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Hamas: AP bombardeou seu próprio primeiro-ministro para “matar a reconciliação”

Grupo terrorista de Gaza diz que três oficiais graduados em Ramallah estavam por trás do ataque no mês passado ao comboio de Rami Hamdallah

O Hamas culpou a Autoridade Palestina no sábado pela tentativa de assassinar o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Rami Hamdallah, na Faixa de Gaza no mês passado.

Eyad al-Bozom, porta-voz do Ministério do Interior no enclave costeiro, disse em entrevista coletiva que o ataque de 13 de março a um comboio no qual Hamdallah e o chefe da inteligência da Autoridade Palestina, Majed Faraj, viajavam, foi planejado por três oficiais superiores da Autoridade palestina (AP), segundo a Reuters .

A Autoridade Palestina e seu líder, Mahmoud Abbas, afirmam que o Hamas está por trás do bombardeio do comboio.

De acordo com testemunhas, o dispositivo foi detonado segundos antes do veículo blindado de Hamdallah passar. Nem Hamdallah nem Faraj ficaram feridos na explosão, embora 10 guardas de segurança e funcionários acompanhando os dois, que estavam em veículos não blindados, ficaram levemente feridos.

Fontes próximas ao Hamas afirmaram no passado que o bombardeio pode ter sido orquestrado pela força de segurança de Faraj como parte de um esquema para implicar o Hamas e justificar novas sanções da AP contra a Faixa de Gaza.

No sábado, o ministro do Interior do Hamas apresentou confissões gravadas em vídeo por quatro suspeitos capturados na Faixa. Ele disse que os quatro receberam orientação de oficiais da AP na Cisjordânia.

Bozom, o porta-voz do ministério, disse que os oficiais da AP que ostensivamente planejaram o ataque ao comboio de Hamdallah também estavam por trás de uma tentativa contra a vida do chefe de segurança do Hamas, Tawfik Abu Naim, em outubro.

O Hamas afirma que matou o principal suspeito na tentativa de assassinar Hamdallah, Anas Abu Khoussa, uma semana após o ataque, junto com um dos assessores de Abu Khoussa. Dois policiais do Hamas foram mortos em um tiroteio, diz o grupo.

A Autoridade Palestina rejeitou as alegações do Hamas de ter matado o principal suspeito, dizendo que sua história é “frágil“.

O vice-chefe do Hamas em Gaza, Khalil al-Hayya, alegou durante uma coletiva de imprensa no sábado que a Autoridade Palestina orquestrou o ataque para “matar a reconciliação“.

Em outubro de 2017, depois de uma década de conflitos decorrentes da violenta tomada da Faixa de Gaza em 2007, o grupo Fatah, de Abbas, assinou um acordo de reconciliação no Cairo, no qual prometeram deixar de lado suas diferenças e abrir caminho para a união palestina. No entanto, os dois partidos rivais, desde então, não conseguiram chegar a entendimentos sobre a implementação do acordo, e continuam a responsabilizar-se mutuamente pelo seu fracasso.

Abbas acusou o Hamas de não entregar o controle total da Faixa de Gaza ao governo de Ramallah. Ele também ameaçou impor novas sanções ao Hamas, a menos que cumpra suas exigências. O Hamas, por sua vez, acusou Abbas de não levantar as sanções que impôs à Faixa de Gaza no ano passado, incluindo a suspensão dos pagamentos a milhares de funcionários públicos. O Hamas também rejeitou a exigência de Abbas de permitir que suas forças de segurança se posicionem na Faixa de Gaza.

Respondendo às coletivas de imprensa do Hamas no sábado, um porta-voz do serviço de segurança da Autoridade Palestina disse à Reuters: “Quanto mais o Hamas tenta escapar da responsabilidade, mais ele afunda“.

Com imagem e informações de The Times of Israel

Mortes em massa em prisões na Síria são crime de ‘extermínio’, diz ONU

Grupo de investigadores pediu sanções às autoridades responsáveis ou coniventes com as ações.

GENEBRA — O regime sírio já matou tantos prisioneiros desde o início da guerra civil no país, prestes a completar cinco anos, que a ação desenfreada foi considerada por um grupo de investigadores da ONU como extermínio da população civil e crime contra a humanidade. Em um relatório divulgado ontem, a comissão de inquérito apontou o governo de Bashar al-Assad como responsável por uma violência em massa e sistemática, que supera de longe os números registrados por grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI) ou a Frente al-Nusra. Diante dos resultados, o grupo pediu que o Conselho de Segurança imponha sanções direcionadas às autoridades responsáveis ou coniventes com as mortes, torturas e desaparecimentos sob custódia, mas sem identificar os responsáveis.

