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“UE não é mais tão atraente para Ancara”

Tendo rejeitado a Turquia por décadas como membro, UE faz agora concessões antes impensáveis, coagida pela crise de refugiados. Na realidade, desinteresse é recíproco, diz diretor da Fundação Heinrich Böll em Istambul.

A Turquia solicitou pela primeira vez a filiação à Comunidade Econômica Europeia, antecessora da UE, quase 30 anos atrás, em 14 de abril de 1987. Desde então, a pretensão de ingressar no bloco europeu tem sido indeferida, de maneira mais ou menos explícita. Os motivos alegados vão desde a fragilidade das estruturas democráticas turcas até uma suposta incompatibilidade religiosa e cultural.

Devido a sua situação geográfica, o país desempenha agora um papel-chave na onda migratória a partir do Oriente Médio, podendo funcionar como porta de entrada ou barreira em direção à União Europeia. Em troca de sua ajuda na crise, na conferência de cúpula desta segunda-feira (07/03) em Bruxelas, Ancara exigiu do bloco concessões significativas, tanto em termos financeiros quanto políticos.

O diretor da Fundação Heinrich Böll em Istambul, Kristian Brakel, é também especialista em processos políticos no Oriente Médio. Ele considera toda a atual paparicação de Ancara por Bruxelas como parte de um compreensível jogo de interesses políticos. Entretanto, uma filiação europeia em médio prazo continua fora de cogitação, também pela falta de real interesse turco.

DW: No contexto da mais recente cúpula da União Europeia, voltou a ser tematizada a eventual inclusão da Turquia no bloco europeu. Há alguns anos as negociações nesse sentido estão congeladas. O processo de filiação volta agora a entrar em movimento?

Kristian Brakel dirige a sucursal da Fundação Heinrich Böll em Istambul

 

Kristian Brakel: Seguramente vai haver um pouco mais de movimento, em comparação com o que temos visto nos últimos anos. No entanto não se deve esperar demais. Acho que o motivo por que tanto Ancara quanto a UE lidaram de forma relativamente relaxada com essa parte das exigências turcas é ambos os lados saberem que não é realista falar de filiação no médio prazo.

Por que uma filiação não é realista?

Os motivos são vários. Por um lado, no momento a UE não está em condições de aceitar novos membros. Vigora uma suspensão temporária das filiações. Isso se aplica até mesmo aos países dos Bálcãs, onde há interesse em manter mais vinculados. Isso tem a ver com os problemas internos que a UE vem enfrentando.

Por outro lado, há muito a UE deixou de ser tão atraente assim para Ancara. O espaço de Schengen está ameaçado, antes havia os problemas com a União Monetária. Agora se discute se o Reino Unido não vai abandonar a UE. É uma UE totalmente diferente daquela em que a Turquia queria ingressar, 20 anos atrás. Além disso, não se sente muita vontade em Ancara de que haja alguém de Bruxelas se ingerindo na política interna turca. Isso se aplica em especial ao presidente Recep Tayyip Erdogan.

Assim fica parecendo ser culpa só da UE se a Turquia não puder ingressar no bloco. Em que setores o país apresenta deficiências?

As deficiências são numerosas. No geral, todo candidato à filiação precisa se adaptar ao assim chamado “acervo comunitário” [acquis communautaire, base comum de direitos e obrigações para todos os Estados-Membros], a legislação da UE. Isso começa com a forma dos aterros sanitários, subindo até a independência da Justiça, liberdade de imprensa, padrões comuns de direitos humanos.

Em todos esses aspectos, é claro, há um sem número de “canteiros de obras” para a Turquia. No momento, está em foco sobretudo a investida militar contra os curdos; mas, é óbvio, também os deficits na liberdade de imprensa. Acabamos de ver novamente, no fim de semana passado, quão seriamente esta última questão está ameaçada, no momento.

A que incidentes está se referindo?

Por um lado, à apropriação pelo Estado do jornal Zaman, ligado ao [oposicionista autoexilado nos EUA Fethullah] Gülen. Mas igualmente à estatização da agência de notícias Cihan, nesta terça-feira. Esses não são casos isolados, mas se alinham a toda uma série de ocorrências, nos últimos meses, em que o governo tenta silenciar órgãos de mídia, sobretudo pertencentes ao conglomerado Gülen ou aos movimentos curdos.

Diante desse comportamento do governo turco: é cínica a corte que os europeus estão fazendo agora à Turquia?

