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Visita de Bolsonaro a Israel e a “recompensa do crocodilo”

Por Andréa Fernandes

Chegou ao fim na quarta-feira a visita oficial[1] do presidente Jair Bolsonaro ao Estado de Israel. A viagem despertou “paixões nunca vistas” nesse país. Todos os passos do presidente foram seguidos ao “compasso de críticas dissonantes” e suas falas checadas ao “som da velocidade da luz”.

Como já era previsível, os “coristas da imprensa” anunciaram “saldo devastador” em relação à nossa política externa e pouco ganho efetivo para o Brasil. Nem mesmo o anúncio no primeiro dia da visita acerca da abertura de um escritório comercial[2] em Jerusalém – ao invés da mudança da embaixada de Tel Aviv para a capital indivisível do Estado judeu – fez sossegar os jornalistas, já que a Autoridade Palestina, demonstrou irritação convocando para consultas[3]  seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, o qual rotulou como “inoportuna” e desnecessária” a decisão do presidente.

Contudo, segundo o jornal BBC, Bolsonaro informou que pretende até o final do seu mandato presidencial concluir a mudança da embaixada para Jerusalém[4]. Afinal de contas, não foram os palestinos que elegeram o presidente de um país de maioria cristã cansada de observar o alinhamento com ditaduras islâmicas.

O jornal ‘O Globo’ foi mais adiante no “pântano de horrores midiáticos” se socorrendo do seu saudosismo da “era Lula” pontuando que em 2010, o ex-presidente em viagem ao Oriente Médio, não apenas visitou Israel, mas também, Ramallah, Belém e Jordânia, frisando que foi articulada a participação do Brasil em uma negociação entre israelenses e palestinos para uma paz duradoura[5]. O leitor leigo nas questões políticas daquela região distante do mundo poderia até pensar nas supostas “boas intenções” e possibilidades de “êxito” do ex-presidente que hoje cumpre pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro[6], mas a realidade não corrobora as inferências do jornal, senão vejamos: Lula nunca teve interesse em privilegiar relações saudáveis com “países democráticos” em sua nefasta política externa e a sua proposta como “mediador” do conflito israelo-palestino foi um “fracasso retumbante”[7].

Conforme bem frisado no artigo Sete ditaduras financiadas pelo governo brasileiro nos últimos anos[8], de autoria de Felippe Hermes, a busca em ampliar o comércio com nações periféricas aproveitando-se dos seus ganhos com a alta de preços de produtos como petróleo, levou Lula a peregrinar por África e Oriente Médio como poucos presidentes do mundo, concretizando sua senda em prol do totalitarismo ao afirmar não podemos ter preconceito com países não democráticos, pronunciamento este realizado em 2009, na Cúpula das Nações Africanas. Como se vê, a relação promíscua de Lula apoiando ditaduras sanguinárias vai muito além dos contratos secretos do BNDES, que a partir de 1998 até 2014 financiou mais de 2.000 empréstimos para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior[9].

Assim, a pergunta que incomoda é a seguinte: considerando o “pragmatismo responsável” ressaltado por internacionalistas progressistas defensores da política externa adotada por Lula, quais “os ganhos” alcançados após o mesmo abraçar “ditadores carniceiros” como Muanmar Gaddafi e Bashar al-Assad em suas 5 viagens aos países muçulmanos? Se considerarmos que à época, Lula afirmava que seu objetivo era vender os produtos do Brasil para esses países totalitários islâmicos, a balança comercial desmentiu o petista, pois antes das viagens era positiva em 850% e no fim do governo o saldo diminuiu para 795%. Por outro lado, os ganhos sob as perspectivas culturais e diplomáticas dificilmente serão aferidos, uma vez que não era praxe governamental um modelo de transparência de suas ações, impedindo o acesso às informações sobre o resultado e/ou teor dos tratados firmados como no caso do suposto acordo com o Líbano no tocante ao combate ao narcotráfico[10]. Vale lembrar que o referido país abriga o grupo terrorista islâmico Hezbollah, que “coincidentemente” tem fortes vínculos com a facção criminosa PCC.

