Arquivo da tag: #Rio de Janeiro

EVM recebe apoio do renomado professor e escritor Clóvis Brigagão

Rio de Janeiro – A equipe de internacionalistas da ONG Ecoando a Voz dos Mártires se reuniu nessa sexta-feira (28/10), na Universidade Cândido Mendes, com o renomado professor  e escritor Clóvis Brigagão, cientista político que inaugurou no Brasil a área multidisciplinar de Relações Internacionais  sobre Estudos e Pesquisa de Paz.

O professor Clóvis teve conhecimento do trabalho executado pela presidente da ONG EVM através do Linkedin, oportunidade em que a parabenizou pelos seus esforços na seara humanitária. Andréa Fernandes agradeceu a recomendação do professor Clóvis e solicitou uma reunião objetivando expor projetos da ONG, pelo que foi imediatamente atendida.

Compareceram à reunião Andréa e a internacionalista Marcelle Torres, que impressionou o professor com suas excelentes análises sobre a Coréia do Norte. Foram discutidos alguns projetos que tiveram apoio do Dr. Clóvis, que também é especialista em segurança internacional e coordenador do Grupo de Análise e Prevenção de Conflitos Internacionais – GAPCon. Na oportunidade, a presidente da ONG o convidou para compor a mesa da sessão solene em reconhecimento do genocídio de cristãos e minorias no Oriente Médio,  evento que que será realizado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e já está sendo articulado juntamente com Daniel Sousa, tendo resposta positiva do professor.

Ao final do produtivo encontro, as internacionalistas foram presenteadas com 3 obras de autoria do professor Clóvis Brigagão, cujos livros são de leitura obrigatória para alunos do curso de Relações Internacionais.

Grupo no Brasil declara apoio ao Estado Islâmico

Ansar al-Khilafah Brazil afirmou que treinamento da polícia brasileira não conseguirá impedir País de sofrer ataques.

Um grupo extremista no Brasil declarou lealdade ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e criou um canal chamado Ansar al-Khilafah Brazil na rede social Telegram, que se assemelha ao popular WhatsApp. A informação foi divulgada pela especialista norte-americana em monitoramento de atividades terroristas na web Rita Katz, do SITE, nesta segunda-feira (18).

De acordo com Katz, esta é a primeira vez que uma organização anuncia aliança com o Estado Islâmico na América do Sul e declara submissão ao líder do califado, Abu Bakr al-Baghdadi. Dentro do canal no Telegram, o Ansar al-Khilafah Brazil comentou que, “se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá em nada”, referindo-se ao apoio que agências internacionais de inteligência têm oferecido ao governo brasileiro na prevenção de ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Em um post no Twitter, Katz ressaltou que o grupo está aproveitando o momento para espalhar a ideologia extremista antes da competição esportiva. No fim de maio, o Estado Islâmico criou o primeiro canal em português da organização, também dentro do Telegram. A página, para propaganda do califado, é uma versão em português do já existente Nashir Channel.

Estado Islâmico planejou ataque para Olimpíadas, diz França

Em menos de 20 dias, pelo menos 480 pessoas morreram em 11 atentados ao redor do mundo

Procurada pela ANSA, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ainda não retornou ao contato sobre a suposta aliança de um grupo no Brasil ao Estado Islâmico.

O cientista político Heni Ozi Cukier, professor de Relações Internacionais da ESPM, disse em entrevista à ANSA que qualquer ameaça precisa ser verificada para se constatar se é falsa ou real.

“Pode ser só uma oportunidade de aterrorizar antes dos Jogos”, afirmou, destacando, porém, que, caso seja verdadeira, o Brasil precisa aumentar sua vigilância. Na semana passada, a Assembleia Nacional da França publicou o relatório de uma audição com o chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), general Christophe Gomart, no qual o especialista admitia ter informações de que o Estado Islâmico planejara um atentado contra a delegação francesa durante os Jogos.

As Olimpíadas do Rio de Janeiro ocorrerão entre os dias 5 e 21 de agosto. Devido ao massacre em Nice há quatro dias, quando Mohamed Bouhlel atropelou uma multidão e matou 84 pessoas, o governo brasileiro adotou medidas extras de segurança para os Jogos.

Ontem (17) foi realizado o terceiro treinamento de forças conjuntas para simular a cerimônia de abertura, que ocorrerá no Maracanã. A estimativa é de que cinco mil homens da Força Nacional de Segurança Pública e 21 mil oficiais das Forças Armadas, além do contingente fixo do Rio de Janeiro, façam a segurança durante os Jogos Olímpicos.

