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O que a morte do último pediatra de Aleppo revela sobre a situação catastrófica da Síria

“Ele sempre estava ali. Preocupava-se com as necessidades das pessoas. Era honesto e muito comprometido. Trabalhava em condições que você não pode imaginar”.

Assim foi descrito o médico Mohammed Wasim Moaz, que morreu em um ataque nesta semana a um hospital em Aleppo, na Síria. Quem conviveu com o médico e fez a descrição foi Aitor Zabalgogeazkoa, ex-chefe da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) na cidade síria.

 

Wasim, de 36 anos, não era apenas um médico. Era o último pediatra na zona de Aleppo controlada pela oposição, segundo Rami Abdurahman, chefe da ONG britânica Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

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Comandantes do Estado Islâmico propõem tréguas ao exército da Síria

Diversos comandantes de grupos terroristas na Síria começaram a propor negociações particulares de trégua às forças governamentais do país, que avançam cada vez mais sobre suas posições, informou à imprensa nesta quinta-feira, 22, o alto representante do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, coronel-general Andrei Kartapolov.

“Alguns comandantes de campo estão começando a contactar unidades do exército sírio com propostas particulares de paz e negociações” – disse Kartapolov.

Ele revelou ainda que o exército sírio bloqueou e está se preparando para entrar nos povoados de Salma e Sirmania, na província de Lataquia.

Nas palavras do general, nas regiões montanhosas dessa província, tropas de assalto das forças sírias e de milícias populares aliadas ao governo estão realizando trabalhos de busca para revelar pontos fracos de defesa e neutralizar postos de tiro dos terroristas.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20151022/2513452/comandantes-do-estado-islamico-propoem-treguas-ao-exercito-da-siria.html#ixzz3pOpIJh00

Maiores milícias da Líbia promovem trégua para combater o Estado Islâmico

Duas das maiores milícias da Líbia têm mantido uma trégua pragmática enquanto tentam combater o avanço do grupo radical Estado Islâmico. O cessar-fogo ocorre principalmente no oeste do país, onde os grupo travavam uma batalha feroz desde o ano passado.

As duas milícias, nascidas nas cidades de Misrata e Zintan, concordaram com a trégua e grandes confrontos não são mais registrados desde junho. Elas tentam barrar o avanço do Estado Islâmico em direção ao oeste, a partir da cidade litorânea de Sirte. O resultado da trégua entre as duas partes deve ajudar a decidir o destino do país, que é rico em petróleo e vive uma turbulência desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011.

Os combatentes de Zintan defendem um governo secular, apoiado por potências do Ocidente e com base na cidade de Tobruk. Já a milícia de Misrata luta por um governo islâmico, sediado na atual capital do país, Trípoli. A ONU tenta negociar uma coalizão entre os dois lados desde janeiro, mas foi a ameaça do Estado Islâmico em Sirte, terra natal de Kadafi, que acabou levando as milícias rivais a trabalharem juntas.

Os líderes da milícia de Misrata conhecida como Amanhecer da Líbia, que é bem equipada e tem grande influência no oeste do país, têm promovido a trégua, convencendo pequenos grupos aliados e também negociando com os combatentes de Zintan.

Quando o Estado Islâmico anunciou formalmente sua presença em Sirte este ano, as milícias de Misrata cercaram a cidade, mas acabaram sendo forçadas a recuar. O grupo então admitiu que não tinha condições de enfrentar dois inimigos em frentes de batalha diferentes. Após negociações com as milícias de Zintan, os dois lados concordaram em retirar soldados dos pontos de conflito e se reagrupar, individualmente, para enfrentar o Estado Islâmico.

“Eles (o Estado Islâmico) são como um câncer. Se você não resolve no começo, eles crescem e se tornam mais difíceis de remover”, afirmou Ismael Shukri, um oficial de inteligência de Misrata. Jilani Dahesh, um comandante de Zintan, disse que a aliança é simplesmente para enfrentar os terroristas. “Para vencer grupos extremistas como o Estado Islâmico, precisamos de acordos sólidos. A maior ameaça que a Líbia enfrenta atualmente é o vácuo político que a deixou com vários governos”, afirmou.

