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Polícia de Israel prende mais um membro de célula do Hamas que explodiu ônibus em Jerusalém

Jerusalém (TPS) – O sexto membro de célula do Hamas responsável por explodir um ônibus israelense no mês passado, ferindo 20 pessoas, foi preso conforme detalhes revelados no domingo, 29/5, de manhã, pela Agência de Segurança de Israel (Shin Bet). A célula também havia planejado adicionalmente uma série de disparos e carros-bomba suicidas dentro e em volta de Jerusalém, de acordo com o Shin Bet.

Os agentes do Hamas detidos, todos da região de Belém, são: Muhammad Sami al-Hameed Al-Ezza, 26, Muhammad Issa Mahmoud Al-Barbari, 26, Muhammad Majdi Mustafa al-Ezza, 21, Ahmed Muhammad Mahmoud Mashaikh, 19, Ali Ahmed Muhammad Arouj, 30, e Said Osama Issa Harmas, 30.

Al-Hameed Al-Ezza e Al-Barbari também estavam supostamente envolvidos em um ataque a tiros em 2015, que não teve vítimas. Três deles cumpriram pena de prisão anteriormente por envolvimento em atividades terroristas.

Abdel Hamid Abu Srour, 19 anos, um dos responsáveis pelo atentado em 18 de abril, o que detonou um dispositivo explosivo no ônibus público número 12 em Jerusalém, ferindo 20 pessoas, morreu no hospital dois dias depois, devido aos seus ferimentos. Após o ataque, o grupo terrorista Hamas o saudou como um “mártir”.

O Shin Bet revelou agora que o bombardeio foi concebido como um ataque suicida– o Hamas supostamente ajudou a escrever o testamento de Abu Srour antes do bombardeio e tirou sua foto, presumivelmente para preparar um pôster em memória do “mártir”.

A investigação pelo Shin Bet revelou que o dispositivo explosivo improvisado foi fabricado por Al-Hameed Al-Ezza com materiais facilmente disponíveis e usando informações encontradas na Internet.

Os arquivos da investigação foram transferidos para a promotoria militar e são esperados indiciamentos nos próximos dias, juntamente com pedidos para manter os suspeitos sob custódia até o fim dos processos judiciais contra eles.

Fonte: TPS / Texto: Michael Bachner / Tradução: Alessandra Franco / Fotos: Hillel Maeir e Chur Uriel Nizri

TAZPIT BRASIL

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Países do Golfo declaram Hezbollah um grupo terrorista

O bloco de seis países árabes do Golfo Pérsico liderado pela Arábia Saudita declarou nesta quarta-feira o Hezbollah uma organização terrorista. O anúncio eleva a pressão sobre o grupo militante libanês, que luta na Síria ao lado do presidente Bashar al-Assad.

A decisão do Conselho de Cooperação do Golfo é tomada menos de duas semanas após a Arábia Saudita anunciar o corte de US$ 4 bilhões em ajuda para as forças de segurança libanesas. O reino e outros Estados do Golfo recomendaram que seus cidadãos deixem o Líbano, em um revés para a indústria do turismo no país.

Um comunicado do secretário-geral do conselho, Abdullatif al-Zayani disse que o bloco decidiu implementar a designação de terrorista por causa dos atos hostis do Hezbollah contra integrantes do grupo. A autoridade disse que a designação vale para o grupo militante, bem como para seus líderes, suas facções e seus afiliados.

Al-Zayani acusou o Hezbollah de buscar novos integrantes dentro dos países do Golfo. Também disse que o grupo incita a desordem e a violência.

O Conselho de Cooperação do Golfo é formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Catar, Bahrein e Omã.

O movimento xiita do Hezbollah possui tanto um braço político quanto um militar. O Líbano sofreu uma série de ataques militantes nos últimos anos ligados à guerra na vizinha Síria.

Os EUA já consideram o Hezbollah um grupo terrorista. A União Europeia, por sua vez, lista apenas o braço militar do grupo como uma organização terrorista.

A decisão anunciada nesta quarta-feira pelos países do Golfo reflete as maiores divisões regionais entre a Arábia Saudita, sunita, e o Irã xiita, que apoia o Hezbollah. Fonte: Associated Press.

http://www.dgabc.com.br/%28X%281%29S%28iokzahtujk5ywv51icfmigiz%29%29/Noticia/1810936/paises-do-golfo-declaram-hezbollah-um-grupo-terrorista

Um jihadista no Brasil

Um xeique saudita que foi proibido de entrar em trinta países da Europa e é acusado de aliciar jovens para o Estado Islâmico pregou no país em janeiro.

O Estado Islâmico já atraiu mais de 30 000 jovens de 100 países para engrossar as fileiras de seu exército terrorista, desde 2014. O chamado para que muçulmanos que vivem no Ocidente lutem na guerra que espalha destruição e morte no Iraque e na Síria ou participem de atentados em seu próprio país geralmente começa com a pregação, pela internet ou em mesquitas, de líderes religiosos radicais, que apresentam a morte em nome da religião como algo altamente recomendável para quem quer provar o comprometimento com o Islã. Assim foram recrutados os jovens que perpetraram os ataques de janeiro e novembro do ano passado em Paris. A mesma estratégia de aliciamento religioso levou um casal de muçulmanos que vivia na cidade americana de São Bernardino a matar catorze pessoas em nome da jihad, a guerra santa. O Brasil não está imune à atuação dos pregadores radicais. No mês passado, entre 18 e 28 de janeiro, o xeique saudita Muhammad al-Arifi pregou a jovens e crianças muçulmanos em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Considerado um dos muçulmanos mais influentes do mundo, Al-Arifi é tratado na Europa como uma ameaça proporcional ao seu sucesso.

O clérigo de 45 anos entrou no radar dos serviços de inteligência europeus com a deflagração da guerra civil na Síria, em 2011. Ele passou a usar a internet para defender a reação violenta dos sunitas contra o regime de Bashar Assad, pertencente à minoria alauita, alinhada com o ramo xiita do islamismo. “É garantida a permissão para lutar àqueles que estão sendo perseguidos. Vocês estão no front, mas nós iremos se­gui-los e lutaremos com vocês”, disse o clérigo em uma de suas manifestações. Al-Arifi possui o maior número de seguidores nas redes sociais do Oriente Médio e suas declarações têm a força de um canhão. Ele contabiliza 14,3 milhões de fãs no Twitter e 21 milhões no Facebook. Em 2013, disse em uma conferência de apoio às forças anti-Assad que “os xiitas são infiéis que devem ser mortos”. Presente à conferência estava o então presidente egípcio Mohamed Morsi, integrante do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana, que foi deposto em um golpe militar no mês seguinte.