Ao contrário de Bolsonaro, Lula não recebeu críticas ferrenhas por seu alinhamento improdutivo com ditaduras árabes ovacionando déspotas de regimes condenados internacionalmente por não autorizarem eleições livres, além de promoverem repressão a minorias e violações diversas dos direitos humanos, inclusive, perseguição religiosa. De 2003 à 2011, o Brasil recebeu visitas oficiais de pelo menos 12 ditadores e alguns se reuniram com Lula no exterior, sendo certo que os protestos de ativistas de direitos humanos e da comunidade judaica não inibiram o petista ao festejar o recebimento em solo brasileiro do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, defensor da tese de negacionismo do Holocausto,  “famoso” também por suas declarações prometendo riscar Israel do mapa objetivando mais um genocídio de judeus, bem como “declamando” ódio aos homossexuais. Com isso, percebe-se que Lula era afeito às “bestas-feras”: não há dúvidas quanto a isso!

Voltando ao obscuro “entendimento acadêmico” de “pragmatismo responsável” para justificar a primazia do alinhamento com a agenda comuno-islâmica, o professor de História das Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em política externa brasileira, Williams da Silva Gonçaves, salientou que esses encontros com ditadores genocidas não seriam censuráveis porque “vêm naturalmente para um país com aspirações internacionais como o Brasil”[11], o que revela ser “natural” apoiar ações repressivas de Estados totalitários, desde que a cartilha ideológica seguida pelos mesmos seja comunista ou islâmica. “Antinatural”, na concepção dos professores-ativistas, é se alinhar ao Estado de Israel apoiando o seu direito de defender os seus nacionais em relação aos ataques terroristas de uma facção palestina que estatuiu em sua Carta constitutiva[12] o “dever” de exterminar judeus com base nos seus preceitos religiosos classificados como “pacíficos” pela grande mídia. Todavia, no meu dicionário de política externa, essa prática de ocultar atrocidades dos jihadistas tem nome: “relativismo irresponsável”!

Outro tema que incomodou a imprensa foi a manifestação do Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo confirmada por Bolsonaro de que o nazismo seria um movimento de esquerda. A ira midiática mostrou sua face totalitária contestando raivosamente a concepção do presidente, e nesse caso particular, apoiou-se no entendimento esposado pela direção progressista do Yad Vashem considerando o nazismo um regime de direita radical[13], sem aventar as muitas discussões acadêmicas que estão distantes de alcançar consenso sobre a questão. Quanto ao assunto, sugiro leitura do artigo do professor George Reisman intituladoPor que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário, e também o texto “Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou ‘terceira via?’” do historiador econômico Chris Calton.

Entrementes, o melhor termômetro  para medir a temperatura do relativismo midiático foi além do desprezo aos vários instrumentos bilaterais de cooperação celebrados com o Estado judeu[14] e a reunião com cerca de 200 empresários[15] o apoio tácito à manifestação do grupo terrorista Hamas que alcançou importante “status” de ator político relevante ao ponto do jornal ‘O Globo’ publicar matéria com título Hamas condena visita de Bolsonaro e diz que presidente viola leis internacionais. No bojo da notícia, o grupo islâmico, que tem consignado em seu estatuto de fundação o dever de promover genocídio contra os judeus, é definido como organização islâmica que controla a Faixa de Gaza. Os ataques contínuos de terroristas do grupo contra inocentes civis israelenses, utilizando, inclusive, crianças e mulheres como escudos humanos em violação às leis internacionais, não é considerado pelo jornal motivo para retratá-lo como “pária” indigno de emitir opinião sobre as decisões do representante de um país democrático que não é regido pela sharia (lei islâmica) condutora da jihad contra Israel.

Ao atribuir “lugar de fala” para um sanguinário grupo terrorista islâmico, a mídia consagra a proposição aventada pelo internacionalista Gil C. Montarroyos, quando afirma queas ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma nova ordem global a fim de se perpetuarem como ‘global players’ do sistema internacional[16]”. Desse modo, é plenamente “compreensível” a imprensa brasileira não festejar o acordo entre Brasil e Israel visando o combate ao crime organizado e terrorismo, pelo que, a partir de agosto, um representante da polícia israelense estará em São Paulo para supervisionar cooperação com a polícia brasileira no embate mútuo contra lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outras modalidades de crime[17]. Por que a grande mídia se importaria em reconhecer como ponto positivo uma viagem ao exterior que trata do fortalecimento da agenda de segurança interna num país com “apenas” 51.589 mortes violentas no ano de 2018[18]? O que importa para o brasileiro não seria apenas “as arroubas” da balança comercial com os países árabes predadores?