Itamaraty confirma morte de brasileira no atentado em Nice

Como aplicativo ajudará a evitar ataques terroristas na Rio 2016

http://noticias.r7.com/internacional/grupo-no-brasil-declara-apoio-ao-estado-islamico-18072016

Estado Islâmico planejou ataques no Brasil, afirma agência francesa

Brasileiro estaria por trás do planejamento dos ataques que deveriam ocorrer durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

A facção terrorista Estado Islâmico, também conhecida por Daesh ou ISIS, responsável pelos recentes atentados noaeroporto de Istambul e de Paris no ano passado, havia planejado novos ataques contra delegação da França durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, informou um novo relatório oficial da agência de inteligência do governo francês nesta quarta-feira (13).

LEIA MAIS: Suspeito de ação terrorista é encaminhado para a Polícia Federal

A informação foi anunciada pelo chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), general Christophe Gomart, durante uma audição, em maio, na comissão parlamentar de luta contra o terrorismo, responsável por investigar os atentados de 2015 na França. Na ocasião, os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmicoe deixaram 130 pessoas mortas. O episódio é considerado um dos mais sangrentos da história recente do país.

Há indícios de que um brasileiro poderia estar por trás dos ataques, assegurou Gomart em declaração aos parlamentares. Não se sabe se o brasileiro estaria sendo treinado remotamente ou em bases locais do Estado Islâmico no oriente médio. De acordo com a agência ANSA, é provável que ele estivesse fora do Brasil e já tenha sido detido.

LEIA MAIS: Trump elogia ditador Saddam Hussein por matar terroristas

Em nota, o jornal francês “Libération” afirmou que o diálogo entre Gomart e os parlamentares não deixam claro a identidade desse suposto brasileiro.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2016-07-13/estado-islamico-ataques-brasil.html

Estado Islâmico planejou ataques no Brasil, afirma agência francesa

Brasileiro estaria por trás do planejamento dos ataques que deveriam ocorrer durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

A facção terrorista Estado Islâmico, também conhecida por Daesh ou ISIS, responsável pelos recentes atentados no aeroporto de Istambul e de Paris no ano passado, havia planejado novos ataques contra delegação da França durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, informou um novo relatório oficial da agência de inteligência do governo francês nesta quarta-feira (13).

LEIA MAIS: Suspeito de ação terrorista é encaminhado para a Polícia Federal

A informação foi anunciada pelo chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), general Christophe Gomart, durante uma audição, em maio, na comissão parlamentar de luta contra o terrorismo, responsável por investigar os atentados de 2015 na França. Na ocasião, os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico e deixaram 130 pessoas mortas. O episódio é considerado um dos mais sangrentos da história recente do país.

Há indícios de que um brasileiro poderia estar por trás dos ataques, assegurou Gomart em declaração aos parlamentares. Não se sabe se o brasileiro estaria sendo treinado remotamente ou em bases locais do Estado Islâmico no oriente médio. De acordo com a agência ANSA, é provável que ele estivesse fora do Brasil e já tenha sido detido.

LEIA MAIS: Trump elogia ditador Saddam Hussein por matar terroristas

Em nota, o jornal francês “Libération” afirmou que o diálogo entre Gomart e os parlamentares não deixam claro a identidade desse suposto brasileiro.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2016-07-13/estado-islamico-ataques-brasil.html

Deputado Ezequiel Teixeira se prontifica a encaminhar pleito da ONG EVM à Comissão de Direitos Humanos

Rio de Janeiro – A presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires esteve em reunião com o deputado federal Ezequiel Teixeira e o assessor Cássio Barreiros na noite de domingo na sede do Projeto Vida Nova.

No encontro, Andréa Fernandes relatou a luta da ONG para “dar voz” em nosso Parlamento às minorias étnicas e religiosas perseguidas no mundo muçulmano, e de pronto, o Deputado ofereceu-se para encaminhar o assunto à Comissão de Direitos Humanos da qual tem participado ativamente.

Ezequiel Teixeira ficou impressionado com os dados acerca da perseguição aos cristãos e se comprometeu a “abraçar a causa”. O deputado tem se engajado na Câmara Federal em defesa da família e do desenvolvimento social.

O assessor do deputado solicitou à presidente da instituição humanitária o encaminhamento de informações sobre as violações dos direitos humanos no mundo muçulmano para que Ezequiel Teixeira possa discorrer na grande mídia acerca da terrível perseguição que atinge os cristãos em países islâmicos. Na oportunidade, Andréa fora convidada para expor o tema em Brasília.

