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Explosivos mataram quase 1.000 crianças na Síria em 2017

Middle East Monitor – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNICEF pediram uma ação internacional em resposta a riscos de explosivos na Síria, onde pelo menos 910 crianças foram mortas por artefatos explosivos em 2017.

“Mais de 8 milhões de pessoas estão expostas a riscos explosivos na Síria, incluindo mais de 3 milhões de crianças”, disseram em comunicado conjunto a OMS e a UNICEF.

Pelo menos 910 crianças foram mortas e 361 crianças foram mutiladas na Síria em 2017, incluindo explosivos remanescentes de guerra e dispositivos explosivos improvisados ​​ativados por vítimas, disseram a OMS e a UNICEF.

Mil crianças foram supostamente mortas ou feridas na intensificação da violência nos primeiros dois meses de 2018, disseram eles.

Leia:  16 crianças mortas no Idlib da Síria enquanto o regime continua a campanha de bombardeio

Observando a situação na cidade de Raqqah, onde cerca de 200 mil pessoas retornaram à cidade e à periferia desde outubro do ano passado, o comunicado dizia: “Essas famílias correm um tremendo risco de serem mortas ou mutiladas por perigos explosivos que cobrem a cidade”.

Pelo menos 658 pessoas teriam sido feridas e mais de 130 foram mortas por minas terrestres, armadilhas e artefatos explosivos não detonados na cidade de Raqqa de 20 de outubro de 2017 a 23 de fevereiro de 2018, acrescentou o comunicado.

Com informações e imagens de Middle East Monitor

Metade das crianças sírias não está na escola, diz Unicef

Na Síria, assolada pela guerra civil, e em campos de refugiados nos países vizinhos, milhões de jovens não têm acesso à educação. Fundo das Nações Unidas luta para evitar uma geração perdida.

A guerra civil na Síria já dura mais de cinco anos, e não há um fim à vista. Entre os que mais sofrem com a violência e o caos estão as crianças. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), há cerca de 2,5 milhões de menores sírios registrados como refugiados fora do país.

Muitas das crianças vivem em campos em países como Líbano, Jordânia ou Egito, traumatizadas pela morte e a violência que testemunharam. Organizações internacionais de ajuda humanitária lutam para que essas crianças tenham um futuro e não se tornem uma geração perdida. Uma das ferramentas mais importantes nesse sentido é a educação.

Por ocasião da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, na semana que vem, Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, apelou aos chefes de governo de todo o mundo para que garantam 12 anos escolares a todas as crianças refugiadas.

“A educação é crucial”, afirmou Yousafzai, que se tornou a mais jovem ganhadora do Nobel justamente ao defender o direito à educação. “Eu entendo, você entende, as pessoas entendem, mas quando se trata de os líderes mundiais tomarem uma decisão, eles ignoram isso completamente, como se não tivessem nenhum conhecimento e fossem completamente ignorantes.”

Faltam professores, escolas fechadas

Organizações como o Unicef trabalham não apenas com crianças refugiadas em Estados vizinhos à Síria, mas também com meninos e meninas que ainda se encontram dentro do país abalado pela guerra.

Mais de 700 mil crianças refugiadas sírias em países vizinhos não vão à escola. Dentro da Síria, a situação é ainda pior: um quarto de todos os prédios escolares não é mais usado para fins educativos, e 50 mil profissionais da educação não trabalham mais em seus antigos empregos – eles fugiram do país, morreram ou se juntaram aos combates. Isso explica por que 2,1 milhões de crianças sírias não têm a possibilidade de ir à escola.

“Metade das crianças sírias em idade escolar não está na escola”, afirmou à DW Juliette Touma, chefe de comunicação do Unicef para o Oriente Médio e Norte da África. “Algumas delas nunca foram a uma escola, outras já perderam até cinco anos.”

Hora da aula para crianças numa das nove escolas erguidas pelo Unicef no campo de refugiados de Zaatari, na JordâniaHora da aula para crianças numa das nove escolas erguidas pelo Unicef no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia

Sem Geração Perdida

Em 2016, o Unicef planeja garantir o acesso à educação formal para 854 mil crianças sírias refugiadas no Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia. Para isso, o Unicef é um dos órgãos que apoiam a iniciativa Sem Geração Perdida.

