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Aluno adolescente é suspenso em escola islâmica por conversar com estudante do sexo oposto

A escola muçulmana que foi classificada como “excelente” pela Ofsted suspendeu um aluno adolescente por violar sua política de comportamento depois que ele  interagiu com um estudante do sexo oposto.

A escola secundária Al-Khair, em Croydon, sul de Londres, proíbe a interação “por qualquer meio” entre alunos e alunas que são considerados “não-mahrams ‘(parentes próximos).

O pai de um aluno disse a The Sunday Times  que a política da escola privada, que ganhou elogios da entidade fiscalizadora governamental Ofsted pela promoção do desenvolvimento pessoal dos alunos, era “absurda”, e que os estudantes não estavam sendo preparados para integrar a sociedade britânica.

Escola Al-Khair em Croydon ganhou elogios pelo cão de guarda educação Ofsted para promover o desenvolvimento pessoal dos alunos 

Escola Al-Khair em Croydon ganhou elogios do Ofsted por promover o desenvolvimento pessoal dos alunos

Os pais de aluno suspenso referido chamado a política comportamento "absurdo" e disse que os estudantes não estavam preparados para a vida na sociedade britânica (foto)

Os pais do aluno suspenso chamaram a política de comportamento de “absurda” e disseram que os estudantes não estavam preparados para a vida na sociedade britânica (foto)

“Como essas crianças vão interagir de forma mais ampla na sociedade, quando eles têm que trabalhar nos mesmos lugares que [as pessoas do sexo oposto] estão trabalhando? Isso é totalmente absurdo “, disse o pai.

“Para mim, como um pai muçulmano, se a minha filha ou filho vai para uma escola muçulmana e ela ou ele fala em boa forma para qualquer menino ou menina, isso não importa, porque eu acredito que isso não é contra a minha religião. O que é esta política absurda? Eu não consigo entender isso.’

Al-Khair foi criada há 13 anos em um armazém convertido Croydon após um imã local, Qasim Ahmad, comprometer-se a educar cinco crianças excluídas pelo sistema escolar.

Após a inspeção em setembro, Ofsted elogiou a equipe, dizendo que são “efetivamente exemplares os valores em que acreditam, e quaisquer desigualdades ou preconceitos não são toleradas”. Ele foi classificada como “oustanding” por sua abordagem para o desenvolvimento pessoal, comportamento, bem-estar e em qualquer outra categoria.

Aisha Chaudhry disse ao Evening Standard  na época que a escola queria alunos ‘para ser modelos honestos, justos, educados e bons na comunidade muçulmana “.

“Não podemos ser representados por idiotas por aí fazendo coisas bárbaras”, disse Chaudhry.

Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3414182/Teenage-pupil-suspended-Islamic-school-chatting-student-opposite-sex.html#ixzz3yBqNjwRX
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A Islamização da Grã-Bretanha em 2015

Crimes Sexuais, Jihadimania e “Taxa de Proteção”.

  • Hospitais espalhados pela Grã-Bretanha estão se defrontando com pelo menos 15 novos casos de mutilação genital feminina (FGM em inglês), todos os dias. Muito embora a FGM seja ilegal na Grã-Bretanha desde 1984, não houve nenhuma condenação.
  • Entre 1997 e 2013 pelo menos 1.400 crianças foram exploradas sexualmente na cidade de Rotherham, na maioria dos casos por gangues muçulmanas, no entanto a polícia e as autoridades municipais não conseguiram lidar com o problema por receio de serem tachadas de “racistas” ou “islamofóbicas”.
  • O Reverendo Giles Goddard, vigário da igreja de St John em Waterloo, centro de Londres, permitiu que um serviço religioso muçulmano fosse realizado, do início ao fim, em sua igreja. Ele também pediu a sua congregação que enaltecesse “o Deus que todos nós amamos: Alá”.
  • Houve um aumento de 60% nas ocorrências policiais quanto ao abuso sexual de crianças nos últimos quatro anos de acordo com números oficiais.
  • A inteligência britânica está monitorando mais de 3.000 extremistas islamistas autóctones, dispostos a desfechar atentados na Grã-Bretanha.
  • Um funcionário muçulmano de uma usina nuclear em West Kilbride, Escócia, foi afastado das dependências do complexo após ser pego estudando materiais para a fabricação de bombas, em horário de trabalho.
  • “Nós procuramos evitar descrever alguém como terrorista ou um ato de ser terrorista”. – Tarik Kafala, chefe do serviço da BBC em árabe.

A população muçulmana na Grã-Bretanha ultrapassou 3,5 milhões em 2015, atingindo cerca de 5,5% da população de 64 milhões de habitantes, de acordo com os números inferidos de um estudo recente sobre o crescimento da população muçulmana na Europa. Em termos reais, a Grã-Bretanha conta com a terceira maior população muçulmana da União Européia, depois da França e seguida pela Alemanha.

O islamismo e os problemas relacionados com o islamismo estiveram onipresentes na Grã-Bretanha em 2015 e podem ser divididos em cinco grandes temas: 1) o extremismo islâmico e as implicações sobre a segurança em vista dos jihadistas britânicos na Síria e no Iraque, 2) a contínua disseminação da lei da Sharia na Grã-Bretanha, 3) a exploração sexual de crianças britânicas por gangues muçulmanas, 4) a integração muçulmana na sociedade britânica e 5) os fracassos do multiculturalismo britânico.

JANEIRO de 2015

7 de janeiro. O extremista islâmico Anjem Choudary, natural da Grã-Bretanha defende os ataques jihadistas contra a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo. Em um artigo publicado pelo jornal USA Today, Choudary assinala:

“Contrário ao conceito popular equivocado, o Islã não significa paz e sim submissão apenas aos comandos de Alá. É por esta razão que os muçulmanos não acreditam na ideia da liberdade de expressão, porque suas palavras e ações são determinadas pela revelação divina e não baseadas nos desejos das pessoas.

“Em um mundo cada vez mais instável e inseguro, a potencialidade das consequências de insultar o Mensageiro Maomé já são conhecidas tanto pelos muçulmanos quanto pelos não-muçulmanos. Se é assim, por que então o governo francês permitiu que a revista Charlie Hebdo continuasse a provocar os muçulmanos, colocando dessa maneira em risco a inviolabilidade de seus cidadãos”?

9 de janeiro. O clérigo muçulmano Mizanur Rahman de Palmers Green, norte de Londres, também defendeu os ataques em Paris e declarou que a “Grã-Bretanha é inimiga do Islã”. Discursando para uma platéia em Londres, discurso este que também foi difundido na Internet a milhares de seus seguidores, Rahman disse que os cartunistas do Charlie Hebdo cometeram o pecado de “insultar o Islã” e que portanto “não podiam esperar outra coisa”. E acrescenta: “vocês sabem o que acontece quando se insulta Maomé”.

14 de janeiro. Zack Davies, 25, atacou um sikh de 24 anos de idade chamado Sarandev Bhambra com um facão, em um supermercado da rede Tesco em Mold, norte do País de Gales. Inicialmente os jornais britânicos retrataram o ataque com “motivação racista”, de um extremista de extrema direita promovendo o “poder branco”. Depois ficou-se sabendo que Davies era na realidade um muçulmano convertido que adotou o nome de Zack Ali. Na manhã do ataque, Davies alertou, em sua página do Facebook, que se preparava para atacar, publicando um post com quatro versos do Alcorão que prega a violência contra não-muçulmanos.

16 de janeiro. Rahin Aziz, um islamista de Luton, foi fotografado na Síria exibindo um fuzil AK-47. Em um tuíte, Aziz, que também responde pelo nome de Abu Abdullah al-Britani, postou o seguinte: “ainda não decidi o que fazer com o meu passaporte #british (britânico), eu poderia queimá-lo, jogá-lo na privada, o que eu quero dizer é que ele não presta nem para que se cuspa nele”.

16 de janeiro. O Secretário de Estado para Comunidades e Governo Local Eric Pickles enviou uma carta a mais de 1.000 imãs da Grã-Bretanha, pedindo a ajuda deles na luta contra o extremismo e a erradicação daqueles que pregam o ódio. Grupos muçulmanos reagiramacusando o governo britânico de alimentar a “islamofobia”, exigindo uma retratação.

17 de janeiro. O jornal The Telegraph reportou que um terrorista da al-Qaeda, já condenado, com ligações estreitas aos ataques jihadistas em Paris, não pode ser deportado da Grã-Bretanha porque isso violaria seus direitos humanos. Baghdad Meziane, um argelino-britânico de 49 anos, condenado em 2003, cumprindo uma pena de 11 onze anos de prisão por comandar uma rede terrorista que recrutava jihadistas e captava recursos para a al-Qaeda, foi libertado cinco anos antes e teve permissão de voltar para a casa da sua família em Leicester. Desde então, Meziane conseguiu frustrar todos os esforços para deportá-lo, apesar da insistência do governo em afirmar que ele representa “uma ameaça para o Reino Unido”.

De acordo com o The Telegraph, Djamel Beghal, um colaborador próximo de Meziane, foi o mentor de pelo menos dois dos atiradores suspeitos pelos assassinatos, Amedy Coulibaly e Chérif Kouachi, durante o período que eles passaram juntos na prisão. A esposa de Beghal, uma cidadã francesa, reside no Reino Unido, cortesia dos contribuintes britânicos. Sylvie Beghal reside de graça em uma casa de quatro dormitórios em Leicester. Ela veio à Grã-Bretanha juntamente com seus filhos a procura de um “ambiente mais islâmico”, depois de chegar à conclusão que a França era antimuçulmana demais.

20 de janeiro. O ex-chefe do MI6, Sir John Sawers, em uma recomendação que pode ser vista como autocensura, alertou os britânicos para que não insultem o Islã se não quiserem que terroristas islâmicos executem atentados dentro do país. Ele disse o seguinte:

“Se você desrespeitar os valores fundamentais dos outros, você estará provocando uma reação furiosa… Há a necessidade de moderação por parte de nós, do Ocidente”.

25 de janeiro. Tarik Kafala, chefe do serviço da BBC em árabe, o maior de todos os serviços de notícias em idioma estrangeiro da BBC, disse que o termo “terrorista” era “pesado” demais para descrever as ações dos homens de mataram 12 pessoas no atentado contra a redação do Charlie Hebdo.

26 de janeiro. Veio à tona que hospitais espalhados pela Grã-Bretanha estão se defrontando com pelo menos 15 novos casos de mutilação genital feminina (FGM em inglês), todos os dias, e que o problema é especialmente grave em Birmingham. Muito embora a FGM seja ilegal na Grã-Bretanha desde 1984, não houve nenhuma condenação.

29 de janeiro. Uma investigação da Sky News sobre exploração sexual infantil em Rotherham, uma cidade ao sul de Yorkshire, constatou que centenas de novos casos continuam a emergir. Em agosto de 2014, o assim chamado relatório Alexis Jay Report revelou que entre 1997 e 2013 pelo menos 1.400 crianças foram exploradas sexualmente, na maioria dos casos por gangues muçulmanas e que a polícia e as autoridades municipais não conseguiram lidar com o problema por conta de considerações politicamente corretas, quanto à possibilidade dela ser tachada de “racista” ou “islamofóbico”.

FEVEREIRO de 2015

4 de fevereiro. A polícia britânica prendeu 45 muçulmanos, todos do sexo masculino, sob a acusação de abusarem sexualmente de crianças. Em Northumbria 20 suspeitos compareceram no tribunal para responderem a acusações incluindo estupro, abuso sexual e tráfico humano para exploração sexual. Os supostos crimes envolviam 12 vítimas, incluindo uma menina de apenas 13 anos. Em Halifax, West Yorkshire, 25 homens foram acusados de cometerem uma série de crimes relacionados a abusos sexuais de crianças.

