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Arábia Saudita anuncia trégua no Iêmen

Coalizão liderada por sauditas declara cessar-fogo unilateral de cinco dias para permitir que ajuda humanitária chegue ao país. Antes, porém, ao menos 80 pessoas morreram em ataques aéreos realizados em cidade iemenita.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou neste sábado (25/07) uma trégua unilateral de cinco dias na luta contra a milícia xiita houthi no Iêmen. O cessar-fogo, que vale a partir do primeiro minuto deste domingo, tem o objetivo de permitir a entrega de ajuda humanitária à população em dificuldade no país.

Em comunicado citado pela agência oficial saudita SPA, as forças de coalizão árabe afirmaram ainda que poderão retaliar qualquer violação da trégua promovida pela milícia xiita houthi. Segundo o documento, a pausa foi solicitada pelo presidente exilado do Iêmen, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi.

Os houthis pró-iranianos ainda não se pronunciaram sobre o anúncio dos sauditas, que iniciaram no final de março uma guerra contra o grupo rebelde para impedir que assumam o controle total do país vizinho, Iêmen.

Bombardeios deixam ao menos 80 mortos

Na manhã deste sábado, ao menos 80 pessoas morreram em ataques realizados pela coalizão árabe na cidade iemenita de Taiz. De acordo com fontes locais, os caças bombardearam o bairro residencial de Mokha, habitado principalmente por engenheiros e trabalhadores de uma usina elétrica da região.

No início deste mês, a ONU tentou mediar uma trégua no Iêmen, um dos países mais pobres do mundo árabe. O responsável pelas Nações Unidas no país, Ismail Ould Cheikh Ahmed, afirmou que visitará ainda neste sábado a Arábia Saudita para negociar a implementação de um cessar-fogo global no Iêmen.

De acordo com a ONU, cerca de 12,9 milhões de iemenitas cerca de metade da população do país necessitam de alimentos e outros tipos de ajuda humanitária. Segundo a organização, desde o final de março ao menos 3 mil pessoas morreram por causa do conflito.

http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/dw/2015/07/25/noticiasdw,3474826/arabia-saudita-anuncia-tregua-no-iemen.shtml

Ataque aéreo de coalizão no Iêmen deixa mortos após início de trégua

Ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita mataram 21 civis na capital do Iêmen, Sanaa, na manhã desta segunda-feira, disseram parentes de vítimas e médicos à Reuters, dois dias após o início de uma trégua humanitária intermediada pela Organização das Nações Unidas (ONU), não reconhecida por Riad.

“Três mísseis miraram no bairro, destruindo 15 casas, matando 21 pessoas e ferindo outras 45”, disse um morador.

Uma aliança liderada pela Arábia Sauditabombardeou a milícia houthi e Forças militares leais ao governo do ex-presidente Ali Abdullah Saleh desde 26 de março, com objetivo de expulsá-los de áreas no sul e centro do país e restaurar o governo exilado.

Os houthis, que são aliados ao Irã, principal rival regional de Riad, avançaram de sua fortaleza no norte há um ano, capturando a capital Sanaa em setembro, e seguiram para o sul neste ano, gerando os ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas no confronto e ataques aéreos até o momento, ampliando uma crise humanitária existente, mas os houthis e as Forças de Saleh permanecem no povoado lado ocidental do país.

A ONU intermediou uma pausa no confronto na sexta-feira para permitir a entrega de ajuda humanitária, mas a aliança liderada pela Arábia Saudita informou que não foi pedida pelo presidente exilado do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, para parar os ataques.

Pessoas buscam por sobreviventes em escombros de ataque em Sanaa  (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)Pessoas buscam por sobreviventes em escombros de ataque em Sanaa (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)

Menina chora após um bombardeio comandado pela Arábia Saudita matar o pai dela em Sana, capital do Iêmen. Ataques feitos na manhã desta segunda-feira (13) na cidade deixaram ao menos 21 civis mortos, segundo testemunhas (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)Menina chora após um bombardeio comandado pela Arábia Saudita matar o pai dela em Sanaa, capital do Iêmen (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)

Bombardeios aéreos violam trégua humanitária no Iêmen

A trégua humanitária em vigor há poucas horas no Iêmen foi violada neste sábado várias vezes por bombardeios da coalizão árabe, liderada por Riad, contra posições rebeldes e confrontos entre insurgentes e combatentes pró-goberno.

Segundo a ONU, 80% da população, ou seja 21 milhões de pessoas, precisa de ajuda ou proteção e mais de 10 milhões têm problemas para obter alimentos ou água potável em consequência da guerra, que já deixou mais de 3.200 mortos, metade deles civis, desde o fim de março.

Esta trégua é “nossa última esperança”, declarou à AFP a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PAM), Abeer Etefa. Na semana passada, o PAM conseguiu transportar 9.000 toneladas de alimentos a seu depósito no Iêmen e a agora precisa distribuir os mantimentos.

Aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita atacaram posições dos rebeldes na cidade de Taez, no centro do Iêmen, na manhã deste sábado, horas após o início de uma trégua no país, informaram testemunhas.

Dois rais atingiram posições dos rebeldes xiitas huthis na rua Arbaeen de Taez, onde prosseguiam os combates entre os insurgentes apoiados pelo Irã e combatentes fiéis ao presidente no exílio Rabbo Mansour Hadi, mesmo após o início do cessar-fogo.

A trégua humanitária entrou em vigor às 23h59 de sexta-feira (17h59 de Brasília), com o objetivo de permanecer até o fim do Ramadã, em 17 de julho, e possibilitar que uma ajuda de urgência chegue aos civis vítimas do violento conflito no país, que enfrenta a ameaça da fome.

O anúncio da trégua ocorreu oito dias após as Nações Unidas declararem no Iêmen o nível 3 de emergência humanitária, o maior em sua escala, com cerca da metade das regiões do país enfrentando uma crise alimentar.

“É imperativo e urgente que a ajuda humanitária chegue às pessoas vulneráveis do Iêmen sem obstáculos e através de uma pausa humanitária incondicional”, disse na quinta-feira o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, recebeu garantias dos rebeldes xiitas huthis e de outras partes de que a pausa seria respeitada completamente e que não iriam ocorrer violações de nenhum combatente sob seu comando.

O caos no Iêmen se aprofundou depois que a coalizão árabe lançou bombardeios no fim de março para evitar o avanço dos rebeldes huthis.

A Arábia Saudita e seus aliados do Golfo exigem que os huthis retrocedam no território tomado em sua ofensiva e que Abedrabbo Mansour Hadi volte ao poder.

https://br.noticias.yahoo.com/tr%C3%A9gua-humanit%C3%A1ria-entra-vigor-i%C3%AAmen-005013561.html

Coalizão árabe retoma bombardeios no Iêmen

Sauditas acusam rebeldes xiitas de terem aproveitado trégua para se reforçarem

SANAA – A coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita retomou os bombardeios aéreos no Iêmen e acusou os rebeldes xiitas de terem aproveitado a trégua humanitária de cinco dias para se reforçarem.

O final da trégua poderia complicar ainda mais a distribuição da ajuda humanitária que começou a chegar nos últimos dias ao país.

Os sauditas justificaram a retomada dos bombardeios tendo como base uma eventual violação da trégua por parte dos rebeldes xiitas houthis, apoiado pelo Irã.

— Não respeitaram a trégua humanitária. Por isso, fazemos o que tem que fazer — declarou o general da brigada Ahmen al Ariri, porta-voz da coalizão.

Segundo uma fonte diplomática ocidental, os sauditas consideraram que os rebeldes iemenitas aproveitaram o cessar-fogo para posicionar peças de artilharia e lança-foguetes perto da fronteira com a Arábia Saudita.

Pouco depois do fim da trégua, no domingo, os aviões da coalizão lançaram bombardeios contra posições rebeldes em Aden, a grande cidade do sul.

Anteriormente, os aviões atacaram os arredores do palácio presidencial e uma base das forças especiais, ambos controlados pelos rebeldes e seus aliados, militares fiéis ao ex-presidente Ali Abdalá Saleh.

As tropas deslocadas na fronteira também bombardearam na segunda-feira as posições dos houthis depois de terem registrado disparos provenientes do norte do Iêmen, informou a Al Arabiya, uma rede de televisão da capital saudita com sede em Dubai.

O porta-voz adjunto das Nações Unidas, Farhan Haq, indicou que a retomada das hostilidades no Iêmen condiciona a organização de uma conferência internacional prevista para acabar com uma solução do conflito.

O porta-voz lembro que o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, tem a intenção de convocar esta conferência em um futuro próximo, mas precisou que um dos inconvenientes agora é a retomada dos combates.

O cessar-fogo entrou em vigor na noite de segunda-feira passada por iniciativa da Arábia Saudita, que bombardeia desde 26 de março os rebeldes para apoiar os partidários do presidente no exílio Abd Rabo Mansur Hadi.

A trégua foi interrompida por combates terrestres entre os rebeldes e as forças favoráveis a Hadi.

— Esta milícia não deteve seus combates. Continuaram atacando a fronteira e cidades do Iêmen — acrescentou o general Asir, assinalando que houve uma grande mudança no terreno durante os cinco dias de cessar-fogo.

Perguntado sobre uma eventual nova trégua, o porta-voz militar declarou que a negociação deve ser feita entre as duas partes que os houthis rejeitam tudo desde a adoção da resolução 2216 do Conselho de Segurança, de 15 de abril.

