O “milagre da sobrevivência” em tempo de “comoção seletiva”

Por Andréa Fernandes

Vítima da fúria assassina de Fabiano Kipper Mai (18 anos), o bebê Henrique de um ano e oito meses sofreu cortes no rosto, na barriga e em estado gravíssimo precisou passar por cirurgia em virtude de perfuração num dos pulmões, mas já teve alta da UTI e está no quarto recebendo o carinho e amor da mãe.

O milagre da sobrevivência é fruto prioritariamente da ação Divina conjugada com os corajosos esforços das heroínas Keli Adriane Aniecevski e Mirla Renner, as quais doaram suas preciosas vidas ao travar luta corporal tentando impedir o acesso do assassino aos bebês.

Importante destacar, também, a bravura de dois homens que se armaram com barras de ferro e conseguiram conter o assassino Fabiano, impedindo assim, o acesso do psicopata a mais vítimas. A propósito, a imprensa e os “lacradores de plantão” evitaram divulgar os nomes desses “brasileiros desprezíveis”que impediram maior alcance do banho de sangue , Com a estratégia da “invisibilidade da ação heroica”, não haveria o menor “perigo” de anônimos “roubarem a cena” nas telinhas virtuais exclusivas para as “vítimas” e “heróis” que atendem os rígidos requisitos de visibilidade impostos pela agenda global.

Dessa vez, a imprensa e supostas “redes humanistas” se negaram a dar a devida atenção às “dores” e “heróis” dessa tragédia que abalou uma pacata cidade no oeste de Santa Catarina com menos de dez mil habitantes para focar seus holofotes na notícia de falecimento do humorista Paulo Gustavo em virtude da doença, que infelizmente já matou milhares de pessoas pelo mundo.

Mulheres e crianças indefesas estraçalhadas por facão em forma de espada não “mereciam” cobertura  e comoção midiática por não alcançarem o status de “estrela” na seletiva  “aldeia global”, além do que, não dariam aos militantes da extrema-esquerda o “conteúdo raivoso” indispensável para ser instrumentalizado com o fim real de atacar o presidente, conforme visto nos Trending Topics do Twitter em total desrespeito ao luto da família do humorista.  Por sinal, realmente seria muito difícil para uma militância histérica embalada pela “resistência ideológica” usar as redes para manifestar apoio aos familiares dos mortos no massacre e respectiva homenagem aos “heróis” que impediram o agigantamento da tragédia que poderia atingir fatalmente cerca de 20 crianças e 5 professoras que estavam na creche no momento da atrocidade.

Ao “eclipsar” um massacre horrendo de bebês e mulheres para fomentar comoção pública em meio a matérias misturando o falecimento do humorista com ataques ao governo federal, a imprensa contribui para a “banalização do mal” propagando os chamados “discursos de ódio”, bem como “dá uma mãozinha” à possibilidade de impunidade, pois o delegado que investiga o crime já externou a fala de familiares do assassino expondo as “teses vitimizantes” preferidas dos humanistas: o homicida cruel “sem antecedentes criminais” teria sofrido bullying na escola e era “problemático”.

Hoje, os jornais continuam focando os bastidores da morte de Paulo Gustavo, mas omitem informações sobre o assassino em série que cometeu uma barbárie inominável e nenhum “jornalista engajado” produziu matéria exigindo imediato esclarecimento da motivação do crime e punição do homicida. Nem mesmo os cortes no rosto angelical de um bebê vítima de violência bestial foram suficientes para sensibilizar a “militância do bem”. Afinal, é “bobagem” celebrar o “milagre da sobrevivência” num contexto de massacre, justamente na ocasião em que uma moça do programa fútil BBB comemora em carreata sua “vitória”.

É isso aí… nos palanques virtuais de “comoção seletiva”, a verdade nua e crua é que “há vidas que não importam”!

Imagem: Paraná Portal

Andréa Fernandes – advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

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