4 de fevereiro. O gabinete inteiro do Conselho de Rotherham renunciou depois que um relatório constatou que a correção política inapropriada junto com uma cultura de negação, permitiu que mais de 1.400 meninas fossem abusadas recorrentemente por gangues de homens muçulmanos em um espaço de tempo de 15 anos. Crianças, algumas com não mais de nove anos de idade foram aliciadas, traficadas e estupradas por membros da comunidade paquistanesa da cidade, mas o receio de serem tachados de racistas fez com que os vereadores fizessem vista grossa diante dos abusos.

8 de fevereiro. Mais de 1.000 muçulmanos britânicos fizeram uma manifestação no centro de Londres contra o que eles chamaram de “representações ofensivas” do Profeta Maomé pela revista francesa Charlie Hebdo. Multidões que carregavam cartazes com dizeres como “Defenda o Profeta” se concentraram perto do gabinete do Primeiro Ministro David Cameron no distrito governamental Whitehall em Londres. O evento foi organizado por um grupo chamado Muslim Action Forum, que está lançando uma campanha de lobby, bem como uma série de desafios legais no sistema judiciário para estabelecer que as representações de Maomé são “crimes de intolerância”.

25 de fevereiro. Asif Masood, 40, um motorista embriagado sem carteira de habilitação, que aparentemente ingeriu uma quantidade de álcool três vezes acima do limite tolerado, quando bateu em um hidrante com o carro de um amigo em Nottingham, conseguiu se esquivar de uma sentença que o levaria à prisão porque logrou persuadir o juiz que ele acabara de redescobrir a fé muçulmana e que tinha deixado de beber.

27 de fevereiro. Um juiz em Liverpool interrompeu um processo após descobrir que o réu, Kerim Kurt, tinha jurado sobre a Bíblia e não sobre o Alcorão. O Juiz Patrick Thompson do Tribunal da Coroa de Liverpool disse que Kurt tinha feito “o juramento de dizer a verdade sobre o Novo Testamento”. Mais tarde ficou se sabendo, em um interrogatório da testemunha pela parte adversa, que ele era muçulmano. Kurt insistiu que ele tinha aceito fazer o juramento em cima da Bíblia porque “ele respeitava todos os livros sagrados e queria jurar sobre o livro sagrado do país no qual estava residindo”. Mas o Juiz Thompson disse que “na opinião dele o Sr. Kurt, como muçulmano, deveria fazer o juramento sobre o Alcorão”.

MARÇO de 2015

3 de março. Um relatório do governo detectou que cerca de 400 meninas britânicas, algumas com não mais de onze anos, ao que consta, foram exploradas sexualmente por gangues de estupradores muçulmanos em Oxfordshire durante os últimos 15 anos. O relatório acusa as autoridades locais de ignorarem, repetidamente, casos de estupro devido a uma “cultura de negação”.

7 de março. Um respeitado clérigo liberal, Reverendo Giles Goddard, vigário da igreja de St John em Waterloo, centro de Londres, permitiu que um serviço religioso muçulmano fosse realizado, do início ao fim, em sua igreja. Ele também pediu a sua congregação que enaltecesse “o Deus que todos nós amamos: Alá”. Acredita-se ter sido esta a primeira vez que um serviço religioso muçulmano inteiro tenha sido realizado pela Igreja da Inglaterra.

11 de março. O Reverendo Canon Gavin Ashenden, um dos capelães da rainha, manifestoupreocupação em relação as mais de 100 passagens no Alcorão que “encorajam a violência”. Ele estava respondendo aos comentários proferidos pelo Arcebispo de Canterbury Justin Welby, que alegava que os jovens estavam abraçando a jihad porque a religião predominante não era “estimulante” o suficiente.

12 de março. Uma delegação de destacados egípcios-britânicos solicitaram ao governo do Reino Unido a proibição da Irmandade Muçulmana e o banimento de suas atividades em solo britânico. O pedido dizia o seguinte: “o terror não conhece fronteiras, a Irmandade Muçulmana, suas ramificações e seus braços não têm piedade, sua ânsia pelo poder, busca da teocracia e desejo de domínio, fazem delas sedentas de sangue e nada as fará parar até que elas destruam a civilização, tanto Ocidental quanto Oriental”.

15 de março. O governo britânico anunciou que não irá classificar a Irmandade Muçulmana de organização terrorista.

20 de março. Segundo mostram os números que acabam de ser divulgados, a população carcerária de muçulmanos na prisão de Belmarsh, na prática a prisão dos terroristas de Londres, mais que dobrou em apenas quatro anos O número de presidiários muçulmanos detidos na prisão de segurança máxima “Categoria A” saltou 108% desde março de 2010, de 127 para 265 em dezembro de 2014. Dados do governo mostram que na primavera de 2010, os presidiários muçulmanos perfaziam somente 14% dos presidiários de Belmarsh, mas em menos de cinco anos essa proporção subiu para quase um terço. A proporção de presidiários muçulmanos na prisão de Pentonville saltou 40% enquanto que na Wormwood Scrubs, na zona oeste de Londres, ela aumentou cerca de um sexto no mesmo período.

23 de março. Um relatório alerta que mulheres muçulmanas em toda a Grã-Bretanha estão sendo sistematicamente oprimidas, abusadas e discriminadas pelos tribunais da lei da Sharia que tratam as mulheres como cidadãs de segunda classe. O relatório de 40 páginas intitulado “Um mundo Paralelo: Confrontando o Abuso de Muitas Mulheres Muçulmanas na Grã-Bretanha de Hoje”, foi escrito pela Baronesa Caroline Cox, membro independente, não ligada a partidos políticos da British House of Lords (Câmara dos Lordes Britânicos) e uma das principais defensoras dos direitos das mulheres no Reino Unido. O relatório mostra como a crescente influência da lei da Sharia na Grã-Bretanha de hoje está debilitando o princípio fundamental de que deve haver igualdade para todos os cidadãos britânicos sob a única lei do país.

ABRIL de 2015

1º de abril. A polícia turca deteve nove cidadãos britânicos de Rochdale, Grande Manchester, que hipoteticamente estavam procurando se juntar ao grupo terrorista Estado Islâmico na Síria. Os nove, cinco adultos e quatro crianças, incluindo um bebê de um ano de idade, foram detidos na cidade turca de Hatay.

Um dos detidos era Waheed Ahmed, estudante de política da Universidade de Manchester. Seu pai, Shakil, vereador do Partido Trabalhista em Rochdale, disse que achava que seu filho estava fazendo um estágio em Birmingham:

“Fui pego de surpresa ao saber que ele estava lá, pelo que entendi ele estava fazendo um estágio em Birmingham. Meu filho é um bom muçulmano, sua lealdade é com a Grã-Bretanha, de modo que não consigo entender o que ele está fazendo por lá. Se tivesse passado pela minha cabeça que ele estava correndo o perigo de ser radicalizado, eu o teria denunciado às autoridades”.

5 de abril. Abase Hussen pai de uma colegial jihadista britânica que fugiu de casa, admitiu que a filha se radicalizou após ele tê-la levado a um comício extremista organizado pelo grupo islamista Al-Muhajiroun, já banido, dirigido por Anjem Choudary, muçulmano nascido na Grã-Bretanha, que foi posto em prisão preventiva, acusado segundo o artigo 12 da Lei contra o Terrorismo 2000.

Amira, 15, era uma das três meninas da Bethnal Green Academy em East London que viajaram para a Turquia em fevereiro para se tornarem “noivas de jihadistas” na Síria. Durante uma audiência em março, na Comissão Especial para Assuntos Internos, Abase acusou as autoridades britânicas de malograrem por não terem evitado que sua filha fugisse para a Síria. Perguntado pelo Presidente Keith Vaz se Amira tinha sido exposta a algum tipo de extremismo, Hussen respondeu: “de jeito nenhum. Nada”. A polícia até apresentou um pedido de desculpas.

Abase no entanto mudou seu lado da história depois que apareceu um vídeo que odesmascarou como sendo um islâmico radical, que participou de um comício em prol do ódio juntamente com Choudary e Michael Adebolajo, assassino de Lee Rigby. Abase, originário da Etiópia, disse que veio para a Grã-Bretanha em 1999 “pela democracia, pela liberdade, por uma vida melhor para os filhos, para que pudessem aprender inglês”.

5 de abril. Victoria Wasteney, 38, uma profissional da saúde, cristã, apresentou um apelo contra um tribunal do trabalho que a considerou culpada por “intimidar” uma colega muçulmana por ter rezado por ela e por tê-la convidado a ir à igreja. Wasteney foi suspensa de seu emprego de terapeuta ocupacional sênior no John Howard Centre, uma unidade de saúde mental na região leste de Londres, após sua colega Enya Nawaz, 25, tê-la acusado de tentar convertê-la ao cristianismo. Os advogados de Wasteney disseram que o tribunal infringiu a lei ao restringir sua liberdade de arbítrio e a liberdade de professar sua religião, que constam do Artigo 9 da Convenção Européia de Direitos Humanos.

5 de abril. Em uma entrevista concedida ao Guardian, Nazir Afzal, o mais importante promotor público muçulmano da Grã-Bretanha alertou que mais crianças britânicas do que se pensava correm o risco da “jihadimania” porque eles veem os terroristas islâmicos como “ídolos pop”. Ele disse o seguinte:

“Os meninos querem ser como eles e as meninas querem estar com eles. É isso que eles costumavam dizer em relação aos Beatles e mais recentemente em relação ao One Direction e Justin Bieber. A propaganda que os terroristas difundem é parecida com marketing e muitos de nossos adolescentes se apaixonam por esta imagem.

“Eles veem suas próprias vidas como medíocres ao compararem com aquelas e não percebem que estão sendo usados. Os extremistas os tratam de forma semelhante aos sedutores sexuais, manipulam, os distanciam de seus amigos e familiares e depois dão o bote.

“Cada um deles, se for para a Síria, estará mais radicalizado ao retornar. E se não for, se tornará um problema, uma bomba relógio, esperando explodir”.

Talha Asmal (esquerda), um adolescente de 17 anos de idade de Dewsbury, segundo consta, se tornou o homem bomba mais jovem da Grã-Bretanha quando detonou explosivos amarrados ao seu corpo em uma refinaria iraquiana. Amigos de Asmal o descrevem como um “jovem comum de Yorkshire”. Amira Abase (direita), aos 15 anos, viajou em fevereiro de Londres para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico como “noiva de jihadista”.

8 de abril. O Guardian divulgou que houve um aumento de 60% nas ocorrências policiais quanto ao abuso sexual de crianças nos últimos quatro anos, de acordo com números oficiais obtidos por meio de uma solicitação baseada na Legislação sobre Liberdade de Informação, que tornou público pela primeira vez a dimensão do problema na Inglaterra e no País de Gales.

8 de abril. O Tribunal da Coroa de Leicester condenou Jafar Adeli, requerente de asilo afegão a 27 meses de prisão depois que ele tentou se encontrar com “Amy”, uma menina menor de idade, após tê-la seduzido online. Adeli, 32, que é casado, marcou um encontro com a menina após seduzi-la com conversas de conteúdo sexual online e de enviar imagens obscenas dele próprio. Mas ele foi ludibriado por um grupo de voluntários a procura de pedófilos chamadoLetzgo Hunting. “Amy” era de fato um dos voluntários chamado John, que se fez passar pela jovem menina.

10 de abril. Abukar Jimale, pai de quatro filhos, 46 anos de idade, requerente de asilo no Reino Unido após ter fugido da devastada Somália, se esquivou da prisão depois de ter estuprado uma passageira enquanto dava voltas em Bristol em seu táxi. Muito embora Jimale tenha sido considerado culpado por estupro, ele teve sua sentença de dois anos suspensa. O advogado de defesa disse que Jimale, natural da Somália, era um pai esforçado que perdeu o emprego e o bom nome em consequência desse crime.

13 de abril. Mohammed Khubaib, natural do Paquistão pai de cinco filhos foi condenado por seduzir meninas com não mais de 12 anos, oferecendo comida, dinheiro, cigarros e bebidas alcoólicas. O empresário de 43 anos de idade, casado, que residia em Peterborough com sua esposa e filhos, se engraçava com garotas em seu restaurante para em seguida “dopá-las” com bebidas alcoólicas para que “concordassem” com seus avanços sexuais.

