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Tunísia aprova lei antiterrorismo por unanimidade e levanta moratória sobre pena de morte

TÚNIS – O Parlamento tunisiano aprovou por unanimidade nesta sexta-feira uma lei antiterrorismo. Com 174 votos a favor e dez abstenções, a proposta de endurecer o cerco a extremistas não teve qualquer rechaço após dois atentados terroristas sacudirem o país em 2015, no Museu do Bardo e na praia turística de Sousse.

A lei foi amplamente apoiada por parlamentares islâmicos e laicos, e conta com o levantamento da moratória sobre pena de morte, que é vigente desde 1991. O projeto também prevê a detenção de suspeitos de terrorismo por 15 dias sem direito a advogado ou contato telefônico, e dá liberdade às polícia adotar linha dura em interrogatórios.

Críticos da lei apontaram que ela dá margem a execuções de suspeitos, além de restringir liberdades. Um ponto apontado por ONGs de direitos humanos foi que o termo “terrorista”, na definição da lei, foi redigido de maneira vaga, permitindo quye as autoridades o interpretem de qualquer forma conveniente.

A proposta veio à tona após os atentados a locais turísticos no país, como o de janeiro ao Museu do Bardo, em Túnis (com 22 mortos), e o de junho em Sousse (38 mortos).

Outros países atingidos por ataques terroristas têm estimulado medidas mais duras contra o terror. Na quinta-feira, chegou ao fim a longa discussão que permitiu a aprovação da lei antiterror francesa, que praticamente libera as escutas em dispositivos eletrônicos e telefônicos. O Conselho Constitucional, que julga casos que possam ferir os princípios constitucionais da França, deu aval à medida.

https://br.noticias.yahoo.com/tun%C3%ADsia-aprova-lei-antiterrorismo-unanimidade-levanta-morat%C3%B3ria-pena-003329284.html

Tunísia estima prejuízo de R$ 1,5 mi após ataque a hotel

A Tunísia estima perdas de pelo menos 515 milhões de dólares (R$ 1.542,00) neste ano, ou cerca de um quarto de sua receita anual de turismo, após o ataque da última sexta-feira a um hotel na praia que deixou 39 mortos, principalmente turistas britânicos.

 Foto: Zohra Bensemra / Reuters
Homenagem às vítimas no local do ataque, na Tunísia. 29/06/2015

Foto: Zohra Bensemra / Reuters

O ataque de um homem armado ao hotel Imperial Marhaba na popular cidade de Sousse aconteceu meses depois de militantes atacarem o Museu do Bardo, em Túnis, matando 21 pessoas, e provocando um rombo na vital indústria de turismo do país.

 Foto: Zohra Bensemra / Reuters
Turista em local de homenagem às vítimas de ataque a hotel, em Sousse, na Tunísia

Foto: Zohra Bensemra / Reuters

“O ataque teve um grande impacto na economia, as perdas serão grandes”, disse a ministra do Turismo, Salma Loumi, a repórteres na noite de segunda-feira, dando uma estimativa preliminar após o ataque de Sousse.

O país norte-africano ganhou 1,95 bilhão de dólares (mais de R$ 6 bilhões) em turismo no ano passado. O setor é responsável por até sete por cento do produto interno bruto e é grande fonte de moeda estrangeira e empregos para a Tunísia.

http://noticias.terra.com.br/mundo/africa/tunisia-estima-prejuizo-de-us515-milhoes-no-turismo-apos-ataque-a-hotel,62b983ff5981626912dce826a00196824bn2RCRD.html

Adolescente britânica que se juntou ao EI zomba de massacre na Tunísia

LONDRES — Uma adolescente britânica que fugiu do Reino Unido para se juntar ao Estado Islâmico (EI) na Síria zombou das vítimas do massacre na Tunísia.

Amira Abase, que tinha 15 anos quando viajou para a Síria em fevereiro com mais duas meninas, escreveu em uma mensagem “loooool”, que significa laughing out loud (rir em voz alta), quando foi informada sobre o ataque terrorista por um repórter disfarçado.

O jornalista do “Daily Mail” se fez passar por uma adolescente buscando informações para viajar à Síria a partir de Londres para se juntar ao grupo terrorista.

Amira revelou seu papel como uma recrutadora do EI, dando conselho ao repórter de como viajar para a Síria, como esconder o plano de seus pais no Reino Unido e quais são as condições para se tornar mulher de um jihadista.

