Irã declara guerra ao Cristianismo e prende vinte e cinco cristãos por pregarem o Evangelho

O governo do Irã declarou guerra contra o cristianismo. Apenas recentemente, prendeu vinte e cinco cristãos por expressarem sua fé cristã, como lemos em um relatório:

Pelo menos 25 cristãos foram presos na República Islâmica do Irã unicamente por causa de sua fé em Jesus Cristo.

De acordo com o Conselho Nacional de Resistência no Irã, entidades de direitos humanos iranianos estão relatando que mais de duas dezenas de cristãos foram recentemente detidos durante uma incursão pelas autoridades na cidade sulista de Kerman.

Autoridades de segurança invadiram casas dos cristãos onde eles apreenderam pertences e prenderam cerca de 25 fiéis. Não houve nenhuma razão dada para  o motivo dos cristãos terem sido presos e sua localização é desconhecida.

Como o Irã é classificado por Portas Abertas nos EUA como um dos piores países do mundo quando se trata de perseguição aos cristãos, as autoridades da nação Xiita são amplamente conhecidas por sua hostilidade contra os cristãos.

A hostilidade em relação ao cristianismo e à Bíblia é tão grande no Irã que os cristãos devem adorar secretamente em igrejas domésticas. Quando a polícia religiosa suspeita que cristãos estão se reunindo para adorar em segredo, invade as casas, prende líderes da igreja, fiéis e confisca e destrói Bíblias e outros materiais religiosos.

Em agosto, agentes iranianos armados invadiram uma casa/igreja na cidade central de Isfahan e prenderam 11 cristãos. Os agentes também confiscaram literatura cristã encontrada na casa.

Em seguida, no dia 26 de agosto, as autoridades invadiram um piquenique de cristãos que foi realizado em um jardim em Firouz-Kouh County, que fica ao norte da capital Teerã. Pelo menos cinco pessoas do grupo tinham sido presas, de acordo com o “Morning Star News”.

Mohabat News relata que a polícia no Irã começou reprimindo os casamentos cristãos e reuniões em que os princípios islâmicos são desconsiderados.

Maiores informações: http://shoebat.com/2016/09/30/the-government-of-iran-declares-war-on-christianity-and-arrests-twenty-five-christians-for-preaching-the-gospel/

Nigéria: Muçulmanos sequestram dois padres, atiram na cabeça de um deles e mantém o outro como refém

Muçulmanos na Nigéria sequestraram dois padres forçando-os a entrar num carro. Eles partiram para uma área remota e, em seguida, dispararam contra a cabeça de um dos sacerdotes.

De acordo com relatos no local, um padre nigeriano foi seqüestrado depois que o carro em que viajava foi parado supostamente por muçulmanos conhecidos como “pastores Fulani”.

Fr Emmanuel Dim, Reitor do Seminário Maior Tansi, foi com outros dois sacerdotes, que foram ambos feridos quando atacados na segunda-feira. Um deles, o padre Chukwuemeka, um capelão universitário, foi baleado na cabeça e está recebendo tratamento no hospital.

De acordo com o diretor de comunicações para a Diocese de Nnewi no estado de Anambra, o Pe Higino Aghaulor, Dim ainda está em poder dos sequestradores, que exigem um resgate de N2.5 milhão (cerca de £ 6.000 ou US $ 8.000).

No entanto, Aghaulor disse: “A Conferência Episcopal da Nigéria decidiu e determinou que o resgate não deve ser pago pelo sequestro de qualquer dos seus sacerdotes e qualquer um que venha exigir um resgate para a libertação de um sacerdote sequestrado  perderá seu tempo. Se alguém ou grupo se prontificar a pagar o resgate para a libertação de um sacerdote, a pessoa ou o grupo agirá por conta própria. “

Maiores informações: http://shoebat.com/2016/09/30/muslims-kidnap-two-pastors-throw-them-into-a-car-and-drive-off-they-then-take-one-of-the-pastors-and-shoot-him-in-the-head/

 

“Vivemos com 200 gramas de arroz por dia”

Sitiada há um ano pelo regime, a cidade de Madaya virou símbolo do sofrimento da população civil na guerra síria. Em entrevista à DW, jovem morador fala sobre as dificuldades de sobrevivência.

A cidade de Madaya se tornou um símbolo do sofrimento da população civil na Síria: ela está cercada há mais de um ano pelas forças do regime do presidente Bashar al-Assad, e seus 40 mil habitantes lutam pela sobrevivência e contra a falta de alimentos.

Em janeiro, as Nações Unidas alertaram para o drama na cidade, onde havia relatos de crianças desnutridas e pessoas morrendo de fome. O sírio Rajaii Bourhan, de 26 anos, vive em Madaya. Em entrevistas à DW, ele contou como é sobreviver com 200 gramas de arroz por dia e sem eletricidade e gás.

DW: Madaya está sitiada há mais de um ano. Pela primeira vez em seis meses, a ajuda humanitária chegou à cidade, no fim de semana. Como foi a reação dos moradores e qual era o item mais necessitado?

Rajaii Bourhan: Há uma palavra em árabe para isso: eid, dia de celebração. A ONU nos trouxe açúcar e farinha de trigo, esses eram os itens mais importantes. Agora podemos fazer pão novamente. Esperávamos há muito tempo por isso. Não tínhamos mais nada além de arroz e triguilho.

Porção de 200 gramas de arroz é alimentação diária em MadayaPorção de 200 gramas de arroz é alimentação diária em Madaya

Os ingredientes trazidos no fim de semana devem durar um mês ou um mês e meio. Racionamos nossos estoques para termos comida pelo maior tempo possível. Além disso, recebemos grão de bico, remédios e carregadores de bateria solares para nossos celulares.

No início do ano, a imprensa noticiou bastante a sobre a crise de fome e relatos de pessoas morrendo por falta de comida. Como está a situação agora que chegou a ajuda?

A vida em Madaya é parecida com na antiga União Soviética: comemos sempre as mesmas coisas. Cada pessoa recebe entre 200 e 300 gramas de arroz ou triguilho por dia, cozinhados sem sal ou azeite. Às vezes, não quero comer nada e vou para a cama com fome, porque não aguento mais arroz. Eu costumava malhar, era até encorpado, pesava 93 quilos. Agora, estou bem magro, emagreci muito.

