Será que o “progressismo voraz” da ONU vai engolir o “Brasil conservador”?

Por Andréa Fernandes

Todo ativista é – ou deveria ser – uma incansável “máquina pensante”, pois a reflexão contínua se torna indispensável para cativar a opinião pública objetivando elevar ou mesmo manter suas pautas em discussão. O trabalho não é nada fácil num país onde o desvirtuamento do conceito de “direitos humanos” esvaziou seu grau de importância, já que na atualidade, o tema só interessa, na maioria das vezes, aos grupos militantes de esquerda que receberam vultosas quantias dos governos petistas para dar prosseguimento ao processo de “alienação cultural”, que preconiza a ideia de que no Brasil em que a violência mata mais do que guerras pelo mundo afora, apenas alguns grupos específicos devem ser “protegidos” com leis especiais endurecendo as penas.

Há um “temor velado” em relação à defesa das pautas conservadoras?

A situação se tornou tão complicada que, em certas situações, perdeu-se  o parâmetro entre os próprios conservadores do que representa um efetivo “governo conservador” ao ponto da ministra Damares Alves sucumbir diante do poder atrativo da ONU fazendo “propaganda inconsciente” da “entidade maligna” que apoia a perseguição contra cristãos e demoniza o Estado de Israel. Estranhamente, quando Damares levantou defesa da pauta LGBT em discurso na ONU e ainda se declarou “ativista dos direitos da comunidade LGBT” no Senado, movimento este que teve primazia na recepção de pautas durante o governo de transição, imaginei que os conservadores utilizariam as redes para protestos educados e respeitosos exigindo mudança de posicionamento da ministra. Entrementes, o silêncio foi quase unânime!

Apesar da impossibilidade de explicar-se racionalmente a mudança drástica de alguns posicionamentos da ministra, penso, que em parte, se dão por temor à reação hidrófoba da extrema-imprensa e partidários da esquerda que – principalmente nas primeiras semanas de governo – promoveram ataques grotescos e covardes, não respeitando nem mesmo a dor suportada heroicamente pela ministra em sua infância roubada por “monstros estupradores”. Com isso, acredito que assustada, Damares arrefeceu em seus valores… tanto é que, em entrevista à GloboNews, inacreditavelmente elogiou de forma entusiasmada uma funcionária PETISTA exonerada. Nem mesmo o presidente Bolsonaro foi tão enaltecido como a petista, que ainda terá o apoio aberto de Damares na campanha para “vereadora”. Pelo menos, tive a chance de conhecer uma “petista bolsonarista”, caso contrário não teria apoio da ministra.

Ativismo LGBTI no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Talvez, o ímpeto de agradar a imprensa para evitar a perseguição objetivando macular sua imagem tenha desnorteado a ministra, que recentemente em audiência pública no Senado afirmou o seguinte:

Nosso ministério está trabalhando muito na proteção dos direitos LGBTI. A  diretoria ficou intacta, inclusive quem eles indicaram. Essa ministra é uma ativista na defesa dos direitos da comunidade LGBTI[3].”

A fala da ministra suscita várias dúvidas desconcertantes: Ora, porventura os “direitos LGBTI” só seriam resguardados se a ministra mantivesse “intacta” a diretoria anterior, opositora do posicionamento do presidente Bolsonaro? Aliás, essa era a “condição” para a ministra ser “aceita” pela comunidade? Por que a ministra se posiciona frontalmente contrária à promessa de campanha do presidente de não segmentar os direitos humanos? Qual foi o “professor” que ensinou à advogada que para defender os direitos das pessoas que se enquadram no perfil LGBTI precisa necessariamente se rotular como “ativista dos direitos humanos da comunidade LGBTI”?

Outrossim, não ficou muito claro quais são as pautas LGBTI apoiadas pela ministra, uma vez que, até o momento, como bem lembrado em matéria do Gospel Prime[4], ela não se pronunciou sobre a “criminalização da homofobia” em julgamento de ação no Supremo Tribunal Federal, sendo todavia, “resguardada” pelo argumento sorrateiro de não se imiscuir em temas discutidos no Poder Judiciário, muito embora não tenha sido poupada de crítica tácita em pronunciamento do voto do ministro Celso de Mello[5] , que citou a frase da filósofa feminista francesa Simone de Beauvoir de que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”.

Damares não quis se pronunciar sobre a questão da “criminalização da homofobia”, quando o senador Alessandro Vieira (PPS/SE) questionou se “o projeto que criminaliza a LGBTfobia  tem apoio do seu ministério e do governo federal? A “resposta” foi ofertada pelo Secretário Nacional de Proteção Global Sérgio Queiroz, que afirmou que no entendimento do ministério, “os contornos dessa criminalização ou não devem ser decididos por esta Casa (Senado) com as suas devidas excludentes, somos terminantemente contra qualquer violência a essa população ou qualquer outra população”. OU SEJA, a fala do secretário foi dúbia e pode levar ao entendimento que uma vez “sendo contrário a qualquer violência” o ministério apoia tacitamente a criminalização da homofobia. PORÉM, em outro momento dos questionamentos no Senado, a própria Damares expôs  em forma de DENÚNCIA a sua “preocupação” em relação ao “ativismo judicial”, frisando que o tema do ABORTO é do Congresso Nacional e não do Judiciário

Será que Damares silenciou irresignação com o ativismo judicial que concebe a aberração jurídica de “racismo” para tipificar a homofobia devido RECEIO da “diretoria” que manteve no poder pronta para lhe dar “o bote”, caso não “reze” de acordo com a “cartilha” do movimento LGBTI, que é o real mentor desse pleito?

A propósito, dei uma espiada por curiosidade na página institucional do Ministério e resolvi ler o documento em forma de “ata” da 1ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD/LGBT), que tinha como “pauta” o lançamento da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, realizada em março de 2011. E sabe o que encontrei?“a leitura de nota pública de repúdio ao deputado Jair Bolsonaro pela conselheira Janaina (vice-presidente do CNCD/LGBT) sobre as ponderações racistas e homofóbicas feitas essa semana em programa de televisão[6]”.

Nada mal essa ata com acusações contra o chefe de Damares compondo o “abre alas” das diversas atas e pautas lá consignadas! Confesso que perdi a vontade de continuar a leitura já imaginando o “respeito” que essa diretoria preservada pela ministra deve ter pelo presidente. Por mais que Damares queira negar essa é a “verdadeira face” do órgão vinculado ao seu ministério: revolta contra Bolsonaro. Contudo, ela se entregou “de corpo e alma” ao ativismo extremista LGBTI e hoje, infelizmente está amordaçada. Daí, não denunciar o “ativismo judicial” na questão que seus ex-companheiros de “ativismo sem rótulos” vem reverberando quanto à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO Nº 26).

Cabe parceria de um “país conservador” com a escarnecedora “Europa progressista” para o “enfrentamento da homofobia”?

Na realidade, a ministra se tornou “refém” da odiosa agenda multiculturalista da ONU, e a manutenção do Conselho Nacional de Combate à Discriminação é corolário da propaganda das Nações Unidas para fortalecimento da “agenda LGBTI”, E POR ISSO, CONSTA DA PÁGINA OFICIAL DO MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS A “PARCERIA” ENTRE BRASIL E UNIÃO EUROPEIA  VISANDO TROCAR EXPERIÊNCIAS  NO ENFRENTAMENTO DA HOMOFOBIA[7]. Como a ministra não deve andar bem informada sobre as “políticas públicas” da União Europeia, ignora que o PROGRESSISMO VORAZ é a base de atuação das comunidades LGBTI. Poderia mencionar diversos exemplos da agenda minuciosamente propagada pela ONU…

A pergunta que fica: será que os conservadores não teriam “competência” para promover os “direitos humanos” da comunidade LGBT, e por isso, precisam ser “substituídos” pelo ideário totalitarista da União Europeia anti-cristã e extremistas de governos anteriores mantidos nos seus postos?

logo, só após avaliar diversas ações e omissões da ministra Damares, algumas delas não mencionadas aqui, percebo o motivo de ter se acovardado em “discurso politicamente correto” na 40ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU,  não denunciando a Cristofobia que persegue e mata milhares de cristãos anualmente em diversos países, e nesse ponto, ela não precisaria realmente se preocupar porque, de fato, esta não é considerada uma pauta tradicional de conservadores no Brasil. São pouquíssimos aqueles que acreditam no “dever moral” de um país majoritariamente cristão se posicionar nos foros internacionais denunciando a perseguição contra cristãos.