Eles conversaram através das redes sociais Twitter e Kik:

“Sis (Serviço Secreto de Inteligência) está ficando louco aqui. Eles fizeram um minuto de silêncio por causa da Tunísia. Tudo que se fala é sobre a bomba”, disse o repórter a Amira, ao que ela respondeu: “Loooool”.

Quando Amira foi informada que o atirador tunisiano havia matado 30 turistas britânicos, ela respondeu:

“Uau. Isso é um monte”, disse a adolescente, acrescentando outro loool à informação de que alguns líderes muçulmanos haviam condenando o ataque.

http://extra.globo.com/noticias/mundo/adolescente-britanica-que-se-juntou-ao-ei-zomba-de-massacre-na-tunisia-16673807.html

Presidente da Tunísia decreta estado de emergência após atentado

O chefe de Estado tunisiano, Beji Caid Essebsi, declarou estado de emergência neste sábado (4), oito dias após o ataque sangrento que matou 39 turistas em um hotel à beira-mar.

“O presidente declara estado de emergência na Tunísia e irá discursar à nação às 17h (13h de Brasília)”, indicou à AFP o serviço de comunicação da presidência.

O estado de emergência confere poderes de exceção à polícia e ao exército.

Ele foi levantado no país em março de 2014, depois de ser constantemente renovado desde janeiro de 2011 e a fuga do presidente Zine El Abidine Ben Ali, na esteira da revolta que lançou a “Primavera Árabe”.

A Tunísia, que tem enfrentado desde a sua revolução um crescimento dos movimentos jihadistas, responsáveis pela morte de dezenas de policiais e soldados, foi atingida por dois ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) no espaço de três meses.

Cinquenta e nove turistas estrangeiros foram mortos: 21 no Museu do Bardo, em Túnis, em março, e 38 em um hotel à beira-mar em Port El Kantaoui, em 26 de junho.

Em uma entrevista exibida na sexta-feira pela BBC, o primeiro-ministro Habib Essid reconheceu que a polícia tinha reagido de forma lenta ao ataque em Port El Kantaoui, o primeiro reconhecimento oficial de falhas de segurança.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/presidente-da-tunisia-decreta-estado-de-emergencia-apos-atentado.html

Tunísia vê ligação com Líbia em ataque a hotel em estância turística, diz fonte

o atirador tunisiano que atacou um hotel na sexta-feira matando 39 pessoas, na maioria turistas britânicos, provavelmente passou algum tempo em um campo de treinamento na Líbia e tinha estado em contato com militantes ao longo da fronteira, disse uma fonte do setor de segurança nesta terça-feira.

 Foto: Zohra Bensemra / Reuters
Turista em local de homenagem às vítimas de ataque a hotel, em Sousse, na Tunísia. 29/06/2015

Foto: Zohra Bensemra / Reuters

O ataque contÁa o hotel de praia Imperial Marhaba, na popular estância turística de Sousse, ocorreu poucos meses depois de militantes atacaram o Museu do Bardo, em Túnis, matando 21 pessoas e impondo um duro golpe ao setor turístico, vital para a economia do país.

Os investigadores estão averiguando se o atirador, o estudante Saif Rezgui, havia recebido treinamento em um acampamento militante jihadista na Líbia. As autoridades também prenderam outras três pessoas por ajudarem a planejar o ataque, disse uma fonte do setor de segurança.

“As investigações mostram que Saif Rezgui esteve em contato com terroristas na Líbia e provavelmente foi treinado em um acampamento na Líbia”, disse uma autoridade à Reuters.

A Líbia está mergulhada em uma batalha entre dois governos rivais e suas facções armadas, o que levou o país a se tornar um alvo para os adeptos do Estado Islâmico e outros grupos jihadistas que se aproveitam do caos no país.

Os dois homens responsáveis pelo atentado ao museu do Bardo, em março, também tinham clandestinamente cruzado para a Líbia para treinamento, no final do ano passado, disseram os investigadores.

