Cresce ameaça terrorista na América Latina: Grupo islâmico “Hezbollah” planejou atentados em larga escala no Chile, Bolívia e Peru

Por Amir Kater

            O brasileiro já está habituado a ouvir que há toda sorte de grupos radicais na América Latina e que há campos de treinamento desses grupos em determinados países, sendo que alguns deles são patrocinados por ouro nazista, como na Argentina, por exemplo. Contudo, as evidências consolidam o entendimento da ampliação das atividades terroristas na região, pois segundo informação do diário saudita Okaz, as forças de segurança sul-americanas invadiram um depósito da organização terrorista Hezbollah nos arredores da capital boliviana e impediram os planos de atacar a Bolívia, Chile e Peru[1], sendo apreendidos materiais que demonstravam capacidade para fazer uma bomba de 2,5 toneladas que seria utilizada num veículo também apreendido.  O local de armazenamento se encontrava em La Paz, onde em 2016, num voo da GOL, três australianos foram detidos com explosivos a caminho do Brasil[2]. Talvez, não haja conexão entre os fatos, mas os mesmos demonstram que a América Latina vem sofrendo o que há muito aconteceu na Europa enquanto as comunidades árabes muçulmanas iam se instalando.

         Não há motivo, também, para não pensar mais amplamente e inserir a Argentina – que já sofreu ataque em 1992 contra a AMIA[3], uma instituição judaica, deixando um grande número de mortos, incluindo crianças – bem como não se pode eximir de risco o Brasil[4], com sua tríplice fronteira apinhada de radicais islâmicos, que encontram na fácil passagem a condição de contrabandear toda espécie de objetos, incluso armas, como é bem sabido, além de poderem ter “o repouso do guerreiro” e o “sumiço” temporário de suas atividades junto aos seus grupos, células ou partidos.

            Grupos como o “Hezbollah” possuem vasta experiência na confecção de explosivos, mísseis com alcance superior a 300 quilômetros, tal qual  já visto sendo disparados contra Israel, inimigo histórico do grupo terrorista. Com isso, podemos começar a vislumbrar a real fragilidade dos países da América Latina, por vários motivos, como facilidade de entrada e saída de suas fronteiras, uma facilidade enorme em corromper agentes da lei, entes políticos, que independente de como sejam corrompidos, já estão alinhados com a agenda global de implementação da “imigração refujihadista” islâmica, que vem impondo seu sistema teo-político irascível e assassino para com os que não comungam de seus ideais, travestidos de “religião da paz”.

            Ainda na seara dos explosivos, se percebe que os mecanismos, materiais e outros insumos poderiam levar a cabo a confecção de um artefato explosivo que poderia chegar a pesar, 2,5 (duas e meia) toneladas, além de um veículo, tipo mini-van, que estava sendo preparado para receber artefatos explosivos.

            Chama a atenção o fato que a operação ocorre logo após a divulgação de um relatório do jornal do Kuwait que cita o comandante adjunto da Guarda Revolucionária Iraniana como sendo o responsável pelos armamentos e plantas que estavam em posse dos integrantes do “Hezbollah” no Líbano, onde hoje estão fortemente estabelecidos. Percebemos, mais uma vez, que o Irã aparece como fomentador de ataques terroristas, direta ou indiretamente, o que, por sinal, já é desde sempre uma prática desse país.

            “ De acordo com o relatório traduzido e distribuído pelos pesquisadores do MEMRI, fábricas que o Irã estabeleceu recentemente no Líbano estão a uma profundidade de mais de 50 metros e são protegidas contra bombardeios. Os mísseis são fabricados em diferentes alas das fábricas e, finalmente, são montados em uma unidade.” É o que consta de uma das partes da matéria assinada por Mordechai Sones (Israel National News | Traduce: © estadodeisrael.com)

              Há denúncia, ainda, da época em que Israel destruiu uma fábrica de armas no Sudão, tal instalação fabricante de armas pertencente ao Irã, que por sua vez, forneceu armas ao “Hezbollah” com o apoio da Síria, que permite ser usada como intermediária, e que acaba por facilitar o desenvolvimento por parte dos guardas revolucionários de ações para construção de fábrica de armas no Líbano.

              Sabido, mais do que informado é que alguns peritos foram levados à Universidades de Teerã, para o desenvolvimento de fábricas de todo tipo de armamento, sempre subterrâneas, com grande profundidade abaixo do solo para maior dificuldade de detecção, assim como fizeram com algumas prisões.

“Estas plantas foram construídas a uma profundidade de mais de 50 metros e acima destes, existem diferentes camadas de diferentes tipos de barricadas que os aviões israelenses não são capazes de atingi-las.  Além disso, os mísseis não são fabricados numa instalação, mas em algumas partes em várias plantas e finalmente reunidos em uma única unidade. “

            Essas fábricas foram gradativamente transferidas para o controle do grupo terrorista “Hezbollah”, e, atualmente, estão sob supervisão e funcionamento integral a mando e controle do mesmo grupo.

      Percebe-se todas as condições necessárias para criar artefatos dos mais variados e mísseis que poderiam cobrir grandes distâncias, como mencionado no início deste, de vários tipos como: mísseis terra-terra, mísseis terra-mar, bombas de luz, barcos lançadores de torpedos, além de UAVs por espionagem e armas mísseis, porta-aviões, mísseis anti-tanque e barcos blindados.