14 de abril. O Presidente da Suprema Corte do Reino Unido Lord Neuberger, declarou em um discurso que deveria ser permitido às mulheres muçulmanas usarem véus nos tribunais. Ele acrescentou que, com o intuito de demonstrar equidade àqueles implicados em processos, os juízes devem “compreender as diferenças dos hábitos culturais e sociais”. Os comentários de Neuberger vieram depois que um juiz manteve uma decisão permitindo que Rebekah Dawson, de 22 anos de idade, convertida ao Islã, fosse julgada usando uma niqab, um véu em que aparecem apenas os olhos.

20 de abril. Um colegial de 14 anos de Blackburn, Lancashire, se tornou o suspeito mais jovem de cometer atos terroristas na Grã-Bretanha. Ele foi detido em conexão com uma conspiração terrorista inspirada no ISIS em Melbourne, Austrália. A polícia declarou que mensagens encontradas em seu computador e celular indicavam que havia um plano para atacar as comemorações do centenário do desembarque da Anzac em Gallipoli na Primeira Guerra Mundial. (O Dia da Anzac, 25 de abril, marca o aniversário da primeira grande operação militar em que participaram forças australianas e neozelandesas na Primeira Guerra Mundial).

20 de abril. A polícia na Turquia deteve um casal de britânicos juntamente com seus quatro filhos sob suspeita de procurarem viajar para uma região da Síria controlada pelo Estado Islâmico. Asif Malik, sua mulher Sara e os quatro filhos com idades entre 11 meses e 7 anos, foram detidos em um hotel em Ancara. Autoridades turcas disseram que a família atravessou a fronteira rumo à Turquia a partir da Grécia em 16 de abril e que ela foi detida após serem informados pela polícia britânica.

22 de abril. Quatro muçulmanos, todos do sexo masculino, foram acusados de cometerem crimes sexuais contra crianças em Rochdale. Hadi Jamel, 33, Mohammed Zahid, 54, Raja Abid Khan, 38 e Abid Khan, 38, cada um deles foi acusado de ter mantido relações sexuais com uma menina que tinha menos de 16 anos.

22 de abril. O Daily Mail publicou trechos de um novo livro, Girl for Sale (Menina à Venda), que descreve o chocante suplício de Lara McDonnell, que virou vítima de uma gangue de pedófilos muçulmanos quando tinha apenas 13 anos de idade. Ela escreveu o seguinte:

“Mohammed me vendia por £250 a pedófilos do país inteiro. Eles entravam, sentavam e começavam a me tocar. Se eu me recolhesse, Mohammed me obrigava a ingerir mais crack para que eu fechasse os olhos e “viajasse”. Eu me tornei oca, morta por dentro.

“Às vezes eu era passada de um pervertido para outro. Em Oxford, muitos desses depravados eram de origem asiática (em Londres), eles eram do Mediterrâneo, negros ou árabes.

“Depois, no início de 2012 (cerca de cinco anos após o começo dos abusos), a polícia de Thames Valley pediu para me ver. Os policiais estavam conduzindo investigações, há muito atrasadas, em relação à exploração sexual de meninas jovens e queriam conversar. Contei tudo a eles, e no final de março Mohammed e sua gangue estavam presos. Sem eu saber, cinco meninas estavam contando a mesma história à polícia.

“A defesa de Mohammed foi ridícula: ele alegou que eu o forçava a ingerir drogas e transar comigo. Sua advogada, uma mulher, inferiu que eu era racista, pelo fato de todos os réus serem muçulmanos.

“Pelo fato dos réus serem muçulmanos, o caso expôs questões delicadas envolvendo raça e religião. Minha leitura da realidade é clara: eles se comportavam daquele jeito por conta das diferenças na maneira de enxergarem as mulheres”.

23 de abril. O Tribunal da Coroa de Birmingham sentenciou Imran Uddin, 25, um estudante da Universidade de Birmingham, a quatro anos de prisão por invadir o sistema de computadores da universidade com o intuito de melhorar suas notas. Uddin usou dispositivos para a prática de espionagem de teclado para roubar senhas do staff e em seguida aumentou suas notas de cinco exames. Segundo consta Uddin é o primeiro estudante britânico a ir para a prisão por trapacear.

25 de abril. O The Telegraph revelou que os contribuintes britânicos estavam pagando o aluguel mensal de Hani al-Sibai, o pregador islamista que era o “mentor” de Mohammed Emwazi (mais conhecido como Jihadi John, o carrasco do ISIS). Al-Sibai, 54, pai de cinco filhos, reside em uma casa no valor de £1 milhão em Hammer-smith, bairro de West London.

27 de abril. Mohammed Kahar, 37, de Sunderland foi detido após disseminar matérias extremistas, inclusive documentos do tipo “O Curso Explosivo”, “44 Maneiras de Servir e Participar da Jihad”, “O Livro da Jihad” e “Esta é a Província de Alá”.

28 de abril. O jihadista Kazi Jawad Islam, de 18 anos, foi condenado por “aliciamento ao terrorismo” por tentar aplicar uma “lavagem cerebral” em seu amigo autista Harry Thomas, “um jovem vulnerável com dificuldades de aprendizado”, para que atacasse soldados britânicos com um cutelo.

28 de abril. Aftab Ahmed, 44, de Winchcombe Place, Heaton, foi acusado de ameaçar decapitar David Robinson-Young, candidato do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP em inglês) em Newcastle East.

MAIO de 2015

3 de maio. Bana Gora, presidente do Muslim Women’s Council (Conselho das Mulheres Muçulmanas), anunciou planos para criar a primeira mesquita do país dirigida por mulheres, para as mulheres, em Bradford. Ela disse:

“Na época do Profeta a mesquita era o centro da vida da comunidade e do estudo, e nós esperamos reproduzir aquele modelo incluindo rezas da congregação dirigidas pelas mulheres para as mulheres. Após consultas nossa intenção é trabalhar com grupos diversificados, opiniões e organizações, incluindo o Conselho de Mesquitas para criar o etos e o espírito das mesquitas da época do Profeta”.

7 de maio. Um número recorde de 13 parlamentares muçulmanos (um salto dos 8 em 2010) foieleito nas eleições gerais na Grã-Bretanha. Oito dos parlamentares muçulmanos são mulheres.

14 de maio. O Editor para Assuntos Internos da BBC Mark Easton foi objeto de críticas depois de ter comparado o islamista Anjem Choudary, natural da Grã-Bretanha, a Mahatma Gandhi e Nelson Mandela. Michael Ellis parlamentar do Partido Conservador, integrante da última comissão especial para assuntos internos, disse o seguinte:

“A BBC parece estar obcecada em oferecer o máximo de tempo possível aos pregadores do ódio. Comparar figuras históricas que trabalharam para mudanças pacíficas com um pregador do ódio como Choudary é estarrecedor, ofensivo e inflamatório”.

O próprio Choudary rejeitou as comparações da BBC:

“As comparações com Mandela e Gandhi são enganosas. Eles são kuffar (infiéis) que vão para o inferno ao passo que eu sou muçulmano. Alhamudililah (louvado seja Alá)”.

26 de maio. Abu Haleema, pregador radical de Londres, que publicou posts de filmes na Internet atacando as Forças Armadas Britânicas, jurou nunca “sucumbir” à democracia, foiproibido de fazer uso das redes sociais e de promover seus pontos de vista. A proibição provocou descontentamento de seus seguidores quanto à supressão da liberdade de expressão.

JUNHO de 2015

1º de junho. Karim Kazane, um muçulmano de 23 anos, exigiu que Zizzi, uma rede de restaurantes italianos, lhe pagasse £5.000 (€7.000; US$7.800) em indenização por ele ter encontrado salame em um prato em uma filial em Winchester. Kazane já tinha ingerido metade da carne picante, o prato tinha carne bovina e frango, conforme anúncio, quando ele descobriu a carne proibida segundo o Islã.

4 de junho. Mohammed Rehman, 24, de Reading e Sana Ahmed Khan, 23, de Wokingham, foram acusados de estarem preparando atos de terrorismo no Reino Unido. Ambos são acusados de comprar produtos químicos para a fabricação de artefatos explosivos e de pesquisar e fazer download de instruções sobre como executar um ataque, incluindo uma cópia da revista Inspire da Al-Qaeda contendo um artigo intitulado “Como Fabricar uma Bomba na Cozinha da Sua Mãe”.

9 de junho. Sara Khan, chefe do grupo antiradicalização disse ao jornal The Guardian que professores britânicos estão com medo de denunciar a suspeição de extremismo islamista no meio estudantil por receio de serem tachados de “islamofóbicos”.

10 de junho. Um homem de negócios, muçulmano, de 34 anos, de Cardiff foi a primeira pessoa do Reino Unido a ser processada segundo as leis sobre casamento forçado que entrou em vigor em junho de 2014. O homem está cumprindo pena de 16 anos de prisão após ter confessado ter coagido uma mulher de 25 anos a se casar com ele. O elemento, que já era casado, estuprava a vítima “sistematicamente”, durante meses, ameaçando vir a público com uma filmagem dela no chuveiro, feita com uma câmera escondida se ela não casasse com ele e, além disso ameaçou matar membros da sua família se ela contasse a alguém sobre os abusos.

11 de junho. Um relatório fez um alerta sustentando que a Grã-Bretanha está diante de uma ameaça “sem precedentes” de centenas de jihadistas experimentados nos campos de batalha na Ásia, África e Oriente Médio. O relatório também alerta que agora mais britânicos receberam treinamento em terrorismo do que em qualquer outro período da sua história recente.

11 de junho. Alaa Abdullah Esayed, uma refugiada de 22 anos, oriunda do Iraque, que reside em Kennington, Sul de Londres, foi condenada a três anos e meio de prisão por tuitar mensagens que estimulavam o terrorismo. Esayed publicou mais de 45.000 tuítes em árabe em uma conta aberta para seus 8.240 seguidores entre junho de 2013 e maio de 2014, sendo que muitos destes tuítes estimulavam a jihad violenta.

12 de junho. Tamanna Begum, uma mulher muçulmana residente em Ilford, Essex, perdeu uma batalha jurídica para poder usar a jilbab islâmica, uma bata que a envolveria dos pés à cabeça, em uma creche, porque a vestimenta causaria um “leve risco” às crianças e ao staff. Begum entrou com uma ação alegando discriminação por causa de seu “background cultural e étnico”. O Juiz Daniel Serota manteve a decisão anterior do tribunal do trabalho de East London, segundo a qual a vestimenta é “plausivelmente considerada um leve risco”.

13 de junho. Talha Asmal, um adolescente de 17 anos de idade de Dewsbury, West Yorkshire, que fugiu de casa em abril para se juntar ao ISIS, segundo consta, se tornou o homem bomba mais jovem da Grã-Bretanha quando detonou explosivos amarrados ao seu corpo em um ataque a uma refinaria iraquiana. Amigos de Asmal o descrevem como um “jovem comum de Yorkshire”. Isso pode ser verdade dependendo do caso: Dewsbury, uma peculiar cidade que dependia da indústria têxtil, esteve de alguma forma ligada a mais de uma dezena de extremistas islâmicos, incluindo Mohammad Sidique Khan, o organizador dos atentados em Londres de 7 de julho de 2005.

15 de junho. Um grupo anti-Sharia chamado “One Law for All” emitiu um comunicadosolicitando ao novo governo da Grã-Bretanha que revogue os tribunais da Sharia Islâmica, os quais eles chamam de “tribunais ilegais e irregulares que determinam formas de justiçaaltamente discriminatória e de segunda categoria”. O comunicado diz o seguinte:

“Embora os tribunais da Sharia estejam vendendo a ideia de serem a favor da liberdade de religião, na realidade são ferramentas eficazes do movimento islamista de extrema-direita cujo principal objetivo é restringir e negar direitos, especialmente direitos de mulheres e crianças.