 

Não acredito em “comoção seletiva”

Por Andréa Fernandes

As terríveis imagens postadas nas redes sociais por estupradores de uma jovem nua e violentada aos 16 anos chocaram o Brasil, e imediatamente, manifestaram reações de repúdio os artistas, os políticos, os ativistas, a OAB, a ONU e milhares de pessoas nas redes sociais.

Foram realmente muitas as demonstrações de aversão ao crime e além de hashtags condenando a inominável violência, circularam nas redes sociais até mesmo as imagens de uma mulher – simbolizando a vítima da selvageria – numa cruz com sangue escorrendo pelas pernas numa alusão distorcida de semelhança ao martírio cristão.

A própria ONU que “fecha os olhos” para os países muçulmanos que praticam as formas mais abjetas de misoginia, não deixou de emitir declaração acerca do estupro dessa jovem no Rio de Janeiro e de outra adolescente, no Piauí. Afirma a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman:

“Além de serem mulheres jovens, tais casos bárbaros se assemelham pelo fato de que as duas adolescentes teriam sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de drogas ilícitas”.

Ativistas marcaram para a próxima quarta-feira (01/06) uma manifestação no Rio de Janeiro com o tema “Por todas Elas”. E as feministas aproveitam a tragédia vivenciada pela jovem para destilar todo seu ódio contra a sociedade culpando-a pelo crime praticado por estupradores quando propalam a aberração da chamada “cultura do estupro”.

Assim, quando assistimos todos esses gestos de “solidariedade” somos levados a acreditar que há uma “preocupação geral” com o drama vivido pelas mulheres que sofrem estupro! E isso é verdade? Claro que não! Nem mesmo as feministas estão preocupadas em denunciar e condenar esse ato de violência extrema quando praticado por seus “camaradas muçulmanos”.

Logo, eu só vou acreditar que todo esse pessoal está sensível à dor de milhares de vítimas de estupro quando visualizar hashtags e perfis nas redes sociais condenando o estupro coletivo diário de milhares de meninas e mulheres das minorias cristãs e yazidis que são ESCRAVAS SEXUAIS de terroristas do Estado Islâmico, um drama que não abala as redes sociais!

Esse relativismo nojoso reinante no mundo virtual que “classifica” qual o tipo de atrocidade merece comoção é de uma mediocridade ímpar! Quem RESPEITA as MULHERES se indigna com TODO e qualquer ato de violência, seja ele no Brasil, no mundo muçulmano ou em países comunistas!

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista e Diretora-Presidente da ONG EVM

EVM CONVENCE MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES A PROPOR AO ITAMARATY A INCLUSÃO DE CONDENAÇÃO DA “CRISTOFOBIA” EM DISCURSO NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU

Por Andréa Fernandes

Mais uma vez, a equipe de internacionalistas do Ecoando a Voz dos Mártires (EVM) participou de videoconferência com o Ministério das Relações Exteriores e Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, em 29 de março, sobre a atuação internacional do Brasil em temas de direitos humanos. O referido diálogo é realizado periodicamente, seis vezes ao ano, antes e depois das sessões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

As videoconferências costumam ocorrer nas sedes do Ministério Público Federal em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Curitiba e Belém, sendo certo que, as internacionalistas do EVM, Dra. Andréa Fernandes e Marcelle Torres, estiveram no MPF de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, contando com o apoio operacional de Andrea Giordana Ribeiro que filmou e fotografou o evento.

Cumpre informar que ao ser concedida a palavra à Marcelle Torres, especialista em Coreias e pesquisadora da Escola Naval de Guerra, a mesma se pronunciou tecendo uma análise acurada do cenário de letargia com que são encaradas as terríveis violações de direitos humanos na Coreia do Norte e pontuou a falta de engajamento brasileiro nesse contexto de omissão internacional, requerendo posicionamento brasileiro nesse sentido.