Rajaai Bourhan vive há dois anos em MadayaRajaai Bourhan vive há dois anos em Madaya

Há médicos ou um hospital na cidade?

Não há hospital, há apenas uma clínica de saúde. Temos um dentista que ainda não é formado e um veterinário, mas não há médicos. Os dois fazem o melhor que podem e cuidam das pessoas.

Como você descreveria o cotidiano numa cidade sitiada? As pessoas trabalham? O que os moradores fazem durante o dia?

Não temos eletricidade e também não há trabalho, mas todos têm hobbies. Eu adoro história, por isso, leio muitos livros. Isso é tudo o que posso fazer. Meus amigos deixaram Madaya há tempos, assim, fico sozinho na maior parte do tempo.

Do que você sente mais falta da sua vida antiga?

Da universidade, adoraria voltar a estudar. Estudava economia em Damasco, mas tive que abandonar os estudos em 2011, porque participei dos protestos contra o regime e fui preso. Depois de dois meses, fui solto, no entanto, não tive coragem para voltar e viver na minha cidade, Al-Zabadani. Então, fugimos. Estou morando em Madaya, com parte da minha família, há dois anos.

Mapa mostra Madaya na Síria

Qual é sua maior preocupação no momento?

Precisamos urgentemente de combustível, o inverno está chegando e não temos como cozinhar ou nos aquecer. Queimamos plástico para cozinhar. Aqui é muito frio no inverno. Temos cobertores, mas precisamos de eletricidade e diesel. A ONU prometeu voltar em breve e trazer um pouco de combustível, esperamos que eles venham antes do inverno.

Há alguma maneira de sair da cidade?

Estamos cercados pelo Exército e pelo Hisbolá. Da minha casa, vejo muitos postos de controle. Muitas pessoas tentaram sair de Madaya e foram mortas ou perderam uma perna por causa das muitas minas terrestres. Talvez sejamos evacuados em algum momento, como as pessoas em Daraya, e levados para o norte.

Embora eu não estude mais, viva em uma casa que não me pertence, coma as mesmas coisas o tempo todo e não faça progresso na vida, continuo querendo permanecer no meu país. Sair seria como se eles tivessem triunfado sobre nós.

http://www.dw.com/pt-br/vivemos-com-200-gramas-de-arroz-por-dia/a-35918602

Congresso derruba veto de Obama a lei sobre vítimas do 11 de Setembro

Derrota inédita de presidente deixa vítimas dos atentados processarem Arábia Saudita.

WASHINGTON — O Congresso americano impôs à Casa Branca a derrubada do primeiro veto do presidente Barack Obama em seu governo, aprovando a lei que permite a vítimas e familiares dos atentados de 11 de Setembro processar o governo da Arábia Saudita pelo ataque terrorista. Ambos os partidos, em esmagadora maioria, votaram contra o presidente, que lamentou a decisão e disse que eles agiram por questões políticas — as eleições serão em 8 de novembro. A medida, segundo o governo, abre um precedente perigoso nas relações internacionais e deve fazer com que os sauditas tirem bilhões de dólares de investimentos nos EUA.

Embora o governo da Arábia Saudita tenha negado várias vezes a participação nos atentados terroristas — que deixaram 2.996 mortos nos ataques com aviões sequestrados por membros da al-Qaeda — muitos veem ligação com os ataques. Dos 19 terroristas identificados, 15 eram sauditas. Assim, aumentou a pressão popular para que o Congresso permitisse aos americanos processar o país árabe.

O projeto de lei foi aprovado com o apoio dos dois partidos. Na semana passada, Obama vetou a medida, mas acabou vencido na quarta-feira: na Câmara dos Representantes, 348 votos foram contra seu veto e 76 favoráveis. No Senado, o placar foi ainda mais duro: 97 a 1. Obama chamou a decisão de erro em entrevista à CNN:

— Eu entendo por que isso aconteceu. Obviamente, todos nós ainda carregamos as cicatrizes e o trauma do 11 de Setembro — disse o presidente num programa que foi ao ar na noite de ontem e que debatia, com ouvintes, sua atuação como comandante em chefe das Forças Armadas dos EUA. — Ser visto como alguém que votou contra as famílias do 11 de Setembro antes das eleições é difícil. Foi basicamente um voto político.

Obama aproveitou para voltar a explicar a razão do veto, dizendo que, com a permissão para o processo contra a Arábia Saudita, acaba a imunidade soberana, ou seja, um país poderá ser acionado juridicamente por atos cometidos por cidadãos ou empresas individualmente. Segundo ele, o problema com esta lei é que ela abre a possibilidade de que “nossos homens e mulheres de uniforme em todo o mundo possam começar a ver a nós mesmos sujeitos às leis de reciprocidade”, disse Obama, que voltou a dizer que não estava preocupado com a situação da Arábia Saudita quando vetou a lei.

Mas cedo, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse que a derrubada do veto foi um “desastre” e “um ato constrangedor do Senado”. Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, demonstrou preocupação:

— Isso pode complicar nossas relações com alguns de nossos mais próximos aliados.

O senador democrata por Nova York Chuck Schumer, coautor da lei junto com o republicano do Texas John Cornyn, defendeu o sentimento majoritário do Congresso: “Era importante derrubar o veto para permitir que as vítimas busquem justiça, mesmo que isso gere alguns problemas diplomáticos”, disse, em comunicado.

Este foi o primeiro veto de Obama derrubado desde que ele chegou à Casa Branca, em janeiro de 2009 — outros 11 seguem valendo. Desde que a Suprema Corte regulamentou os vetos presidenciais, em 1983, estes foram derrubados em outras nove ocasiões: quatro no governo de George W. Bush, duas no de Ronald Reagan, duas no de Bill Clinton, e uma no de George H.W. Bush.

Ameaça de retirada de investimentos

Congressistas que derrubaram o veto admitiam, em entrevistas a meios de comunicação dos EUA, que a lei pode trazer problemas para o país, mas defendiam que ela só dava o direito à ação contra outro país no caso do 11 de Setembro ou em atos de terrorismo. O tema deverá ir à Suprema Corte.