Por sinal, orgulhosamente a ministra aponta as pautas do seus discurso na página oficial do Ministério. Como boa “serviçal” dos interesses da ONU, ocultou a perseguição dos cristãos – que já é “norma da Casa” – e reverberou as pautas da instituição que finge “proteger minorias” com o cuidado redobrado de não pronunciar o termo “aborto” para não manchar sua estreia como “ministra progressista” na tribuna do órgão que se NEGOU a RECONHECER O GENOCÍDIO DE CRISTÃOS nos territórios ocupados pelo Estado Islâmico apesar de fartas provas.

A ministra “terrivelmente cristã”, ao invés de firmar protagonismo exemplar na seara internacional agindo como a “rainha Ester” – que entendeu o objetivo Divino ao ser agraciada com posto tão elevado na potência mundial da época – preferiu agir como uma ativista “LGBTQI” reafirmando na ONU “o compromisso de combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBTQI[8]. O único evento trágico internacional que despertou a sensibilidade denunciativa da ministra foi a turbulência na Venezuela, momento em que o discurso ganhou um “tom emotivo” para posar de “humanista”, já que o derramamento covarde e sistemático de “sangue cristão” não merece o empenho de combate da comunidade internacional. Ou seja, de nada valeu minha constante súplica à ministra quando era assessora de Magno Malta informando os horrores perpetrados contra cristãos no mundo muçulmano. Ela não conseguiu exercer “compaixão” pelos seus irmãos de fé, talvez, pelo fato do tema não render honrarias ou votos num país de maioria cristã, onde a preocupação maior de algumas autoridades é mostrar à comunidade LGBTI que está “seguindo obedientemente suas pautas”.

O “alinhamento conservador” com as pautas da ONU comuno-islâmica

Mais grave foi Damares afirmar que o Brasil pretende se candidatar a vaga no Conselho de Direitos Humanos da ONU, violando incontestavelmente uma “promessa de campanha” do presidente Bolsonaro. E se algum incauto afirmar que essa pode ser uma “estratégia” para tentar mudar posicionamentos diversos da ONU atuando no referido Conselho na defesa de “pautas conservadoras”, tal argumento “cai por terra”, quando no primeiro discurso da ministra a pauta foi eminentemente ditada por “interesses” da agenda progressista. Se houve alguma dúvida sobre essa realidade, foi sanada quando a própria Damares twitou foto sorridente ao lado do Alto Comissário da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, o qual reconheceu o exemplo do Brasil no acolhimento de refugiados venezuelanos.

Política imigratória da ONU arruinando Roraima é “orgulho” para a pasta de direitos humanos

Vale explicar o “significado” desse “reconhecimento da ONU, que não orgulharia brasileiro algum com conhecimento elementar de política internacional e direitos humanos: foi a ONU que “desorientou” o Brasil em relação não apenas à perigosa Lei de Migração, mas também, à nossa política migratória. A ONU é culpada por “refugiados” terem sido agraciados com o “livre arbítrio” pertinente à decisão se queriam ou não ser vacinados  ao ingressarem pela fronteira oficial em Pacaraima. Não houve controle sanitário obrigando a vacinação porque as “questões humanitárias” da ONU estão acima da nossa soberania, e por isso, imigrantes e refugiados fazem o que querem em nosso território sem preocupação de nenhuma autoridade no tocante às epidemias importadas com a imigração em massa! Contudo, a ONU que não exigia vacinação para preservar a saúde da população de Roraima agiu de forma diferente para a “interiorização” desses venezuelanos exigindo a vacinação para enviá-los aos municípios brasileiros.

Aliás, o nobre leitor sabe que o “processo de interiorização” utilizado para assentar “refugiados” venezuelanos em municípios brasileiros só ocorreu com a “autorização da ONU”?  E “as regras” impostas para a “interiorização” previam que deveriam ser enviadas “pessoas com maior escolaridade, menos doentes”. Dá para perceber a perversidade? Os doentes e incapacitados para o trabalho deveriam ficar em Roraima, estado já depauperado pela imigração em massa e sem condições de suportar tamanho fluxo em suas fronteiras (oficial e não oficiais).

O elogio do representante da ACNUR aos “direitos humanos” do Brasil é mais do que “merecido”, pois a partir do momento que o governo continua se negando exigir da ONU a instalação de campos de refugiados para acolher os refugiados sem causar impacto destrutivo no estado, privilegia a tese da imigração em massa. Dessa forma, apesar do Brasil ter se retirado do Pacto Global de Migração, causando euforia nos “desavisados”, continua seguindo a pauta de ´promover atenção e cuidados especiais para a imigração em massa comandada pela ONU abandonando a população local. Nesse sentido, foi risível ler post nas redes do deputado federal Nicoletti (PSL/RR), anunciando que a ministra Damares o recebeu em reunião, onde entregou ofício pedindo a promoção de políticas públicas efetivas voltadas para Roraima, recebendo aprovação da ministra em relação ao seu convite para conhecer as necessidades públicas naquele estado. Esquece o parlamentar, que sem controles de segurança e sanitário na fronteira – pastas que não são da alçada daquele ministério – não há resolução da situação caótica em que se encontra a sofrida população. Logo, de nada adiantará a visita de uma ministra que apoia a “política de refúgio totalitária” da ONU.

Outro motivo para a ONU “elogiar” o Brasil se dá pelo privilégio da entidade auferido em detrimento da população do estado pobre de Roraima: o Executivo Federal publicou a MP nº 860/2018 presenteando a ACNUR com doação de 15 milhões de reais, o que mostra que a “nação paga” para a ONU interferir na sua política de migração.

Enfim, assim como abordei temáticas vinculadas aos direitos humanos, poderia abordar outras pautas – de segurança pública (terrorismo), por exemplo – para mostrar que os conservadores precisam se organizar , inclusive, com aparato técnico, para trabalhar as pautas que já estão na mídia e aquelas “estrategicamente nebulosas”, caso contrário, as “contaminações progressistas” irão, aos poucos, minando o governo…

No “Brasil acima de todos”, não é apenas o ministro Sergio Moro que deve sofrer reprimendas em forma de protestos nas redes da militância conservadora, Damares e quaisquer ministros que violarem os ditames básicos que impulsionaram a vitória de Bolsonaro nas urnas, devem ser tratados de forma igualitária eivada de “rigor democrático”. A reconstrução de um país não é ofício para conservadores melindrosos!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem El Pais – El País

[1] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2017/05/10/senador-magno-malta-recebe-presidente-da-ong-evm-para-deliberar-pauta-em-defesa-dos-cristaos-perseguidos-no-mundo-muculmano/

[2] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2016/12/01/senador-magno-malta-oficiara-o-ministerio-das-relacoes-exteriores-para-responder-postulacoes-da-ong-evm/

[3] https://exame.abril.com.br/brasil/damares-diz-a-parlamentares-nao-haver-vertente-religiosa-em-suas-falas/

[4] https://noticias.gospelmais.com.br/ministra-damares-alves-ativista-direitos-lgbt-108399.html

5] https://extra.globo.com/noticias/brasil/relator-de-acao-pedindo-criminalizacao-da-homofobia-celso-de-mello-critica-ministra-damares-alves-23453076.html

[6] https://www.mdh.gov.br/informacao-ao-cidadao/participacao-social/old/cncd-lgbt/reunioes/pauta-001-ro

[7] https://www.mdh.gov.br/navegue-por-temas/lgbt

[8] https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2019/fevereiro/em-genebra-ministra-damares-alves-faz-apelo-por-atuacao-internacional-na-venezuela

 

Massacre em Suzano: a impunidade também pode gerar vítimas

Por Andréa Fernandes

O Poder Judiciário em São Paulo determinou na noite de segunda-feira(19), a internação de um adolescente de 17 anos por suspeita de participação no planejamento do denominado “massacre em Suzano”, que resultou na morte de sete alunos e duas funcionárias na Escola Estadual Raul Brasil, além do empresário Jorge Antonio de Moraes, tio de um dos assassinos, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos. Segundo a determinação judicial, a internação deve ser cumprida no prazo de 45 dias na Fundação Casa.

O suspeito foi apreendido pela polícia na manhã desta terça-feira(19), em sua residência e após ser levado ao IML de Suzano seguiu junto com a genitora para o Fórum da cidade a fim de comparecer a audiência de apresentação.

