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Arab-led bloc: First aim to restore Yemeni govt in Aden, Sanaa later

The Saudi led-coalition fighting to reinstate Yemen’s exiled government aims first to set it up in the mostly recaptured port city of Aden and then return it to Sanaa if possible via peace talks with Houthi foes, a coalition spokesman said on Thursday.

But if the Iranian-allied Houthis did not eventually agree to quit Sanaa, the government would have the right to “get them out” by force, Brigadier General Ahmed Assiri said in an interview.

A Saudi-led Arab coalition allied with southern Yemeni secessionist fighters retook much of Aden last week in the first significant ground victory of their campaign to end Houthi militia control over much of the Arabian Peninsula country and restore the exiled president, Abd-Rabbu Mansour Hadi.

Yemeni forces backed up by Saudi-led air strikes have recaptured positions on Aden’s outskirts used by Houthis to fire rockets into the city, local officials said on Thursday.

Senior members of Yemen’s exiled administration flew into Aden on July 16 to make preparations for the government’s return to the major southern port, four months after it was pushed out by Houthi forces, the dominant armed faction in the conflict.

Assiri, whose side has been conducting air raids on Houthis since March 26, said the first task was to secure Aden so the government could operate from there for the moment.

First step

“Aden was the first step. Now the government will start rebuilding their military capability, their security capability, the stability in cities,” he said, and this would need time.

“We believe that going surely, step by step, if the Houthis get out of Sanaa through peace talks, then this is important.

“But if they keep controlling (Sanaa), I think the legitimate government has the right to get them out of Sanaa.”

Sanaa is in northern Yemen and has been frequently bombed by Saudi-led warplanes over the past four months.

Rights abuses

Assiri said the Houthis ought to implement U.N. Security Council Resolution 2216, which calls for the Zaydi Shi’ite movement to withdraw from cities under their control, return seized arms and allow Hadi to return from his Riyadh exile.

The Houthis have rejected that resolution, arguing they are pursuing a revolution against a corrupt government and Sunni Islamist militants, and they deny having any military or economic links to Shi’ite Iran, the Saudis’ main regional foe.

Assiri said the coalition welcomed investigators to Yemen to look into rights abuses by any side in the four-month-old war.

“I assure you the coalition is very ready to cooperate with any investigation in Yemen,” he said, noting that it would be up to the Yemeni government to grant access to the country.

But he said a Human Rights Watch accusation that coalition warplanes bombed civilians on July 24 in a possible war crime was biased, and that HRW had not sought coalition comment.

An HRW researcher acknowledged to Reuters that no such response had been sought but he said a request for comment on a previous similar investigation had received no reply.

“There is no question that this was an air strike,” said the researcher, Ole Solvang.

Human Rights Watch has accused both sides of abuses, most recently the coalition over the July 24 raid in western Yemen and pro-Houthi forces of firing rockets indiscriminately into residential areas in Aden.

“We believe the report was designed to accuse the coalition without seeing what the others do and without hearing our view,” Assiri said, adding Houthi rocket fire was to blame. He noted HRW’s report had urged an investigation into the attack, while blaming the coalition. He described this as illogical.

https://english.alarabiya.net/en/News/2015/07/30/Arab-led-bloc-First-aim-to-restore-Yemeni-govt-in-Aden-Sanaa-later.html

Carro-bomba deixa feridos na capital do Iêmen; Estado Islâmico assume ataque

A explosão de uma carro-bomba reivindicada pelo Estado Islâmico atingiu a capital iemenita, Sanaa, durante a noite, disseram médicos, ferindo pelo menos 28 pessoas reunidas para lamentar as vítimas de outro ataque ocorrido no início deste mês.

 Foto: Khaled Abdullah / Reuters
Policiais inspecionam local de explosão de carro-bomba em Sanaa, capital do Iêmen, nesta segunda-feira. 29/06/2015

Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Em um novo sinal de que a guerra de três meses no Iêmen está se intensificando, o porta-voz militar do país disse que suas forças haviam lançado um míssil Scud em uma base militar saudita na terça-feira (horário local).

