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Yarmouk, a “Carnificina Esquecida” pelos Defensores da Causa Palestina

Por Andréa Fernandes

No dia 1º de abril, os terroristas do Estado Islâmico invadiram o campo de refugiados palestinos de Yarmouk a sete quilômetros da capital síria. O local já havia abrigado 160 mil refugiados e era guarnecido por hospitais, escolas, mesquitas e outros serviços, mas devido a fuga em massa ocasionada pela ferocidade do conflito que assola a Síria desde 2011, cerca de  18 mil palestinos habitavam a região no momento da investida do ISIS.

Yarmouk se tornou um verdadeiro campo de combate onde diversos grupos jihadistas lutavam entre si e o Estado Islâmico, e para completar o desespero dos palestinos, aviões militares e artilharia do exército sírio passaram a compor o caos implantado por “revoltosos muçulmanos”, de acordo com as informações prestadas pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Porém, nada impediu o Estado islâmico de controlar a maior parte do campo.

De acordo com a Rede Palestina de Sociedade Civil na Síria, até maio de 2015, foram mortos mais de 2850 palestinos no campo. Além das mortes resultantes do conflito armado, diversos refugiados foram decapitados e morreram de fome devido o cerco que impedia a chegada de auxílio humanitário. Mas, é lógico que a imprensa não alardeou com manchetes sensacionalistas o massacre de palestinos fora de Gaza. Afinal de contas, palestino só é manchete, se Israel for o ator principal!

Como as atrocidades ainda eram diminutas, o governo sírio lançou sobre a população sitiada “bombas de barril”, cujo uso é considerado CRIME DE GUERRA.

E o próprio secretário-geral da Onu, Ban Ki-moon, afirmou que o campo de refugiados de Yarmouk era “o mais profundo círculo do inferno”. Aliás, o sr. Moon, – que tempos atrás elogiou as posturas da Arábia Saudita, “berço do salafismo” – vociferou que “Yarmouk começa a parecer um campo de extermínio”, mostrando-se indignado porque o Estado Islâmico passou a copiar as ações do Hamas utilizando os refugiados palestinos, incluindo 3.500 crianças, como “escudos humanos”.

Daí, vale uma pequena observação: se a utilização de civis palestinos como escudos humanos é característica de um “campo de extermínio”, por que o secretário-geral das Nações Unidas nunca proferiu o aludido termo em relação ao mesmo crime praticado exaustivamente pelo Hamas em Gaza?

Entrementes, quando qualquer mortal tenta obter notícias do atual estado do campo de refugiados na Síria, a dificuldade é imensa, sendo certo que, nem mesmo a tal rede Palestina de Sociedade Civil na Síria não atualiza suas informações desde maio. Mas, diariamente somos assolados por notícias de Gaza e a ONU acaba de demonizar Israel num relatório fraudado sobre a última operação defensiva do Estado judeu em Gaza, onde a representante da União Européia, Mary Mc Gowan, exercendo a função de Presidente da Comissão Independente de Inquérito sobre a Guerra de 2014, mostrou que a referida comissão não era tão “independente” assim, visto que, essa senhora – que “convenceu” todos os países da UE que integram o Conselho de Direitos Humanos da ONU a votar contra Israel – simplesmente é CASADA com um membro da equipe de investigação da mesma ONU. E apesar do chefe do Comitê Judaico Americano, David Harris, protestar, alegando a existência de um “conflito de interesses”, a União Européia rechaçou o pleito.

Com isso, a imprensa voltou a alardear o sofrimento palestino em Gaza devidamente lastreado por uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU, composto por países recordistas em violações dos direitos humanos, tais como, China, Arábia Saudita, Rússia e Cuba, os quais foram devidamente assessorados pela antissemita Organização de Cooperação islâmica, que integra 57 países muçulmanos.

Ora, num momento em que os próprios palestinos refugiados sírios afirmam “alto e bom som” que foram abandonados e sofreram CARNIFICINAS em Yarmouk, o mundo se volta EXCLUSIVAMENTE para o ardiloso plano árabe de deslegitimar as ações de defesa de Israel contra facções terroristas em Gaza. E nunca é demais lembrar que, tanto a Autoridade Palestina quanto o Hamas, se negaram a socorrer seu povo sitiado naquele território!