O adolescente já havia se pronunciado na sexta-feira(15), em oitiva com o Ministério Público no Fórum regional negando a participação no crime, e naquela oportunidade, o promotor Rafael Ribeiro do Val não teria encontrado indícios suficientes para provar a participação no planejamento do crime, de forma que decidiu não apresentar denúncia, deixando de  atender o pedido de internação feito pela autoridade policial, o que teve como consequência a liberação do suspeito. Ocorre que, na segunda-feira (18), novas provas coletadas foram examinadas pelo Ministério Público e polícia em reunião na qual os investigadores apresentaram depoimentos e aparelhos eletrônicos apreendidos na casa do adolescente com diálogos entre o mesmo e os outros responsáveis pelo massacre que “supostamente” teriam se matado após a efetivação da barbárie.  Com isso, a Polícia Civil  reforçou a tese de participação do suspeito na fase de preparação.

A juíza Erica Marcelina Cruz, da Vara da Infância e da Juventude, deve despachar no processo a fim de esclarecer se mantém a decisão de internar o suspeito, determinando a unidade da Fundação Casa onde deve ficar apreendido no prazo de 45 dias, ou se revoga a internação.

O suspeito apreendido é ex-aluno da escola Raul Brasil e estudou na sala de Guilherme Taucci Monteiro, apontado pela polícia como líder da ação criminosa.

Todavia, há um pormenor que a “mídia progressista” e “ativistas dos direitos dos manos” mantêm distante da opinião pública: o Artigo 108, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê 45 dias como prazo máximo de uma internação provisória para um menor de 18 anos, sendo considerado constrangimento ilegal” pela jurisprudência qualquer tentativa de prorrogação. Após o referido período, não tendo a investigação findado, o suspeito de planejar o massacre deve ser solto

Assim, mais uma vez a lei mostra inequivocamente beneficiar “jovens infratores” permitindo que suspeitos de crimes odiosos e que representam alto grau de periculosidade tenham “liberdade garantida” para reinserção ao convício social, apesar dos “indícios  suficientes de autoria e materialidade”, que paradoxalmente deixam de “demonstrar a necessidade imperiosa da medida de internação” para proteger possíveis vítimas de um novo massacre.

Interessante que hoje, li em artigo da “colunista-militante” do ‘O Globo‘, Ana Maria Machado, a repetição de uma teoria de alguns antropólogos ao afirmar que, “a barbárie e selvageria crescentes da violência urbana em todas as suas formas têm traço que nos marca desde a colonização e a escravidão — o da força bruta contra o fraco e desprotegido“.

Afirma, ainda a “jornalista-militante”:

“Mesmo querendo resgatar mártires e heróis esquecidos, cumpre reconhecer que, historicamente, nossa violência não se caracterizou pela resistência inteligente e organizada, como a dos vietcongues contra os invasores. Em geral, ao dar vazão à revolta, nossa valentia prefere esperar pela vítima indefesa.”

Todavia, “dona Machado” e os demais ativistas “aplaudem” o ECA quando permite que suspeitos de crimes caliginosos tenham a possibilidade de gozar soltura, ainda que o fato represente um grave risco para a sociedade. O “desconchavo intelectual” da jornalista não possibilita que entenda que ao defender a manutenção da maioridade penal e demais “generosidades” para menores que cometem crimes bárbaros, configura-se a  pusilanimidade típica da esquerda, que autoriza esses criminosos a atacarem impunemente as “vítimas indefesas”, nesse caso, a própria sociedade desprotegida. Verdade é que “valentia desarmada” só existe na cabeça de progressista!

Essa seria a “resistência inteligente e organizada” defendida pela hipocrisia do “jornalismo ideologizado”: libertar um “menor sem nome” com indícios de participação no crime suficientes “apenas” para 45 dias de “internação” visando não promover “constrangimento ilegal” do “coitado” e aprisionar no “medo impessoal” um grande número de pessoas, que mal podem se proteger porque “indivíduos perigosos” têm o “direito” de não ser identificados pelos meio de comunicação, quando menores de 18 anos.

Em contrapartida, os “cadáveres” de todos os adolescentes e funcionárias mortos no massacre – investigado pelo MP como “eventual prática de terrorismo doméstico” – foram devidamente “identificados” e “numerados” para indicar os índices de homicídio no Brasil, cujo único “cadáver insepulto” pela mídia, ONU e “ativistas do bem” é  “Marielle Franco“.  Todas as demais vítimas fatais da violência gestada pela ausência total de segurança pública que caraterizou os governos pretéritos são apenas “números desprezíveis”, à exceção de alguns “mortos” que servem para a “agenda do progressismo seletivo”: negros da periferia, membros da comunidade LGBT e mulheres que sofrem violência doméstica. Aliás, o motorista de Marielle, Anderson Gomes, também foi desprezado pela militância cultural e midiática, não tendo uma “alegoria” sequer na “compreensível homenagem” que o “crime organizado” fez à vereadora no desfile da escola de samba Mangueira, campeã do carnaval do Rio. Estranhamente, ninguém na extrema-imprensa acusou a escola de samba de “discriminação cadavérica” por ignorar o “subalterno branco” morto na mesma ação criminosa que vitimou a “vereadora negra” do PSOL. A cor da pele realmente “fala muito alto” num “país racista”, não é verdade?

Inobstante a doutrinação do crime organizado em apreço à luta de “Marielle ausente“, aprendo na “escola da Mangueira socialista” que “resistência inteligente” é  ofender o presidente Bolsonaro com palavras de baixo calão durante a festa pela vitória na quadra um pouco sem graça pela ausência do seu presidente Francisco Manoel de Carvalho, o conhecido deputado “Chiquinho da Mangueira” (PSC/RJ), que cumpre prisão  domiciliar. Ademais, “resistência organizada” é garantir o “samba do crime” levantando o “estandarte da Marielle” na “passarela da hipocrisia”, bem como rechaçar a redução da maioridade penal a fim de garantir que a “escola dos menores abutres da fiel” continue encantando a esquerda com seu  “espetáculo mortal” no “carnaval da impunidade”. Infelizmente, nesse “quesito” do “grupo especial da contra-resistência” para salvaguardar o direito à paz social, a “escola dos conservadores indignados” está ameaçada de sofrer “rebaixamento”. Lembro, no entanto, que no temível  “enredo” da segurança pública, “todo cuidado é pouco”! 

Após terminar o artigo, descubro que a polícia afirma que o adolescente apreendido é o mentor intelectual do massacre em Suzano. O delegado se espantou com a frieza do “menor” que será “aquecido pelas asas acolhedoras” do ECA. O “perigo” continua sendo “fiel companheiro” de muitas crianças e adolescentes em São Paulo graças ao “progressismo suicida” que contamina nossas leis.

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Metro 1

Terror na Nova Zelândia: a quebra do paradigma midiático na abordagem do terrorismo

Por Andréa Fernandes

Um homem vestido de preto entra num prédio no centro da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, com uma câmera acoplada ao capacete para filmar o que considera ato heroico. A partir desse momento, dezenas de tiros e pessoas desesperadas saem do antro de morte e sangue sob as imagens que correram o mundo através das redes sociais, já que o “terror do seculo XXI” reclama publicidade global exigindo transmissão ao vivo. Após mais de dois minutos de carnificina, o homem – que toda imprensa descreve como “branco” – retorna para o seu carro a fim de pegar outra arma, que assim como as demais, continha inscrições com números, símbolos ou mensagens[1]. Ao reingressar no prédio volta a disparar contra vítimas indefesas à curta distância até que ouve-se o barulho das sirenes dos veículos de socorro chegando à localidade.

Ao se afastar, Brenton Tarrant, cidadão australiano de 28 anos, reclama dizendo que “não havia nem tempo para mirar, havia tantos alvos”[2]. As crianças que não foram executadas no violento ataque gritavam aterrorizadas[3].

Quando o filme com cenas reais de pavor parecia ter chegado ao fim, a gana assassina é renovada em outro prédio localizado no subúrbio de Linwwod, totalizando nas duas empreitadas terroristas 50 mortos e  48 feridos. Dentre as vítimas fatais, uma criancinha de 4 anos.

