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O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, expressou oposição à “discriminação e desigualdade” contra as minorias iranianas em resposta a um apelo do clérigo sunita mais antigo do país.

Mohabat News _ “De acordo com os ensinamentos religiosos e a Constituição, todas as instituições da República Islâmica têm o dever de se abster de qualquer discriminação ou desigualdade em relação aos iranianos de qualquer etnia, raça ou fé”, disse o ayatollah em resposta a uma carta de Clérigo sunita Molavi Abdolhamid Ismaeelzahi.

A divulgação do alcance da comunidade sunita do Irã, transmitida pelo assistente principal de Khamenei, Mohammad Mohammadi Golpayegani em 22 de agosto de 2017, foi publicada em 6 de setembro.

Molavi Abdolhamid, o líder da religião em Zahedan, capital do Sistan e do Baluchistão, escreveu uma carta a Khamenei em 2 de agosto de 2017, pedindo o fim de “38 anos de desigualdade” para os sunitas desde a revolução iraniana de 1979.

Em sua resposta, Khamenei acrescentou: “Todos nós acreditamos firmemente que devemos estar lado a lado em uma frente sólida e unificada para lutar pela glória e honra do Irã islâmico e não devemos permitir que os inimigos desta terra e seus sabotadores maliciosos nos dividam.”

Molavi Abdolhamid agradeceu a Khamenei por sua resposta, acrescentando: “Esta ordem impõe um dever religioso e legal a todos os funcionários e instituições civis e militares da república islâmica para tratar igualmente todos os grupos étnicos e religiões por razões de justiça.

“Nos momentos sensíveis que enfrentam a região e o país, a ordem sábia e histórica do líder iluminado … desencorajará aqueles que desejam danos no Irã islâmico e tragam alegria à querida nação do Irã”, escreveu ele.

Dezenas de sunitas iranianos foram detidos por suspeita de ter alegado vínculos com os atacantes que realizaram os mortíferos ataques terroristas em Teerã em 7 de junho de 2017. Os ataques, que mataram 18 pessoas e feriram 50, foram realizados por partidários do grupo que se chama de Estado islâmico, também conhecido como ISIS, IS e ISIL.

Em julho de 2017, o Conselho de Teólogos sunitas do Irã, que representam clérigos com sede nas províncias do nordeste do país, crticiaram as operações em resposta ao clima de intimidação e medo continuado perpetuado pelo Ministério da Inteligência desde os ataques.

Falta de representação

Apesar de representar cerca de 10% da população do Irã, nenhum sunita iraniano já foi nomeado para um cargo ministerial no governo desde o estabelecimento da República Islâmica em 1979.

O artigo 12 da Constituição do Irã elenca os direitos concedidos aos ramos sunitas oficialmente reconhecidos do Islã, uma minoria no Irã dominado pelos xiitas: “… Outras escolas islâmicas, incluindo as Hanafi, Shafi’i, Maliki, Hanbali e Zaydi devem ser concedidos o pleno respeito e seus seguidores são livres para agir de acordo com sua própria jurisprudência no desempenho de seus ritos religiosos. Essas escolas gozam de status oficial em questões relativas à educação religiosa, assuntos de status pessoal (casamento, divórcio, herança e testamentos) e litígios relacionados nos tribunais “.

De acordo com o artigo 26: “É permitida a formação de partidos, sociedades, associações políticas ou profissionais, bem como sociedades religiosas, islâmicas ou pertencentes a uma das minorias religiosas reconhecidas, desde que não violem os princípios de independência, liberdade, unidade nacional, os critérios do Islã, ou a base da República Islâmica. Ninguém pode ser impedido de participar dos grupos acima mencionados, ou ser obrigado a participar neles “.

Molavi Abdolhamid, que dirige o seminário sunita Dar al-Oloum em Zahedan, tem sido um defensor moderado da igualdade para a comunidade sunita do Irã.

Em fevereiro de 2017, ele escreveu uma carta a Khamenei em resposta a rumores de que as execuções de prisioneiros de morte Sunni condenados por crimes de drogas deveriam ser aceleradas em Sistan e Baluchistan.