Em 2012, durante uma das frequentes visitas que fez ao Reino Unido, Al-Arifi pregou aos muçulmanos da mesquita Al Manar Centre, em Cardiff, capital do País de Gales. O discurso incandescente do saudita foi acompanhado por agentes de segurança britânicos, que detectaram o risco potencial do clérigo. Sua retórica exaltava a nobreza dos muçulmanos que ofereciam a vida em combates em nome do Islã. Dois anos depois, o jovem Reyaad Khan e os irmãos Nasser e Aseel Muthana, que estavam na plateia de Al-Arifi, apareceram em um dos vídeos de propaganda do Estado Islâmico. Khan, de 21 anos, morreu em julho do ano passado em um ataque com drone realizado pela Inglaterra. A constatação de que suas mensagens em favor da jihad podem ter levado os ingleses a se alistar nas fileiras do EI fez com que o governo inglês proibisse, em 2012, a entrada de Al-Arifi no Reino Unido, alegando que ele “representava uma ameaça à segurança”.

Membro da vertente sunita do islamismo, Al-Arifi é um expoente do wahabismo, que surgiu na Arábia Saudita no século XVIII e promove a leitura estrita e literal do Corão. O wahabismo é a matriz ideológica de organizações terroristas como a Al Qaeda, o Boko Haram, da Nigéria, e o Estado Islâmico. Muçulmanos mais moderados, como o xeique Zane Abdo, do Centro Islâmico de South Wales, em Cardiff, vetaram a presença de Al-Arifi na mesquita. Até no Marrocos, um país de maioria muçulmana, Al-Arifi foi hostilizado e cancelou a visita. Em 2012, organizações de direitos humanos da Suíça denunciaram a visita iminente de Al-Arifi ao país. O governo suíço se convenceu de que as pregações de Al-Arifi feriam a lei por fazer apologia da violação dos direitos das mulheres, da homofobia e do antissemitismo. Por causa desse parecer, as autoridades emitiram uma ordem proibindo sua entrada no país, decisão que alcançou os outros 25 países signatários do Acordo Schengen, de livre trânsito entre as fronteiras.

Em São Paulo, Al-Arifi visitou a Liga Juventude Islâmica Mesquita do Pari, localizada na região central da capital. Ele participou das orações e fez palestras para os fiéis. Seu anfitrião, o xeique brasileiro Rodrigo Rodrigues, reagiu com indignação às acusações que pesam contra Al-Arifi. Procurado por VEJA, Rodrigues negou que o colega tenha um discurso radical e sugeriu que o saudita é vítima de uma campanha difamatória e de perseguição de países como a Inglaterra. Segundo um frequentador do templo, em nenhuma das palestras públicas Al-Arifi deu mostras de radicalismo. Mas nos encontros pessoais, nos quais era apresentado ou falava rapidamente com alguns brasileiros convertidos, ele fazia uma abordagem mais contundente. Al-Arifi dizia: “Você é um bom muçulmano?”. Ao ouvir um “sim”, ele completava: “Então, diga-me qual é a sua jihad”. Depois de ouvir as explicações sobre o esforço que cada um dizia fazer, ele parabenizava, mas fazia uma ressalva enigmática: “Nunca se esqueça daqueles irmãos que literalmente dão a vida pela religião”.

Al-Arifi visitou também a favela Cultura Física, na cidade de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O saudita foi apresentado ao rapper César Rosalino, que, depois de transitar pelo budismo, pela umbanda e pelo pentecostalismo, converteu-se ao Islã e adotou o nome de Abdul al Qadir. Al-Arifi foi conhecer uma casa de oração na qual se reúnem moradores que abraçaram o discurso de transformação social que o rapper associou à religião. Vivendo da venda de roupas estampadas artesanalmente com os símbolos de organizações terroristas como Hammas e Jihad Islâmica, Al Qadir proporcionou ao saudita um dos pontos altos da visita ao Brasil. De acordo com um participante do encontro, Al-Arifi ficou bastante interessado em patrocinar a expansão de mussalas – as casas de oração que não possuem a liderança de um xeique – como forma de difusão do islamismo no Brasil.

Como a versão do Islã almejada por Al-Arifi é de uma religião de intolerância e violência, o interesse dele pelo Brasil não deve ser ignorado pelas autoridades. Segundo um policial federal que atua no monitoramento de extremistas, não é por acaso que o saudita visitou áreas socialmente vulneráveis e conflagradas, como as favelas. Os estudos mais recentes com convertidos no Ocidente mostram que a combinação de fatores como a busca por reconhecimento social e a revolta natural da juventude está na origem do processo de radicalização islâmica. Na Europa, muitos dos que acabaram se juntando ao Estado Islâmico tinham problemas com drogas ou participavam de pequenos delitos antes de canalizar suas frustrações pessoais para a violência religiosa.

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/um-jihadista-no-brasil

Palestino morre após explosão de bomba que usaria em ataque a Israel

Alvo seria uma base israelense próxima de aldeia em Jerusalém Oriental.
Ativistas declararam três dias de luto em homenagem ao jovem de 17 anos.

Um palestino de 17 anos, morador da aldeia de Abu Dis, em Jerusalém Oriental, morreu neste domingo (24) após a explosão de uma bomba que seria usada por ele para atacar uma base israelense próxima, informou a imprensa local.

De acordo com fontes palestinas citadas pelo jornal “Ha’aretz”, o incidente ocorreu nas imediações de um posto de controle da Polícia de Fronteiras de Israel em Abu Dis. Já a emissora pública de rádio de Israel informou que a bomba explodiu nas mãos do agressor quando ele se dirigia para perto da base.

Por enquanto, não se sabe o motivo da deflagração do explosivo e se o menor, identificado como Nabil Halabiya, planejava jogar o artefato dentro do posto de controle.

De acordo com a Crescente Vermelha da Palestina, equivalente local da Cruz Vermelha, durante horas os serviços médicos não puderam se aproximar do local onde estava o corpo do jovem.

Os restos mortais foram levados a um hospital da aldeia palestina. A família afirmou que o enterro ocorrerá ainda na manhã deste domingo, enquanto ativistas declararam três dias de luto em homenagem ao jovem.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/palestino-morre-apos-explosao-de-bomba-que-usaria-em-ataque-israel.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

Brasil apura medidas antiterrorismo após caso de condenado

Mercadante diz que físico deveria ter sido barrado em 2013; professor acusado de terrorismo fala em ‘acusações fabricadas’.

