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Universidade canadense confere título de doutor honoris causa a ex-chefe de grupo vinculado ao Hamas

“O Projeto Lawfare solicita ação no Plano da Universidade de Waterloo para Honrar a Ingrid Mattson,” Projeto Lawfare , 13 de junho de 2017:

Prezado Dr. Hamdullahpur,

Isto é respeitosamente para transmitir as objeções do The Lawfare Project, um think tank legal com sede em Nova York, ao plano da Universidade de Waterloo para premiar a Dra. Ingrid Mattson, do Huron University College, um diploma honorário de Doutorado em 14 de junho. 2017.

Acreditamos que tal prêmio seria para:

  1. Desacreditar a Universidade, no país e no exterior;
  2. Constranger os doadores universitários e os titulares de graus honorários de UWaterloo;
  3. Minar os esforços dos muçulmanos que desafiam o extremismo, incluindo a chamada  “jihad furtiva” ; e
  4. Desconsiderar os oficiais e funcionários da Universidade responsáveis ​​por facilitar o prêmio.

Numa altura em que muitos dos nossos colegas e amigos muçulmanos canadenses lutam, muitas vezes com um custo pessoal considerável, contra a ameaça de radicalismo, extremismo e violência associada, não é apropriado que uma universidade canadense separe alguém com o passado da Dra. Mattson e Conexões para uma distinção tão singular como a sua Universidade hoje contempla a concessão para Dra. Mattson.

A Dra. Mattson foi durante muitos anos uma destacada titular de escritório na Sociedade Islâmica da América do Norte (ISNA), com sede nos EUA. Como muitos outros, The Lawfare Project considera ISNA como uma organização islâmica de linha dura …

A Dr. Mattson tornou-se o presidente da ISNA, ocupando esse cargo por algum tempo quando, em um desenvolvimento não surpreendente, o Departamento de Justiça dos EUA  designou  a organização como uma co-conspiradora não declarada da principal e bem-sucedida acusação de financiamento do terrorismo da Fundação  Terra Santa  . No contexto de  US v. Fundação Terra Santa , um juiz da Corte Distrital dos EUA  eafirma  (pp. 14-15) que “[o] Governo tem produzido ampla evidência para estabelecer as associações de CAIR, ISNA e NAIT com HLF, o Associação Islâmica para a Palestina (“IAP”) e com o Hamas. “O Hamas é uma organização terrorista designada sob a lei canadense e norte-americana.

Como o registro público  mostra claramente , a Dra. Mattson tem sido uma   defensora não confiável.

Assim, após a saída de Mattson da ISNA, o diretor executivo muçulmano do Centro para o pluralismo islâmico escreveu um artigo intitulado   “Ingrid Mattson: Iniciando ISNA, mas ainda está avançando com o Islão radical”. Destacar a capacidade da Dra. Mattson para o gerenciamento suave em sortidos Contextos de divulgação, o artigo falou diretamente do “talento de Mattson para a improvisação falsa”. . . “Mattson”,  afirmou , “é consistente em uma questão importante: a variedade do islamismo que ela abraçou, que é representada por ISNA, é fundamentalista e radical, orientada para o Wahhabismo saudita, o jihadismo paquistanês e a Irmandade Muçulmana”.

De acordo com isso, e além do ISNA, a Dr. Mattson foi conectada  pessoalmente  a uma série de indivíduos e organizações perturbadoras,  incluindo  o  Instituto Internacional para o Pensamento Islâmico . Em um desenvolvimento que desencadeou uma notável publicidade  adversa  no Canadá e nos EUA, esse  Instituto, entre outras entidades preocupantes , ajudou a dotar a cadeira islâmica da Universidade Huron (HUC) agora ocupada pela Dra. Mattson. Refletindo as preocupações de segurança que a nomeação da Mattson para o HUC pode ter sido parte de um padrão mais amplo   de facilitar a penetração islâmica nos meios acadêmicos, de mídia e outros da vida canadense e norte-americana,