Em resposta às colocações da internacionalista, Pedro Saldanha, Chefe da Divisão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, informou que na última sessão do Conselho de Direitos Humanos, em março, mais uma vez foi adotado Projeto de Resolução intitulado “A Situação dos Direitos Humanos na República Popular Democrática da Coreia” e foi aprovado por consenso, dizendo que o Brasil apóia essa iniciativa, e afirmando ainda que “há sim, uma preocupação da comunidade internacional com relação à situação de diretos humanos na Coreia do Norte”. Contudo, o representante do Ministério das Relações Exteriores se limitou a expressar que o “Brasil acompanha com atenção a situação e atua tendo por objetivo uma melhora concreta da situação de direitos humanos no terreno e não vai atuar com meras condenações pelo simples fato de condenar se o Brasil não considerar que aquela eventual condenação tem o poder de contribuir para a melhora da situação das pessoas que estão sofrendo violações nos diversos países no mundo todo”, sendo com esse princípio que atua também com a Coreia do Norte, mantendo canal de diálogo objetivando trazer o país à cooperação. Todavia, em momento algum, Pedro Saldanha especificou as tais ações brasileiras ou rebateu com argumentos críveis as colocações da internacionalista.

Logo após, houve a manifestação da presidente do EVM, Andréa Fernandes, que inicialmente teceu considerações onde demonstrou o descaso da ONU para com o tema “perseguição a cristãos e minorias no mundo muçulmano”, abordando o fato de ter havido em 21 de março a celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial na ONU, e o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, alertou para o aumento do preconceito, da xenofobia e da violência contra minorias, migrantes e, particularmente, contra muçulmanos, alertando, ainda, sobre o risco que emerge da “extrema-direita” européia contra os imigrantes, idéia esta seguida também pela Diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, destacando que discriminação racial “divide e mata”. Outrossim, noticiou que em 24 de março, a Comissão de Direitos Humanos pronunciou 37 resoluções, mas nenhuma delas condenou especificamente países muçulmanos por violações de direitos humanos contra minorias cristãs.

Andréa Fernandes afirmou que a chamada “extrema direita” européia não vindica formulação de pena de morte contra homossexuais, adúlteros, dissidentes políticos, apóstatas e crianças, como ocorre, por exemplo, no Irã – país que a presidente Dilma pretende visitar – além do que, não defende a escravidão sexual, decapitações e outras atrocidades que ocorrem em países muçulmanos, sendo absurda a falta de posicionamento da ONU contra tais barbáries. Nesse diapasão, a presidente do EVM lembrou do discurso da presidente Dilma Roussef condenando a ISLAMOFOBIA na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU, em 2012, ano em que 105 mil cristãos foram assassinados em razão da sua fé, ressaltando que, em não havendo pronunciamento da presidente ou representante brasileiro na próxima sessão da Assembleia Geral denunciando e condenando a CRISTOFOBIA, configurar-se-á seletividade no trato com o tema, o que seria inadmissível por ser o Brasil um país de maioria cristã que abomina a perseguição sistemática promovida por governos muçulmanos.

Inobstante tal fato, a internacionalista evocou a denúncia da Anistia Internacional em 2015, no que pertine exportação para Arábia Saudita de bombas de fragmentação – proibidas em mais de cem países – as quais estão sendo utilizadas pela teocracia islâmica em bairros residenciais iemenitas na “guerra por procuração” contra o Irã. Frisando que o Brasil é o 4º maior exportador mundial desse tipo de armamento, Andréa Fernandes indagou Pedro Saldanha sobre a resposta brasileira a tal denúncia e o posicionamento governamental quanto ao banimento de exportação do aludido armamento por ser imoral para um país que postula assento permanente no Conselho de Segurança e diz defender direitos humanos, oportunidade em que, trouxe à lume o informe de o governo brasileiro ter ofertado incentivos fiscais em 2013 para as indústrias que enviam armamento proibido que está matando a população mais pobre do Oriente Médio.

Embora sabendo que a denúncia partiu da Anistia Internacional, o Chefe da Divisão de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores afirmou que não poderia se pronunciar num caso relatado pela “imprensa” e que se certificaria sobre o ocorrido.

No que concerne ao pleito da internacionalista acerca da inclusão no discurso brasileiro de DENÚNCIA e CONDENAÇÃO da CRISTOFOBIA na próxima sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU, Pedro Saldanha se comprometeu a encaminhar o pedido para o Itamaraty a fim de ser atendido, posto que, impossível refutar os argumentos expendidos dada a gravidade das violações de direitos humanos cometidas contra as comunidades cristãs no mundo muçulmano.

Dessa forma, o EVM cumpriu um dos seus objetivos institucionais, qual seja, “dar voz nos cenários nacional e internacional aos cristãos e minorias” que são perseguidos por governos muçulmanos e pela Coreia do Norte. E vale salientar que o EVM entrará em contato com importantes lideranças cristãs brasileiras para apoiá-la para que haja o implemento de tão importante tema na agenda de política externa da diplomacia brasileira.