Execuções em várias cidades da maioria sunita, escreveu ele, “reforçam a possibilidade de que o pedido secreto do chefe do Judiciário realmente exista” e, portanto, “exige que a intervenção prudente e paterna do sábio [do Khamenei] acalme as preocupações da comunidade sunita”.

Entre as províncias mais pobres do Irã, Sistan e Baluchistan mantêm uma das maiores taxas de execução per capita no país. O alto desemprego atraiu os habitantes da região da maioria sunita para traficar ilegalmente drogas no Irã desde a fronteira com o Afeganistão e com o Paquistão.

http://mohabatnews.com/en/?p=3705

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Iraque: Grupos sunitas e xiitas também perseguem os cristãos

Milícias são apoiadas pelo Irã, que endossa a violência dos agressores, estimulando a destruição de igrejas, casas de cristãos, empresas e até locais de interesse cultural

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Relatórios da Portas Abertas indicam que os cristãos iraquianos estão sendo perseguidos pelo Estado Islâmico (EI) e agora também por outros grupos radicais, como os sunitas terroristas e milícias xiitas. Essas milícias são apoiadas pelo Irã, que endossa a violência dos agressores, estimulando a destruição de igrejas, casas de cristãos, empresas e até locais de interesse cultural.

De acordo com um líder cristão, eles acreditam que as propriedades dos seguidores do cristianismo pertencem a eles e que podem ser tomadas sem maiores consequências. “Desde que o Iraque vem sendo governado por uma maioria xiita, a influência do Irã aumentou consideravelmente e com a chegada do EI, esse país está cada vez mais presente aqui no Iraque, através de seus militares, que cometem crimes contra a humanidade, atacando em especial os sunitas e a minoria cristã”, comenta um dos analistas de perseguição.

O analista disse que os grupos sunitas estão desaparecendo do país. “O papel da comunidade internacional, de reconhecer que o Estado Islâmico está cometendo genocídio no Iraque e na Síria, tem sido algo positivo para combatê-los, pelo menos de alguma forma. Como está não pode continuar”, diz o analista. A igreja no Iraque, que é o segundo país na Classificação da Perseguição Religiosa de 2016, vem sendo atacada da forma mais violenta e os conflitos na região Iraque-Síria estão sendo discutidos no mundo todo. O Iraque chama a atenção dos cristãos livres para que orem e contribuam com as pessoas que, apesar da perseguição e do risco de morte, preferem ficar em seus países e servir a Jesus em todo o tempo.

Já em seu segundo ano, e com o agravamento da perseguição também na Síria, a campanha Mantenha a Igreja Viva no Iraque e Síria torna-se permanente, dando ao cristão brasileiro a oportunidade de ajudar a Igreja Perseguida do Oriente Médio. Os projetos de ajuda socioeconômica na região cresceram em média 53% e cerca de 200 mil refugiados foram beneficiados com a distribuição de alimentos, roupas, aquecedores e medicamentos. “Jesus continua presente mesmo através dos poucos cristãos que restam no Iraque. Nós não temos medo. Muitos morreram ou fugiram, as igrejas foram bombardeadas, mas continuamos a pregar entre os escombros”, disse um líder cristão, que não pode ser identificado por motivos de segurança.

Iraque e Síria precisam muito das nossas orações 
Há várias formas de estender a mão para a Igreja Perseguida. Você pode se lembrar deles em suas orações, colaborar com os projetos que já estão em andamento ou participar do Domingo da Igreja Perseguida (DIP), intercedendo por eles em sua igreja e pelos demais cristãos que estão sofrendo e clamando a Deus por um milagre.

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https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/03/grupos-sunitas-e-xiitas-tambem-perseguem-os-cristaos

Nigéria: Conflitos entre xiitas e sunitas intensifica a violência contra cristãos

Apesar de tanto sofrimento, eles se mostram fortes e decididos a seguir o evangelho de Cristo.