Mas, alguém viu algum movimento social protestando contra os massacres de palestinos em Yarmouk? Alguém protestou contra a ação covarde do regime sírio lançando “bombas de barril” contra refugiados indefesos? E alguém viu protestos ou críticas pela covardia dos movimentos palestinos em Gaza e na Cisjordânia que abandonaram seus irmãos em Yarmouk?

E por que será que o uso de palestinos pelo Hamas como “escudos humanos” em Gaza não configura para ONU e movimentos sociais um “campo de extermínio”? Alguma iniciativa para dar fim ao sofrimento em Yarmouk? Por que tanto silêncio nesses últimos meses?

Assim, como o campo de refugiados palestinos em Yarmouk deixou de ser notícia ou preocupação da ONU, o senso comum continuará atentando para a rede BBC com sua reportagem tosca sobre a situação deplorável das crianças em Gaza sem engendrar uma crítica sequer ao Hamas e demais grupos salafistas, como fez o último relatório da ONU contra Israel, que ocultou qualquer acusação que pudesse desmascarar o verdadeiro violador de direitos humanos naquele território ocupado pelo terror.

O “esquecimento seletivo” ainda é uma importante bandeira do movimento de solidariedade ao povo palestino.

 

Andréa Fernandes – presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, advogada, internacionalista e Líder do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias.

Síria: Comissário geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos está em Damasco

Pierre Krähenbühl, comissário-geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos, está em Damasco para se inteirar da situação no campo de Al Yarmuk.

Este domingo visitou uma escola que serve de abrigo a refugiados que conseguiram fugir do campo. Al Yarmuk continua sob o fogo cruzado do exército sírio e dos jihadistas do Estado Islâmico que já controlam grande parte do campo.

“Continuamos muito preocupados com os refugiados e os civis que se encontram em Yarmuk Estamos muito determinados em dar assistência a quem temporariamente deixou o campo para procurar abrigo noutro lugar. Também teremos muito em conta as carências em Yalda e Babila”, disse o representante das Nações Unidas.

Krähenbühl avistou-se com responsáveis do Governo sírio solicitando a criação de corredores de segurança para quem quiser abandonar o campo localizado nos arredores de Damasco, que o Estado Islâmico tenta conquistar.

“Nós, os refugiados do campo de Al Yarmuk, somos civis. Temos crianças e doentes e não existem medicamentos nem médicos. Não há nada, nem água nem alimentos. Deixem abrir corredores para nós. Temos de comer e beber. Deixem que eles nos ajudem”, pediu uma refugiada.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos avançou que o exército tem efetuado bombardeamentos aéreos desde que o Estado islâmico entrou no campo, o que foi categoricamente negado pelas autoridades de Damasco.

http://pt.euronews.com/2015/04/12/siria-comissario-geral-da-agencia-das-naces-unidas-para-os-refugiados-/

OLP se recusa a participar de operação militar para salvar palestinos em Yarmouk de massacre

A OLP exclui seu envolvimento na operação militar contra o grupo Estado Islâmico no acampamento em apuros.

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, despachou na sexta-feira um enviado a Damasco para conversações sobre a crise humanitária no campo de refugiados Yarmouk, onde refugiados famintos estão presos em combate.

O vice-enviado da ONU para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy, estava a caminho de Damasco, enquanto outros funcionários da ONU estavam “em conversas estreitas” com o governo sírio, disse o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.

Ban emitiu quinta-feira um forte apelo para a ação objetivando evitar um “massacre” no campo depois de ter sido invadido por militantes do Estado islâmico em 1 de Abril.

Cerca de 18 mil pessoas, a maioria palestinos, estão presos em combates entre os jihadistas do ISIS, as forças governamentais e outros grupos rebeldes.

“O que está se desenrolando em Yarmouk é inaceitável”, disse Ban à frente de uma viagem para o Qatar, onde ele é esperado para discutir a crise.

“Nós simplesmente não podemos ficar parados e assistir a um massacre se desenrolar.”

