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As vozes do “terror iraniano” no parlamento brasileiro

Por Andréa Fernandes

Um dia após a prolação de mais uma resolução antissemita da Assembleia Geral da ONU condenando Israel por “uso excessivo da força” e negando acréscimento de condenação explícita aos ataques terroristas, bem como o lançamento de foguetes contra a população civil de Israel promovidos pelo grupo terrorista Hamas[1], o Brasil abraça definitivamente a agenda islâmica extremista do Irã celebrando no Plenário da Câmara dos Deputados o “Dia de Al-Quds[2].

Mas, o que é comemorado no “Dia de Al-Quds”? Esse é o título referente ao nome árabe de Jerusalém e a data celebrada por diversos muçulmanos foi inventada pelo falecido aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da sanguinária revolução iraniana de 1979, que impôs um dos mais brutais regimes teocráticos do mundo muçulmano, famoso por promover atrocidades contra a população impondo uso obrigatório do véu para as mulheres sob pena de prisão e enforcando milhares de homossexuais, além de diversas outras brutalidades medievais em nome da sharia (lei islâmica).

Dessa forma, o “Dia de Al-Quds” é um evento anual realizado na última sexta-feira do Ramadã[3] por iniciativa do Irã propondo unificar o mundo muçulmano para “libertar” o povo palestino da “disputada ocupação da entidade sionista” com protestos em apoio aos palestinos e consequente oposição ao sionismo, à existência de Israel e ao controle do Estado judeu sobre Jerusalém. Assim, a “celebração” é realizada em forma de “marchas” conclamando nada mais que a DESTRUIÇÃO DE ISRAEL com ataques antissemitas, sendo comuns os gritos “morte à Israel” e “morte à América”, não faltando a queima de retratos do chanceler israelense Benjamin Netanyahu e do rei da Arábia Saudita Salman Al-Saud, o qual entra nos “discursos de ódio” por causa do conflito sectário entre o xiismo iraniano e o sunismo saudita.

A natureza belicosa da celebração de Al-Quds é farta. No ano de 2015, o general Safavi, então assessor militar do aiatolá Khamenei, discursou propalando tacitamente apoio militar iraniano à violência anti-Israel: “a união dos muçulmanos e a CONTINUAÇÃO DA JIHAD ARMADA e a resistência islâmica da nação palestina constituem A ÚNICA ESTRATÉGIA PARA SALVAR E LIBERTAR A SANTA QUDS”. Em 2018, Nazim Ali, diretor da Comissão Islâmica de Direitos Humanos e líder do Dia Mundial de Al-Quds, realizado em Londres, na condição de organizador da marcha anual pediu a “aniquilação de Israel” e acusou os judeus da prática de crime em relação ao incêndio num complexo de apartamentos ocorrido em 2017[4].

Ora, será que o brasileiro, em geral, apoiaria uma celebração onde a jihad (guerra santa) é apregoada contra a população civil de Israel para a formação de um Estado palestino? Por sinal, nos meios diplomáticos, o Brasil se orgulha por supostamente defender a “paz” nos foros internacionais em meio aos mais diversos conflitos, mesmo em casos absurdos como o combate ao Estado Islâmico, quando a presidente impichada Dilma Roussef defendeu a estratégia da “negociação” com a facção terrorista que decapitava cristãos nos territórios ocupados pela jihad.

Já imaginando a possibilidade de algum entusiasta da “causa palestina” afirmar que em países ocidentais os protestos não costumam contemplar manifestações antissemitas – o que é natural, uma vez que a imprensa normalmente não noticia casos de judeufobia – vale informar que tal qual ocorre no Irã, Síria ou em outros países muçulmanos, “manifestantes pacíficos” queimam bandeiras e “gritam morte à Israel” não apenas em Londres. Inacreditavelmente, os atos de ódio acontecem em algumas cidades no Ocidente.