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Há relatos de que há uma nova insurgência islâmica na Nigéria, mas desta vez é uma insurgência xiita. De acordo com a BBC News, houve uma briga entre o exército nigeriano e os xiitas, apoiados pelo Irã, no norte da Nigéria. Pelo menos 300 xiitas foram mortos e rapidamente enterrados, logo após os conflitos. “Ver xiitas e sunitas lutando entre si não é algo muito comum na Nigéria. O exército nigeriano correu um grande risco de levantar uma revolta xiita e causar uma verdadeira guerra”, comentou um dos analistas de perseguição.

O grupo xiita partilha com o Boko Haram o domínio de uma vasta extensão territorial do nordeste da Nigéria e tem tido muitos confrontos com o exército governamental. Apesar da sua influência regional, o Movimento Islâmico vem enfrentando problemas com o Boko Haram que vem atacando os locais de culto dos xiitas, em regiões onde as forças governamentais mantinham distância. Recentemente, alguns membros resolveram atacar até mesmo uma caravana onde viajava o chefe do exército e alguns líderes envolvidos com a luta contra o terrorismo. Em retaliação, o exército ocupou algumas aldeias xiitas e deteve o seu líder, que será em breve remetido ao tribunal para responder por diversos ataques da sua organização contra posições do exército.

A rivalidade entre xiitas e sunitas, na Nigéria, tem sido um pouco camuflada pelo próprio governo, que assume sozinho as despesas da luta contra o Boko Haram. Desde maio de 2015, quando Buhari assumiu o governo, prometeu combater a corrupção e a ousadia do grupo extremista, mas apesar de sua intenção, a violência só aumenta, principalmente contra as minorias religiosas. A Portas Abertas tem atuado no país dando assistência aos cristãos nigerianos perseguidos e, apesar de tanto sofrimento, eles se mostram fortes e decididos a seguir o evangelho de Cristo. “Deus eu te agradeço por ter me escolhido. Não sou digna de ser perseguida pelo seu nome. Mas, ter testemunhado sobre ti tem me dado muita alegria. Obrigada, Jesus, pois é o Senhor quem tem me mantido forte!”, declarou uma viúva cristã nigeriana.

 

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/02/conflitos-entre-xiitas-e-sunitas-intensifica-a-violencia-contra-cristaos

Mesquitas sunitas do Iraque são atacadas após atentados do EI

Retaliação a explosões reacende conflito sectário no país
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BAGDÁ – Ao menos sete mesquitas sunitas e dezenas de lojas no leste do Iraque foram incendiadas nesta terça-feira, segundo fontes de segurança e autoridades locais, um dia depois que 23 pessoas foram mortas em duas explosões reivindicadas pelo Estado Islâmico. Dez pessoas também foram mortas a tiros em Muqdadiyah, 80 quilômetros a nordeste de Bagdá, disseram fontes de segurança e de hospitais.

Testemunhas disseram que algumas vítimas do ataque desta terça-feira foram mortas dentro de casa ou arrastadas para a rua e executadas por atiradores de vestes pretas e uniformes camuflados. De acordo com as forças de segurança, os ataques ocorreram nos distritos centrais de Mualimeen, Asri e Orouba.

— É pior que o inferno. Eu escondi meu dois filhos embaixo de uma pilha de roupas, dentro do armário, para evitar que fossem descobertos — disse Um Ibrahim, viúva sunita que fugiu para Khanaqin depois de ver duas mesquitas tomadas pela fumaça preta.

A ascensão do grupo terrorista Estado Islâmico, que segue uma ideologia jihadista sunita, tem inflamado um conflito sectário de longa duração no país, principalmente entre a maioria xiita e a minoria sunita. O aumento dessa violência pode minar os esforços do primeiro-ministro Haider al-Abadi, um islâmico xiita moderado, para desalojar os militantes de grandes áreas do Norte e Oeste, que os jihadistas conquistaram em 2014.

Pelo menos duas mesquitas sunitas no Sul de Bagdá foram atacadas na semana passada depois de um clérigo xiita ser executado na Arábia Saudita, provocando reações furiosas no Iraque e no vizinho Irã.