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“Prisioneiros foram espancados até a morte ou morreram em consequência de seus ferimentos ou atos de tortura”, disse no relatório a comissão liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. “Com milhares de pessoas ainda presas, medidas urgentes devem ser tomadas pelo governo sírio, por grupos armados, pelos apoiadores de vários lados do conflito e por toda a comunidade internacional para evitar mais mortes.”

Mesmo sem autorização de Damasco para entrar no país, os quatro membros da comissão recolheram milhares de relatos, documentos e fotos via satélite que compreendem o período entre março de 2011 e novembro de 2015 para compor o levantamento intitulado “Fora da vista, fora da mente: mortes em detenção”. O grupo entrevistou 621 sobreviventes e testemunhas, das quais 200 presenciaram a morte de um ou vários de seus companheiros.

Muitos deles contaram ter passado por torturas e tratamentos desumanos e degradantes, alguns tendo sido espancados até a morte durante os interrogatórios. Outros morreram em consequência das condições de vida precárias na prisão.

“As mortes de detentos continuam acontecendo sob um segredo quase absoluto e os testemunhos dos sobreviventes esboçam um quadro aterrador do que está acontecendo”, lamenta o grupo no documento.

Mesmo em maior número, as autoridades sírias não são as únicas que cometem esse tipo de atrocidade. Os grupos armados e organizações jihadistas, que tomaram o controle de grandes partes do território, também submeteram seus inimigos a condições de detenção brutais, explicam os especialistas. De acordo com o estudo, o braço sírio da al-Qaeda, Frente al-Nusra, criou centros de detenção em Idlib, no Noroeste do país, onde foram registradas mortes cruéis.

Os extremistas também realizaram execuções em massa de soldados do governo tomados como prisioneiros.O documento ainda acusa o Estado Islâmico (EI) de crimes contra a humanidade, tortura de prisioneiros e execuções sumárias.

“A responsabilidade por estes e outros crimes deve fazer parte de qualquer solução política”.

PRESOS NA FRONTEIRA TURCA

Na região de Aleppo, no Norte do país, o drama humanitário enfrentado pelos sírios se agravou nos últimos dias, após uma semana de intensos confrontos entre forças do governo e rebeldes que levaram dezenas de milhares de sírios a deixarem suas casas. Cerca de 30 mil pessoas que fugiram na tentativa de atravessar para a Turquia permanecem retidas na fronteira, fechada pelo quinto dia seguido, anunciou o premier turco, Ahmet Davutoglu depois de se reunir com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Ancara.

“Como sempre, vamos atender às necessidades de nossos irmãos sírios e aceitá-los quando for necessário”, apontou Davutoglu, mas deixando claro que o paós não carregará todo o peso da acolhida aos refugiados.

Por sua parte, Merkel se disse horrorizada pelos sofrimentos dos deslocados na fronteira e denunciou os bombardeios, sobretudo realizados pela Rússia. As forças russa ajudam o regime sírio na luta contra os opositores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mortes-em-massa-em-prisoes-na-siria-sao-crime-de-exterminio-diz-onu-18634571#ixzz3zioXQY00
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União Europeia estende suspensão das sanções ao Irã

Irã e seis grandes potências estão negociando além do prazo autoimposto.
Conversas são sobre programa nuclear iraniano.

A União Europeia estendeu a suspensão de sanções ao Irã até 13 de julho para permitir o sucesso das conversas sobre o programa nuclear do país, informou a UE nesta sexta-feira (10).

O Irã e seis grandes potências, incluindo a União Europeia, estão negociando além do prazo autoimposto de terça-feira para finalizar um acordo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/uniao-europeia-estende-suspensao-das-sancoes-ao-ira.html

Índia e Irã assinam acordo portuário apesar de alerta dos EUA

A índia fechou um acordo nesta quarta-feira para desenvolver um porto estratégico no sudeste do Irã, apesar da pressão dos Estados Unidos para que tais acordos comerciais não sejam alcançados até que potências mundiais cheguem um acordo nuclear definitivo com Teerã.

O ministro de Portos, Nitin Gadkari, e seu colega iraniano, Abbas Ahmad Akhoundi, assinaram um memorando de entendimento para desenvolver o Porto de Chabahar, no Golfo de Omã, perto da fronteira do Irã com o Paquistão, arquirrival da Índia.

