Arquivo da tag: #República do Congo

Momento de espera para os cristãos congoleses

As autoridades estão se movendo contra os grupos extremistas islâmicos que, por sua vez, luta para libertar seus presos políticos; cristãos aguardam pelos resultados

Recentemente, 215 militantes suspeitos de pertencerem ao grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF, sigla em inglês, Allied Democratic Forces), foram a julgamento pela morte de centenas de civis da cidade de Beni, no Nordeste do país, ao longo dos últimos dois anos. Os primeiros seis suspeitos, acusados de participar da morte de 51 pessoas, em sua maior parte cristãos, atacando-as com facões, foram também acusados de “participação de movimento rebelde e crimes contra a humanidade por assassinato e terrorismo”.  congo, militantes, grupos de oposição, ataque a cristãos, cultura de impunidade, jihadismo

Esse evento tem um lado muito positivo para os cristãos congoleses e é um sinal de que as autoridades estão se movendo contra os grupos extremistas islâmicos. Responsabilizar judicialmente os militantes do ADF significa colocar um fim na cultura de impunidade presente no país. Por outro lado, agora o maior bloco de oposição, conhecido como Rassemblement, está exigindo a libertação dos presos políticos e pedindo a renúncia do facilitador atual do diálogo entre os partidos.

Romper com esse diálogo pode ser preocupante por abrir espaço para a instabilidade e o conflito novamente. Isso criaria um ambiente propício para que grupos violentos como o ADF voltem a atacar os cristãos e as demais minorias religiosas. Depois dos últimos incidentes, a Igreja no país está em estado de alerta. Um dos líderes cristãos chegou a questionar: “Será que vão deixar essa situação piorar ainda mais e ninguém vai tomar as medidas necessárias contra o jihadismo?”. Ore por essa nação.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/10/momento-de-espera-para-os-cristaos-congoleses

República do Congo:“Nós não entendemos por que isso está acontecendo”

A igreja tem trabalhado arduamente para ajudar as pessoas, mas a crise é geral, os pastores também estão enfrentando a miséria dentro de suas próprias casas

Congo+(Democratic+Republic+of)_2016_0270100884.jpg

Recentemente, um grupo militante desconhecido realizou vários ataques na República Democrática do Congo, levantando a suspeita de que uma nova organização jihadista esteja agindo no continente africano. No último ataque, ocorrido há pouco mais de uma semana, pelo menos 50 pessoas morreram, na aldeia de Rwangoma, na cidade de Beni. Foi o ataque mais violento, desde 2014. As vítimas foram amarradas e agredidas até a morte. Há vários grupos de extremistas islâmicos atuando no Congo, a fim de exterminar com os cristãos, principalmente no Nordeste do país, onde há muitos sequestros e assassinatos.

Cidadãos congoleses foram às ruas protestar contra o governo, carregando um dos corpos e cantando músicas antigovernamentais. Na semana passada, o presidente do país, Joseph Kabila, visitou a região e disse que iria trabalhar pela paz. Não é possível obter mais informações sobre as vítimas, porque os comércios que disponibilizam internet à população permanecem fechados. Um dos colaboradores da Portas Abertas, porém, descreveu a situação da província de Kivu, onde esteve em visita, poucos dias antes dos incidentes.

 Cenário de guerra
“Chegando lá, me deparei com uma situação de extrema miséria. A maioria dos habitantes é de cristãos. Estive em outras cidades também, mas por conta da perseguição religiosa, há lugares onde é proibido visitar. Viajando para o lado Sul, onde normalmente eu apreciava a paisagem, vi edifícios destruídos e pequenas vilas totalmente exterminadas. Vi casas e empresas que estavam trancadas com cadeados pelo lado de fora, provavelmente para proteger os bens que lhes restaram. Ao longo do caminho havia alguns postos militares improvisados funcionando, os soldados com suas armas nas mãos. O clima era realmente tenso”, disse o colaborador.