“Contrapor-se aos tribunais da Sharia não é racismo nem islamofobia, é a defesa dos direitos de todos os cidadãos, independentemente de suas crenças e background, a ser governado pelos meios democráticos segundo o princípio de uma lei para todos. Racismo se traduz na ideia de que às minorias pode ser negado direitos desfrutados pelos demais por meio de endossos de sistemas dejustiça baseados na religião, que operam de acordo com a lei divina, que devido a sua própria natureza é imune ao escrutínio do estado”.

19 de junho. Um juiz britânico determinou que um suspeito de terrorismo podia ser dispensado de usar o rastreador eletrônico porque ele violava seus direitos humanos. O suspeito, um pregador somali de 39 anos acusado de radicalizar jovens muçulmanos-britânicos, disse acreditar que o MI5 tinha colocado uma bomba na pulseira eletrônica e que o uso do dispositivo de vigilância estava fazendo com que ele tivesse “delírios”. O Juiz Collins, determinou que isso equivale à violação do Artigo 3 da Lei dos Direitos Humanos, que tem como objetivo proibir a tortura.

24 de junho. Veio à tona que a polícia de Birmingham sabia que as gangues de aliciadores de exploração sexual tinham como alvo crianças fora das escolas da cidade, mas não alertou a população por medo de ser acusada de “islamofobia”. Um relatório confidencial obtido conforme a Legislação sobre Liberdade de Informação, mostrou que a polícia estava preocupada com as “tensões dentro da comunidade” se o abuso praticado predominantemente por gangues paquistanesas que abusam de crianças viesse a público.

JULHO de 2015

1º de julho. O diretor geral da BBC Tony Hall, rejeitou as exigências de um grupo multipartidário de parlamentares para que a emissora parasse de usar o termo “Estado Islâmico” ao se referir ao grupo terrorista. Mais de 100 parlamentares assinaram a carta que solicitava que a emissora usasse o termo “Daesh” (acrônimo árabe do Estado Islâmico do Iraque e da Síria) ao se referir ao Estado Islâmico. A carta, redigida por Rehman Chishti, um parlamentar do Partido Conservador nascido no Paquistão, declara:

“O uso das denominações: Estado Islâmico, EIIL e ISIS concedem legitimidade a uma organização terrorista, que não é islâmica nem foi reconhecida como estado e que a maioria esmagadora dos muçulmanos ao redor do mundo acredita ser desprezível e ofensiva à sua religião pacífica”.

Os parlamentares fizeram a exigência em uma carta depois que o Primeiro Ministro David Cameron teceu críticas à emissora censurando a BBC por ela se referir ao Estado Islâmico pelo nome. Em uma entrevista concedida ao programa “Today” da BBC Radio 4 em 29 de junho Cameron salientou:

“Espero que a BBC pare de chamá-lo de Estado Islâmico porque ele não é um Estado Islâmico. Trata-se de um regime pavoroso e cruel. É uma distorção da religião do Islã, e como você sabe, muitos muçulmanos que estão nos ouvindo agora irão se aterrorizar toda vez que ouvirem as palavras Estado Islâmico“.

Hall disse que usar o termo Daesh não irá preservar a imparcialidade da BBC, além dela correr o risco de dar a impressão de oferecer apoio aos opositores do grupo. Ele disse que o termo é usado de forma pejorativa pelos inimigos do grupo. Daesh é parecido com “Dahes” que em árabe significa “aquele que semeia discórdia”.

20 de julho. David Cameron esboçou um novo plano de cinco anos para combater o extremismo islâmico na Grã-Bretanha. Em um pronunciamento histórico em Birmingham, Cameron chamou a luta contra o extremismo islâmico de “batalha da nossa geração”.

27 de julho. O Telegraph informou que o número de adolescentes e crianças que são enviadas a programas contraradicalização irá dobrar em apenas dois anos devido à fascinação pelo ISIS. Jovens estão sendo enviados ao Channel Project, um programa de antiradicalização do governo, esses adolescentes estão sendo enviados ao programa a uma velocidade de mais de um por dia, em meio a receios de que muitos deles estejam correndo o risco de se tornaram jihadistas. Em um determinado caso uma criança de três anos foi enviada ao programa. Em outros casos alunos de escolas que desenhavam bombas ou faziam ameaças islamistas também foram enviados ao programa.

AGOSTO de 2015

1º de agosto. O Daily Mail noticiou que Shamima Begum, 15, fugiu de sua casa em East London para se tornar uma noiva jihadista na Síria, foi radicalizada em uma instituição beneficente de mulheres em uma mesquita em East London, uma das maiores mesquitas da Grã-Bretanha. Inicialmente líderes islâmicos e alguns de seus familiares culparam a Internet pelo aliciamento, mas o Mail descobriu que Sharmeena foi primeiramente radicalizada dentro da mesquita de East London, supostamente por mulheres do Islamic Forum of Europe (Fórum Islâmico da Europa IFE em inglês), grupo vinculado à Irmandade Muçulmana.

5 de agosto. Anjem Choudary, extremista islâmico natural da Grã-Bretanha, foi posto em prisão preventiva, acusado de cometer o crime de terrorismo ao estimular as pessoas a se juntarem ao ISIS. Choudary, 48, e Mohammed Rahman, 32, compareceram ao Tribunal de Primeira Instância de Westminster e foram acusados de infringir repetidamente o Artigo 12 da Lei contra o Terrorismo. Choudary disse não ter receio de ir para a cadeia, que ele descreve como solo fértil para conquistar mais conversões para o Islã. “Se me detiverem e me colocarem na cadeia eu continuarei com a minha atividade na prisão”, adverte ele. “Vou radicalizar todo mundo na prisão”.

18 de agosto. Um juiz em Londres determinou que uma menina de 16 anos fosse tirada de seus pais depois que eles a aliciaram para se tornar uma noiva jihadista. A polícia encontrou sua casa repleta de propaganda jihadista, incluindo um livro com o título “How to Survive in the West — A Mujahid’s Guide” (Como Sobreviver no Ocidente — Guia do Mujahid). O Juiz Hayden disse que sua mãe e seu pai, ambos “desonestos”, fizeram tanto mal a ela quanto estupradores de crianças. O avião que a levaria para a Síria foi impedido de levantar voo por agentes do contraterrorismo enquanto a aeronave estava taxiando na pista do Aeroporto de Heathrow, os agentes a retiraram do avião que iria partir para a Turquia.

26 de agosto. Uma colegial de 16 anos admitiu ser culpada de duas acusações de terrorismo ao comparecer ao principal Juizado da Infância e da Juventude de Manchester. Ela confessou ser culpada das acusações depois que foram encontradas em seu telefone instruções de como fabricar bombas, juntamente com fotos de crianças mortas, execuções e material de propaganda do ISIS.

SETEMBRO de 2015

17 de setembro. Um tribunal de apelação em Londres determinou que seria adequado que Jamal Muhammed Raheem Ul Nasir, um violentador de crianças que abusou de duas meninas muçulmanas, fosse condenado a um período mais longo do que se as vítimas fossem brancas, porque vítimas muçulmanas de crimes sexuais sofrem mais devido à vergonha que elas têm que passar. Advogados do pedófilo argumentaram que a sentença original era demasiadamente dura. A National Society for the Prevention of Cruelty to Children (Sociedade Nacional para a Prevenção de Atos Cruéis contra Crianças – NSPCC) declarou:

“A justiça britânica deveria funcionar em condições iguais para todos, e as crianças precisam ser protegidas independentemente das diferenças culturais. Independentemente de raça, religião ou sexo, cada criança merece ter o direito a segurança e proteção contra abuso sexual e os tribunais devem espelhar isso”.

18 de setembro. O jornal The Times informou que a inteligência britânica está monitorando mais de 3.000 extremistas islamistas autóctones, dispostos a desfechar atentados na Grã-Bretanha. De acordo com a notícia, homens e mulheres britânicos, entre eles muitos adolescentes, estão sendo radicalizados em questão de semanas, a ponto de estarem aptos a executar atos violentos.

26 de setembro. O Queen Elizabeth Hospital em Margate, Kent, pediu desculpas ao Sargento da Força Aérea Mark Prendeville depois que ele foi afastado de outros pacientes, porque alguns membros da equipe disseram que sua farda poderia ofender pacientes muçulmanos.

Também em setembro, uma exposição de arte que estava comemorando a liberdade de expressão proibiu a exibição de trabalhos artísticos anti-ISIS, depois que a polícia manifestou preocupação com a segurança. “ISIS Ameaça Sylvania”, uma série de sete quadros satíricos destacando os brinquedos de crianças Sylvanian Families, foi retirada da exposição Passion for Freedom (Paixão pela Liberdade) depois que a polícia manifestou preocupação em relação ao “conteúdo potencialmente inflamatório” da exposição. A polícia informou aos organizadores que se eles forem adiante com os planos para a exibição, eles terão que pagar £36.000 (US$53,000) para a segurança dos seis dias do evento.

OUTUBRO de 2015

9 de outubro. O Channel 4 News noticiou que o muçulmano convertido Jamal al-Harith recebeu do governo britânico £1 milhão (US$1,5 milhões) após sua libertação do campo de detenção de Guantánamo Bay em Cuba e, em seguida ele fugiu para a Síria para se juntar ao ISIS.

12 de outubro. Nadir Syed, 21, Yousaf Syed, 19 e Haseeb Hamayoon, 27, compareceram ao Tribunal da Coroa de Woolwich para o início de seus julgamentos. Os promotores dizem que o trio planejava, em nome do ISIS, decapitar pessoas nas ruas da Grã-Bretanha. Segundo consta, eles também planejavam usar uma faca de caçador para assassinar um policial, soldado ou alguém do público no Dia da Lembrança também conhecido como Dia do Armistício, um feriado nacional em homenagem ao fim da Primeira Guerra Mundial. O tribunal ouviu que os acusados “mostravam um interesse não natural nos assassinatos e nas decapitações”.

25 de outubro. Veio à tona que Abdulrahman Abunasir, um imigrante que violentou uma mulher duas semanas após chegar à Grã-Bretanha, está obstruindo os esforços para deportá-lo sob a alegação de que ele é um refugiado sírio. Abunasir entrou com um pedido de asilo enquanto cumpria uma pena de 18 meses de prisão pelo estupro. Quando ele foi interrogado pelos oficiais da imigração, no entanto, foi constatado que ele não sabia como responder as perguntas mais simples sobre a Síria. Agentes britânicos dizem que há um “altíssimo grau de certeza” de que Abunasir é do Egito, porém segundo as leis de direitos humanos da Europa, eles não têm como deportá-lo porque não têm como provar sua nacionalidade.

27 de outubro. Um funcionário muçulmano de uma usina nuclear em West Kilbride, Escócia, foiafastado das dependências do complexo após ser pego estudando materiais para a fabricação de bombas em horário de trabalho. Uma fonte da usina afirmou: “não é possível trabalhar com pessoas que tenham acesso ao reator e que tenham qualquer interesse em explosivos. Ninguém sabe o que se passa na cabeça dele, mas não é o que você quer em uma usina nuclear”.

29 de outubro. A British Muslim Youth (Juventude Muçulmana da Grã-Bretanha), um grupo islâmico de Rotherham, conclamou os muçulmanos a boicotarem a polícia porque a investigação sobre um caso de exploração sexual de uma criança na cidade é o mesmo que “marginalizar e desumanizar” os muçulmanos. Em uma mensagem postada na Internet, o grupo emitiu uma ordem para que os patrícios muçulmanos cortem imediatamente todos os laços com os agentes da lei ou então corram o risco de se tornarem párias em suas próprias comunidades.