A possibilidade da intelligentsia israelense ajudar a promover avanços no Brasil assusta por demais a mídia comprometida com as pautas terroristas do Hamas e da própria Autoridade Palestina, os quais estão centrados na “jihad” para a formação de um Estado islâmico comprometido com a destruição do Estado judeu. Na verdade, o risco maior que apavora a mídia e alguns outros “setores” da sociedade brasileira é a hipótese da opinião pública descobrir que o maior exportador mundial de proteína halal – que tanto teme sofrer boicote dos países árabes e Irã, prejudicando seu comércio potencial em um mercado de aproximadamente 1,8 bilhão de consumidores  pode despertar investigações sobre denúncias referentes ao financiamento do terrorismo, visto que os produtos halal exigem compra de certificação de alguma entidade islâmica e muitas delas são acusadas de dar apoio financeiro a atividade de jihadismo/terrorismo no Ocidente.

Em 2015, o jornal Daily Telegraph noticiou que uma das maiores entidades certificadoras, a “Halal Certification Authority”, enviava grandes quantias para a organização humanitária islâmica global “Human Appeal InternationalI”, listada pela CIA e FBI[19] como um canal para fundos terroristas  há 19 anos, que aliás, foi banida por Israel há quase 11 anos[20]. Logo, a cooperação israelense na área de segurança pode, num futuro próximo, tornar “indigesta” a narrativa carnívora” da imprensa focando a exportação de proteína halal como um “negócio bilionário das Arábias[21]” esquecendo que o brasileiro não deseja “roer o osso” do financiamento do terrorismo no contexto de ameaça global que em algum momento há de reverberar em âmbito local.

O ardil instintivo de entidades e países muçulmanos que financiam o terrorismo global é muito bem representado no provérbio árabe que diz vou recompensá-lo com a recompensa do crocodilo, o qual foi explicado pelo autor do século VIII d.C, Aljahiz, que relata:

Ouça o que conta a respeito do crocodilo: os fiapos da carne que ele come se juntam nos vãos de seus dentes, que se enchem de vermes. Como isso lhe faz mal, o crocodilo se dirige até a margem, joga o corpo para trás e abre a boca como se estivesse morto. Presumindo que ele esteja de fato morto, as aves posam em sua boca e comem os vermes. Assim que percebe que sua boca está limpa de vermes, ele a fecha e engole as aves[22].

Enquanto o presidente e seus filhos são apresentados como a “matilha pitbull” da América Latina, a “recompensa do crocodilo” aguarda as imprudentes “aves brasileiras” cujas asas são guiadas em “voos mortais” pela imprensa submetida à sharia (lei islâmica). Portanto, inobstante o custo político a ser encarado por Bolsonaro para enfrentar a “alcateia global”, a sempre necessária “cautela” aconselha: “bocarra escancarada” com supostas “facilidades lucrativas” é convite ao terror.

 

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem BBC

[1] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/presidente-jair-bolsonaro-faz-viagem-a-israel/7500334/

[2] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/04/02/unico-escritorio-comercial-do-brasil-semelhante-ao-de-jerusalem-fica-em-taiwan-diz-itamaraty.ghtml

[3] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/31/palestina-condena-abertura-de-escritorio-brasileiro-em-jerusalem-e-chama-de-volta-embaixador.ghtml

[4] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[5] https://oglobo.globo.com/mundo/contra-abertura-de-escritorio-do-brasil-em-jerusalem-palestina-chama-de-volta-embaixador-23564228

[6] http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2019-02/lula-e-condenado-12-anos-de-prisao-em-processo-sobre-sitio

[7] https://www.academia.edu/3607294/Emerging_Powers_and_the_Israeli-Palestinian_Conflict_The_Case_of_Brazil_and_Venezuela

[8] https://spotniks.com/7-ditaduras-financiadas-pelo-governo-brasileiro-nos-ultimos-anos/

[9] https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985

[10] https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/11/11/lula-abracou-ditadores-mas-comercio-com-arabes-ainda-e-infimo/