Além da variedade de outras críticas, alguém poderia se unir contra qualquer plano da Universidade de Waterloo para reconhecer a Dra. Mattson, reside mais um problema. O fato de conceder a esta pessoa um diploma honorário que destaca a disciplina e o chamado de lei constitui, a nosso ver, um insulto aos valores constitucionais canadenses consagrados na Carta dos Direitos e Liberdades do Canadá. Pois, no que acreditamos ser um ataque direto ao direito da Liberdade de Expressão nos termos do art. 2 da  Carta , é nossa opinião considerada que a Dra. Mattson e os interesses que a sustentam no passado abusaram da lei de difamação canadense na tentativa de silenciar a discussão pública sobre sua história e links, Incluindo o fato de que ela nunca condenou publicamente e nomeia certos extremistas ideológicos com quem teve relações.  Talvez seja por causa desse silenciamento que alguns funcionários da Universidade podem ter desconhecido o grave erro refletido na proposta de Honoris causa a Mattson…

Observa-se especialmente que a Dra. Mattson, em grande medida,  se baseou  em sua credibilidade em links limitados que anteriormente tinha com o governo dos EUA, através de programas de divulgação. A  confiança habitual da Dra. Mattson para a  boa fé normalmente envolve a  propaganda de  sua atividade com os programas de capelania militar, mas os programas de capelania dos EUA e do Canadá estão repletos de problemas de penetração islâmica. Para mencionar apenas um exemplo: o programa dos EUA foi estabelecido pela al-Qaeda -ligada  Abdurahman Alamoudi -Depois retratado nos meios de comunicação de rede como um modelo muçulmano moderado que hoje está cumprindo uma longa pena de prisão após o envolvimento em uma grande trama de assassinato internacional.

Matéria completa: https://www.jihadwatch.org/2017/06/canadian-university-to-confer-honorary-doctorate-on-former-head-of-hamas-linked-group

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La Universidad de Chile emite una resolución que prohíbe la interacción con judíos

Diariojudio.- El Movimiento BDS (Boicot, Desinversión y Sanciones) es una organización política de apoyo a Palestina frente al conflicto con Israel que promueve consignas antisemitas y discriminatorias en general.

Ese movimiento se impuso en una votación en el Centro de Estudiantes de la Facultad de Derecho de la Universidad de Chile cuando se aprobó una medida que prohíbe la interacción de toda índole con personas simpatizantes o vinculadas al Estado de Israel y sus ciudadanos. La medida –a todas vistas antisemita y xenófoba– causó un escándalo internacional y el repudio de organizaciones mundiales.

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Ataque mata ao menos 30 em universidade no Paquistão

Militantes dispararam em salas de aula e em alojamentos. Há relatos de que quatro homens armados vestiam coletes suicidas.

ISLAMABAD — Um ataque com bomba e tiros contra uma universidade no Noroeste do Paquistão terminou com pelo menos 30 mortos e dezenas de feridos nesta quarta-feira, informou o chefe de polícia regional. Fontes de segurança disseram que o número de mortos pode subir.

Há relatos conflitantes sobre a autoria do ataque à Universidade Bacha Khan, em Charsadda, na província de Khyber Pakhtunkhwa. Em um comunicado, o porta-voz oficial do Talibã paquistanês disse que o grupo islâmico não estava por trás da investida. A declaração veio horas depois de um alto comandante talibã afirmar que quatro de seus combatentes estavam envolvidos no atentado. O número de mortos também diverge, com diferentes fontes apontando entre 19 e 30.

Tiroteios e explosões foram ouvidos enquanto guardas de segurança enfrentavam os militantes. Há relatos de que quatro homens armados vestiam coletes suicidas e foram mortos.