Se essas ações não estivessem estampadas como manchetes nos jornais que noticiaram os massacres em duas mesquitas, todos pensariam que os acontecimentos descritos acima se reportavam a mais um ato terrorista sob a modalidade de “jihad” contra o Ocidente, já submisso ao seu papel de capitulação frente à “guerra” que dura mais de 1.400 anos, pois como bem ensinou o prefeito muçulmano de Londres Sadiq Khan, “o terrorismo faz parte de uma grande cidade[4]. Sadiq tem razão: o terror já é “pauta constante” na agenda global e as grandes cidades não escapam de suas garras horripilantes, apesar do esforço hercúleo da imprensa para ocultar essa modalidade de crime noticiando, por exemplo, Caminhão invade feira natalina e deixa mortos e feridos na Alemanha[5], Explosão em igreja mata 19 e deixa 48 feridos nas Filipinas[6], Homem é morto a facadas na Alemanha[7],Ex-aluno invade escola municipal em Realengo e deixa mortos e feridos[8], Atropelamento na cidade alemã de Münster deixa deixa 2 mortos e 20 feridos[9] eO número de mortos no ataque do noroeste da Nigéria na semana passada dobra para 130[10]. Jornais comprometidos com a sharia não divulgam nas manchetes qualquer vocábulo que possibilite passar a ideia de “terrorismo”, termo considerado “islamofóbico” quando o terrorista é muçulmano.

O zelo com a “desinformação” é tão extremo que os jornalistas “criam” acontecimentos inexistentes como “licença midiática” para mentir, e nesse caso, o ato terrorista perpetrado pela dupla de ex-alunos da Escola Estadual Professor Raul Brasil se encaixa perfeitamente: o site de notícias “Exame” oferece a manchete : “Tiroteio em escola de Suzano: tudo o que se sabe até agora”[11]. Bom, tudo o que eu sei até agora, é que não houve “tiroteio”, e sim, covarde ataque terrorista com duas “vítimas da sociedade” atacando funcionárias e alunos da escola com tiros e machadadas. Aliás, se houvesse “tiroteio” surgiria a possibilidade de vidas serem salvas, partindo-se do pressuposto que outro “atirador tecnicamente preparado” iria defender os alvos da fúria extremista como vez e outra, vemos em Israel.

Brenton, o terrorista branco da extrema-esquerda quebrando paradigmas

Ocorre que, o atentado terrorista na Nova Zelândia veio quebrar alguns “paradigmas” da grande mídia. O primeiro: violou-se o procedimento padrão da imprensa ocidental de identificar imediatamente um criminoso em função da origem étnica. Brenton foi qualificado por todas as emissoras de TV e jornais como “branco”, antes mesmo de ser noticiado o “manifesto” reforçando o mencionado ideal de supremacia racial.

Se o terrorista fosse “muçulmano”, certamente não haveria comentário sobre o quesito importante “religião”. Sim, a crença individual vem sendo manipulada pela mídia para dois propósitos: se a fé é islâmica, cabe “proteção integral” do “Estado de direito” contra críticas por já ser “consenso”  – contrário às inequívocas evidências – de que o Islã é a “religião da paz”, apesar de todas as escolas de jurisprudência islâmica determinarem  que é parte da responsabilidade da comunidade muçulmana lutar contra os “incrédulos” visando estender a supremacia da sharia, de forma que, muitos muçulmanos se empenham na imposição dessa “submissão”, seja por meio pacífico ou violento[12]. Todavia, se o indivíduo é “cristão”, a “ordem editorial” é estereotipá-lo como “fundamentalista”, “homofóbico”, “fascista”, e seus valores, tradições e aparatos simbólicos devem ser desconstruídos da forma mais vexatória possível.

Outro ponto relevante nessa mudança dramática de narrativas da mídia e “especialistas em segurança internacional” é o silêncio generalizado sobre o estado mental de um terrorista que numa frieza assustadora fuzila dezenas de pessoas sem demonstrar nenhum arrependimento, deixando um “manifesto” onde se vê nitidamente ideias confusas. Parece que, a “loucura” – na concepção de jornalistas e demais formadores de opinião – é uma deficiência que atinge somente os “terroristas muçulmanos”.

Outrossim, de modo geral, a imprensa acreditou piamente – com algumas distorções interpretativas – no teor do “manifesto” escrito pelo terrorista, sem aventar a possibilidade de o mesmo estar mentindo para encobrir a real motivação do atentado. Isso me fez lembrar os casos de ataques terroristas em que muçulmanos assumiam ligação com o Estado Islâmico, bem como os atentados assumidos pelo grupo terrorista; em ambos contextos a imprensa duvidava acerca dos “supostos vínculos”.

Fato é que um paradigma não foi quebrado: os cristãos continuam sendo os “agentes motivadores” de toda forma de ódio concebida pela mente humana. Por isso, teve jornalista chamando Bretan de “cristão”, embora saiba que o Cristianismo é incompatível com o terrorismo. A “ética jornalística” ensina que a única religião a ser poupada de exposição quando seus fiéis praticam crime de terrorismo é o Islã.

No “mural do terror”, cadáveres de cristãos negros são invisíveis

Curioso que o rei Salman, da Arábia Saudita evocou sua indignação “esquecendo conscientemente” do histórico de financiamento do terrorismo global pela teocracia sanguinária comandada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, acusado em novembro/2018 pela CIA[13] de assassinar o jornalista americano de origem saudita Jamal Khashoggi no interior do consulado saudita na Turquia[14]. O rei  Salman recorreu à estratégia do “engano” para pedir à comunidade internacional que combata o discurso de ódio e terrorismo[15], desde que releve, é claro, os ensinamentos desumanizando cristãos e judeus como “modelo didático islâmico salafista”, que se mantém “intocável” apesar de inúmeras denúncias de violações dos direitos humanos que jamais superarão os “rentáveis interesses compartilhados” com o “Ocidente infiel”.

O rei da teocracia famosa pela aplicação de “penas medievais” no berço do Islã aproveitou a “distração programada” da mídia ocidental e nem precisou fingir consternação por causa da notícia velada sobre o bárbaro MASSSACRE de 85 cristãos nigerianos por terroristas muçulmanos exatamente na mesma semana em que fiéis muçulmanos eram executados pelo terrorista da extrema-esquerda aliada do Islã ortodoxo. No domingo e na segunda-feira, três comunidades de cristãos na Nigéria foram atacadas a tiros e aproximadamente cem casas foram incendiadas[16].

Conforme relatado pela instituição Christian Today[17], o grupo muçulmano Pastores Fulanis se tornou mais letal que a insurgência jihadista do temido Boko Haram, e a Reuters[18] afirma que a facção tem “um plano deliberado para eliminar certas comunidades”, sendo as principais os cristãos da Nigéria, os quais vêm sofrendo ataques diversos. Na primeira semana de março, mais de 20 cristãos foram mortos a tiros e facadas, ações que se tornaram costumeiras sem constar nos noticiários internacionais.

Se os escandalosos movimentos negros ocidentais e grande parte das lideranças cristãs não se importam com seus irmãos africanos decapitados, queimados vivos e fuzilados por muçulmanos, por que o rei Salman e demais autoridades islâmicas deveriam recorrer à taqiyya[19] para dissimular solidariedade que não existe para com as vítimas do expansionismo islâmico preconizado pelo profeta Maomé, ao qual Allah fez “vitorioso” através do terror, segundo a tradição muçulmana?

“Defunto invisível” não gera estardalhaço… e nesse aspecto de “invisibilidade” dos massacres de negros na Nigéria e em outros países africanos, os movimentos negros em geral têm se destacado na covarde prática do descaso. Sabem suas lideranças que “sangue cristão” não gera lucros e nem comoção nas mídias sociais!

Pode a China comunista ser modelo de país para um suposto “terrorista radical cristão”?

Nas muitas leituras que fiz sobre o ataque terrorista, uma delas me chamou a atenção. Trata-se da Revista Sociedade Militar, que arroga expor artigos de militares e especialistas ligados à segurança pública, defesa e geopolítica. Ao apresentar o manifesto do terrorista consta a seguinte “informação”:

“O manifesto abaixo foi publicado pelo homem suspeito de assassinar dezenas de pessoas – Brenton Tarrant. Aparentemente é um radical cristão e supremacista branco que fala em povo eleito, se confessa xenófobo e racista.  Recebido em inglês pela Revista Sociedade Militar. Ao contrário de outras mídias que preferem não divulgar esse material acreditamos que o esclarecimento e verdade acerca do ocorrido, bem como a discussão franca e bem fundamentada são os melhores caminhos para evitar esse tipo de coisa no futuro”[20]

Desconfio que tenha sido um “estagiário” que formulou a “informação” com erro crasso de interpretação textual. Por mais que o terrorista seja contraditório em suas colocações,  em dado momento faz a pergunta Você é um cristão”? Tendo como resposta: Isso é complicado. Quando eu souber, vou te contar.