O homem que atacou Sousse foi morto a tiros pela polícia em frente ao hotel. O Ministério da Saúde da Tunísia disse nesta terça-feira que até agora identificou 27 corpos de vítimas do ataque na sexta-feira, incluindo 19 britânicos, três irlandeses, um belga, dois alemães, um cidadão russo e um português.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/tunisia-ve-ligacao-com-libia-em-ataque-a-hotel-em-estancia-turistica-diz-fonte,d6cb3e91b363711b3e12e3e7ce2c867exdpjRCRD.html

Fã do Real Madri e dança: conheça membro do EI que matou 38

0 Jovem de 23 anos, fã do Real Madri, dançarino de break e frequentador de cafés com os amigos: ninguém da família de Seifeddine Rezgui conseguiu acreditar que ele poderia ter atacado e matado 28 pessoas até o dia anterior ao ataque em uma praia da Tunísia. Mas, o membro do EI parece ter se revelado amante do extremismo aos poucos e discretamente pelas redes sociais até o momento em que foi responsável pelas dezenas de mortos. As informações são do Daily Mail.

 Foto: Daily Mail / Reprodução
Um vídeo do membro terrorista dançando foi revelado na internet, em que aparece de jeans, boné e moletom

Foto: Daily Mail / Reprodução

 Foto: Daily Mail / Reprodução
Rezgui teve detalhes de sua vida revelados nesta segunda-feira, três dias depois do ataque em Sousse, Tunísia

Foto: Daily Mail / Reprodução

Rezgui teve detalhes de sua vida revelados nesta segunda-feira, três dias depois do ataque em Sousse, Tunísia. Um vídeo do membro terrorista dançando foi revelado na internet, em que aparece de jeans, boné e moletom – como outro adolescente qualquer. Na sua página do Facebook, porém, uma mudança de comportamento é vista aos poucos, já que o jovem revela seu amor pela jihad.

Na virada do Ano-Novo, por exemplo, Seifeddine Rezgui postou uma mensagem dizendo que queria ver o “povo sofrer”.

Um tio do terrorista de 70 anos, ainda perturbado com o ocorrido, disse que esteve com Rezgui na quinta-feira. “Nós nos sentamos no jardim e ele estava perfeitamente normal. Saiu daqui às 12h e não tínhamos ideia do que estava planejando. Nós conversamos sobre a sua vida e os estudos. Essa foi a última vez que o vi. Ele era um menino doce quando era mais jovem. Era um breakdancer e amava futebol. Ele deveria ter tido uma vida longa e feliz”, afirmou.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/fa-do-real-madri-e-danca-conheca-terrorista-que-matou-38-na-tunisia,e045afeb2cb361d89ac5a0510c414acchrzfRCRD.html

Israel expulsa ex-presidente tunisiano por romper bloqueio

Autoridades israelenses expulsaram de suas terras, nesta terça-feira (30), o ex-presidente tunisiano Moncef Marzuki e a eurodeputada espanhola Ana Miranda. O barco em que eles estavam, que tentava romper o bloqueio de Israel sobre Gaza, foi interceptado.

“O (ex) presidente tunisiano e a deputada espanhola decolaram esta manhã. Outras 14 pessoas estão no trâmite de expulsão”, disse a porta-voz do departamento israelense de imigração.

A Marinha israelense interceptou na segunda-feira o navio “Marianne” e escoltou a embarcação até o porto de Ashdod, ao norte de Gaza. Os outros três barcos da “Flotilha da Liberdade III” seguiram para portos gregos.

 Foto: Amir Cohen / Reuters
Tanques israelenses perto da fronteira com a Faixa de Gaza, em foto de arquivo. 07/08/2014

Foto: Amir Cohen / Reuters

Dezesseis estrangeiros viajavam a bordo do barco com dois israelenses, o deputado árabe-israelense Basel Ghatas e um jornalista. Estes últimos foram liberados, mas Ghatas ainda pode sofrer algum tipo de punição.

“No fim, a Flotilha da Liberdade III alcançou o objetivo principal, chamar a atenção local e mundial sobre a crise humanitária em Gaza, resultado do cerco imposto por Israel”, declarou Ghatas.

Ao interceptar o “Marianne”, Israel convidou “militantes do mundo inteiro a enviar flotilha após flotilha, até o fim do bloqueio”, completou.

Há cinco anos, um ataque das forças israelenses contra um barco de outra flotilha internacional matou 10 ativistas turcos.

Israel impôs um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo da Faixa de Gaza em junho de 2006, após o sequestro de um soldado pelo Hamas, e reforçou a medida depois que o movimento islamita assumiu o poder no território em 2007.

Atentados terroristas em três países matam dezenas de pessoas

Atentados terroristas em três países matam dezenas de pessoas.