          O material encontrado poderia atender a demanda de até cinco grandes atentados. Entretanto, cabe salientar que a cooperação entre jornalistas, órgão de segurança e outras instituições têm conseguido grande êxito em impedir que se lancem ataques contra entes públicos, aeroportos e pontos turísticos.

         Não obstante, temos que tomar mais atenção à política externa, em realidade, a política mundial das esquerdas, que se alinham em prol da islamização do globo, ou boa parte dele. Podemos, no Brasil, começar analisando pelo desarmamento da população, as políticas de gênero, a deturpação escolar quanto a questões como sexo, agenda de de doutrinação política, com pessoas como Deborah Duprat, Procuradora Federal, que disse abertamente: “…nossas crianças não pertencem aos pais, mas sim ao estado…”(sic), basicamente, numa política hitleriana, que se alinha como muito sabemos  a algumas das práticas islâmicas com relação à doutrinação dos professantes “infiéis” doutras visões religiosas ou teo-políticas.

        Cabe o aviso: Hoje todo cuidado é pouco, ainda mais em países com baixa atenção à segurança nacional, às suas fronteiras, com uma população idiotizada por discursos populistas e distribuição de recursos pífios que só maquiam a realidade do que se engendra na calada da noite, com projetos, políticas, desvios e envio de valores para grupos terroristas, alinhamento com países que fomentam o terror em favor da instalação dum governo único, e sob o poder da cimitarra dos senhores da espada.

Fonte da Imagem: Brasil Soberano e Livre

[1] http://www.radioworld.com.sv/grupo-terrorista-hezbollah-en-sudamerica-desbaratan-atentados-masivos-en-bolivia-chile-y-peru/

[2]http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/australianos-sao-impedidos-na-bolivia-de-viajar-com-dinamite-para-o-brasil.html

[3] https://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/10/25/ult1807u31822.jhtm

[4] http://veja.abril.com.br/mundo/investigacao-de-atentado-na-argentina-aponta-ramificacoes-de-rede-terrorista-no-brasil/

Brasil, um país com um governo ainda ligado ao terror

Por Amir Kater

            É sabido que muitos brasileiros, considerados subversivos, o que não caberia a discussão neste, se envolveram com uma série de questões de luta armada, que sim, igualmente, pode ser chamada de terrorismo, não “religioso” como temos atualmente em vários grupos em muitos países ou através de simpatizantes, células adormecidas, comumente chamadas à ação em determinado momento ou simplesmente os “lobos solitários”.

            O que deve ser percebido é o alinhamento, sempre profundo, das esquerdas mundiais com o terror, considerando que o terror ou terrorismo, não obrigatoriamente esteja ligado a ataques com bombas, carros-bomba, homens ou mulheres-bomba e assim por diante. Mas, basicamente com um sistema de terror social, para que se alcance um determinado objetivo.

            Pois bem, então seguimos essa linha, voltando a atenção novamente para o Brasil, um país que começa a receber a comunidade árabe no final do século XIX, com uma considerável maioria libanesa e de sírios já com um aumento importante e gritante aos olhos no início do século XX, tendo dentre essas nacionalidades, vertentes religiosas, tais como: cristãs, muçulmanos, maronitas, drusos, ortodoxos cristãos etc. Há também relativo número de palestinos em solo brasileiro. Estes, todos, se estabeleceram de maneira pacata, ordeira, atuando ― quase sempre ― no comércio nas mais variadas praças e nichos. Com o tempo, seus filhos e netos foram se formando, ficando mais inseridos em nossa sociedade e gozando de muito respeito em uma gama enorme de setores desta.

            Evidente que nada é feito só de rosas e alegrias. Como os ordeiros, com o passar do tempo começaram a migrar outros e mais outros, já não tão bem intencionados, mas que viam no Brasil um ponto para ficarem “quietos”, para saírem, do plano mundial ou, quiçá, somente do Oriente Médio, em relação a atividades terroristas ― um “porto seguro”. Sim, muitos ligados, participantes, partidários, apoiadores e “soldados” do terror, aportaram em nossas terras e foram, igualmente, à parcela anterior, honesta e ordeira ― aos olhos comuns e menos atentos ― criando uma verdadeira rede.

            Tal rede implica em movimentações financeiras, lavagem de dinheiro, através de transferências ilegais, “cabos” de dinheiro, venda de contrabando em muitas galerias, venda de drogas e armas em alguns países fronteiriços ao Brasil e a instalação com “ocupação territorial” através de suas mesquitas, centros de juventude islâmica e assim por diante.

            No momento em que se passa a ter essa “ocupação”, mencionada no parágrafo anterior, com a organização de setores que enviam dinheiro para grupos como Hamas, Hezbollah, dentre outros, o Brasil passa a ser rota internacional de dinheiro que fomenta o terrorismo internacional, isso já publicado em algumas matérias de diversos veículos de jornalismo. Com isso, passamos a ter aproximação maior com o terror, mesmo que só como via de passagem de dinheiro e outros elementos.