30 de outubro. Atiq Ahmed, 32, de Oldham, Grande Manchester, foi condenado a dois anos e meio de prisão por ameaçar decapitar um policial. A polícia encontrou em sua residência uma pilha de vídeos de execuções e decapitações. Após assistir os vídeos, o Juiz Michael Topolski QC declarou: “muitos desses vídeos são profundamente preocupantes, verdadeiramente horripilantes e nada tem a ver com as verdadeiras práticas dessa milenar e venerável religião”.

NOVEMBRO de 2015

1º de novembro. O Independent publicou um editorial com o título: “O Profeta Maomé Tinha Valores Britânicos, de modo que a única maneira de combater o extremismo é ensinar mais do Islã nas escolas”.

1º de novembro. O Sunday Times revelou que investigadores do governo descobriram que presidiários não-muçulmanos, em diversas prisões de segurança máxima da Grã-Bretanha, estão sendo obrigados a pagar uma “taxa de proteção” a presidiários muçulmanos radicais por medo de atos violentos. A “taxa”, também conhecida como “jizya” está sendo imposta por gangues de extremistas islâmicos nas prisões de Belmarsh, Long Lartin, Woodhill e Whitemoor. Presidiários não-muçulmanos disseram que estão sofrendo bullying e sendo ameaçados de sofrerem atos violentos a menos que façam os pagamentos com cartões telefônicos, alimentos, fumo ou drogas. Algumas das supostas vítimas disseram que foram instruídas a arrumarem amigos e familiares fora da cadeia para que façam a transferência do dinheiro para contas bancárias controladas por islamistas.

3 de novembro. Kasim Ali, 25 juntamente com seus primos Adeel Ali, 20 e Razi Khalid, 18 que foram considerados culpados de um “ataque em nome da honra” contra um namorado de uma de suas irmãs, foram poupados de irem para a prisão. Os três homens, todos de Blackburn, Lancashire, tiveram como alvo Aquib Baig porque a família dele não aprovava seu namoro com a irmã deles. Eles depredaram seu carro antes de persegui-lo dentro de uma loja, onde aos chutes e pontapés o espancaram na frente de clientes horrorizados. O Juiz Recorder Julian Shaw assinalou:

“Não há lugar para violência em nome da religião ou da honra. é abominável, é contra a sua religião e é ilegal. Eu espero que todos vocês estejam envergonhados por estarem presentes neste tribunal. Não há dúvida que suas famílias estão perplexas, balançando a cabeça se perguntando: o que fizemos de errado. Eles estão sendo humilhados e constrangidos ao verem vocês aqui, um grupo covarde atacando uma pessoa. Voltem para sua comunidade, para suas famílias e reconstruam suas reputações. Não voltem nunca mais para assombrar este tribunal com algum tipo de violência em nome da honra”.

9 de novembro. Veio à tona que professores muçulmanos na Academia de Oldknow, uma escola envolvida no escândalo do “cavalo de Tróia”, tentaram islamizar escolas britânicas, obrigando os alunos a recitarem cânticos anticristãos. Os ex-professores Jahangir Akbar e Asif Khan, ao que consta, incitavam os alunos gritando “não acreditamos no Natal, acreditamos”? e “Jesus não nasceu em Belém, nasceu”? Christopher Gillespie, o advogado do National College for Teaching and Leadership, disse que “foi fechado um acordo para introduzir uma influência religiosa exagerada no currículo escolar na Escola de Oldknow. É turva a diferença entre uma escola religiosa e uma escola do estado, para não dizer inexistente”.

12 de novembro. A polícia britânica prendeu Bakr Hamad, Zana Abdul Rahman, Kadir Sharif e Awat Wahab Hamasalih como parte de uma operação antiterrorismo ligada a conspirações para o recrutamento de homens bomba e sequestro de diplomatas ocidentais. Acredita-se que os quatro homens do Iraque aos quais foram concedidos o status de asilados na Grã-Bretanha faziam parte de uma facção da al-Qaeda que usava a Internet para recrutar homens bomba, estabelecer “células adormecidas” dentro da Europa e atacar alvos no exterior.

13 de novembro. Yahya Rashid, 19, foi condenado em um julgamento no Tribunal da Coroa de Woolwich, acusado de dois crimes por se preparar para cometer atos de terrorismo. Rashid usou o empréstimo a estudantes para reservar voos para a Turquia para ele e outros quatro com a intenção de viajarem para a Síria para se juntarem ao ISIS. Atendendo aos apelos de sua família para que voltasse para casa, Rashid acabou mudando de ideia e ficou na Turquia. Ele voltou para Londres em março de 2015 e foi preso ao desembarcar.

17 de novembro. Nissar Hussain, de 49 anos, pai de cinco filhos que se converteu ao cristianismo, foi brutalmente espancado em frente a sua casa em St Paul’s Road, Manningham. O vídeo do espancamento, capturado por uma câmera de circuito interno da casa de Hussain, mostra dois homens encapuzados saindo de um carro estacionado em frente a sua casa e em seguida golpeando-o por 13 vezes com uma picareta. A polícia está tratando do caso como crime de intolerância religiosa. Hussain disse que ele e sua família estão enfrentando uma série de perseguições, intimidações e medo nas mãos de muçulmanos radicais desde 2008, quando eles apareceram em um documentário do canal de TV Channel 4 sobre abusos cometidos contra muçulmanos convertidos.

DEZEMBRO de 2015

9 de dezembro. Policiais corroboraram a alegação feita pelo candidato à presidência dos Estados Unidos Donald Trump de que partes de Londres se transformaram em zonas proibidas para a polícia britânica devido ao extremismo muçulmano. As declarações de Trump foramridicularizadas pelo Primeiro Ministro David Cameron e pelo Prefeito de Londres Boris Johnson. A Secretária do Interior Theresa May insiste que “a polícia de Londres não tem medo de policiar as ruas”. A Polícia Metropolitana emitiu um comunicado dizendo:

“Normalmente não damos importância a esse tipo de comentários, desta vez, no entanto, acreditamos ser de interesse dos londrinos afirmarmos que o Sr Trump está redondamente errado. Qualquer candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos está convidado a receber um briefing da Polícia Metropolitana sobre a realidade do policiamento de Londres”.

Contudo um policial de Lancashire disse o seguinte: “há bolsões muçulmanos em Preston que se quiséssemos patrulhar teríamos que entrar em contato com os líderes da comunidade muçulmana local, para obtermos permissão de realizar tal missão”. Outro policial disse que ele e seus colegas temem ser alvos de ataques terroristas e também falou sobre “terríveis advertências” dos chefes de polícia (em off) para que os policiais não usem fardas “nem em seus próprios carros”. E ainda por cima outro policial disse: “a islamização ocorreu e continua ocorrendo. Bolsões muçulmanos não são novidade”.

Um policial de Yorkshire escreve o seguinte:

“Nesse caso ele (Trump) não está errado. Na melhor das hipóteses nossos líderes estão mal informados ou simplesmente são hipócritas. Ele aponta para algo totalmente óbvio, algo que eu acredito que nós como nação não estamos dispostos a reconhecer, você acredita que um departamento de polícia dos EUA iria proibir policiais de usarem suas fardas por MEDO que eles possam ser mortos por extremistas”?

17 de dezembro. O governo britânico publicou a tão esperada avaliação sobre a Irmandade Muçulmana. O assim chamado Relatório Jenkins concluiu que a Irmandade Muçulmana não tem ligação com nenhuma atividade relacionada com o terrorismo dentro ou contra o Reino Unido”. No entanto o relatório também manifesta preocupação sobre a maneira “às vezes dissimulada, para não dizer clandestina” que a Irmandade Muçulmana tem operado no passado recente, com o objetivo de moldar o modo muçulmano de pensar através de três grupos: a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha e a Sociedade Islâmica da Grã-Bretanha.

17 de dezembro. O Conselho de Mesquitas Waltham Forest, que alega representar 70.000 muçulmanos em Londres, jurou boicotar o programa Prevent antiterrorista do governo, censurando as diretrizes do programa, acusando-as de serem um ataque racista contra a comunidade islâmica. Foi a primeira vez que um conselho de mesquitas adotou um boicote dessa natureza, isso solapa a tentativa do governo de envolver comunidades religiosas no combate à radicalização.

26 de dezembro. O Times noticiou que muçulmanos estão boicotando o programa Prevent antiterrorista do governo. Menos de um décimo das pistas sobre o extremismo estão vindo diretamente da comunidade muçulmana. A revelação de que menos de 300 pistas foram fornecidas pela comunidade em seis meses, irá levantar a preocupação de que estão ocultando da polícia informações que poderiam impedir ataques terroristas.

29 de dezembro. Mohammed Rehman, 25 e sua esposa Sana Ahmed Khan, 24 foramconsiderados culpados de planejar um ataque terrorista inspirado no ISIS em um shopping center ou em um metrô em Londres. Só foi possível frustrar o complô quando Rehman usou o nome de usuário do Twitter SilentBomber para enviar um tuíte pedindo ajuda para identificar o melhor alvo. Os policiais então invadiram sua residência em Reading, Berkshire, onde encontraram 10 kg de explosivos de nitrato. A promotoria disse que Rehman completaria a fabricação do artefato em questão de dias, que causaria muitas vítimas caso ele não tivesse sido pego a tempo pela polícia anti-terror.

Durante o julgamento, o tribunal tomou conhecimento que Khan tinha sublinhado passagens em uma cópia do Alcorão onde se lia o seguinte: “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram… Tal será o castigo dos incrédulos”. Outra passagem com realce dizia: “Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial”.

por Soeren Kern

Soeren Kern é colaborador sênior doGatestone Institutesediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o noFacebooke noTwitter. Seu primeiro livro,Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7198/islamizacao-gra-bretanha

“Zonas Proibidas” por Muçulmanos na Europa?

A existência de “zonas proibidas” em regiões predominantemente muçulmanas na Europa tem sido um assunto de destaque desde o último massacre em Paris em 13 de novembro, acima de tudo devido aos vínculos dos criminosos com o bairro Molenbeek, densamente povoado por muçulmanos em Bruxelas. Esse assunto me faz lembrar a minha visita às favelas infestadas de drogas e crimes onde vivem cerca de 7.000 pessoas em Marselha na França em 29 de janeiro, onde fui para ver com meus próprios olhos o que estava acontecendo.

Um típico conjunto habitacional para imigrantes em Marselha na França.

Entrei no complexo habitacional em um carro comum, porém claramente de uma área central da cidade dirigido por um funcionário da prefeitura incumbido de me mostrar o local. Lamentavelmente o motorista, que na realidade era um burocrata que trabalha internamente na repartição, sem experiência nesse tipo de tarefa, se assustou e de repente fez uma manobra brusca dando meia volta para sair de lá, levantando suspeitas dos traficantes que imediatamente soaram o alarme.

Uma moto em um furgão nos ultrapassou rapidamente fechando nosso caminho em uma avenida próxima. Sentado no banco do passageiro da frente, eu fui abordado e ameaçado por quatro brutamontes. O representante da prefeitura suplicou, dizendo que eu era um sociólogo que estava visitando a cidade. Eles reagiram com palavras ameaçadoras e logo atiraram um bloco de concreto do tamanho de uma bola de futebol na janela traseira do carro. Felizmente ninguém ficou ferido e logo após o susto e sem mais delongas eles nos deixaram ir embora. Eu forneci ao gabinete do prefeito o áudio, vídeo e fotos dos criminosos além das chapas de seus veículos.

Não me manifestei sobre o incidente por cerca de dez meses na esperança do sistema judicial francês funcionar. Até o presente momento, contudo, ninguém foi detido, ninguém foi acusado de nada, e pelo que sei também não houve nenhuma investigação a respeito.

Esse incidente foi a única exceção das 28 visitas a regiões de maioria muçulmana na Austrália, América do Norte e Europa Ocidental. Todos esses lugares são chamados de ZUS (em francês: Zones Urbaines Sensibles, Zonas Urbanas Sensíveis): “passei” por aquelas regiões ser qualquer problema, às vezes sozinho outras vezes acompanhado, em um carro alugado, no anonimato sem chamar a atenção, durante o dia, usando roupa masculina ocidental casual, não farda da polícia, batinha, trajes extravagantes ou solidéu.