Amparada por diferentes agências da ONU, uma série de ONGs locais e internacionais, doadores privados e governamentais, a iniciativa tem como objetivo oferecer a crianças e jovens a oportunidade de se recuperar, aprender e se desenvolver.

“No campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, o segundo maior do mundo, construímos nove escolas a partir do zero”, afirmou Touma. “Em outros países, expandimos o espaço de aprendizagem através da reforma de prédios escolares existentes, adicionando mais salas de aula ou instalando calefação.”

A iniciativa também introduziu uma metodologia de dois turnos em inúmeras escolas, por exemplo, na Jordânia. Pela manhã, as crianças jordanianas vãos às aulas, enquanto no período da tarde as salas de aula são usadas pelas crianças refugiadas sírias.

Situação difícil para as meninas

Para meninas refugiadas, a situação é especialmente precária. Elas têm menos chances que os meninos de frequentar uma escola.

“Meninas refugiadas se perguntam por quanto tempo elas podem ficar fora da escola até que sejam forçadas a casamentos precoces ou ao trabalho infantil”, afirmou Yousafzai em nota de imprensa.

Touma narra a história de uma menina num campo de refugiados jordaniano que convenceu os pais a não casá-la, mas deixá-la ir à escola. A representante do Unicef também disse que o número de meninas se casando é crescente, porque seus pais perderam tudo e são tão pobres que não têm opção.

A iniciativa Sem Geração Perdida luta para combater essa prática e assegurar que meninas e meninos tenham a chance de ir à escola.

“Para o Unicef, a educação é tão importante quanto água e vacinas, porque alimenta a alma de uma criança”, afirmou Touma. “A escola é realmente um porto seguro – e também um investimento no futuro. Tenham em mente que um dia a guerra na Síria chegará ao fim. Precisamos dessas crianças para reconstruir o país.”

http://www.dw.com/pt/metade-das-crian%C3%A7as-s%C3%ADrias-n%C3%A3o-est%C3%A1-na-escola-diz-unicef/a-19554849

Mundo tem 50 milhões de crianças ‘deslocadas’, alerta Unicef

28 milhões de crianças foram expulsas de suas casas por conflitos.
Outras 20 milhões saíram de casa devido à pobreza ou diante da violência.

Ao menos 50 milhões de crianças vivem “deslocadas” no mundo após abandonarem seus lares em consequência de guerras, violência e perseguições, alerta nesta quarta-feira (7) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No final de 2015, ao menos 31 milhões de crianças viviam refugiadas no exterior e 17 milhões estavam deslocadas em seus próprios países.

“As imagens indeléveis das crianças vítimas – o pequeno corpo de Alan Kurdi encontrado em uma praia afogado ou o olhar perdido no rosto ensanguentado de Omran Daqneesh, sentado em uma ambulância após a destruição de sua casa – sacudiram o mundo inteiro”, disse Anthony Lake, diretor-geral da Unicef.

“Cada foto, cada menina ou menino simbolizam milhões de crianças em perigo e necessitamos que a compaixão que sentimos pelas vítimas que podemos ver se traduza em uma ação a favor de todas as crianças”.

Menino foi resgatado com vida sob os escombros de edifício após bombardeio em Aleppo (Foto: Aleppo Media Center/AP)Menino foi resgatado com vida sob os escombros de edifício após bombardeio em Aleppo (Foto: Aleppo Media Center/AP)

Do total de 50 milhões de crianças “deslocadas”, uma avaliação “prudente” da Unicef indica que 28 milhões foram expulsas de suas casas por conflitos e têm uma necessidade urgente de ajuda humanitária e de acesso aos serviços essenciais.

Outras 20 milhões de crianças deixaram suas casas devido à extrema pobreza ou diante da violência de grupos criminosos.

“Muitos correm o risco de serem maltratados ou detidos, diante da falta de documentos ou de um estatuto jurídico preciso”, destaca a Unicef.

