Malásia: querem proibir os cristãos de pronunciar a palavra “Allah”

Durante vários séculos, os cristãos malaios se referem a Deus como Allah, sem causar conflitos com os muçulmanos; agora, porém, estão sendo julgados nos tribunais

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Depois da polêmica ocorrida em 2014, na Malásia, sobre o uso da palavra “Allah”, conforme mostra a matéria Cristãos malaios são proibidos de usar a palavra “Deus”, no ano passado, a revistaCatholic Herald também teve um conflito com a justiça e também perdeu o direito de usar a palavra em suas reportagens. Ainda existem mais dois casos pendentes nos tribunais malaios, aguardando julgamento. O governo declara que a palavra “Allah” deve ser de uso exclusivo dos muçulmanos.

O primeiro caso foi iniciado pela Evangelical Church of Borneo (Igreja Evangélica de Bornéu), dirigida aos cristãos nativos do Leste da Malásia (Bornéu é uma grande ilha que se divide entre Malásia e Brunei), onde a maioria da população é cristã. O outro caso é o de Jill Ireland*, membro da Igreja Evangélica de Bornéu, que luta pelos seus direitos constitucionais como indivíduo.

“Durante vários séculos, os cristãos malaios se referem a Deus como Allah, sem causar conflitos com os muçulmanos”, declarou o National Evangelical Christian Fellowship of Malaysia (NECF – Associação Nacional Evangélica dos Cristãos da Malásia) em comunicado oficial à imprensa. “Além disso, as sugestões de que a palavra Allah fosse substituída por Tuhan, não é pertinente, pois Tuhan quer dizer Senhor, enquanto Allah quer dizer Deus Criador”, continua o comunicado. A audiência sobre o caso de Jill vai acontecer no dia 29 de setembro, data em que ele espera que os juízes sejam coerentes e julguem em favor da igreja. “Peço a Deus pelos meus advogados, para que sejam sábios e apresentem evidências convincentes para apoiar esses argumentos. Por favor, orem para que a justiça seja feita”, pede Jill e finaliza.

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Alunos de escola alemã na Argentina se fantasiam com símbolos nazistas

Estudantes foram a festa à fantasia com suásticas e bigodes imitando Hitler.
Alunos de escola judaica que estavam na festa se indignaram e houve briga.

Da France Presse

Um grupo de estudantes de ensino médio de uma escola alemã na Argentina compareceu a uma festa à fantasia com suásticas e símbolos nazistas, onde houve uma briga com alunos de uma escola judaica que reagiram indignados, informaram as autoridades.

O incidente foi divulgado nesta quinta-feira (25), mas ocorreu na noite de terça-feira em uma boate de Bariloche, cidade que é epicentro de viagens de jovens de ensino médio de todo o país. Na vila turística aos pés da cordilheira dos Andes já foram encontrados, no passado, líderes nazistas que escolheram o sul argentino como refúgio para escapar da justiça.

Os adolescentes compareceram à festa com suásticas pintadas no peito e usaram bigodes imitando o líder nazista Adolf Hitler.

Estudantes do colégio judeu ORT presentes na festa reagiram com empurrões, o que resultou em uma briga na qual todos foram expulsos do local. Um dia depois, pediram desculpas pelo ocorrido.

“Estou horrorizada, é um fato repreensível. Não é suficiente pedir desculpas, terão que reparar este dano com ações”, afirmou a diretora da escola alemã, Silvia Fazio, que adiantou que serão aplicadas punições quando os estudantes voltarem a Buenos Aires.

A docente explicou que a escola não organiza nem participa da viagem e ressaltou que “houve muitos filtros de adultos que falharam, como os pais que acompanhavam o grupo, os coordenadores, as pessoas do local, o motorista” do veículo que os levou. “Há muito para refletir”, opinou.

“Não é nem uma piada, nem uma graça, vamos partir do princípio de que refletem uma ideologia que culminou com 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas”, disse Cohen Sabban, da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA).

O líder judeu lembrou que, “se estes jovens tiverem mais de 16 anos, podem sofrer por este ato uma pena de um mês a três anos de prisão porque o que fizeram na Argentina é um crime”.