Um porta-voz da equipe de resgate, Bilal Ahmad Faizi, disse que 19 corpos foram recuperados, incluindo de estudantes, guardas, policiais e de pelo menos um professor, identificado pela mídia como Syed Hamid Husain. Muitos dos mortos foram aparentemente baleados na cabeça, mostraram imagens de TV.

Mais cedo, Umar Mansoor, um comandante do Talibã paquistanês e o mentor de um massacre de estudantes em dezembro de 2014, reivindicou a responsabilidade pelo ataque e disse que quatro de seus homens participaram da ação.

Os militantes armados atacaram enquanto a universidade se preparava para um recital de poesia na quarta-feira à tarde em comemoração ao aniversário da morte de Khan Abdul Ghaffar Khan, um popular ativista do grupo étnico Pashtun e que deu o nome à universidade.

ATIRADORES DISPARARAM EM SALAS DE AULA

Os militantes aproveitaram a neblina para escalar os muros da Universidade Bacha Khan. Em seguida, entraram em prédios e abriram fogo contra os alunos e professores em salas de aula e em alojamentos, disse a polícia.

Estudantes relataram à mídia local que viram vários jovens armados com AK-47 invadindo o alojamento universitário onde muitos estudantes estavam dormindo.

— Os professores nos disseram para sair imediatamente. Algumas pessoas se esconderam no banheiro — relatou um estudante não identificado a um canal de notícias a partir de uma cama de hospital em Charsadda.

O Itamaraty condenou o ataque: “Ao manifestar sua solidariedade ao povo e ao Governo do Paquistão e transmitir suas condolências às famílias das vítimas, o Brasil reitera seu firme repúdio a toda e qualquer forma de terrorismo, independentemente de sua motivação”, afirmou em nota.

No ataque de dezembro de 2014, homens armados do Talibã mataram 130 alunos em uma escola de gerência militar nas proximidades de Peshawar. Charsadda fica a cerca de 50 km da cidade.

Equipe de resgate leva homem ferido para hospital em Charsadda – HASHAM AHMED / AFP
Khalifa Umar Mansoor, líder de uma facção do Talibã, a Hakimullah Mehsud, reivindicou a autoria do atentado, afirmando que “quatro suicidas nossos executaram o ataque contra a Universidade Bacha Khan”. Ele disse que foi uma resposta à execução, em dezembro, de outros quatro militantes do grupo condenados pelo ataque à escola em Peshawar, em dezembro de 2014. Há também a informação de que a ofensiva foi uma represália a operações do Exército nas zonas tribais próximas da fronteira com o Afeganistão. Entretanto, Muhammad Khurasani, um porta-voz do Talibã, anunciou que os autores do ataque “não islâmico” serão julgados e condenados em nome da sharia (a lei islâmica).

— O Talibã considera os estudantes em instituições não militares o futuro da nossa jihad, e não iríamos matar recrutas em potencial — afirmou Khurasani, insistindo que o mulá Fazlullah, líder do Talibã paquistanês, não tinha nada a ver com o ataque.

A ausência de um comunicado de Fazlullah, que se acredita estar escondido no Afeganistão, indica que o atentado pode ter sido realizado por um comandante local atuando de forma independente. O nome da universidade homenageia um dos líderes políticos seculares do Paquistão, Khan Abdul Ghaffar Khan, apelidado de Bacha Khan, morto em 1988. Ele foi um dos aliados de Mahatma Gandhi na resistência não violenta contra o colonialismo britânico, e fundou o secular e esquerdista Partido Nacional Awami, que se opunha categoricamente ao Talibã e a outros movimentos islamistas. Ontem, foi o 28º aniversário de morte de Ghaffar Khan.

O atentado mostra que os militantes mantêm a capacidade de realizar ataques no Paquistão, apesar da retaliação antiterrorista em todo o país.