A Arábia Saudita não se pronunciou, mas já havia alertado que, se a lei entrasse em vigor, o país poderia tirar “dezenas de bilhões de dólares” de investimentos dos EUA. Nunca foi provada a existência de uma cumplicidade oficial de Riad nos ataques da al-Qaeda, e o país jamais foi acusado formalmente. No entanto, jihadistas detidos relataram que membros da família real doaram milhões de dólares para a al-Qaeda nos anos 1990. O país nega. Apesar de um problemático histórico em direitos humanos e suposto apoio a grupos extremistas, os sauditas são aliados cruciais dos EUA no Oriente Médio.

Enquanto isso, na disputa pela sucessão de Obama, foi publicada ontem a primeira pesquisa eleitoral integral após o debate de segunda-feira entre Hillary Clinton e Donald Trump. Apesar de a democrata ter sido considerada vencedora, os dados da Reuters/Ipsos, levantados entre anteontem e ontem, permanecem idênticos ao da sondagem anterior: Hillary tem 42%, e Trump, 38%.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/congresso-derruba-veto-de-obama-lei-sobre-vitimas-do-11-de-setembro-20194336#ixzz4LedqtVD7
© 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Os “Virtuosos” Novos Nazistas

  • Em vez de se preocuparem com o terrorismo islamista e o ninho de jihadistas acantonados em Molenbeek em Bruxelas, há racistas na Europa que querem destruir Israel, a única democracia no Oriente Médio.

  • Todos eles afirmam falsamente serem “pacíficos”, usando meios “econômicos” para corrigir “injustiças” nos territórios palestinos. No entanto eles nunca tentaram corrigir injustiças cometidas pelos governos corruptos, repressivos da Autoridade Palestina e do Hamas em Gaza, nem mesmo protagonizar a imprensa livre, o estado de direito ou a edificação de uma economia estável. Suas verdadeiras motivações racistas estão desmascaradas.
  • As linhas pré ou pós-1967 são apenas um álibi para esses novos nazistas. Muitos consideram Israel em sua totalidade, ilegal, imoral, ou as duas coisas juntas — ainda que os judeus tenham estado nesta terra há 3.000 anos — parte dela ainda é chamada de Judeia. Sua ânsia em acusar os judeus de terem a audácia de “ocupar” a sua própria terra histórica, bíblica, só revela a conivência com as mentiras mais obscuras dos extremistas islâmicos, os quais estão tentando destruir os cristãos coptas autóctones em sua terra nativa do Egito e os cristãos assírios autóctones que estão sendo massacrados no Oriente Médio. Será que os franceses também deveriam ser acusados de estarem “ocupando” a Gália? Basta olhar para qualquer mapa da “Palestina”, que será possível ver o Estado de Israel coberto por inteiro: para muitos palestinos toda a terra de Israel é uma única colônia gigante que tem que ser desmontada.

Conheça os bandos dos novos nazistas, posando como defensores da Justiça e da Virtude, em busca de novas políticas de extermínio de Israel e, logo em seguida, dos judeus.

“Na Alemanha nazista”, conforme observa Brendan O’Neill no Wall Street Journal, “era a fúria total para tornar a cidade Judenfrei (sem nenhum judeu)”.

“Agora uma nova moda está assolando a Europa: tornar a cidade ou o município naquilo que poderíamos chamar de Zionistfrei — livre de produtos e da cultura do estado judeu. Por todo o continente, cidades estão se declarando zonas livres de Israel, afastando seus cidadãos de produtos e da cultura israelenses. Ecos monstruosos do que aconteceu há 70 anos”.

Os nazistas diziam “kauft nicht bei Juden“: não compre de judeus. O slogan destes novos racistas é “kauft nicht beim Judenstaat“: não compre nada do estado judeu. Os nazistas entoavam palavras de ordem: “Geh nach Palästina, du Jud“: vá para a Palestina, judeu. Os racistas na Europa gritam “Judeus fora da Palestina”!

Vamos olhar mais de perto e ver quem são eles. A Câmara Municipal de Leicester, por exemplo, aprovou recentemente a proibição da venda de produtos “made in Israel”. Pense no seguinte: uma cidade sem produtos israelenses. Não estamos falando da Alemanha nazista de 1933, trata-se de uma cidade britânica administrada pelos trabalhistas em 2016. Dois conselhos galeses, de Swansea e Gwynedd, bloquearam parcerias comerciais com empresas israelenses. Em Dublin, o famoso restaurante Exchequer, decidiu não usar produtos israelenses. A cidade irlandesa de Kinvara tornou-se “livre de Israel”. Na Espanha a cidade deVillanueva de Duero já não distribui água israelense em seus edifícios públicos. A cidade francesa de Lille congelou um acordo com a cidade israelense de Safed.

Boicote aos produtos produzidos por judeus, naquela época e agora.

Sob pressão racista a empresa aérea Brussels Airlines, da qual a Lufthansa participa parcialmente, decidiu que não servirá mais na sobremesa a halva da marca israelense Achva. Um ativista do Movimento de Solidariedade Palestino, saindo do Aeroporto Ben Gurion em Tel-aviv para Bruxelas se viu servido com a sobremesa produzida em Israel. Este nazista light se queixou à companhia aérea, que rapidamente retirou a iguaria do cardápio (após manifestações de indignação, a empresa aérea voltou atrás). Em vez de se preocuparem com o terrorismo islamista e com o ninho de jihadistas acantonado em Molenbeek em Bruxelas, há racistas na Europa que querem destruir Israel, a única democracia no Oriente Médio.

Um caso embrionário na tentativa de destruir Israel por meios econômicos ocorreu em 1980, quando a L’Oreal comprou a empresa de cosméticos Helena Rubinstein. Os regimes árabes ameaçaram cortar os lucrativos relacionamentos com a empresa multinacional caso ela não cortasse os laços com Israel. Em vez de rejeitar a chantagem, a L’Oreal cedeu à chantagem. Hoje, este antissemitismo não é liderado por países árabes nem por países ocidentais. Por exemplo, a França recentemente proibiu chamamentos em casos de boicote, se for apenas e tão somente em relação ao Estado de Israel. As campanhas de ódio e as políticas nazistas de hoje estão sendo lideradas em grande parte por empresas, universidades, sindicatos e grupos hipócritas assim chamados de “direitos humanos”, bem como outras ONGs.

