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Medalhista olímpico, ginasta britânico é suspenso após ironizar muçulmanos

A Federação Britânica de Ginástica anunciou nesta terça-feira a suspensão do atleta Louis Smith de qualquer competição por dois meses, por mau comportamento. A decisão aconteceu após a repercussão negativa de um vídeo no qual o ginasta aparece ironizando os muçulmanos.

No vídeo, gravado antes de um casamento, o ginasta aposentado Luke Carson imita um muçulmano rezando ajoelhado, enquanto Smith, que grava tudo com um celular, diverte-se. Apesar de simples e rápido (dura apenas cinco segundos), o vídeo foi repercutido em toda a imprensa britânica e Smith teve que se desculpar.

“Eu estou profundamente arrependido pelo recente vídeo que vocês devem ter visto. Eu não estou me defendendo, o que eu fiz foi errado. Eu quero me desculpar pela profunda vergonha que eu causei para mim e para minha família, que também foi afetada pelas minhas ações sem pensar”, escreveu o ginasta no Facebook, na época.

Apesar dos pedidos de desculpas, a federação britânica considerou a atitude passível de punição, até pela reincidência de Smith, que já havia sido advertido em junho por um outro caso de mau comportamento.

Sobre o último caso, uma comissão independente acionada pela federação considerou a atitude uma “violação dos padrões de conduta”. “A comissão determinou que uma punição cumulativa era apropriada e ordenou um período de dois meses de suspensão”, explicou a entidade.

Smith é um dos grandes nomes da ginástica britânica na atualidade, até por sua popularidade. Ele conquistou duas medalhas de prata olímpicas consecutivas no cavalo com alças, em Londres-2012 e no Rio-2016, e uma de bronze no mesmo aparelho, em Pequim-2008. O atleta possui ainda um bronze por equipes em Londres.

http://istoe.com.br/medalhista-olimpico-ginasta-britanico-e-suspenso-apos-ironizar-muculmanos/

Turquia suspende mais de 11 mil professores

Ancara alega suspeita de ligação dos docentes com a banida legenda curda PKK. Erdogan anuncia maior operação da história contra o partido e diz que remoção de servidores públicos é parte fundamental da luta.

Mais de 11 mil professores foram suspensos no sudeste da Turquia por suspeita de apoiarem o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), comunicou a agência estatal turca Anadolu nesta quinta-feira (08/09). A suspensão em massa ocorreu pouco mais de uma semana antes do início do novo ano letivo.

Anteriormente, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, já havia advertido que as suspensões seriam implementadas, alegando que o governo suspeita que 14 mil professores estariam “ligados ao terror”.

O sudeste da Turquia tem visto o pior índice de violência em duas décadas, desde que um cessar-fogo entre o banido partido curdo e o governo foi rompido em julho de 2015. O PKK, que ataca regularmente alvos policiais e militares na majoritariamente curda região sudeste do país, intensificou suas atividades nos últimos meses. O partido exige uma maior autonomia para a minoria curda no país.

A Turquia está travando a maior operação de sua história contra militantes curdos e a remoção de servidores públicos ligados ao PKK é uma parte fundamental da luta, segundo declaração do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, nesta quinta-feira.

“Nós estamos executando a maior operação contra a organização terrorista PKK na história, tanto dentro como fora de nossas fronteiras”, disse o presidente turco.

Paralelamente à operação contra o PKK, quase 130 mil funcionários públicos foram demitidos nas últimas semanas, enquanto Ancara continua seu expurgo aos serviços públicos em decorrência à fracassada tentativa de golpe militar em julho. Ancara alega que os alvos são seguidores do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, que, segundo Ancara, estaria por trás da trama que visava derrubar o governo.

Também nesta quinta-feira, a polícia turca lançou uma operação para prender 151 militares, empresários e servidores públicos acusados de terem ligação com o clérigo. A agência Dogan informou que a Promotoria de Istambul ordenou a prisão de 92 pessoas em 15 províncias diferentes, entre eles 82 militares, incluindo seis generais, um policial, três professores e seis pessoas que não tiveram seus trabalhos revelados. Também foram presos 27 empresários acusados de pertencer à confraria de Gülen.