— Estamos determinados em nosso compromisso de acabar com a ameaça do terrorismo — afirmou o premier Nawaz Sharif direto da Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ataque-mata-ao-menos-30-em-universidade-no-paquistao-18509523#ixzz3xqzhAfX0

Garissa: Quênia começa a enterrar vítimas do ataque terrorista à universidade

As vítimas de Garissa, no Quênia, começaram a ser enterradas. Amigos e familiares despediram-se, esta sexta-feira, de algumas das 148 vítimas do ataque perpetrado há pouco mais de uma semana pelo grupo radical Al-Shabab.

Uma cerimônia marcada pela dor e pela revolta dos que acreditam que o massacre podia ter sido evitado.

“Estou a amaldiçoar tudo e a todos, a começar pelo governo. Desde logo, pela falta de preparação. Há mais de um ano que se fala de segurança. Além disso, havia informações de que as universidades públicas estavam sob ameaça” Evelyn Wambui amiga de Nyokabi Githakwas

Outro amigo da vítima acrescenta: “temos de estar vigilantes porque a segurança começa conosco.”

O governo está sendo fortemente criticado não só por ter ignorado as ameaças, mas também pelo tempo que demorou a reagir.

O ataque contra a Universidade de Garissa, – o mais mortal no país desde 1998 – provocou 148 mortos, a maioria estudantes.

Os extremistas justificaram com o envolvimento do Quênia na missão militar na Somália.

http://pt.euronews.com/2015/04/10/garissa-quenia-comeca-a-enterrar-vitimas-do-ataque/

Quênia: Sobrevivente recorda o ataque à Universidade de Garissa. Identificação dos cadáveres está difícil

Centenas de familiares continuam a comparecer ao hospital de Nairóbi, no Quênia, onde se encontram os cadáveres das 148 vítimas do ataque, na quinta-feira, contra a Universidade de Garissa, que foi reivindicado pelo grupo islamita Al-Shabab, baseado na Somália.

A identificação das vítimas está a ser lenta e é dificultada pelo estado dos corpos. Alguns cadáveres são reclamados por mais de uma família, como explica o pai de uma estudante: “Estive aqui ontem (domingo), à procura do corpo da minha filha, que acabei por identificar. Mas descobri que o cadáver já tinha sido identificado por outra pessoa. Por isso, regressei hoje para saber se é o corpo da minha filha ou de outra pessoa”.

Quem sobreviveu, não esquece os momentos de terror vividos no estabelecimento de ensino. É o caso de Gitonga Ng’ang’a, que conseguiu escapar à matança levada a cabo pelos terroristas.

“Os estudantes gritavam e alguns choravam. Ao início, os terroristas não falaram. Mas, depois de terem tomado os quartos onde dormíamos, eram capazes de dizer bem alto: Viemos aqui para matar e morrer”, recorda o jovem de 22 anos.

Ng’ang’a não esquece o horror que presenciou quando saiu do esconderijo, debaixo de uma cama:

“Tive de passar por cima de sangue e dos cadáveres dos meus melhores amigos e de outros bons amigos. Foi amargo. Ainda agora, é duro recordar”.

A polícia deteve, no sábado, quatro pessoas suspeitas de envolvimento na ação, depois de ter emitido um mandado de captura para o alegado líder do ataque, Mohamed Mohamud, um antigo professor de uma escola corânica de Garissa.

Os investigadores revelaram que um dos quatro atacantes seria filho de um alto funcionário do governo queniano, de etnia somali.

http://pt.euronews.com/2015/04/06/quenia-sobrevivente-recorda-o-ataque-a-universidade-de-garissa-identificacao-/

Quênia declara três dias de luto nacional por ataque à universidade

Atentado da última quinta-feira (2) deixou saldo de 148 mortos.
Familiares se juntaram em estádio para reencontrar resgatados.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, declarou neste sábado (4) três dias de luto nacional após o massacre da última quinta-feira na Universidade de Garissa, no qual morreram 148 pessoas, e pediu aos cidadãos que permaneçam unidos.