“As empresas indianas vão alugar dois ancoradouros existentes no porto e operacionalizá-los como terminais de contêineres e de carga para vários propósitos”, disse o governo indiano em comunicado, acrescentando que um acordo comercial seria necessário para implementar o pacto.

Índia e Irã concordaram em desenvolver o porto em 2003, mas a empresa fez pouco progresso por causa das sanções ocidentais vinculadas ao polêmico programa atômico de Teerã.

Agora, estimulado pela assinatura de acordos de energia e infraestrutura entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o vizinho Paquistão no valor de 46 bilhões de dólares, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, quis rapidamente assinar acordos comerciais com o Irã e outros países do Golfo.

Incentivado por um acordo preliminar assinado em 2 de abril sobre o programa nuclear iraniano, a Índia enviou recentemente uma delegação ao Irã para considerar acordos de comércio, energia e infraestrutura.

No entanto, os EUA manifestaram preocupação de que a Índia está se movendo muito rápido e poderia comprometer um regime de sanções impostas ao Irã para tentar trazê-lo à mesa de negociações.

(Reportagem de Frank Jack Daniel, Nidhi Verma e Manoj Kumar)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/india-e-ira-assinam-acordo-portuario-apesar-de-alerta-dos-eua,c148b634d0234fdc54d0a9b4acea5637c7uxRCRD.html

Irã acusa Arábia Saudita de “semear o ódio” no Iêmen

Por ocasião da parada militar comemorativa do Dia do Exército, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, criticou duramente a Arábia Saudita acusando-a de “semear o ódio” no Iêmen.

Desde 26 de março que a coligação liderada pela Arábia ataca os xiitas houthis, aliados do deposto presidente, Ali Abdullah Saleh, apoiados pelo Irã.

“O que significa prestar assistência financeiro e fornecer armas a terroristas na Síria, no Líbano e no Iraque? O que significa bombardear pessoas inocentes e oprimidas do Iêmen? Quais são os vossos objetivos?”, perguntou o presidente iraniano.

Vladimir Putin pôs fim à proibição da venda de mísseis antiaéreos S-300 ao Irão, alegando que o pré-acordo entre os 5+1 e Teerã permite um eventual levantamento das sanções.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Javad Zarif, disse que o Irã retomará o enriquecimento de urânio para fins nucleares “de forma ilimitada” se as sanções não forem total e imediatamente levantadas no final das negociações.

http://pt.euronews.com/2015/04/18/irao-acusa-arabia-saudita-de-semear-o-odio-no-iemen/

‘Sem o fim das sanções não haverá acordo’, diz presidente iraniano

Hassan Rouhani afirmou que negociação do Irã é com as potências mundiais, e não com congressistas americanos

TEERÃ — O presidente iraniano, Hassan Rouhani afirmou nesta quarta-feira que o Irã busca um acordo nuclear final com as seis potências mundiais, e não com os congressistas americanos, e voltou a dizer que Teerã não vai assinar um acordo nuclear final a menos que todas as restrições internacionais sejam suspensas.

— Pedimos cooperação em troca de cooperação, boa-fé em troca de boa-fé e respeito em troca de respeito — afirmou o presidente. — Sem o fim das sanções não haverá acordo.

A declaração do presidente iraniano, aparentemente, se referia a novas desdobramentos do acordo na política americana. Na terça-feira, o presidente Barack Obama prometeu assinar um projeto de lei que daria ao Congresso americano algum poder em um acordo com o Irã.

— Que o mundo saiba: não estamos negociando com a Câmara ou o Senado dos Estados Unidos. Negociamos com um grupo chamado p5+1 — afirmou Rouhani em discurso para milhares de pessoas na cidade de Rasht, no Norte do país. — Ao fim dessas negociações, no momento da assinatura do acordo final, deve haver um anúncio da suspensão das sanções opressivas contra o Irã.

Em Washington, congressistas em ambos os partidos se mostraram céticos quanto a um acordo nuclear final com o Irã.

— Não sei como é possível negociar com o diabo e esperar que o diabo cumpra sua parte no acordo — afirmou o congressista republicano John Boehner, presidente da Câmara.

Mesmo entre os democratas, um acordo com Teerã é visto com desconfiança.