Na Grã-Bretanha,  o “evento de ódio” acontece desde o ano de 2012 e tem milhares de pessoas marchando pelo centro de Londres com a presença garantida de apoiadores do grupo terrorista Hezbollah que vibram hasteando bandeiras da facção ostentando um fuzil AK 47 como “símbolo da paz”. O Hezbollah, também conhecido como “Partido de Alá” é um grupo terrorista islâmico xiita estabelecido no Líbano e financiado pelo Irã. Embora suas lideranças não façam distinção entre as atividades políticas e militares, o Reino Unido decidiu banir apenas a ala militar mantendo como “legal” a ala política, ao contrário de países como Japão, Canadá, França, Estados Unidos, dentre outros, que baniram a organização islâmica reconhecendo-a como “terrorista”.

A marcha de domingo em Londres não foi diferente dos anos anteriores: muitíssimos pedidos para proibir as bandeiras do Hezbollah foram realizados e até petição com 17 mil assinaturas foi apresentada tentando convencer o ministro do interior Sajid Javid[5], que é muçulmano, filho de imigrantes paquistaneses[6]. Porém, o ministro Sajid sabe como “bom muçulmano” que não há separação entre “mesquita” e “Estado”, de forma que o dogma religioso islâmico deve prevalecer sobre suas decisões como representante de um Estado que nada mais tem de secular, pois já se submeteu às exigências das lideranças islâmicas. Sajid não ousaria perturbar os agentes do “Partido de Alá” na sua manifestação religiosa de apoio à jihad contra os judeus!

Se ainda assim, houver “um pitaco” de dúvida sobre a beligerância do “filhote do Irã” (Hezbollah) e a real motivação do Dia de Al-Quds, aconselho consultar o discurso do seu líder libanês, Hassan Nasrallah, na sexta-feira sagrada para os muçulmanos, que serviu de notória ameaça de guerra, leia-se “jihad”, termo mais apropriado para os islâmicos ortodoxos: Não queremos destruir, matar ou jogar alguém no mar. Peguem seus aviões e barcos e voltem para os países de onde vocês vieram. Mas se vocês insistirem na ocupação, o DIA DA GRANDE GUERRA ESTÁ CHEGANDO, o dia em que todos nós iremos orar em Jerusalém.

Em Toronto, no Canadá, o sheik Shafiq Hudda, diretor do Serviço Humanitário Islâmico, em Kitchener, disse durante a manifestação que chegará o dia em que “veremos a erradicação dos poderes injustos como o império norte-americano e como os sionistas israelenses[7]”.

Todavia, sabedor de que falta ao brasileiro conhecimento sobre a “cultura de ódio do Irã”, o deputado federal Evandro Roman, do Partido Social Democrático (PSD/Paraná), que também é presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Irã, se habilitou como proponente de uma Sessão Solene em Homenagem ao Dia Mundial de Al-Quds[8]. O gesto de estranha “afeição” aos propósitos jihadistas do Irã é o resultado de uma política de aproximação com totalitárias ditaduras islâmicas desde o governo Lula. Em março, o deputado Evandro teve encontro na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional com o embaixador iraniano no Brasil Seyed Ali Saghaeyan e o presidente da Comissão de Agricultura, Água e Recursos Naturais do Parlamento Islâmico do Irã, Ali Akbari, tendo como suposto objetivo “impulsionar ainda mais a troca comercial e simplificar operações financeiras entre as duas economias, além de adensar os LAÇOS DE AMIZADE e de COOPERAÇÃO PARLAMENTAR[9].

Uma sessão solene honrando um evento costumeiramente de ódio contra o Estado judeu. Nada mais “útil” para aperfeiçoar os “laços de amizade” e “cooperação parlamentar” com um país que promete sempre “varrer Israel do mapa”! O deputado certamente tem conhecimento que o parlamento religioso iraniano jamais celebrará qualquer evento religioso em apoio ao Brasil.