Isso é um pouco complicado. A política externa é ditada por interesses. E naturalmente é no interesse da UE assumir o controle da crise de refugiados. Pois, se isso não acontecer, perdemos a UE como união política, uma união que seja mais do que um espaço em que só nos concedemos subvenções reciprocamente.

Desse ponto de vista, a atual forma de lidar com a Turquia faz todo sentido. Também faz sentido melhorar a francamente miserável situação dos refugiados no país. Inadmissível é Ancara se apropriar desse potencial para chantagear a UE; ou que a UE de repente passe a fazer vista grossa às violações dos direitos humanos dentro da Turquia. Cabe esperar que as coisas voltem a tomar uma outra feição, assim que a tinta no documento tiver secado.

Fonte: DW

Turquia pede mais 3 bilhões de euros à UE

Segundo presidente do Parlamento Europeu, turcos querem o dobro do valor acertado em novembro para ajudar a frear o fluxo de migrantes rumo à União Europeia e, de acordo com diplomatas, também oferecem mais ajuda.

A Turquia solicitou mais 3 bilhões de euros à União Europeia (UE) até 2018, além dos 3 bilhões já prometidos em novembro, em troca de seu apoio para frear a chegada de refugiados à Europa, afirmou nesta segunda-feira (07/03) o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, em Bruxelas.

Confira as últimas notícias da cúpula entre a União Europeia e a Turquia

Em novembro, a União Europeia já prometera 3 bilhões de euros para a Turquia. O dinheiro é usado para o atendimento dos refugiados sírios que estão alojados em acampamentos na Turquia, perto da fronteira com a Síria. O novo valor teria a mesma finalidade, segundo o governo em Ancara. Estimativas do governo turco afirmam que há 2,7 milhões de refugiados no país.

Refugiados aguardam na fronteira da Grécia em acampamento improvisado

Segundo um esboço de resolução, a União Europeia concederia mais 3 bilhões de euros à Turquia. Além disso, cidadãos turcos poderiam entrar na União Europeia sem visto. Em troca, a Turquia se compromete a acolher todos os refugiados que chegarem à Grécia e não obtiverem asilo. “A Turquia está oferecendo mais e exigindo mais”, disse um diplomata europeu.

Os turcos também pedem a aceleração das negociações para o ingresso da Turquia na União Europeia. O primeiro-ministro Ahmed Davutoglu afirmou que seu país está disposto a readmitir todos os imigrantes que não vêm da Síria e todos os que foram interceptados em suas águas territoriais, além de adotar medidas enérgicas contra os traficantes de pessoas, disseram diplomatas.

O ministro das Finanças da Áustria, Hans Jörg Schelling, declarou às margens da cúpula em Bruxelas que não está disposto a disponibilizar mais dinheiro se não for considerada uma compensação aos países que acolheram o maior número de refugiados, como Alemanha, Suécia e Áustria.

AS/dpa/efe/rtr

http://www.dw.com/pt/turquia-pede-mais-3-bilh%C3%B5es-de-euros-%C3%A0-ue/a-19100153

Turquia pede mais 2 bilhões de euros em ajuda para refugiados

Além dos 3 bilhões aprovados pela UE em novembro, governo turco quer ajuda adicional para cumprir acordo e oferecer melhores condições aos requerentes de asilo. Divisões internas no bloco geram impasse sobre pagamentos.

A Turquia pediu 2 bilhões de euros adicionais à União Europeia (UE) para melhorar as condições de ajuda aos refugiados que estão no país, informou neste sábado (30/01) o jornal alemão Die Welt. O acordo inicial previa o envio de 3 bilhões de euros.

“Ancara quer agora 5 bilhões, mas só estamos preparados para dar os 3 bilhões de euros que tínhamos prometido”, afirmou um diplomata da UE.

A quantia inicial é resultado de um acordo firmado em novembro de 2015 que prevê a doação do dinheiro em troca de a Turquia proteger suas fronteiras e oferecer melhores condições de vida aos refugiados no país. O objetivo é diminuir o fluxo de requerentes de asilo para a Europa.

Recentemente, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, reiterou que a ajuda seria enviada durante a visita do primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, a Berlim. Ainda não há, no entanto, previsão para o pagamento devido a divisões internas no bloco. A Itália, por exemplo, se recusa a pagar sua parte.

Na sexta-feira, o premiê italiano, Matteo Renzi, afirmou na capital alemã que quer aguardar a conferência de doadores da Síria, que vai acontecer na próxima quinta-feira (04/02), em Londres, para tomar uma decisão.

No encontro, será decidido se o dinheiro irá sair dos cofres da UE ou se cada estado-membro terá de contribuir individualmente.