— Sempre apoiei uma revisão do Congresso de qualquer acordo final com o Irã — afirmou o senador Ben Cardin, principal nome do Partido Democrata na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano. — Não há confiança quando se trata do Irã.

http://oglobo.globo.com/mundo/sem-fim-das-sancoes-nao-havera-acordo-diz-presidente-iraniano-15888559

Esboço de acordo nuclear respeita princípios do Irã, diz comandante iraniano

(Reuters) – O esboço de um acordo nuclear alcançado neste mês entre Irã e potências mundiais respeita princípios e principais linhas do Irã, apesar das ambiguidades sobre a retirada das sanções ainda precisarem ser resolvidas, disse um alto funcionário militar iraniano, segundo a agência iraniana Fars News.

O Irã e potências mundiais chegaram a um acordo preliminar, na cidade suíça de Lausanne, que visa restringir o trabalho atômico de Teerã, em troca da retirada das sanções econômicas impostas ao país nas áreas econômica e de energia.

Os Estados Unidos afirmou que a remoção das sanções ao Irã serão retirados gradualmente, mas as autoridades iranianas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, afirmaram que sanções ao Irã devem ser retiradas assim que for concluído um acordo final.

“As soluções têm sido obtidas e parece que os princípios e as principais linhas da República Islâmica em questões técnicas foram aceitas pelo inimigo”, disse Mohammad Ali Jafari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), segundo a agência Fars News.

“No entanto, no que diz respeito à remoção das sanções, há ambiguidades que precisam ficar mais claras, temos que entender que esta questão de como as sanções serão removidas pode levar a uma falta de acordo.”

O IRGC, uma força militar de elite, desempenha um papel importante nos assuntos políticos e econômicos do Irã.

(Por Yeganeh Torbati)

EUA e Arábia Saudita impõem sanções a fundo de caridade paquistanês por financiar terrorismo

Países acusam fundo de caridade de financiar terroristas.
Os grupos Al-Qaeda, Talibã e o Lashkar-e-Taiba seriam beneficiados.

O Departamento do Tesouro americano anunciou nesta terça-feira que imporá, juntamente com a Arábia Saudita, sanções a um fundo de caridade acusado de financiar grupos “terroristas”, inclusive a Al-Qaeda, Talibã e o Lashkar-e-Taiba.

As sanções visam a dificultar o financiamento e as operações da fundação Al-Furqan Welfare Trust, um grupo com sede em Peshawar, no Paquistão.

As sanções congelam todos os ativos da Al-Furqan que estão sob a jurisdição de qualquer um dos dois países e proíbe seus cidadãos de fazer negócios com o fundo.

Os Estados Unidos acusam a Al-Furqan de ser um importante canal de apoio financeiro e material a grupos terroristas que operam no Paquistão e no Afeganistão.

Publicado em 07.04.2015

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/eua-e-arabia-saudita-impoem-sancoes-fundo-do-paquistao.html

Com fim de sanções, Brasil põe mercado iraniano como prioridade

O país terá um lugar de destaque no novo plano nacional de exportações que está sendo desenhado pelo governo

O governo brasileiro vai pôr o Irã como uma de suas prioridades na promoção comercial, depois que o acordo nuclear entre as potências internacionais e Teerã indicou que as sanções contra os iranianos serão gradualmente retiradas. O país terá um lugar de destaque no novo plano nacional de exportações que está sendo desenhado pelo governo e que será anunciado nos próximos meses. “O Irã tem um grande potencial e certamente estará entre nossas prioridades”, declarou ao Estado o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho.

Na semana passada, em Lausanne, o governo iraniano cedeu e aceitou um controle internacional de seu programa nuclear por 25 anos. Em troca, recebeu garantias de Estados Unidos, Europa e ONU que as sanções que estrangulam a economia nacional serão gradualmente retiradas. Os detalhes do pacto ainda precisam ser negociadores e líderes iranianos alertam que existe um risco de que o tratado final não seja estabelecido. Mas, para analistas e diplomatas, o acordo não foi apenas sobre o dossiê nuclear e será principalmente um entendimento sobre a reinserção de uma economia de 40 milhões de pessoas ao cenário internacional.

A partir de 2012, o endurecimento das sanções conduziu a economia local a uma profunda recessão. Entre os jovens, o desemprego superou a marca de 50% e, em 2013, um novo governo venceu as eleições prometendo dar um fim a essa situação. Isso passava, porém, por uma negociação com os EUA e uma aproximação inédita em quase 40 anos. Missões comerciais da França, da Alemanha e de dezenas de outros países têm feito fila para serem recebidos por Teerã, já planejando um retorno ao país assim que as sanções começarem a ser retiradas.

