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Grupo que apoia EI dá sugestões de atentados para a Rio-2016

As sugestões foram postadas no canal Ansar al-Khilafah Brazil, criado por extremistas brasileiros no aplicativo de mensagens Telegram.

O grupo extremista brasileiro que declarou lealdade ao Estado Islâmico (EI) divulgou uma lista com 17 maneiras de cometer um atentado terrorista durante a Olimpíada do Rio. As sugestões foram publicadas no canal Ansar al-Khilafah Brazil, criado pelo grupo no aplicativo de mensagens Telegram, semelhante ao Whatsapp, segundo a especialista americana em monitoramento de atividades terroristas na web Rita Katz, do SITE Intelligence Group.

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A relação inclui tipos de alvo, localizações e métodos de ataque que podem ser cometidos pelos chamados lobos solitários – que agem inspirados ou sob orientação de algum grupo radical, mas sem a necessidade de uma célula terrorista ou outra organização formal. De acordo com Katz, a lista menciona atentados em aeroportos e transportes públicos, ataques com facas, envenenamento, ataques visando mulheres e crianças, além de ameaças falsas.

Dentro do grupo no Telegram, o Ansar al-Khilafah Brazil comentou que, “se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá em nada”, referindo-se ao apoio que agências internacionais de inteligência têm oferecido ao governo brasileiro na prevenção de ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio.

Em novembro, uma ameaça ao Brasil foi publicada em conta no Twitter vinculada a um membro do Estado Islâmico. “Brasil, vocês são nosso próximo alvo”, dizia o tuíte, publicado dias depois dos ataques terroristas em Paris. A mensagem foi postada na conta – posteriormente suspensa – de Maxime Hauchard, um francês que foi para a Síria em 2013 para integrar o grupo jihadista.

O diretor de Contraterrorismo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Alberto Sallaberry, alertou que as autoridades brasileiras consideram os chamados lobos solitários “a principal ameaça aos Jogos Olímpicos”.

Grupo que apoia EI dá sugestões de atentados para a Rio-2016

Estado Islâmico negocia escravas sexuais em aplicativos populares

Em conversas criptografadas, meninas são vendidas por Telegram, Facebook e Whatsapp

KHANKE, Iraque — A descrição em árabe é assustadora: “Virgem. Bonita. De 12 anos. Seu preço já está em US$ 12,5 mil e será logo vendida”. A propaganda aparece em uma das conversas criptografadas em que o Estado Islâmico (EI) vende suas milhares de escravas sexuais no Iraque. Os extremistas agora negociam o comércio de mulheres e meninas em aplicativos populares — sobretudo o Telegram, o Facebook e o Whatsapp.

A Associated Press obteve fotos de 48 prisioneiras, enviadas por uma mulher que conseguiu escapar das mãos dos jihadistas. Elas vestem roupas finas e algumas delas usam muita maquiagem. Elas olham sombriamente para a câmera. Algumas aparentam acabar de ter saído da adolescência. Nenhuma delas parece maior de 30 anos.

Além da publicação sobre a menina de 12 anos em um grupo com centenas de membros, outro aviso no Whatsapp oferecia uma mulher com seus filhos: um de 3 anos e outro de 7 meses. O custo era de US$ 3,7 mil.

Enquanto o Estado Islâmico perde controle de uma cidade após a outra em seu auto-proclamado califado, o grupo vem aumentando seu controle sobre seus prisioneiras. Para isso, contam com um banco de dados com as suas fotos e os nomes dos seus proprietários, para evitar que elas escapem. Quem tenta resgatá-las é assassinado pelo grupo.

Mirza Danai, fundadora de um grupo para ajuda humanitária no Iraque, diz que o banco de dados trata as mulheres como se fossem uma mercadoria.

— Registram cada escrava com o nome do seu dono. Se a mulher escapa, todos os serviços de segurança e os postos de controle são informados — explica Danai.

Dentre as meninas nas fotos, está Nazdar Murat. Ela tinha 16 anos quando foi sequestrada junto a outras duas dezenas de mulheres. Elas haviam escapado de seu vilarejo no Sinjar quando o Estado Islâmico tomou a região. A sua mãe, Nouri Murat, disse em um centro de acolhimento a deslocados no Norte do Iraque que Nazdar telefonou para casa uma vez há seis meses.

— Falamos por poucos segundos. Ela disse que estava em Mossul — disse Nouri. — Cada vez que alguém volta, perguntamos o que aconteceu e ninguém sabe nada sobre ela. Há quem diga que ela suicidou.

As fotos contrabandeadas oferecem às famílias das meninas a esperança de que talvez voltem a vê-las. No entanto, as imagens já serviram à venda de muitas destas meninas em negociações por aplicativos digitais. Dentre os mais utilizados, estão o Telegram, o Facebook e o Whatsapp.

— O Telegram é muito popular no Oriente Médio e em outras regiões. Lamentávelmente, isto inclui tanto elementos marginais como as grandes massas que respeitam as leis — disse o representante do Telegram, Markus Ra, assegurando que a empresa faz todo o possível para evitar abusos e rotineiramente elimina canais públicos utilizados pelo EI.