Em discurso, o primeiro desde o fim da operação no campus universitário, Kenyatta condenou o ataque e prometeu ‘fazer todo o possível para defender nosso estilo de vida’.

O presidente queniano garantiu que as forças de segurança estão empenhadas em deter o cérebro do ataque, Mohammed Kuno, identificado como o líder de Al Shabab na região somali de Juba, que faz fronteira com as zonas mais atingidas pelos ataques do grupo islamita.

Neste sábado, familiares de estudantes se concentraram no Estádio de Nyayo, em Nairóbi, capital do país, para rever seus entes, que haviam sido resgatados.

Sobrevivente encontra
Uma das sobreviventes, uma estudante de 19 anos, que estava no dormitório enquanto os terroristas invadiam a universidade, foi resgatada quase 48 horas depois. Ela relata se escondeu dentro de um armário, e ouviu seus colegas serem executados.

A jovem ouviu os policiais se aproximando, mas, como não acreditou que estavam ali para resgatá-la, permaneceu no armário, e só saiu quando ouviu o diretor da universidade. Para matar a sede, a jovem bebeu loção hidratante.

Médicos atendem uma pessoa ferida no Hospital Nacional em Nairobi, no Quênia, após ataque na Universidade de Garissa, no leste do país. Pelo menos 147 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas (Foto: AP)Médicos atendem uma pessoa ferida após ataque
na Universidade de Garissa. (Foto: AP)

O atentado contra a Universidade de Garissa, o pior desde o ataque que deixou 213 mortos na embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi em 1998, voltou a evidenciar a divisão que existe no Quênia entre cristãos e muçulmanos, que se consideram marginalizados pelo governo.

A este respeito, Kenyatta pediu à comunidade muçulmana que colabore com as forças de segurança para combater os radicais que utilizam o islã para conseguir seus próprios objetivos.

O presidente queniano também lamentou a dificultade nas operações antiterroristas porque ‘os que planejam e financiam esta brutalidade estão muito infiltrados em nossas comunidades’.

Histórico
Nos dois últimos anos o Al Shabab perpetrou vários massacres em território queniano, entre os quais se destacam os do shopping Westgate de Nairóbi (2013), os de Mpeketoni, Gamba e Mandera (2014) e o mais recente em Garissa (2015), que causaram mais de 350 mortes no total.

Em 2011, o Exército do Quênia invadiu o sul da Somália em resposta aos vários sequestros de turistas e estrangeiros pelo grupo islamita no nordeste do país, uma ação que o Al Shabab considerou como uma declaração de guerra.

Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reutera)Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reutera)
Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)
Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)
Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)Familiares aguardam para rever familiares resgatados após ataque a Universidade de Garissa, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Al-Shabaab ameaça o Quênia com ‘guerra longa e espantosa’

Grupo militante islâmico afirma em comunicado que haverá um novo banho de sangue

MOGADÍSCIO – O grupo militante islâmico somali al-Shabaab ameaçou neste sábado o Quênia com uma “guerra longa, espantosa” e “um novo banho de sangue”, dois dias depois de ter matado 147 pessoas na Universidade de Garissa.

“Não somente deixam seu governo aplicar suas políticas repressivas, sem protesto, mas também as reforçam elegendo-os. Pagarão o preço com seu sangue”, disse o grupo ligada a rede al-Qaeda em um comunicado.

Os extemistas do al-Shabaab assumiram o ataque à Universidade de Garissa, no Nordeste no Quênia, na quinta-feira, que deixou ao menos 147 mortos, incluindo 142 estudantes, três agentes de segurança e dois seguranças da universidade. Na ação 104 pessoas ficaram feridas, 19 delas em estado crítico.

Na sexta-feira, a polícia do Quênia prendeu cinco suspeitos ligados ao ataque. O al-Shabaab afirmou que o ação foi uma retaliação à incursão queniana de 2011 ao Sul da Somália, onde o grupo opera, que desmontou várias bases dos jihadistas para criar um cordão de isolamento na fronteira, a 200 quilômetros de Garissa.