Ora, ao contrário dos terroristas muçulmanos que matam em nome de Allah e usam a doutrina islâmica embasando seu ódio, Brenton não fundamenta suas ações na doutrina cristã e, a princípio, tem “dúvida” sobre a sua crença. Dessa forma, por que uma revista militar, que deveria ser isenta, faz coro com a “mídia cristofóbica” enfiando o Cristianismo numa ação terrorista, mesmo sabendo que o criminoso se confessa um eco-fascista por natureza , além de anti-conservador que tem a República Popular da China como nação com os valores políticos e sociais mais próximos” da sua ideologia? Será que falta conhecimento elementar sobre a China, de modo que militares não saibam o nível elevado de perseguição aos cristãos naquele país comunista? Brenton seria o primeiro “cristão radical” que aprova tortura e toda sorte de violações de direitos humanos que seus supostos irmãos passam na China.

Simpatia pelos modelos de “socialismo light” da China e Coreia do Norte

Brenton enaltece Oswald Mosley, fundador da União Britânica dos Fascistas, conhecido admirador de Mussolini e amigo pessoal de Hitler[21]. Em outubro de 1927, Mosley foi eleito para o Comitê Executivo Nacional do Partido Trabalhista britânico e ao se tornar um dos principais defensores do socialismo foi descrito em 1926, por John Wheatley como uma das figuras mais brilhantes e esperançosas lançadas pelo Movimento Socialista durante os últimos 30 anos[22]. Logo, resta alguma dúvida de que o terrorista tem “os dois pés” no socialismo?

Decerto, o terrorista da extrema-esquerda conhece bem “os valores” cultuados pelo regime comunista da China, ao contrário dos parlamentares brasileiros do PSL e DEM que andaram “flertando” com o Partido Comunista Chinês[23]. A propaganda comunista incutiu na mente dos nossos parlamentares que a  terra do genocida Mao Tsé-Tung é a versão moderna do “socialismo light[24]. Diga-se de passagem, no Brasil, os “especialistas” e muitos “conservadores” não enxergam as violações de direitos humanos e perseguição religiosa contra cristãos na China.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP) “corrigiu” minha manifestação no Instagram denunciando a violência contra cristãos na China a partir de “suas percepções” auferidas numa viagem paga pelo Partido Comunista[25], que monitorou todos os seus passos “orientando” a “propaganda gratuita” de liberdade religiosa num regime de rígido controle social[26]. Como jornalista e internacionalista voltada às temáticas de direitos humanos, fiquei “emocionada” com a aula da ex-feminista que me aconselhou a “pesquisar” mais o tema. Deveras satisfeita com a reprimenda, atendi o “conselho” e já preparei o “resultado da pesquisa” para encaminhar ao gabinete da deputada. O “problema” é que não tive “ajuda pessoal” do Partido Comunista! Será que ela aceitará minha humilde contribuição na área humanitária?

Por outro lado, a Fox News divulgou os “passeios” do terrorista antes de promover o banho de sangue na Nova Zelândia: além dos países divulgados no manifesto, Brenton esteve no Paquistão e na Coreia do Norte[27]. Provavelmente, o supremacista branco de extrema-esquerda deve ter um certa afeição pelo “socialismo light” da Coreia do Norte.

De quem é a “culpa” pelo atentado na Nova Zelândia?

A “genialidade do progressismo tupiniquim” Guga Chacra, reconhecido pelo senso comum como “especialista em Oriente Médio”, traz a resposta mais aguardada pela extrema-esquerda que comemorava a vitória da agenda desarmamentista com o “êxito” do ataque terrorista promovido pelo “companheiro Brenton”, já que a primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou mudanças na lei que dispões sobre armas no país[28].

Guga expõe em seu artigo no “O Globo” que “o terrorismo supremacista branco tem crescido ao longo dos últimos anos e já é considerado mais perigoso do que o jihadista em algumas nações”[29]. Porém, o jornalista não apresentou a “fonte” dessa preciosa informação e nem citou um país ameaçado pelos supremacistas brancos. Em pesquisa rápida, também não consegui verificar a exatidão da denúncia de Guga, muito embora não paire nenhuma dúvida que há movimento violento de ódio racial de alguns “grupos brancos”, como aliás, reconheceu o presidente Trump. Os discursos de ódio desses grupos supremacistas brancos são mais divulgados e combatidos pela mídia, o que infelizmente, não acontece em relação aos discursos e ações de ódio dos negros perseguindo e assassinando fazendeiros brancos na África do Sul[30].

A análise rasa do jornalista reforça discursos demonizando toda crítica fundada contra a “ideologia supremacista islâmica” que vem causando terror em todo Ocidente, já que o simpático colunista supervaloriza a ameaça do “terrorismo com uma ideologia de suposta superioridade do branco ocidental e um sentimento islamofóbico e anti-imigrante”. Na realidade, o atentado sanguinário na Nova Zelândia foi uma ação pontual de um extremista de esquerda que merece aprofundamento sob outras perspectivas analíticas.

Seria esse ataque terrorista mais um caso de false flag? Essa possibilidade será analisada num próximo artigo. Impor uma narrativa como “verdadeira” sem permitir o despertar do “contraditório” é ato assaz prejudicial à qualidade da informação.

David Fallis, editor do jornal “Washington Post” afirmou em entrevista que “o público procura por jornalismo investigativo”. Seguirei os conselhos do multiculturalista Fallis: prometo ser “extremamente curiosa, muito cética e altamente criativa” e ainda contarei com o auxílio de especialistas na abordagem não convencional da ação terrorista que “deu um up” na agenda progressista.

 Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires (EVM).

Imagem Unilad

[1] https://www.nytimes.com/2019/03/15/world/asia/new-zealand-shooting.html

[2] https://www.foxnews.com/world/multiple-fatalities-at-new-zealand-mosque-shooting-police

[3] https://www.theguardian.com/world/2019/mar/15/new-zealand-shooting-what-we-know-so-far

[4] https://extra.globo.com/noticias/mundo/trump-jr-rebate-fala-do-prefeito-de-londres-sobre-terrorismo-fazer-parte-das-cidades-21099073.html

[5] http://g1.globo.com/hora1/noticia/2016/12/caminhao-invade-feira-natalina-e-deixa-mortos-e-feridos-na-alemanha.html

[6] https://noticias.r7.com/internacional/explosao-em-igreja-mata-19-e-deixa-48-feridos-nas-filipinas-27012019

[7] https://istoe.com.br/homem-e-morto-a-facadas-na-alemanha/

[8] https://oglobo.globo.com/rio/ex-aluno-armado-invade-escola-municipal-em-realengo-deixa-mortos-feridos-2799486

[9] https://g1.globo.com/mundo/noticia/atropelamento-na-cidade-alema-de-munster-deixa-mortos-e-feridos.ghtml

[10] https://af.reuters.com/article/topNews/idAFKCN1Q81X2-OZATP

[11] https://exame.abril.com.br/brasil/tiroteio-em-escola-em-suzano-tudo-o-que-se-sabe-ate-agora/

[12] https://atlassociety.org/commentary/commentary-blog/4490-tnis-interview-with-jihad-watcher-robert-spencer

[13] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/16/cia-conclui-que-principe-herdeiro-saudita-mandou-matar-jornalista-diz-jornal.ghtml

[14] https://www.bbc.com/news/world-europe-45812399

[15] https://english.alarabiya.net/en/News/gulf/2019/03/15/Saudi-King-Crown-Prince-offer-condolences-to-New-Zealand-Governor-General.html

[16] https://www.thisdaylive.com/index.php/2019/03/13/herdsmen-kill-85-people-in-kaduna-communities/

[17] https://www.christianitytoday.com/news/2018/april/nigeria-fulani-attack-catholic-church-benue-boko-haram.html

[18] https://af.reuters.com/article/topNews/idAFKCN1Q81X2-OZATP

[19] Mentira sagrada – http://infielatento.blogspot.com/2014/11/taquia-taqiyya-no-alcorao-e-Sharia.html

[20] https://www.sociedademilitar.com.br/wp/2019/03/manifesto-do-atirador-da-nova-zelandia.html

[21] https://www.dn.pt/arquivo/2008/interior/o-britanico-que-admirava-mussolini-e-o-amigo-hitler-997281.html

[22] https://spartacus-educational.com/U3Ahistory44.htm

[23] https://congressoemfoco.uol.com.br/mundo-cat/viagem-de-parlamentares-eleitos-pelo-psl-a-china-provoca-conflito-entre-bolsonaristas/

[24] https://www.youtube.com/watch?v=e-qhAoFQMBQ]