[11] https://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/24/ult5773u3040.jhtm

[12] https://www.chamada.com.br/mensagens/estatuto_hamas.html

[13] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/02/internacional/1554216611_825972.html

[14] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[15] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/04/02/bolsonaro-se-reune-com-empresarios-no-ultimo-dia-de-viagem-a-israel.ghtml

[16] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2019/04/01/marxismo-e-isla-de-maos-dadas-com-o-terror/

[17] https://www.jpost.com/Breaking-News/Israel-Brazil-sign-agreement-to-fight-terror-organized-crime-together-585362

[18] https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/02/27/numero-de-mortes-violentas-cai-mais-de-10-no-brasil-em-2018.ghtml

[19] https://clarionproject.org/uk-taxpayers-funding-charities-linked-terrorist-groups/

[20] https://www.dailytelegraph.com.au/blogs/piers-akerman/why-halal-food-process-is-leaving-such-a-bad-taste/news-story/ba8b0de8614887f503d024dda40563ff

[21] https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2019/03/aproximacao-entre-bolsonaro-e-israel-pode-afetar-o-mercado-bilionario-de-carne-halal-no-brasil.html

[22]https://books.google.com.br/books?id=fogcCAD46hEC&pg=PT497&lpg=PT497&dq=prov%C3%A9rbio+%C3%A1rabe+%27Vou+recompens%C3%A1-lo+com+a+recompensa+do+crocodilo%27&source=bl&ots=hF-3NFB4p3&sig=ACfU3U1JyNa76qUUI4VtOKoGMvvQNvO9Yg&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwja8eqw77XhAhVSILkGHeq8ByEQ6AEwBnoECAgQAQ#v=onepage&q=prov%C3%A9rbio%20%C3%A1rabe%20’Vou%20recompens%C3%A1-lo%20com%20a%20recompensa%20do%20crocodilo’&f=false

Príncipe herdeiro da Arábia Saudita não descarta participar de resposta militar na Síria

A Arábia Saudita pode participar de uma ação militar na Síria depois de um suposto ataque químico que matou pelo menos 60 pessoas na região de Ghouta, no leste do país, disse o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, na terça-feira.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu uma ação rápida e vigorosa em resposta ao ataque, sugerindo uma potencial resposta militar.

Se a nossa aliança com nossos parceiros exigir isso, estaremos presentes“, disse o príncipe Mohammed em uma coletiva de imprensa com o presidente francês Emmanuel Macron, encerrando uma visita de três dias a Paris.

Com informações  Ynet News e imagem de Al Arabiya

Presidente sírio visita orfanato cristão de Damasco em dia de Natal

DAMASCO — O presidente sírio, Bashar al-Assad, visitou no domingo um orfanato cristão nos arredores de Damasco, capital do país. Imagens divulgadas pela Presidência mostravam o presidente ao lado da sua esposa, Asma, com freiras e órfãos no subúrbio de Sednaya durante o dia de Natal. O chefe do governo sírio lidera as tropas militares que combatem em diversas frentes na guerra civil, que já dura mais de cinco anos e deixou centenas de milhares de mortos.

No domingo, algumas cidades tiveram suas primeiras celebrações natalinas em anos depois de terem sido retomadas pelas tropas sírias do controle de insurgentes e do Estado Islâmico (EI). Uma delas foi Aleppo, considerada o epicentro dos confrontos, que hoje já está sob pleno controle das forças aliadas ao governo.

Na semana passada, a retomada dos bairros rebeldes de Aleppo e as operações de retirada de dezenas de milhares de pessoas marcaram a maior vitória de Assad desde o início da guerra síria em 2011.

Na Síria, os cristãos são uma das maiores minorias religiosas e já representaram cerca de 10% dos 23 milhões de habitantes que o país tinha antes da guerra. Embora tenham tentado ficar à margem do conflito sírio, o tom cada vez mais islamista da oposição fez com que muitos se inclinassem a ficar do lado do governo de Assad.

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Pais alemães enfrentam tribunal por não permitirem viagem do filho para mesquita sob o comando da escola

Os pais de um adolescente alemão podem enfrentar um julgamento e uma multa por “falta às aulas” depois de se recusarem a permitir que seu filho fosse a uma mesquita local em uma excursão escolar por medo de que isso levasse à sua “doutrinação” pelos radicais islâmicos.