Os rebeldes xiitas até o momento não fizeram declarações sobre a retomada dos bombardeios.

FILAS DE ESPERA POR COMBUSTÍVEL

Confrontos esporádicos continuam nesta segunda em Áden e Taez (sudoeste), segundo habitantes locais. E 12 rebeldes foram mortos em um ataque com armas automáticas e foguetes RPG lançados pelas forças pró-Hadi em Dhaleh (sul), de acordo com fontes militares.

Na capital Sanaa, apesar da relativa calma, a população permanece carente de serviços essenciais, tais como água, eletricidade e combustível.

Centenas de veículos faziam fila nos poucos postos de gasolina abertos, informou um correspondente da agência France Presse.

A trégua ajudou no envio ao país de quantidades significativas de combustível, remédios e comida, mas a sua distribuição continua a ser prejudicada pelos combates.

Um grupo de organizações hostis aos houthis acusou os milicianos xiitas de monopolizar a ajuda que chega em Taez.

“A trégua beneficiou os houthis que puderam organizar melhor suas fileiras e repor os estoques de combustível em áreas sob seu controle”, declarou o grupo “Forças Revolucionárias da Taez”.

O coordenador das atividades humanitárias da ONU para o Iêmen, Johannes van der Klaauw, apelou no sábado a coalizão para simplificar o controle de cargas para este país, considerando que estas medidas freia a entrega vital de bens e ajuda humanitária.

No domingo, o enviado da ONU Ismail Ould Cheikh Ahmed considerou que o cessar-fogo não tinha possibilitado o fornecimento de ajuda humanitária suficiente em áreas afetadas pelo conflito. Ele pediu a todas as partes que respeitem a trégua por pelo menos mais cinco dias.

A ONU considera a situação humanitária catastrófica no Iêmen, onde mais de 1.600 pessoas, incluindo muitos civis, foram mortos desde março.

http://oglobo.globo.com/mundo/coalizao-arabe-retoma-bombardeios-no-iemen-16198862

Confronto continua no Iêmen apesar de trégua humanitária; 10 mortos

Pelo menos 10 pessoas foram mortas durante conflitos intensos no Iêmen nesta sexta-feira, apesar de uma trégua humanitária de cinco dias, enquanto prosseguia a distribuição de ajuda para milhões de pessoas que estão há semanas sem comida, combustível e remédios devido aos combates e a ataques aéreos.

A Arábia Saudita que lidera a aliança de Estados árabes apoiados pelo Ocidente, tem combatido as forças rebeldes houthis, aliadas do Irã, e combatentes leais ao ex-presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh desde 26 de março, com objetivo de restaurar o presidente exilado Abd-Rabbu Mansour Hadi.

O cessar-fogo, que começou na terça-feira, parecia estar sendo respeitado em grande parte do país nesta sexta-feira, apesar de confrontos terrestres pesados entre milícias locais e os houthis na cidade de Taiz, disseram moradores. Uma fonte médica disse que 10 foram mortos. Também foram relatados confrontos na cidade de Dhale nesta sexta-feira, mas não houve informações de mortes.

“Nada mudou com a trégua. Pessoas ainda estão lutando e os houthis ainda estão no controle”, disse Alawi al-Afouri, morador da cidade de Áden.

O coordenador humanitário da ONU para o Iêmen pediu nesta sexta-feira que a aliança liderada pela Arábia Saudita diminuísse as inspeções em cargas para o Iêmen para permitir a entrada de bens comerciais e humanitários vitais no país.

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde disse que estava aumentando carregamentos de suprimentos médicos para o Iêmen durante a pausa humanitária.

(Reportagem de Mohammed Ghobari, no Cairo, e Mohammed Mukhashaf, em Áden)

ONU pede trégua humanitária no Iêmen

Trégua duraria algumas horas para entrega de ajuda.
A situação piora a cada hora no país, principalmente em Áden.

A ONU pediu nesta sexta-feira uma “trégua humanitária imediata” de pelo menos algumas horas por dia no Iêmen para poder entregar ajuda humanitária.

“A situação piora a cada hora”, afirmou o coordenador da ONU para os Assuntos Humanitários, Johannes Van Der Klaauw.

“Precisamos de algumas horas ao menos por dia de pausa nos combates”, completou.

Isto permitiria aos integrantes das organizações humanitárias levar ajuda às regiões em que falta tudo, de mantimentos até água potável e remédios.

Em Áden, sul do país, “a situação é particularmente preocupante, inclusive catastrófica”, destacou Van Der Klaauw.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou que nos últimos 10 dias 317 iemenitas buscaram refúgio no Djibuti.

O Acnur se prepara para receber nos próximos meses 30.000 novos refugiados no Djibuti e até 100.000 na Somália, afirmou o porta-voz Adrian Edwards em Genebra.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/onu-pede-tregua-humanitaria-no-iemen.html