            Com isso, surgiram pessoas, que podem não ser terroristas, mas simpatizantes da causa deles, em setores públicos governamentais, tais quais o senhor Luiz Inácio Lula da Silva e respectivos auxiliares. Dessa forma, a sociedade islâmica radical, que no Brasil age de maneira sutil, passa quase desapercebida, e mesmo com os relatos recentes de clérigos e grupos que defendem Direitos Humanos, de cristãos e outras vertentes religiosas, a questão vem sendo trazida à luz da realidade. A maior prova que podemos ter do apoio irrestrito de governos de esquerda face ao terrorismo, é o Brasil, por seu tamanho, por problemas político-sociais pelos quais passa, ou melhor, que são impostos à sociedade pelos seus líderes, pois poderia, o país, estar em situação muito mais confortável nos campos interno e externo. Podemos perceber isso claramente, quando em 2010, ainda durante o governo do mesmo senhor Luiz Inácio “Lula” da Silva é decretada a transferência, a título de “doação”, conforme texto do próprio decreto, de nada mais, nada menos, que “vinte e cinco milhões de reais”[1]. Logo, numa “canetada”, dinheiro que poderia ser utilizado em outras áreas do país, é enviado para um grupo terrorista, que passa a ter, no Ocidente maior visibilidade a partir de 1990, ainda na Jordânia, depois migrando e dominando a Faixa de Gaza (Israel), onde se encontra até o momento.

            É assustador que um país, laico, pacífico, sem inimigos, que visa convivência pacífica com todos os países vizinhos e outros com quem mantém relações diplomáticas, fomente financeiramente o terror.

Enquanto em 1995 o governo do então, presidente Fernando Henrique Cardoso, bloqueava bens da família saudita Bin Laden, quinze anos após, um governo, de esquerda, sem qualquer motivo lógico toma essa atitude, que, aliás, poderia se esperar do Irã, notável fomentador e apoiador de crimes de terrorismo, que, aliás, por que não chamar de crimes contra a humanidade? Mas o Brasil, apoiando o terrorismo, é algo estarrecedor; ou não, se lermos calmamente os movimentos oriundos da Organização das Nações Unidas (ONU) que vêm desde antes de 1990, já trabalhando no sentido da expansão islâmica, sob o viés da “religião da paz”, que sabemos ser “da paz pela espada” nos mais diversos recantos do globo, uma vez que é a filosofia sistêmica teo-política que mais atrai seguidores. A ONU se apresenta com uma agenda teocrática e para compreender esta percepção basta pensar como seus signatários exigem que a “religião” que mais tem êxito em conversão pelo mundo, deve ser aceita e apoiada, sem comedir o que isso implica nas sociedades que estão sendo, literalmente, colonizadas por bárbaros medievais.

            Quais seriam os objetivos dessa teocracia islâmica que tenta se instalar, sempre à força ou com base em engodo pelo mundo aos gritos de “Allah Hu’Akbar”, mesmo em solo brasileiro? O que compeliu o governo brasileiro a dar a soma milionária constante dum decreto presidencial, para um grupo sabidamente terrorista, que cala seu povo, usa suas crianças como escudos e impetra ataques suicidas contra seus desafetos em prol de evidentes mentiras, através de sua “pallywood[2], usando uma realidade que foi criada por um certo Yasser Arafat, que nascera no Egito, vivendo a maior parte de sua vida na França, e migrando para a fictícia “Palestina”, criando outro grupo terrorista, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP)[3], aliás, líder esse que foi visitado pelo “benevolente doador do Hamas”, senhor Lula.

            Dia a dia estamos mais perto de sofrer o que vem sofrendo hoje a Europa, chamada de “Eurábia” pela escritora Bat Yeor, porém, sem estrutura social e estatal para comportar e rechaçar os males que com a onda “migratória” trarão depredações, estupros, roubos, furtos, vandalismo de cemitérios, igrejas, sinagogas, templos espíritas, budistas e de todo e qualquer tipo de fé, entre uma outra enorme natureza de crimes como assistimos nas poucas notícias que nos são trazidas, tais como: decapitações, fuzilamentos em massa, arremesso de homossexuais dos telhados de prédios, apedrejamento de mulheres em praças públicas por pretensos “crimes de honra”, enforcamentos, mercado de escravos sexuais ou não. Afinal, o povo colonizado acaba virando espólio de guerra como preconiza o “Al Couran”.

E atualmente é mais do que sabido que há um movimento claro, forte e atuante com evidente alinhamento da agenda de esquerda ligada à ONU, UNESCO e outros entes, que coíbe a divulgação do que eu chamaria de “onda terrorista mundial”. Assim, mais do que o estabelecimento da tentativa por ora de um único governo mundial, o que está se estabelecendo é uma onda de terrorismo e dominação mundial. Aqui em território brasileiro a desordem é encabeçada por grupos como o MST[4] e tem apoio de partidos como PSOL e PSTU, que conclamam seus seguidores e correligionários – ex-apoiadores do doador do Hamas – à toda sorte de desmandos legais e sociais, além de sempre se mostrarem apoiadores do terror oriundo de grupos como o recebedor da doação, Hezbollah e demais facções.

            Diante desse quadro desalentador, qual será o futuro, do Gigante Anão Político Brasil, frente ao que vem se estabelecendo no mundo e que para suas fronteiras caminha?

Fonte da Imagem: Folha Nobre

[1] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12292.htm

[2] http://amigodeisrael.blogspot.com.br/2013/05/o-que-e-pallywood.html

[3] http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,corte-americana-condena-autoridade-palestina-e-olp-por-atentados-em-israel,1638389

[4] http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/08/integrante-do-mst-esta-preso-com-base-na-lei-antiterrorismo-em-goias.html

 

Mulher saudita oferece a filha como o presente ao policial que agiu como herói

Uma patriótica mãe saudita ofereceu a filha de 22 anos a um policial que matou um terrorista num tiroteio.

Uma mulher saudita chamada Umm Ahmad decidiu dar a sua filha de 22 anos como um presente para o policial Jubran Awaji, depois que ela descobriu que Awaji havia baleado e matado um terrorista em Riyadh.