ESCALADA DE TENSÕES

No auge da guerra civil do Iraque, há quase uma década, esses ataques a mesquitas muitas vezes desencadeavam assassinatos por vingança e contra-ataques em todo o país. As autoridades tentaram coibir a escalada da violência ao condenar os ataques às mesquitas, assim como os bombardeios da segunda-feira, que, segundo o Estado Islâmico, tiveram alvos xiitas.

Abdul Lateef al-Himayim, chefe do órgão governamental responsável pelo monitoramento de sítios religiosos sunitas, considerou os ataques “uma tentativa desesperada de destruir a unidade iraquiana”, enquanto as Nações Unidas alertaram, em comunicado, que os bombardeios poderiam levar o país “de volta aos dias obscuros de luta sectária”.

Já Haqqi al-Jabouri, membro do conselho local da província de Diyala, onde se localiza Muqdadiya, disse que os ataques de ambos os lados prejudicam a integração da comunidade. Ele culpou “milícias xiitas indisciplinadas” pelos ataques às mesquitas. Amal Omran, que também integra o conselho de Diyala, creditou o ataque a “infiltrados interessados em minar a imagem das milícias xiitas”.

As milícias xiitas foram cruciais para evitar que o Estado Islâmico avançasse sobre a capital iraquiana e sobre santuários desta ramificação do Islã, durante a investida de radicais sunitas na fronteira síria em 2014. Essas organizações têm ajudado as forças iraquianas a afastar os militantes, inclusive de territórios de Diyala. No entanto, as milícias têm sido acusadas de violar os direitos humanos dos sunitas.

POLÍCIA TAMBÉM É ALVO

Dois jornalistas iraquianos também foram mortos esta terça-feira nos arredores de Baquba, a 65 quilômetros de Bagdá, de acordo com autoridades de segurança e a TV estatal Sharqiya. Eles teriam sido desviados por uma milícia xiita em um posto de controle perto de Muqdadiya. No caminho de volta a Baquba, atiradores dispararam no veículos em que os profissionais estavam.

Mais cedo, um homem-bomba atacou um comboio policial na mesma região, matando três membros das forças de segurança e ferindo um oficial de polícia.

Qasim al-Anbuki, chefe da inteligência policial na região, liderou um grupo para checar um suposto carro-bomba estacionado em uma rodovia que liga Bagdá a Baquba. Ao se aproximar do veículo, o homem detonou o explosivo. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mesquitas-sunitas-do-iraque-sao-atacadas-apos-atentados-do-ei-18458187#ixzz3x5caa84O

Limpeza étnica e sectária avança no Oriente Médio

Guerra entre comunidades no Iraque e na Síria expõe nova crise de refugiados.

DAMASCO — Uma limpeza sectária e étnica está se intensificando na Síria e no Iraque. Comunidades que antes viviam juntas em paz estão tão temerosas umas das outras, depois de anos de guerra selvagem, que as seitas ou grupos étnicos mais poderosos estão expulsando os mais fracos. Este padrão está se repetindo em vários lugares — desde cidades sunitas capturadas por milicianos xiitas nas províncias ao redor de Bagdá, passando por enclaves cristãos no centro da Síria sob a ameaça do Estado Islâmico (EI), até aldeias do Turcomenistão ao sul da fronteira sírio-turca sendo bombardeadas por aviões russos.

A incapacidade de sírios e iraquianos de voltar para casa em segurança significa que Europa e Oriente Médio terão que lidar durante décadas adiante com uma irreversível crise de refugiados provocada pela guerra.

— Vamos acabar como os cristãos, sendo tirados do país à força — diz o jovem fotógrafo sunita Mahmoud Omar, que já morou em Ramadi, no Iraque.

Muitos fugiram em maio, quando o EI capturou a cidade, atualmente sob ataque das forças militares do governo xiita de Bagdá, que tenta recapturá-la. Cerca de 1,4 milhão de pessoas de Anbar — 43% da população da maior província iraquiana — estão deslocadas, diz a Organização Internacional para Migrações.