Alcance

Para especialistas, o fim das sanções representará a maior abertura de uma fronteira à economia mundial desde a queda dos regimes comunistas no Leste Europeu, nos anos 90. Segundo Mehrdad Emadi, consultor da Betamatrix, em Londres, os governos europeus já estão em negociações avançadas com os iranianos para permitir a volta de suas empresas, como a Renault.

Sua previsão é de que a taxa de expansão da economia iraniana poderia chegar a 5% no ano seguinte ao fim das sanções, saltando até mesmo para 8% dois anos depois.

Missões comerciais brasileiras já começam a ser montadas. Nos últimos anos, a participação do Brasil no mercado iraniano sofreu uma importante queda, em grande parte por causa das sanções. O auge das exportações nacionais foi atingido em 2011, quando o Brasil vendeu US$ 2,3 bilhões aos iranianos. Esse mercado chegou a ser o segundo maior destino para a carne bovina brasileira, com vendas de 191 mil toneladas. Mas, desde então, o endurecimento das sanções a partir de 2012 levou a uma queda importante no comércio. Em 2014, por exemplo, as vendas somaram apenas US$ 1,4 bilhão.

http://www.noticiasaominuto.com.br/internacional/92962/com-fim-de-san%C3%A7%C3%B5es-brasil-p%C3%B5e-mercado-iraniano-no-radar#.VShUC_nF9ic

Rouhani reitera: Sem acordo, a menos que as sanções sejam imediatamente revogadas

O Irã não vai assinar seu acordo nuclear a menos que todas as sanções contra ele sejam anuladas no mesmo dia, insiste o presidente iraniano.

Além das diferentes versões do acordo nuclear apresentadas pelos Estados Unidos e Irã ao longo dos últimos dias, Teerã está acrescentando mais uma: A República Islâmica não vai assinar um acordo que limita a sua capacidade de desenvolvimento nuclear a menos que todas as sanções contra ele sejam extintas no mesmo dia em que o acordo for assinado.

Em um discurso na quinta-feira monitorado por agências de notícias ocidentais, o presidente iraniano, Hassan Rouhani reiterou a posição do Irã de que não haveria acordo “, a menos que todas as sanções sejam levantadas no mesmo dia … Queremos um acordo de ganhos para todas as partes envolvidas”. Falando em homenagem ao Dia Nuclear do Irã, Rouhani disse que “nosso objetivo nas negociações é o de preservar os direitos nucleares da nossa nação. Queremos um resultado que será em benefício para todos. A nação iraniana tem sido e será a vencedora nas negociações. ”

Em um discurso na semana passada, o presidente dos EUA, Barack H. Obama salientou que as sanções não serão levantadas, a menos que os inspetores internacionais estejam satisfeitos com o cumprimento de fato pelo de todos os requisitos para a inspeção e o número de centrífugas do Irã, para assim ser autorizado a ter o desenvolvimento nuclear. Na segunda-feira, autoridades americanas disseram que as sanções não serão levantadas, de uma só vez, mas seria suprimida ao longo do tempo.

Após o anúncio dramático na semana passada por funcionários internacionais que estavam trabalhando para concluir o negócio na Suíça, os EUA emitiu uma “folha de fato”, indicando as condições do negócio que iria ver o Irã encerrar voluntariamente seu programa de desenvolvimento de armas nucleares. De acordo com a versão americana, os “EUA e E.U. decidiram que sanções relacionadas com o programa nuclear serão suspensas após a AIEA verificar que o Irã tomou todos as mediadas exigidas. Se em algum momento o Irã não cumprir seus compromissos, estas sanções retornarão. Todas as resoluções anteriores do Conselho de Segurança da ONU sobre a questão nuclear do Irã serão levantadas  simultaneamente com a realização, por parte do Irã, de ações no domínio nuclear que abordem todas as preocupações fundamentais. ”

O Irã emitiu a sua própria versão do acordo, em que diz que “todas as sanções serão removidas imediatamente após alcançar um acordo global. De acordo com as soluções encontradas, após a implementação do Plano Integrado de Ação Comum, todas as resoluções das Nações Unidas serão revogadas e todas as sanções econômicas e financeiras multilaterais por parte da UE e os unilaterais dos EUA serão anulados. ”

Diferenças semelhantes nas versões podem ser encontradas na maioria dos princípios do acordo, incluindo o número de centrífugas que o Irã está autorizado a ter, o que ele vai fazer com o seu estoque de urânio, e outras questões.

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/193857#.VSbmG_nF9id