O grupo islâmico somali, ligado à al-Qaeda, realizou vários atentados em Garissa e no Quênia no passado, incluindo o ataque a um shopping na capital, Nairóbi, em 2013. Ligada à rede al-Qaeda, a organização prometeu punir o Quênia pelo envio de tropas à Somália a fim de se unir às forças de paz da União Africana para combater os extremistas.

http://oglobo.globo.com/mundo/al-shabaab-ameaca-quenia-com-guerra-longa-espantosa-15781284

A igreja precisa reagir às ações cristofóbicas da Diplomacia Brasileira

Seguindo visceralmente a diretriz da política externa norte-americana, a multiculturalista diplomacia brasileira se absteve de sequer mencionar os termos “terrorismo islâmico” e “cristãos”, em sua nota referente ao atentado terrorista executado na universidade do Quênia, que resultou no abominável massacre de mais de 200 cristãos, sendo que a autoria foi reconhecida pela facção islâmica al- Shabab.

Apesar da clarividência dos fatos, o Itamaraty se nega veementemente a reconhecer que a ação foi perpetrada por grupo fundamentalista islâmico e que o alvo do massacre foi exclusivamente a comunidade cristã. Nesse mister, vale lembrar que em 2012, a sra. Dilma Roussef em discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU asseverou: “como presidenta de um país no qual vivem milhares e milhares de brasileiros de confissão islâmica registro neste plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais.”

E em 2012, pelo menos 100 mil cristãos eram assassinados impiedosamente pelo mundo afora, mas a presidente não repudiou os atentados terroristas praticados por muçulmanos e jamais condenou a cristofobia inequivocamente presente em países de maioria muçulmana, muito embora governe um país cuja população é majoritariamente cristã.

Assim, desde o discurso que privilegiou uma minoria de brasileiros de confissão islâmica por conta dos seus interesses de manter “relações amistosas” com as ditaduras teocráticas muçulmanas, a presidente não se preocupa em rechaçar a contínua prática cristofóbica que todos os anos faz com que milhares de cristãos sejam cruelmente assassinados por facções terroristas, governos muçulmanos e comunistas.

Eis o teor da vergonhosa nota emitida pelo Ministério das Relações Exteriores, a qual representa notoriamente o “valor” que a petista atribui ao “corpo cristão” desse país, na medida em que, não reconhece a perseguição religiosa sub oculis, ainda que o próprio al-Shabab tenha publicizado que o seu alvo são os cristãos.

Nota 

107

Atentado no Quênia

O Governo brasileiro condena veementemente o atentado terrorista contra a Universidade de Garissa, no nordeste do Quênia, que vitimou ao menos 147 pessoas e resultou em dezenas de feridos.

Ao manifestar sua solidariedade aos familiares das vítimas, bem como ao povo e ao Governo quenianos, o Brasil reafirma seu firme repúdio a todos os atos de terrorismo, praticados sob quaisquer pretextos.

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Logo, é inadmissível que as lideranças cristãs nesse país continuem em silêncio diante de uma política externa que despreza os nossos irmãos martirizados. Milhares de cristãos são mortos a cada ano e o que a igreja brasileira tem feito para, ao menos, amenizar tal atrocidade?

Não nos basta mais apenas refletir, porém, urge a tomada de decisões que demonstrem efetivamente a nossa indignação diante de um governo hipócrita que após alcançar “os votos das igrejas”, nega socorro aos cristãos dizimados pelos “amigos muçulmanos” sem a mínima chance de defesa como ocorreu com o casal de paquistaneses em novembro de 2014, o qual foi perseguido e morto por uma multidão de 1.200 muçulmanos raivosos. A cristã estava grávida, mas quem se importa com isso? “Infiel deve ser morto sem piedade”, segundo a visão dos religiosos radicais.