As tribos árabes sunitas na província de Raqqa, na Síria, emitiram uma declaração no início do mês passado acusando forças curdas — as Unidades de Proteção Popular (YPG) — de deslocar árabes da cidade Tal Abyad, na fronteira com a Turquia. As forças curdas dizem que “nenhum soldado das YPG pode entrar nas áreas árabes, onde os nossos combatentes estão presentes”. As YPG negam ter forçado os árabes a deixar Tal Abyad, mas curdos sírios muitas vezes consideram os árabes sunitas como colaboradores do EI.

Comunidades menores, como as dos cristãos no Iraque e na Síria, estão sendo eliminadas. Na aldeia de Sadad — que já foi lar de cinco mil membros da Igreja Ortodoxa Síria — as pessoas estão saindo porque há apenas algumas horas de eletricidade por dia e os preços são muito altos, mas acima de tudo porque os moradores têm medo de serem abatidos pelo EI. Dois anos atrás jihadistas sunitas radicais, liderados pela Jabhat al-Nusra, filiada à al-Qaeda, capturaram Sadad por dez dias, matando 45 cristãos e destruindo ou saqueando 14 igrejas antes de serem expulsos pelo exército sírio.

Na Síria, muitos dos cerca de 5,3 milhões de refugiados e 6,5 milhões de pessoas deslocadas provavelmente tiveram suas casas e bairros destruídos ou ocupados por membros bem armados de alguma comunidade hostil.

O mesmo se dá no Iraque. Descrevendo aldeias sunitas ao sul de Kirkuk, cujos habitantes foram expulsos por xiitas e curdos, um especialista de direitos humanos que quis manter o anonimato disse que “se os sunitas fogem, as pessoas dizem que é a prova de que eles estavam trabalhando com o EI e, se ficam, é dito que são membros de células adormecidas do EI esperando para atacar. Eles saem perdendo sempre”. A fuga em massa e as expulsões que estão ocorrendo são comparáveis às que aconteceram na Índia e no Paquistão em 1947, ou na Alemanha no final da Segunda Guerra Mundial.

‘Divisão irremediável’

“Os esforços de limpeza étnica local já estão tornando a divisão da Síria cada vez mais irremediável”, analisa o professor Fabrice Balanche, do Washington Institute for Near East Policy, no estudo chamado “Limpeza étnica ameaça Unidade da Síria”. Ele acrescenta que “a diversidade sectária está desaparecendo em muitas áreas do país”. A tomada de uma área inteira por uma única seita, etnia ou filiação política tende a ser difícil de reverter porque as casas são dadas aos novos proprietários que não querem abandoná-las.

Os árabes sunitas têm estado no centro da revolta contra o presidente sírio Bashar al-Assad desde 2011 e também consideram as comunidades não-sunitas como partidárias de Assad. Isso é o motivo dos distritos sunitas terem se tornado alvos do governo. Distritos inteiros de Damasco e Homs que já estiveram sob controle rebelde são hoje um mar de ruínas com cada edifício tendo sido destruído por explosivos. Mas a comunidade sunita também está socialmente dividida, com os mais letrados e de melhor poder aquisitivo aliando-se a Assad, opondo-se aos sunitas mais pobres, mais rurais e tribais.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/limpeza-etnica-sectaria-avanca-no-oriente-medio-18397372#ixzz3w6DGFMbv

Riyadh diz que acordo nuclear com Irã deve garantir a segurança árabe

O governo saudita disse na segunda-feira que espera um acordo nuclear entre o Irã e as potências mundiais que possa reforçar a paz no Oriente Médio e o fim da ingerência nos assuntos árabes.

Um comunicado após a reunião semanal do gabinete presidido pelo rei Salman disse que a Arábia Saudita “espera que o acordo vá reforçar a segurança e estabilidade na região e no mundo.”

Mas ele insistiu que a segurança dependia do “respeito do princípio da boa vizinhança e da não ingerência nos assuntos árabes”, disse à Agência Saudi Press.

A declaração foi emitida no 12º dia de ataques aéreos liderados pela Arábia contra os rebeldes xiitas no Iêmen, que Riyadh diz que são apoiados pelo Irã.

Um acordo destinado a limitar o programa nuclear do Irã foi fechado na quinta-feira após a maratona de negociações na Suíça.

