Arquivo da tag: #socorro

Seis mil pacientes de Gaza tratados em hospitais de Israel, nenhum pelo Egito

Enquanto os líderes de segurança e defesa de Israel continuam a discutir a melhor forma de lidar com as ameaças que emanam da fronteira sul de Israel com Gaza, um comitê do Knesset sobre o status das mulheres está lutando com uma questão diferente.

Uma reunião de Comitê do Knesset (parlamento) para o Avanço das Mulheres, que se reuniu na segunda-feira, foi inesperadamente tensa devido às mudanças não programadas na agenda que subitamente afastaram o assunto do bem-estar das mulheres judias no sul de Israel para uma discussão sobre o status das mulheres em Gaza.

MK Merav Ben Ari (Kulanu) participou da reunião; ela explicou em uma entrevista na Rádio do Exército de Galei Tzahal, “A agenda deveria ser uma discussão sobre a situação atual das mulheres de Sderot. Mas de alguma forma mudou sem que soubéssemos disso para uma discussão de como as mulheres estão vivendo em Gaza. ”

Segundo Ben Ari, também foram apresentados dados atualizados que impediram a discussão. Nos últimos meses, “seis mil pessoas [de Gaza] receberam tratamento médico em Israel (através da travessia de Erez)”, disse ela.

Por meio da travessia de Rafah [para o Egito], ninguém está sendo transferido para centros médicos“, ressaltou.

Com imagem de United with Israel  e informações Jewish Press

Cerca de 15 mil cristãos são socorridos na Nigéria

“Agradeço ao Senhor por essa ajuda e a todos que trouxeram esses alimentos para nós; não tínhamos nada, agora temos comida para dar aos nossos filhos”.

Recentemente, a Portas Abertas iniciou um trabalho de ajuda emergencial para as famílias cristãs nigerianas que tiveram que fugir de suas vilas e cidades para se proteger em campos informais e agora vivem deslocadas. No Nordeste da Nigéria, em Maiduguri, há cerca de 3 mil famílias ou 15 mil cristãos dependendo das doações de alimentos para viver.

Há uma séria crise humanitária em diversas regiões do país depois dos ataques do Boko Haram, desde 2009. O grupo extremista islâmico capturou muitas partes do Sul de Borno e alguns Estados do Norte de Adamawa, declarando um califado na cidade de Gwoza. Os cristãos dessas localidades tiveram que fugir para cidades vizinhas, onde o cristianismo também não é bem vindo. Há muitos traumatizados, precisando de tratamento especializado e, principalmente, de orações.

Até mesmo o fato de receber ajuda com alimentos e outros itens de primeira necessidade faz com que esses cristãos sejam mais notados, o que não é bom para eles. Nos campos onde há muçulmanos, por exemplo, a pressão é grande. “A ideia dos campos informais foi um escape para os cristãos que estavam sendo segregados pelos islâmicos. Eles não recebiam comida e não tinham permissão de sair para ir à igreja”, disse John Gwamma, que organizou um desses acampamentos cristãos.

“Quando fugimos do Boko Haram passamos necessidades, ficamos sem água potável, sem comida. Mas Deus nos deu coragem, a Bíblia diz que há um tempo de sofrimento, mas que isso vai passar pela graça de Deus. Precisamos suportar. Agradeço ao Senhor por essa ajuda e a todos que trouxeram esses alimentos para nós. Não tínhamos nada, agora temos comida para dar aos nossos filhos”, conclui uma nigeriana perseguida.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/11/cerca-de-15-mil-cristaos-sao-socorridos-na-nigeria

Salvo do Holocausto por família cristã cria operação para levar à Europa sírios cristãos

Salvo do nazismo por família cristã, lorde tenta resgatar sírios que estão sob risco de grupos extremistas, como ‘Estado Islâmico’.

Lorde Weidenfeld escapou da Áustria nazista em 1938, antes da Segunda Guerra Mundial. Judeu, tinha, então, 19 anos, e foi adotado por uma família de cristãos evangélicos em Londres. Agora, deu início a um projeto para resgatar cristãos ameaçados por fundamentalistas islâmicos no Oriente Médio.

Weidenfeld, de 96 anos, criou a operação Safe Havens (Refúgio Seguro, em tradução literal), que ajuda cristãos a se realocarem na Europa.

Muitos enfrentam o risco de se tornarem prisioneiros de grupos radicais, como a Frente Al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, e o autodenominado “Estado Islâmico”, que anunciou em 2014 a criação de um califado em partes da Síria e do Iraque.

Acredita-se que cristãos representavam 10% da população de 22 milhões de sírios antes do conflito, iniciado em 2011. Até 40 mil deles eram assírios.

O projeto Safe Havens tem o apoio de outros colaboradores judeus e já contribuiu com a retirada de 50 famílias sírias, que foram levadas à Polônia.

A iniciativa deu-se após Weidenfeld considerar que a ajuda dada a cristãos era “insuficiente” e que deveria retribuir a ajuda que recebeu.

“Quando eu ouvi o que estava sendo feito a cristãos (na Síria) achei que a ajuda que estava dando a eles (sob o “Estado Islâmico”) era insuficente. Então, pensei que eu deveria fazer alguma coisa”, disse ele, em entrevista ao programa Hard Talk, da BBC.

“Devido a minha experiência em ter sido ajudado por cristãos, me senti pessoalmente obrigado a ajudar os cristãos da minha maneira modesta”.

Estima-se que o custo de financiar uma família de cinco pessoas por um ano na Europa seja o equivalente a R$ 121 mil.