Vigilância

Outro impasse é a forma como o governo turco deve aplicar o dinheiro. Segundo o Die Welt, Ancara quer administrar a quantia de forma independente, enquanto Bruxelas exige que o fundo seja aplicado em projetos concretos, como a construção de escolas. A UE também quer controlar os pagamentos para que o dinheiro seja direcionado exclusivamente aos refugiados.

“Tem sido difícil para o governo turco aceitar que bilhões de euros em ajuda para refugiados deverão ser pagos passo a passo depois de checagens rígidas da UE”, disseram diplomatas ao jornal alemão.

Milhares de requerentes de asilo, a maioria da Síria, procuraram refúgio na Turquia. Alguns permanecem em campos para refugiados, mas a maior parte se arrisca na travessia pelo mar Mediterrâneo em direção às ilhas gregas.

Neste sábado, ao menos 33 pessoas morreram afogadas na costa turca tentando chegar à Europa, entre elas, crianças.

KG/dpa/afp

UE prevê a chegada de mais três milhões de imigrantes até 2017

BRUXELAS — A Europa espera receber mais três milhões de imigrantes até 2017, informou nesta quinta-feira a Comissão Europeia após divulgar suas previsões econômicas para os 28 países do bloco. A previsão é que um milhão de refugiados devem chegar ainda neste ano, mais 1,5 milhão em 2016 e 500 mil no ano seguinte, o que pode aumentar a produção no continente e até melhorar as finanças públicas a longo prazo, caso essas pessoas sejam integradas no mercado de trabalho. Enquanto isso, a ONU alerta para um fluxo diário de cinco mil pessoas e pede a arrecadação de fundos para evitar tragédias na Grécia e nos Balcãs.

— Quase três milhões de pessoas adicionais chegarão à UE no período — afirma a Comissão nas previsões econômicas, nas quais considera que o fluxo pode ter um impacto “leve, mas positivo” na economia do bloco.

De acordo com o relatório, que considera a entrega de asilo para metade dos recém-chegados e muitos deles em idades ativa, a força de trabalho nos países do bloco pode aumentar em até 0,3% em 2016 e 2017. Mas esse cenário pode ser afetado se os refugiados tiverem uma baixa qualificação. A simulação também mostra que os imigrantes teriam um pequeno impacto negativo sobre as finanças públicas da UE, aumentando o déficit orçamentário para 0,04% do PIB em 2016 e 2017.

Os países de trânsito podem ter um custo orçamentário adicional de 0,2% do PIB em 2015, mas que deve ser estabilizado no ano que vem. Já nas as nações que são destino de final dos requerentes de asilo o impacto seria maior. Na Suécia, que recebeu proporcionalmente a maior cota de refugiados, o impacto seria maior, de 0,5% do PIB e efeitos positivos menores sobre o crescimento.

Até agora em 2015, mais de 700 mil pessoas chegaram ao continente buscando refúgio ou emprego, e a previsão é de que outros 600 mil desembarquem na Europa nos últimos dois meses do ano, afirmou a ONU. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) alertou nesta quinta-feira para a expectativa de um fluxo diário de cinco mil refugiados, em um chamado para arrecadar fundos e evitar tragédias na costa grega e nos Bálcãs.

“As severas condições climáticas na região exacerbariam o sofrimento de milhares de refugiados e imigrantes que chegam à Grécia e viajam pelos Bálcãs, e poderiam resultar em mais mortes se não forem tomadas as medidas adequadas de forma urgente”, disse o Acnur, ao apresentar seu plano para o inverno.

A agência pretende juntar US$ 96,15 milhões para apoiar Croácia, Grécia, Sérvia, Eslovênia e Macedônia, aumentando o fundo de emergência, atualmente de US$ 172,7 milhões.

NOVA TRAGÉDIA

Em mais um naufrágio na costa grega, uma criança morreu afogada e outra estava desaparecida perto de Kos. Uma operação de busca e resgate estava em andamento, de acordo com autoridades. Até agora, 14 pessoas foram resgatadas, incluindo um homem que disse que seu filho de 6 anos estava desaparecido após cair no mar.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ue-preve-chegada-de-mais-tres-milhoes-de-imigrantes-ate-2017-17969498#ixzz3qnzzP1Fs

Chegadas de imigrantes irregulares à UE alcançam 170 mil em setembro

Balanço foi divulgado pela agência responsável pelas fronteiras do bloco.
Até o momento, 710 mil já entraram no bloco.