O rei Salman disse depois que o acordo foi anunciado, que ele estava ansioso para um acordo “final de ligação” que iria reforçar a segurança regional e mundial.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no domingo denunciou o acordo entre Teerã e potências mundiais como um “mau negócio”, que irá fortalecer militarmente o Irã e deixá-lo com uma grande infra-estrutura nuclear, acrescentando: “Eu acho que também vai desencadear uma corrida armamentista com os Estados sunitas, “uma referência às monarquias do Golfo.
Irã e Arábia Saudita, os poderes muçulmanos xiitas e sunitas mais importantes do Oriente Médio, têm relações conturbadas nos últimos anos.

Riyadh diz que o Irã está tentando expandir sua influência em conflitos na Síria, no Iraque e no Líbano de maioria xiita.

Uma parte do complexo negócio seria ver o Irã reduzir em mais de dois terços o número de centrífugas de urânio – que pode produzir combustível para energia nuclear, mas também o núcleo de uma bomba nuclear – para 6104 de cerca de 19.000, por 10 anos.

Ao contrário de vizinhos árabes, Omã vê um amigo em Teerã

Mas, enquanto os laços do Irã com seus vizinhos árabes do Golfo têm sido tensos, uma nação – Omã – conquistou uma relação única e potencialmente decisiva com Teerã e congratulou-se com o negócio.

O papel único de Omã foi destaque em novembro passado, quando sediou encontro do Irã, União Europeia e Estados Unidos para as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Após o potencialmente histórico acordo nuclear da semana passada, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, agradeceu Omã por seu “papel crítico na obtenção dessas conversações “.

“O acordo nuclear iraniano”
Omã e Irã concordaram no ano passado para construção de um gasoduto submarino para bombear o gás iraniano para a cidade portuária de Sohar, em Omãr. Metade dos 10 milhões de metros cúbicos de gás bombeado a cada ano vai para o Japão, Índia e Coréia do Sul.

O Irã “pode ​​oferecer muito mais em termos de projetos de energia no futuro e talvez até de defesa de laços, dados interesses comuns dos dois países no Estreito de Hormuz”, disse Christopher Davidson, professor de política do Oriente Médio em Durham University, na Grã-Bretanha.

Existe também um comércio florescente não oficial, com lanchas de Omã freqüentemente atravessando o Estreito de Hormuz par contrabandear mercadorias a fim de violar sanção contra o Irã.

Parte da razão para o caminho independente de Omã, dizem os especialistas, é que, com a maioria de seus cidadãos adeptos ao ramo Ibadhi do Islã, o país está em algum grau fora da divisão entre sunitas e xiitas com cores muito mais políticas no Oriente Médio.

O Ministro das Relações Exteriores de Omã Yusuf bin Alawir disse à Reuters que a incapacidade de alcançar um acordo sobre o controverso programa nuclear do Irã significaria a “catástrofe” para a região.

“Há aqueles que preferem a paz, é por isso que existem negociações entre o 5 + 1 e do Irã.”

“Aqueles que preferem guerras -.. Eles devem estar dispostos a aceitar perdas pesadas perdas catastróficas”, concluiu.

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/66850-150407-riyadh-says-iran-nuclear-deal-must-ensure-arab-security

Análise: Os EUA deixaram a bola cair no Iêmen

A ONU e Obama focaram na al-Qaeda e não conseguiram ver direito a ameaça muito maior debaixo de seus narizes.

Os Estados Unidos, está uma vez mais confuso nesse grande momento – desta vez, no Iêmen, onde ele subestimou o poderio militar dos Houthis, que são apoiados pelo Irã e tribos sunitas leais ao antigo regime. Não é que os EUA não tinham inteligência – os americanos tinham, e ainda têm, mais inteligência no Iêmen que qualquer outra pessoa, incluindo os iranianos.

Os norte-americanos também compreendem a importância estratégica da captura do estreito de Bab-el-Mandeb por uma tribo xiita leal ao Irã, que agora controla a entrada para o Mar Vermelho ao Oceano Índico. Mas o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos e o presidente Barack Obama eram tão obcecadas na necessidade de lutar contra o ramo da Al-Qaeda no Iêmen que eles não conseguiram ver a ameaça muito maior que estava sendo criada bem debaixo de seus narizes.

