Arquivo da tag: #tensão

“Rússia, prepare-se”: Trump diz que mísseis “bons e novos” atingirão a Síria

Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria”, disse Trump. “Prepare-se, Rússia, porque eles virão, bons e novos e ‘espertos’!’”

Os Estados Unidos tomarão medidas militares contra o presidente sírio, Bashar Assad, por causa do uso de armas químicas em civis, apesar de um alerta de Moscou de que repelirá e retaliará o ataque, disse o presidente Donald Trump na quarta-feira.

Escrevendo no Twitter, Trump reconheceu a ameaça russa de abater mísseis dos EUA e atacar suas bases de lançamento – provavelmente navios de guerra dos EUA – emitidos pelo enviado de Moscou ao Líbano no início do dia.

Donald J. Trump@realDonaldTrump

Russia vows to shoot down any and all missiles fired at Syria. Get ready Russia, because they will be coming, nice and new and “smart!” You shouldn’t be partners with a Gas Killing Animal who kills his people and enjoys it!

“A Rússia promete derrubar qualquer míssil lançado contra a Síria. Prepare-se, Rússia, pois eles estarão vindo, bons e novos e inteligentes.”
“Você não deveria ser parceira de um Animal Assassino com Gás (tóxico) que mata seu povo e gosta!” Destacou Trump.

 

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que “os mísseis inteligentes deveriam voar para os terroristas, e não para o governo legítimo. Damasco e Moscou referem-se aos rebeldes que lutam contra Assad como terroristas.

Em um tweet posterior, Trump se ofereceu para ajudar a impulsionar a economia russa e buscou o fim do que ele chamou de “corrida armamentista“, em uma aparente abertura diplomática menos de uma hora depois de alertar Moscou sobre os ataques de mísseis pendentes na Síria.

“Nossa relação com a Rússia é pior do que nunca, e isso inclui a Guerra Fria. Não há razão para isso. A Rússia precisa nos ajudar com sua economia, algo que seria muito fácil de fazer, e precisamo que todas as nações trabalhem juntas. Parar a corrida armamentista?”, questionou o republicano.

O governo sírio e a Rússia dizem que os relatos de um ataque com gás venenoso na cidade síria são falsos.

Depois do ataque, o grupo rebelde se enfurnou em Douma Jaish al-Islam – e finalmente concordou em se retirar da cidade. Isso selou uma grande vitória para Assad, que agora esmagou a rebelião na região oriental de Ghouta, perto de Damasco.

A ameaça de Moscou de derrubar mísseis norte-americanos veio do embaixador russo no Líbano, Alexander Zasypkin, que disse estar se referindo a uma declaração do presidente Vladimir Putin e do chefe das forças armadas russas.

Zasypkin também disse que quaisquer hostilidades com Washington devem ser evitadas e Moscou está pronta para negociações.

Mas seus comentários podem levantar temores de conflito direto pela primeira vez entre as grandes potências que apoiam os lados opostos na prolongada guerra civil na Síria.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse na quarta-feira que 43 pessoas morreram no ataque de sábado à cidade de Douma por “sintomas consistentes com a exposição a produtos químicos altamente tóxicos”, e mais de 500 foram tratadas.

O Kremlin disse na quarta-feira que espera que todos os lados envolvidos na Síria evitem fazer algo que possa desestabilizar uma situação já frágil no Oriente Médio, e deixou claro que se opõe fortemente a qualquer ataque dos EUA contra seu aliado.

Autoridades europeias de aviação alertaram as companhias aéreas nesta manhã a evitar o espaço aéreo em torno da Síria pelas próximas 72 horas, sugerindo que um ataque é ​​iminente. Enquanto isso, a mídia dos EUA informou que Trump ordenou outro navio de guerra dos EUA para a costa da Síria, em preparação para o ataque.

A equipe de segurança nacional de Trump está encorajando-o a atacar Assad mais duramente do que há um ano, quando ordenou ao Pentágono que desencadeasse 59 mísseis Tomahawk no aeródromo de Al Sharyat , uma base militar do regime de Assad que havia lançado um ataque de armas químicas na vizinha Khan Sheikhoun. Desta vez, os EUA, a França e a Grã-Bretanha acreditam que as forças de Assad lançaram armas químicas contra Douma, controlada por rebeldes, afetando mais de 500 pessoas e matando dezenas de pessoas, com envolvimento ou consentimento russo-iraniano. Rússia e Irã negam as alegações. A França e o Reino Unido estão consultando a administração Trump sobre uma possível resposta militar conjunta. Israel, Arábia Saudita e Catar expressaram apoio a essa medida.
Com informações The Jerusalem Post e Ynet News Imagem Jornal GGN

Risco de guerra entre Índia e Paquistão prejudica cristãos

A situação pode ficar ainda mais precária se os ataques continuarem.

7-india-pakistan-reuters

A base aérea da Índia foi atacada por forças afegãs, mas os membros do comando resistiram às forças de segurança do país. Ao mesmo tempo, o exército teve que combater um grupo que, aparentemente, era integrado por paquistaneses, que tentavam invadir o consulado. Os dois ataques aconteceram dez dias depois de uma visita do premiê indiano, Narendra Modi, ao Afeganistão, onde um atentado suicida perto do aeroporto de Cabul, no mesmo dia, destacou novamente a situação de insegurança no país.

Os especialistas assinalaram o risco de uma guerra entre a Índia e o Paquistão através da ação dos talibãs. Em 25 de dezembro, os chefes de governo do Paquistão e da Índia se reuniram em Islamabad. Esta foi a primeira vez em 10 anos que um premier indiano viajou ao Paquistão. Desde a independência da Grã-Bretanha em 1947, Índia e Paquistão já travaram três guerras pelo controle da Caxemira, um território do Himalaia que ambos ocupam em parte e que reivindicam em sua totalidade. Um desses conflitos já custou a vida de cerca de 100 mil pessoas.