Além disso, o deputado Evandro ainda utilizou de ardil quando a bancada evangélica pressionou o presidente da Câmara Rodrigo Maia, que temporariamente suspendeu a sessão solene, conforme noticiado na coluna do jornalista Ancelmo Gois[10]. Todavia, a suspensão só serviu para “mascarar” o evento, pois, apenas trocaram o nome de “Al-Quds” para “Jerusalém”ao mudar parte do título da sessão solene. Aliás, o deputado Evandro leu o discurso de Rodrigo Maia, frisando que o objetivo seria “homenagear a milenar cidade de Jerusalém, cujo nome em árabe é Al-Quds”, porém, deixou claro que “a data é comemorada na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã”. A propósito, o embaixador do Estado palestino – que de fato não é reconhecido como tal pela ONU – esclareceu que o “Dia Mundial de Jerusalém” trata-se de evento criado pelo aiatolá Khomeini, fala esta repetida por autoridades islâmicas presentes.

O evento teve apoio do Deputado Ivan Valente (PSOL/SP), que demonstrou bizarro desconhecimento do tema, repetindo duas vezes o direito dos “povos palestinos”(sic) que remontaria à 1848, mostrando dificuldade de conhecimento acerca da data de independência do Estado de Israel, ocorrida no ano de 1948.

Durante a solenidade, uma senhora visivelmente desequilibrada passou a atacar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC/SP), no momento em que fazia discurso expondo as violações dos direitos humanos promovidas por palestinos. Após alguns minutos, houve balbúrdia e o deputado Evandro ameaçou pedir a retirada daqueles que, descontrolados, tentavam impedir a fala de Eduardo Bolsonaro numa deprimente cena de intolerância ao pluralismo de ideias que deve vigorar em países democráticos. Espantosamente, o deputado que presidia a sessão solene ainda prometeu conceder o “direito à palavra” para a desordeira numa tentativa de acalmá-la, apesar da mesma não estar inscrita no programa oficial.

Fato é que a falaciosa motivação pacífica da sessão solene caiu por terra com o pronunciamento das lideranças convidadas: o Presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Lutas pela Paz (Cebrapaz), por exemplo, defendeu abertamente a “intifada”(ações violentas) contra Israel, enfatizando que teria respaldo no “Direito Internacional”, e ainda justificando a pretensa “paz” que defende através da imposição da jihad contra o povo judeu. Por sua vez, além de proferir raivosas e inverídicas acusações contra Israel, o embaixador iraniano em irascível colocação chamou o país de “NÓDULO CANCERÍGENO no Oriente Médio” e ainda acusou o Estado judeu de “tentar deformar a identidade cultural” da região. O embaixador pediu apoio de “todos os defensores da liberdade no mundo”, omitindo a dura realidade: não há liberdade alguma no Irã, onde até o Tweeter foi banido pelo violento regime.

Enfim, se essa união imoral com um país totalitário islâmico continuar “inflamando corações” de parlamentares comunistas brasileiros – como o Evandro Roman e Ivan Valente PSOL/SP –  corremos o sério risco de vermos a cena da bandeira dos Estados Unidos sendo queimada no Congresso assim como aconteceu no Irã[11]. Enquanto isso, as minorias étnicas, religiosas e de gênero continuarão sendo perseguidas e torturadas sem a necessária solidariedade do “anão diplomático” chamado “Brasil, empenhado em salvaguardar o “direito à tirania” dos governos carniceiros que celebram os “encantos sanguinários da jihad”.

Publicado originalmente no Portal Gospel Prime  com  imagem Central da Pauta

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos no Oriente Médio e colunista de alguns portais.

[1] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2018/06/14/resolucao-da-onu-condena-israel-por-forca-excessiva-na-fronteira-de-gaza/

[2] http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/videoArquivo?codSessao=74029#videoTitulo

[3] Mês sagrado dos muçulmanos onde é praticado o jejum ritual.