O prefeito de Bariloche, Gustavo Genusso, lamentou o incidente. “Ficamos preocupados com o fato de jovens deste país terem esta atitude”, disse.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/alunos-de-escola-alema-na-argentina-se-fantasiam-com-simbolos-nazistas.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

República do Congo:“Nós não entendemos por que isso está acontecendo”

A igreja tem trabalhado arduamente para ajudar as pessoas, mas a crise é geral, os pastores também estão enfrentando a miséria dentro de suas próprias casas

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Recentemente, um grupo militante desconhecido realizou vários ataques na República Democrática do Congo, levantando a suspeita de que uma nova organização jihadista esteja agindo no continente africano. No último ataque, ocorrido há pouco mais de uma semana, pelo menos 50 pessoas morreram, na aldeia de Rwangoma, na cidade de Beni. Foi o ataque mais violento, desde 2014. As vítimas foram amarradas e agredidas até a morte. Há vários grupos de extremistas islâmicos atuando no Congo, a fim de exterminar com os cristãos, principalmente no Nordeste do país, onde há muitos sequestros e assassinatos.

Cidadãos congoleses foram às ruas protestar contra o governo, carregando um dos corpos e cantando músicas antigovernamentais. Na semana passada, o presidente do país, Joseph Kabila, visitou a região e disse que iria trabalhar pela paz. Não é possível obter mais informações sobre as vítimas, porque os comércios que disponibilizam internet à população permanecem fechados. Um dos colaboradores da Portas Abertas, porém, descreveu a situação da província de Kivu, onde esteve em visita, poucos dias antes dos incidentes.

 Cenário de guerra
“Chegando lá, me deparei com uma situação de extrema miséria. A maioria dos habitantes é de cristãos. Estive em outras cidades também, mas por conta da perseguição religiosa, há lugares onde é proibido visitar. Viajando para o lado Sul, onde normalmente eu apreciava a paisagem, vi edifícios destruídos e pequenas vilas totalmente exterminadas. Vi casas e empresas que estavam trancadas com cadeados pelo lado de fora, provavelmente para proteger os bens que lhes restaram. Ao longo do caminho havia alguns postos militares improvisados funcionando, os soldados com suas armas nas mãos. O clima era realmente tenso”, disse o colaborador.

O trabalho das igrejas
Em Beni, alimentos e abrigos são escassos, ainda mais porque a cidade abriga a maior parte das pessoas deslocadas internamente. Famílias estão vivendo amontoadas e vulneráveis aos ataques. “Cerca de 80% delas possuem fazendas, mas não podem chegar até elas porque é muito perigoso, há militantes por todos os lugares. A igreja tem trabalhado arduamente para ajudar essas pessoas, mas a crise é geral, os pastores também estão enfrentando a miséria dentro de suas próprias casas, e ainda uma pressão adicional, pois são procurados a todo instante por pessoas que buscam ajuda e alívio. Nós não entendemos por que isso está acontecendo”, lamentou Jean*, um líder cristão local.

Awuzo*, outro líder relatou: “Havíamos voltado para casa há pouco tempo, eu, minha esposa e nossos sete filhos. Agora estamos em fuga novamente. Quando a situação fica tensa, fugimos para nos proteger. É dessa forma que vivemos agora, estamos sempre em estado de alerta”. Até agora, 9 igrejas foram fechadas em Beni, e as que permanecem abertas, recebem poucos fieis. “Onde havia 350 membros, hoje há no máximo 10. Por favor, orem pela nossa situação”, pede um dos líderes.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

 Pedidos de oração

Ore pelos cristãos da República do Congo, para que permaneçam firmes na fé, apesar dos últimos ataques e suas duras consequências. Que eles tenham sabedoria e entendimento e que saibam lidar com as recentes dificuldades.

  • Interceda por eles, pedindo socorro e provisão, principalmente de alimentos e medicações.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/08/nos-nao-entendemos-por-que-isso-esta-acontecendo

Suécia: Verão Infernal de Ataques Sexuais

  • Quase todos os perpetradores que atacaram em grupos e que foram presos, são cidadãos do Afeganistão, Eritreia ou Somália — três dos quatro maiores grupos de imigrantes na Suécia se encaixam na categoria de “refugiados menores de idade desacompanhados”.