[25] https://www.oantagonista.com/brasil/deputado-psl-diz-que-buscaria-melhorias-para-o-brasil-ate-na-coreia-norte/

[26] https://link.springer.com/article/10.1057%2Fpalgrave.cpcs.8140083

[27] https://www.foxnews.com/world/christchurch-shooter-traveled-the-world-including-trip-to-north-korea-and-pakistan?fbclid=IwAR3DAoWr3mq0l5JMKaRt0S5r8YDBHrvuBSe_ku8lnmxbTfDjX5iMkWfvY1o

[28] http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2019-03/apos-massacre-premie-da-nova-zelandia-promete-mudar-leis-de-armas

[29] https://blogs.oglobo.globo.com/guga-chacra/post/quem-dissemina-ideologia-terrorista-supremacista-branca.html

[30] https://www.abc.net.au/news/2019-03-17/trump-wants-pompeo-to-study-killing-of-farmers/10158114

Diplomata do Qatar chamou motorista de “escravo negro” e “cachorro”

Abdullah Ali Al-Ansari, um diplomata do Qatar que atualmente trabalha como chefe do centro médico da embaixada do país em Londres, foi acusado de submeter Mahamoud Ahmed, de 79 anos, seu ex-motorista e agente noturno da organização, a abusos mentais e físicos em vários ocasiões durante anos.

O diplomata teria tratado o ex-motorista como um “escravo pessoal” que estava “de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana”, e ainda teria oferecido a Ahmed, que é cidadão britânico de origem somali, um suborno de 50 mil libras para desistir do caso de demissão injusta contra ele em uma tentativa de “comprar seu silêncio”.

Ahmed foi demitido da embaixada em 2013, mas foi impedido de processar o diplomata até decisão final de ação que derrubou a imunidade diplomática. Ele alega que sofreu discriminação racista e preconceituosa, deixado-o com a sensação de estar “na prisão”, afirmando que era repetidamente chamado de “velho”, “cachorro” , “sujo” e ” abd” (termo  em árabe que significa “escravo negro” ), ressaltando que foi fisicamente atacado duas vezes entre 2007 e 2013.

O ex-motorista disse que, após o segundo de dois supostos ataques físicos nas mãos de seu chefe, ele deixou a embaixada. A apreciação da denúncia de Ahmed foi adiada enquanto os tribunais ainda não tinham decidido se o pessoal de embaixadas estrangeiras tinha direito a direitos trabalhistas. No entanto, em 2017, a Suprema Corte determinou que era incompatível com a legislação europeia de direitos humanos que as embaixadas reivindicassem imunidade às leis trabalhistas.

Em pronunciamento oficial, o diplomata Al-Ansari e a embaixada do Catar negam todas as alegações e o processo tem continuidade no Tribunal de Trabalho do Centro de Londres.

Com imagem The National e informações The Telegraph

 

Massacre em Suzano: a banalização do terrorismo

Por Andréa Fernandes

Nessa quarta-feira, mais uma tragédia abala o Brasil. Em que pese não tenhamos dados precisos sobre o que a polícia chama de “motivação” para o fuzilamento a esmo de estudantes e funcionárias da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), pelos ex-alunos Guilherme Taucci,  de 17 anos e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, brotam de todos os cantos “humanistas” defensores do “fortalecimento da agenda desarmamentista”, inclusive, no parlamento.

Esses “humanistas” fantasiados de “jornalistas paz e amor” e “acadêmicos isentões” já estão explorando a aflição das famílias vítimas da barbaridade e manipulando matérias e artigos de jornal com “maestria quixotesca”, sendo auxiliados pelos seguidores do “ódio do bem” nas mídias sociais, muitos dos quais acusam o presidente Jair Bolsonaro pelo ato criminoso em virtude do Decreto para flexibilização da posse de armas.

A colunista do jornal O Globo” Bela Megale afirma que “o monitoramento  de algumas áreas do governo federal já mostra que, nas redes sociais, a tragedia que aconteceu nesta manhã em Suzano (SP) e deixou ao menos 10 mortos e 16 feridos está sendo vinculada ao decreto que facilitou a posse de armas de fogo”, o que NÃO foi confirmado pelo governo, já que o objetivo da imprensa é “vender esse peixe podre”[1].

Aliás, cabe uma necessária divagação: a grande mídia vem promovendo uma nefasta CAMPANHA DIFAMATÓRIA, e em alguns casos, CALUNIADORA, contra o presidente Jair Bolsonaro, sendo que no episódio de ontem, o foco deixou de ser o suspeito do assassinato da vereadora Marielle, o policial reformado Ronie Lessa, pelo simples fato de ter sido preso em imóvel localizado no mesmo condomínio do presidente[2]. Assim que a “orquestra midiática progressista” noticiou o evento tendo Bolsonaro como “ator principal”, deu-se início ao “fuzilamento de reputação” nas mídias sociais. Acredito que, em virtude do “descaso” do Ministério Público em relação à referida “campanha de ódio” que, volto a repetir, assume em diversas ocasiões tipologia penal, a tendência será “criminalizar ações do presidente” ad eternum. Infelizmente, no Brasil, o  “MP fiscal da lei”, em algumas situações, parece estar mais interessado em “fiscalizar as ações da família Bolsonaro” do que as ações criminosas perpetradas contra o presidente.

Logo, deixando de lado a conduta temerária de jornalistas inescrupulosos que usam a perigosa arma da “desinformação” para “mortificar” qualquer possibilidade de reação da opinião pública frente às pautas que “gangrenam” o tecido social, cumpre trazer informações concretas sobre a criminosa “tragédia” que chocou o país, e para tanto, lembro que cabe ao jornalista não especializado em “segurança”, apenas NARRAR OS FATOS, e logo após o acontecimento acionar os “especialistas” para apresentação de “pareceres”, que certamente podem ser mudados com a apuração dos indícios e materialidade do crime. Foi isso que fiz…

Ataque a tiros ou terrorismo doméstico???

Segundo o jornalista Matheus Lisboa, especializado em geopolítica, defesa e segurança, o crime em São Paulo foi um caso de “terrorismo doméstico” centrado na figura do “lobo solitário”. Em sua rede social, Matheus cita o livro “O Fim do Poder” escrito por Moisés Naim, ex-ministro da Venezuela no período que antecede à Hugo Chaves. Salienta o jornalista que não adianta relativizarem o óbvio tentando “culpar” jogos eletrônicos ou motivações estritamente pessoais, e nem deduzir que a “idade” não deve ser levada em consideração.

Em maio/2018, Matheus cotejou magistralmente o denominado “tiroteio em massa” ocorrido na Austrália – onde três adultos e 4 crianças foram assassinados por um suicida – e outros assassinatos com o mesmo modus operandi. O texto se aplica ao evento criminoso de São Paulo, e vale a transcrição:

“Acabei de ver mais uma notícia de tiroteio em massa na Austrália, dessa vez ferindo 7 pessoas. Não pude deixar de lembrar de um livro que ando lendo, relendo e recomendando constantemente. O livro chama-se “ O fim do Poder” escrito por Moisés Naim, ex ministro da Venezuela durante a era pré Chavez, em seu livro Naim nos explica que o Poder não mais se concentra em grandes impérios , territórios e países apenas, mas sim que ele ( o poder), está sendo diluído e reformulado em especial pelas diversas mudanças sociais e tecnológicas que estamos vivendo nos últimos anos. 
Tá… Mas o que isso tem  a ver com o massacre na Flórida e de tantos outros que vêm ocorrendo ? Eu respondo. 
Em um dos capítulos do livro, Naim fala sobre como as guerras vêm sofrendo uma importantíssima modificação em suas dinâmicas; desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os exércitos não mais têm se organizado em imensas frentes de batalhas com centenas de fileiras, ou se envolvendo em guerras de proporções globais. O que vem acontecendo é justamente o contrário, as Guerras continuam a existir, porém são travadas de forma diminuída, dissimulada e assimétrica, e não mais em campos de batalha, mas sim em pequenos grupos capazes de empreender enormes estragos em grandes e bem estruturados exércitos ou potências militares, vide as ações Jihadistas no Oriente Médio ou mesmo as ações das organizações criminosas, e não mais facções que atuam de forma assimétrica nas favelas do Rio. Temos aí uma modificação no uso das teorias de Clausewitz e outros teóricos de guerra tão largamente utilizados nas academias militares. 
E aqui está o link que quero fazer. Se esses exércitos menores conseguem infringir grandes baixas de forma dissimulada e em especial descentralizada, temos então o encaixe perfeito para o surgimento dos chamados “Lobos solitários” ou “atiradores em massa”, justamente por não precisarem da formalidade da Guerra e terem a seu dispor um sistema complexo, e ao mesmo tempo difuso, através da informação e circulação cada vez mais ampla de capitais, pessoas e até mesmo estímulos e ideologias através dos processos da Globalização; temos visto e veremos com mais e mais intensidade ações como a desse tipo, não apenas por sua facilidade logística, mas também por sua dificuldade de detecção, via meios formais dos sistemas criminais e de segurança, tendo apenas como recurso com maior probabilidade de acerto as ações e serviços de inteligência.”