 “Eu imediatamente anunciei a minha filha, Alaa, que viu um vídeo do incidente, porque eu estava orgulhosa deste homem que arriscou sua vida e eu desejei que ele se tornasse meu genro e se casasse com ela”, disse Umm Ahmad aos meios de comunicação.

Ela disse que não se importa se sua filha se torna a segunda ou até terceira esposa de Awaji e disse que sua oferta era genuína e sincera. Ela disse que não quer o mahr (preço da noiva) e vai pagar as despesas do casamento.

Quando contou ao marido sobre a oferta, ele disse: “Você alcançou tanta obsessão com o país e com o nacionalismo?”

No entanto, ele aprovou a oferta e elogiou a bravura de Awaji. Casamentos na Arábia Saudita são ilegais sem o consentimento do tutor masculino de uma mulher, inicialmente seu pai,  e mais tarde seu marido.

O incidente causou polêmica na mídia social saudita com muitos usuários condenando a atitude.

Um usuário do Twitter conduziu uma pesquisa perguntando se as pessoas apoiavam ou não a oferta. Cerca de 8.690 pessoas responderam, das quais 82% se opuseram à oferta dizendo que Alaa não deveria ser oferecido assim, enquanto 18% disseram que o oficial era um herói e merece.

“Não estamos dizendo que ele não é um herói”, escreveu outro usuário do Twitter, “mas você fez dessa garota um mero” camelo” que você traria como presente. O Islã garantiu a liberdade de uma mulher escolher quem quer que ela quer se casar. “

Outros usuários do Twitter condenaram a oferta estranha de várias maneiras:

“Nós apreciamos sua ação heróica, mas o ser humano tem sua honra e seu direito de escolher, especialmente no que diz respeito ao casamento que é a de sua esfera privada. Ela não é uma mercadoria a ser dada como um presente. “

“Em que tempos estamos vivendo? Confie em Deus e faça as coisas de acordo com a sua fé. Não use sua emoção às custas de suas filhas. O contrato de casamento não pode ser válido sem o consentimento da mulher para se casar. “

 “A filha é um ser humano. Ela tem seus direitos e suas obrigações. Ela tem o direito de escolher o que quer e recusar o que não quer. Por que ela está sendo tratada como um sacrifício? “

http://www.clarionproject.org/news/saudi-woman-offered-gift-hero-police-officer

Estado islâmico queima mãe e quatro filhos por deixarem o califado

Uma fonte de segurança na província de Kirkuk revelou que o Estado Islâmico queimou uma família de cinco pessoas (mãe e quatro filhos) por deixar a terra do califado, a sudoeste de Kirkuk, informou Alsumaria no sábado.

Membros do Estado Islâmico queimaram toda uma família que consistia em mãe e quatro filhos (três meninas e um bebê de 9 meses) em Hawija, por deixar a terra do califado e fugir para Kirkuk, disse a fonte.

O Estado islâmico capturou a família na estrada que ligava a área de al-Riyad às montanhas de Hamrin, e os queimou na frente de um grupo de civis, que estavam na área de al-Alam a leste de Salahuddin, disse a fonte adicionada na condição de anonimato.

Os membros do Estado Islâmico amarraram a mãe e seus filhos, em seguida, derramou petróleo sobre eles e os incendiou, explicou a fonte.

Imagem: Reuters

https://www.jihadwatch.org/2017/01/islamic-state-burns-mother-and-four-children-for-leaving-the-caliphate

Mais algumas meninas do Chibok foram resgatadas

Quando elas estão com seus pais compartilham estudos bíblicos e cantam; elas parecem felizes, apesar dos traumas.

Em abril de 2017, vai completar 3 anos que as “meninas do Chibok” foram sequestradas. Na época, havia 275 meninas na escola, 228 foram levadas pelo Boko Haram e somente 47 conseguiram escapar. Os extremistas islâmicos mandaram vários vídeos para os pais dessas meninas e ao governo nigeriano, exigindo a libertação de seus combatentes em troca delas.

Depois de um tempo, muitas foram forçadas a se casar com eles, algumas tiveram filhos e todas tiveram que “se converter” ao islamismo. Em maio de 2016, Amina Ali Nkeki, foi a primeira a ser encontrada viva quando foi descoberta por vigilantes na Floresta de Sambisa, perto da fronteira com Camarões. Depois dela, o exército da Nigéria disse ter resgatado uma segunda menina, Serah Luka, que era filha de um pastor.

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Em outubro de 2016, mais 21 meninas foram libertadas por Boko Haram após dois anos e meio de detenção e muitas negociações com o governo. A maioria, porém, continua desaparecida. No dia 5 de janeiro de 2017, a 24ª menina foi resgatada. Rakiya Abubakar Gali que estava vivendo em cativeiro foi encontrada com seu bebê de apenas 6 meses de idade. Alguns dias depois, Maryam Ali Maiyanga também foi encontrada por soldados que procuravam fugitivos na floresta de Sambisa. Ela estava carregando um menino de 10 meses de idade.

Segundo o governo, um grupo dissidente do Boko Haram parece estar disposto a negociar a libertação de mais 83 meninas. O veículo de comunicação CNN relatou que 114 delas estão mortas, ou, segundo as notícias, não querem deixar seus sequestradores porque elas são agora casadas ou foram “radicalizadas”.