Reuters  – Em junho, os pais de um estudante de 13 anos se opuseram à ideia de que seu filho visitasse uma mesquita na cidade de Rendsburg, no norte da Alemanha, visita organizada como parte de uma aula de geografia.

Em uma carta ao professor citado pelo NDR, o pai do adolescente argumentou que seu filho seria “doutrinado” na mesquita. Ele prosseguiu dizendo que “há anos temos ouvido relatos de violência motivada na religião ligada ao povo islâmico”.

Uma autoridade local de educação posteriormente multou o casal em um total de € 300 ($ 328), referindo-se a regulamentos escolares e leis regionais que incluem penalidades por ausência escolar.

Quando os pais se opuseram à multa, o caso foi encaminhado a Peter Mueller-Rakow, um promotor local, que decidirá se deve ou não prosseguir com um julgamento judicial, informou Spiegel na quarta-feira.

O advogado dos pais, Alexander Heumann, argumenta que eles recusaram a viagem escolar por medo da “segurança física” de seu filho.

Negando qualquer motivação baseada na fé, ele enfatizou que o casal não pertence a nenhum grupo religioso, e são de opinião que “ninguém será forçado a ir a um lugar sagrado contra a sua boa vontade”.

Heumann, no entanto, é um ex-membro do partido Alternativa para a Alemanha, um grupo político anti-imigrante, e participou na criação da “Pegida”, um ramo do movimento de extrema-direita PEGIDA.

De acordo com o relatório da NDR, os pais encontraram-se com o advogado através do movimento “Pax Europa”, um grupo cívico que se opõe à “islamização da Europa”.

A história provocou um debate acalorado entre os usuários da mídia social, com muitos dizendo que visitar mesquitas não tem nada a ver com geografia ou aulas de escola.

“Que viagem à mesquita tem a ver com as aulas de geografia?”, Perguntou um usuário chamado Arthur Dent.

Outros compararam as ações das autoridades com a parte mais escura da história da Alemanha, com um usuário tweetando: “Visitar mesquitas é uma prioridade em nosso regime, semelhante a ter uma imagem de Fuhrer no apartamento de todos”.

“Se os pais obtiverem o veredicto do tribunal, eu vou votar na AfD”, prometeu o usuário do Twitter Sarah S.

No entanto, a diretora da escola, Renate Fritzsche, disse à NDR que a excursão à mesquita destinava-se a promover tolerância e diversidade.

“Nós também temos crianças muçulmanas conosco e os pais muçulmanos também sabem que não há exceções”, disse ela, acrescentando que as aulas de natação e educação sexual também são obrigatórias para crianças muçulmanas. “Não é responsabilidade dos pais dizer: ‘Meu filho vai assistir a essa ou aquela classe'”, afirmou Fritzsche.

O incidente certamente vai acrescentar ao debate em curso na sociedade alemã, que ainda está lutando para encontrar o equilíbrio certo entre liberdade religiosa e outras preocupações das pessoas. Os críticos da introdução do Islã como parte integrante da paisagem cultural jogam sobre os temores populares da islamização, que é alimentada pela atual crise dos imigrantes.

Algumas vozes moderadas propõem, ao invés, engajar mais os muçulmanos nas comunidades, ou mesmo elaborar uma nova versão do Islã que se adapte mais aos valores democráticos e à cultura européia.

https://www.rt.com/document/5812040dc461884f4e8b459d/amp

Obama visita pela primeira vez uma mesquita nos EUA

BALTIMORE — O presidente americano, Barack Obama, se reuniu nesta quarta-feira em Baltimore com líderes muçulmanos, pouco antes de realizar sua primeira visita como mandatário a uma mesquita nos EUA, após a crescente onda anti-Islã no país.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/obama-visita-pela-primeira-vez-uma-mesquita-nos-eua-18599015#ixzz3z7ycBppd
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Mesquita escolhida por Obama para a visita tem ligações com grupos extremistas

 

A mesquita de Baltimore que o presidente Obama vai visitar esta semana para mostrar apoio aos muçulmanos americanos tem laços históricos com grupos radicais islâmicos.