Os partidos da oposição e os críticos do governo denunciam que as prisões e demissões se transformaram numa caça às bruxas. E afirmam que entre os detidos há pessoas que nunca tiveram ligação com Gülen, tendo inclusive combatido a confraria do clérigo.

PV/efe/rtr/dpa

http://www.dw.com/pt/turquia-suspende-mais-de-11-mil-professores/a-19537980

Turquia suspende aplicação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos

Anunciada pelo vice-premier, medida vem após o país declarar estado de emergência.

ANCARA — A Turquia anunciou nesta quinta-feira a suspensão da aplicação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos durante a vigência do estado de emergência decretado depois da tentativa de golpe de Estado.

“A Turquia suspenderá a Convenção Europeia de Direitos Humanos à medida em que não seja contrário a suas obrigações internacionais, como a França fez depois dos ataques de novembro de 2015”, anunciou o vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmus.

O país acordou nesta quinta-feira sob estado de emergência e com um apelo do presidente Recep Tayyip Erdogan para que o povo turco permaneça mobilizado em favor da democracia e em resistência à ação de “terroristas”.

Mais 32 juízes e dois oficiais do Exército foram presos, os últimos alvos de uma onda de repressão contra os supostos conspiradores da rebelião militar na semana passada.

As detenções reportadas pela agência de notícias Anatolia ocorreram horas depois de o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, declarar estado de emergência durante três meses, numa medida que espera ampliar ainda mais a repressão contra os golpistas.

Até o momento, cerca de 10 mil pessoas foram presas e centenas de escolas continuam fechadas. Em torno de 60 mil funcionários civis foram afastados de seus cargos.

O governo de Ancara atribuiu a rebelião ao movimento religioso liderado pelo clérigo turco Fethullah Gülen — exilado nos Estados Unidos. O Parlamento turco se reunirá mais tarde nesta quinta-feira para aprovar a proposta do estado de emergência de Erdogan.

ALEMANHA ADVERTE CONTRA CAÇA ÀS BRUXAS

Um dia após a medida ser decretada, o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, pediu à Turquia que não comece uma caça às bruxas contra os opositores políticos.

“É essencial que o estado de emergência esteja limitado a uma duração necessária” ao fim da qual precisa ser levantado imediatamente, indicou em um comunicado o chefe da diplomacia alemã.

Steinmeier convocou Ancara a respeitar os princípios do Estado de direito e a manter “a medida justa das coisas” na aplicação deste regime de exceção.

“A tentativa de golpe deixa marcas profundas na política e na sociedade turca”, prosseguiu Steinmeier. “Apenas o envolvimento em atos penalmente repreensíveis pode ser alvo de medidas de Estado, não a suposta opinião política”.

A onda de repressão foi criticada por líderes ocidentais, que apelaram à Turquia para que se respeite o Estado de direito.

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ONU interrompe negociações sobre a Síria em Genebra

Ataques no Norte do país matam quase cem pessoas, incluindo três agentes humanitários.

GENEBRA — O enviado especial das Nações Unidas à Síria, Staffan de Mistura, pediu uma suspensão temporária dos diálogos de paz do conflito sírio, citando a falta de progressos na primeira semana de negociações. A decisão foi tomada logo após a divulgação do governo sírio de que uma ofensiva nos arredores de Nabul e Zharaa, ao Norte de Aleppo, deu fim ao cerco de rebeldes islamistas que ocupavam as cidades.

Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediada em Londres, mais de 70 rebeldes morreram durante os bombardeios, assim como 26 soldados do regime sírio. De acordo com as Nações Unidas, três agentes humanitários também teriam morrido durante um bombardeio aéreo na região, embora Farhan Haq, porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tenha afirmado que os agentes provavelmente não eram das equipes das Nações Unidas.

Haq não confirmou quem foram os responsáveis pelo ataque, mas afirmou que as Nações Unidas estão “extremamente preocupadas com a escalada dos combates e seu impacto sobre a população civil”.