O trabalho das igrejas
Em Beni, alimentos e abrigos são escassos, ainda mais porque a cidade abriga a maior parte das pessoas deslocadas internamente. Famílias estão vivendo amontoadas e vulneráveis aos ataques. “Cerca de 80% delas possuem fazendas, mas não podem chegar até elas porque é muito perigoso, há militantes por todos os lugares. A igreja tem trabalhado arduamente para ajudar essas pessoas, mas a crise é geral, os pastores também estão enfrentando a miséria dentro de suas próprias casas, e ainda uma pressão adicional, pois são procurados a todo instante por pessoas que buscam ajuda e alívio. Nós não entendemos por que isso está acontecendo”, lamentou Jean*, um líder cristão local.

Awuzo*, outro líder relatou: “Havíamos voltado para casa há pouco tempo, eu, minha esposa e nossos sete filhos. Agora estamos em fuga novamente. Quando a situação fica tensa, fugimos para nos proteger. É dessa forma que vivemos agora, estamos sempre em estado de alerta”. Até agora, 9 igrejas foram fechadas em Beni, e as que permanecem abertas, recebem poucos fieis. “Onde havia 350 membros, hoje há no máximo 10. Por favor, orem pela nossa situação”, pede um dos líderes.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

 Pedidos de oração

Ore pelos cristãos da República do Congo, para que permaneçam firmes na fé, apesar dos últimos ataques e suas duras consequências. Que eles tenham sabedoria e entendimento e que saibam lidar com as recentes dificuldades.

  • Interceda por eles, pedindo socorro e provisão, principalmente de alimentos e medicações.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/08/nos-nao-entendemos-por-que-isso-esta-acontecendo

Violência islâmica mata muitos cristãos

Enquanto isso, as bases de treinamento dos extremistas islâmicos estão sendo instaladas para a imposição dos “surtos do fundamentalismo religioso”

16-congo-0270100637

Na República do Congo, militantes islâmicos são suspeitos de matar cerca de 40 aldeões no extremo leste do país, de acordo com os relatórios da Portas Abertas. Várias facções apareceram armadas com machados na aldeia que fica na província de Kivu, no meio da noite. “Eles chegaram prontos para matar e tinham se organizado para isso, pois conheciam as posições do exército e conseguiram invadir várias áreas protegidas. Pessoas foram atacadas dentro de suas próprias casas. Pessoalmente, eu vi pelo menos 16 pessoas que morreram violentamente”, conta uma das testemunhas à agência de notícias France-Presse.

Não houve critérios para os assassinatos, morreram desde as crianças até os aldeões mais idosos. A aldeia era de maioria cristã. “A cena agora é desoladora, centenas de pessoas estão deslocadas. Vi famílias levando caixões pela estrada, muitas pessoas carregando seus pertences, de carro, moto e até mesmo a pé, indo embora daquele pesadelo. Um lugar onde havia uma comunidade próspera agora parece uma cidade fantasma”, comenta uma fonte local. A região é muito conhecida pelos assassinatos e sequestros que ocorrem rotineiramente. “Dizem que os grupos extremistas atuantes no país têm o apoio do governo islâmico do Sudão. Essa é uma afirmação feita pelo governo de Uganda e apoiada por fontes diplomáticas ocidentais”, comenta um dos analistas de perseguição.

A população da região atingida é predominantemente cristã (95,8%) e o impacto sobre eles tem sido imenso. Após este último ataque, as pessoas ficaram muito amedrontadas, poucas manteram a esperança de recomeçar suas vidas no mesmo local. Em uma carta divulgada há um ano, os líderes religiosos da província de Bukavu denunciaram os ataques, a passividade do Estado e também da comunidade internacional. Um dos líderes chegou a questionar “será que vão deixar essa situação piorar ainda mais e ninguém vai tomar as medidas necessárias contra o jihadismo?”. Enquanto isso, as bases de treinamento dos extremistas estão sendo instaladas para a imposição dos “surtos do fundamentalismo religioso”. Ore e interceda por esses cristãos.

Pedidos de oração

 

  • Ore pela igreja no Congo e interceda pelos cristãos que estão sofrendo com o aumento da perseguição religiosa no país.
  • Peça ao Senhor para que dê estratégias aos líderes que dirigem ministérios no país e que eles continuem pregando a Palavra.
  • Ore também para que Deus alcance os corações dos perseguidores e que eles se arrependam por tantos males causados a pessoas inocentes.

Fonte: Portas Abertas