Atentados terroristas realizados em três países de três continentes diferentes deixaram dezenas de mortos nesta sexta-feira (26). França, Tunísia e Kuwait foram alvos de terroristas, sendo que na Tunísia e no Kuwait os ataques foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.

Na França, pelo menos uma pessoa invadiu de carro uma usina de gás em uma área industrial perto de Lyon, causando uma explosão. Duas pessoas ficaram feridas, e um corpo decapitado foi encontrado no local. Três pessoas suspeitas de envolvimento foram presas.

Na Tunísia, pelo menos 37 pessoas morreram no ataque a um hotel na cidade de Sousse. Tiros foram ouvidos no local, e o atirador teria morrido. Cinco das vítimas eram britânicas. O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

No Kuwait, pelo menos 25 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas após uma explosão em uma mesquita xiita durante as orações de sexta-feira. O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

Segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, não há nenhuma evidência de que os ataques terroristas foram coordenados. No entanto, eles vieram poucos dias depois de o EI pedir que ataques fossem realizados por seus militantes durante o período de Ramadã.

Veja a seguir como foram os ataques.

FRANÇA
O atentado na França foi classificado como terrorista pelo presidente francês, François Hollande. “É de natureza terrorista, já que foi encontrado um cadáver decapitado com inscrições” no local do crime. “A intenção era, sem dúvida, causar uma explosão. Foi um ataque terrorista”, declarou Hollande, que aumentou o alerta de segurança no local do ataque para o mais alto existente.

Investigadores e policiais trabalham em uma usina de gás onde pelo menos duas pessoas ficaram feridas após um atentado em Saint-Quentin-Fallavier, na França. A cabeça de um homem decapitado, com inscrições em árabe, foi encontrada próxima ao local (Foto: Emmanuel Foudrot/Reuters)Investigadores e policiais trabalham em uma usina de gás onde pelo menos duas pessoas ficaram feridas após um atentado em Saint-Quentin-Fallavier, na França. A cabeça de um homem decapitado, com inscrições em árabe, foi encontrada próxima ao local (Foto: Emmanuel Foudrot/Reuters)
Arte ataque frança - vale este (Foto: Arte/G1)

O presidente explicou que o ataque foi lançado por meio de “um veículo conduzido por uma pessoa, talvez acompanhada de outra, e que a grande velocidade, e com cilindros de gás, se lançou sobre este centro, considerado sensível”. “Não há dúvidas quanto à intenção, que é provocar uma explosão”, acrescentou.

Três pessoas foram detidas – entre elas o principal suspeito do crime, identificado como Yassim Salhi, de 35 anos e original de Saint-Priest, na periferia de Lyon, segundo o governo francês.

De acordo com o Ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, o preso foi acompanhado pelas autoridades entre 2006 e 2008 por supostas atividades radicais, mas a partir desta data deixou de ser visto como uma ameaça. Nesse tempo, o suspeito teve vínculo com movimentos salafistas (grupos ultraconservadores), mas “não foi identificado que participasse de atividades de caráter terrorista”, disse.

Vista geral da usina de gás da Air Products em Saint-Quentin-Fallavier, perto de Lyon, na França, onde pelo menos duas pessoas ficaram feridas após um atentado. A cabeça de um homem decapitado, com inscrições em árabe, foi encontrada próxima ao local (Foto: Jean-Philippe Ksiazek/AFP)Vista geral da usina de gás da Air Products em Saint-Quentin-Fallavier, perto de Lyon, na França, onde pelo menos duas pessoas ficaram feridas após um atentado (Foto: Jean-Philippe Ksiazek/AFP)

Uma segunda pessoa foi detida horas depois. “Um veículo foi visto dando voltas suspeitas nos arredores do complexo, o número da placa foi investigado e seu proprietário identificado. Ele foi detido na localidade de Saint-Quentin-Fallavier”, afirmou uma fonte ligada ao caso.

A esposa do suposto autor do ataque foi a terceira pessoa detida, segundo uma fonte judicial.

O homem decapitado no ataque à fábrica de gás seria o empregador do suposto autor do atentado, de acordo com uma fonte próxima ao caso.

O veículo com o qual o suposto terrorista atacou a fábrica era autorizado para entrar na empresa, por isso, não levantou suspeitas, informou o prefeito de Isère, Jean-Paul Bonnetain.

Em declarações a um grupo de jornalistas, o prefeito explicou que o veículo “não precisou entrar de surpresa” na fábrica, já que contava com a permissão necessária para fazê-lo nesta instalação classificada de “baixo risco industrial”.