Polícia reverbera velha ladainha copiada da Europa de atentado promovido por “doentes mentais”

Contudo, como bem sabemos, as “investigações” da polícia não serão divulgadas, exatamente como aconteceu no caso do “terrorista de Realengo”, o que será “terreno fértil” para as “especulações desinformativas”, auxiliadas pelos próprios policiais, que nesse ponto, são excelentes “imitadores” da “tese vitimizante” da polícia europeia, que em casos semelhantes, de antemão chama os criminosos de “loucos” antes de qualquer avaliação psiquiátrica. O comandante geral da PM, coronel Marcelo Vieira Salles, anuncia no auge da “incoerência leniente”: “Em 34 anos de polícia nunca vi nada igual. Um ATENTATO de alguém que não tem o domínio de suas faculdades[3]”.

O “coronel  assustado” reconhece indícios de ATENTADO, mas já possibilita a “defesa” dos cadáveres-terroristas como “deficientes mentais”, tese esplêndida para os “desarmamenistas” culparem a “sociedade opressora” de indiretamente – através da eleição de Bolsonaro – ter assassinado as “verdadeiras vítimas da tragédia”: os “inocentes agressores” vencidos pela “doença” e facilidade de obtenção de armas.

“Massacre de Realengo”: o terrorista muçulmano “acusado” de ter “motivação cristã” para o atentado

Inobstante a “retórica policialesca” do coronel, não posso abandonar o dever de expor a má-fé da grande mídia ao relembrar do “ataque a tiros” em abril de 2011, promovido por ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro[4]. Doze adolescentes foram mortos e outros doze ficaram feridos no “massacre de Realengo”, que culminou com o suicídio do “atirador”. A “motivação” do crime foi “sepultada” como bullying e o jornal ‘O Globo’ aproveitou o ensejo para reforçá-la. Não é bem assim… vamos à “necrópsia do cadáver do terror”?

O factoide “massacre de Realengo” teve uma série de profissionais envolvidos para massificar o escamoteamento do atentado terrorista perpetrado por muçulmano. Psiquiatras não poderiam deixar de ofertar sua “contribuição” e elaboraram artigo para analisar o perfil psiquiátrico de Wellington, intitulado “Considerações sobre o Massacre de Realengo[5]”, no qual citaram especialistas que afirmavam que o assassino seria “esquizofrênico”. Porém, o profissional mais centrado, um psicanalista forense entrevistado pelo Estado de São Paulo vaticinou:

Apesar de ver nele algum desequilíbrio e embora o conteúdo do discurso dele parecesse distorcido, não creio que estivesse claramente psicótico, ou seja, que tivesse uma perda plena de juízo, sendo totalmente incapaz de diferenciar realidade de fantasia. E dar um diagnóstico qualquer sem tê-lo examinado a fundo (ou sem ter elementos suficientes) seria CHUTE (BARROS, 2011).

Contudo, os psiquiatras reconheceram que “a superficialidade e a mistura de ideias que mais são apelos chamativos, podem ser mais bem compreendidas a partir DA ANÁLISE DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO COMO A INTERNET E DA PROPAGANDA DE MASSA, do que a partir de diagnósticos psiquiátricos”. Ou seja, foi no ambiente onde Al-Qaeda e outros grupos terroristas islâmicos recrutavam livremente seus “jihadistas”, que se desenvolveu a verdadeira “patologia mental” que levou Wellington a executar covardemente os alunos da escola.

Comunista Leonardo Boff culpa tacitamente o Cristianismo pelo ataque do muçulmano

No “relatório encomendado” pelo ativismo ideológico, a tentativa pueril de afastar o Islã da “motivação” de um ataque terrorista efetivado por um muçulmano brasileiro, sobrou a “culpa” pelo comportamento violento para o “Cristianismo”. E a “bisonhice intelectual” deságua na seguinte assertiva medíocre fundamentada nas “análises” da extrema-imprensa:

“A mistura de crenças religiosas levou o jornal Clarín, por exemplo, a afirmar que o autor concluía sua carta de suicídio “com pedidos de um típico fiel católico” (CLARÍN, 2011). O teólogo Leonardo Boff, por exemplo, lembrando o ponto em que o autor da carta cita a segunda vinda de Jesus, afirmou que Wellington “não se liga à religião judaica, muçulmana, nada disso. Ele é da tradição judaico-cristã” (GLOBO.COM, 2011). De fato, apesar da importância dada pela mídia às conexões com muçulmanos fundamentalistas, assim como seu apreço pelo grupo terrorista Al-Qaeda e também por causa de imagens em que aparece com uma longa barba, sua página pessoal no site de relacionamento Orkut continha temas religiosos e passagens de livros da Bíblia, como Ezequiel e Eclesiastes (WIKIPEDIA, 2011). Wellington também termina sua carta de suicídio num referencial tipicamente cristão”.

Nem dá para imaginar algo diferente de um teólogo comunista como o Boff afirmar que Wellington “se liga ao Cristianismo” e não ao Islã, e o fato do Orkut ter passagens de livros do Antigo Testamento deu “bug” na mente dos “psiquiatras-teólogos”. Então, cabe explicar aos “infiéis ignorantes” a doutrina que desconhecem: o sheik Ali Abdune, do Centro Islâmico de São Bernardo (SP), afirma “reconhecemos o Antigo e Novo Testamento como parte da mensagem divina[6]. Assim, qual o problema de um muçulmano postar passagens bíblicas?

Quanto à sandice para explicar o “perfil cristão” do terrorista muçulmano embasado na ideia de que “também termina sua carta  de suicídio num referencial tipicamente cristão”, é importante ressaltar que, assim como o Cristianismo, guardadas as especificidades doutrinárias, o Islã também aguarda o retorno de Jesus no fim dos tempos. Contudo, o encerramento da questão se dá com uma evidência oculta aos olhos de muitos: ativistas muçulmanos no Ocidente têm usado a “estratégia” de alegar que “adoram o mesmo Deus que os cristãos”, a fim de ganhar legitimidade e aceitação; inclusive, usam o nome “Deus” substituindo “Allah” em muitas traduções do alcorão.

As estratégias da “mentira muçulmana” desconhecidas no país dos massacres disfarçados de “bullying

Dessa forma, Wellington estava apenas utilizando a MENTIRA. Ocidentais acreditam que seus valores de “verdade” e “justiça” são unanimidade. Estão enganados. Vejamos as 6 estratégias usuais de MENTIRA apregoadas pelo Islã como “doutrina” que sedimenta suas ações em países onde os muçulmanos são minoritários. São elas:

Taqiyya  (muda’rat) – dizer algo que não é verdade.

Kitman – mentira por omissão. Um exemplo seria quando apologistas muçulmanos citam apenas um fragmento do verso 5:32 (se alguém mata “seria como se tivesse matado toda a humanidade”), deixando de mencionar que o restante do versículo (e no próximo) ordena o assassinato em casos indefinidos de “corrupção” e “mal comportamento”.

Tawriya – enganar o kafir (infiel) sendo ambíguo.

Taysir – enganar o kafir ao mostrar uma certa flexibilidade e não observar todos os princípios da Sharia (lei islâmica).

Darura – enganar por necessidade, ou seja, fazendo algo que seja “Haram” (proibido)

Muruna – a suspensão temporária da Sharia, permitindo que imigrantes muçulmanos pareçam “moderados”. Então, através do princípio da Hégira (imigração muçulmana), os primeiros muçulmanos são como uma espécie de “Cavalo de Troia”. A comunidade káfir (Não muçulmana) fica com a falsa impressão de que os primeiros imigrantes não são uma ameaça, pelo menos até que a comunidade muçulmana tem ganhado força.

Quem não lembra das “orientações” do Estado Islâmico na revista “Dabiq” solicitando seus “jihadistas” que ingressaram na Europa como “imigrantes” a deixarem de frequentar mesquitas e utilizar bíblias no interior das igrejas?