Andréa Fernandes é advogada, internacionalista e presidente do Ecoando a Voz dos Mártires (EVM)

Sírios refugiados em igreja no Rio narram dramas e fugas da guerra

Casa de Apoio em paróquia de Botafogo, na Zona Sul, abriga nove sírios.
Nos primeiros 8 meses de 2015, número de sírios na cidade dobrou.

As histórias das fugas e os horrores do dia a dia da guerra civil na Síria se cruzam dentro de um abrigo montado para refugiados em uma paróquia em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O G1 visitou a Casa de Apoio para Refugiados, montada  pelo padre  Alex Coelho Sampaio, nos fundos da igreja de São Sebastião. Atualmente, entre 16 refugiados, nove são sírios. Uma delas, Sandy, 25 anos, chegou sozinha ao Brasil há três meses. Os pais dela morreram na guerra e uma irmã está na Turquia.

 O trabalho da igreja tem apoio da Cáritas Diocesana, responsável pela assistência aos refugiados no Rio, que tem apoio do Acnur (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.  Segundo a Cáritas, somente nos primeiros oito meses de 2015, o número de sírios no Rio de Janeiro dobrou em relação a todo o ano passado. Até o final de agosto eram 108, contra 46 em 2014. Segundo Diogo Félix, assessor de informação da Cáritas Rio, depois da foto do menino Aylan Kurdi, 3 anos, que morreu no mar da Turquia durante a fuga dos pais, o número de oferecimentos de voluntários para trabalhar na Cáritas deu um salto. Em uma semana, mais de 200 pessoas se ofereceram para trabalhar com refugiados.

O padre conta que os árabes convivem harmonicamente no mesmo espaço com uma família ucraniana e outra nigeriana.  Todos recebem moradia e alimentação pelo período de três meses.

Khaled Feres diz que se a família se refugiasse no Brasil, ele esqueceria a Síria (Foto: Káthia Mello / G1)

Drama e saudade 
O protético Khaled Feres, 27 anos, chegou há um mês. Antes, viveu na cidade de Campos, no norte do Estado. Ele conta que após a morte do irmão mais velho na guerra, o pai, um professor universitário em Damasco, decidiu enviar os três filhos homens para fora do país. Khaled foi enviado no ano passado ao Brasil, um outro irmão e sobrinhos foram para a Alemanha e outro está naTurquia.  O sonho dele é estudar Odontologia e, por isso,  decidiu vir para o Rio aprofundar os estudos em português.

Emocionado, ele conta que a família não está em segurança na Síria. Segundo ele, o bairro onde ele vivia era populoso com cerca de  20 mil pessoas. Atualmente, por causa da guerra, o local está deserto, com menos de mil pessoas. “Sinto falta da minha família. Se meu pai, minha mãe e minha irmã viessem para cá eu ia esquecer a Síria. Não ia ter saudades de lá, mas meu pai diz que não quer sair da sua casa. Ele sempre me diz que a casa dele é o seu país”, disse.

Ele diz que não quer ir embora do Brasil e relatou experiência de preconceito que sofreu no Líbano, onde ficou um mês antes de chegar aqui. Para Khaled, o sentimento de ver os refugiados fugindo para a Europa é de tristeza. Ele diz que fica pensando que pode ter conhecidos, amigos e até parentes no meio dos refugiados.

Padre Alex diz que é chamado de pai pelos refugiados. Ele estuda árabe, o que facilita o contato e a comunicação com o grupo.  Ele conta que a ideia de criar o centro foi a guerra na Síria.  “Fiquei sensibilizado com a guerra e abri a casa. Procurei a Cáritas e disse que tinha o espaço. Comecei com um quarto e tive que ampliar porque começaram a chegar mais sírios no Rio”.

Padre Alex Sampaio e o protético Khaled abrigado na paróquia São Sebastião, em Botafogo, na Zona Sul  (Foto: Káthia Mello/G1)Padre Alex Sampaio e o protético Khaled abrigado na paróquia São Sebastião, em Botafogo, na Zona Sul (Foto: Káthia Mello/G1)

No espaço do abrigo ele escreveu frases de boas vindas e criou regras de convivência, como horários de almoço e café da manhã. Ele diz que mantém o espaço com doações. No momento ele pode receber mais quatro refugiados. No entanto, tem capacidade para abrir mais 16 vagas. A alimentação é o principal problema e a ajuda  que ele recebe é da comunidade que frequenta a igreja. As doações podem ser feitas durante a semana, entre 8h e  18h.