BRASÍLIA E RIO – Investigado pela Polícia Federal, o físico Adlène Hicheur nem deveria ter entrado no país. A declaração contundente é do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que afirmou que o hoje professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) deveria ter sido barrado ao chegar no Brasil em 2013. Mercadante acompanha o caso do professor, divulgado pela revista “Época”, desde setembro, quando recebeu pedido de auxílio da Polícia Federal ainda como titular da Casa Civil. Hicheur, por sua vez, alega que o processo em que foi condenado por terrorismo na França foi fabricado.

— Lógico que deveria ter sido bloqueado (o acesso dele ao país). Uma pessoa que teve aqueles e-mails que foram publicados, que foi condenada por prática de terrorismo, não nos interessa para ser professor no Brasil. Não há nenhum interesse nesse tipo de perfil — disse, descartando, no entanto, qualquer movimento do governo para desligá-lo ou afastá-lo da universidade. — O currículo acadêmico dele e a produção científica preenchem todas as exigências. É um pesquisador altamente qualificado. O problema não é se ele é professor, engenheiro, estudante. Se há indicio de alguém que teve, como no caso dele, condenação ou envolvimento com práticas terroristas, você tem que bloquear na entrada.

Para julgá-lo, a polícia francesa se baseou em mensagens trocadas por Hicheur com um usuário que usava o pseudônimo Phenix Shadow — que seria Mustapha Debchi, apontado pelo governo como membro da al-Qaeda na Argélia. Nos e-mails, os dois mencionavam assassinatos, ataques a embaixadas e potenciais alvos, entre outros conteúdos suspeitos. Detido, ele cumpriu dois anos e meio de prisão.

Embora a universidade que hoje emprega o físico seja federal, Mercadante disse que cabe ao Ministério da Justiça e à Advocacia Geral da União tomar providências em relação ao franco-argelino. Agentes da Divisão de Antiterrorismo da Diretoria de Inteligência (DIP) da Polícia Federal de Brasília o monitoram há pelo menos seis meses.

Segundo o ministro, embora não tenha tradição de conflitos, o Brasil pode sofrer atos terroristas durante as Olimpíadas, por ser um evento de repercussão mundial.

— É o evento de maior impacto midiático do mundo, a maior audiência de todos os eventos é a abertura das Olimpíadas. O Brasil não é alvo, mas pode ser palco.

‘Uma pessoa condenada por prática de terrorismo, não nos interessa para ser professor no Brasil’, afirmou ministro da Educação, Aloizio Mercadante sobre o físico Adlène Hicheur – Ailton de Freitas / Agência O Globo
Em dois endereços cariocas onde antes era fácil encontrá-lo, Hicheur não foi localizado ontem. Procurado por telefone, também negou-se a comentar o assunto e desligou rapidamente. Em carta enviada por e-mail ao Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), à qual o GLOBO teve acesso, Hicheur sustenta que a acusação francesa não conseguiu apresentar provas materiais para sustentar seus argumentos.

“Eu fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa foram minhas visitas aos chamados websites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso.”

Especialista em física das partículas elementares, ele fazia parte da equipe da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em Genebra, na Suíça, onde está proibido de voltar até 2018. A “Época” teve acesso a 35 e-mails trocados entre o físico e o jihadista. Em um deles, Phenix fez uma abordagem sem rodeios: “Caro irmão, vamos direto ao ponto: você está disposto a trabalhar em uma unidade de ativação na França?”. Cinco dias depois, a resposta. “Sim, claro”.

Ações seriam fabricadas

Ontem, Hicheur declarou-se inocente e denunciou abusos durante o período em que esteve sob custódia na França.

“O caso foi fabricado usando-se partes pinçadas de uma conversa virtual com o objetivo de mostrar que haveria uma tentação de considerar a violência como solução para conflitos internacionais em países árabes e muçulmanos como Iraque ou Afeganistão.”

A PF passou a investigá-lo após uma reportagem da TV CNN de 2015 numa mesquita no Rio, em que um frequentador defendia os ataques ao semanário “Charlie Hebdo” e levantava a camisa, revelando um símbolo do Estado Islâmico.

Com a descoberta de que Hicheur também frequentava o templo, ele passou a ser monitorado, e seu escritório na UFRJ e o apartamento na Tijuca foram revistados. A ação, no entanto, é considerada comum, segundo policiais federais consultados pelo GLOBO, e não envolve apenas o físico. O trabalho tem a participação de outras agências de Inteligência e atinge estrangeiros com passagem pela polícia e brasileiros considerados “simpáticos” a grupos terroristas. Como a investigação da PF estava sob sigilo, segundo Mercadante, ele não conversou, até agora, com nenhuma autoridade da UFRJ.
Investigado. Físico cumpriu pena por troca de mensagens com terrorista – Reprodução
Na carta, o físico sustenta que a “Polícia Federal no Brasil não tem nada contra” ele e nega qualquer ligação com o ocorrido na mesquita, ressaltando que não estava no local no dia. Ainda no documento, Hicheur argumenta que “estava muito doente durante todo o período do alegado crime de ‘associação com transgressores’”.

Ele destacou que teve apoio da comunidade científica no processo e que tem lutado para se recuperar de uma experiência “terrível”. O pesquisador é líder em diversos estudos do laboratório e respeitado pelos colegas. Em 2012, um comitê de apoio na França reuniu milhares de assinaturas pedindo sua libertação. Ontem, o documento foi enviado junto a uma carta assinada por Ignacio Bediaga, coordenador de Física Experimental de Altas Energias do CBPF — que classificou o processo contra Hicheur de arbitrário.

“À época da sua prisão, pudemos observar que as opiniões dos nossos colaboradores europeus ficaram divididas. Entretanto, após dois anos de encarceramento, sem acusação definida, houve um consenso entre os nossos colegas da arbitrariedade da ação da polícia francesa e do próprio julgamento.”

No Laboratório de Física de Partículas Elementares, onde trabalha, o franco-argelino não apareceu para tocar as pesquisas. Também não frequenta há duas semanas a Mesquita da Luz, na Tijuca, onde costumava fazer orações. Ex-secretário do templo, Fernando Celino aposta que diante da exposição, Hicheur pode até sair do país:

— Acho que pode ser que ele vá embora. É uma pessoa muito reservada, só três ou quatro fiéis tinham convívio mais próximo.

Colaborou Paula Ferreira

Read more: http://oglobo.globo.com/mundo/brasil-apura-medidas-antiterrorismo-apos-caso-de-condenado-18453441#ixzz3x5Z9nLVB

 

Professor da UFRJ investigado por terrorismo é elogiado por colegas

Preso na França,  foi convidado para trabalhar no Brasil.