E, vergonhosamente, igrejas. Em 11 de agosto de 2016 a Igreja Evangélica Luterana dos Estados Unidos (ELCA), pediu ao governo dos EUA para acabar com toda e qualquer ajuda a Israel e abraçar as táticas para destruir o país pela via econômica. No inverno passado, aIgreja Metodista dos Estados Unidos também de maneira anticristã deixou de trabalhar com cinco bancos israelenses.

Todos eles afirmam falsamente serem “pacíficos”, usando meios “econômicos” para corrigir “injustiças” nos territórios palestinos. No entanto, eles nunca tentaram corrigir injustiças cometidas pelos governos corruptos, repressivos da Autoridade Palestina e do Hamas em Gaza, nem mesmo protagonizar a imprensa livre, o estado de direito ou a edificação de uma economia estável. Suas verdadeiras motivações racistas estão desmascaradas. Eles simplesmente estão alinhados e coordenados com a estratégia violenta dos palestinos e muçulmanos fundamentalistas do Ocidente — aqueles mesmos que permanentemente se recusaram a fazer a paz com Israel, isto por sete décadas, colocando em primeiro plano o terrorismo.

Esta guerra assimétrica, empreendida pela primeira vez desde o Holocausto de 6 milhões de judeus, recentemente também quebrou um tabu alemão. Ao que tudo indica, para certos alemães, a velha sede de sangue nunca terminou — ela simplesmente estava em estado latente. O sindicato dos professores da cidade de Oldenburg acaba de publicar um artigo em sua revista, na edição de setembro, conclamando “um boicote total ao estado judeu”, segundo o jornal Jerusalem Post trata-se “da primeira conclamação para boicotar Israel ou os judeus por um sindicato alemão desde o Holocausto”. Fazendo jus à sua retratação, embora tardia, em 5 de setembro o sindicato dos professores de Oldenburg se desculpou, rotulando o boicote de “grande equívoco” além de “antissemita”.

A União Europeia assinou um acordo com o Marrocos, que está em litígio territorial com a Argélia, mas, apesar disso, se reservou o direito de explorar os recursos do Saara Ocidental; não foi lançada nenhuma campanha em sinal de protesto. Também não se ouviu falar de nenhum protesto contra a Turquia no tocante à ocupação do Norte do Chipre ou quanto à prisão em massa de dissidentes, jornalistas e acadêmicos. Não, a política de boicote é direcionada exclusivamente contra o estado judeu, que ostenta um dos mais altos níveis de liberdade acadêmica, liberdade de imprensa e de igualdade perante a lei do planeta. A política de boicote é feita em “3-D”, conforme observa o verdadeiro defensor dos direitos do homem, o dissidente soviético, Natan Sharansky, em seu livro The Case For Democracy:

  • dois pesos e duas medidas: visar apenas e tão somente Israel entre os 200 litígios territoriais, do Tibete à Ucrânia.
  • Demonização: comparação das atitudes de Israel a dos nazistas quando na realidade as pessoas que fazem a comparação é que deveriam ser comparadas aos nazistas.
  • Deslegitimação: negar o direito de Israel à existência.

A hipocrisia racista é tão transparente quanto pérfida.

Eles também estão sujeitando as universidades de Israel a uma campanha neonazista “silenciosa” vinda de universidades sem princípios: enviar menos convites, rejeitar mais artigos e usar os padrões das Leis de Nuremberg do Terceiro Reich para excluir a participação de judeus. A Universidade de Syracuse acaba de desconvidar para uma conferência Simon Dotan, um professor judeu da New York University e cineasta premiado, natural da Romênia, criado em Israel e atualmente residente nos Estados Unidos. A comentarista Caroline Glick observa:

“A decisão de Hamner não teve nada a ver com a qualidade do trabalho de Dotan. Ela admitiu até certo ponto que… Dotan foi desconvidado porque ele é israelense e também porque o título de seu filme The Settlers (Os Colonos), não deixa claro de imediato se ele vilipendia o suficiente o meio milhão de judeus israelenses que vivem na Judeia e Samaria”.

Entre outros no mundo acadêmico que aprovaram estas medidas neonazistas encontra-se a historiadora britânica Catherine Hall e, vergonhosamente, o gravemente enfermo Stephen Hawking, que é capaz de falar graças apenas a um dispositivo de voz israelense.

Esta campanha de boicote acadêmico teve início quando Oren Yiftachel, um estudioso da Universidade Ben Gurion teve um trabalho acadêmico rejeitado pelo periódico Political Geography. A rejeição veio com uma nota informando-o que a revista não poderia aceitar o envio do trabalho de “Israel”, seu trabalho foi enviado de volta sem ser aberto. A editora St. Jerome Manchester, especializada em traduções, recusou-se a enviar obras acadêmicas para a Universidade Bar Ilan em Israel. A revista britânica Dance Europe se recusou a publicar um artigo sobre a coreógrafa israelense Sally Anne Friedland; Richard Seaford se recusou a fazer uma avaliação crítica de um livro para a revista israelense Antiquity Scripta Classica Israelica. O professor de patologia da Universidade de Oxford Andrew Wilkie, rejeitou aceitar a papelada de inscrição para doutorado de Amit Duvshani da Universidade de Tel Aviv. Wilkie assinalou na rejeição: “de jeito nenhum eu aceitarei alguém que serviu no exército de Israel”.

Estes neonazistas disseminam sua mensagem em universidades, igrejas, empresas e municípios. Adotam medidas tais como petições aos professores, perseguições em público, ameaças de ações na justiça (guerra assimétrica), manifestações em frente a lojas e muitas vezes apenas gritaria, intimidação, ameaças e concentração de pessoas.