  • Dias mais tarde descobriu-se que muitos dos perpetradores que abusaram sexualmente das mulheres no festival de música “Putte i parken” em Karlstad usavam a pulseira “Não apalpe”.
  • Muitos, portanto, ficaram horrorizados ao saberem que os organizadores do festival de música de Trästocksfestivalen em Skellefteå tinham decidido oferecer ônibus gratuitos para os “refugiados menores de idade desacompanhados” que quisessem ir ao festival.” Eles disseram estarem “orgulhosos por organizar o primeiro festival de música na Suécia que incentiva um aumento significativo de migrantes recém-chegados na plateia.” Ao término do festival de Trästocksfestivalen, a polícia registrou doze casos de ataques sexuais.
  • Ao que tudo indica, as meninas e mulheres suecas devem aprender a conviver com as carícias impositivas e os estupros — ou então nunca mais frequentar espaços públicos. A opção de não frequentar espaços públicos está totalmente de acordo com o que prescreve a Lei Islâmica (Sharia).

Na esteira dos ataques na Passagem do Ano Novo em Colônia na Alemanha, um furo de reportagem na Suécia denunciou a ocorrência de um enorme número de ataques sexuais contra mulheres e meninas no festival de música “Nós Somos Sthlm” (abreviação de Estocolmo) em 2014 e 2015, mas que tinha sido acobertado tanto pela polícia quanto pela mídia. O Comissário de Polícia Nacional Dan Eliasson imediatamente lançou uma investigação para constatar a extensão do problema.

Os resultados da investigação foram apresentados em maio no relatório intitulado “a situação atual em relação aos ataques sexuais e propostas de ação” — as conclusões são assustadoras. Quase todos os perpetradores que atacaram em grupos e que foram presos são cidadãos do Afeganistão, Eritreia ou Somália — três dos quatro maiores grupos de imigrantesna Suécia se encaixam na categoria de “refugiados menores de idade desacompanhados“.

Cenas de um festival de música em Malmö no verão de 2015… Esquerda: quatro jovens cercam e atacam sexualmente uma jovem. Direita: policiais prendem um suspeito enquanto vítimas de abuso sexual choram se lamentando em segundo plano. O fotógrafo relatou que meninas suecas foram atacadas sexualmente por grupos de jovens de “background estrangeiro”.

O Departamento de Operações Nacionais da Polícia (NOA) iniciou o relatório passando por todos os ataques sexuais ocorridos em festivais de música, carnavais de rua e comemorações da Passagem do Ano Novo que foram relatados à polícia:

“As queixas registradas em 2015 e 2016 mostraram que meninas com idades entre 14 e 15 anos eram as mais vulneráveis. Os ataques têm sido compreendidos de diversas maneiras, dependendo do modus operandi (do agressor), mas informações oferecidas nas denúncias mostram claramente que muitas das meninas atacadas estão, obviamente, inconsoláveis e em estado precário. Especialmente chocante e assustador foram os ataques perpetrados por grupos em que a vítima não foi apenas imobilizada e acariciada impositivamente, mas também onde os atacantes procuravam arrancar suas vestes.”

“A maioria dos ataques foi realizado isoladamente por um único indivíduo. Na maioria dos casos o ataque ocorreu em meio a grandes aglomerações, por trás o perpetrador colocava as mãos sob as calças da vítima ou enfiava as mãos dentro da blusa/malha de moletom, procurando beijá-la e imobilizá-la. Devido à tentativa de se desvencilhar ou porque o ataque ocorreu por trás, muitas vezes têm sido difícil conseguir uma descrição física confiável o suficiente do suspeito para uma posterior identificação. Muitas vezes as vítimas estavam em pé na plateia em frente a um palco, tentando se aproximar de amigos no meio de uma multidão ou simplesmente jogando conversa fora com um ou mais amigos, quando elas foram atacadas.”

Pelo menos dez casos fazem parte do assim chamado taharrush gamea (“assédio coletivo em árabe”) — em que homens em grupos escolhem uma vítima e a atacam em conjunto. O relatório cita Senni Jyrkiäinen, um estudioso da Universidade de Helsinki, que estuda as relações de gênero no Egito: “taharrush significa assédio em árabe. Se você adicionar ‘el-ginsy’ (ou apenas ginsy) significa assédio sexual e a palavra ‘gamea’ significa ‘grupo’.”