Enfim, nada justifica a nossa omissão quanto às ações desse governo conivente com a matança de cristãos. É chegado o momento de haver uma mobilização das igrejas evangélicas no tocante a tamanho despautério. O sangue dos nossos mártires clama por justiça!

por Andréa Fernandes

Nota: http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8542&catid=42&Itemid=280&lang=pt-BR

Número de cristãos mortos em atentado no Quênia pode chegar a mais de 200

NAIRÓBI – O número de vítimas fatais no atentado do al-Shabaab a uma universidade no Quênia pode passar de 200. Segundo testemunhas, há mais dezenas de corpos que não foram originalmente contabilizados. O grupo extremista afirmou em comunicado, nesta sexta-feira, que matou 218 pessoas. A contagem oficial lista 147.

Pessoas que estiveram no local após a operação de combate criticaram o governo, alegando que a cifra original é muito inferior à verdadeira quantia de mortos. Alguns acreditam em mais de 200. Foi o pior ataque no país em 17 anos.

Testemunhas afirmam que, dentro da Universidade de Garissa, os militantes perguntavam qual a religião das vítimas para evitar matar muçulmanos, atirando imediatamente em cristãos. Autoridades quenianas chegaram ao local após o início da ação e montaram um cerco que durou quase 16 horas. Policiais e soldados foram diversas vezes repelidos pelos jihadistas antes de conseguir pôr fim à ação terrorista.

O al-Shabaab afirmou que o ataque foi uma retaliação à incursão queniana de 2011 ao Sul da Somália, onde o grupo opera, que desmontou várias bases dos jihadistas para criar um cordão de isolamento na fronteira — a 200 quilômetros de Garissa. Com o ataque de ontem, o governo queniano impôs o toque de recolher nas quatro regiões próximas à Somália.

SINAIS IMINENTES DE ATENTADO

Grace Kai, uma estudante da Faculdade de Treinamento de Professores de Garissa afirmou que havia sinais recentes de que um ataque à cidade era iminente.

— Alguns estranhos foram vistos na cidade de Garissa e alguns eram suspeitos de serem terroristas. Então na segunda-feira o diretor da faculdade nos contou que estranhos foram vistos na faculdade. Na terça-feira fomos dispensados para ir para casa, e a faculdade, fechada, mas o campus (da universidade) continuou funcionando, e agora eles foram atacados.

As autoridades quenianas ofereceram 20 milhões de shillings (US$ 215 mil) de recompensa para quem oferecesse informações que levassem à prisão de Mohamed Mohamud, que supostamente teria ligações com o atentado e é descrito como o terrorista “mais procurado” do país.

Essa não é a primeira vez que o al-Shabaab seleciona não muçulmanos para a morte. Foi assim no Westgate Shopping, e em vários outras ações, como a feita a um ônibus no ano passado. Vilarejos e igrejas cristãs já foram alvo do grupo, que rompe com a convivência pacífica entre os seguidores das duas religiões no país.

Em 2009, os assassinatos indiscriminados do grupo — que não fazia distinção de muçulmanos — fizeram o grupo ser recusado pela al-Qaeda, quando a organização era comandada por Osama bin Laden. Foi só um ano após a morte do saudita no Paquistão que o al-Shabaab passou a ser oficialmente um ramo da al-Qaeda, em fevereiro de 2012.

http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-mortos-em-atentado-no-quenia-poderia-chegar-mais-de-200-15774124

Ataque da facção terrorista islâmica al-Shabab em universidade no Quênia mata 147 cristãos

Crime seletivo – Sem chance Na manhã desta quinta-feira (2), de acordo com o ministro do Interior do Quênia, Joseph Nkaissery, integrantes do grupo extremista Al-Shabab atacaram uma universidade no nordeste do país, matando 147 pessoas. Outras 79 ficaram feridas. Testemunhas revelaram que o ataque teve como alvo os cristãos que estudam na Universidade Garissa. Um porta-voz do Al-Shabab assumiu a autoria do ataque.