Eles são, obviamente, incapazes de abalar a florescente economia israelense, mas estão indubitavelmente tentando botar mais lenha na fogueira do clima racista de desconfiança e hostilidade contra Israel e os judeus nos quatro cantos da terra. A Swedish Coop parou de vender bombas de gaseificação produzidas pela SodaStream de Israel, o maior fundo de pensão holandês, o PGGM, retirou os investimentos de cinco instituições financeiras israelenses. A Vitens, a maior fornecedora de água potável da Holanda cortou os laços com a sua homóloga israelense Mekorot. A loja de departamentos KaDeWe, a maior da Europa localizada em Berlim suspendeu as vendas de vinho israelense (depois voltou atrás). A maior cooperativa da Europa, a Co-operative Group no Reino Unido, introduziu uma política discriminatória em relação a produtos israelenses. O McDonald’s se recusou a abrir uma lanchonete na cidade israelense de Ariel, em Samaria. A Universidade de Johannesburg cortou relações com a Universidade Ben-Gurion de Israel. Sindicatos acadêmicos de médicos a arquitetos, do Reino Unido e do Canadá, também apoiaram as novas Leis de Nuremberg contra Israel. Dezenas de artistas, principalmente músicos e cineastas, têm, assim como os nazistas originais, se recusado a realizar suas performances em Israel ou cancelaram suas apresentações. Muitos fundos de pensão deixaram de trabalhar com Israel. O Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, levantou “questões éticas”, polêmicas, incluindo o Banco Hapoalim de Israel na lista negra de empresas.

As linhas pré ou pós-1967 são apenas um álibi para esses novos nazistas. Muitos consideram Israel em sua totalidade, ilegal, imoral, ou as duas coisas juntas — ainda que os judeus tenham estado nesta terra há 3.000 anos — parte dela ainda é chamada de Judeia. Sua ânsia em acusar os judeus de terem a audácia de “ocupar” a sua própria terra histórica, bíblica, só revela a conivência com as mentiras mais obscuras dos extremistas islâmicos, os quais estão tentando destruir os cristãos coptas autóctones em sua terra nativa do Egito e os cristãos assírios autóctones que estão sendo massacrados no Oriente Médio. Será que os franceses também deveriam ser acusados de estarem “ocupando” a Gália? Basta olhar para qualquer mapa da “Palestina”, que será possível ver o Estado de Israel coberto por inteiro: para muitos palestinos toda a terra de Israel é uma única colônia gigante que tem que ser desmontada.

No lugar de Israel, eles facilitariam a criação de mais um estado árabe-islâmico que irá suprimir a liberdade de expressão de artistas, jornalistas e escritores; que irá expulsar os cristãos de suas casas; que irá apedrejar homossexuais até a morte; que torturará os detidos nas prisões, que condenará à morte inocentes simplesmente por desejarem se converter ao cristianismo; que irá condenar alguém a flagelação, prisão ou morte pela simples alegação de que tenha dito alguma coisa a alguém que pudesse considerar ofensivo ao Islã; que obrigará as mulheres a usarem véus e viverem alienadas; que glorificará terroristas; que proibirá bebidas alcoólicas; que encarcerará pessoas por expressarem opiniões divergentes; que incentivará a criação de uma nova categoria de refugiados muçulmanos: aqueles que fugiriam alegremente de um regime opressivo e assassino.

Esses novos nazistas se valem, ao invés vez de uma argumentação, de slogans falsos e enganosos como “estado apartheid”, “ocupação”, “repressão”, “infrator do direito internacional” (que Israel meticulosamente não o é). O objetivo deles, assim como o foi dos nazistas originais, é manipular as pessoas e incutir nelas preconceito e ódio contra Israel e por trás deste subterfúgio, contra os judeus.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9033/virtuosos-novos-nazistas

Palestinos: “A Máfia da Destruição”

  • Funcionários do Hamas e da Autoridade Palestina (AP) transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção permitiu a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels (moeda israelense) do orçamento da AP.

  • Em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico. Em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.
  • Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, assinala que ela já está enfrentando acusações de “difamação” por expor a corrupção. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas. O regime da AP, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.
  • Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel.

Pergunta: o que os pacientes palestinos fazem para obter autorização para receber tratamento médico em Israel e em outros hospitais ao redor do mundo? Resposta: pagam propina a funcionários da alta hierarquia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Aqueles que não têm como pagar a propina são abandonados à própria sorte, amontoados, em hospitais mal equipados, falta de pessoal, principalmente na Faixa de Gaza.

No entanto, ao que tudo indica, uns palestinos são mais iguais do que os outros: aqueles palestinos cujas vidas não correm perigo, mas que só fazem de conta. São eles: empresários, comerciantes, estudantes universitários e parentes de altos funcionários da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas, que recebem autorização para viajar para Israel e para outros países sob o pretexto de emergência médica.

Inúmeros palestinos apontam o dedo para o Ministério da Saúde da AP na Cisjordânia. Eles ressaltam que funcionários do alto escalão do ministério têm abusado de seus poderes em troca de propina de pacientes genuínos e de palestinos que querem apenas a licença médica para saírem da Faixa de Gaza ou da Cisjordânia. Graças à corrupção, a inúmeros pacientes reais foram negadas a oportunidade de receber tratamento médico adequado tanto em Israel quanto em outros países.

Palestino sendo levado a uma ambulância israelense no posto de fronteira de Erez entre a Faixa de Gaza e Israel a caminho de um hospital israelense, 29 de julho de 2014. (imagem: Ministério das Relações Exteriores de Israel)

Isto, claro, não se aplica aos altos funcionários palestinos e seus familiares, que continuam a fazer uso irrestrito de hospitais israelenses e de outros centros médicos na Jordânia, Egito, países do Golfo e da Europa.

Até mesmo altos funcionários do Hamas desfrutam do acesso a hospitais israelenses. Em 2013, Amal Haniyeh, neta do líder do Hamas Ismail Haniyeh, foi transferida para um hospital israelense para tratamento médico urgente. Um ano antes, a irmã de Haniyeh, Suheilah,também foi levada a um hospital israelense para uma urgente cirurgia cardíaca.

Haniyeh, no entanto, não teve que pagar propina para que sua filha e irmã recebessem tratamento médico em Israel. Com efeito, alguns palestinos são evidentemente muito mais iguais que outros.

A corrupção no sistema de saúde palestino, tanto na Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza, tem sido um segredo bem conhecido. Os palestinos que não desfrutam dos contatos certos e sem o dinheiro necessário para entregar a um alto funcionário ou médico estão plenamente conscientes de que eles jamais receberão a autorização das assim chamadas “referências médicas no exterior”. A assinatura de um médico ou de um funcionário da alta hierarquia do sistema de saúde é a mercadoria mais preciosa existente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A assinatura permite que os pacientes recebam tratamento médico gratuito em Israel e em vários outros países.