Cerca de 170 mil imigrantes irregulares entraram na União Europeia em setembro, disse nesta terça-feira (13) a agência responsável pelas fronteiras do bloco, a Frontex, elevando o total do ano até o momento para 710 mil.

 O número é mais que o dobro dos 282 mil que cruzaram as fronteiras da UE irregularmente no ano inteiro de 2014, à medida que a Europa enfrenta sua maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.

Em agosto, a Frontex registrou 190 mil chegadas irregulares, muitas pelo mar em direção à Grécia, marcando um quinto mês consecutivo de recorde. No total, 350 mil pessoas chegaram à Grécia de janeiro a setembro, dos quais 49 mil chegaram somente em setembro, muitos vindos da Síria.

Uma escassez de barcos na Líbia e condições meteorológicas ruins ajudaram a reduzir o número de imigrantes que chegaram à Itália em setembro para 12 mil, informou a Frontex, levando o total pela em nove meses na Itália para 129 mil, sendo muitos imigrantes da Eritreia.

A União Europeia luta para lidar com o fluxo de imigrantes que fogem da pobreza e guerras no Oriente Médio e África e arrastou o bloco de 28 países para uma crise.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/10/chegadas-de-imigrantes-irregulares-ue-alcancam-170-mil-em-setembro.html

UE aprova missão naval no Mediterrâneo para combater tráfico de pessoas

BRUXELAS (Reuters) – A União Europeia aprovou uma missão naval nesta segunda-feira para conter quadrilhas de contrabando de imigrantes provenientes da Líbia, enquanto partes de um plano mais amplo para lidar com a situação começaram a ser revelados, em meio a uma polêmica sobre as cotas nacionais para os que buscam asilo.

A morte de muitas centenas de pessoas no mar, incluindo o afogamento de até 900 em um único navio no Mediterrâneo no mês passado, levou governos europeus a dar uma resposta mais firme. No entanto, além de um financiamento maior para as operações de resgate, a UE está dividida sobre como agir num momento em que partidos anti-imigrantes ganham apoio em alguns países.

UE aprova missão naval no Mediterrâneo para combater tráfico de pessoas

“Este é apenas o começo. Agora o planejamento começa”, disse a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, sobre a missão naval, acrescentando que a operação pode começar no próximo mês.

A União Europeia quer prender os contrabandistas e destruir seus barcos ao largo da costa da Líbia para combater a crescente imigração de pessoas que fogem da guerra e da pobreza na África e no Oriente Médio, mas muitos países europeus querem autorização da ONU para operar perto da costa de um país que vive situação caótica desde que potências ocidentais apoiaram uma revolta de 2011 que derrubou Muammar Gaddafi.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, exortou a Europa a dar esse passo, em parte porque os militantes do Estado Islâmico poderiam estar “também tentando se esconder, se misturando entre os imigrantes”, a fim de chegar à Europa.

Pelo menos 51.000 imigrantes entraram na Europa este ano, atravessando o Mar Mediterrâneo, tendo 30.500 chegado via Itália. Cerca de 1.800 se afogaram na tentativa de chegar à Europa, diz a agência de refugiados da ONU.

Como parte de sua estratégia para imigração, a Comissão Europeia revelou na semana passada um plano para aceitar mais 20.000 refugiados ao longo dos próximos dois anos, uma resposta à situação de emergência.

http://www.jornalacidade.com.br/noticias/mundo/NOT,0,0,1062761,UE+aprova+missao+naval+no+Mediterraneo+para+combater+trafico+de+pessoas.aspx

UE promete dobrar a 1,1 bilhão de euros a ajuda humanitária na Síria

Conferência de doadores acontece no Kuwait.
Quase 500 milhões de euros sairão diretamente do orçamento da UE.

A União Europeia (UE) prometeu dobrar a ajuda humanitária em 2015 a 1,1 bilhão de euros para ajudar a aliviar a crise provocada pelo conflito na Síria, por ocasião da conferência de doadores que acontece no Kuwait.

“As necessidades são imensas e um esforço excepcional é necessário”, firmou o comissário europeu de Ajuda Humanitária, Christos Stylianides.

Quase 500 milhões de euros sairão diretamente do orçamento da UE, ao mesmo tempo que os 28 países membros do bloco devem aumentar suas contribuições, segundo a União Europeia.