A agência da ONU observa ainda que as crianças representam uma parte desproporcional e crescente” das pessoas que buscam refúgio fora de seu país de nascimento: são quase a metade dos refugiados para um terço da população mundial.

Em 2015, em torno de 45% das crianças refugiadas sob a proteção da ONU eram originários de Síria e Afeganistão.

Diante deste panorama, a Unicef conclamou as autoridades a acabar com a detenção de crianças imigrantes e de solicitantes do status de refugiado, a não separá-los de suas famílias, a permitir seu acesso aos serviços de saúde e a promover a luta contra a xenofobia e a discriminação.

 Aylan Kurdi (Foto: Reuters)Aylan Kurdi (Foto: Reuters)

Boko Haram utiliza cada vez mais crianças em seus ataques suicidas

Em 2015, 44 crianças foram usadas nesse tipo de ataque.
Crianças são enganadas e forçadas a cometer os atentados.

O número de crianças envolvidas em ataques suicidas na região do lago Chade, área de atuação do grupo islamita nigeriano Boko Haram, multiplicou por 10 em 2015, de acordo com estimativas do Unicef.

De quatro crianças utilizadas em ataques suicidas em 2014, o número chegou a 44 um ano depois, segundo o Unicef, que reúne dados da Nigéria, Camarões, Chade e Níger, os países de atuação do grupo que jurou fidelidade ao grupo Estado Islâmico (EI).

Mais de 75% dos menores nestes ataques são meninas, de acordo com o Unicef. O relatório tem o título “Beyond Chibok” (“Além de Chibok”), em referencia à localidade da Nigéria onde o Boko Haram sequestrou 276 meninas há dois anos.

“É necessário ser claro: estas crianças são vítimas, não autores”, afirma Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para os países do oeste e centro da África.

“Enganas as crianças e forçá-las a cometer atos mortais é um dos aspectos mais horríveis da violência na Nigéria e nos países vizinhos”, completa.

Desde janeiro de 2014, o extremo norte de Camarões, cenário recorrente dos ataques do Boko Haram, é o local com o maior número de atentados suicidas com crianças (21), seguido por Nigéria (17) e Chade (2).

Este fenômeno “cria uma atmosfera de medo e de suspeita que tem consequências devastadoras” para as crianças, sobretudo as que foram libertadas depois de viver em cativeiro de grupos armados, indica o Unicef.

Estas crianças, assim como as nascidas em casamentos forçados ou em consequência de estupros, “enfrentam a estigmatização e a discriminação” em seus vilarejos e nos campos de deslocados.

O Boko Haram, que nos últimos meses sofreu várias derrotas para os exércitos da região, multiplicou os atentados suicidas utilizando mulheres e crianças para aterrorizar a população.

No ano passado, este tipo de ataque, até então concentrado na Nigéria, atingiu os países vizinhos, principalmente Camarões. De acordo com o Unicef foram registrados 89 atentados com ‘homens-bomba’ na Nigéria, 39 em Camarões, 16 no Chade e sete em Níger.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/boko-haram-utiliza-cada-vez-mais-criancas-em-seus-ataques-suicidas.html

Trabalho infantil atinge refugiado sírio de apenas 3 anos, alerta porta-voz do Unicef

RIO — Um terço das crianças sírias nasceu em meio à guerra, de acordo com novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado nesta segunda-feira. Em entrevista ao GLOBO, Juliette Douma, que responde pelo órgão na Jordânia, alerta para uma geração perdida se a situação no país não mudar e apela por ajuda humanitária imediata.

Os dados são alarmantes. Segundo o Unicef, mais de 80% das crianças foram afetadas nos cinco anos de conflito, que eclodiu com uma revolta contra o presidente Bashar al-Assad em 2011 e se transformou em uma sangrenta guerra civil.

Devido ao aumento da pobreza, cada vez mais menores são forçados a trabalhar e a se unir a grupos armados. Muitos crescem órfãos e iniciam a vida adulta sem instrução, emprego e esperança.

Quais são os impactos na vida dessas crianças que nasceram em meio à guerra?

Cerca de 3,7 milhões de crianças sírias, isto é, um terço dos menores, nasceram conhecendo apenas a guerra. Elas vivem em condições de pobreza, violência, devastação e deslocamento. Com o relatório, queremos chamar atenção para a necessidade de ajuda humanitária e de mais esforços para que o conflito tenha fim.