Em Genebra, o Alto Comitê de Negociações, grupo que representa parte da oposição síria nos diálogos de paz, afirmou que se reuniria com de Mistura, e condenou “o bombardeio indiscriminado de áreas civis no Norte da Síria, e aumento das agressões por parte do regime sírio e da Rússia”.

Em Roma, o secretário de Estado, John Kerry, pediu a Moscow que interrompesse os ataques aéreos na tentativa de facilitar um cessar-fogo entre as partes envolvidas nas negociações de Genebra. Mas, em Moscou, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, prometeu dar sequência aos bombardeios.

— Ataques aéreos russos não cessarão até que tenhamos verdadeiramente derrotado grupos como o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra — afirmou Lavrov. — Não vejo motivo algum para interrompermos os ataques.

Considerados organizações terroristas pela ONU, Estado Islâmico e a Frente al-Nusra não participam das negociações de Genebra.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/onu-interrompe-negociacoes-sobre-siria-em-genebra-18599749#ixzz3zAGFPkg3
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Aluno adolescente é suspenso em escola islâmica por conversar com estudante do sexo oposto

A escola muçulmana que foi classificada como “excelente” pela Ofsted suspendeu um aluno adolescente por violar sua política de comportamento depois que ele  interagiu com um estudante do sexo oposto.

A escola secundária Al-Khair, em Croydon, sul de Londres, proíbe a interação “por qualquer meio” entre alunos e alunas que são considerados “não-mahrams ‘(parentes próximos).

O pai de um aluno disse a The Sunday Times  que a política da escola privada, que ganhou elogios da entidade fiscalizadora governamental Ofsted pela promoção do desenvolvimento pessoal dos alunos, era “absurda”, e que os estudantes não estavam sendo preparados para integrar a sociedade britânica.

Escola Al-Khair em Croydon ganhou elogios pelo cão de guarda educação Ofsted para promover o desenvolvimento pessoal dos alunos 

Escola Al-Khair em Croydon ganhou elogios do Ofsted por promover o desenvolvimento pessoal dos alunos

Os pais de aluno suspenso referido chamado a política comportamento "absurdo" e disse que os estudantes não estavam preparados para a vida na sociedade britânica (foto)

Os pais do aluno suspenso chamaram a política de comportamento de “absurda” e disseram que os estudantes não estavam preparados para a vida na sociedade britânica (foto)

“Como essas crianças vão interagir de forma mais ampla na sociedade, quando eles têm que trabalhar nos mesmos lugares que [as pessoas do sexo oposto] estão trabalhando? Isso é totalmente absurdo “, disse o pai.

“Para mim, como um pai muçulmano, se a minha filha ou filho vai para uma escola muçulmana e ela ou ele fala em boa forma para qualquer menino ou menina, isso não importa, porque eu acredito que isso não é contra a minha religião. O que é esta política absurda? Eu não consigo entender isso.’

Al-Khair foi criada há 13 anos em um armazém convertido Croydon após um imã local, Qasim Ahmad, comprometer-se a educar cinco crianças excluídas pelo sistema escolar.

Após a inspeção em setembro, Ofsted elogiou a equipe, dizendo que são “efetivamente exemplares os valores em que acreditam, e quaisquer desigualdades ou preconceitos não são toleradas”. Ele foi classificada como “oustanding” por sua abordagem para o desenvolvimento pessoal, comportamento, bem-estar e em qualquer outra categoria.

Aisha Chaudhry disse ao Evening Standard  na época que a escola queria alunos ‘para ser modelos honestos, justos, educados e bons na comunidade muçulmana “.

“Não podemos ser representados por idiotas por aí fazendo coisas bárbaras”, disse Chaudhry.

Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3414182/Teenage-pupil-suspended-Islamic-school-chatting-student-opposite-sex.html#ixzz3yBqNjwRX
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Representante dos democratas cristãos suecos denuncia relativismo moral da União Europeia ao não condenar esfaqueamentos de civis israelenses e incitação à violência pelas lideranças palestinas

Muitas vezes vemos que os políticos da UE exigem uma investigação completa sobre o incitamento da violência palestina contra os líderes israelenses, mas graças ao Centro de Promoção das relações Europa-Israel, o tom mudou um pouco na última semana, quando Lars Adaktusson exigiu que a ajuda da UE à Autoridade Palestina continue a ser detida enquanto seguir com a sua incitação à violência contra civis israelenses.

Em seu discurso ao Parlamento Europeu, Adaktusson, que é um representante dos democratas cristãos suecos, membro da Comissão de Relações Exteriores e um fervoroso defensor de Israel, questionou os duplos padrões referentes à política externa da UE. “O representante continua a denunciar os esfaqueamentos e ataques terroristas em Israel, dizendo que o primeiro-ministro Netanyahu e presidente Mahmoud Abbas, ambos mostram a liderança e devem promover a paz. Com todo o respeito, quando civis israelenses inocentes são mortos em ataques terroristas repetidos, os representantes da União Europeia devem esforçar-se para fazer seu trabalho adequadamente; as recentes declarações do presidente palestino, que disse e cito: “Nós abençoamos cada gota de sangue de nossos mártires que foi derramada em Jerusalém.”

“Quando os representantes da UE vão condenar clara e fortemente os esfaqueamentos de civis israelenses e incitação pelos palestinos? Quando a Comissão irá abordar a propaganda e o antissemitismo da liderança palestina?”

Padre Gabriel Nadaf se reuniu com MEP Lars Adaktusson em Bruxelas pela primeira vez no ano passado e informou sobre a segurança de que a comunidade cristã em Israel goza, em contraste com a perseguição que existe em outros países da região. Padre Gabriel enfatizou sua decepção pelo facto de as organizações anti-Israel, como Breaking the Silence, B’Tselem, e outras estarem sendo financiadas pela UE, apesar de terem uma agenda claramente antissemita e espera que as diretrizes de pesquisa sejam implementadas quanto às razões pelas quais essas ONGs estão lutando.

Padre Gabriel Naddaf em Português

Cruz Vermelha suspende atuação em cidade no Iêmen após ameaça

Homens armados invadiram e ameaçaram posto da Cruz Vermelha.
Suspensão é temporária.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou nesta terça-feira (25) a suspensão temporária de suas operações humanitárias em Áden, no sul do Iêmen, depois que seu pessoal foi atacado, de acordo com a Agência France Presse.

“Homens armados invadiram ontem (segunda-feira, 24) nossa local de Áden e ameaçaram nosso pessoal com armas”, declarou à AFP a porta-voz da CICV no Iêmen, Rima Kamal.

“Em consequência, suspendemos temporariamente nossas operações em Áden”, acrescentou.

Combatentes iemenitas, apoiados por ataques aéreos de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, expulsaram os houthis e simpatizantes do ex-presidente Ali Abdullah Saleh de Áden em julho em um grande revés para o grupo, que está na ofensiva desde setembro do ano passado, segundo a Reuters.

No início do mês, o vice-presidente do Iêmen, Khaled Bahah, visitou a cidade Áden. Iemenitas reclamavam que, apesar de o governo ter declarado Áden “livre” há mais de duas semanas, em 17 de julho, pouco tem sido feito para restaurar os serviços públicos e remover os detritos e lixo deixados pelos meses de combates.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/08/cruz-vermelha-suspende-atuacao-em-cidade-no-iemen-apos-ameaca.html

Supremo Tribunal do Paquistão suspende sentença de morte de Asia Bibi

A decisão é temporária e deverá durar enquanto os juízes examinam o apelo de Asia Bibi, uma mulher cristã condenada à morte em 2010, por blasfêmia contra Maomé. Os seus advogados haviam pedido em novembro de 2014 a intervenção do Supremo Tribunal paquistanês, depois de o Supremo Tribunal de Lahore ter confirmado a pena capital.

O Supremo Tribunal do Paquistão deverá começar a ouvir em breve o apelo contra a sentença, afirmou o advogado de Asia Bibi, Saif ul-Malook.