O franco-argelino Adlène Hicheur é alvo de investigações da Polícia Federal, mas a qualidade seu trabalho, segundo seus colegas brasileiros, paira acima de qualquer suspeita. Embora a condenação por atividade terrorista na França tenha provocado seu afastamento do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), cientistas da instituição intermediaram sua vinda para o Rio, em 2013, onde retomou seus projetos no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

De acordo com o diretor do centro, Ronald Shellard, o Ministério das Relações Exteriores estava ciente dos problemas de Hicheur com a Justiça.

— Liguei para o Itamaraty e alertei sobre todos os fatos, porque não queria trazer um problema para cá — explica. — Ele veio por volta de 2013 e trabalhou dois anos aqui. Fez trabalhos relevantes e seu grupo estava muito satisfeito, tanto que depois conseguiu um emprego na UFRJ. Nossa posição é de que nos envolvemos com uma pessoa cujo desempenho era elogiado aqui e no Cern.

Hicheur, segundo Shellard, tem parentes na Europa e os visita regularmente. Nunca passou por constrangimentos com seus colegas de trabalho, que sabiam de sua prisão.

— Há coisas sobre as quais não se faz alarde, mas que também não se escondem. Agora, com a exposição na mídia, ele está numa posição complicada.

Shellard afirma que o colega estava na Europa quando um extremista muçulmano mostrou uma camisa com o símbolo do Estado Islâmico na mesquita que costuma frequentar, na Tijuca, logo após os atentados contra o semanário satírico “Charlie Hebdo” em Paris, em janeiro de 2015. Segundo Shellard, o homem não era frequentador da mesquita — teria ido lá apenas naquela vez.

— O Adlène tornou-se um caso célebre porque as evidências (da prisão) foram baseadas apenas na internet. As acusações só foram formuladas na época em que foi solto, aí houve um julgamento sobre a pena que ele já tinha cumprido.

Procurado para confirmar a autorização das atividades profissionais de Hicheur no Brasil, o Itamaraty declarou que é preciso verificar a situação com as instituições governamentais envolvidas na concessão do visto de trabalho. Hoje, Hicheur trabalha no Instituto de Física da UFRJ, que informou ter checado o visto na época. O professor Leandro de Paula, colega na universidade, diz que o franco-argelino “nunca negou” os e-mails que o incriminaram:

— É um pesquisador excelente. Sei que a reitoria tem uma série de documentações legais. Mas não sei se conhecem a sua história.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/professor-da-ufrj-investigado-por-terrorismo-elogiado-por-colegas-18446526#ixzz3wx95qXkV

Exclusivo: um terrorista no Brasil

Condenado por planejar atentados terroristas na França, Adlène Hicheur hoje vive como professor no Brasil, para onde veio com bolsa do governo federal e é investigado pela PF.

De sandálias de couro, instalado numa sala pequena no 3º andar do departamento de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o físico Adlène Hicheur, 39 anos, tem o physique du rôle atribuído aos cientistas. É magro, tem olheiras profundas e trabalha em uma pequena escrivaninha aboletada de livros. Disciplinado, Hicheur, toda sexta-feira, se desloca para fazer suas orações numa mesquita na zona norte do Rio de Janeiro. Argelino de nascimento e naturalizado francês, Hicheur tem um segredo em sua biografia que o pôs sob investigação da Polícia Federal brasileira. Em 2009, ele foi preso e condenado na França a cinco anos de detenção pela acusação de planejar atentados terroristas.

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Até ser preso, Hicheur era considerado um cientista brilhante, especialista em física das partículas elementares. Ele integrava a equipe da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear(CERN, na sigla em francês) que mantém emGenebra, na Suíça, o maior laboratório de aceleração de partículas do mundo, uma espécie de santuário para os PhDs da área. Em 2009, ele teve uma crise de dores na coluna, tirou uma licença médica e foi para a casa dos pais, na França. Lá, passou a frequentar um fórum na internet usado por jihadistas e a trocar mensagens com um interlocutor apelidado de “Phenix Shadow” (fênix da sombra, numa tradução literal). Sob essa alcunha, escondia-se a identidade deMustapha Debchi, apontado pelo governo francês como um membro da Al Qaeda na Argélia.

O site já era investigado pela polícia francesa, que identificou potencial de risco nas mensagens enviadas por Adlène Hicheur e passou a monitorá-lo. ÉPOCA obteve os 35 e-mails trocados
por ele e decriptografados pela inteligência francesa. Eles usavam um programa de criptografia chamado Asrar, criado pela Al-Qaeda para trocar informações e armazenar conversas sigilosas.
As mensagens entre “Phenix Shadow” e Hicheur começaram genéricas. “Phenix Shadow” menciona o governo do então presidente francês Nicolas Sarkozy, para quem, diz ele, a sua hora chegaria “em breve”. Na sequência, “Phenix” pergunta a Hicheur se ele estaria disposto a fazer um ataque suicida. Recebe uma negativa como resposta. Ao longo da conversa, “Phenix” fez uma abordagem sem rodeios a Hicheur: “Caro irmão, vamos direto ao ponto: você está disposto a trabalhar em uma unidade de ativação na França? Que tipo de ajuda poderíamos te dar para que isso seja feito? Quais são suas sugestões?”.

>> Saiba mais: A Europa deve aumentar os ataques contra o Estado Islâmico?

A resposta de Hicheur veio cinco dias depois. “Sim, claro”. Ele esclarece ainda que planejava deixar a Europa nos próximos anos, mas que poderia rever o plano. Para permanecer, Adlène Hicheur colocou uma condição: a criação de uma estratégia precisa: “Trabalhar no seio da casa do inimigo central e esvaziar o sangue de suas forças”. Para o plano da “unidade de ativação” na França, Hicheur sugere diversos alvos. “Precisamos trabalhar para acelerar a recessão econômica, ou seja, atingir as indústrias vitais do inimigo e as grandes empresas, como Total, British Petroleum, Suez”, escreveu Hicheur, que também menciona também ataques a embaixadas. Os alvos seriam os governos que ele classificou de “incrédulos”: “Executar assassinatos com objetivos bem estudados: personalidades europeias ou personalidades bem definidas que pertençam aos regimes incrédulos (em embaixadas e consulados, por exemplo)”.

Fiéis durante oração na Mesquita da Luz (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)Fiéis durante oração na Mesquita da Luz (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

Com mensagens tão claras, a polícia francesa decidiu prender Hicheur. Afastou-se a possibilidade de que a conversa seria apenas uma postura crítica ao governo – ou o exercício da liberdade de expressão. A polícia ainda encontrou em seu computador um arquivo criptografado no qual se discutia o envio de € 8.000 euros para a Al Qaeda. Ao ser preso, ele disse que era um “bode expiatório”. Muitos de seus colegas ficaram ao seu lado. Em uma carta enviada em 2011 para Sarkozy, um grupo de cientistas questionou a prisão de Hicheur. Imaginavam que o franco-argelino era apenas um usuário a mais navegando em fóruns na internet. Naquele momento, contudo, a polícia francesa ainda não tinha divulgado os e-mails sobre os ataques, que nunca foram desmentidos por Hicheur e revelaram-se decisivos para que a Justiça francesa o condenasse como terrorista.