A Sociedade Islâmica de Baltimore teve um imã que era uma figura de liderança na extremista Irmandade Muçulmana. A organização também está ligada à Sociedade Islâmica da América do Norte, um grupo muçulmano de direitos civis nomeado como um co-conspirador não incriminado em um processo criminal de 2008, em que várias pessoas foram condenadas por canalizar dinheiro para o grupo terrorista Hamas.

“É vergonhoso que esta seja a mesquita que ele escolheu para ser a primeira a visitar,” disse o Dr. Jasser no programa “Fox & Friends”, no domingo. “Esta mesquita é muito preocupante. … Historicamente, eles são, basicamente, uma mesquita radical extremista e não é representativa dos muçulmanos modernos da América. ”

Alarmado pela retórica anti-muçulmana de alguns dos candidatos presidenciais republicanos, Obama pretende usar a visita à mesquita na quarta-feira como um gesto de tolerância para os muçulmanos americanos.

http://m.washingtontimes.com/news/2016/jan/30/obama-visit-baltimore-mosque-show-support-muslims/

Hollande faz visita surpresa à Grande Mesquita de Paris

Presidente também presta tributo às vítimas de atentados terroristas.

PARIS — O presidente francês François Hollande fez este domingo uma visita inesperada à Grande Mesquita de Paris. Hollande foi ao local após participar, na Praça da República, da última homenagem a cerca de 150 pessoas mortas em ataques jihadistas em janeiro e novembro de 2015.

O presidente François Hollande e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, depositaram uma coroa na estátua de Marianne, figura que é símbolo da República Francesa, no centro de Paris, e também inauguraram uma placa de matal com a inscrição: “Às vítimas dos ataques terroristas em janeiro e novembro … Neste local, o povo da França prega seu respeito”.

O local serviu de concentração para cerca de 1 milhão de moradores da cidade protestarem contra os ataques ao jornal satírico “Charlie Hebdo” e a um mercado judeu em janeiro. O presidente cumprimentou vítimas dos atentados, mas não falou durante a cerimônia.

Com a decretação em novembro do estado de emergência, o policiamento da capital francesa foi reforçado por militares, que vigiam sinagogas, escolas e mesquitas em todo o país.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que acompanhou Hollande na praça e na mesquita, afirmou que os militares permanecem em um estado de alta alerta e que existe o risco de mais ataques.

— Estamos diante de um nível extremamente elevado de ameaça, maior do que nunca — disse à emissora iTVELE.

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Bispo herético de Roma se curva para Meca, mas não vai se ajoelhar diante do próprio Deus

Em uma demonstração chocante – e nunca antes vista ou documentada de irreverência religiosa por um Papa, Francisco tirou os sapatos e se inclinou em direção a Meca antes de entrar em uma mesquita na República Centro-Africana mas, ao ir rezar a missa, como apontou o jornalista católico Antonio Socci, ele se recusou a fazer a genuflexão diante do Santíssimo Sacramento, ao entrar na Igreja.
Basta comparar estes gestos com os do Papa João Paulo II, que, mesmo quando doente, se ajoelhou.

Versus João Paulo II:

A Eucaristia é o centro da adoração na missa é a razão pela qual ela existe. Na Eucaristia, o próprio Jesus é o órgão presente-, sangue, alma e divindade – sob as espécies do pão e do vinho depois da consagração na missa. Este é o ensinamento do próprio Cristo no Evangelho:

Muito sinceramente, eu vos digo: quem crê tem a vida eterna.   Eu sou o pão da vida.  Seus antepassados ​​comeram o maná no deserto e morreram.  Este é o pão que desce do céu, para que se possa comer dele e não morrer.  Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre; e o pão que Eu darei pela vida do mundo é a minha carne “(João 6: 47-58).

Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como pode este dar-nos a sua carne a comer?”  Então Jesus disse-lhes: «Em verdade, vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue , não tereis a vida em vós.  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia;  Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.  Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu neles.  Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, assim aquele que de mim se alimenta, também viverá por causa de mim.  Este é o pão que desceu do céu, não como o que seus antepassados ​​comeram, e morreram. Mas aquele que come deste pão viverá para sempre “. Ele disse estas coisas enquanto ele estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum. (João 6: 47-59)

Para quem nunca duvidou disso, Deus providenciou a prova com inúmeros milagres bem documentados em que a Eucaristia visivelmente sangra ou se faz carne real. É a mesma razão pela qual adoradores do diabo nunca mais vão atrás da “eucaristia” nas Igrejas protestantes. Eles vão dizer a você – se é que apenas representa Jesus- eles querem ferir a própria carne de Jesus diretamente – e que a única maneira que eles podem fazer isso é com anfitriões consagrados.