“A execução de Asia Bibi foi suspensa e continuará suspensa até a decisão deste apelo”, disse Malook. Não foi dada nenhuma data para o início das audições sobre o caso.

O juiz Saqib Nisar, que lidera o grupo de três magistrados encarregados de examinar o caso, confirmou ter recebido o pedido dos advogados de Asia Bibi e acrescentou que irá examinar também o pedido do procurador, que argumenta que o apelo da defesa foi interposto tardiamente e por isso pede a sua nulidade.

Símbolo contra a lei da blasfêmia

Asia Bibi, camponesa do Punjab e mãe de cinco filhos, foi condenada à morte em 2010, depois de ter sido acusada em 2009 por duas vizinhas muçulmanas, irmãs, de ter insultado o profeta Maomé. Sempre rejeitou, veementemente, as acusações. Os seus advogados dizem que na origem da queixa está uma discussão anterior que nada teve de blasfema.

Alegadamente as duas muçulmanas que acusaram Bibi teriam discutido com ela por esta ter bebido água do seu cântaro enquanto trabalhavam juntas no campo. Afirmaram então que Asia tinha tornado o líquido impuro para elas beberem. Dias depois acusaram-na de blasfêmia junto do imã local. Asia Bibi foi presa e está detida desde então.

O seu caso tem levado à intervenção de várias autoridades internacionais, incluindo o Papa Francisco, que afirmou em abril rezar pela sua libertação. A presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, deu igualmente o seu apoio à paquistanesa pedindo a sua libertação e em março tornou-a cidadã honorária da capital francesa.

Asia Bibi tornou-se um símbolo nacional e internacional da luta contra a lei da blasfêmia, que visa habitualmente as minorias religiosas paquistanesas, tais como, os cristãos que compõem 1,6 por cento da população.

O Papa Francisco recebeu no Vaticano a família de Asia Bibi e prometeu rezar por ela Foto: Wikicommons

Desde 1987, 633 das 1.335 pessoas acusadas ao abrigo da lei da blasfêmia eram muçulmanas.

Quase 500 eram ahmedis, seguindo-se 187 cristãos. Os restantes eram hindus.

Linchados pela multidão

Ativistas dos Direitos Humanos afirmam que as acusações de blasfêmia estão subindo rapidamente. E dizem que a lei está sendo usada muitas vezes para resolver disputas e para muçulmanos se apropriarem de bens e de propriedades de vizinhos.

A lei, que não define nenhuma regra clara sobre o que pode constituir blasfêmia, prevê apenas a pena capital como castigo para insultos ao profeta Maomé e a prisão perpétua a quem profanar o Corão.

Até agora ninguém foi executado pelo Estado mas muitos acusados têm sido mortos por multidões em fúria, sem que as acusações sejam consubstanciadas.

Este mês, a polícia salvou in extremis um casal cristão iletrado de ser linchado, após este ter dormido sobre um cartão de publicidade de uma Universidade no qual estavam escritas frases do Corão. Um barbeiro e dois clérigos acusaram-nos de blasfêmia e, rodeando o casal aterrorizado e ignorante sobre qualquer ofensa, levaram uma multidão a espancá-lo. Um dos clérigos foi detido, mas acabou por ser libertado sem condenação.

Em 2014, um casal de cristãos foi igualmente linchado e queimado em Kot Radha Kishan, acusado de profanar o Corão. Mais de 100 pessoas foram acusadas da sua morte.

Protestos contra a lei da blasfémia no Paquistão em 2010. Foto: Reuters
Medo de perder a vida

Também aqueles que atacam ou pretendem alterar a lei da blasfêmia correm risco de vida. O governador da província do Punjab, Salman Taseer, foi abatido a tiros por um guarda-costas em 2011 depois de ter pedido um perdão presidencial para Asia Bibi. O juiz que depois condenou o assassino de Taseer foi forçado a fugir do Paquistão.

Em finais de 2011 o próprio ministro para as minorias, o único cristão a integrar um Governo paquistanês, foi assassinado à porta de casa, por ter ousado falar contra a lei da blasfêmia e defender Asia Bibi. O ataque foi depois reivindicado por radicais islamitas.