O relatório da polícia descreve o fenômeno da seguinte maneira:

“Em dez casos pelo menos, uma menina solitária, não raramente entre 14 e 16 anos, às vezes também entre 25 e 30, era cercada por vários homens (5 a 6 no mínimo, por vezes um número bem maior). Nestes casos alguns dos homens imobilizavam a menina enquanto os demais acariciavam impositivamente seus seios e o corpo e, em um caso alguns dos atacantes fotografaram o ataque. Em outros casos os criminosos desabotoavam as calças da vítima e tentavam — e em certas ocasiões conseguiam… baixar as calças antes que a ajuda chegasse. Também houve casos em que várias meninas que faziam parte de um grupo foram atacadas ao mesmo tempo por uma gangue bem numerosa.

“Poucos suspeitos foram identificados. Os que foram são cidadãos do Afeganistão, Eritreia ou Somália. Todas as investigações de casos ocorridos em Estocolmo e em Kalmar de 2014 a 2015 foram arquivados devido à falta de provas ou por problemas em relação à identificação dos suspeitos.”

Abaixo trechos de diversas queixas registradas na polícia:

  • Uma menina de 16 anos foi atacada por um grande número de homens descritos como “estrangeiros que falavam um sueco macarrônico”, que tentaram arrancar suas vestes. Alguns dos atacantes fotografaram a cena. A menina estava voltando para casa de uma festa com o namorado quando foi atacada. O namorado testemunhou o incidente.
  • Duas meninas foram atacadas por uma gangue composta de 10 a 20 homens “afrodescendentes”, com idades entre 15 e 20 anos.
  • Um ataque contra uma menina em um parque se transformou de assédio sexual em estupro coletivo. Os homens e a menina participavam da mesma festa, quando a menina deixou o local os criminosos a seguiram.
  • Uma menina de 12 anos foi atacada; segue a seguinte descrição dos atacantes: “quatro homens com idades entre 20 e 25 anos, parecendo árabes, falavam entre si uma língua estrangeira, provavelmente árabe.” Um jovem que passava pelo local interveio e foi espancado.
  • Uma menina declarou que entrou em um matagal para urinar quando foi atacada sexualmente por 12 criminosos. Os suspeitos também roubaram a carteira da vítima. “O ataque sexual consistiu em um agressor não identificado que agarrava as nádegas da vítima, entre outras coisas.”
  • Uma menina de 17 anos saiu de um shopping center sendo perseguida e importunada por três “africanos” que a atacaram apertando suas nádegas com tanta força que rasgaram as calças dela.
  • Uma menina de 13 anos, que frequenta uma classe para alunos com necessidades educacionais especiais, foi abordada por “4 ou 5 estrangeiros” que falavam sueco com sotaque. Eles a agarraram, um de cada vez, “em lugares que ela não queria como nádegas e seios.”
  • Uma menina que estava esperando a chegada de um trem foi cercada por seis jovens de “descendência estrangeira”, com idades entre 15 e 17 anos. Eles a cutucaram, falavam obscenamente e a ameaçavam em sueco. Quando o trem chegou, eles pararam com o ataque.
  • Uma menina foi abordada por um grupo de cerca de 10 homens com idades entre 18 e 20 anos. Quatro deles agarraram sua blusa e a seguraram pelo braço, enquanto outros três acariciavam impositivamente seu corpo e seios. Ela gritou por socorro e tentou resistir ao ataque, implorando em vão para que parassem. No final ela conseguiu se libertar.
  • Uma menina foi hostilizada com palavrões em um trem por um grupo de nove homens com idades em torno de 25 anos, que bloquearam seu caminho quando ela saiu do trem. Nenhum deles falava sueco, afirmou a vítima no boletim de ocorrência, “pode ser que eram do Afeganistão.”
  • Uma menina foi cercada em um trem por oito homens que tinham embarcado na mesma hora. Dois deles começaram a mexer em suas coxas, acariciando impositivamente suas partes íntimas. Assim que ela tirou uma lata de spray de pimenta os atacantes fugiram. Todos tinham mais de 25 anos e eram de descendência estrangeira.