Felizmente para Barack Obama, o Pentágono já havia ordenado uma evacuação do pessoal de inteligência militar norte-americanas e forças especiais que operam contra a Al-Qaeda fora de uma base aérea no Iêmen. A ordem veio há uma semana e na terça-feira, os Houthi capturaram a base. Os militares americanos e sua comunidade de inteligência já estavam longe, e um fiasco ainda maior foi evitado.

A questão permanece sobre o que causou a cegueira americana, e se houve quaisquer medidas preventivas que poderiam ter tomadas. A razão é bastante clara: a falta de visão dos EUA resultou, principalmente, de sua apreciação errada da força dos Houthis, mas eles também não queria perturbar os iranianos em uma fase crítica na formulação de um acordo sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Mesmo agora, depois que os sauditas já entraram em ação, os americanos preferem “levar por trás”, como fizeram na Líbia, mantendo um perfil ainda mais baixo. Eles só estão proporcionando o suporte de inteligência a Arábia saudita com alvos dentro do Iêmen e sobre o progresso das forças Houthis para a capital do sul do Iêmen, Aden, e em direção ao Estreito de Bab-el-Mandeb.

Os norte-americanos, que têm dezenas de drones que operam na área, têm excelente inteligência sobre o que está acontecendo lá em qualquer momento, e eles passam essa informação para a Força Aérea da Arábia Saudita, com seus F-15 e F-16 aviões de guerra, bem como para as forças aéreas de outros países do Golfo Jordânia e Egito, que também participam na operação. Mas, ao contrário, da Líbia, os norte-americanos não estão a prestar assistência real. Mais uma vez, de modo que não irá perturbar os iranianos.

Mas o fracasso americano no Iêmen não é a história principal aqui. A aquisição Houthi do sul do Iêmen e da ameaça para o estreito de Bab-el-Mandeb é o principal perigo, porque ele permite que o Irã de bloqueie as principais rotas marítimas internacionais através do Canal de Suez e o Mar Vermelho para a Ásia e África Oriental, em um dado momento.

http://www.i24news.tv/en/opinion/65698-150327-analysis-the-us-dropped-the-ball-on-yemen

CASAS INCENDIADAS EM TIKRIT PREOCUPAM EUA

O exército dos Estados Unidos manifestou preocupação com relatos de que milícias xiitas estão incendiando casas à medida que avançam na cidade iraquiana de Tikrit, embora ainda não tenham confirmado casos de abuso durante o grande impulso contra os militantes do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS).

Forças de segurança iraquianas e milicianos da maioria xiita lutaram contra os militantes sunitas em Tikrit na quinta-feira, um dia depois de terem expandido para dentro da cidade natal de Saddam Hussein, em sua maior ofensiva até agora contra os militantes.

Autoridades norte-americanas disseram que estavam monitorando de perto as investidas em Tikrit, incluindo vídeo postado na mídia social, mostrando prédios sendo incendiados. Mas atribuir a culpa era complicado, eles notaram, apontando para acusações tanto contra  a milícia do Irã e quanto combatentes doISIS.

“O que sabemos é que há casas em chamas”, disse uma autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato.

O mais alto oficial militar dos EUA, o general Martin Dempsey, disse ao Congresso nesta semana que não tinha “nenhuma dúvida” de que a milícia iraniana e as forças de segurança iraquianas retomaria Tikrit. Mas ele expressou preocupações sobre o tratamento de muçulmanos sunitas lá.

No mês passado, o ex-conselheiro de comando central Ali Khedery disse que os EUA eram cúmplices dos abusos cometidos por milícias patrocinadas Bagdá.

“Os Estados Unidos estão agora agindo como a força aérea, o arsenal, e a cobertura diplomática para milícias iraquianas que estão a cometer algumas das piores violações dos direitos humanos no planeta”, escreveu Khedery na revista Foreign Policy.