Os advogados de Malook afirmam que nenhuma testemunha do que sucedeu em 2009 compareceu perante o Supremo Tribunal. “As verdadeiras testemunhas oculares nunca apareceram perante o juiz e recuaram”, afirmou.

Receio de cometer novas blasfêmias afasta muitas vezes potenciais testemunhas levando a que as provas não possam muitas vezes ser apresentadas em tribunal. Juízes e advogados recusam igualmente defender acusados ou julgar os casos, por medo de se tornarem eles mesmos alvo da violência, sendo frequentemente ameaçados.

Um conhecido advogado de Direitos Humanos, que defendia um professor acusado de blasfêmia devido a um comentário na rede social Facebook, foi assassinado no ano passado. –

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/supremo-tribunal-do-paquistao-suspende-sentenca-de-morte-de-asia-bibi_n846420#sthash.ScOjVEok.dpuf

União Europeia estende suspensão das sanções ao Irã

Irã e seis grandes potências estão negociando além do prazo autoimposto.
Conversas são sobre programa nuclear iraniano.

A União Europeia estendeu a suspensão de sanções ao Irã até 13 de julho para permitir o sucesso das conversas sobre o programa nuclear do país, informou a UE nesta sexta-feira (10).

O Irã e seis grandes potências, incluindo a União Europeia, estão negociando além do prazo autoimposto de terça-feira para finalizar um acordo.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/uniao-europeia-estende-suspensao-das-sancoes-ao-ira.html

Retorno de refugiados na Turquia à cidade síria de Tal Abyad é suspenso

Fronteira entre países foi fechada nesta quinta.
Cidade foi retomada do Estado Islâmico por combatentes curdos.

A fronteira entre Turquia e Síria foi fechada nesta quinta-feira (18) aos refugiados que querem retornar à cidade síria de Tall Abyad, ocupada pelas forças curdas que expulsaram os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), constatou a AFP.

Um oficial turco explicou à AFP que o posto fronteiriço de Akçakale (sul) havia fechado porque as Unidades de Proteção do Povo (YPG) curdas, que controlam o lado sírio da fronteira, havia decidido suspender todo o tráfego até segunda-feira.

Mas um porta-voz das forças curdas desmentiu esta explicação, afirmando que o bloqueio era uma decisão das autoridades turcas.

Na quarta-feira, mil pessoas que haviam se refugiado na Turquia para escapar da batalha na cidade síria Tall Abyad voltaram as suas casas, afirmou uma fonte oficial turca.

Os combates provocaram um êxodo a solo turco de 23.000 pessoas desde o início de junho, segundo Ancara.

No entanto, nesta quinta-feira 200 pessoas permaneciam bloqueadas na fronteira.

“Viemos com a esperança de voltar a Tall Abyad. Esperamos aqui desde as 07h00 desta manhã, mas não nos deixam passar”, lamentou uma delas, Emin.

“Se tiverem um pouco de piedade, nos deixem passar”, acrescentou esta mulher de 60 anos, “é Ramadã, pelo amor de Deus!”.

O porta-voz do comando geral das YPG, Redur Khalil, considerou a Turquia responsável pela situação. “Do nosso lado, o posto fronteiriço está aberto. Desde que o Daesh (acrônimo em árabe do grupo Estado Islâmico) se retirou da cidade, os turcos fecharam a fronteira”, afirmou à AFP.

Este funcionário também explicou que os habitantes de Tall Abyad seguiam chegando por “caminhos não oficiais”.

As autoridades turcas se preocupam com a vitória dos curdos em Tall Abyad, e chegaram a acusá-los de fazer uma campanha de limpeza étnica contra os habitantes árabes da zona sob seu controle, ponto desmentido imediatamente pelas autoridades curdas sírias.

Ancara critica as YPG por sua relação com o PKK, partido curdo da Turquia considerado uma organização terrorista pelas autoridades turcas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/retorno-de-refugiados-na-turquia-cidade-siria-de-tal-abyad-e-suspenso.html