Em se tratando de ataques sexuais em piscinas públicas, o relatório atesta que havia 123 denúncias de incidentes dessa natureza em 2015. Em 86% dos casos os suspeitos tinham menos de 20 anos de idade; a maioria entre 15 e 16 anos:

“Em 80% dos casos registrados, ocorridos em piscinas públicas, os criminosos alegaram ser estrangeiros ou foi constatado que eram de descendência estrangeira. A maioria não possuía registro no INSS sueco e os registros das queixas atestam que eles pertenciam a grupos de rapazes a procura de asilo”.

O inequívoco e assustador fato atestado no relatório da polícia, no entanto, não teve a menor repercussão sobre o debate público sueco. As feministas continuam falando sobre “homens” que realizam ataques sexuais. Por exemplo, em janeiro, Karen Austin, ex-chefe de um grupo de trabalho do governo acerca de jovens e a violência, escreveu um artigo no Website de debate da televisão estatal sueca sobre o porquê da cultura e religião não terem (quase) nenhum significado em relação aos ataques sexuais.

“Homens suecos têm cromossomos melhores do que os homens do restante do planeta?”, perguntou ela retoricamente.

No início de julho Barbro Sörman, presidente do Partido de Esquerda de Estocolmo, assinalou no Twitter que a realidade é pior quando suecos estupram do que quando estrangeiros estupram:

“Os homens suecos que estupram o fazem apesar de terem sido educados em uma sociedade onde há igualdade de gênero. É uma opção ativa. Isso é pior (na minha opinião).”

Mais tarde Sörman lamentou seu tweet, afirmando que os homens suecos devem ser avaliados assim como os demais:

“é necessário olhar para o que faz você optar por não ser igual e cometer abusos na nossa sociedade, apesar de sermos iguais.”

Após o Comissário de Polícia Nacional Dan Eliasson ler o relatório por ele próprio encomendado, apareceu em 28 de junho com uma “solução” que fez com que os suecos perdessem o fôlego: uma pulseira impressa com as palavras “Não apalpe”. Eliasson explicou a iniciativa, dizendo:

“Os ataques sexuais são levados muito a sério pela polícia, principalmente quando há jovens envolvidos. Este tipo crime é, obviamente, extremamente ofensivo e toda a sociedade precisa se empenhar para evitar que eles ocorram. Com as pulseiras podemos focar o holofote em cima do problema e incentivar as vítimas a denunciarem o crime.”

Dias mais tarde, descobriu-se que muitos dos perpetradores que abusaram sexualmente das mulheres no festival de música “Putte i parken” em Karlstad usavam a pulseira “Não apalpe”. O mesmo aconteceu no festival de Bråvalla. Lisen Andréasson Florman, gerente de operações da organização sem fins lucrativos, Night Shift (Nattskiftet), contava com 50 voluntários para patrulharem, todas as noites, o festival de Bråvalla. Mesmo assim a própria Florman foi atacada. Ela contou à agência de notícias sueca, TT, que foi cercada por três homens que se comportaram de maneira “totalmente nojenta”.

“E os três usavam aquelas pulseiras não apalpe. O máximo do surreal.”

E assim vai. Os ataques sexuais em festivais de música neste verão foram acontecendo, um atrás do outro. Muitos, portanto, ficaram horrorizados ao saberem que os organizadores do festival de música de Trästocksfestivalen em Skellefteå tinham decidido oferecer ônibus gratuitos para os “refugiados menores de idade desacompanhados” que quisessem ir ao festival.

Nils Andrén, responsável pelo festival, não conseguia entender as críticas no tocante aos ônibus gratuitos afirmando que o lema do festival é “acessibilidade” e que pode ser caro demais para os recém-chegados pagarem uma passagem de ônibus com dinheiro próprio para irem ao festival. Além de oferecerem ônibus grátis, os organizadores também imprimiram cartazes anunciando o festival em persa, árabe e na língua tigrínia (idioma semítico da região norte da Etiópia e sul da Eritreia). Eles disseram estar “orgulhosos por organizarem o primeiro festival de música na Suécia que incentiva um aumento significativo de migrantes recém-chegados na plateia.”

Quando o festival Trästocksfestivalen chegou ao fim, a polícia registrou doze casos de ataques sexuais.