O Kuwait anunciou nesta terça-feira uma ajuda de 500 milhões de euros pela crise síria, que chamou de a pior da história moderna.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/ue-promete-dobrar-11-bilhao-de-euros-ajuda-humanitaria-na-siria.html

Parlamento britânico adverte que EI poderia entrar na Europa através da Líbia

Londres, 24 mar (EFE).- A Câmara dos Comuns do parlamento do Reino Unido advertiu em carta aberta ao secretário de Assuntos Exteriores nesta segunda-feira que o Estado Islâmico (EI) poderia se aproveitar do caos na Líbia para infiltrar terroristas na Europa, que poderiam se passar por refugiados do país africano. O Comitê de Relações Exteriores, pertencente à Câmara dos Comuns britânica, destacou que o EI executou uma operação para se estabelecer no norte da África depois que o regime ditatorial de Muammar Kadafi na Líbia foi derrubado em 2011. “A imigração ilegal procedente da Líbia é uma preocupação importante, pois poderia ser um salvo-conduto utilizado pelos terroristas para chegar à Europa e realizar ataques”, explicou o Comitê de Relações Exteriores. O Comitê ressaltou que a agitação violenta na qual a Líbia está imersa, um país muito próximo à Europa e do qual milhares de refugiados fogem todos os dias, traz preocupações para aspectos como a segurança. O Comitê assinalou que o Reino Unido, como país que apoiou os rebeldes que lutaram contra Kadafi com operações aéreas, tem a “responsabilidade” de ajudar a Líbia para reparar e restabelecer um governo estável no país. “Parece que o Estado Islâmico se aproveitou do caos reinante na Líbia para se estabelecer no país”, destacaram os membros do Comitê de Relações Exteriores. Além disso, especificaram que “existe uma preocupação pela segurança na Líbia, o que representa uma motivação adicional para a comunidade internacional para que proporcione assistência”. A Líbia vem sofrendo com a anarquia e a guerra civil desde que Kadafi foi derrubado em 2011. Há meses, dois governos, um considerado rebelde em Trípoli e outro internacionalmente reconhecido em Tobruk, lutam para controlar o país e seus recursos naturais, situação da qual grupos jihadistas como o Estado Islâmico se aproveitaram para ampliar sua influência e poder territorial. Após a derrocada do regime do coronel Kadafi em outubro de 2011, a Líbia é um dos países listados como um Estado falido e pode se transformar em uma ameaça para a segurança internacional. EFE abr/rpr

http://noticias.r7.com/internacional/parlamento-britanico-adverte-que-ei-poderia-entrar-na-europa-atraves-da-libia-23032015

OTAN analisa possível presença na Líbia e no Iraque

Madri, (Prensa Latina) – A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) analisa sua possível presença na Líbia e estuda um pedido de ajuda do governo iraquiano, informou nesta quinta (12), o secretário geral da aliança, Jens Stoltenberg.

Em uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, José García-Margallo, o chefe da aliança informou que, no caso do Iraque, o objetivo seria ajudar a aumentar a capacidade de suas forças militares.

Stoltenberg também definiu o Estado Islâmico e o terrorismo extremista como uma ameaça mundial direta.

O chefe da Aliança Atlântica, que, além de conversar com García-Margallo, reuniu-se hoje com o rei Felipe VI e o chefe de Governo, Mariano Rajoy, acrescentou que a OTAN aumentará sua força de resposta rápida de 13 mil a 30 mil soldados.

Em relação à Ucrânia, o secretário geral da OTAN considerou necessária uma solução negociada e pacífica, e ainda reiterou as acusações à Rússia por suposta violação de fronteiras.

Interrogados sobre a proposta do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de criar um exército europeu, Stoltenberg afirmou que, caso aprovada, deverá ser complementar à OTAN, sem duplicar esforços financeiros.

O aumento das capacidades dos aliados europeus da aliança, sublinhou, é algo a ser comemorado, mas como tudo na União Europeia, deve ser complementar à OTAN.

García-Margallo, por sua vez, respaldou a proposta de Juncker que considerou ser baseada no conceito de defesa comum, mas afirmou que ela deve ser realizada em um meio estratégico atualmente inexistente.

O chefe da diplomacia espanhola reafirmou também os vínculos com a aliança da qual, disse, seu país é o sétimo contribuinte, com quatro bilhões de dólares.

Sobre isso, relembrou que desde 1990 mais de 140 mil militares espanhóis participaram em missões no exterior, entre elas, o programa de vigilância aérea do mar Báltico com aviões sediados na Estônia e com uma uma bateria de mísseis Patriot na Turquia.

A Espanha também está incluída no chamado escudo antimísseis e abriga quatro contra-torpederos estadunidenses na base de Rota, no sul do país.

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=13280