Eu nunca me lembro de nenhuma vez que um Papa não se ajoelhou diante do Santíssimo Sacramento. Para definir um modelo desse tipo de impiedade para com o próprio Deus é nada menos que um sacrilégio. Mas quando se trata de Islã, esta mesma pessoa seguiu a lei islâmica na remoção de seus sapatos em uma mesquita e curvando-se em direção à pedra negra de Meca. Esta não é a primeira vez que Francisco se envolveu em tal heresia, como ele fez o mesmo no ano passado.

Deixe-me perguntar-lhe: Você acha que os muçulmanos que foram convidados a rezar no Vaticano pelo Papa Francis no ano passado fizeram uma reverência para Jesus no Santíssimo Sacramento? Nós todos sabemos a resposta para essa pergunta.

Este homem está mais interessado em tornar-se desejável aos olhos de homens do que de Deus.

por Andrew Bieszad em 3 de dezembro, 2015 em Geral

http://shoebat.com/2015/12/03/88808/

Asia Bibi poderá receber visita do seu pai na prisão

Roma, 26 Ago. 15 / 01:12 pm (ACI/EWTN Noticias).- No dia 24 de agosto, o Tribunal Superior de Lahore (Paquistão) aceitou o pedido apresentado por Soran Masih, pai de Asia Bibi, pedindo a permissão para visitar esta mãe católica injustamente condenada à morte por blasfêmia e agora está presa em um cárcere em Multan, longe de seu esposo e filhos, sofrendo ainda graves dificuldades de saúde.

Segundo informou à agência vaticana Fides, o advogado cristão Sardar Mushtaq Gill, apresentou em nome do pai de Asia o pedido ao Tribunal, o ministério do interior de Punjab e o superintendente da prisão permitiram o acesso de Soran Masih ao presídio.

A cristã Asia Bibi, mãe de cinco filhos, está no “corredor da morte” e já chegou no terceiro nível de apelação do Tribunal Supremo do Paquistão, a mais alta instância legislativa do país.

Em julho deste ano, este mesmo Tribunal declarou que o recurso de apelação da sentença de morte era admissível, por isso examinará novamente o processo e, por enquanto, suspenderam a pena de morte que pesava sobre Asia Bibi.

Até agora, Asia somente poderá receber visitas do seu esposo Ashiq, do tutor da família Joseph Nadeem e dos seus filhos, com uma permissão especial.

Assim como Soran, Rehana Bibi, irmã de Asia também quer visitá-la.

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Suspendem pena de morte para a Asia Bibi

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Asia Bibi está muito doente em um cárcere do Paquistão: Familiares pedem atenção urgente

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Qual o impacto da visita de Obama na África?

O momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, desceu de seu Air Force One em solo queniano, na semana passada, foi visto por muitos como uma oportunidade de, usando as palavras do americano, “pedir ao mundo que mude sua abordagem em relação à África”.

Em geral, o continente africano depende menos de assistência estrangeira hoje em relação a décadas passadas. E muitos países africanos são cada vez mais vistos como parceiros globais, e não como agentes minoritários na geração de riqueza, no combate ao terrorismo e às mudanças climáticas.

Obama – cujo tour pela África terminou nesta quarta-feira – deixou claro que tal parceria exige reconhecimento, dignidade e respeito.

O presidente americano argumentou que, em troca, países africanos precisam abraçar os princípios da igualdade, meritocracia e oportunidade para todos – mesmo que isso desafie antigas tradições ou o “jeito antigo de fazer as coisas”.

As 54 nações da África são muito ricas em diversidade. Ao mesmo tempo, é um continente de potencial e contradições.

A marca África

Vejamos, por exemplo, o Sudão do Sul: o país mais novo do mundo tem apenas quatro anos de existência e já está paralisado pela guerra civil.

Obama se queixou que, após 18 meses de hostilidades, os líderes do país não demonstraram “nenhum interesse em evitar o sofrimento de sua população”.