A aliança militar liderada pela Arábia Saudita tem bombardeado o grupo houthi, dominante no Iêmen, e seus aliados no Exército para desalojá-los da capital e trazer de volta o presidente exilado.

Um conflito sectário foi desencadeado em todo o sul e centro do Iêmen, colocando os xiitas houthis contra milicianos locais de maioria sunita que apoiam a intervenção árabe.

O vácuo político deu aos militantes sunitas de linha-dura mais espaço para operar. Eles consideram os houthis apóstatas dignos de morte, e a explosão durante a noite foi o mais recente de uma série de ataques contra o grupo e seus apoiadores.

“A explosão foi causada por um carro-bomba que explodiu atrás do hospital militar no distrito de Sha’oub em Sanaa, que feriu 28 pessoas, incluindo 12 mulheres em um edifício onde as vítimas de um ataque anterior estavam sendo veladas”, disse uma fonte médica.

Em um comunicado publicado on-line, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pela explosão, dizendo que tinha como alvo a área “de vingança para os muçulmanos contra os apóstatas houthis”.

Quatro carros-bomba explodem na capital do Iêmen e deixam dezenas de vítimas

Quatro carros-bomba atingiram três mesquitas e a sede política do movimento houthi em Sanaa, a capital do Iêmen, nesta quarta-feira, matando e ferindo dezenas de pessoas, informou uma autoridade de segurança.

 Foto: Khaled Abdullah / Reuters
Homem observa carro em local de explosão de carro-bomba na capital do Iêmen, Sanaa. 17/6/2015.

Foto: Khaled Abdullah / Reuters

As explosões aconteceram enquanto forças lideradas pela Arábia Saudita realizavam novos ataques aéreos contra instalações militares dos houthis em todo o Iêmen e delegados que participam de conversas de paz na Suíça relatavam a falta de progresso no segundo dia de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) com vistas a uma trégua durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.

“Quatro carros-bomba visaram o escritório político do (grupo) Ansarullah, a mesquita de Hashush, no distrito de Jiraf, a mesquita de Kibsi, no distrito de Zira e a mesquita de Qubat al-Khadra, causando martírio e ferimento em dezenas”, afirmou o funcionário à Reuters sob condição de anonimato.

Mais cedo nesta quarta-feira, combatentes houthis no centro do Iêmen explodiram a residência de um político veterano, Abdel-Aziz Jubari, que se encontra em Genebra como membro da delegação do governo exilado.

O ministro iemenita das Relações Exteriores, Reyad Yassin Abdulla, declarou à Reuters em Genebra que as conversas de paz “não progrediram”.

Os houthis tomaram Sanaa em setembro passado e avançaram no centro e no sul do país, forçando o presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e seu gabinete a se refugiarem em Riad.

(Por Mohammed Ghobari e Lara Sukhtian)

Ataque da coalizão mata 90 na capital do Iêmen horas antes de cessar-fogo

Mais 300 ficaram feridas no que pode ter sido o ataque mais fatal até o momento; pausa humanitária pode ser comprometida

SANAA — Um ataque da coalizão liderada pela Arábia Saudita a rebeldes houthis no Iêmen matou cerca de 90 pessoas na capital na segunda-feira, informou a agência estatal de notícias Saba nesta terça-feira. Outras 300 ficaram feridas. O novo enviado da ONU ao país, Ould Cheikh Ahmed, está no país para negociar uma trégua, que poderia ser afetada pelos bombardeios.

Se confirmado, o número de mortes estaria entre os mais altos em um único ataque nas mais de seis semanas em que uma aliança de países árabes tem bombardeado a milícia houthi.

Uma trégua de cinco dias está programada para começar na tarde desta terça-feira, para facilitar a chegada de ajuda humanitária. O cessar-fogo de cinco dias ainda não garante conversas de paz entre os lados envolvidos.

Riad adverte que a trégua não pode servir de pretexto para novos avanços houthis em território no Sul e no Oeste do país. Os houthis, por sua vez, se dizem dispostos a negociar uma solução pacífica para o conflito que já matou mais de 2 mil pessoas em pouco mais de seis semanas.

Cheikh Ahmed afirmou que foi ao Iêmen para “dar impulso às estancadas conversações políticas entre as facções da guerra civil”.