>> Saiba mais: A escatologia apocalíptica do Estado Islâmico

Em 2012, o caso de Hicheur foi citado num estudo da ONU sobre o uso da internet em atentados terroristas. Virou exemplo das “diferentes formas em que a internet pode ser usada para facilitar a preparação de atos de terrorismo, incluindo comunicações entre organizações que promovem o extremismo violento”. Depois de obter a liberdade condicional, em 2012, Hicheur dedicou-se a duas coisas: mudar informações na Wikipedia a seu respeito, que mencionam  o caso de terrorismo, e a tentar recuperar o emprego no CERN. Ele foi barrado, porém, pela polícia suíça. Em abril de 2015, ao julgar um recurso de Hicheur, a Justiça suíça manteve a proibição da presença do cientista no país até abril de 2018. “A gravidade dos fatos leva o tribunal a considerar que a manutenção da interdição de entrada se justifica por motivos ligados à segurança interior e exterior da Suíça. As atividades executadas pelo recorrente são, com efeito, objetivamente de uma gravidade suficiente para justificar a decisão de afastamento”, diz a decisão da Justiça.

>> Saiba mais: Após atentados do Estado Islâmico, a vida boêmia de Paris perde a luz

O que a Suíça considerou grave não foi impedimento para que Hicheur viesse para o Brasil, onde ele entrou em 2013 depois de obter uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq). O órgão diz que, ao contratar, faz “análise baseada no mérito científico da proposta e no currículo do candidato”. Desde então, Hicheur vive no Rio e tem visto de trabalho  garantido pela Universidade Federal do Rio Janeiro até julho deste ano. Entre 2013 e 2014, Hicheur recebeu R$ 56 mil como bolsista do CNPq. Depois, tornou-se professor visitante da UFRJ, com salário de R$ 11 mil por mês. Questionada porÉPOCA sobre os antecedentes de Hicheur, a UFRJ disse que a sua contratação seguiu as normas usuais para professores visitantes estrangeiros, de quem são exigidos passaporte com visto.

Mohamed Zeinhom Abdiem, presidente da Mesquita da Luz (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)Mohamed Zeinhom Abdiem, presidente da Mesquita da Luz (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)

No Brasil, Hicheur leva uma vida discreta. Mas isso não impediu que ele virasse alvo de uma operação secreta do grupo antiterrorismo da PF, em outubro. Sua casa e seu laboratório na UFRJ sofreram uma busca e apreensão, com autorização da Justiça. A investigação da PF começou quase por acaso – depois de uma reportagem da CNN em espanhol, que entrevistou frequentadores de uma mesquita no Rio de Janeiro sobre o atentado ao semanário Charlie Hedbo, em Paris, em janeiro de 2015, que deixou 12 mortos. Durante a reportagem, um dos entrevistados defendeu o ataque e tirou a camisa. Por baixo, ele estampava outra roupa com o símbolo do Estado Islâmico. Na tentativa de identificar o autor da mensagem pró-terrorismo, a PF descobriu que Hicheur frequentava a mesquita. O cientista passou então a ser um alvo prioritário da polícia, que apura se há ligações dele com o ato registrado no vídeo. ÉPOCAdescobriu que Hicheur procurou o Ministério da Justiça, em setembro de 2014, para pedir a alteração da sua nacionalidade, no visto de permanência no Brasil, de francesa para argelina. Isso significa que, no caso de uma expulsão de Hicheur do Brasil, ele seria deportado para a Argélia e não para a França, onde foi condenado.

Uma das listas da Interpol, a polícia internacional, é a chamada difusão verde, com informes sobre pessoas que já cometeram crimes e que representam uma ameaça. ÉPOCAquestionou a embaixada da França em Brasília se Hicheur foi alvo de comunicações desse gênero e se outros países foram informados da condenação, como forma de fazer controle na fronteira – a exemplo do que fez a Suíça. A embaixada não se pronunciou especificamente sobre o caso. “A Embaixada da França não se manifestará sobre a situação atual do senhor Adlène Hicheur”. De acordo com a nota, “tratando-se da luta contra o terrorismo, as autoridades francesas competentes mantêm um diálogo estreito, direto e útil com as autoridades brasileiras competentes”. A instituição informou ainda que, como ele tem nacionalidade francesa, ele não está impedido de voltar à França.

No Rio, Adlène Hicheur mora em um prédio de quatro andares de classe média numa rua tranquila do bairro da Tijuca. Por ainda tropeçar na língua portuguesa, o porteiro tem dificuldades para compreendê-lo e, sem gravar o nome do inquilino, o identifica “como um rapaz barbudinho” que costuma sair por volta das 7h e só voltar à noite. Segundo vizinhos, houve uma mudança brusca na rotina do cientista, que mandou um familiar de volta para a Europa e passou a viver sozinho. Na UFRJ, Hicheur ocupa uma sala pequena no final de um corredor mal iluminado, no terceiro andar do Instituto de Física. ÉPOCA o localizou lá no começo da tarde da última quinta-feira. A surpresa da visita o deixou nervoso. Começou a tremer e se recusou a dar entrevista. “Não posso falar e gostaria de ser deixado em paz. Se você escrever ou falar qualquer coisa, você não imagina as consequências para você e para mim. É só isso”, disse o professor, sem explicar a que se referia exatamente. “Esse tipo de assunto hoje em dia não é assunto tratado de maneira analítica e com razão. Estamos numa época de histeria”, afirmou. “Eu decidi não falar nada só para reconstruir minha vida. Não é porque eu não tenha razão. Eu tenho razão. Tenho muita coisa para falar. Mas deixa o tempo falar sobre isso.” Em seguida, acrescentou: “Não sou uma pessoa pública. Estou protegendo minha vida privada e de minha família. Não tenho qualquer  impacto sobre o destino do mundo.” Por fim, deixou uma incógnita no ar sobre a operação de busca e apreensão feita pela PF em sua casa e no laboratório da universidade: “Sua informação não vem da Polícia Federal. São eles que contataram você (de ÉPOCA)”. Ele não esclareceu quem seriam “eles”.