O pároco diz que a casa tem normas. Segundo ele, fumar narguilé está liberado desde que seja feito do lado de fora para não incomodar as outras pessoas. Os momentos da reza muçulmana ocorrrem normalmente, segundo o padre dentro dos quartos.  “Eu sempre digo para eles. Deus é um só, para mim e para você. E, nós somos irmãos. Isso é fundamental para a boa convivência”.

Padre Alex conta ainda que muitos chegam feridos e com abalos psicológicos. Segundo ele, alguns até têm pesadelos à noite.  Ele conta que gosta de incentivar os jovens a estudar. No alojamento é comum encontrar livros abertos e computadores com lições de português.  Para atender aos refugiados, a paróquia conta com uma cozinheira, uma pessoa para limpeza e Ali, 43 anos, um sírio que fugiu da guerra e foi contratado pelo padre para trabalhar na igreja.

Irmãos sírios vendem salgados árabes em Botafogo, na Zona Sul (Foto: Káthia Mello/G1)Irmãos sírios vendem salgados árabes em Botafogo, na Zona Sul (Foto: Káthia Mello/G1)

Falta de moradia e sobrevivência
A família de Mohamed Ebraheen, 20 anos, está no Rio há quase dois anos e, para sobreviver, ele e o irmão de 23 anos vendem salgados árabes  a R$ 10, na rua Voluntários da Pátria, ao lado da igreja. Ebraheen conta que agora eles estão enfrentando dificuldades porque precisam de um lugar para morar. Um dos irmãos era soldado do exército sírio e fugiu para se reunir à família no Brasil.

“São seis pessoas na família e nós vivemos de favor. Agora temos que alugar uma casa e é tudo muito caro. Vender salgados ajuda, mas não é suficiente”.  Ele já  fala português, mas diz que o pai, a mãe e os irmãos ainda encontram dificuldades com a língua. Segundo ele, a Europa seria o melhor destino porque os governos oferecem moradia.

O representante da Cáritas disse que a “onda de solidariedade” é importante, mas não são só os sírios. ” É importante as pessoas saberem que não são só os sírios. Trabalhamos com africanos e refugiados de outros países. A onda de solidariedade é legal, mas não pode ser seletiva”, disse

A Cáritas recebe doações na sua sede na rua São Francisco Xavier, 483, no Maracanã. No momento eles precisam de alimentos, colchões e itens de higiene pessoal.

Pedidos de vistos e refúgio
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, até o dia 31 de agosto, os consulados do Brasil em vários pontos do mundo concederam 7.800 vistos e 2.077 sírios já foram reconhecidos como refugiados no país.  Eles são maioria dos refugiados no país, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), de um total de 8,4 mil refugiados no Brasil.
Os sírios que fogem do país procuram principalmente o consulado brasileiro em Beirute, no Líbano e depois o de Aman, na Jordânia, Ancara e Istambul, na Turquia.

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) tem reunião marcada para o dia 21, onde deverá prorrogar as regras que facilitam o refúgio de sírios no Brasil. Em vigor desde 2013, a norma que simplifica a concessão de visto a imigrantes daquele país venceria no final de setembro. O Conare é presidido pelo Ministério da Justiça e reúne ainda os ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, do Trabalho, entre outros. As solicitações de refúgio no Brasil são encaminhadas ao órgão, que avalia e julga se aceita ou não os pedidos de ajuda.

Regra
A resolução do Conare de 2013 que facilitou a concessão de vistos aos sírios, e que deve ser prorrogada, explica que a medida de facilitação do visto aos sírios foi adotada considerando a crise humanitária gerada pelo conflito na Síria e o alto número de refugiados gerado pelos confrontos.

Para fazer um pedido de refúgio ao governo brasileiro, o estrangeiro deve estar em território nacional e procurar um posto da Polícia Federal ou do Ministério da Justiça para esclarecer sua situação.

Na época em que a resolução foi adotada, o Itamaraty explicou que os critérios para a concessão do visto podem variar de acordo com cada pedido. Em alguns casos, por exemplo, o governo pode relevar o fato de o solicitante do visto não ter comprovado emprego fixo na Síria. Em outros casos, poderão ser aceitos pedidos sem que o cidadão sírio apresente comprovantes de renda.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/09/sirios-refugiados-em-igreja-no-rio-narram-dramas-e-fugas-da-guerra.html

Palestra na Igreja Assembleia de Deus Tanque de Betesda – Jardim Novo/RJ (23.05.2015)