Fora da usina atacada foi encontrada uma bandeira com inscrições em árabe, disseram as autoridades. Elas ainda são analisadas.


Ataque tunísia - arte (Foto: Arte/G1)

TUNÍSIA
Na Tunísia, o ataque ocorreu em um hotel em Sousse. Uma fonte de segurança disse que o corpo do atirador, armado com um fuzil Kalashnikov, estava no local onde a polícia o matou.

Segundo o grupo SITE Intel Group, que monitora a ação do Estado Islâmico na internet,o grupo jihadista assumiu a autoria do ataque e identificou o atirador como Abu Yahya al-Qayrawani.

Segundo o Ministério da Saúde, ao menos 37 pessoas morreram – a maioria turistas. A polícia restringiu o acesso ao hotel Imperial Marhaba. Ao menos seis pessoas ficaram feridas. Inicialmente foram reportadas 28 mortes.

Abu Yahya al-Qayrawani, o atirador que promoveu o atentado em um hotel na Tunísia, segundo o Estado Islâmico (Foto: Reprodução/ Twitter/ SITE Intel Group)Abu Yahya al-Qayrawani, o atirador que promoveu o atentado em um hotel na Tunísia, segundo o Estado Islâmico (Foto: Reprodução/ Twitter/ SITE Intel Group)

Os hóspedes eram em sua maioria britânicos e da Europa central, indicou o estabelecimento sem precisar a nacionalidade das vítimas.

No momento do ataque “havia 565 clientes no hotel. Os clientes são majoritariamente do Reino Unido e da Europa central”, indicou o grupo em um comunicado. Segundo uma autoridade tunisiana, uma irlandesa também estaria entre os mortos.

O Ministro das Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, afirmou que pelo menos cinco britânicos estavam entre os 37 mortos. “Podemos confirmar que pelo menos cinco britânicos foram mortos nesse incidente, mas devo avisar que devemos esperar mais relatos de fatalidades”, afirmou. Inicialmente foram reportadas 28 mortes.

Sousse é um dos mais conhecidos balneários do norte da África, atraindo turistas da Europa e de países vizinhos. A Tunísia tem estado sob forte alerta de segurança desde março, quando militantes em aliança com o grupo Estado Islâmico atacaram o museu do Bardo, em Tunis, matando um grupo de 20 turistas estrangeiros em um dos piores ataques do tipo no país africano.

Corpos de turistas mortos a tiros por um atirador perto de um hotel à beira-mar em Sousse, na Tunísia. Pelo menos 27 pessoas, incluindo turistas estrangeiros, morreram quando pelo menos um atirador abriu fogo no local (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)Corpos de turistas mortos a tiros por um atirador perto de um hotel à beira-mar em Sousse, na Tunísia (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)

Corpo de turista é coberto após ataquem em praia de Sousse, na Tunísia, nesta sexta (26) (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)Corpo de turista é coberto após ataquem em praia de Sousse, na Tunísia, nesta sexta (26) (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)

 

ESTADO ISLÂMICO
O que está por trás do grupo radical

KUWAIT
O ataque no Kuwait foi direcionado a uma mesquita xiita, no momento da tradicional oração das sextas-feiras, que atrai muitos fiéis. A explosão aconteceu na mesquita de Al Imam al Sadeq da cidade de Kuwait.

O grupo jihadista sunita Estado Islâmico reivindicou este atentado, assim como outros que já ocorreram em mesquitas xiitas na Arábia Saudita e no Iêmen.

No final de maio, o emir do Kuwait pediu aos países muçulmanos que intensifiquem a luta contra o extremismo, durante uma conferência pan-islâmica dedicada a coordenar os esforços contra os grupos jihadistas.

Explosão em mesquita xiita Al-Imam al-Sadeq deixou dezenas de mortos. Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque (Foto: AP)Explosão em mesquita xiita Al-Imam al-Sadeq deixou dezenas de mortos. Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque (Foto: AP)
mesquita kuwait (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)Mesquita no Kuwait atacada nesta sexta (26)  (Foto: Amine Ben Aziza/Reuters)

Repercussão
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que o governo brasileiro “deplora o incremento dos atentados terroristas que continuam a ceifar vidas inocentes em diferentes partes do mundo”.