O “Estado Islâmico” aplica uma versão extrema do sunismo e tem ameaçado cristãos em áreas sob seu controle. Dezenas de cristãos assírios foram sequestrados pelos militantes neste ano na Síria e acredita-se que cerca de mil famílias assírias deixaram suas casas no país.

O “EI” oferece a cristãos moradores de áreas sob seu controle três opções: conversão ao Islã, pagamento de uma taxa religiosa ou o risco de serem executados.

Weidenfeld disse ter sido recebido por uma família cristã-evangélica de funcionários públicos em Londres após a Áustria ser anexada pela Alemanha nazista. “Tive a sorte de sair”, disse.

Anos depois, em 1949, fundou a editora Weidenfeld and Nicolson, uma das mais conhecidas na Grã-Bretanha.

‘Obama responsável’ por problemas
O conflito na Síria criou um grande fluxo de refugiados. Estima-se que mais de 4 milhões de sírios deixaram o país, e a maioria mudou-se para o Líbano e a Turquia.

Mas muitos tentam chegar à Europa, fazendo a perigosa travessia de barco no Mediterrâneo ou à pé, cruzando diversos países. O fluxo é o maior no continente desde a Segunda Guerra Mundial.

Weidenfeld rebate críticas feitas ao projeto, de não oferecer a mesma ajuda para muçulmanos que também enfrentam risco de grupos extremistas.

Segundo Weidenfeld, a situação enfrentada por cristãos é “injusta e eles não têm apoio suficiente”. Já muçulmanos têm “áreas seguras próximas, estão sendo ajudados logisticamente e uma grande quantidade de dinheiro está sendo oferecida”.

O lorde é ainda crítico à atuação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Oriente Médio: “eu o responsabilizo pelo o que está acontencendo hoje” na região, disse ele.

“A liderança americana não está lá… Obama não tem talento ou conhecimento de assuntos internacionais. Ele pode ser bom para assuntos internos, mas não tem talento ou conhecimento de assuntos internacionais. Ele é inocente”.

Segundo ele, a posição de Obama “enfraqueceu e alienou” alguns de seus aliados.

Os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional que tem realizado ataques aéreos contra alvos do “Estado Islâmico” na Síria desde setembro de 2014.

No mês passado, a Rússia iniciou ataques aéreos e de mísseis contra alvos na Síria. Moscou diz que o objetivo é atingir o “EI”, mas os Estados Unidos e aliados afirmam que os militantes têm pouca ou nenhuma presença nas áreas atacadas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/salvo-do-holocausto-por-familia-crista-cria-operacao-para-levar-a-europa-sirios-cristaos.html

Hamas faz marcha em Gaza pelos refugiados sitiados em Yarmouk, mas não vai socorrer seu povo

Hamas faz marcha em Gaza pelos refugiados sitiados em Yarmouk

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat denuncia a “perseguição e abate de refugiados palestinos ‘

Centenas se reuniram no sábado na Faixa de Gaza em apoio de milhares de irmãos palestinos presos no acampamento em Yarmuk, na Síria, que tem sido largamente dominada por militantes.

Com centenas de bandeiras do Hamas tremulando, os manifestantes saíram às ruas na cidade do sul de Gaza Khan Yunis numa marcha organizada pelo movimento islâmico, o poder de fato no enclave costeiro.

“Nós dizemos, pela milésima vez: tirem as mãos do campo de Yarmuk, tirem as mãos de nosso povo, tirem as mãos dos abatidos, mortos e famintos, disse a eles um alto funcionário do Hamas Salah al-Bardawil.

Ele pediu que a agência da ONU para os refugiados palestinos UNRWA use toda a influência de que dispõe.

“Seu papel é hoje … para exercer pressão, a fim de encontrar uma saída para aqueles sitiados”, disse ele.

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, um alto funcionário na administração baseado na Cisjordânia, do presidente palestino Mahmud Abbas, denunciou em um comunicado “a perseguição e abate de refugiados palestinos … em um conflito que não é deles.”

“Relatos de sequestros, decapitações e assassinatos em massa estão saindo de Yarmuk, que está sob uma campanha brutal de assassinato e ocupação nas mãos do grupo terrorista de Daesh e seus aliados”, disse ele.

Erekat estava se referindo ao grupo Estado Islâmico e da filial da Al-Qaeda, Al-Nusra Frente.

Um oficial da oposição síria disse neste sábado que milhares de civis palestinos estão presos no campo de Damasco Yarmuk, que está cercado por forças do governo também.

“A prioridade deve ser para salvar os refugiados palestinos no campo, criando uma passagem segura para eles saírem da armadilha de morte que Yarmuk tornou-se”, disse Erekat.

“Instamos às Nações Unidas e outras organizações envolvidas, incluindo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, assim como o governo sírio a tomar todas as medidas necessárias para evacuar imediatamente os civis. O tempo está se esgotando rapidamente. ”

Um oficial senior da Organização de Libertação da Palestina Hanan Ashrawi pediu um esforço internacional unido para parar o que ela chamou de “uma catástrofe de partir o coração.”

“Há uma necessidade urgente de todos os países em intervir imediatamente e trabalhar em conjunto para fornecer ajuda de emergência e pôr fim ao derramamento de sangue e à perda de vidas inocentes”, disse ela em um comunicado.

“Apelamos a todos os membros da comunidade internacional, em especial as Nações Unidas, União Europeia e os Estados Unidos, para salvaguardar as pessoas inocentes de Yarmuk e garantir que todas as partes comprometam-se a um cessar-fogo permanente.”

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/66628-150405-hamas-holds-gaza-march-for-besieged-yarmuk-refugees