Um grupo de 21 meninas libertadas encontrou-se com o presidente Muhammadu Buhari para agradecer pessoalmente pela contribuição do líder de Estado. Desde então, elas passam por intensas avaliações psicológicas em um centro médico na capital, Abuja. A maioria pertence a famílias de origem cristã. “Quando elas estão com seus pais compartilham estudos bíblicos e cantam. Elas parecem felizes, apesar dos traumas”, finaliza um dos colaboradores da Portas Abertas.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/01/mais-algumas-meninas-do-chibok-foram-resgatadas

Marrocos proíbe o uso da burca

Embora a decisão tenha sido motivada por preocupações de segurança, a proibição é também “um passo importante na luta contra o extremismo religioso”.

O Ministério do Interior marroquino ordenou que fabricantes de vestuário e varejistas em todo o país norte-africano deixem de fabricar e vender burqas. Além disso, foram instruídos a liquidar as suas existências da peça de vestuário no prazo de 48 horas ou a confiscar riscos.

Em 9 de janeiro, funcionários do ministério visitaram os mercados para entregar manualmente avisos por escrito informando vendedores e alfaiates da decisão de parar a produção e venda da peça. O aviso também foi publicado em plataformas de mídia social.

“Seguindo as observações das autoridades, notamos que você vende burqas. Estamos lhe chamando para se livrar dessas peças de vestuário dentro de 48 horas e para abster-se de vendê-las no futuro “, o aviso lido.

Um alto funcionário do ministério também foi citado por meios de comunicação dizendo que eles tinham “tomado medidas para proibir completamente a importação, fabricação e comercialização deste vestuário em todas as cidades do reino”.

O uso da burca é relativamente raro em Marrocos, cujo governante, Rei Mohammed VI, defende uma versão moderada do Islã. A maioria das mulheres usa o hijab, uma peça cobrindo a cabeça, mas não o rosto.

A decisão é motivada por preocupações de segurança, já que no passado os criminosos usaram burqas para ocultação. Os salafistas estão preocupados que a proibição seja estendida ao niqab, um véu de rosto que, ao contrário da burqa, tem uma fenda deixando os olhos visíveis. Esta vestimenta é comum nas comunidades salafistas, particularmente no norte fundamentalista do país, de onde milhares de jihadistas viajaram para lutar na Síria e no Iraque.

“Marrocos está indo para a proibição do niqab, que mulheres muçulmanas usaram por cinco séculos?”, Pergunta o sheik salafista Hassan Kettani no Facebook. “Se assim for, será uma catástrofe.” Outro militante salafista advertiu que a proibição da burca era um primeiro passo para a proibição do niqab, o que levaria a uma divisão na sociedade marroquina.

Hammad Kabbadj, um pregador cuja candidatura no Parlamento de outubro de 2016 foi invalidada, reagiu dizendo que a proibição era inaceitável em um país onde o uso de trajes de banho ocidentais era considerado um direito humano.

A ex-ministra das Mulheres Nouzha Skalli comentou que a proibição da burca é “um passo importante na luta contra o extremismo religioso”.

http://www.clarionproject.org/news/morocco-bans-burqa

Estado Islâmico afoga homem em aquário

Um homem em Mosul deu uma entrevista a uma rádio dizendo que o planejou fazer uma vez que Mosul fosse liberada do Estado Islâmico – a saber, fazer um brinde (com bebida alcoólica) e comprar “shampoo para se limpar” da sujeira de ISIS.

Os jihadistas do ISIS rastrearam o homem e decidiram matá-lo “medida por medida” – ao afogá-lo em um aquário cheio de água misturada com shampoo.

O vídeo pode ser assistido no link abaixo de Clarion Porject.

(Nota: O Projeto Clarion publica vídeos do Estado islâmico estritamente para propósitos educacionais para que o público em geral nunca se esqueça da barbárie deste e de outros grupos terroristas islâmicos e seja motivado a se juntar a nós e participar da guerra para derrotá-los completamente).

http://www.clarionproject.org/news/warning-graphic-video-isis-drowns-man-aquarium

Sob Obama, EUA entram na Lista de Países que Perseguem Cristãos

No Mapa da Vergonha aparecem os países que perseguem os cristãos no mundo, feito pelo International Christian Concern, no relatório de 2016.

O destaque do relatório de 2016 é que pela primeira vez os Estados Unidos, sob administração do Obama, entraram no Mapa da Vergonha.

O texto mostra uma mudança cultural no país que se volta contra os cristãos.

Os países onde há mais perseguição aos cristãos são os de praxe: Iraque, Síria e Coréia do Norte.

Vejam todo o relatório da perseguição aos cristãos, clicando aqui.

Abaixo vai o texto sobre os Estados Unidos que relata alguns casos de perseguição sofridos pelos cristãos nos Estados Unidos:

On June 11, 2016, Omar Mateen, a US-based radical Muslim, attacked a gay nightclub in Orlando, killing 49 and injuring 53 more. In a call to 911, he clearly laid out his motivation. The attack
was driven by his allegiance to ISIS and desire for retribution for attacks on ISIS. Incredibly, after the attack, numerous high profile media outlets blamed the attacks on what they perceive as the anti-LGBTQ atmosphere that Christians have created. 
In short, Christians in the US are facing constant attacks in the media, where they are portrayed as bigoted, racist, sexist, and close- minded. The characterization in the media may be translating into direct attacks as well. The First Liberty Institute, the largest legal organization in the US dedicated exclusively to protecting religious freedom, documents such actions and reports that attacks on religion doubled between 2012 and 2015.
More importantly, Christians and all religious people are being marginalized through the law.
From the case of a Christian football coach suspended for praying at the 50-yard line, to Christian business owners forced to pay a $135,000 fine for declining to bake a cake for a same-sex wedding, t
he number of troubling cases directed towards Christians has exploded.
In 2011, InterVarsity Christian Fellowship lost their official recognition as a student organization in all of their respective chapters across 23 California public colleges. This occurred because the
Christian organization required their respective leaders to uphold a doctrinal statement of Biblical principles, which allegedly conflicted with California State universities’ policies. After four years of embattled negotiations, InterVarsity regained their official recognition in June 2015.
 In 2014, Eric Walsh was terminated one week after being hired by the Georgia Department of Public Health (DPH). The basis of termination was alleged undisclosed income from prior employment in California.  However, the Georgia DPH knew that Walsh was a Christian preacher outside of work and went to great lengths to review and investigate the content of his sermons posted on YouTube. Georgia officials have even requested copies of Walsh’s sermons, despite prior statements that the termination had nothing to do with his religious views or affiliations.
Walsh is currently suing the Georgia DPH for wrongful termination and religious discrimination.
The rise of these cases stems partly from a broad cultural shift towards secularism. The Pew Foundation found that those identifying as non-religious in the US rose by seven percent, to 23 percent of the total US adult population within just seven years (2007 to 2014).
Anti-Christian entities have been able to leverage the growing secularization of society and culture to their advantage, utilizing the courts as a preferred venue to gradually marginalize and silence
Christians. Using the cudgel of “equality,” secular forces in and out of the courts have worked to create a body of law built from one bad precedent after another. Claims of intolerance and inequality are used to fundamentally distort the clear intent of the First Amendment.
 The Founders carefully and deliberately placed religious freedom as the first liberty because it encompasses several fundamental rights including thought, speech, expression, and assembly. The First Amendment explicitly grants freedom of religion, not freedom from religion. The essential aim is to protect the right of citizens to practice religion in the public square.
Decades of accumulated poor judicial decisions and precedents have twisted the First Amendment so that the courts, in defiance of the Founders, are pushing religion out of the public square, and into the small space of private expression. In essence, the courts are deciding that you only have full religious freedom and expression in the church and your home. In the public domain, your religious views and thoughts must be restrained and controlled.
This trend is extremely worrying in the country that has long held the ideal of religious liberty.
While there is no comparison between the life of a Christian in the US with persecuted believers overseas, ICC sees these worrying trends as an alarming indication of a decline in religious liberty in the United States.
FONTE: http://thyselfolord.blogspot.com.br/2017/01/sob-obama-eua-entram-na-lista-de-paises.html

Por que a Alemanha não se desculpou até hoje pelo primeiro genocídio do século 20

Para historiadores, trata-se do primeiro genocídio do século 20. Mas muitas pessoas nunca ouviram falar do assassinato de dezenas de milhares de pessoas por tropas alemãs no território que hoje é a Namíbia, na África.

Entre 1904 e 1908, quando a região era conhecida como Sudoeste Africano e estava sob colonização de Berlim, militares realizaram uma campanha implacável de extermínio de duas etnias locais, os herero e os nama.

De um total de cerca de 100 mil integrantes dos dois grupos, estima-se que pelo menos 80 mil homens, mulheres e crianças foram mortos por balas, canhões, fome ou sede. O estupro em massa de mulheres foi sistemático.

Centenas de crânios de vítimas foram enviados à Alemanha para serem analisados em estudos sobre diferenças raciais que buscavam provar a superioridade dos brancos. Vinte deles foram devolvidos à Namíbia em 2011.

Manifestação em Berlim, com cartaz exigindo pedido de desculpasDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionNesta manifestação em Berlim, em 2015, participantes pediram que governo alemão se desculpe formalmente pelas mortes
Homens e meninos herero, algemados e desnutridosDireito de imagemARQUIVO NACIONAL DA NAMÍBIA
Image captionMuitas fortes foram causadas por fome e sede

Mais de um século depois, representantes dos governos alemão e namíbio negociam uma declaração conjunta sobre o episódio – algo motivado principalmente por uma extensa campanha de ativistas herero e nama.

Segundo a imprensa alemã, Berlim deverá reconhecer pela primeira vez sua responsabilidade em um genocídio na África.

Os grupos étnicos entraram este mês em um tribunal de Nova York com um pedido de indenização junto ao governo alemão, com base em possíveis violações da Declaração da ONU sobre Direitos de Grupos Indígenas.

Porém, o principal negociador da Alemanha nas negociações com a Namíbia, Ruprecht Polenz, disse ao jornal britânico The Guardian que o ocorrido na Namíbia “não pode ser comparado ao Holocausto” – o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial resultou no pagamento individual de indenizações pelo governo.

Acadêmicos e ativistas argumentam, porém, que as ações contra os herero e os nama foram igualmente brutais – alguns asseguram que as atrocidades na África abriram caminho para o Holocausto, quase quatro décadas depois.

Estupros e assassinatos

Na Conferência de Berlim, em 1884, as potências europeias fizeram uma partição da África. A Alemanha, que tinha colônias onde hoje é Camarões, Togo e Tanzânia, anexou também a costa sudoeste do continente.