Levando em conta que a situação para os cristãos na Índia já não é nada fácil, já que o governo tem negado emprego, educação e moradia para eles, alegando que entre os dalits não deve existir nenhum cristão, esses ataques só colaboram para uma condição de vida ainda mais precária. “A disposição do governo de beneficiar os hindus dalits, por um lado, e a recusa de auxílio para dalits cristãos e muçulmanos, por outro lado, é a violação de um direito fundamental de igualdade perante a lei garantida no âmbito da Constituição”, conclui o líder cristão Kumar Swamy, secretário nacional do All India Christian Council. Ore pelos cristãos indianos para que tenham sua fé renovada nesse momento tão complicado que estão vivendo.

 

Irã acusa Arábia Saudita de se opor a esforços para atenuar tensões

Mais aliados sauditas aderem a ações contra Teerã.
DUBAI — O rastilho aceso pela execução de um clérigo xiita pela Arábia Saudita, e pelo ataque a representações diplomáticas do país no Irã como retaliação, continua a espalhar a crise diplomática entre as duas nações pelo Oriente Médio e adjacências. Ontem, o Djibuti se juntou a Sudão e Bahrein na lista de países que suspenderam relações com Teerã após os ataques à embaixada saudita na capital iraniana e ao consulado na cidade de Mashhad. Já o Qatar chamou de volta o embaixador no Irã, repetindo uma ação adotada previamente pelos Emirados Árabes e pelo Kuwait, enquanto Omã classificou as invasões e incêndios das representações como “inaceitável”. Já a Jordânia convocou o embaixador iraniano para apresentar seu protesto.

A agência estatal Petra afirmou que a decisão jordaniana é decorrente da “interferência iraniana em assuntos de Estados árabes”, enquanto no Omã, a Chancelaria afirmou que o sultanato “lamenta profundamente” os ataques à embaixada e ao consulado sauditas, e destacou “a importância de estabelecer novas regras para proibir qualquer interferência em assuntos internos de outros Estados para garantir paz e estabilidade na região”.

No Irã, o presidente Hassan Rouhani exortou a Justiça a indiciar os responsáveis pelo ataque à embaixada, motivado pela execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr pelas autoridades sauditas.

“Ao punir os responsáveis pelo ataque, devemos pôr fim de uma vez por todas aos danos e insultos à dignidade e segurança nacional do Irã”, afirmou o presidente em carta divulgada pela agência estatal de notícias Irna.

A polícia iraniana anunciou a prisão de 50 pessoas envolvidas nos ataques à embaixada. Porém, em situações semelhantes no passado, a maior parte dos detidos foi liberada pouco tempo depois sem maiores consequências. Além dos sauditas, que já haviam sofrido um ataque em 1988, Kuwait, Dinamarca, Reino Unido e EUA tiveram suas embaixadas em Teerã invadidas desde a Revolução Islâmica em 1979.

Iraque busca reparar relações

O Bahrein, reino de maioria xiita governado pelo soberano sunita Hamad bin Isa Al Khalifa, afirmou que desmantelou uma célula terrorista ligada ao Irã que pretendia realizar atentados no país após a suspensão das relações diplomáticas. Segundo a BNA, agência estatal do reino, o grupo terrorista tinha apoio da Guarda Revolucionária iraniana e da milícia xiita libanesa Hezbollah. Em 2011, durante protestos da Primavera Árabe, o Bahrein declarou estado de emergência por três meses, e contou com o apoio de forças sauditas para conter a revolta popular.

O Iraque, outro país de maioria xiita na região, se ofereceu para mediar a disputa entre Teerã e Riad, numa tentativa de evitar que o aumento das tensões sectárias comprometa a cooperação dos países no combate ao grupo extremista Estado Islâmico.

— Temos que dar fim ao agravamento das tensões e não permitir que inimigos da região e do Islã levem o Oriente Médio a uma guerra na qual todos perderiam — afirmou o chanceler iraquiano, Ibrahim al-Jaafari.

Em manifestação em Bagdá, xiitas protestam contra execução do clérigo Nimr al-Nimr na Arábia Saudita – KHALID AL MOUSILY / REUTERS

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ira-acusa-arabia-saudita-de-se-opor-esforcos-para-atenuar-tensoes-1-18418423#ixzz3wWOUPxEo

Tensão aumenta no Iêmen

A tensão aumenta no Iêmen depois dos rebeldes Houthis terem tomado controle de Taiz, a terceira maior cidade. Dezenas de pessoas saíram às ruas e, concentraram-se em frente a uma base militar, tentando bloquear o caminho dos elementos desta minoria xiita.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros saudita se reuniu, em Riade, com o seu homólogo britânico. Querem uma solução pacífica para o conflito mas, Saud al-Faisal, deixou claro que os países árabes tomarão as medidas necessárias para proteger a região.

A comunidade internacional está preocupada com a escalada da violência. O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu, em emergência, na noite de domingo. O enviado especial da ONU ao Iêmen lança o alerta:

“Qualquer facção que empurre o país em determinada direção estará a impulsionar um conflito prolongado com um cenário idêntico ao do Iraque, Líbia e Síria”, afirmou Jamal Benomar.

A situação tem vindo a deteriorar-se. Na última sexta-feira, um ataque suicida em uma mesquita matou quase meia centena de pessoas.

O Presidente deposto, refugiado em Aden, fala em “golpe de Estado”. A ONU diz que o país está “à beira da guerra civil”.

http://pt.euronews.com/2015/03/23/tensao-aumenta-no-iemen/