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Risco de guerra entre Índia e Paquistão prejudica cristãos

A situação pode ficar ainda mais precária se os ataques continuarem.

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A base aérea da Índia foi atacada por forças afegãs, mas os membros do comando resistiram às forças de segurança do país. Ao mesmo tempo, o exército teve que combater um grupo que, aparentemente, era integrado por paquistaneses, que tentavam invadir o consulado. Os dois ataques aconteceram dez dias depois de uma visita do premiê indiano, Narendra Modi, ao Afeganistão, onde um atentado suicida perto do aeroporto de Cabul, no mesmo dia, destacou novamente a situação de insegurança no país.

Os especialistas assinalaram o risco de uma guerra entre a Índia e o Paquistão através da ação dos talibãs. Em 25 de dezembro, os chefes de governo do Paquistão e da Índia se reuniram em Islamabad. Esta foi a primeira vez em 10 anos que um premier indiano viajou ao Paquistão. Desde a independência da Grã-Bretanha em 1947, Índia e Paquistão já travaram três guerras pelo controle da Caxemira, um território do Himalaia que ambos ocupam em parte e que reivindicam em sua totalidade. Um desses conflitos já custou a vida de cerca de 100 mil pessoas.

Levando em conta que a situação para os cristãos na Índia já não é nada fácil, já que o governo tem negado emprego, educação e moradia para eles, alegando que entre os dalits não deve existir nenhum cristão, esses ataques só colaboram para uma condição de vida ainda mais precária. “A disposição do governo de beneficiar os hindus dalits, por um lado, e a recusa de auxílio para dalits cristãos e muçulmanos, por outro lado, é a violação de um direito fundamental de igualdade perante a lei garantida no âmbito da Constituição”, conclui o líder cristão Kumar Swamy, secretário nacional do All India Christian Council. Ore pelos cristãos indianos para que tenham sua fé renovada nesse momento tão complicado que estão vivendo.

 

Prefeito de Roma adverte para risco de atentados durante Ano Santo

Ano Santo será realizado de dezembro de 2015 a novembro de 2016.
Tradição é celebrada a cada 2 anos e permite perdão pela penitência.

O prefeito de Roma, Ignazio Marino, advertiu nesta quinta-feira para o risco de atentados na capital durante o Ano Santo convocado pelo Papa e que será realizado entre dezembro de 2015 e novembro de 2016.

“É o primeiro Jubileu que é celebrado desde 11 de setembro de 2001 e em tempos do EI”, a organização jihadista Estado Islâmico, explicou Marino em uma entrevista ao jornal “Corriere della Sera”.

“Todas as indicações que temos dos serviços de inteligência americanos e dos prefeitos americanos com quem falei recentemente falam de riscos concretos de atos terroristas na Itália e em Roma”, disse.

O Ano Santo, também chamado de Jubileu, é uma tradição da igreja católica que em teoria é celebrada a cada 25 anos e que permite que os fiéis obtenham o perdão fazendo penitência.

O último Jubileu foi convocado em 2000 por João Paulo II, mas o papa Francisco decidiu no início deste ano convocar um a partir de dezembro chamado “Jubileu da Misericórdia”.

O prefeito de Roma também declarou que não pode “defender a capital contra o terrorismo apenas com os policiais municipais”, um convite ao governo para que reforce a segurança na capital.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/prefeito-de-roma-adverte-para-risco-de-atentados-durante-ano-santo.html

Escassez de combustível pode gerar mais mortes no Iémen

A escassez de combustível no Iémen, devido aos conflitos e às restrições nas importações pode, num futuro próximo, causar de mais mortes no país do que os atuais combates, denunciou hoje a organização internacional Oxfam.

A falta de combustível afetou o fornecimento de água e de alimentos e os serviços médicos de 84% dos iemenitas, que necessitam de ajuda urgente e enfrentam um risco crescente de doença e desnutrição, refere a Oxfam, em comunicado.

Desde o final de março passado, quando começou a ofensiva de uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes xiitas huthis, a citada aliança impôs restrições às importações, que não foram levantadas apesar da atual trégua humanitária, que está a ser violada por ambos os lados.

Philippe Clerc, diretor da Oxfam no Iémen, assegurou que depois de mais de 100 dias de luta, os iemenitas “necessitam de um fluxo constante de abastecimentos no país e de um cessar-fogo permanente para permitir a entrega de combustível e outros mantimentos”.

“Caso contrário, muitas mais pessoas morrerão desnecessariamente. Sem um ação urgente, a escassez poderá matar mais pessoas do que as balas ou as bombas”, sublinhou Clerc.

O combustível que entra no país totaliza apenas 20% do que é necessário e os alimentos e medicamentos que se podem distribuir são também insuficientes e permanecem, muitas vezes, bloqueados nos portos por falta de combustível para os transportar”.

“Sem um fornecimento adequado de combustível, as bombas de água não poderão operar por mais tempo e os alimentos e medicamentos limitados que se encontram nos principais portos do Iémen vão estragar-se, já que não podem ser transportados para os 21 milhões de pessoas que necessitam de ajuda”, disse o responsável da Oxfam.

Cerca de 20 milhões de pessoas, 80% da população, necessita de água potável neste momento.

Atualmente, pelo menos 1.8 milhões de crianças estão com risco de diarreia e cerca de 400.000 milhões poderão sofrer de desnutrição severa, diz a nota da Oxfam.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, pelo menos 120.000 milhões de crianças poderão morrer se não se proporcionar água potável, atenção adequada e alimentos.