A polícia concluiu o relatório sugerindo várias medidas para prevenir e investigar ataques sexuais envolvendo jovens em aglomerações públicas. As sugestões estão realçadas em letras garrafais:

  • Trabalho preventivo através da prevenção do crime circunstancial.
  • Construção de uma base sólida para a cooperação entre municípios/organizadores.
  • Implementação de um modelo periódico de cooperação em matéria de delegação de ações e de responsabilidades.
  • Medidas imediatas de acordo com a análise de causa.
  • Criação de “centros de contato conjuntos” em eventos públicos.
  • Avaliação correta da situação no devido tempo.
  • Implementação de rápidas providências no sentido de conduzir os responsáveis à justiça com a colaboração de investigadores in loco.
  • Investigação legal para constatar se as novas formas criminosas de agir constituem circunstâncias agravantes.

Em nenhuma parte do relatório os investigadores sugerem que os políticos devam tomar medidas para assegurar que a Suécia aceite o ingresso de menos candidatos a asilo, de países onde a taharrush gamea é lugar comum. Ao que tudo indica as meninas e mulheres suecas devem aprender a conviver com as carícias impositivas e os estupros — ou então nunca mais frequentar espaços públicos. A opção de não frequentar espaços públicos está totalmente de acordo com o que prescreve a Lei Islâmica (Sharia).

Ingrid Carlqvist,é uma jornalista e autora radicada na Suécia e Ilustre Colaboradora Sênior do Gatestone Institute.

https://pt.gatestoneinstitute.org/8732/suecia-ataques-sexuais

Dois líderes cristãos sudaneses estão em fase de julgamento

Hassam e Kuwa compareceram ao Tribunal nesse domingo; eles estão sendo julgados por diversos “crimes”, entre eles dois são puníveis com a morte

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Ontem (domingo), começou a nova fase do julgamento de Hassan Abduraheem Taour e Kuwa Shamal, em meio a rigorosas medidas de segurança. Os dois ficaram presos durante vários meses sem acusação formal. Nesse mês, porém, ambos foram acusados pela justiça sudanesa de vários crimes, sendo dois deles puníveis com a morte.

O promotor disse ao juiz, em Cartum, capital do país, que os réus são responsáveis por conduzir atividades ilegais e também por fornecer materiais aos “rebeldes” no Estado de Cordofão do Sul. Ele também acrescentou que os líderes produziam vídeos com imagens de execuções de cristãos, mortes de civis e aldeias sendo queimadas.

Além disso, o promotor protestou as alegações de Hassam e Kuwa sobre a perseguição aos cristãos no Sudão. Depois disso, documentos e vídeos foram apreendidos, bem como um computador, um celular e pen drives, sob o pretexto de que os acusados tentaram sujar a imagem do governo através de “informações que poderiam exercer uma pressão internacional sobre o país”. O julgamento continua, enquanto isso, em suas orações, interceda por eles. Em breve divulgaremos novas informações.

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Prata na maratona, etíope teme ser morto em seu país após fazer protesto

Feyisa Lilesa atravessou a linha de chegada com os punhos cruzados sobre a cabeça.

O domingo foi um dia histórico para Feyisa Lilesa. Tão histórico quanto pode ter sido decisivo ao seu futuro. Ao passar pela linha de chegada da maratona em segundo e garantir a prata na Olimpíada do Rio, Lilesa cruzou os punhos sobre a cabeça, em um protesto contra a situação política de seu país. O gesto, porém, como ele próprio afirmou, pode provocar agora sérias represálias.

Lilesa pertence ao povo de Oromia, que tem feito sucessivas manifestações contra o atual governo etíope – os oromo reclamam que vêm sendo perseguidos sem motivo. Segundo estimativas da organização Human Rights Watch, mais de 400 pessoas já morreram desde o início dos protestos.

O medalhista de prata, assim, utilizou o Rio-2016 para amplificar o protesto político. “O governo etíope está matando o povo de Oromo e tomando suas terras e seus recursos, então o povo de Oromo está protestando. Como sou de Oromo, eu apoio o protesto”, explicou Lilesa após a maratona.

A dramática situação vivida no país já vitimou, inclusive, amigos e familiares de Lilesa. “O governo etíope está matando minha gente”, acusou. “Meus parentes estão na prisão e, se eles falarem sobre direitos democráticos, serão assassinados. Eu cruzei minhas mão para apoiar o protesto de Oromo.”