A falta de regras claras que definam quem tem direito a esse privilégio tem facilitado a corrupção generalizada no sistema de saúde palestino. O nepotismo desempenha um papel importantíssimo nesse tipo de corrupção. O parente de um alto funcionário palestino pode facilmente ser transferido para tratamento em um hospital israelense, jordaniano ou egípcio, ao passo que pacientes da Faixa de Gaza sem recursos podem ter que esperar meses e até anos até que possam obter tais autorizações.

Funcionários do Hamas e da AP estão fazendo negócios com a vida dos pacientes palestinos. Eles transformaram o atendimento médico em um comércio que rende centenas de milhares de dólares por ano. Esta corrupção, que avança na ausência de transparência e de prestação de contas, permitiu também a altos funcionários da Cisjordânia e Faixa de Gaza desviarem milhões de shekels do orçamento da AP.

Apesar da promessa da Autoridade Palestina e do Hamas de combaterem a exploração de pacientes palestinos, os próprios palestinos não sentiram nenhuma melhora. Eles dizem que mais de 70% dos casos de encaminhamentos médicos a hospitais israelenses e ao exterior não constam dos registros e que ainda não está claro como e onde o dinheiro foi gasto.

Por exemplo, em 2013 a AP gastou mais de meio bilhão de shekels para cobrir despesas médicas de palestinos que foram encaminhados a hospitais fora dos territórios palestinos. No entanto, ninguém sabe exatamente como o dinheiro foi gasto e se todos aqueles que receberam a documentação para o encaminhamento de fato precisavam de tratamento médico.

A AP sustenta que em 2014 mais de 54.000 palestinos de Gaza obtiveram a papelada necessária para os encaminhamentos médicos de tratamento fora da Faixa de Gaza. As autoridades responsáveis pela saúde na Faixa de Gaza, no entanto, dizem que eles estão cientes de apenas 16.382 casos documentados de pacientes reais que receberam as autorizações.

Entre 1994 e 2013 a Autoridade Palestina não solicitou as notas fiscais discriminadas dos hospitais israelenses dos tratamento médicos ministrados aos pacientes palestinos. Os valores são deduzidos mensalmente das receitas cobradas por Israel e depois transferidos para a AP

A Coligação para a Prestação de Contas e Integridade (AMAN), um grupo palestino que atua na esfera da democracia, direitos humanos e boa governança para combater a corrupção e melhorar a integridade, os princípios de transparência e sistemas de prestação de contas na sociedade palestina, é um dos poucos órgãos que estão soando o alarme no tocante a esse abuso.

No ano passado a AMAN divulgou uma denúncia na qual alertava sobre a corrupção no Departamento de Referências Médicas no Exterior, subordinado ao Ministério da saúde da AP. A denúncia apontou discrepâncias nos custos de tratamento médico em Israel e em outros hospitais e os valores pagos. Por exemplo, em um caso verificou-se que 113 pacientes palestinos tinham dado entrada em hospitais israelenses ao custo de 3 milhões de shekels, no entanto não há nenhuma documentação dessas internações. Até as identidades dos pacientes continuam envoltas em mistério.

A denúncia da AMAN afirma que as medidas tomadas pelas autoridades responsáveis pela saúde dos palestinos no sentido de limitar o nepotismo e as propinas e evitar o desperdício de dinheiro público, foram insuficientes. Os médicos, de acordo com a denúncia, enfrentam pressão de funcionários da Autoridade Palestina para que emitam a documentação médica requerida pelos hospitais israelenses e outros hospitais ao redor do mundo, mesmo para os pacientes que não precisam daquela internação. Em determinados casos, assinala a denúncia, os pacientes podiam ter sido tratados em hospitais palestinos, não havendo a necessidade de transferi-los para outros hospitais a custos tão elevados.

A AP assinala que pediu à Comissão Anticorrupção que investigue o escândalo. Até a presente data ainda não está claro se foram tomadas as medidas necessárias contra os responsáveis pela corrupção.

O Hamas por sua vez continua responsabilizando a AP pelo sofrimento dos pacientes na Faixa de Gaza. O movimento islamista afirma que o governo da AP está retendo a emissão de licenças médicas como meio de punir os palestinos por seu apoio ao Hamas.

Na realidade, o que acontece não é bem isso: determinadas autoridades responsáveis pela saúde na Faixa de Gaza ligadas ao Hamas também têm explorado o sofrimento dos pacientes. O Hamas não tem interesse que isso venha à tona.

Hajer Harb, uma corajosa jornalista palestina da Faixa de Gaza, recentemente elaborou uma reportagem investigativa sobre a corrupção de funcionários da saúde na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ela vem sendo recorrentemente interrogada pelo Hamas.

Harb assinala que ela já está enfrentando acusações de “difamação” por expor a corrupção. Ela foi informada por seus interrogadores que a decisão de intimá-la para investigação veio depois que um médico na Faixa de Gaza apresentou uma queixa de “difamação” contra ela.

Os interrogadores do Hamas exigiam que Harb revelasse suas fontes e a identidade das pessoas envolvidas no escândalo de corrupção. “Eu disse a eles que sou jornalista e não posso fornecer as identidades das minhas fontes sem ordem judicial”.

“Os promotores disseram que as seguintes acusações pesavam contra mim: crime de falsa identidade (eles alegam que não revelei minha verdadeira identidade na reportagem investigativa), difamar o Ministério da Saúde devido à publicação de informações imprecisas e incorretas e trabalhar com ‘agentes estrangeiros’ (ao elaborar uma denúncia para uma rede de TV radicada em Londres, sob o pretexto de que a empresa jornalística não está registrada na Assessoria de Imprensa na Faixa de Gaza)”.