Nenhuma operação militar

A liderança palestina, por sua vez rejeitou a ideia de juntar-se ao conflito no campo, aparentemente descartando envolvimento em uma operação militar conjunta para expulsar o grupo Estado Islâmico.

A posição foi clara em um comunicado divulgado na quinta-feira pela Organização de Libertação da Palestina a partir de sua sede na cidade de Ramallah, Cisjordânia.

A posição veio poucas horas depois de Ahmed Majdalani, um alto funcionário da OLP, que está atualmente em Damasco para conversações dizer que 14 facções palestinas apoiaram a ideia de uma operação militar conjunta com o exército sírio para expulsar os jihadistas a partir do acampamento, onde mais de 15.000 pessoas, principalmente refugiados palestinos, estão presos.

Mas a OLP disse que sua tradicional posição de não-envolvimento não havia mudado.

“Nós nos recusamos a arrastar o nosso povo e os seus campos para o conflito infernal que está acontecendo na Síria e nos recusamos categoricamente a nos tornar uma das partes envolvidas no conflito armado que está ocorrendo em Yarmouk,” ele disse.

“Nós nos recusamos a ser arrastados para as ações militares, o que quer ou onde quer que estejam, e apelamos a outros meios para garantir a segurança das vidas em Yarmouk e para evitar mais destruição e deslocamento forçado.”

Majdalani tinha dito que as forças palestinas iriam trabalhar de forma “integrada” “com o Estado sírio para limpar o acampamento de terroristas”.

Os jihadistas entraram no acampamento de Yarmouk, no sul de Damasco, na semana passada, capturando rapidamente grandes áreas do distrito, o que provocou preocupação internacional para os residentes no interior.

O lar de cerca de 160.000 habitantes sírios e palestinos foi devastado pela violência desde o final de 2012, com cerca de 18 mil pessoas deixando o acampamento.

Desde o ataque em 1º de abril, cerca de 2.500 pessoas conseguiram escapar, alguns dando conta macabra das atrocidades perpetradas dentro do campo pelas forças jihadistas.

A liderança palestina tem freqüentemente dito que “não vai se envolver em assuntos (internos) da Síria”.

Foto: Mapa que mostra o campo de refugiados palestinos em Yarmouk, na capital da Síria, Damasco, quando o Conselho de Segurança da ONU exigiu acesso para a ajuda humanitária para as pessoas presas desde a aquisição parcial pelo grupo Estado Islâmico

http://www.i24news.tv/en/news/international/middle-east/67295-150411-un-envoy-flies-to-syria-to-discuss-yarmuk-camp-crisis

Palestinos apoiam operação conjunta com exército sírio em Yarmouk, mas a principal facção, filiada ao Hamas, não participa

Campo de refugiados foi dominado pelo Estado Islâmico.
Esforço palestino será complementário ao do Estado sírio.

Um grupo de 14 facções palestinas anunciaram nesta quinta-feira, pela primeira vez, que apoiam uma operação militar conjunta com o governo sírio para expulsar os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) do campo de Yarmuk, sul de Damasco.

“O esforço palestino será complementário ao papel do Estado sírio para purificar de terroristas o campo Yarmuk”, afirmou, em Damasco, um dirigente da Organização para a Libertação Palestina (OLP), Ahmed Majdalani.

“As facções apoiam uma solução de segurança que será realizada em associação com o Estado sírio e que terá como prioridade a manutenção da segurança dos cidadãos”, afirmou.

“Concordamos que havia uma cooperação permanente com a liderança da Síria e a formação de um um centro de operações conjunto com as forças do governo sírio e as facções palestinas, que terá uma presença significativa no campo e em seu arredores”.

Majdalani acrescentou que as forças palestinas trabalharão de forma integrada com o Estado sírio para “limpar o campo dos terroristas”.

Não ficou claro, no entanto, que posição ocuparão os combatentes palestinos dentro do campo.

O grupo Aknaf Beit al Maqdis, fundamental nos combates contra o EI em Yarmuk, não estava presente na reunião e não pôde ser contatado.

