do grupo, mantida também por reservas de petróleo, taxações e extorsões.

O Ei domina mais da metade do território sírio.

http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-destroi-monasterio-na-siria-remove-cristaos-17256004

Obama: para vencer Estado islâmico é necessário remover Assad

A ideologia do Estado Islâmico (EI) é uma séria ameaça para o mundo todo e não só para o Iraque e a Síria, disse o presidente dos EUA, Barack Obama.

A única maneira para derrotar o EI na Síria, disse Obama, é a formação de um novo governo sírio sem a participação do atual presidente Bashar al Assad.

“A única maneira de lidar com o EI na Síria é formar um novo governo sem Assad que sirva a todos os sírios… Eu deixei claro que os EUA vão continuar a trabalhar para essa mudança de poder”,afirmou Obama no seu discurso que a luta contra o grupo extremista na segunda-feira no Pentágono.Ele acrescentou que, no final de maio, “discutiu isso com a liderança dos países do Golfo Pérsico, em Camp David e durante uma conversa telefônica recente com o presidente russo Vladimir Putin”.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a conversa teve realmente lugar, mas a Rússia mantém a mesma posição e está pronta para apoiar Damasco.

O especialista em questões islâmicas Georgy Engelgardt comentou para a Sputnik a declaração de Obama, notando a sua inflexibilidade – para os Estados Unidos a remoção de Assad é um objetivo que não depende das mudanças na Síria.

“Eles ‘colam’ o seu objetivo a qualquer novo contexto. Eles estabeleceram esse objetivo como uma prioridade que deve ser alcançada e não podem admitir que toda a luta requer a participação do governo de Assad como força principal. Obviamente, no contexto das relações muito difíceis com a Rússia, os EUA estão tentando amarrar Moscou à sua política através desta retórica”, disse Engelgardt.

Obama disse no seu discurso que a luta contra o grupo extremista não será rápida, que haverá “períodos de progresso e retrocesso”. No entanto, ele está confiante de que a posição do Estado Islâmico está bastante enfraquecida.

O assessor do ministro da Informação da Síria, Ali al-Ahmad, observou que há uma contradição nos planos de Obama sobre a eliminação do EI porque “o Ocidente faz tudo o que pode para desvalorizar as instituições da Síria, incluindo o seu exército, para enfraquecê-lo, para criar um estado de caos e tumulto”.

Já na opinião de Engelgardt, há razões para crer que o EI tem continuado a expandir sua influência no mundo islâmico radical. Ele também apontou a inutilidade das tentativos dos EUA de preparar apoiantes entre a população local para combaterem os radicais.“Os americanos se deparam com o seguinte: eles podem preparar as pessoas, mas não podem controlar sua ideologia. O fato é que os americanos compreendem bastante mal o difícil contexto local e os seus objetivos estão sempre muito longe de quaisquer metas dos grupos étnico-políticos locais que têm o verdadeiro poder. Qualquer grupo local sente que ele é usado e paga com a mesma moeda. Eles [os grupos] usam as novas capacidades técnicas para atingir seus objetivos. Eles não se importam com o que os americanos possam querer deles”, explicoo especialista.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150707/1498326.html#ixzz3fKFdwnxa

Esboço de acordo nuclear respeita princípios do Irã, diz comandante iraniano

(Reuters) – O esboço de um acordo nuclear alcançado neste mês entre Irã e potências mundiais respeita princípios e principais linhas do Irã, apesar das ambiguidades sobre a retirada das sanções ainda precisarem ser resolvidas, disse um alto funcionário militar iraniano, segundo a agência iraniana Fars News.

O Irã e potências mundiais chegaram a um acordo preliminar, na cidade suíça de Lausanne, que visa restringir o trabalho atômico de Teerã, em troca da retirada das sanções econômicas impostas ao país nas áreas econômica e de energia.

Os Estados Unidos afirmou que a remoção das sanções ao Irã serão retirados gradualmente, mas as autoridades iranianas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, afirmaram que sanções ao Irã devem ser retiradas assim que for concluído um acordo final.

“As soluções têm sido obtidas e parece que os princípios e as principais linhas da República Islâmica em questões técnicas foram aceitas pelo inimigo”, disse Mohammad Ali Jafari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), segundo a agência Fars News.

“No entanto, no que diz respeito à remoção das sanções, há ambiguidades que precisam ficar mais claras, temos que entender que esta questão de como as sanções serão removidas pode levar a uma falta de acordo.”

O IRGC, uma força militar de elite, desempenha um papel importante nos assuntos políticos e econômicos do Irã.

(Por Yeganeh Torbati)