Os líderes da Mesquita da Luz, no Rio, querem que a Polícia Federal descubra a identidade e o paradeiro do homem que se manifestou a favor de terroristas, dentro do templo, logo após o atentado contra o Charlie Hebdo no ano passado. A Sociedade Muçulmana do Rio de Janeiro, responsável pela mesquita, tem repudiado publicamente os ataques do Estado Islâmico, em especial o que ocorreu de novembro passado em Paris. Para o presidente da entidade, Mohamed Zeinhom Abdien,  muitas pessoas não distinguem terroristas dos seguidores do islamismo e isso aumenta a estigmatização dos muçulmanos. “Denunciamos a ação do simpatizante do Estado Islâmico à Polícia Federal. Queremos mostrar que a gente não concorda com essas coisas. Nossa religião não é essa. Queremos viver em paz com o próximo”, diz Abdien, que não foi informado sobre o resultado da investigação pela PF.

A investigação da PF sobre Adlène é baseada na suspeita de incitação ao crime e propaganda em favor da guerra. Embora a Constituição de 1988 cite terrorismo, até hoje o Congresso Nacional não criou uma lei para classificar o que seria um ataque terrorista. Por isso, as investigações sobre ameaças terroristas no Brasil têm de se basear em crimes laterais, sempre com penas mais brandas. Com os ataques a Paris em novembro, ganhou força a discussão de um projeto de lei para enfim criminalizar o terrorismo. Mas, por causa da situação política atribulada do país, sua votação pela Câmara ficou para este ano – se o debate sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff não atrapalhar. O projeto prevê penas duras para quem executar, financiar, preparar ou fazer apologia a atos terroristas. Há um ponto específico que interessa aos especialistas em terrorismo: o combate aos chamados “atos preparatórios”. Ou seja, planejar – antes mesmo de executar um atentado – já será considerado crime. Com esse enquadramento, as autoridades policiais esperam viabilizar operações para que os atentados sejam evitados. Se a nova lei for aprovada, mensagens como a de Hicheur (“executar assassinatos com objetivos bem estudados”) possivelmente teriam o mesmo entendimento dado pela Justiça francesa. Hoje, contudo, há um vácuo jurídico. No ano passado, a PF realizou pelo menos quatro operações antiterrorismo, sempre baseadas em crimes menores. Enquanto as Olimpíadas se aproximam e o Congresso não se apressa em votar uma legislação anti-terror, o Brasil vive uma situação diferente de outros países: combate um terrorismo sem dispor de uma lei.

infográfico - terrorismo - Adlène Hicheur (Foto:  )

Terror regressa a Paris: robô verifica o corpo de um fanático do ISIS para verificar presença de explosivos depois que ele foi morto a tiros enquanto corria em direção a estação de polícia usando um falso colete suicida

  • Sallah Ali morto a tiros hoje por policiais em Barbes, norte de Paris
  • Ladrão condenado usava cinto de suicídio falso e ameaçou o policial com faca
  • Hoje é o aniversário de um ano do ataque do ataque terrorista ao Charlie Hebdo

Veja a cobertura completa de notícias e histórias de Paris 

Um marroquino portando faca e vestindo um cinto de suicídio falso foi morto tentando atacar uma delegacia de polícia em  Paris hoje  e estava carregando uma carta na qual ele prometeu lealdade ao Estado Islâmico.

Sallah Ali estava tentando entrar na estação de polícia em Barbes, norte de Paris, gritando “Allahu Akbar” e ameaçando funcionários com uma faca no aniversário dos ataques ao Charlie Hebdo.

O homem de 20 anos condenado por roubo carregava um telefone celular e uma folha de papel que mostrava a bandeira negra do ISIS – e reivindicações de responsabilidade escritas em árabe, de acordo com funcionários na França.

Morto a tiros: Sallah Ali estava tentando entrar na estação de polícia em Barbes, norte de Paris, gritando "Allahu Akbar" e ameaçando funcionários com uma faca no aniversário dos ataques Charlie Hebdo 

Morto a tiros: Sallah Ali estava tentando entrar na estação de polícia em Barbes, norte de Paris, gritando “Allahu Akbar” e ameaçando funcionários com uma faca no aniversário dos ataques ao Charlie Hebdo

Tomado fora: Ali, 20, estava carregando um telefone celular e uma folha de papel que mostra a bandeira negra do Estado Islâmico

Tomado fora: Ali, 20 anos, estava carregando um telefone celular e uma folha de papel que mostra a bandeira negra do Estado Islâmico

Investigação: Depois de pesquisar o corpo, a polícia francesa confirmou que o homem estava vestindo um cinto feito para se parecer com um colete suicida, mas que era uma farsa e não continha explosivos

Investigação: Depois de analisar o corpo, a polícia francesa confirmou que o homem estava vestindo um cinto feito para se parecer com um colete suicida, mas que era uma farsa e não continha explosivos.

O promotor de Paris Francois Molins disse: “Um telefone celular e um pedaço de papel em que aparecem o Daesh (ISIS) e uma reivindicação clara por escrito em árabe, foram encontrados no indivíduo.”

Uma fonte da polícia disse que Ali é originalmente de Casablanca, estava usando um cinto feito para se parecer com um colete suicida -, mas uma unidade antibomba, desde então, confirmou que era uma farsa.

A polícia impediu o tráfego de centenas de pessoas da região, que tem uma elevada percentagem de residentes com um fundo multi-étnico ou imigrante, em meio a temores de que outros ataques que poderia acontecer.

Um oficial da polícia de Paris disse que os policiais estão vendo o incidente fora da Goutte d’Or commissariat – perto do hub Gare du Nord Eurostar – como “mais provável terrorismo” do que um ato criminoso padrão.

Mais cedo, Luc Poignant, um funcionário do sindicato da polícia, disse que Ali vestia uma veste de explosivos, e gritou “Allahu Akbar” ou “Deus é grande” em árabe.

Uma testemunha disse que ouviu “dois ou três tiros ‘, esta manhã, antes do homem cair no chão. Foi dito  que Ali tinha “jurado fidelidade ‘para Abu Bakr al-Baghdadi, o recluso líder do ISIS.

Em 2013, Ali havia sido preso por roubo em Sainte-Maxime, o sofisticado balneário da Riviera Francesa. Suas impressões digitais foram registradas no momento.

Seu corpo, vestido de jeans, um casaco de estilo de combate cinza e botas pretas, pôde ser visto deitado em frente à delegacia até meados da tarde.