Após abandonar a escola quando a sua família fugiu da Síria, a adolescente Qamar, de 14 anos, senta com sua filha de apenas um ano no colo – UNICEF

Podemos falar de uma geração perdida?

Ainda não estamos chamando dessa forma. Mas, se não oferecermos ajuda e educação a essas crianças, pode se tornar uma geração perdida. Temos que investir nelas agora para que possam reconstruir o país quando a paz retornar. Muitas escolas foram bombardeadas e não estão funcionando mais. Por outro lado, há famílias que deixam de mandar seus filhos para a escola porque precisam de seu trabalho.

Qual é a situação delas nos campos de refugiados?

Em torno de 800 mil crianças sírias vivem como refugiadas e 300 mil nasceram em campos. A maioria vive do lado de fora, em comunidades locais ou abrigadas por moradores. Um dos grandes problemas é o trabalho infantil. Há cada vez mais e mais crianças trabalhando em diferentes atividades como garçonete, em cafés, hospitais. A mais nova trabalhando é um menino de 3 anos.

Mohammed tem 12 anos e já deixou a escola para trabalhar doze horas ao dia e ajudar sua família, que fugiu da Síria para a Jordânia – UNICEF

O que explica o aumento do número de crianças participando dos combates?

Muitas são forçadas a lutar em diferentes partes do conflito. E elas estão assumindo posições cada mais ativas na linha de frente.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/trabalho-infantil-atinge-refugiado-sirio-de-apenas-3-anos-alerta-porta-voz-do-unicef-18872983#ixzz42zFkV1Y9
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Um terço das crianças sírias nasceu durante a guerra, aponta Unicef

Cerca de 7 milhões vivem em condições de pobreza.

AMÃ, Jordânia — Mais de 80% das crianças sírias foram afetadas nos cinco anos de guerra no país, apontou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta segunda-feira. Cada vez mais menores são forçados a trabalhar, se unir a grupos armados ou a se casarem jovens. Cerca de 7 milhões de crianças vivem em condições de pobreza.

Um terço dos sírios menores de 18 anos, ou cerca de 3,7 milhões de menores, nasceram depois da revolta contra o presidente Bashar Assad, que eclodiu em 2011 e se transformou em uma guerra civil.

A Unicef disse que tinha verificado quase 1.500 crimes graves contra crianças em 2015, incluindo assassinatos e sequestros. A agência acredita que o número real é ainda maior.

Desde o início do conflito, mais de 250 mil pessoas morreram e quase metade dos 23 milhões de habitantes do país foram deslocados.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/um-terco-das-criancas-sirias-nasceu-durante-guerra-aponta-unicef-18869835#ixzz42siE0mdH
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Unicef: 200 milhões de mulheres sofreram mutilação genital

Relatório inclui dados de 30 países, mas afirma que metade dos casos ocorreu em apenas três: Egito, Etiópia e Indonésia. Agência da ONU alerta que número de vítimas deve aumentar significativamente nos próximos anos.

Pelo menos 200 milhões de meninas e mulheres foram vítimas de mutilação genital em 30 países, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em relatório divulgado nesta sexta-feira (05/02), o mais completo já feito sobre o assunto.

O documento traz 70 milhões de casos a mais que o estimado em 2014. Segundo o órgão, isso aconteceu porque a população cresceu em alguns lugares e porque a pesquisa passou a incluir mais dados da Indonésia, onde a prática é muito comum e onde antes não havia dados confiáveis.

O relatório afirma que o montante se refere a números de procedimentos de mutilação genital realizados, prática que, “independentemente da forma como é feita, é uma violação dos direitos das crianças e mulheres”.

Segundo o Unicef, três países – Egito, Etiópia e Indonésia – concentram metade dos casos. Das 200 milhões de vítimas, 44 milhões são meninas de até 14 anos. Em vários países, a prevalência da mutilação genital nessa faixa etária supera 50%. Na Indonésia, por exemplo, cerca de metade das meninas de até 11 anos já foi submetida à prática. No Iêmen, 85% das garotas são mutiladas na primeira semana de vida, segundo o Unicef.