Os atiradores foram cercados em um dos dormitórios da universidade, onde reféns foram mantidos pelos extremistas. Sobreviventes relataram que as vítimas foram impiedosamente alvejadas e disparos eram ouvidos enquanto elas corriam para tentar salvar suas vidas.

O vice-presidente do grêmio estudantil, Collins Wetangula, disse que estava se preparando para tomar banho quando ouviu disparos vindos de um dormitório a 150 metros do local onde estava, que é habitado tanto por homens quanto por mulheres. O campus tem seis dormitórios e pelo menos 887 alunos, afirmou Wetangula.

O estudante relatou que assim que ouviu os tiros trancou-se com outros três colegas em seu quarto. “Tudo que pude ouvir foram passos e disparos. Ninguém gritava porque as pessoas achavam que isso faria com que os atiradores soubessem onde estavam”, ressaltou. “Os homens diziam a frase ‘sisinial-Shabab’ (que em swaihi significa ‘somos do Al-Shabab’)”, afirmou Collins Wetangula.

Quando os atiradores chegaram ao seu dormitório, ele pôde ouvi-los abrindo portas e perguntando se as pessoas que estavam escondidas eram muçulmanos ou cristãos. “Se você fosse cristão, era alvejado ali mesmo. A cada disparo eu achava que iria morrer”. Ainda segundo Wetangula, os extremistas começaram a disparar rapidamente, como se houvesse troca de tiros. “Em seguida, vimos, pela janela de trás de nossos quartos pessoas usando uniformes militares que se identificaram como soldados quenianos”, disse o estudante.

O ataque começou às 5h30 (horário local). As orações matutinas já haviam começado na mesquita da universidade, onde as pessoas não foram atacadas, segundo relatou o estudante Augustine Alanga, de 21 anos.

Perfil do grupo terrorista

Al-Shabab significa “A Juventude” em árabe. O grupo surgiu, em 2006, como ala radical da outrora União das Cortes Islâmica da Somália, enquanto o grupo combatia as forças etíopes que entraram no país para apoiar o fraco governo interino. Há informações sobre a presença de jihadistas estrangeiros na Somália para ajudar o Al-Shabab.
O grupo impôs uma versão rígida da sharia (lei islâmica) nas áreas sob seu controle, incluindo o apedrejamento até a morte das mulheres acusadas de adultério e a amputação das mãos dos acusados de roubo.

O episódio trágico desta quinta-feira é mais um ato de retaliação do Al-Shabab contra as autoridades quenianas. O grupo extremista tem como base a Somália e repudiou a decisão de Nairóbi de enviar tropas para o país vizinho há quatro anos, como parte de um esforço internacional para reprimir as atividades extremistas.

Considerado como organização terrorista por autoridades norte-americanas e britânicas, o Al-Shabab tem como objetivo maior a criação de um Estado islâmico na Somália, país que há muito vive à sombra da instabilidade política e da falência do governo central. Para exemplificar o caos que reina na Somália, de 1991 a 2012 o país ficou sem governo formal.

Ligado à rede Al-Qaeda, o Al-Shabab vem promovendo ataques contra o Quênia desde 2011, quando tropas quenianas entraram no sul da Somália para combater os militantes do grupo.

Em 24 de setembro de 2013, após homens mascarados e fortemente armados promoverem verdadeiro massacre em um shopping de Nairóbi, que durou pelo menos dois dias, o Al-Shabab reivindicou a autoria da ação que deixou 67 mortos, incluindo quatro terroristas, e quase 200 feridos. (Por Danielle Cabral Távora)

http://ucho.info/um-ano-apos-ataque-a-shopping-de-nairobi-al-shabab-mata-147-pessoas-no-quenia