Alerta de terror: verifique polícia francesa um dos peões ao se proteger a área depois que o homem foi morto a tiro em Paris

Alerta de terror: polícia francesa protege a área depois que o homem foi morto a tiro em Paris

Isolaram: Armado patrulha policial francês perto do Boulevard de Barbes no norte de Paris após o tiroteio

Isolaram: patrulha policial francesa perto do Boulevard de Barbes no norte de Paris após o tiroteio

Chegando mais perto: Um robô bomba inspeciona o corpo para fora da delegacia de polícia em Barbes, Paris, e pelo menos uma dúzia de vans motim da polícia estavam bloqueando fora da área, no bairro Goutte d'Or

Chegando mais perto: Um robô bomba inspeciona o corpo fora da delegacia de polícia em Barbes, Paris, e pelo menos uma dúzia de vans da polícia estavam bloqueando a área, no bairro Goutte d’Or

Probe: Uma unidade antibomba investiga o corpo de Ali depois de relatos de que ele foi visto usando um "colete suicida '

“Ele estava claramente obcecado com Estado islâmico, e seus líderes”, disse uma fonte de investigação. “Isto está muito claro devido pedaço de papel encontrado. ‘

A fonte acrescentou: “Por volta das 11:30, o homem apareceu do lado de fora da delegacia de polícia e mostrou a sua faca de cozinha. Foi-lhe dito para voltar, mas recusou. Tiros foram disparados e morreu instantaneamente. ‘

Por volta de  13:00h, os especialistas antibomba podem ser vistos usando um dispositivo robótico para verificar o corpo de Ali para explosivos. Cães farejadores também estavam presentes.

Eles disseram ter encontrado um “pequeno pacote com fios elétricos pendurado fora dele”, disse outra fonte, que trabalha para a polícia de Paris.

O Goutte d’Or no bairro Barbes, o 18º arrondissement de Paris, foi bloqueado – como foram duas linhas de metro que atravessam a área, embora mais tarde reaberto.

Passageiros que chegam no Eurostar de Londres disseram que receberam instruções para ficar longe da área. Policiais armados podiam ser vistos para observar transeuntes, e especialmente os jovens homens de aparência Norte Africano.

Polícia expandiu seu cordão de segurança de uma hora depois do ataque, de forma rápida e aproximadamente dispersou  centenas de pessoas que se reuniram nas proximidades. Lojas foram orientados a fechar ao longo das ruas vizinhas.

Minutos antes do tiroteio, o presidente francês, François Hollande tinha homenageado os policiais mortos no cumprimento do dever, incluindo três policiais mortos a tiros durante os ataques de janeiro 7-9.

Fechar chamada: O tiroteio foi a apenas algumas milhas dos antigos escritórios de Charlie Hebdo que veio sob ataque há exatamente um ano

Fechar chamada: O tiroteio foi a apenas algumas milhas dos antigos escritórios de Charlie Hebdo que veio estar sob ataque há exatamente um ano

Na cena: Autoridades francesas dizem que o homem estava vestindo o que parece ter sido um colete de explosivos ou cinto, e a polícia está investigando o ataque como potencial terrorismo 

Na cena: Autoridades francesas dizem que o homem estava vestindo o que parece ter sido um colete de explosivos ou cinto, e a polícia está investigando o ataque como potencial terrorismo

Armado: Oficiais militares montam guarda perto da cena de tomada depois que o homem carregando uma faca tentou introduzir uma delegacia de polícia Paris na Goutte d'Or área, norte de Paris

Armado: Oficiais militares montam guarda perto da cena de tomada depois que o homem carregando uma faca tentou entrar  numa delegacia de polícia Paris na Goutte d’Or área, norte de Paris

Patrol: polícia francesa proteger a área após o tiroteio no norte de Paris pouco depois de 11:00 horário do Reino Unido hoje

Porque os Palestinos Amam Assassinos de Bebês

  • Samir Kuntar assassinou quatro israelenses. Einat Haran, uma menina de quatro anos, foi uma das vítimas. Kuntar esmagou a cabeça dela. Nesta semana Kuntar foi morto na Síria enquanto ajudava o Presidente Bashar Assad a cometer crimes contra seus próprios cidadãos.
  • Evidentemente o Sultão Abu Al-Einein, alto funcionário palestino, acredita que assassinar judeus não seja um “crime execrável”, mas matar um arquiterrorista, como Kuntar é sim um “crime execrável”.
  • Quando a Autoridade Palestina apoiada pelo Ocidente, endossa abertamente os terroristas, homenageando-os com nome de ruas, praças e escolas, os líderes palestinos estão sinalizando ao seu povo que assassinar judeus é um ato nobre e digno. Essa exibição de solidariedade para com um assassino de bebês é a consequência direta do ininterrupto incitamento tanto contra Israel quanto contra os judeus nas mesquitas, imprensa e redes sociais na Cisjordânia e Faixa de Gaza.
  • Nesta sociedade doente e deformada que os europeus compraram e estão pagando, qualquer um que assassine judeus é considerado um ídolo. Qualquer um que apóie a paz com Israel é imediatamente repudiado como “traidor”.

Samir Kuntar foi o terrorista que cometeu um dos ataques terroristas mais bárbaros que se pode imaginar. Em 22 de abril de 1979, Kuntar, na época com 16 anos de idade, assassinou quatro israelenses na cidade israelense de Nahariya. Einat Haran, uma menina de quatro anos, foi uma das vítimas. Kuntar esmagou a cabeça da menina após assassinar Danny, seu pai, de 31 anos.

Nesta semana Kuntar foi morto em uma explosão que destruiu seu apartamento, ao sul da capital síria, Damasco. Ele estava na Síria ajudando o Presidente Bashar Assad a cometer crimes contra os próprios cidadãos sírios. Kuntar também tinha sido enviado para a Síria, em parte em nome do grupo terrorista Hisbolá libanês apoiado pelos iranianos, com o objetivo de planejar ataques terroristas de grande vulto contra Israel, a partir do território sírio.

O terrorista libanês Samir Kuntar (esquerda) foi morto nesta semana na Síria. Kuntar assassinou quatro israelenses em 1979, incluindo Einat, Danny e Yael Haran (direita). O histórico sangrento de Kuntar o transformou em herói aos olhos de muitos palestinos de destaque.

Kuntar não era palestino. Ele era libanês druso. Essa peculiaridade não fez nenhuma diferença para que os palestinos o adorassem já que ele assassinava judeus. Os palestinos vão adorar qualquer um que cometa um ataque terrorista contra Israel ou contra judeus, como é o caso do terrorista japonês Kozo Okamoto, que chefiou o massacre de 1972 no aeroporto de Lod em Israel, no qual 24 pessoas foram assassinadas e mais de 70 ficaram feridas.