Já os países com uma maior prevalência de casos na faixa dos 15 aos 49 anos são a Somália, com 98%, a Guiné, com 97%, e o Djibouti, com 93%.

Apesar dos números alarmantes, a agência das Nações Unidas diz que a oposição a esta prática está ganhando força no mundo. Desde 2008, mais de 15 mil comunidades e distritos em 20 países declararam publicamente que estão abandonando a mutilação genital. Além disso, cinco países aprovaram leis que criminalizam a prática.

De qualquer forma, a taxa de progressão não é “suficiente para acompanhar o crescimento populacional” e, se as atuais tendências se mantiverem, “o número de vítimas vai aumentar significativamente ao longo dos próximos 15 anos”, diz a pesquisa.

“Determinar a magnitude da mutilação genital feminina é essencial para eliminar a prática”, afirmou Geeta Rao Gupta, diretora-executiva do Unicef. “Governos que coletam estatísticas nacionais sobre o assunto estão em melhor posição para entender a extensão do problema e acelerar os esforços para proteger os direitos de milhões de meninas e mulheres.”

http://www.dw.com/pt/unicef-200-milh%C3%B5es-de-mulheres-sofreram-mutila%C3%A7%C3%A3o-genital/a-19029065

Forças no Sudão do Sul recrutaram 16 mil crianças desde janeiro

Dados são da Unicef; elas são usadas em combate e funções operacionais.
Meninas são forçadas a fins sexuais e casamentos arranjados.

Cerca de 16 mil crianças foram recrutadas à força este ano por diferentes partidos em conflitos no Sudão do Sul, denunciou a Unicef esta sexta-feira (27).

“A situação das crianças continua sendo grave. Apesar da assinatura de um acordo de paz em agosto, há poucos sinais de melhora. Continuam ocorrendo em todo o país graves violações dos direitos das crianças, incluindo assassinatos, sequestros e violências sexuais”, declarou um porta-voz da Unicef, Christophe Boulierac.

Estas crianças são usadas para participar em combates e também exercer funções de carregadores e mensageiros enviados a zonas extremamente perigosas.

As meninas, por sua vez, são usadas para fins sexuais e casamentos forçados.

O Sudão do sul proclamou sua independência em julho de 2011, para depois mergulhar em uma guerra político-étnica, nutrida por rivalidades entre o chefe da rebelião, Riek Machar, ex-vice-presidente, eo atual chefe de Estado, Salva Kiir.

Mesmo com um acordo de paz assinado em 26 de agosto, os combates não cessaram.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/forcas-no-sudao-do-sul-recrutaram-16-mil-criancas-desde-janeiro.html

 

Boko Haram já desalojou mais de um milhão de crianças na Nigéria

Segundo relatório da UNICEF, meio milhão de crianças tiveram de fugir nos últimos cinco meses perante a ameaça do grupo islamista.

Nos últimos cinco meses, cerca de meio milhão de crianças abandonaram as suas casas, aldeias e famílias, na Nigéria e países vizinhos, para escapar à ameaça representada pelo grupo islamista Boko Haram, denunciou a UNICEF.

De acordo com aquela agência das Nações Unidas para a protecção da infância, o número total de crianças desalojadas após ataques dos extremistas do Boko Haram já ascende a mais de 1,4 milhões. Segundo um relatório, divulgado na quinta-feira, a maioria destas crianças que escaparam da violência dos militantes continuam a viver em situação de risco extremo, malnutridas e em campos de refugiados infectados por cólera e outras doenças contagiosas.

Só na Nigéria – o país berço da insurreição islamista lançada em 2009, e cujo lema é “a educação ocidental é proibida” –, quase 1,2 milhões de crianças, metade das quais com menos de cinco anos, foram obrigadas a sair de casa para escapar aos radicais. Diz a Unicef que as movimentações dos militantes nas regiões de fronteira também forçaram 265 mil crianças do Chade, Camarões e Níger a abandonar os seus lares.