Soldados alemães na NamíbiaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionRebelião dos herero e nama contra a ocupação fez com que o kaiser Guilherme 2º enviasse 14 mil soldados para a colônia

Indígenas foram expulsos de suas terras, que foram entregues a colonos alemães. A população nativa sofreu todo tipo de abuso, incluindo estupros e assassinatos. Isso causou as revoltas de 1903, em que guerreiros herrero e nama fizeram ataques que resultaram na morte de dezenas de colonos.

A resposta alemã veio com a ordem do imperador, o kaiser Guilherme 2º, para que 14 mil soldados fossem deslocados para a colônia. Todos sob o comando de Lothar Von Trotha, que havia reprimido brutalmente rebeliões nativas em posições do país na China e no leste da África.

Entre as represálias estavam uma morte lenta no deserto do Kalahari, onde soldados tinham envenenado os poços d´água.

Genocídio

Prisioneiros herero acorrentados, na companhia de soldados alemães montadosDireito de imagemARQUIVO NACIONAL DA NAMÍBIA
Image captionO general Lothar von Trotha ordenou em 1904 que os herero ‘deixassem o país’

Von Trotha abriu os trabalhos enviando uma mensagem veemente os herero:

“Eu, general dos soldados alemães, envio esta carta aos herero. O povo herero deve abandonar o país. Se negarem, forçarei sua partida com canhões. Qualquer herero, com ou sem armas, será executado.”

“Von Trotha disse a seus soldados que não atirassem em mulheres e crianças. Em vez disso, os soldados as forçaram a fugir para o deserto, onde morreram de fome e sede”, disse à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Reinhart Koessler, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Freiburg e acadêmico especializado no passado colonial da Alemanha.

Gravura de época mostra batalha entre guerreiros herero e tropas alemãsDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPara Reinhart Koessler, a proclamação de Von Trotha ‘teve a intenção clara de extermínio, e isso constitui genocídio’
Descendentes de von Trotha na NamíbiaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDescendentes do general Lothar von Trotha foram à Namíbia en 2007 para pedir desculpas por suas ações

Para Koessler, as palavras de Von Trotha “foram uma intenção clara de extermínio, e isso constitui genocídio, a vontade de eliminar um grupo étnico”.

Os estupros de mulheres herero e nama foi algo tão generalizado que muitos descendentes atualmente têm algum ancestral alemão.

“Sou descendente direto dos herero. Tanto meus avôs maternos quanto paternos tinham sangue alemão em suas veias por causa do abuso sexual cometido contra meu povo”, disse Ngondi Kamatuka, integrante da Asociação Herero Contra o Genocídios, à BBC Mundo.

Pedido de desculpas

As negociações entre Alemanha e Namíbia são o resultado de um longo processo iniciado logo após o país se tornar independente da África do Sul, em 1990.

Ngondi KamatukaDireito de imagemCORTESIA NGONDI KAMATUKA
Image captionNgondi Kamatuka quer pedido oficial de desculpa dos alemães

“Os povos herero e nama exigem um pedido de desculpas oficial do povo alemão, emitido pelo Parlamento. O Parlamento deve pedir perdão de forma inequívoca pelos crimes cometidos em nome do imperador (o kaiser Guilherme)”, afirma Kamatuka.

Um dos temas mais complicados é o de uma possível indenização.

A Alemanha se recusa a falar sobre reparações e propõe oferecer compensações por meio de projetos de infraestrutura e ajuda financeira para a Namíbia.

“Quando um criminoso comete um delito, ele não tem direito a escolher as consequências”, discorda Kamatuka.

Ativistas pedem para participar direamente das negociações e dizem desconfiar do que o governo da Namíbia, dominado por outro grupo étnico, o ovambo, fará com eventuais fundos repassados.

Alguns observadores ressaltam que a negociação direta com grupos étnicos e discutir reparações faria com que a Alemanha reconhecesse culpa com base na convenção da ONU contra o genocídio.

Indenizações

Kamatuka diz que as vítimas africanas mereciam o mesmo tipo de indenização individual que as do Holocausto.

Representantes da Namíbia no Memorial do Holocausto, em BerlimDireito de imagemCORTESIA REINHART KOESSLER
Image captionRepresentantes da Namíbia no Memorial do Holocausto em Berlim, em 2011; as representantes foram à capital alemã na ocasião da repatriação de 20 crânios de vítimas herero, devolvidos por um hospital do país europeu
Ruprecht PolenzDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO principal negociador alemão, Ruprecht Polenz, disse à imprensa que seu país usará o termo ‘genocídio’, mas descartou categoricamente a indenização de familiares de vítimas

“O número de mortos no Holocausto e na Namíbia não é comparável, mas o que fizeram com nosso povo foi igualmente brutal”.

Segundo o jornal The New York Times, Ruprecht Polenz, o representante alemão nas negociações, assegurou que seu país usará o termo genocídio.

Mas em entrevista a uma rádio alemã, ele disse que, na visão do governo, o uso do termo não incorre em obrigações legais, mas sim morais e políticas de “sanar as feridas”.

À BBC Mundo, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que as negociações ocorrem desde 2014 “em busca de um enfoque comum sobre esses eventos dolorosos”.

“Espera-se que um dos resultados desse diálogo seja uma linguagem comum em relação a esses eventos históricos, assim como um pedido de desculpas da Alemanha e a aceitação dessas desculpas pela Namíbia.”

Ngondi Kamatuka afirma que “se Alemanha tomar a posição de não nos indenizar, pensaremos que não querem fazê-lo porque, ao contrário das vítimas da Segunda Guerra Mundial, nós temos a pele negra”.