— Estamos convencidos de que não há solução para o problema do Iêmen, exceto por meio de um diálogo, que precisa ser iemenita.

Sanaa ficou coberta por fumaça – KHALED ABDULLAH / REUTERS

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-da-coalizao-mata-90-na-capital-do-iemen-horas-antes-de-cessar-fogo-16128389#ixzz3ZxQGK5AO
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ONU pede para coalizão saudita parar de atacar aeroporto do Iêmen

A coalizão liderada pela Arábia Saudita deve parar de alvejar o aeroporto do Iêmen em Sanaa, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira, num momento em que preparou um plano para criar uma ponte aérea para levar trabalhadores humanitários para o país a partir de Djibouti e entregar ajuda perto do Iêmen.

 Foto: Khaled Abdullah / Reuters
Fumaça após ataque aéreo contra o aeroporto da capital do Iêmen, Sanaa. 04/05/2015

Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Mais cedo na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores saudita disse que a aliança árabe que realiza ataques aéreos contra rebeldes houthis, aliados do Irã, no Iêmen estava considerando convocar tréguas em áreas específicas para permitir que suprimentos humanitários cheguem ao país.

“Ataques aéreos da coalizão tiveram como alvo as pistas do aeroporto internacional de Sanaa durante a semana passada, tornando-as inoperantes”, disse o coordenador humanitário da ONU para o Iêmen, Johannes Van Der Klaauw, em um comunicado. “Nenhum voo pode decolar ou pousar enquanto as pistas estão sendo reparadas.”

“Eu recomendo fortemente que a coalizão pare de mirar o aeroporto internacional de Sanaa e preserve esta importante linha de vida – e todos os outros aeroportos e portos marítimos – para que (suprimentos) humanitários possam chegar a todas as pessoas afetadas pelo conflito armado no Iêmen.”

Os combates em torno do Iêmen mataram mais de 1.000 pessoas, incluindo um número estimado de 551 civis, desde que os bombardeios começaram, disse a ONU em 24 de abril.

(Por Tom Miles)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/onu-pede-para-coalizao-saudita-parar-de-atacar-aeroporto-do-iemen,148b65b43b02d410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Líder iraniano diz que ataques aéreos sauditas estão causando genocídio no Iêmen

O líder do Irã classificou nesta quinta-feira como genocídio a intervenção militar de seu principal rival regional, a Arábia Saudita, no Iêmen, intensificando a retórica de Teerã contra a campanha de ataques aéreos, que já dura duas semanas.

O Aiatolá Ali Khamenei disse que os sauditas não emergirão vitoriosos da guerra no Iêmen, onde os combatentes houthis, que têm apoio iraniano e controlam a capital, Sanaa, vêm tentando tomar a cidade de Áden, no sul, de milícias locais.

O Irã vem exortando insistentemente a suspensão da ofensiva aérea e pediu diálogo no Iêmen, mas os comentários de Khamenei são os mais críticos vindos de Teerã a respeito da iniciativa da Arábia Saudita e de seus aliados árabes.

“Isto é um crime e um genocídio que podem ser processados em tribunais internacionais… Riad não emergirá vitoriosa desta agressão”, declarou Khamenei, descrevendo as ações sauditas como uma agressão contra iemenitas inocentes.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, também criticou a coalizão reunida por Riad, afirmando que ela repete erros cometidos em outras partes do mundo árabe onde a sunita Arábia Saudita e o xiita Irã apoiam facções adversárias.

Ambos se pronunciaram um dia depois de o Irã dizer que está enviando dois navios de guerra para a costa iemenita e um porta-voz da coalizão encabeçada pelos sauditas repetir as acusações de Riad, e negadas por Teerã, de que o Irã treinou e equipou as forças xiitas houthis.

O Irã convocou o representante diplomático saudita em Teerã em reação a tais “acusações sem fundamento”, relatou a agência de notícias iraniana Irna.

Os ataques aéreos incansáveis não impediram os houthis, respaldados por soldados leais ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, de avançar rumo ao centro de Áden.