Militantes do ISIS invadiram Tikrit em junho passado, durante uma ofensiva relâmpago que foi interrompida apenas fora de Bagdá. Eles já usaram o complexo de palácios construídos em Tikrit sob o governo do Saddam, o ex-presidente executado, como sua sede.

Outro funcionário norte-americano pediu cautela, mas reconheceu “estamos vendo isso muito de perto.”

Os EUA dizem que Bagdá não procurou apoio aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos na campanha de Tikrit. Em vez disso, o apoio no terreno veio do vizinho Irã, rival de longa data de Washington na região. Teerã enviou um comandante de elite da Guarda Revolucionária para supervisionar parte da batalha.

A situação no terreno estava longe de ser clara. Jornalistas têm testemunhado queima de propriedades. Em alguns casos, combatentes da milícia foram acusados de retirar militantes de ISIS. Em outros casos, a milícia era suspeita de atacar propriedades de supostos simpatizantes Estado islâmico.

Um oficial de segurança dos EUA disse que acreditava que as mortes de civis foram muito limitadas, uma vez que muitos moradores locais fugiram da cidade.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi tem dito repetidamente que comandantes militares e líderes da milícia devem respeitar os civis e manter as propriedades em territórios recapturados do ISIS.

Se o governo liderado pelos xiitas do Iraque retomarem Tikrit, seria a primeira cidade recuperada dos insurgentes sunitas e daria impulso na próxima fase da campanha para recapturar Mosul, a maior cidade do norte do país.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/13/U-S-watching-Tikrit-blazes-with-concern-as-Iraqi-fighters-advance.html

INFLUÊNCIA IRANIANA NO IRAQUE PREOCUPA OS ESTADOS UNIDOS

Dempsey preocupado com papel do Irã no ataque a Tikrit 

Martin Dempsey, o mais graduado oficial militar dos EUA que visitou Bagdá nesta semana, disse em uma audiência no Senado, na quarta-feira, que não havia dúvida de que o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS) seria expulso de Tikrit, mas que “a questão é o que vem depois. ”

Expressando preocupação sobre o tratamento dos muçulmanos sunitas pelo Irã xiita, Dempsey disse: “A questão é o que vem depois, em termos da sua vontade de deixar famílias sunitas voltarem para seus bairros, se eles trabalharão para restaurar os serviços básicos que vão ser necessários, ou se resultará em atrocidades e retribuição.

Ele disse que enquanto o Irã está desempenhando um papel útil contra os militantes do ISIS no Iraque agora, uma vez que os extremistas estão vencidos, milícias apoiadas por Teerã poderiam minar os esforços para unificar o país.

“Não há dúvida de que a combinação das forças de mobilização popular e as forças de segurança iraquianas estão atacando o ISIS em Tikrit”, disse Dempsey.

A ofensiva em curso sobre Tikrit é a demonstração mais visível ainda de como os Estados Unidos e o Irã, que duelaram violentamente sobre o Iraque durante os anos da ocupação norte-americana, parecem estar trabalhando em conjunto contra o ISIS.

Dempsey disse que as forças que avançam em Tikrit foram esmagadoramente compostas por 20.000 milicianos xiitas apoiados pelo Irã, conhecidas como unidades de Hashid Shaabi (Mobilização Popular).

“Eu os descreveria como iranianos treinados e um pouco iranianos equipados”, disse Dempsey,  acrescentando que não tinha indicações de que pretendiam atacar as forças americanas cerca de 3.000 agora estacionados no Iraque.

Além disso, houve uma brigada iraquiana de cerca de 3.000 soldados, bem como centenas de forças do serviço de contraterroristmo iraquiano, disse Dempsey.

Dempsey, de volta da viagem ao Iraque nesta semana, disse que o resultado de Tikrit falaria muito sobre se o Irã usaria sua influência no Iraque de forma construtiva.

“A operação de Tikrit será um ponto de inflexão de uma forma estratégica ou outro em termos de aliviar nossas preocupações ou aumentá-las”, disse ele.

http://english.alarabiya.net/en/News/middle-east/2015/03/11/Dempsey-says-Iran-backed-Iraqi-militias-could-turn-against-U-S-.html