Enquanto isso, a Líbia se tornou um dos maiores pontos de partida de refugiados da África e do Oriente Médio que tentam chegar à Europa. Somente em agosto, quase 700 pessoas morreram ao tentar cruzar o Mar Mediterrâneo saindo do país. No ano, o número de vítimas já chega a 2,7 mil, segundo a Organização Internacional de Migração.

O chefe da missão da ONU na Líbia, Bernardino Leon, disse ao Conselho de Segurança no fim de agosto que comunidades locais no oeste do país estão cada vez mais promovendo o cessar-fogo e iniciativas de reconciliação entre cidades, contribuindo para uma queda significativa nas tensões militares na região e também na área metropolitana de Trípoli. Fonte: Dow Jones Newswires.

http://www.dgabc.com.br/Noticia/1576042/maiores-milicias-da-libia-promovem-tregua-para-combater-o-estado-islamico

Bombardeios atingem forças de elite do Iêmen; conversas sobre trégua são interrompidas

Aviões de guerra liderados pela Arábia Saudita bombardearam forças de elite da Guarda Republicana do Iêmen aliadas à facção rebelde houthi, nesta sexta-feira, disseram moradores, e as conversas sobre um cessar-fogo patrocinadas pela ONU foram interrompidas sem um acordo para pôr fim aos três meses de combates.

 Foto: Mohamed al-Sayaghi / Reuters
Pessoas observam destroços de carro-bomba em Sanaa, capital do Iêmen. 18/06/2015

Foto: Mohamed al-Sayaghi / Reuters

Mais de 2.600 pessoas já morreram desde que uma aliança árabe liderada pelos sauditas iniciou uma ofensiva aérea para tentar impedir os houthis, que são apoiados pelo Irã, de completarem a tomada do Iêmen e também para tentar reinstaurar o presidente iemenita, Abd-Rabbu Mansour Hadi, exilado em Riad.

Moradores contaram ter ouvido três ataques aéreos sobre o campo de Al-Sawad, em um subúrbio do sul da capital Sanaa, onde o comando da Guarda Republicana se associou ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh e onde os houthis estão sediados, no início desta sexta-feira.

Três ataques aéreos também foram relatados na região de Khawlan, a sudeste de Sanaa, seis em um campo que abriga a 115ª brigada de infantaria, aliada dos houthis, no distrito de Al-Hazm, na província de Al-Jouf, e mais três contra posições dos houthis nos arredores da cidade portuária de Áden, no sul do país, cenário de vários embates.

Os moradores não deram detalhes sobre baixas, mas os houthis informaram que nove civis foram mortos nos bombardeios sobre o distrito de Razeh, na província de Saada, no norte, bastião tradicional dos houthis na fronteira com a Arábia Saudita.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/bombardeios-atingem-forcas-de-elite-do-iemen-conversas-sobre-tregua-sao-interrompidas,5721e14c08f5177fb1a33b4d5e4f51417s90RCRD.html

Ataque da coalizão mata 90 na capital do Iêmen horas antes de cessar-fogo

Mais 300 ficaram feridas no que pode ter sido o ataque mais fatal até o momento; pausa humanitária pode ser comprometida

SANAA — Um ataque da coalizão liderada pela Arábia Saudita a rebeldes houthis no Iêmen matou cerca de 90 pessoas na capital na segunda-feira, informou a agência estatal de notícias Saba nesta terça-feira. Outras 300 ficaram feridas. O novo enviado da ONU ao país, Ould Cheikh Ahmed, está no país para negociar uma trégua, que poderia ser afetada pelos bombardeios.

Se confirmado, o número de mortes estaria entre os mais altos em um único ataque nas mais de seis semanas em que uma aliança de países árabes tem bombardeado a milícia houthi.