A Arábia Saudita afirma que a campanha militar almeja deter o progresso dos houthis e reconduzir ao poder o presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, que fugiu de Áden duas semanas atrás, para que as negociações mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) possam ser retomadas.

Os combates já deixaram mais de 600 pessoas mortas e mais de 100 mil desabrigados, de acordo com a ONU. Assistentes humanitários alertaram sobre uma catástrofe iminente.

REAÇÃO

Aviões de guerra da coalizão saudita atingiram alvos militares e depósitos de armas próximos da capital, assim como áreas do norte perto da fronteira com a Arábia Saudita e no sul do Iêmen, segundo autoridades locais. Eles também entregaram suprimentos militares a combatentes tribais aliados a Hadi na região de Radfan, ao norte de Áden.

Agências de assistência vêm lutando para enviar suprimentos de emergência por avião ao país, um dos mais pobres do mundo árabe. Um avião com 16 toneladas de suplementos médicos teve que retornar porque o período de permissão de aterrissagem em Sanaa se encerrou ao meio-dia, declarou uma porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

“Você não pode pousar depois disso porque os ataques (aéreos) recomeçam, e os combates”, explicou Sitara Jabeen.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) no Iêmen, Julien Harneis, disse que a entidade tenta enviar um voo de ajuda há uma semana.

“Cada dia tem surgido um problema diferente”, afirmou ele de Genebra à Reuters, e que as taxas de desnutrição aguda nas crianças pode disparar em algumas semanas e ameaçar as vidas de mais de um quarto de milhão delas.

(Reportagem adicional de Mohammed Ghobari no Cairo, Parisa Hafezi em Ancara e Stephanie Nebehay em Genebra)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/lider-iraniano-diz-que-ataques-aereos-sauditas-estao-causando-genocidio-no-iemen,d705685c26f9c410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Ataques aéreos sauditas contra houthis no Iêmen atingem escola matando pelo menos 3 estudantes

Cruz Vermelha alerta para situação catastrófica no país

SANAA — Bombardeios aéreos liderados pela Arábia Saudita contra rebeldes xiitas houthis atingiram uma escola iemenita nesta terça-feira, provocando a morte de ao menos três estudantes. Com cerca de 140 mortos no Sul do país somente nas últimas 24 horas, a Cruz Vermelha alertou para a situação humanitária catastrófica no Iêmen. Enquanto Áden, principal cidade no Sul, sofre intensos confrontos nas ruas, cerca de 16 milhões de habitantes estão sem energia elétrica no Norte.

— A situação humanitária é crítica no Iêmen, país que importa 90% dos produtos de alimentação — disse à agência AFP a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Iêmen, Marie Claire Feghali. — A guerra em Áden está em cada rua, em cada esquina. Muitos não podem fugir.

Os ataques sauditas tinham como alvo uma base militar, mas acabaram acertando uma escola nas proximidades na província de Ibb, segundo autoridades locais. Os alunos estavam indo para o intervalo do almoço quando os bombardeios ocorreram, ferindo ao menos seis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 540 pessoas morreram e 1,7 mil ficaram feridas em confrontos desde 19 de março.

O porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Christophe Boulierac, afirmou que pelo menos 74 crianças morreram e 44 ficaram feridas desde 26 de março, quando começou a ofensiva da coalizão árabe.

Os rebeldes houthis têm dominado cada vez mais cidades desde a tomada de Sanaa, a capital do país. Também xiita, o Irã é o único país que abertamente condena os ataques aéreos.

HOSPITAIS NÃO DÃO CONTA DE ATENDER FERIDOS

A situação humanitária piora a cada dia, e os hospitais, que carecem de medicamentos, não podem atender às centenas de feridos do conflito. Mais cedo, o CICV afirmou ter enfrentado muitos problemas logísticos para proporcionar ajuda.

— Temos as autorizações para enviar um avião de carga com material médico, mas cada vez menos aeronaves podem pousar no aeroporto da capital Sanaa, em mãos dos rebeldes xiitas — explicou Sitara Jabeen, um porta-voz da CICV.

Cerca de 48 toneladas de medicamentos e de kits cirúrgicos esperavam autorização para serem levados para o Iêmen por avião ou barco, segundo a CICV, que também está pronta para expedir tendas, geradores e equipamentos para reparar as redes de fornecimento de água.