Em sua denúncia, Harb mencionou os intermediários que conseguem obter a documentação médica necessária para a internação em hospitais israelenses e estrangeiros em troca de propina. Ela se aproximou de um dos intermediários alegando que queria viajar da Faixa de Gaza para a Cisjordânia para se casar com alguém de lá. Ela escreveu que recebeu uma autorização para sair da Faixa de Gaza para se submeter a um tratamento médico no Hospital Al-Makassed em Jerusalém Oriental, em troca de propina paga a um médico local. Ela também descobriu uma série de documentos médicos forjados em nome do filho de um alto funcionário palestino da Faixa de Gaza, que os obteve para completar os estudos na Cisjordânia. Mais tarde Harb localizou um homem que afirmou trabalhar para o Serviço de Segurança Preventiva da AP e se vangloriava que conseguiria uma autorização para tratamento médico fora da Faixa de Gaza por US$200. Outro palestino comprou uma licença médica para deixar a Faixa de Gaza e trabalhar em um restaurante em Ramala.

O Hamas afirma estar combatendo a corrupção de funcionários que estão complicando a vida dos pacientes palestinos. Na realidade o Hamas está é ocupado assediando jornalistas que expõem a verdade. O regime da Autoridade Palestina, de sua parte, não está nada contente com o fato do vazamento ter vindo à tona.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS), com sede na Cisjordânia, condenou o Hamas por assediar Harb. Mas a crítica deve ser vista mais no contexto da luta pelo poder entre a AP e o Hamas e não decorrente da preocupação em relação às liberdades públicas.

Em um comunicado, o PJS criticou o Hamas por interrogar Harb classificando-a como uma “grave violação ao trabalho da mídia e liberdade de expressão” nos territórios palestinos. O sindicato enfatizou o direito dos jornalistas de não revelarem a identidade de suas fontes, acrescentando que Harb respeitou todas as normas morais, legais e profissionais.

Najat Abu Baker, membro do Conselho Legislativo Palestino subordinado à facção da Fatah da AP do Presidente Mahmoud Abbas, foi uma das poucas políticas da Cisjordânia que se atreveu a se manifestar abertamente contra o escândalo da corrupção.

Segundo ela a corrupção no Departamento de Referências Médicas da AP transformou-o em uma “verdadeira máfia chefiada por figuras influentes”. Abu Baker acusou o ministério de explorar os residentes mais humildes da Faixa de Gaza além de desperdiçar recursos públicos:

“A questão das licenças médicas virou um comércio e os únicos que estão pagando caro são os pacientes da Faixa de Gaza. As centenas de pacientes que morreram foram vítimas das medidas do ministério”.

Ela exigiu a formação de uma Comissão de Inquérito para investigar o escândalo da corrupção. Ela ressaltou que muitos pacientes da Faixa de Gaza morreram enquanto aguardavam documentação médica necessária para a internação, ao passo que a outros que não estavam doentes, foram dadas as licenças graças ao nepotismo e à propina.

“Os mercadores da morte estão brincando com o destino de nossos pacientes. Já está na hora de dizer a verdade para que possamos nos livrar da máfia da destruição e acabar com o comércio da vida de nossos pacientes”.

O escândalo das licenças médicas é mais uma prova de que tanto o Hamas quanto a Autoridade Palestina exploram descaradamente seu povo para fins políticos e financeiros. A AP usa seu poder para emitir licenças médicas a fim de pressionar os palestinos da Faixa de Gaza contra o Hamas. Seus funcionários vendem as licenças por dinheiro vivo. O Hamas, que continua mantendo toda a Faixa de Gaza como refém, tem suas próprias ideias sobre o bom uso de seu dinheiro. Os hospitais de Gaza estariam melhor equipados se o Hamas usasse o dinheiro ao seu dispor na construção de centros médicos em vez de túneis para contrabandear armas do Egito para atacar Israel. Enquanto licenças médicas são vendidas pelo lance palestino mais alto, perguntamos: qual é o preço de uma licença para fins de esclarecimento em relação ao comportamento dos líderes palestinos?

Khaled Abu Toameh é um jornalista premiado radicado em Jerusalém.

https://pt.gatestoneinstitute.org/9024/palestinos-corrupcao-medica

Igreja vive em meio à violência da Chechênia

Além da perseguição religiosa, fieis também enfrentam um cenário de guerra, conflitos e imposições por parte da liderança política

27-chechenia-transporte

Recentemente, na Chechênia, houve uma explosão envolvendo dois homens-bomba em um posto de controle, perto da capital do país, Grozny. Como resultado do atentado, seis policiais ficaram feridos, três dos quais estão em estado grave. A igreja no país enfrenta esse cenário de guerra, sem contar a violência causada pela perseguição religiosa.

Chechênia (que já ocupou o 20º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa, em 2011 e 2012) é uma das repúblicas da Federação da Rússia, que fica na região de Cáucaso, entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, onde a Igreja Ortodoxa Russa exerceu, por séculos, importante influência política e religiosa na região. Sabe-se que a Rússia não reconhece a Chechênia como Estado. Atualmente, a maioria da população professa a fé islâmica, mas estima-se que há cerca de 8 milhões de cristãos vivendo por lá.

As organizações islâmicas políticas pressionam constantemente esses cristãos a negarem a Cristo e a aderirem a fé muçulmana. Até mesmo os costumes são ditados pelo governo e há um decreto para que todas as estudantes e funcionárias públicas cubram a cabeça com véu. Como o cristianismo é associado, muitas vezes, com a Rússia, assumir a nova fé significa para os chechenos “tornar-se russo”, o que é mais um motivo para a perseguição. Dessa forma, é mais seguro para os cristãos praticar a fé secretamente.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/igreja-vive-em-meio-a-violencia-da-chechenia

Perseguição e injustiça contra os cristãos paquistaneses

“Sandhu levou o caso até a polícia porque estava confiante de sua inocência, acreditando que a justiça agiria em seu favor, ele não imaginou que os próprios policiais criariam um problema maior para ele”

Homem na fazenda

Recentemente, no Paquistão, um tribunal antiterrorismo condenou um cristão à morte por blasfêmia contra o islã. Anjum Sandhu, de 60 anos, havia procurado proteção policial, em maio de 2015, após ter sido vítima de chantagem e extorsão, mas os responsáveis já haviam prestado queixa contra ele, alegando blasfêmia. Em junho do mesmo ano, ele foi multado em 500 mil rúpias paquistanesas (4.775 dólares) e, em seguida, foi condenado. Javed Naz e Jafar Ali, os dois que ele tinha acusado de chantagem, também foram condenados à morte, mas primeiro deverão cumprir 35 anos de prisão. Cada um deles foi multado em 80 mil rúpias (764 dólares).