[4] https://www.gatestoneinstitute.org/12483/london-al-quds-terrorism

[5] https://altnewsmedia.net/general/al-quds-london-2018/

[6] https://www.thenews.com.pk/latest/311353-new-uk-interior-minister-is-son-of-pakistani-immigrants

[7] https://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/247375

[8] http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/558947-AGENDA-DO-DIA.html

[9] http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/credn/noticias/evandro-roman-recebe-parlamentar-iraniano-na-camara

[10] https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/rodrigo-maia-suspende-sessao-de-evento-em-apoio-causa-palestina.html

[11] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/05/lider-supremo-do-ira-diz-que-trump-sera-comido-por-cobras-e-formigas.shtml

 

Presidente da ONG EVM prestigia Sessão Solene em Homenagem à Criação do Estado de Israel na Câmara dos Deputados

Brasília – A presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, Dra. Andréa Fernandes Vieira, participou nessa quarta-feira (10/05), da Sessão Solene em Homenagem à criação do Estado de Israel, tendo como proponentes os deputados Alan Rick, Jony Marcos e Marcelo Aguiar.

 O evento ocorreu na Câmara dos deputados e teve a presença do Embaixador de Israel, Yossi Shelly, além de autoridades diversas e lideranças religiosas de todo o Brasil. Na oportunidade, Andréa Fernandes manifestou pessoalmente sua alegria por participar de uma solenidade tão importante que marca uma data mais do que especial para toda civilização judaico-cristã. Israel merece todo respeito e apreciação por ser um “farol” em meio às “trevas” da perseguição religiosa contra minorias e violações dos direitos humanos no mundo muçulmano.

Após o evento, foram perpetradas diversas articulações acerca das pautas defendidas pela ONG EVM com o auxílio do assessor da bancada evangélica Josué Alves, Maria Pierre e Dra. Patricia Naves.

EVM recebe apoio do renomado professor e escritor Clóvis Brigagão

Rio de Janeiro – A equipe de internacionalistas da ONG Ecoando a Voz dos Mártires se reuniu nessa sexta-feira (28/10), na Universidade Cândido Mendes, com o renomado professor  e escritor Clóvis Brigagão, cientista político que inaugurou no Brasil a área multidisciplinar de Relações Internacionais  sobre Estudos e Pesquisa de Paz.

O professor Clóvis teve conhecimento do trabalho executado pela presidente da ONG EVM através do Linkedin, oportunidade em que a parabenizou pelos seus esforços na seara humanitária. Andréa Fernandes agradeceu a recomendação do professor Clóvis e solicitou uma reunião objetivando expor projetos da ONG, pelo que foi imediatamente atendida.

Compareceram à reunião Andréa e a internacionalista Marcelle Torres, que impressionou o professor com suas excelentes análises sobre a Coréia do Norte. Foram discutidos alguns projetos que tiveram apoio do Dr. Clóvis, que também é especialista em segurança internacional e coordenador do Grupo de Análise e Prevenção de Conflitos Internacionais – GAPCon. Na oportunidade, a presidente da ONG o convidou para compor a mesa da sessão solene em reconhecimento do genocídio de cristãos e minorias no Oriente Médio,  evento que que será realizado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e já está sendo articulado juntamente com Daniel Sousa, tendo resposta positiva do professor.

Ao final do produtivo encontro, as internacionalistas foram presenteadas com 3 obras de autoria do professor Clóvis Brigagão, cujos livros são de leitura obrigatória para alunos do curso de Relações Internacionais.

Sessão solene discute genocídio de cristãos e minorias no Oriente Médio

A Câmara Municipal realizou nesta segunda-feira (15/8) sessão solene em reconhecimento do genocídio de cristãos e minorias no Oriente Médio. Presidida pelo vereador Natalini (PV), representantes de entidades católicas e judaicas discutiram sobre o tema no Auditório Prestes Maia.

A presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, Andrea Fernandes Vieira, iniciou os pronunciamentos dando um panorama sobre a perseguição religiosa e pontuou sobre a falta de cobertura pela mídia e posicionamento de órgãos governamentais e instituições internacionais acerca da violência cometida contra seguidores do cristianismo. “Depois de 1.400 anos, o número de cristãos que habitavam o norte da África e o Oriente Médio reduziu de 90% para 4%. É necessário que a diplomacia brasileira pressione para que a ONU reconheça esse genocídio.”