Uma trégua de cinco dias está programada para começar na tarde desta terça-feira, para facilitar a chegada de ajuda humanitária. O cessar-fogo de cinco dias ainda não garante conversas de paz entre os lados envolvidos.

Riad adverte que a trégua não pode servir de pretexto para novos avanços houthis em território no Sul e no Oeste do país. Os houthis, por sua vez, se dizem dispostos a negociar uma solução pacífica para o conflito que já matou mais de 2 mil pessoas em pouco mais de seis semanas.

Cheikh Ahmed afirmou que foi ao Iêmen para “dar impulso às estancadas conversações políticas entre as facções da guerra civil”.

— Estamos convencidos de que não há solução para o problema do Iêmen, exceto por meio de um diálogo, que precisa ser iemenita.

Sanaa ficou coberta por fumaça – KHALED ABDULLAH / REUTERS

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Arábia Saudita propõe trégua no Iémen para ajuda humanitária

Em Riade o chefe da diplomacia saudita, Adel al-Jubeir, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo dos Estados Unidos, John Kerry, propôs uma trégua de cinco dias no conflito com os rebeldes xiitas no Iémen para que seja entregue ajuda humanitária à população, gravemente afetada pela guerra.

“Teremos vários dias entre o anúncio hoje feito e o início efetivo do cessar-fogo. Isso dará tempo à comunidade internacional para preparar alimentos, medicamentos e outros mantimentos que serão distribuídos de forma eficiente e organizada quando o cessar-fogo começar. Isto se os Huties aceitarem as condições”, disse Kerry.

Adel al-Jubeir sublinhou que “os rebeldes xiitas e os seus aliados não devem impedir os esforços humanitários nem envolver-se em ações agressivas”.

Em Aden, no Iémen, as forças leais ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, exilado em Riade, forçam o cerco aos xiitas Huties que controlam a segunda maior cidade do país.

A ofensiva aérea da coligação árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes xiitas destruiu grande parte da sua capacidade militar, mas após quase seis semanas de campanha a situação no terreno permanece inalterada. Analistas apontam para mais de 1.200 mortos, milhares de feridos e de civis deslocados no interior do país, desde março.

http://pt.euronews.com/2015/05/07/arabia-saudita-prope-tregua-no-iemen-para-ajuda-humanitaria/

Iêmen sem trégua no Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da ONU não conseguiu chegar, esta noite, a um acordo para exigir um cessar-fogo humanitário no Iêmen.

As discussões em Nova Iorque coincidiram, no terreno, com um novo bombardeio da coligação militar árabe, que provocou pelo menos 20 mortos, alegadamente civis, num bairro residencial da capital.

Horas antes, centenas de apoiadores da milícia houthi, que ocupa a capital desde setembro, manifestavam-se em Sanaa contra a campanha de bombardeios.

Segundo o líder dos houthis, Khaled Al Madani: “o povo iemenita não vai recuar na decisão de atingir os seus objetivos. E condenamos a agressão contra o Iêmen, o bloqueio econômico a nível de alimentos e medicamentos, entre outros bens, e a agressão contra as nossas infraestruturas, instalações e bairros residenciais”.

O impasse nas negociações e o embargo aos rebeldes ameaça agravar ainda mais a situação humanitária no terreno, quando o Programa Alimentar Mundial anunciou uma redução das suas atividades face à escassez de combustíveis no país.

O conflito provocou até agora cerca de 1244 mortos, segundo a OMS, afetando mais de sete milhões de pessoas.

Na segunda cidade do país, Aden, os combates prosseguiam este sábado.

Pelo menos 27 pessoas morreram nas últimas horas na região, quando as tropas fiéis ao presidente no exílio tentam recuperar o controle do aeroporto da cidade.

http://pt.euronews.com/2015/05/02/iemen-sem-tregua-no-conselho-de-seguranca-da-onu/