DRAMA HUMANITÁRIO

Milhares de yazidis foram presos e outros milhares foram mortos quando os combatentes jihaditas tomaram vilarejos do Norte do Iraque em agosto de 2014. Desde então, as meninas desta etnia foram submetidas à escravidão sexual. Estima-se que 2.554 delas já tenham sido libertadas por contrabandistas. Mas, desde maio, o ritmo das libertações foi muito reduzido e apenas 39 foram resgatadas nas últimas seis semanas, segundo o governo regional curdo.

Lamiya Aji Bashar tentou escapar quatro vezes antes de finalmente conseguir sair das mãos dos jihadistas com a ajuda de um contrabandista em março. A fuga foi uma odisseia, já que ela foi perseguida por combatentes do EI. Duas meninas que escaparam com ela morreram ao pisar em uma mina terrestre. Lamiya perdeu a visão do olho direito por causa da explosão, que deixou grandes cicatrizes em seu rosto.

Em uma cama na casa do seu tio em Baadre, um vilarejo do Norte do Iraque, a jovem de 18 anos disse que, apesar do rosto desfigurado, não se arrepende de ter fugido:

— Mesmo que tivesse perdido a vista em ambos os olhos, teria valido a pena porque sobrevivi.

Os yazidi estão na mira do EI porque têm crenças antigas que combinam elementos do islamismo, do cristianismo e do zoroastrismo — o que faz com que os extremistas sunitas os considerem infiéis. Calcula-se que a população yazidi já tenha sido de 500 mil pessoas antes da guerra. Não se sabe quantos existem hoje.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-negocia-escravas-sexuais-em-aplicativos-populares-19650844#ixzz4Ddhgn6Hy
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O novo aplicativo preferido do ‘Estado Islâmico’

Após ter várias de suas contas no Twitter fechadas no último ano, o grupo extremista autodenominado “Estado Islâmico” (EI) passou a distribuir sua propaganda por meio de uma nova plataforma: o aplicativo de mensagens criptografadas Telegram.

Criado pelos irmãos Durov, os mesmos fundadores da rede social mais popular da Rússia, a VKontakte, também conhecida como VK, o programa para celulares combina a rapidez do Whatsapp à efemeridade das mensagens do Snapchat e recursos de segurança avançados.

No mês passado, o app lançou uma nova função que permite criar um canal de informações e distribuí-las para um número ilimitado de seguidores, recurso que se provou bastante útil para os membros do “EI”.

Pelo Telegram, os militantes não só divulgam suas ideias, mas também travam “conversas secretas”, negociam resgates de reféns sequestrados e planejam seus ataques.

Em 26 de setembro, apenas quatro dias depois do lançamento da nova funcionalidade, os seguidores do “EI” no Twitter começaram a anunciar a existência do canal jihadista no Telegram, batizado com o sugestivo nome de Nashir – “distribuidor”, em árabe. Em 15 dias, tinha mais de 4,5 mil assinantes.

Desde então, a propaganda do “EI” passou a ser divulgada primeiro no Telegram, antes mesmo de ser publicada no Twitter, que ainda permanece sendo uma plataforma-chave para a disseminação de mensagens do grupo.

Por meio do aplicativo, por exemplo, o “EI” assumiu a autoria de um ataque contra forças da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes em um hotel da cidade de Aden, no Iêmen, na última terça-feira.

O grupo espera que o Telegram seja uma plataforma mais estável e resistente para expandir o alcance de sua propaganda, após a ofensiva contra as contas do “EI” no Twitter.

Mas a empresa responsável pelo aplicativo já afirmou que apagará todo material ilegal que apareça nele, inclusive mensagens relacionadas a jihadistas.

Gato e rato
O “EI” não tem presença oficial no Twitter desde julho de 2014, quando as últimas contas criadas pelo próprio grupo foram apagadas.

Depois disso, os jihadistas testaram diversas redes sociais menos conhecidas, como a Diáspora e a VK, mas também acabaram expulsos delas.

Nesse meio tempo, o Twitter se manteve como a plataforma preferida do “EI”, fazendo jogo de gato e rato com a administração da rede social, que periodicamente fecha contas de seus militantes, ainda que não sejam perfis oficiais do grupo.

Antes do lançamento do canal oficial no Telegram, já era notório que o grupo e seus membros estavam usando o aplicativo. No início de setembro, o “EI” divulgou um número de celular iraquiano por meio do qual era possível entrar em contato com os jihadistas para pagar o resgate de pessoas mantidas como reféns pelos militantes.

Uma das vantagens do Telegram é que suas mensagens são criptografadas, uma tecnologia que permite que só o emissor e o receptor as leiam e, assim, confere mais privacidade a seu conteúdo. O “EI” tirou proveito disso, por exemplo, para planejar seus ataques.

Esta possibilidade de ter “conversas secretas” e evitar que as mensagens trocadas sejam interceptadas por hackers ou agências governamentais por meio do app é algo que o torna atraente para grupos como o “EI”.

O braço da Al-Qaeda no Iêmen também já lançou seu próprio canal no Telegram, apesar de ainda dar prioridade ao Twitter, onde mantém uma conta oficial. O grupo líbio Ansar al-Sharia fez o mesmo, assim como outros grupos de seguidores do “EI” e da Al-Qaeda.

O Telegram confia tanto em seus recursos de segurança que já ofereceu recompensas de até US$ 300 mil (R$ 1,17 bilhão) para a primeira pessoa que conseguir vencer as barreiras de sua criptografia.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/o-novo-aplicativo-preferido-do-estado-islamico.html