Aos olhos de muitos palestinos, o histórico de assassinatos de Kuntar, assim como o de Okamoto, o transformou em “mártir” e “herói”. Agora chora-se a morte do arquiterrorista na Cisjordânia e Faixa de Gaza como “combatente e herói nacional”, que sacrificou a própria vida em nome dos palestinos. É isso que muitos palestinos consideram seu exemplo: basta que se procure destruir Israel e assassinar judeus. É como se todos os muçulmanos da França idolatrassem os perpetradores dos massacres cometidos em 13 de novembro no estádio de futebol e no Teatro Bataclan de Paris e ainda se comprometessem a ser iguaizinhos a eles.

O caso de amor entre Kuntar e os palestinos começou há muitos anos, quando o terrorista cumpria pena em uma prisão israelense. Prisioneiros palestinos como Marwan Barghouti da Fatah e Ahmed Sa’dat, Secretário Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (PFLP em inglês), postavam orgulhosamente fotos ao lado de Kuntar. Barghouti está cumprindo cinco prisões perpétuas pelo seu papel em ataques terroristas com fatalidades contra judeus entre os anos de 2000 e 2006. Sa’dat está na cadeia pelo seu papel no assassinato a tiros do Ministro do Turismo de Israel Rehavam Ze’evi em um hotel em 2001.

Ao saber da morte de Kuntar, Barghouti, que é autoridade do alto escalão da facção “moderada” Fatah apoiada pelo Ocidente, publicou o seguinte discurso fúnebre: “mil saudações à sua alma. Nos encontraremos”.

Muito embora a Autoridade Palestina, controlada pela Fatah tenha evitado emitir comentários sobre o assassinato do terrorista libanês druso, os Websites da Fatah estão de luto, tecendoelogios a Kuntar, retratando-o como “herói” e “mártir”.

O Sultão Abu Al-Einein, alto funcionário da Fatah, próximo ao Presidente Mahmoud Abbas, que ao que tudo indica não apóia o assassinato de terroristas, repudiou o assassinato como um “crime execrável cometido por Israel”. Abu Al-Einein se pôs a enaltecer Kuntar como “mártir” que se doou à causa palestina desde os 16 anos. Não é de se admirar que o funcionário da Fatah evitou mencionar que Kuntar assassinou quatro israelenses com requintes de crueldade, incluindo uma menininha. Evidentemente Abu Al-Einein acredita que assassinar judeus não seja um “crime execrável”, mas matar um arquiterrorista, isso sim é um “crime execrável”, crime este que merece que toda a comunidade internacional puna os responsáveis!

Na Faixa de Gaza, horas depois que o terrorista foi morto na Síria, um pai palestino, Maher Huthut, anunciou que ele acabara de homenagear Samir Kuntar dando o seu nome ao bebê recém-nascido. Aparentemente o anúncio tinha como objetivo expressar a “gratidão” palestina pelos “sacrifícios” de Kuntar em nome dos palestinos. Em mais um sinal de amor por Kuntar, várias facções palestinas na Faixa de Gaza ergueram uma enorme tenda para receber condolências pela morte dele. Centenas de palestinos foram até a tenda para oferecer as sentidas condolências pela sua morte e muitos juraram seguir os passos de Kuntar.

As facções palestinas estão agora planejando uma operação da mesma natureza em Ramala, a apenas algumas centenas de metros do gabinete e residência do Presidente Mahmoud Abbas.

Essa enxurrada de pêsames e afeto dos palestinos por Kuntar não deveria surpreender ninguém. Os palestinos vêm há muito tempo enaltecendo terroristas e jihadistas que atacam e matam judeus, indiscriminadamente sejam eles soldados ou civis. Quando líderes palestinos, no caso a Autoridade Palestina apoiada pelo Ocidente, não o Hamas, endossam abertamente os terroristas, homenageando-os com nome de ruas, praças e escolas, eles estão sinalizando ao seu povo que assassinar judeus é uma tarefa nobre e digna e que é uma virtude repeti-la.

Francamente, é repugnante, mesmo como palestino, ver tantos compatriotas enlutados, tecendo tantos elogios a um homem que assassina bebês. Essa exibição de solidariedade para com um assassino de bebês e arquiterrorista é a consequência direta do ininterrupto incitamento tanto contra Israel quanto contra os judeus que acontece todos os dias nas mesquitas, imprensa e redes sociais na Cisjordânia e Faixa de Gaza. É exatamente esse ininterrupto incitamento e doutrinação que está levando jovens palestinos a pegarem em facas e saírem esfaqueando o primeiro judeu que encontrarem.

Malgrado o que os políticos europeus, que ajudam financeiramente os palestinos desejam imaginar, os líderes palestinos não estão educando seu povo à tolerância, não violência e à paz. Em vez disso, com o dinheiro doado por esses sonhadores europeus, que parecem imaginar que o mundo é uma enorme creche cheia de amor para dar, eles continuarão a envenenar corações e mentes de seu povo por meio de mentiras incendiárias e com a mais preconceituosa das retóricas.

Os europeus, responsáveis em grande parte pelo custeio desse veneno, deveriam ser informados que é isso que se faz com a generosidade deles. E é exatamente por isso que nenhum processo de paz com Israel jamais dará certo. Graças principalmente à benesse da ajuda financeira européia, que impede a maioria dos palestinos de pensarem em outra maneira de ganhar a vida, o terrorismo palestino se tornou um grande negócio! Os crédulos europeus possibilitaram que uma geração inteira fosse educada na glorificação de terroristas, como é o caso de Kuntar. Eu torço para que isso faça com que os europeus se sintam bem consigo mesmos.

Nesta sociedade doente e deformada que os europeus compraram e estão pagando, qualquer um que assassine judeus é considerado um ídolo. Por outro lado, qualquer um que apóie a paz com Israel é imediatamente repudiado como “traidor”. Já passou da hora dos europeus e de outros no Ocidente acordarem.

por Bassam Tawil

Bassam Tawil é um pesquisador estabelecido no Oriente Médio.

http://pt.gatestoneinstitute.org/7149/palestinos-assassinos-bebes

Palestino mata casal israelense a facadas e fere criança em Jerusalém

Ataque cometido por rapaz de 19 anos aconteceu no Muro das Lamentações; filho de dois anos do casal está fora de perigo.

Um palestino de 19 anos esfaqueou uma família israelense que estava no Muro das Lamentações neste sábado (03), provocando a morte do homem e de sua esposa. Ele também feriu o filho do casal, que tem dois anos, mas o menino está fora de perigo.

O ataque ocorreu na entrada do local em Jerusalém e deixou outros três feridos. Segundo o chefe da polícia da cidade, citado pela mídia local, o jovem atingiu primeiro o casal com facadas e depois, pegando a arma que estava com uma das vítimas, começou a disparar contra todos que estavam rezando.

A polícia chegou rapidamente ao posto e matou o rapaz. As primeiras informações apontam que o homem morava em um bairro de Ramala.