Em muitas ZUS, eu saí e dei umas voltas, tirei fotos em praticamente todos os lugares. Em alguns desses lugares fiz compras, me alimentei e visitei uma mesquita. Não fiz nada que pudesse ser visto como provocação, como por exemplo pregar o Novo Testamento, tomar parte em uma parada gay, recrutar para as forças armadas ou fotografar traficantes de drogas. Eu não era uma ameaça. Depois eu ia “embora”, não se pode dizer que foi uma das piores coisas que já tinha me acontecido. Minhas invasões nas ZUS sugerem que elas de fato são zonas permitidas para os cidadãos comuns. Inclusive em Marselha, se eu tivesse aparecido em um carro alugado, provavelmente seria bem recebido pelos criminosos como potencial usuário de drogas.

Na contramão, Brice De Ruyver, ex-conselheiro de segurança de um primeiro-ministro belga, declarou: “oficialmente não há zonas proibidas na Bélgica, mas na realidade há e elas se encontram em Molenbeek”. No entanto eu dirigi e passeei pelo bairro Molenbeek, isso também em janeiro, tirei fotografias de pessoas nas ruas, de lojas, enfim de qualquer coisa que me chamasse a atenção sem que ninguém se incomodasse com isso. Eu me senti totalmente seguro.

Uma cena de rua em uma das regiões predominantemente muçulmanas de Bruxelas, foto tirada por mim quando eu passeava desacompanhado pela vizinhança.

Analogamente, eu dei uma volta pelo famoso bairro de Rinkeby em Estocolmo, em uma tarde de novembro de 2014, sem que eu tenha notado um olhar hostil, no entanto um policial local disse o seguinte sobre Rinkeby: “se estivermos em uma viatura perseguindo um veículo, ele pode se evadir entrando em determinadas vizinhanças onde um carro de polícia não pode continuar a perseguição porque ele será apedrejado ou até provocar tumultos. Essas são as zonas proibidas. Nós simplesmente não podemos entrar lá”.

Como conciliar essas experiências? Minhas passagens por essas áreas mostram que civis não-muçulmanos normalmente podem entrar sem medo em regiões de maioria muçulmana. Mas do ponto de vista do governo não é bem assim. Corriqueiramente bombeiros, ambulâncias e até mesmo assistentes sociais são hostilizados e sujeitos a enfrentarem atos violentos. Por exemplo, dias após eu ter visitado a favela em Marselha, os moradores atiraram contra a polícia que estava fazendo preparativos para uma visita do primeiro-ministro francês. É assim que as coisas funcionam, suas gangues representam as zonas proibidas para a polícia, um lugar no qual representantes do governo só entram quando estão fortemente armados, em comboios, por pouco tempo e para um determinado fim.

O termo zona proibida é informal (aparentemente derivado do jargão militar americano), os dicionários atribuem ao termo dois significados de acordo com minhas conclusões: ou (1) pessoas comuns que mantém distância de uma região motivadas pelo medo ou (2) representantes do estado que lá entram somente em circunstâncias excepcionais. As ZUS não se encaixam na primeira descrição, porém se encaixam na segunda.

Uma das lojas mais interessantes que eu vi no subúrbio de S. Denis em Paris.

Agora, se as favelas de Molenbeek, Rinkeby e Marselha são ou não zonas proibidas vai depender do aspecto que se deseja enfatizar, ou seja, a acessibilidade de pessoas comuns em horários normais ou a inacessibilidade às autoridades do governo quando há tensão. Também há diferentes níveis de proibição,lugares em que os ataques são mais frequentes e violentos e lugares menos violentos. Seja lá como fulano ou beltrano mesclem esse quadro complexo, quem sabe sejam zonas proibidas parcialmente? De qualquer maneira elas representam um perigo considerável.

O Sr. Pipes (DanielPipes.org, @DanielPipes) é o presidente do Middle East Forum. © 2015 por Daniel Pipes. Todos os direitos reservados.


Atualização de 02 de dezembro de 2015: (1) Essa é a minha terceira e última, espero eu, avaliação do problema das zonas proibidas. A primeira foi em 2006, quando traduzi a denominação oficial francesa dasZones Urbaines Sensibles (ZUS) como zonas proibidas. A segunda foi em janeiro de 2015, quando aboli esse termo baseado em minha experiência pessoal. Agora, desta vez eu acho que o termo é parcialmente aplicável e parcialmente não, onde há primordialmente zonas proibidas para representantes do estado, independentemente da religião.

(2) A seguir relaciono 28 regiões predominantemente muçulmanas em países ocidentais que já visitei:

  • 6 fora da Europa: Dearborn e Hamtramck no Michigan, Lodi na Califórnia; Queens em Nova Iorque, Mississauga no Canadá e Lakemba na Austrália.
  • 7 na Europa fora da França: Antuérpia, Atenas, Berlim, Bruxelas, Copenhagen, Malmö e Estocolmo.
  • 7 na França fora de Paris: as ZUS em Beziers, Lunel, Marselha, Montpellier, Nice, Perpignan e Toulon.
  • 8 na região de Paris: Barbès–Rochechouart, Belleville, Clichy-sous-Bois, Clignancourt, Gennevilliers, Sarcelles, Seine-Saint-Denis e Val d’Oise.

(3) Seguem abaixo algumas definições de dicionários dos termos informais zona proibida e área proibida:

  • American Heritage: “área na qual a entrada é proibida, restrita ou considerada perigosa”.
  • Cambridge: “área, principalmente em uma cidade onde é muito perigoso entrar, normalmente porque um grupo de pessoas armadas impede a entrada da polícia, exército e demais estranhos”.
  • Collins: “um bairro de uma cidade fechado por barricadas, normalmente por uma organização paramilitar, no qual a polícia, exército, etc, só conseguem entrar por meio do uso da força”.
  • Macmillan’s: “área de uma cidade considerada de risco em virtude dos altos níveis de criminalidade e violência”.
  • Miriam-Webster: “área onde entrar é proibido ou perigoso”.

por Daniel Pipes
The Daily Caller
2 de Dezembro de 2015

http://pt.danielpipes.org/16350/zonas-proibidas-muculmanos-europa

Sharia aplicada pelo Tribunal Saudita determina 10 anos de prisão para qualquer um que comemora o natal

O Reino islâmico da Arábia Saudita é mundialmente conhecido por suas atrocidades contra os direitos humanos , e  apesar do fato do constante  apedrejamento, corte dos dedos e decapitação de pessoas que não seriam consideradas criminosas em grande parte do mundo, o país continua a ser um bom amigo do Estados Unidos.

Não muito tempo atrás, um idoso britânico foi condenado a 350 chibatadas depois de cumprir uma pena de prisão de 12 meses e, em seguida, condenado à morte -para o crime de portar um vinho.

Um garoto de 17 anos-Ali Mohammed Al-Nimr está atualmente à espera de ser decapitado por ter participado de uma manifestação.

Agora, verificou-se que o Reino introduziu prisão de 10 anos para qualquer um que comemora o Natal em sua jurisdição.
Cantar uma canção de Natal ou participar de qualquer celebração resultará em 1000 chibatadas, ainda que a pessoa esteja apenas desejando a um amigo ou uma família “Feliz Natal”, mesmo se você estiver ouvindo fazê-lo ao telefone.

A Anistia Internacional tem, como de costume condenado isso, dizendo que equivale a violação grosseira dos direitos humanos.
Mas, considerando o fato de que a Arábia Saudita, apesar das suas numerosas violações dos direitos humanos continua a ser boa amiga dos Estados Unidos, não é incomodada com qualquer tipo de condenação.

A Human Rights Watch apelou nominando a proibição de Natal como insana e ridícula; mas, em seguida, essas duas palavras são sinônimas para a Arábia Saudita.

http://jknewsservice.com/2015/12/25/saudi-arabias-sharia-court-introduces-10-years-jail-term-for-anyone-who-celebrates-christmas/

Igrejas atacadas e um homem morto nos confrontos em Aceh, Indonésia

Duas igrejas foram incendiadas e pelo menos uma pessoa foi morta em confrontos na província de Aceh, na Indonésia, na terça-feira, segundo autoridades.

Relatório dizem que centenas de homens muçulmanos atacaram uma igreja no distrito de Aceh Singkil, ateando-lhe fogo.

Um grupo de direitos humanos disse que os atacantes queimaram a igreja, e em seguida, uma segunda igreja católica romana.

Eles, então, foram para uma terceira igreja, onde um homem morreu em confrontos com cristãos e apolícia defendendo a igreja.

A tensão em Aceh tem vindo a aumentar em meio ao crescente conservadorismo islâmico na província e na Indonésia como um todo.

Respondendo à violência, o Presidente Joko Widodo da Indonésia twittou: “Pare com a violência em Aceh Singkil Qualquer fundo de violência, especialmente de religião e crença, destrói a diversidade.”.

Na semana passada, os manifestantes que se autodenominam Jventude de Aceh, preocupada com  o Islã, realizarou uma manifestação alegando que as igrejas sem licença foram demolida pelas autoridades.

As forças de segurança estão o protetor no local de uma igreja queimada em Aceh Singkil, Indonésia, 14 de outubro de 2015Direitos reservados da imagemEPA
Imagem captionA polícia diz que a violência foi trazido sob controle e dezenas de pessoas foram detidas
As forças de segurança inspecionar a cena de uma igreja queimada em Aceh Singkil, Indonésia, 14 out 2015Direitos reservados da imagem EPA
Legenda da foto: Os atacantes disseram que igrejas não tinham licenças e por isso foram demolidas

O governo local concordou em agir, mas na terça-feira tensões transbordaram e o grupo assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos.

“Depois de queimar a igreja, a multidão tentou atacar outra igreja, mas acabou por cristãos já estavam prontos,” disse o chefe de polícia Aceh Husein Hamidi à agência de notícias AFP, referindo-se apenas à primeira e terceira igrejas atacadas.

“Um choque ocorreu, e um homem foi morto após ser baleado na cabeça com um rifle”, disse ele.

Acredita-se que o homem morto era parte do grupo atacante. Quatro pessoas também ficaram feridas, uma delas um membro das forças de segurança.

Entre esses ataques, outra igreja católica romana também foi incendiada, de acordo com o grupo de direitos humanos Aliança de Estados do norte de Sumatra.

A violência religiosa

A Indonésia é o país de maioria muçulmana mais populosa do mundo, embora também tenha significativos minorias de cristãos, hindus, budistas e confucionistas.

Aceh é a única província que introduziu oficialmente lei Sharia, que está cada vez mais sendo aplicada aos não-muçulmanos também.

O distrito onde os ataques de terça-feira ocorreram é um enclave cristão, embora correspondentes dizem que alguns cristãos já deixaram o local, temendo a violência religiosa.

Outra igreja também foi incendiada em Aceh, em agosto. E em julho, uma mesquita foi destruída na província de maioria cristã de Papua, no leste da Indonésia, no dia sagrado islâmico de Eid al-Fitr.