Mas o gesto de Lilesa não deve passar incólume. E nem mesmo a conquista de uma medalha olímpica – a oitava do país no Rio-2016 – pode facilitar sua situação. O atleta, assim, estuda se autoexilar em algum outro país.

“Discutirei com meus amigos e familiares o que fazer (se vai retornar para casa). Se voltar para a Etiópia, talvez eles me matem. Se não me matarem, me colocarão na prisão. Não decidi nada ainda, mas talvez eu vá para outro país”, lamentou.

Outro problema que Lilesa pode enfrentar é com o Comitê Olímpico Internacional, que coíbe protestos políticos. O etíope, porém, disse não se importar. “Não posso fazer nada quanto a isso. Fiz o que devia. Tenho um grande problema em meu país, e lá é muito perigoso fazer um protesto”, finalizou.

http://istoe.com.br/prata-na-maratona-etiope-teme-ser-morto-em-seu-pais-apos-fazer-protesto/

Igrejas são transformadas em abrigos

Acordos de paz entre o Norte e o Sul não foram cumpridos; a violência se espalhou de tal forma que o governo perdeu o controle sobre a segurança

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Quando o Sudão do Sul oficializou sua independência em relação ao Sudão, em 2011, um dos motivos dessa separação foi porque os sudaneses do Sul rejeitaram a imposição da lei islâmica no país. Mas, na ocasião, um observador da situação sudanesa disse à BBC, em condição de anonimato, que não se surpreenderia se o Sudão do Sul se transformasse numa nova Eritreia, que é uma das nações mais opressivas do continente. Vários aspectos estavam sendo analisados na época, inclusive o religioso.

De fato, a situação atual do país não é das melhores. Os acordos de paz entre o Norte e o Sul não foram cumpridos. A violência se espalhou de tal forma que o governo perdeu o controle sobre a segurança. Milhares de civis foram mortos e cerca de 40 mil pessoas estão deslocadas. Igrejas e instalações da ONU se transformaram em abrigos. Cristãos vêm sendo atacados violentamente. Recentemente, a Organização das Nações Unidas emitiu um relatório, denunciando assassinatos de civis e as violações cometidas pelos sodados uniformizados do governo do Sudão do Sul.

O Departamento de Estado dos EUA também interferiu dizendo que haverá punição para os responsáveis de tais crimes e que os últimos incidentes são uma verdadeira guerra contra a humanidade. No ano de 2011, quando Norte e Sul faziam parte de uma única nação, o Sudãoocupava o 35º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa (atualmente ocupa o 8º). Quer dizer que os cristãos do atual Sudão do Sul, que faziam parte desse contexto, já enfrentavam a hostilidade e o preconceito por seguirem o cristianismo. Hoje em dia, mesmo rejeitando a oficialização do islã, eles continuam sendo atacados pelos extremistas. Ore por essa nação.

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Maioria das vítimas de atentado na Turquia era crianças

Número de mortos sobe para 54.

ANCARA — A maioria das vítimas do atentado em uma festa de casamento na cidade turca de Gaziantep, no sábado, era crianças. Pelo menos 22 dos mortos tinham menos de 14 anos, informou um funcionário do governo. O número de óbitos subiu para 54 nesta segunda-feira.

O ataque suicida foi perpetrado por uma criança com idade entre 12 e 14 anos, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acrescentando que evidências iniciais sugerem que o atentado foi organizado pelo Estado Islâmico (EI).

As autoridades detalharam que o colete destruído do terrorista foi encontrado no local do mais mortífero ataque a bomba na Turquia neste ano. Cerca de 70 pessoas ficaram feridas.

Gaziantep, uma cidade curda perto da fronteira com a Síria, é conhecida por conter vários células do EI. O grupo extremista foi acusado por ataques semelhantes na Turquia, muitas vezes em reuniões de curdos, em um esforço para reavivar as tensões étnicas.

O ataque mais mortal foi em outubro, quando suicidas mataram mais de cem pessoas em uma manifestação pró-curda e de ativistas em Ancara.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/maioria-das-vitimas-de-atentado-na-turquia-era-criancas-19970000#ixzz4I3hBMsvD
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Ativista LGBT foi estuprada, queimada até a morte e mutilada na Turquia

Milhares protestam no país pedindo justiça para Hande Kader.