A situação é particularmente grave em Áden, a grande cidade portuária do Sul. Os confrontos resultaram, desde domingo, na morte de 17 civis e de 10 combatentes dos comitês populares, partidários do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi, refugiado em Riad, segundo uma fonte médica. Por sua vez, uma fonte militar informou que há 27 mortos entres os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã.

Os Estados Unidos admitiram nesta segunda-feira que são incapazes de retirar por via aérea seus cidadãos no Iêmen, cujos aeroportos estão fechados, e os exortou a deixar o país por via marítima, em embarcações de outros países.

Foto: Paquistaneses e homens de outras nacionalidades que foram retirados do Iêmen chegam ao porto de Karachi, no Paquistão – Shakil Adil / AP
http://oglobo.globo.com/mundo/ataques-aereos-sauditas-contra-rebeldes-no-iemen-atingem-escola-15802081

Arábia Saudita vai investigar bombardeio de campo de refugiados no Iêmen

A Arábia Saudita quer saber o que se passou exatamente para que um campo iemenita de refugiados fosse bombardeado.

O ataque aéreo de segunda-feira matou 40 pessoas e feriu duas centenas, entre as quais várias crianças, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

Segundo um trabalhador humanitário, um caminhão com milícias houthis teria sido atingido, à entrada do campo de refugiados de Al-Mazrak, perto da cidade de Haradh, onde vivem milhares de iemenitas que fogem de 10 anos de guerra com os houthis.

Os militares não excluem que o bombardeio tenha sido uma resposta a um ataque dos houthis, que acusam de esconderem armamento em localizações civis. O General Brigadeiro Ahmed Asseri garante, contudo, que fazer “todo o possível, desde o primeiro dia, para evitar danos colaterais”.

Esta terça-feira, os bombardeio da coligação árabe continuaram, sobretudo em Sanaa, que, durante a noite foi alvo de violentos ataques. A operação “Tempestade decisiva” foi lançada na quinta-feira para evitar que os xiitas houthis tomassem Aden, a cidade portuária onde o presidente se refugiou.

 http://pt.euronews.com/2015/03/31/arabia-saudita-vai-investigar-bombardeamento-de-campo-de-refugiados-no-iemen/

Facção terrorista Hezbollah afirma que observações do primeiro-ministro libanês sobre o Iêmen não representam o Líbano

BEIRUTE: observações do primeiro-ministro Salam Tammam sobre a intervenção militar saudita no Iêmen na cúpula da Liga Árabe, há dois dias não representam os pontos de vista do governo libanês, disse o ministro da Indústria, Hussein Hajj Hasan na segunda-feira.

A posição do premier para a intervenção durante a cúpula da Liga Árabe no sábado em Sharm el-Sheikh  “justificada … uma agressão” contra o povo do Iêmen, disse o ministro do Hezbollah, em um comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do seu partido.

Ele também criticou Salam por oferecer apoio à proposta egípcia de criar uma força árabe conjunta para combater o terrorismo.

“Essas duas posições não foram discutidas pelo Conselho de Ministros”, disse Hajj Hasan. “As observações de Salam expressam a posição de uma parte dos libaneses e não refletem a posição oficial do Líbano.”

O ministro da Indústria notou que ele iria expor suas objeções à comentários de Salam durante a próxima reunião do gabinete marcada para quinta-feira.

Salam ofereceu uma posição ambígua em relação à intervenção militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen durante a cúpula da Liga Árabe sábado, dizendo que Beirute apoia qualquer movimento que preserve a “soberania e integridade territorial de Sanaa”.

“Fora do seu entusiasmo no apoio à legitimidade constitucional no Iêmen, à unanimidade árabe e à unidade e  estabilidade de todos os países árabes, o Líbano anuncia seu apoio a qualquer postura árabe que preserve a soberania do Iêmen e a integridade territorial, além da coerência do seu tecido social”, disse Salam na cúpula.