Adoradores cristãos assistir à missa da Noite de Natal no Hati Kudus igreja em 24 de dezembro de 2014, em Banda AcehDireitos reservados da imagemGetty Images
Legenda da foto: Em 2013, a polícia advertiu os cristãos de possíveis ataques islâmicos durante o Natal e Ano Novo

http://www.bbc.com/news/world-asia-34524817

Abrigos da Sharia para Refugiados na Alemanha

  • Nos abrigos, cristãos, curdos e yazidis estão sendo atacados por muçulmanos com frequência e crueldade cada vez maior.
  • “Eu fugi do serviço secreto iraniano porque acreditava que na Alemanha eu poderia, finalmente, praticar minha religião sem ser perseguido. Entretanto, no abrigo para refugiados, eu não posso dizer que sou cristão por medo de sofrer ameaças… Eles me tratam como um animal. Eles ameaçam me matar”. — Cristão iraniano em um abrigo para refugiados na Alemanha.
  • “Temos que acabar com a ilusão de que todos que estão chegando são ativistas de direitos humanos. … Estamos recebendo relatos de ameaças de agressão, inclusive de decapitação, de sunitas contra xiitas, contudo o maior impacto é sobre yazidis e cristãos. Os cristãos convertidos que não esconderem sua fé têm 100% de chance de serem atacados e agredidos”. — Max Klingberg, diretor da Sociedade Internacional de Direitos Humanos de Frankfurt.
  • “Estamos observando que salafistas estão aparecendo nos abrigos, disfarçados de voluntários e ajudantes, deliberadamente procurando fazer contato com refugiados com o objetivo de convidá-los a visitarem suas mesquitas com o intuito de recrutá-los para a causa deles”. — Hans-Georg Maaßen, chefe da inteligência alemã.
  • A polícia está pleiteando, em caráter de urgência, que migrantes de diferentes religiões sejam abrigados em alojamentos separados. Alguns políticos argumentam que esse tipo de segregação vai contra os valores multiculturais da Alemanha.
  • “Não é possível integrar o grosso dos migrantes que está chegando aqui”. — Heinz Buschkowsky, ex-prefeito do distrito de Neukölln de Berlim.

Segundo a polícia, candidatos muçulmanos a asilo estão aplicando a lei da Sharia islâmica em abrigos para refugiados na Alemanha, alertando que os ataques contra cristãos, curdos e yazidis nos abrigos, perpetrados por muçulmanos estão se multiplicando, com maior frequência e crueldade.

Migrantes muçulmanos de diferentes seitas, clãs, etnias e nacionalidades também estão atacando uns aos outros. Confrontos violentos, não raramente envolvendo centenas de migrantes, já se tornaram ocorrências diárias.

A polícia afirma que os abrigos, onde milhares de migrantes são alojados em espaços superlotados por meses a fio, são caldeirões em ebulição prontos para explodir. A polícia está pleiteando, em caráter de urgência, que migrantes de diferentes religiões sejam abrigados em alojamentos separados.

Alguns políticos argumentam que esse tipo de segregação vai contra os valores multiculturais da Alemanha, enquanto outros dizem que separar centenas de milhares de migrantes por religião e nacionalidade é uma impossibilidade logística.

À medida que estão aparecendo as consequências da migração desenfreada, a maré da opinião pública está se voltando contra a política de portas abertas do governo. Observadores dizem que a Chanceler Alemã Angela Merkel, a assim chamada mulher mais poderosa do mundo, pode ter encontrado sua Waterloo.

Uma reportagem publicada em 27 de setembro pelo jornal Die Welt lança alguma luz sobre a verdade dos muçulmanos visarem cristãos nos abrigos para refugiados na Alemanha. O jornal entrevistou um iraniano convertido ao cristianismo que disse o seguinte:

“no Irã a Guarda Revolucionária prendeu meu irmão em uma igreja dentro de uma residência particular. Eu fugi do serviço secreto iraniano porque acreditava que na Alemanha eu poderia, finalmente, praticar minha religião sem ser perseguido. Entretanto, no abrigo para refugiados, eu não posso dizer que sou cristão por medo de sofrer ameaças.

“Muçulmanos me acordaram antes do amanhecer durante o Ramadã dizendo que eu devia me alimentar antes do nascer do sol. Quando eu recusei, eles me chamaram de kuffar, ou seja: infiel. Cuspiram em mim. Eles me trataram como um animal. Ameaçaram me matar”.

Em um abrigo para refugiados em Hemer, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia, 10 argelinos requerentes de asilo, atacaram um casal de cristãos da Eritréia com garrafas de vidro. Os muçulmanos disseram que estavam furiosos porque o homem estava usando uma cruz. Eles arrancaram a cruz do pescoço dele e roubaram seu dinheiro e celular.

Die Welt também entrevistou uma família cristã iraquiana de Mossul que estava vivendo em um abrigo para refugiados na cidade bávara de Freising. O pai disse que ameaças de islamistas já viraram rotina diária. “Eles gritam com a minha esposa e batem no meu filho”, disse ele. “Eles dizem: nós vamos matá-lo e beber seu sangue“. A vida no abrigo, segundo ele, é como se fosse uma prisão.

De acordo com o diretor do Comitê Central dos Cristãos Orientais com sede em Munique, Simon Jacob, esses incidentes são apenas “a ponta do iceberg”. “O número verdadeiro de ataques é elevadíssimo”, segundo ele. “Sabemos que haverá mais conflitos, conflitos estes que os migrantes trazem de sua terra natal para a Alemanha. Entre cristãos e muçulmanos. Entre xiitas e sunitas. Entre curdos e extremistas. Entre yazidis e extremistas”.

Max Klingberg, da Sociedade Internacional de Direitos Humanos de Frankfurt (Internationale Gesellschaft für Menschenrechte, IGFM), salienta que muitas das agressões são perpetradas por afegãos e paquistaneses, que são “ainda mais islâmicos do que os sírios e iraquianos”. Elealerta que os conflitos nos abrigos para refugiados só tendem a piorar:

“temos que acabar com a ilusão de que todos que estão chegando são ativistas de direitos humanos. Entre aqueles que estão chegando agora, um número considerável é, no mínimo, tão religioso quanto a Irmandade Muçulmana.

“Estamos recebendo relatos de ameaças de agressão, inclusive de decapitação, de sunitas contra xiitas, contudo o maior impacto é sobre yazidis e cristãos. Os cristãos convertidos que não esconderem sua fé têm 100% de chance de serem atacados e agredidos”.

Em uma entrevista concedida em 29 de setembro ao jornal Passauer Neue Presse, o chefe do Sindicato da Polícia Alemã (Deutschen Polizeigewerkschaft, DPolG), Rainer Wendt, alertou que “organizações criminosas violentas” se apoderaram dos abrigos para refugiados e que a polícia está sobrecarregada e incapaz de garantir segurança e proteção. Ele solicitou que cristãos e muçulmanos fiquem separados antes que alguém seja assassinado:

“nós estamos testemunhando essa violência por semanas e meses. Grupos com base em estrutura étnica, religiosa e em clãs atacam uns aos outros com facas e armas caseiras. Quando esses grupos lutam entre si à noite, todos aqueles cidadãos alemães que deram boas-vindas aos migrantes e os receberam de braços abertos na estação de trens de Munique estão em sono profundo, mas a polícia permanece acordada no meio da…

“Podemos apenas estimar a verdadeira extensão da violência porque mulheres e crianças, amiúde, têm medo e prestar queixa. Uma vez que também tem a ver com abuso sexual e estupro…

“Sunitas enfrentam xiitas, há salafistas enfrentando uns aos outros. Eles estão tentando impor suas regras nos abrigos. Os cristãos estão sendo oprimidos em larga escala e a Sharia está sendo imposta. As mulheres são forçadas a se cobrirem. Os homens a rezarem. Os islamistas querem introduzir seus valores e estruturas nos abrigos.

Wendt concedeu a entrevista dias depois que 300 migrantes albaneses entraram em confrontocom 70 migrantes paquistaneses em um abrigo para refugiados em Calden, em 27 de setembro em uma cidade no estado de Hesse. Mais de uma dezena de pessoas, incluindo três policiais, ficaram feridos na confusão, que irrompeu depois que dois migrantes começaram a brigar enquanto aguardavam na fila da cantina. Foi necessária a presença de 50 policiais e várias horas para restabelecer a ordem no abrigo, que aloja 1.500 migrantes de 20 diferentes países.

Mais de 60 migrantes, inclusive dez crianças, ficaram feridas em 13 de setembro depois que paquistaneses e sírios se enfrentaram no mesmo abrigo. A briga começou logo após a meia noite, quando alguém vaporizou noz-moscada em pó em uma tenda lotada de migrantes que estavam dormindo. A polícia não comunicou ao público sobre o confronto, provavelmente para evitar alimentar sentimentos anti-imigratórios.

Confrontos violentos estão se tornando lugar comum em abrigos para refugiados espalhados pela Alemanha.

Em 30 de setembro, migrantes promoveram um tumulto em um centro para refugiados emBraunschweig, uma cidade na Baixa Saxônia. Em 29 de setembro, migrantes sírios entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Gerolzhofen, uma pequena cidade na Baviera. Também em 29 de setembro, migrantes da Argélia e do Mali entraram em confrontoem um centro para refugiados em Engelskirchen, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia.

Em 28 de setembro, mais de 150 sírios e paquistaneses se enfrentaram em um abrigo para refugiados na Nöthnitzer Straße em Dresden. Os migrantes entraram em confronto uns com os outros com tacos de madeira e barras de metal. Foram necessários dezenas de policiais para que a ordem fosse restabelecida. Em 10 de agosto mais de 30 sírios e paquistaneses entraram em confronto no mesmo abrigo.

Também em 28 de setembro, entre 100 e 150 migrantes de diferentes nacionalidades entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Donaueschingen, uma cidade na Floresta Negra. A confusão começou por causa de uma discussão sobre quem deveria usar primeiro os chuveiros. Em 22 de setembro, mais de 400 migrantes marcharam pela cidade para protestar sobre as condições daquela unidade. Em 15 de setembro, um migrante do sexo masculino foiatacado por outro migrante por ele ter usado o banheiro feminino do abrigo.

Em 24 de setembro, cerca de 100 sírios e afegãos entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Leipzig, a maior cidade da Saxônia. A briga começou depois que um afegão de 17 anos de idade avançou com uma faca contra uma menina síria de 11 anos no abrigo, que aloja 1.800 migrantes. Em 23 de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados de menores desacompanhados em Nuremberg.

Em 3 de setembro, migrantes sírios atacaram os seguranças de um abrigo para refugiados no bairro de Moabit em Berlim. Também em 3 de setembro, migrantes iraquianos atacaram os seguranças em um abrigo para refugiados em Heidelberg. Um total de 21 carros de polícia foram despachados para restabelecer a ordem. Em 2 de setembro, migrantes argelinos e tunisianos entraram em confronto no mesmo abrigo. Foi necessário mais de uma dezena de policiais para que a ordem fosse restabelecida.

Em 3 de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados emHövelhof, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia. Em 2 de setembro, migrantes entraram em confronto em uma unidade para refugiados em Wolgast, uma cidade em Mecklenburg-Vorpommern. Também em 2 de setembro, migrantes entraram em confronto em um centro para refugiados em Gütersloh, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia.

Em 1 de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados emDelitzsch, uma cidade na Saxônia. Um migrante tunisiano de 27 anos de idade foi morto a facadas por outro migrante também de 27 anos do Marrocos. Também em 1º de setembro, um migrante somali de 15 anos de idade esfaqueou um migrante egípcio de 15 anos com uma tesoura em um centro para refugiados no bairro de Groß Borstel de Hamburgo.

Em 1º de setembro, migrantes somalis e sírios albaneses entraram em confronto em um centro para refugiados em Tegernsee, uma pequena cidade na Baviera. Também em 1º de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Heidelberg.

Em 31 de agosto, migrantes líbios e tunisianos entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Hoyerswerda, uma cidade na Saxônia. Também em 31 de agosto, migrantes entraram em confronto uns com os outros e com os seguranças do abrigo para refugiados emHeidelberg. Em 30 de agosto, um migrante sudanês de 25 anos de idade foi preso por criar uma confusão em um abrigo para refugiados em Jesteburg, uma pequena cidade na Baixa Saxônia.

Em 29 de agosto, um migrante argelino de 17 anos de idade foi preso por roubar celulares de outros migrantes em um centro para refugiados em Elzach, uma cidade em Baden-Württemberg. Em 25 de agosto, 60 migrantes criaram um alvoroço em um abrigo para refugiados em Karlsruhe.

Em 24 de agosto, um migrante de Montenegro foi esfaqueado por um migrante da Argélia em um abrigo para refugiados em Seevetal, uma cidade da Baixa Saxônia.