Sandhu é formado em Química, é mestre em Literatura Inglesa e também é um dos três diretores de oito filiais da Science Locus School Gujranwala (Escola de Ciências Locus Gujranwala). “Naz havia trabalhado na escola anteriormente e foi demitido por desviar documentos”, disse Napoleão Qayyum, um ativista de direitos humanos. A história de extorsão foi confirmada pela polícia paquistanesa. Sandhu fez uma acusação justa, e sua sentença de morte se deu somente porque os criminosos disseram à polícia que, durante uma discussão entre eles, Sandhu “usou palavras de blasfêmia” e que eles tinham uma gravação como prova. Mas foi constatado que a voz na gravação “parece ser” a voz de Sandhu. Um parente próximo o defendeu dizendo que, suas escolas funcionam há 20 anos e que ele “nunca demonstrou qualquer inclinação para discutir religião”.

Injustiça e perseguição
“Sandhu levou o caso até a polícia porque estava confiante de sua inocência, acreditando que a justiça agiria em seu favor, ele não imaginou que os próprios policiais criariam um problema maior para ele”, observou Napoleão. Ele também comentou que as autoridades policiais não realizaram nenhuma investigação com os alunos da escola, nem consideraram testemunhas mais próximas de Sandhu. “O laboratório responsável por fazer o reconhecimento de voz mostrou-se totalmente incapacitado para isso, e até o juiz atribuiu o crime de blasfêmia contra ele”, disse o ativista.

Lembrando que, no Paquistão, o governador de Punjab, Salmaan Taseer, também foi condenado à morte simplesmente por defender a cristã Asia Bibi, que continua presa por blasfêmia, confira na matéria Fanatismo religioso aumenta a onda de violência no país. Ambos os casos mostram que, por trás desses julgamentos existe uma tendência muito forte de perseguição religiosa. Mesmo que os cristãos estejam certos, para as autoridades paquistanesas eles estarão sempre errados por serem seguidores de Jesus. A Portas Abertas tem participado da vida dos cristãos paquistaneses perseguidos e tem colaborado de várias formas. Conheça o projeto “Investimento pra vida toda”. Envolva-se com a igreja no Paquistão.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/perseguicao-e-injustica-contra-os-cristaos-paquistaneses

Cristãos somalis vivem sua fé secretamente

O Al-Shabaab tem lutado para combater a liderança somali e, os cristãos, ficam no meio do fogo cruzado, por fazer parte da minoria que normalmente é mais vulnerável

 22-maos-mulher-somalia

A situação para a igreja na Somália, 7º país na atual Classificação da Perseguição Religiosa, é delicada. O governo continua a ser atormentado pelos ataques do grupo extremista islâmico Al-Shabaab. Atualmente, há certa estabilidade da situação, graças à intervenção da União Africana e também aos esforços por parte dos governos da Etiópia e Quênia que estão colaborando com o país, onde praticamente 100% da população professa a fé islâmica.

Na Somália, não há espaço para o cristianismo. Aqueles que ousam declarar publicamente sua nova fé sofrem as consequências de maneira trágica. Existe um fato que aconteceu em fevereiro de 2013 que serve como exemplo. Um cristão somali que não pode ser identificado por motivos de segurança, se atreveu a declarar sua fé em Cristo. Infelizmente, o preço foi alto demais e ele pagou com sua própria vida, morto a tiros em Garissa, no Quênia, fazendo agora parte da lista dos mártires somalis.

O governo perdeu o controle sobre a violência e, ultimamente, tem ocorrido vários ataques envolvendo carros-bomba, principalmente durante o período de processo eleitoral. O Al-Shabaab tem lutado para combater a liderança somali e, os cristãos, ficam no meio do fogo cruzado, por fazer parte da minoria que normalmente é mais vulnerável. Se eles forem encontrados em reuniões, lendo a Bíblia ou até mesmo pesquisando sobre Jesus Cristo na internet, são imediatamente acusados de trair o governo. Dessa forma, todo discipulado deve ser feito em segredo. Ore pela igreja na Somália.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/cristaos-somalis-vivem-sua-fe-secretamente

Crianças cristãs asiáticas são perseguidas nas escolas

A professora acusou os professores e líderes da igreja local de extremismo religioso e assustou bastante as crianças com essas declarações; a situação da igreja na Ásia Central está cada vez mais delicada

23-menina-crianca-morena-asia-central

Em alguns países da Ásia Central, crianças estão sendo perseguidas nas escolas por frequentarem grupos domésticos aos domingos, para aprender as línguas inglesa e russa, que são ministradas tanto para filhos de cristãos quanto de muçulmanos. As aulas proporcionam também uma oportunidade para alcançar seus corações através do evangelho e do amor de Cristo. Mas quando uma das professoras da escola onde essas crianças frequentam ficou sabendo, ela fez sérias acusações e os ameaçou dizendo que, se participassem dos grupos domésticos novamente, ela informaria a polícia e o diretor da escola. Ela ainda enfatizou que os alunos seriam expulsos e que os cristãos seriam presos.

A professora também acusou os professores e líderes da igreja local de extremismo religioso e assustou bastante as crianças com essas declarações. A situação da igreja na Ásia Central está cada vez mais delicada. Em maio, a Portas Abertas divulgou uma matéria que contava a história de um menino de apenas 6 anos que gostava de louvar a Deus. “Já estivemos na delegacia por causa de um motorista de táxi que disse aos policiais que meu filho vivia cantando músicas cristãs”, disse a mãe. Confira na matéria Como impedir uma criança de louvar a Deus?

Essa realidade tem mudado bastante as características da igreja na Ásia Central e, algumas vezes, tem prejudicado até mesmo os eventos realizados por ela. Recentemente, um líder cristão de outra cidade, juntamente com seus colaboradores realizaram um evento onde ocorreu um conflito com a professora. Ao chegarem lá, foram recepcionados por apenas dois fieis, porque os demais estavam com medo de serem presos. A cada dia que passa o termo “cristão secreto” se torna mais comum entre os asiáticos e a liberdade religiosa é algo cada vez mais distante para eles.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/criancas-cristas-asiaticas-sao-perseguidas-nas-escolas