Além disto, pelo menos 500 mulheres grávidas enfrentam um maior risco de morrer durante o parto, já que a escassez de combustível obrigou a fechar hospitais e salas de maternidade.

Desde que começaram os bombardeamentos da coligação, em finais de março, mais de 3.000 pessoas morreram, metade das quais civis, e um milhão teve que abandonar as suas casas, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou-se na segunda-feira “muito dececionado” pelo fracasso da trégua humanitária que devia observar-se desde sexta-feira e assegurou que a sua organização mantém contactos com todas as partes para tentar parar a violência.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/421005/escassez-de-combustivel-pode-gerar-mais-mortes-no-iemen

Análise: Ataques no Iêmen elevam risco de ‘guerra sectária’

Os ataques coordenados a duas mesquitas nesta sexta-feira na capital do Iêmen, Sanaa, supostamente realizados pelo grupo autodenominado “Estado Islâmico” (EI), elevam o risco de uma “guerra sectária” no país, dividido por facções islâmicas rivais.

Segundo Mohamed Yehia, correspondente do serviço em árabe da BBC, os atentados são “sem precedentes”.

Adam Baron, analista do Conselho Europeu de Relações Exteriores, concorda. Para ele, a situação é “preocupante”.

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“Se o ataque realmente ter sido cometido pelo ‘Estado Islâmico’, isso é preocupante. O que esses ataques fizeram foi inserir um novo nível de violência sectária no Iêmen. Sempre houve ataques promovidos pela al-Qaeda na Península Arábica, mas os alvos eram normalmente políticos”.

Nesta sexta-feira, homens-bomba atacaram duas mesquitas em Sanaa durante as rezas do meio dia, um dos horários mais movimentados. Quatro homens estariam envolvidos nos atentados. Eles invadiram os locais e detonaram explosivos que estavam amarrados a seus corpos.

As mesquitas eram usadas principalmente por apoiadores do movimento rebelde xiita Houti, que controla a capital do país.

‘Desânimo’

O “EI”, que criou um braço no Iêmen em novembro, reivindicou a autoria dos ataques.

Um comunicado foi publicado em perfis no Twitter conhecidos por divulgarem propaganda do grupo extremista. Se confirmada a autoria, será a primeira vez que o “Estado Islâmico” promove um atentado no país.

Yehia disse que a população do país observa “com desânimo” a situação que o país vive.

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“Há dois governos, duas capitais. Os militares estão divididos, no meio de todo esse caos. Enquanto isso, o ‘Estado Islâmico’ e a al-Qaeda exploram esse caos para aumentar sua influência.”

A violência sectária vem aumentando gradativamente no Iêmen. Os rebeldes Houthi, apoiados pelo Irã, governam o norte do país, incluindo a capital Sanaa.

Já o sul é controlado por correligionários do presidente deposto Abd-Rabbu Mansour Hadi, cuja base é a cidade de Aden.

O Iêmen também abriga uma facção do grupo al-Qaeda, a al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês).

Rio de sangue

Testemunhas relataram que dois homens bomba atacaram a mesquita Badr, no sul de Sanaa.

Um deles entrou no local e detonou o explosivo em meio a dezenas de fiéis, acrescentaram testemunhas. Sobreviventes conseguiram escapar através do portão principal, onde um segundo homem bomba realizou outro ataque.

A rede de TV árabe Al Jazeera informou que o proeminente clérigo houthi al-Murthada bin Zayd al-Mahatwari, o imã da mesquita Badr, está entre os mortos.

Dois outros homens-bomba atacaram a mesquita al-Hashoosh, no norte da capital, em uma ação similar à que ocorreu no sul da cidade. Um fiel disse que foi lançado a dois metros de distância pela explosão.

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“As cabeças, pernas e braços dos mortos ficaram espalhados pelo chão da mesquita”, afirmou Mohammed al-Ansi à agência de notícias Associated Press, acrescendo que “o sangue corria como um rio”.

Ansi afirmou que muitos daqueles que não morreram na explosão ficaram seriamente feridos pelos estilhaços de vidro que caíram das janelas da mesquita.

Hospitais da cidade fizeram um apelo para que as pessoas doem sangue devido ao grande número de feridos.

Presença crescente

A Casa Branca “condenou fortemente” os ataques, mas afirmou que não podia confirmar a autoria dos atentados.

Apesar de ser uma base da al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), o Iêmen vem assistindo ao crescimento da presença do “Estado Islâmico” no país.

Os ataques acontecem um dia depois de confrontos sangrentos na cidade de Aden, no sul do país, entre forças leais ao presidente deposto Abrabbuh Mansour Hadi e os correligionários de seu antecessor, Ali Abdullah Saleh.

Após fugir de Sanaa no mês passado, Hadi escolheu Aden como base. Ele havia sido colocado em prisão domiciliar pelos rebeldes.

Nesta sexta-feira, aviões de guerra atacaram o palácio presidencial em Aden pelo segundo dia consecutivo, mas pessoas próximas a Hadi disseram que ele está ileso.

Saleh foi forçado a entregar o cargo para Hadi em 2011 após uma série de levantes populares, mas não perdeu força política. Ele atualmente é um aliado dos Houthis, contra os quais lutou quando era presidente do país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150320_atentado_iemen_lgb