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Simultaneamente às reuniões que realizou na Etiópia, Obama elevou a pressão sobre aliados regionais e pediu que um acordo de paz seja assinado até 17 de agosto – caso contrário, sanções internacionais podem ser impostas.

Na fronteira com o Sudão do Sul estão o Quênia e a Etiópia, em contrapartida, países deliberadamente escolhidos por Obama para sua turnê africana porque mostram o potencial dinâmico do continente.

Em temas como segurança global e comércio, Obama endossou a chamada “marca África”, que segundo ele está se tornando uma força a ser reconhecida, à medida que tropas africanas são cada vez mais convocadas para conter conflitos regionais ou ameaças extremistas – dos militantes do Al-Shabab na Somália ao coflito sectário na República Centro-Africana.

O avanço na cooperação com os EUA será recompensado com laços mais estreitos em inteligência e treinamento. E tal relacionamento só tende a “se aprofundar” com os anos, disse o presidente.

Americano falou sobre o ‘poder da juventude’ e instou países a estimular empreendedorismo juvenil

Em comércio e empreendedorismo, Obama falou do “poder da juventude”, instando líderes locais de ambos os países a criar oportunidades para jovens aproveitarem o progresso econômico.

Ele sabe que a juventude é como uma bomba-relógio demográfica – e milhões de jovens desempregados não beneficiariam nem a economia nem o processo de paz continental.

Mensagens incômodas

O bem-sucedido empresário queniano Vimal Shah disse à BBC que a mensagem principal que ficou da visita de Obama é que a África precisa assumir o controle do cabo de guerra travado entre EUA e China no continente.

“É importante controlarmos nosso próprio destino e nos tornarmos confiáveis com governança e investimentos”, opinou, acrescentando que Obama restaurou a filosofia do “somos capazes” existente no Quênia.

Mas o presidente dos EUA também usou o tour africano como oportunidade de fazer pronunciamentos incômodos. Tanto que chamou a atenção a ausência de diversos chefes de Estado nos discursos feitos na sede da União Africana em Adis Abeba.

Com pouco mais de um ano sobrando em seu mandato, Obama sabia que podia falar com mais dureza, apesar das sensibilidades diplomáticas (como o fato de o vice-presidente queniano William Ruto enfrentar acusações no Tribunal Penal Internacional e a preocupação com as liberdades democráticas na Etiópia).

Quando Obama declarou aos líderes etíopes que opositores políticos não podem ser tratados como terroristas e que jornalistas não devem ser detidos, milhões de pessoas escutaram.

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Ao falar tão abertamente, Obama pode, com seu discurso, “empoderar” jovens e estimulá-los a fazer o mesmo – sobretudo em países onde a liberdade de expressão não é garantida.

No entanto, a cada crítica efetuada, Obama trazia também aliviava o golpe: disse que suas palavras eram ditas como “amigo”, e não como um forasteiro julgando assuntos alheios.

Assim, para quenianos como Ory Okolloh, que é especialista em governança e tecnologia, a fala de Obama foi revigorante, e a turnê do presidente americano o fez pensar “no que poderíamos ser ao darmos o nosso melhor”.

Muitos observadores temiam que o combate ao extremismo ofuscasse as mensagens de governança de Obama e que sua visita desse credibilidade a Estados mal-governados.

Mas Obama também levantou críticas a governantes que prolongam sua estadia no poder, citando o Burundi como exemplo de país onde líderes “se sentem acima da lei”.

Ao mesmo tempo, grupos de direitos humanos creem que o sucesso de Obama só ocorrerá se mudanças políticas de longo prazo surgirão na África.

“Caso contrário, a visita dele pode ter simplesmente endossado a liderança de dois países com situação preocupante em termos de direitos humanos”, disse Leslie Lefkow, vice-diretora para a África da ONG Human Rights Watch.

Obama afirmou que os EUA não carregarão consigo aliados africanos que se distanciem do caminho da democracia e disse esperar que outros países do continente façam o mesmo, por intermédio da União Africana – órgão criticado por muitos por ficar restrito a discursos inflamados.

Talvez o teste do êxito de Obama seja justamente como o organismo responderá à tensão crescente no Sudão do Sul.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150729_obama_visita_africa_impacto_pai