RIO – Uma ativista LGBT foi estuprada e morta em Istambul, na Turquia, o que gerou protestos entre defensores dos direitos civis dessa minoria, alvo cada vez mais frequente de crimes de ódio no país. No início deste mês, o refugiado sírio Muhammad Wisam Sankari também foi estuprado e morto por ser gay.

Hande Kader, de 22 anos, morava em Istambul. Mesmo na cosmopolita metrópole turca, pessoas trans sofrem bastante com o preconceito da sociedade. Segundo declarações de amigos à imprensa local, Hande, que era prostituta, foi vista pela última vez entrando no carro de um cliente. Em 12 de agosto, seu corpo foi encontrado queimado e mutilado.

Amigos de Hande e ativistas de direitos LGBT têm feito homenagens a ela nas redes sociais desde então. No Twitter, o nome dela se tornou um dos principais mais comentados, com milhares de menções à hashtag #HandeKadereSesVer (“Deêm voz a Hande Kader”).

Hande era uma ativista conhecida no país, tendo sido filmada e fotografada em muitos protestos. Em junho de 2015, foi escoltada pela polícia após uma confusão na Parada do Orgulho Gay, quando a polícia “dispersou” os manifestantes com bombas de efeito moral e canhões d’água.

Embora a homossexualidade não seja ilegal na Turquia, ativistas dizem que a discriminação ainda é comum. O assassinato de Hande ocorreu apenas duas semanas após um sírio gay ser decapitador em Istambul.

Milhares de pessoas são esperadas num protesto neste domingo na cidade contra os crimes de ódio contra a população LGBT. Os protestos do tipo ainda são proibidos na cidade.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ativista-lgbt-foi-estuprada-queimada-ate-morte-mutilada-na-turquia-19956688#ixzz4I1RfPhai
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Anistia Internacional denuncia tortura em prisões na Síria

Em cinco anos de guerra civil, mais de 17 mil detentos morreram em cárceres do regime, aponta relatório. Organização classifica abusos de crimes contra a humanidade.

As autoridades sírias estão cometendo tortura numa “escala massiva” em prisões governamentais, incluindo espancamento e abuso sexual e psicológico, configurando crimes contra a humanidade, afirmou a organização Anistia Internacional nesta quinta-feira (18/08).

Estima-se que mais de 17 mil detentos tenham morrido em prisões do regime sírio – em consequência de tortura, doenças e outras causas – desde que a guerra civil teve início no país, em março de 2011, disse a Anistia em relatório. Isso significa uma média de mais de 300 mortes por mês.

O documento inclui entrevistas com 65 sobreviventes de tortura, que descreveram abusos e condições desumanas. A maioria disse ter testemunhado ao menos uma morte na prisão. Métodos de tortura citados incluem choques elétricos, retirada de unhas, queimaduras com cigarros e abuso sexual contra homens e mulheres.

“Eles nos tratavam como animais. Eles queriam que as pessoas fossem o mais desumanas possível”, disse um ex-detento, identificado como Samer e que foi preso ao transportar ajuda humanitária.

O acesso a alimentos, água e saneamento é frequentemente restrito, e surtos de sarna e piolho prosperam juntamente com doenças, aponta o relatório.

Histórias de horror

“O catálogo de histórias de horror contidas neste relatório retratam em detalhes pavorosos os abusos terríveis sofridos rotineiramente por detentos, do momento em que são presos aos interrogatórios e à detenção a portas fechadas”, afirmou Philip Luther, diretor do programa da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África.

“A jornada é frequentemente letal”, disse, pedindo que a comunidade internacional priorize tais abusos em conversas tanto com o governo quanto com grupos armados sírios.

Segundo a Anistia, dezenas de pessoas desapareceram nos presídios sírios, fazendo com que o verdadeiro número de mortos seja ainda maior. De acordo com a organização, qualquer um que seja visto como um opositor do regime está sujeito à detenção arbitrária, tortura, desaparecimento forçado e morte no cárcere.

Em cinco anos, a guerra civil síria deixou mais de 250 mil mortos e metade da população do país deslocada, gerando mais de 4,8 milhões de refugiados.

http://www.dw.com/pt/anistia-internacional-denuncia-tortura-em-pris%C3%B5es-na-s%C3%ADria/a-19482111

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