O representante herero, que vive nos EUA, diz que fundos pagos pela Alemanha poderiam ser usados na compra de “terras roubadas dos herero e dos nama, que hoje vivem em pobreza espantosa”.

Mulher herero em frenta a uma casa, ao lado de um meninoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAtivistas querem recuperar terras perdidas por nativos
Mulher hereroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSegundo Kamatuka, as duas etnias ocupavam 70% das terras

Segundo o ativista, esses grupos étnicos ocupavam “cerca de 70% das terras” antes da chegada dos alemães.

“Hoje ainda temos muitos proprietários de terra que só vão à Namíbia para caçar. Fomos pacientes e jamais invadimos suas fazendas, mas as indenizações permitiriam comprar algumas dessas terras para combater a miséria de nosso povo.”

Genocídio esquecido

Para Koessler, há uma “amnésia colonial” na Alemanha que deve ser combatida. Na sua opinião, esse passado colonial está relacionado aos eventos trágicos mais conhecidos da história do país.

Postal mostrando crânicos de vítimas hereroDireito de imagemREINHART KOESSLER
Image captionAs mortes de nativos foram divulgadas na Alemanha em gravuras como esta

“Os perpetradores de muitos genocídios no século 20 tentaram ocultá-los, mas o caso da Namíbia foi algo muito público”, afirma Koessler.

“A proclamação do general Von Trotha foi debatida em público e postais com ilustrações de atrocidades circulavam (pela Alemanha). Inclusive um que mostrava crânios sendo embalados, com o comentário de que mulheres herero foram obrigadas a limpá-los com cacos de vidro.”

“Um autor da época, Gustav Frenssen, descreveu os testemunhos de soldados que participaram da repressão, e afirmou que o que ocorreu com a população negra era justificado por uma lei divina.”

Koessler conta que um livro de Frenssen, A Viagem de Peter Moors ao Sudoeste Africano, legitimizando o genocídio, foi usado em escolas e cópias foram dadas aos soldados que iam ao front.

Relação com o Holocausto?

“Claro que não podemos falar de uma linha causal com o Holocausto. Mas, na minha opinião, essa mobilização de nacionalismo e a exposição pública das atrocidades combinaram para baixar o nível do que era aceitável em termos do que seres humanos podem fazer uns aos outros. De certa forma, contribuíram para o que ocorreu nas décadas seguintes e levou ao Holocausto”, avalia Koessler.

Fotógrafos em frente a crânios em caixas de vidroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption20 crânios enviados à Alemanha para estudos foram devolvidos em 2011 à Namíbia por um hospital de Berlim

Para o jornalista americano Edwin Black, a matança na Namíbia “estabeleceu um padrão” para o Holocausto.

Em um artigo recente, ele cita vários exemplos. Um dele é o caso de Eugen Fischer, médico nazista cujas pesquisas sobre diferenças raciais tiveram início na Namíbia.

“A entrada do termo campo de concentração no vocabulário alemão teve início com o estabelecimento de campos para hereros”, completa Black.

Hermann Goering, que estava apenas abaixo de Adolf Hitler na hierarquia nazista, era filho de Heinrich Goering, primeiro governador alemão na Namíbia.

Herança

Para Reinhart Koessler, é importante que alemães mais jovens saibam o que ocorreu – o ensino de história na Alemanha é “muito eurocêntrico”, diz.

Filas de lápides de soldados alemães
Image captionCemitério alemão na Namíbia tem filas de lápides para soldados alemães…
Placa no cemitérioDireito de imagemGETTY IMAGES
Image caption…mas apenas uma placa para lembrar vítimas herero.

“Na minha opinião, o Parlamento deve pedir desculpas pelo genocídio, e deve haver consequências materiais.”

Já Kamatuka queixa-se da ausência de monumentos em homenagem às vítimas das atrocidades na Namíbia.

“Não se fala do genocídio nos livros escolares da Alemanha e da Namíbia”, diz.

“Os jovens herero e nama precisam saber do genocídio contra seu povo. Para que saiba quem são, de onde vêm e como navegar seu futuro.”

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Malásia: Cristãos são acusados de “enfraquecer a fé islâmica”

Um jornal local publicou um artigo afirmando que “os cristãos se infiltraram na manifestação, usando essa plataforma para desafiar e enfraquecer a fé islâmica”.

O “Bersih 5” foi um protesto democrático que ocorreu no final do ano, na Malásia, a fim de tentar “limpar” o governo da corrupção e conscientizar os cidadãos sobre os problemas atuais enfrentados pelo país. Os manifestantes reivindicaram pacificamente uma reforma no governo e exigiram também a expulsão do primeiro-ministro Najib Razak.

No dia seguinte, porém, um jornal local publicou um artigo afirmando que “os cristãos se infiltraram na manifestação, usando essa plataforma para desafiar e enfraquecer a fé islâmica”. A acusação ocorreu depois que voluntários de uma igreja distribuíram água e comida entre as pessoas. Um grupo de cristãos também usou as mídias sociais para encorajar outros cristãos a participar de Bersih 5 e eles também pediram a todos para orar pela nação.

A desconfiança da comunidade muçulmana acabou distorcendo as ações da igreja. Ore para que os cristãos malaios continuem demonstrando amor e bondade, e que os corações de muitos muçulmanos sejam tocados pelo amor de Cristo, a fim de compreenderem o motivo da fé daqueles que seguem Jesus.

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https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/01/cristaos-sao-acusados-de-enfraquecer-a-fe-islamica