Os comentários de Hajj Hasan vêm três dias depois de o chefe do Hezbollah Hasan Nasrallah ter feito um discurso inflamado em que ele denuncia a Arábia Saudita em relação à sua campanha militar no Iêmen.

http://dailystar.com.lb/News/Lebanon-News/2015/Mar-30/292701-salams-yemen-remarks-do-not-represent-lebanon-hezbollah-minister.ashx

Mesmo sob ataque, houthis avançam sobre território do Iêmen

No Irã e na Arábia Saudita, líderes religiosos criticam e apoiam intervenção no país

SANAA — Os rebeldes houthis conseguiram progressos significativos na sexta-feira no Sul e no Leste do Iêmen, apesar dos ataques da aliança liderada pela Arábia Saudita pelo segundo dia consecutivo.

O houthis conseguiram sua primeira vitória na costa do Iêmen ao tomar o controle do porto de Shaqra, a 100 quilômetros a leste de Aden, afirmaram moradores a agências internacionais.

O avanço dos rebeldes aconteceu enquanto aeronaves da coalizão atacavam as forças houthis que controlam a capital Sanaa, e sua fortaleza no Norte, no segundo dia de uma campanha dos Estados árabes do Golfo Pérsico que ameaça espalhar o conflito por toda a região.

O Marrocos também anunciou sua participação na coalizão rapidamente formada por sunitas contra o grupo muçulmano xiita, que tem o apoio do Irã. O Paquistão, anunciado na quinta-feira como um dos participantes, disse que ainda não decidiu se irá se juntar à coalizão.

As tribos da região petrolífera de Marib foram a favor do bombardeio, mas os houthis continuaram avançando para o Sul.

A iniciativa de Riad abre uma nova frente em uma crescente disputa de poder regional contra o Irã, na qual Teerã apoia o governo de Bashar al-Assad na Síria, enfrentando rivais em sua maioria sunitas, e no Iraque, onde milícias xiitas estão desempenhando um papel destacado nos combate.

Monarquias do Golfo sunitas apoiam o foragido presidente do Iêmen, Abd-Rabo Mansour Hadi, e seus irmãos sunitas do Sul do país contra o avanço xiita.

Quando perguntado sobre a duração da ofensiva, o ministro iemenita das Relações Exteriores, Riyadh Yaseen disse ao canal de televisão estatal saudita al-Arabiya que esperava que a operação não “durasse muito tempo”. “Acho que vai durar dias”, disse Yaseen.

Ele disse que a porta para o diálogo com os houthis ainda está aberta, enquanto Hadi, no Facebook, pediu a seus compatriotas que sejam pacientes, já que os “rebeldes” — em referência aos houthis — serão derrotados em breve.

No entanto, os combatentes houthis e as forças aliadas ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh chegaram nesta sexta-feira às províncias do Sul de Abyan e Shabwa por meio do território central da Bayda, segundo fontes tribais.

Nas mesquitas de Riad foram ouvidos nesta sexta-feira sermões inflamados contra os houthis e seus aliados iranianos, descrevendo a batalha como um dever religioso. O conselho máximo clerical da Arábia Saudita emitiu uma “fatwa” na quinta-feira, dando sua bênção à ofensiva. Em Teerã, o aiatolá Kazem Sadeghi, líder de orações da sexta, descreveu os ataques como “uma agressão e ingerência nos assuntos internos do Iêmen”.

Moradores disseram que os aviões atacaram as bases da Guarda Republicana em torno de Sanaa, incluindo uma perto do complexo presidencial, logo a amanhecer e, em seguida, atacaram próximo a uma instalação militar que abriga mísseis.

A Guarda Republicana é leal a Saleh, principal aliado do houthis, e mantém um grande poder, apesar de sua saída do cargo em 2011, após os protestos da Primavera Árabe.

Ataques aéreos anteriores na zona sul da cidade e na região do Marib parecem visar instalações militares também relacionados com Saleh. O petróleo iemenita flui através do oleoduto de Marib, a sua principal rota de exportação, a uma taxa de 70 mil barris por dia. As tribos, fortemente armadas, são a verdadeira autoridade na província central, e por isso o suporte ao bombardeio é significativo.

http://oglobo.globo.com/mundo/mesmo-sob-ataque-houthis-avancam-sobre-territorio-do-iemen-15723081