A população ameaçada consiste, praticamente, de habitantes de pequenas localidades em zonas remotas e de floresta – o que dificulta a sua fuga em caso de ataque do Boko Haram, e também a chegada da assistência das organizações internacionais, como a UNICEF. Além das acções armadas de terrorismo, o grupo é responsável por uma campanha de raptos e pilhagens: num episódio que chocou o mundo, e que continua por deslindar, os militantes sequestraram 270 adolescentes que se preparavam para realizar um exame nacional numa escola de Chibok, no estado de Borno. Apesar dos esforços internacionais, as meninas continuam desaparecidas.

“A situação é verdadeiramente alarmante. Mulheres e crianças continuam a ser mortas, raptadas e usadas como bombistas “, escreve o director da UNICEF para a África Central e Ocidental, Manuel Fontaine.

Segundo a UNICEF, o risco de ataque em mercados e escolas mantinha as populações prisioneiras dentro das aldeias, e à mercê da sorte em caso de ataque: quando os militantes chegam, habitualmente lançam fogo aos edifícios e disparam sobre as pessoas que fogem. Na semana passada, pela primeira vez, o Boko Haram atingiu à bomba um campo de refugiados, em Yola, que alberga residentes de aldeias destruídas nos estados de Borno e Yobe, na Nigéria. No incidente morreram sete pessoas, cinco das quais eram crianças.

A UNICEF e os Médicos Sem Fronteiras reconhecem que as condições de vida nesses campos de refugiados estão longe do ideal. No mês passado, foi detectada uma epidemia de cólera num campo de Maiduguri, e de então para cá a doença já foi identificada noutros dois campos nigerianos. A situação é igualmente precária no Níger. “Os desalojados estão desamparados e traumatizados, a situação é atroz”, disse o coordenador das acções humanitárias da ONU na região do Sahel, Toby Lanzer, à AFP.

A intensificação da ofensiva do Exército nigeriano, apoiado por tropas de países vizinhos, levou o Boko Haram a dispersar e mudar de táctica. Segundo o Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, depois de uma revisão da estratégia militar, a campanha contra o Boko Haram está a produzir resultados.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/boko-haram-ja-desalojou-mais-de-um-milhao-de-criancas-na-nigeria-1708254

Unicef relata ‘aumento alarmante’ no uso de meninas em atentados a bomba na Nigéria

Dez mil crianças podem ter sido separadas de suas famílias pelo Boko Haram; vídeos mostram estrangeiros liderando jihad

LAGOS, Nigéria — O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relatou um aumento alarmante no uso de meninas e mulheres em atentados suicidas no Nordeste da Nigéria.

Segundo o Unicef, mulheres e crianças realizaram três quartos dos 26 ataques relatados em 2014 e os 27 registrados nos primeiros cinco meses de 2015.

“Crianças estão sendo usadas por adultos de maneira intencional, do modo mais abominável”, diz o órgão.

O Unicef não soube precisar quantas crianças e mulheres foram raptadas pelo Boko Haram, já que sequestros continuam a acontecer a cada semanas. O fundo estima que 743 mil crianças tenham sido atingidas pelas ações do grupo jihadista e que cerca de 10 mil estejam separadas de suas famílias.

O Unicef teme que as crianças raptadas sejam encaradas como potenciais ameaças e sofram em ações de retaliação contra o grupo.

Nesta terça-feira, uma investida do Boko Haram à cidade de Gubio, no estado de Borno, matou pelo menos 43 pessoas.

ESTRANGEIROS NAS FILEIRAS

Em um vídeo recebido pela Reuters, militantes com sotaque sudanês são ouvidos liderando execuções e chibatadas em pessoas no Nordeste do país, onde a organização tenta impor um autoproclamado califado aos moldes do Estado Islâmico. Segundo militares que viram as imagens, eles teriam posições de liderança.

O Exército disse que está analisando as imagens para estudar melhor a dinâmica interna do grupo. Em 2012, revelou-se que muitos jihadistas do Boko Haram receberam treinamento da al-Qaeda no Magreb Islâmico.

http://oglobo.globo.com/mundo/unicef-relata-aumento-alarmante-no-uso-de-meninas-em-atentados-bomba-na-nigeria-16265921