“Trata-se de atos criminosos, perpetrados por extremistas em nome de ideias incompatíveis com as regras mais elementares de convívio e respeito aos direitos humanos. A intolerância religiosa e o recurso à violência indiscriminada, praticados sob qualquer pretexto, merecem o mais veemente repúdio da sociedade e do Governo brasileiro.”

A Casa Branca e a ONU também condenaram os ataques na França, Tunísia e Kuwait.

Os Estados Unidos expressaram sua solidariedade e sua vontade de “combater o flagelo do terrorismo”. “Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas desses ataques atrozes, seus entes queridos e as pessoas desses três países”, afirma um comunicado.

Já o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, classificou de “terroristas” e “espantosos” os ataques e exigiu que seus responsáveis sejam julgados.

Segundo o porta-voz, Ban condenou “nos termos mais firmes os ataques terroristas na Tunísia, Kuwait e França”. “Os responsáveis por esses atos de violência espantosos devem ser rapidamente levados ante a justiça”, acrescentou.

Após os ataques, o ministro italiano do Interior Angelino Alfano anunciou que o governo decidiu elevar o alerta antiterrorista. “Não podemos deixar nos condicionar pelo medo”, afirmou o ministro, depois de enfatizar que “os desafios são vencidos apenas se o medo não se espalhar”.

Com a medida, a vigilância das infraestruturas e monumentos e as unidades dedicadas à segurança será intensificada.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/atentados-terroristas-em-tres-paises-matam-dezenas-de-pessoas.html

Grupo armado invade consulado tunisiano na capital da Líbia e sequestra 10 pessoas

UM grupo armado invadiu o consulado tunisiano na capital da Líbia e sequestrou 10 funcionários nesta sexta-feira, informou o Ministério das Relações Exteriores da Tunísia.

O ministério não identificou o grupo, mas classificou a ação como “um ataque descarado contra a soberania nacional da Tunísia e uma violação flagrante das leis internacionais”.

A Tunísia é um dos poucos países que ainda tem uma missão em Trípoli, cidade controlada por um grupo que instaurou seu próprio governo em desafio aos líderes líbios reconhecidos internacionalmente.

No mês passado, as autoridades tunisianas prenderam Walid Kalib, membro do grupo rival do governo Amanhecer Líbio. Na quinta-feira, um tribunal do país se recusou a libertar Kalib, acusado de sequestro na Tunísia.

 O Amanhecer Líbio, aliança informal de ex-brigadas rebeldes e grupos de inclinação islâmica, tomou Trípoli em meados do ano passado, expulsando o governo internacionalmente reconhecido para o leste. A maioria dos países fecharam suas embaixadas em reação aos combates.

(Por Tarek Amara e Ahmed Elumami)

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/grupo-armado-invade-consulado-tunisiano-na-capital-da-libia-e-sequestra-10-pessoas,360d13094fd2693368deec235ec5e14cztuuRCRD.html

Israel alerta para ameaça de ataque contra judeus na Tunísia

Segundo o comunicado, as ameaças estão vinculadas à proximidade da festa judaica do Lag Baômer, que este ano será celebrada em 7 de maio.

Israel advertiu neste sábado (02) que há “ameaças concretas” de atentados contra judeus ou israelenses na Tunísia, informou o organismo encarregado da segurança, subordinado ao premiê, Benjamin Netanyahu.

 Foto: Gali Tibbon / Reuters
Premiê de Israel, Benjamin Netanyahu. 08/03/2015

Foto: Gali Tibbon / Reuters

“Informações atualizadas indicam que há projetos de atentados contra alvos israelenses e judaicos na Tunísia”, reportou a instituição por meio de um comunicado, destacando que se tratam de “ameaças concretas”.

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Segundo o comunicado, as ameaças estão vinculadas à proximidade da festa judaica do Lag Baômer, que este ano será celebrada em 7 de maio. Durante esta festividade, realiza-se a peregrinação à tumba dos grandes rabinos de Israel, mas também na Tunísia, sobretudo em Djerba, onde vive uma das últimas comunidades judaicas do mundo árabe.

Todos os anos, milhares de peregrinos, vindos sobretudo da França e de Israel, se reúnem para a festa de Lag Baômer em Djerba. Em 11 de abril de 2002, um atentado contra a sinagoga de la Ghriba, em Djerba, atribuída à rede Al-Quaeda, deixou 19 mortos.

Em vista destas ameaças, o comunicado aconselha evitar ir à Tunísia.