Este grupo se opões governo sírio e cooperou com os combatentes rebeldes contra os jihadistas do EI no Yarmuk desde que a organização extremista entrou no campo em 1o. abril passado.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/palestinos-apoiam-operacao-conjunta-com-exercito-sirio-em-yarmuk.html

Chefe da ONU pede ação para impedir ‘massacre’ no campo de refugiados palestinos em Yarmouk

Nações Unidas, Estados Unidos: Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon fez apelo na quinta-feira à ação para impedir um massacre de refugiados palestinos no campo de Yarmouk da Síria.

“O que está se desenrolando em Yarmuk é inaceitável”, disse Ban a jornalistas na sede da ONU.

“Nós simplesmente não podemos ficar parados e assistir a um massacre se desenrolar.”

http://www.dailystar.com.lb/News/Middle-East/2015/Apr-09/293919-un-chief-urges-action-to-prevent-massacre-in-syrias-yarmuk-camp.ashx

Palestinos vivem desespero em campo atacado por ‘Estado Islâmico’

Milhares de civis estão confinados no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, na Síria.

O local é alvo de combates entre militantes extremistas do grupo Estado Islâmico com ativistas palestinos armados.

O campo de refugiados fica nos arredores de Damasco, a capital da Síria.

O comissário-geral da a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês), Pierre Krähenbühl, descreveu a situação como um “momento de desespero” para os refugiados.

“Yarmouk é realmente um minidesastre dentro da grande catástrofe síria. Refugiados palestinos que viviam com orgulho e auto-suficiência por décadas no campo em uma área de Damasco, agora não apenas dependem integralmente de assistência, como foram expostos e enfraquecidos ao longo dos anos, e agora enfrentam um conflito cada vez mais intenso e violento”, afirmou Krähenbühl.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150408_yarmouk_bbccurtas_gch_bg

ONU alerta para “matança de inocentes” no campo de refugiados palestinos na Síria

Funcionários das Nações Unidas advertiram nesta quarta-feira sobre o potencial  “massacre de inocentes” a menos que ajuda e assistência cheguem ao campo de refugiados palestinos na Síria, onde milhares de civis estão presos em uma batalha terrível.

Cerca de 18.000 civis, incluindo 3.500 crianças, estão no acampamento fora de Damasco a poucos quilômetros do palácio do presidente Bashar al-Assad. O acampamento em grande parte caiu sob o controle do Estado islâmico na semana passada e está cercado pelo exército sírio.

O acampamento de Yarmouk, que foi a casa de meio milhão de palestinos antes do início do conflito, em 2011, foi tomado por insurgentes anti-Assad e cercado por tropas do governo desde os primeiros dias da guerra e muitos já fugiram.

Mas como a luta se intensificou ao redor do acampamento, os restantes dos refugiados ficaram sem comida, água e suprimentos médicos alertando as agências de ajuda para pedir às partes em conflito para permitir o acesso à ajuda e evacuações.

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4645435,00.html

Governo da Síria diz oferecer apoio a refugiados palestinos e facção filiada ao Hamas luta contra forças de Assad

BEIRUTE — O governo sírio afirmou nesta terça-feira que está pronto para oferecer seu poder de fogo às facções palestinas em apoio à sua luta contra o Estado Islâmico no campo de refugiados de Yarmouk na periferia de Damasco, que foi devastado por confrontos e ataques aéreos.

A deterioração da situação humanitária em Yarmouk levou o Conselho de Segurança da ONU a exigir um maior acesso aos residentes presos entre os jihadistas do Estado Islâmico e o cerco de forças do governo.

Os confrontos começaram no dia 1º de abril e foram interrompidos depois que o grupo consolidou seu controle sobre a maior parte do campo, mas as forças do regime continuam a lançar bombas de barril em Yarmouk, a seis quilômetros do centro de Damasco.

Na capital, o vice-primeiro-ministro Faisal Meqdad se encontrou com uma delegação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) comandada por Ahmad Majdalani.

— Autoridades sírias estão prontas para apoiar os combatentes palestinos de diferentes formas, inclusive com apoio militar, para expulsar o Estado Islâmico do campo — afirmou o membro da delegação palestina, Anwar Abdul Hadi, que participou dos encontros.