Já Ricardo Berkiensztat, presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, falou sobre a importância de relembrar fatos históricos, como o holocausto sofrido pelo povo judeu, e a necessidade de utilizar a informação e a educação para combater a intolerância. “Em pleno século XXI as pessoas ainda são discriminadas por cor, por orientação sexual e não são vistas como seres humanos. Nós, judeus, sentimos na pele. Temos sobreviventes do holocausto e há gente que nega que existiu. Vamos protestar, usar os espaços que temos, as redes sociais, que são uma grande arma pela paz, e repelir o extremismo”.

Representando o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o bispo Dom Carlos Lema Garcia argumentou que o Brasil é um país promissor para o debate, em vista do acolhimento a refugiados nos últimos cinco anos. “Não podemos ter uma reação de violência, porque gera mais violência. O Brasil é o país que mais recebe refugiados e é um exemplo vivo para o restante dos países por acolher uma diversidade de pessoas”.

O vereador Natalini reiterou a urgência em abordar o tema de forma empática. “Não podemos tratar como um problema distante e perder a capacidade de nos indignar. Que essa sessão possa levar para a sociedade o que está acontecendo.”

http://www.camara.sp.gov.br/blog/sessao-solene-discute-genocidio-de-cristaos-e-minorias-no-oriente-medio/

EVM postulará reconhecimento do Genocídio Armênio no MRE

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Sessão Solene ocorrida na Câmara Municipal de São Paulo para homenagear os Mártires Armênios.

São Paulo – O EVM compareceu à Sessão Solene em Homenagem aos Mártires Armênios na Câmara Municipal de São Paulo, data instituída em 2015, por iniciativa do vereador Gilberto Natalini. A presidente da ONG, Andréa Fernandes, esteve no local com Alberto Rosenberg que a auxiliou nos contatos com representantes da comunidade armênia.

A solenidade contou com a presença de representantes diplomáticos, dirigentes comunitários e representantes da arte e cultura, além da comunidade armênia e outros convidados. Andréa Fernandes conversou com lideranças religiosas e comunitárias se prontificando a pleitear na próxima videoconferência do Ministério das Relações Exteriores (MRE) o reconhecimento do genocídio armênio promovido pela Turquia durante a Primeira Guerra Mundial, uma vez que o Senado já aprovou documento reconhecendo a política de extermínio turca em virtude da moção de solidariedade apresentada em 25/05/2015, pelos senadores Aloysio Nunes Ferreira e José Serra.

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Bispo Dom Vartan Waldir Boghossian – bispo dos armênios católicos da América Latina

 

O documento assevera: “Em dezenas de cidades do Império Turco-Otomano, onde conviviam pacificamente famílias de diferentes etnias toda a população armênia masculina foi reunida à força, executada e empilhada”. Segundo a Associação internacional de Estudiosos de Genocídio, as execuções e deportações em massa para áreas desérticas provocaram a morte de mais de 1 milhão de armênios, o que não é reconhecido pela Turquia. O Estado muçulmano alega que teriam sido 300 a 400 mil mortos em decorrência da guerra.

No evento, a esposa de Kevork Zadikian, presidente do Conselho Nacional Armênio do Brasil, dirigiu-se à Andréa Fernandes para informar que a entidade entrará em contato com a ONG, que tem sido porta-voz dos conclames de direitos humanos das minorias étnicas e religiosas no mundo muçulmano. O vereador Gilberto Natalini agendou reunião com a presidente do EVM para deliberar sobre o pleito da instituição humanitária acerca de evento pertinente ao genocídio de cristãos e minorias em curso no Oriente Médio, pois, como sabiamente frisado pela comunidade armênia: “um genocídio não termina enquanto não for reconhecido”.

Por Andréa Fernandes (advogada, internacionalista e presidente do EVM)

Veja mais fotos:

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Gilberto Natalini – vereador proponente da Sessão
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Bispo Nareg Barberian – bispo da Igreja Apostólica Armênia no Brasil
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Presidente Andréa Fernandes e Alberto Rosenberg
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Sonia Nicolian Muradian – Presidente da Associação Beneficente de Damas do Brasil Armênia