Em 22 de agosto, migrantes afegãos entraram em confronto em um abrigo para refugiados emRotenburg, uma cidade em Hesse. Também em 22 de agosto, pelo menos 20 migrantes criaram um alvoroço em um centro para refugiados em Grafing, uma cidade perto de Munique.

Em 21 de agosto, migrantes entraram em confronto em uma dependência para refugiados emSchwetzingen, também em Baden-Württemberg. Também em 21 de agosto, migrantes entraram em confronto em um centro para refugiados no bairro de Marienthal de Hamburgo.

Em 16 de agosto, 50 migrantes se atacaram com galhos de árvores, guarda-chuvas e latas de lixo em um centro para refugiados em Friedland, uma cidade na Baixa Saxônia. A dependência com capacidade para 700 pessoas, abriga 2.400 migrantes.

Em 19 de agosto pelo menos 20 migrantes sírios alojados em um abrigo de refugiados, superlolado, na cidade oriental alemã de Suhl tentaram linchar um migrante afegão depois que ele rasgou algumas páginas do Alcorão e as jogou em um vaso sanitário. Quando mais de 100 policiais intervieram, foram atacados com pedras e blocos de concreto. Dezessete pessoas ficaram feridas na confusão, incluindo 11 refugiados e 6 policiais. O afegão agora se encontra sob proteção policial. O presidente do estado alemão de Thuringia, Bodo Ramelow, disse que muçulmanos de nacionalidades diferentes deveriam ser abrigados separadamente para evitar tumultos dessa natureza no futuro.

Em 10 de agosto, 40 migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Bremer Straße em Dresden.

Em 1º de agosto, 50 sírios e afegãos entraram em confronto no mesmo abrigo. Foram necessários mais de 80 policiais para que a ordem fosse restabelecida.

De acordo com Jörg Radek, vice-presidente do sindicato de polícia da Alemanha, (Gewerkschaft der Polizei, GdP), a polícia atingiu o “ponto de ruptura total” salientando que migrantes cristãos e muçulmanos deveriam ser abrigados separadamente. Em uma entrevistaconcedida em 28 de setembro ao jornal Die Welt, Radek afirmou:

“nossos policiais estão sendo chamados cada vez mais para atender confrontos em abrigos para refugiados. Quando 4.000 pessoas estão em um abrigo com capacidade para somente 750, qualquer coisa, por mais insignificante que seja como uma ida ao banheiro, pode gerar confusão.

“É necessário fazer de tudo para evitar mais violência. Acho perfeitamente razoável separar migrantes de acordo com a religião”.

Nem todos concordam. Em uma entrevista concedida à rede de televisão N24, o ex-prefeito do distrito de Neukölln em Berlim, Heinz Buschkowsky, alertou que se os migrantes forem separados de acordo com a religião e nacionalidade, a Alemanha corre o risco de estabelecer sociedades paralelas em todo o país.

Buschkowsky disse que a primeira coisa que os migrantes precisam aprender quando chegarem aos países ocidentais é tolerância e, se eles se recusarem a aceitar pessoas de outras religiões seus pedidos de asilo deveriam ser rejeitados. Ele expressou pessimismo quanto à possibilidade de integrar a atual onda de migrantes na sociedade alemã: “Não é possível integrar o grosso dos migrantes que está chegando aqui”.

Enquanto isso, o chefe da inteligência alemã Hans-Georg Maaßen, foi alertado que muçulmanos radicais na Alemanha estão examinando os abrigos para refugiados a procura de novos recrutas. Ele disse o seguinte:

“muitos dos candidatos a asilo têm um background religioso sunita. Na Alemanha há um ambiente salafista que vê isso como solo fértil. Estamos observando que salafistas estão aparecendo nos abrigos, disfarçados de voluntários e ajudantes, deliberadamente procurando fazer contato com refugiados com o objetivo de convidá-los a visitarem suas mesquitas com o intuito de recrutá-los para a causa deles”.

O editor do jornal Neue Westfälische Ansgar Mönter, denuncia que salafistas em Bielefeld, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia, já conseguiram se infiltrar em centros para refugiados naquela região, trazem brinquedos, frutas e legumes para os migrantes.

Mönter afirma que políticos “ingênuos” estão contribuindo para a radicalização de refugiados, ao solicitarem a grupos representativos dos muçulmanos que estendam a mão aos migrantes.

Mönter destaca que os principais grupos muçulmanos na Alemanha abraçam as interpretações fundamentalistas do Islã e têm uma orientação antiocidental. Alguns grupos têm ligação com a Irmandade Muçulmana ao passo que outros querem implementar a lei da Sharia na Alemanha. Segundo Mönter, os políticos não deviam incentivar esses grupos a estabelecerem contato com os novos migrantes.

Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter. Seu primeiro livro, Global Fire, estará nas livrarias no início de 2016.

http://pt.gatestoneinstitute.org/6688/abrigos-sharia-alemanha

Em vídeo, Estado Islâmico ameaça tomar Faixa de Gaza das mãos do Hamas

CAIRO – Militantes do Estado Islâmico ameaçaram nesta terça-feira transformar a Faixa de Gaza em mais um alvo no Oriente Médio. Em vídeo, o grupo jihadista acusa o Hamas, que governa o território palestino, de não manter rigidez suficiente sobre a aplicação da lei religiosa da sharia.

— Vamos arrancar o Estado dos judeus (Israel), e vocês e o Fatah,. Todos os secularistas não são nada, e vocês serão totalmente devastados por nossas multidões — disse um membro mascarado do Estado Islâmico na mensagem dirigida aos “tiranos do Hamas”. — A regra da sharia será implementada em Gaza, apesar de vocês. Juramos que o que está acontecendo hoje no Levante, e em particular no campo de Yarmouk, vai acontecer em Gaza.

Dentre os avanços do Estado Islâmico na Síria, foi tomado um distrito de Damasco com um campo de refugiados fundado por palestinos. Fora de Iraque e Síria, o EI também reivindicou ataques em Egito, Líbia, Tunísia, Afeganistão e Iêmen.

O Hamas tem reprimido os jihadistas em Gaza, que tem criado células na região que vive um conflito constante com Israel. Apesar da hostilidade mútua com os vizinhos, o grupo não prega guerra religiosa.

O Hamas é considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos e a União Europeia.

http://oglobo.globo.com/mundo/em-video-estado-islamico-ameaca-tomar-faixa-de-gaza-das-maos-do-hamas-16616334

Governo da Tanzânia intensifica perseguição religiosa

A agência de notícias Barnabas City informou que “pastores foram chamados a comparecer perante o escritório de registro com os nomes de suas congregações, suas certidões de nascimento e respectivos números de registros das igrejas”.

Ashagrie, analista de perseguição da Portas Abertas, explica o que isso significa para os cristãos: “O governo da Tanzânia tem trabalhado neste projeto de constituição, mas não conseguiu realizar o referendo como planejado. No projeto de constituição existe uma disposição que introduz a Kadhi (Sharia), lei religiosa islâmica, em todo o país. Os cristãos têm sugerido que tal disposição criaria, sem dúvida, uma situação semelhante ao que tem sido o caso em Zanzibar por muitos anos. Em Zanzibar, sob o pretexto de aplicação das leis da Sharia, muitos cristãos, incluindo os estrangeiros foram atacados. Essa postura enfureceu o governo que, por sua vez, decidiu emitir um aviso que proibia igrejas de discutirem o assunto com sua congregação. Como cidadãos, os cristãos têm, contudo, todos os direitos para discutir sobre o conteúdo de todas as leis do país. Eles não devem desistir de se opor a uma proposta de Constituição que pretende introduzir os Tribunais Kadhi na Tanzânia continental.”

Ela continua: “Há pouco mais de um mês, o departamento de pesquisa da Portas Abertas relatou que os cristãos na Tanzânia se opuseram à inclusão de tribunais Kadhi, como resultado da ação do governo de ter impedido cristãos de não comentarem em suas igrejas sobre o conteúdo do projeto. Essa história agora se complicou ainda mais com a convocação dos pastores e com a ameaça iminente de fechamento de igrejas. Onde isso vai parar?”

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2015/06/governo-da-tanzania-intensifica-perseguicao-religiosa

Frente al-Nusra promete implantação da sharia em cidade invadida na Síria

BEIRUTE (Reuters) – Combatentes do Estado Islâmico tomaram um campo de refugiados palestino nos arredores da capital síria, Damasco, nesta quarta-feira, aproximando-se do reduto do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Um outro grupo, ligado à Al Qaeda, declarou que a sharia, a lei islâmica, irá governar uma cidade ocupada pelos rebeldes no norte da Síria.

Embora sem relação, os acontecimentos mostraram a predominância dos jihadistas em uma guerra que entra em seu quinto ano e o risco que representam para Assad, mesmo que ele pareça no controle de Damasco e de outras áreas populosas do oeste sírio.

O campo de refugiados palestino Yarmouk, que fica a alguns quilômetros do coração da capital e abriga milhares de pessoas, está em mãos de insurgentes e vem sendo assediado por forças do governo desde os primeiros dias do conflito iniciado em 2011.

Refletindo a maneira como o Estado Islâmico cresceu em todas as outras partes da Síria, seus combatentes assumiram o controle de áreas do campo de outros insurgentes, ajudados por rebeldes da adversária Frente Al-Nusra, ligada à Al Qaeda, que trocaram de lado, disse um ativista político na região.

“Eles abriram caminho pela área de Hajar Aswad, e os combatentes da Nusra se juntaram a eles, juraram lealdade ao Daesh”, relatou, mencionando o nome árabe do Estado Islâmico usado por seus oponentes.

Anwar Abdel Hadi, o representante da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em Damasco, declarou: “O (Estado Islâmico) entrou em Yarmouk hoje. Há embates entre os militantes no momento”.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, afirmou que o Estado Islâmico controlou algumas das principais ruas do campo devastado. Autoridades do governo não foram encontradas para comentar.

Yarmouk era o lar de meio milhão de refugiados palestinos antes da irrupção da guerra civil na Síria em 2011. Sua população atual é de cerca de 18 mil pessoas, de acordo com uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Hassan Hassan, analista e autor de um livro sobre o Estado Islâmico, disse que o grupo desejava há tempos se estabelecer perto da capital, mas que é improvável que consiga atacá-la.

“O regime montou pontos de verificação e uma infraestrutura fortes para evitar que quaisquer forças entrem em Damasco. Mas eles estão chegando mais perto”, afirmou o analista.

O Estado Islâmico vem tentando se expandir em regiões do oeste da Síria distantes de seus bastiões, do outro lado do país, onde enfrentou uma campanha de ataques aéreos dos Estados Unidos e de nações árabes aliadas.

As iniciativas recentes do Estado Islâmico se concentraram em áreas sob domínio governamental que não são alvo da ofensiva aérea. Tais ataques parecem estar ganhando fôlego.

Seus combatentes mataram 45 pessoas, incluindo famílias inteiras, e chegaram a atear fogo em algumas delas, um massacre ocorrido de segunda para terça-feira no vilarejo de Mabouja, que fica a 60 quilômetros da cidade de Hama e está sob controle do governo, relatou o Observatório.

O líder da Frente Al-Nusra, Abu Mohamad al-Golani, indicou nesta quarta-feira que Idlib, cidade tomada por grupos que incluem o radical Ahrar al-Sham, será administrada de acordo com a lei islâmica.

“Saudamos o povo de Idlib e sua resistência com seus filhos, os mujahideen (guerreiros)… e se Deus quiser irão desfrutar da justiça da sharia, que irá preservar sua religião e seu sangue”, declarou Golani em uma gravação de áudio publicada na Internet.

(Reportagem adicional de Tom Perry em Beirute, Suleiman al-Khalidi em Amã e Ahmed Tolba no Cairo)

http://noticias.r7.com/internacional/estado-islamico-ganha-terreno-em-damasco-al-qaeda-promete-sharia-em-cidade-do-norte-01042015