“O governo sírio fez todos os esforços para garantir ajuda médica e humanitária aos refugiados palestinos e isso os ajudou a deixar Yarmouk com segurança”, afirmou Meqdad à agência de notícias SANA. “A Síria e a OLP estão determinadas a combater o terrorismo que chegou aos campos palestinos no país, entre eles, Yarmouk”.

Um encontro entre as diferentes facções palestinas na Síria está marcado para esta quarta-feira para que seja discutido um consenso mais amplo.

A maior parte das facções em Yarmoul se opõe ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad. A principal delas é a Aknaf Beit al-Makdis, uma subdivisão do Hamas, que apoia os rebeldes sírios. Mas outras facções menores, em especial o Comando Geral da Frente Popular pela Libertação da Palestina, são aliadas ao regime sírio.

A chegada do Estado Islâmico ao campo representa maior aproximação que o grupo alcançou da capital síria, Damasco

http://oglobo.globo.com/mundo/governo-da-siria-oferece-apoio-refugiados-palestinos-15806783

Estado Islâmico decapita dois palestinos em campo de refugiados

Nos últimos dias, o EI tem avançado por dentro do campo de refugiados para chegar ao centro de Damasco.

Extremistas do grupo Estado Islâmico decapitaram dois palestinos no campo de refugiados de Yarmouk, na periferia de Damasco, na Síria, nesta segunda-feira. Segundo os ativistas do Observatório para os Direitos Humanos (Ondus), eles ainda mataram outros sete militantes que protegiam o acampamento.

Nos últimos dias, o EI tem avançado por dentro do campo de refugiados para chegar ao centro de Damasco. Neste domingo, a Organização das Nações Unidas informou que quase 100 civis foram retirados do local pela entidade e que eles conseguiram receber ajuda humanitária. Estima-se que 18 mil pessoas estejam refugiadas no local.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/ei-decapita-dois-palestinos-em-campo-de-refugiados,8176cf6df2f8c410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Síria: Combates não param no campo de refugiados de Yarmouk e os palestinos não têm acesso a água , comida e medicamentos

Em Gaza, dezenas de palestinos, na maioria mulheres, manifestaram-se à porta do quartel-general das Nações Unidas para exigir o fim da violência contra os refugiados que ainda se encontram no campo de Yarmouk, nos subúrbios de Damasco, na Síria.

E“Mundo livre – ajuda o nosso povo no campo de Yarmouk” ou ainda “Queremos um campo livre de armas e militantes” foram algumas das mensagens que se podiam ler nos cartazes empunhados pelos manifestantes.

Segundo a ONU, ainda se encontram no campo, situado uma dezena de quilômetros ao sul do palácio presidencial de Bashar al-Assad, cerca de 18 mil civis, na maioria crianças.

O complexo foi tomado, na quarta-feira, por guerrilheiros do autodenominado Estado Islâmico, que controla atualmente cerca de 90% do campo, segundo as escassas informações disponíveis.

Os combates entre militantes de várias facções prosseguiam esta segunda-feira e o exército de Damasco teria voltado a lançar bombas sobre o campo de refugiados.

Em Barcelona, um representante da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA) afirma que “não tem sido possível enviar comida ou caravanas humanitárias para o campo desde que começou a atual fase de combates. Isto significa que não há comida, não há água e os medicamentos escasseiam. A situação no campo é pior do que desumana”, conclui Chris Gunness.

O campo é palco de confrontos e alvo de um cerco das forças fiéis a Assad desde Dezembro de 2012, quando foi tomado por rebeldes.

Antes da guerra civil na Síria, era uma espécie de “oásis” para cerca de 160.000 refugiados palestinos. Existiam aqui muitas lojas abertas, mais de duas dezenas de escolas, cafés, salões de beleza, táxis e outros serviços, como em qualquer bairro de uma cidade. Hoje, é apenas mais um dos muitos campos de batalha de uma guerra que matou mais de 220.000 pessoas.

http://pt.euronews.com/2015/04/06/siria-combates-nao-param-no-campo-de-refugiados-de-yarmouk/