Mas, os “psiquiatras bitolados” preferiram repetir a importância dada pela imprensa de que sua mãe adotiva seria uma fanática evangélica, a partir de cuja influência ele teria passado ao fanatismo originário de outra religião, a mistura de crenças pouco sólidas de Wellington também nos parece muito mais fruto de uma racionalização extrema, que justificasse pra si e para os outros seu comportamento assassino, do que a adesão a alguma prática religiosa.

Imprensa obcecada em ocultar o óbvio: Wellington era fascinado por terrorismo

Os depoimentos de parentes e amigos do terrorista mostrando o que rotulam como “obsessão” que Wellington nutria pelos atentados de 11 de Setembro; os MANUSCRITOS divulgados pelo Fantástico[7] que fazem MENÇÃO a um GRUPO em que participava com 5 ORAÇÕES DIÁRIAS e LEITURA DO ALCORÃO, a citação de dois estrangeiros Abdul e Philip, com os quais mantinha contato, sendo certo que nos manuscritos constavam, segundo a reportagem, OBSESSÃO POR ATENTADOS TERRORISTAS, e o próprio sobrinho divulgando que ele teria um “orientador espiritual”, dentre tantas EVIDÊNCIAS, mas NADA foi capaz de mostrar aos “submissos psiquiatras” que a conclusão que lhes “caiu bem” – simplório “FETICHISMO PELO ISLÔ – é um ataque mortal à inteligência mediana.

“Fetichismo pelo Islã” ou fiel seguidor do Islã ortodoxo?

Se os ignorantes pesquisassem os ensinamentos da Universidade Al-azhar, no Egito, fonte doutrinária dos terroristas sunitas, saberia que BASTA declarar a SHAHADA[8] (confissão de fé) e o ocidental infiel se torna um legítimo muçulmano. Disse o sheik Ahmed Al Tayeb, ao se negar a denunciar o Estado Islâmico como apóstata[9]:

“Al Azhar não pode acusar nenhum [muçulmano] de ser um  kafir  [infiel], contanto que ele acredite em Allah e no Último Dia – mesmo que ele cometa todas as atrocidades…”

Uma vez tendo declarado incontestavelmente a SHAHADA, Wellington era sim, um muçulmano, independentemente de utilizar estratégia de mentira para enganar os “infiéis” utilizando símbolos cristãos, e sendo apologista do grupo terrorista “Al Qaeda, também deveria ter sido considerado um autêntico “terrorista” que não somente seguiu todo o comando de ataques conhecidos executando suas vítimas indefesas, bem como orientando sobre o seu sepultamento. Seriam muitos os tópicos a serem abordados comprovando a ação terrorista, porém, creio que os delineados bastam!

Bullying ou terrorismo: o que diz a lei?

Quando estava finalizando o artigo, recebi do jornalista Matheus links mostrando que sua tese é verdadeira: os adolescentes assassinos integravam um grupo que a imprensa rotula como “extremista”, conhecido como Dogolochan[10], onde são discutidos publicamente a prática de crimes, violação de direitos humanos, além de racismo e misoginia. Foi lá que eles conseguiram as “dicas” para promover a atrocidade.

Agora, convido ao prezado leitor se debruçar sobre o artigo 2º, da Lei nº 13.260/16[11]:

Art. 2o  O terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.

Só não espere da imprensa o comprometimento com a “verdade”… Os terroristas cumpriram a sua “missão”: provocaram “terror social” e a mídia se refugia como “animal acuado” na caverna da desinformação. Enquanto jornalistas despreparados exploram a sensibilidade da opinião pública sem informá-la de forma escorreita, nos “chans”, os “terroristas vitimizados” pela sociedade opressora são considerados “heróis” com celebração[12]. Aliás, um dos criadores do grupo, Marcelo Valle Silveira Mello, foi condenado a 41 anos de prisão por associação criminosa, divulgação de imagens de pedofilia, racismo, coação, incitação ao cometimento de crimes e TERRORISMO cometidos na internet.

De modo que, um dos  fundadores do “grupo extremista” que supostamente teria “orientado” os assassinos foi CONDENADO por “terrorismo”, tornando o CRIME uma das ações do “grupo”, mas a “imprensa solidária aos criminosos sanguinários” trata o caso como “bullying colhendo diversos “depoimentos” do “sofrimento” imposto aos “bárbaros terroristas”. Nesse caso, a pauta está “fechada”: nega-se o protagonismo das vítimas mortas a tiros e machadadas. O “desespero” ocasionado pelo bullying  é suficiente para transformar “pacatos jovens” em “agressores”.

Que siga o “baile macabro” da “mentira midiática” em respeito aos “terroristas” que celebram incólume o sangue de suas vítimas!

Andréa Fernandesjornalista, advogada, internacionalista, presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagens  Veja e Eu Rio (edição Diego Araújo)

[1] https://blogs.oglobo.globo.com/bela-megale/post/monitoramento-de-governo-mostra-que-redes-sociais-ligam-tragedia-em-suzano-decreto-de-armas-assinado-por-bolsonaro.html

[2] https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/03/12/suspeito-de-matar-marielle-mora-em-condominio-de-bolsonaro-no-rio.htm

[3] https://oglobo.globo.com/brasil/ataque-tiros-deixa-ao-menos-dez-mortos-em-escola-de-suzano-na-grande-sao-paulo-23517682

[4] https://oglobo.globo.com/brasil/relembre-outros-ataques-que-aconteceram-no-brasil-23297146

[5]http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-34372012000100003

[6] https://super.abril.com.br/historia/a-palavra-de-deus/

[7] https://www.youtube.com/watch?v=WPW5R0E5J3U

[8] (Eu testemunho que não existe deus além de Allah e de que Muhammad é Seu Profeta e Mensageiro) – http://www.islambrasil.com/br/infusions/guest_book/guest_book.php?rowstart=440

[9] https://www.raymondibrahim.com/2016/08/23/dr-ahmed-al-tayeb-meet-the-worlds-most-influential-muslim/

[10] https://noticias.r7.com/sao-paulo/em-forum-extremista-atiradores-pediram-dicas-para-atacar-escola-13032019

[11] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13260.htm

[12] https://www.vice.com/pt_br/article/qvya87/nos-chans-ja-se-celebra-o-massacre-na-escola-de-suzano

O Desafio Conservador

Por Andréa Fernandes

Na madrugada de sexta-feira, tive uma surpresa que abalou positivamente minha estrutura… Uma professora do Amazonas entrou em contato comigo solicitando autorização para inserir meus artigos no conteúdo programático dos seus alunos, afirmando que o conhecimento neles expostos poderia, em algum momento, ajudar em provas de redação do ENEM, já que temos a firme esperança do sepultamento da “ideologização” que tanto contaminou a “avaliação” do concurso.

Disse a professora que tinha por objetivo familiarizar o alunado com algumas questões que já eram abordadas em sala de aula, sendo uma delas, o crescimento do antissemitismo no mundo e também, no Brasil, quando reconheceu o destaque que venho alcançando com a disseminação de temas diversos na área dos direitos humanos publicizados nas redes e demais entes públicos e privados.

Daí, a profissional da educação afirma que “escolheu especialmente o Dia Internacional da Mulher” para inaugurar um trabalho de conscientização sobre as violações dos direitos das mulheres em países muçulmanos para que seus alunos possam ter acesso às informações não “filtradas” pela extrema-imprensa apoiadora do ideário de dominação comuno-islâmica. Desse modo, vejo o “investimento didático” nesse tema como importante iniciativa para “desaparelhar” o conceito de “direitos humanos” sequestrado por acadêmicos e movimentos que apoiam abertamente a sanguinária ditadura venezuelana e o totalitarismo islâmico.

A atitude exemplar dessa professora do norte do Brasil serve de “sinal” dos “novos tempos” que reclamam o fim do sucesso manipulador da “hegemonia acadêmica marxista”, a qual pode e deve ser confrontada de maneira racional nas redes e escolas. Desse modo, saber que venho prestando pequena contribuição nesse cenário de mudança das “narrativas” buscando desnudar a realidade ofuscada por “teorias utópicas” na área dos direitos humanos é um alento, vez que a ONG Ecoando a Voz dos Mártires[1] nasceu do propósito renegado pela esquerda global: “dar voz” às minorias desprezadas pelos intelectuais e grande mídia, sejam essas minorias integrantes de comunidades estrangeiras, nacionais ou o estado de Roraima integrante de “país continental” que abandonou sua unidade federativa pobre e arruinada pela imigração em massa de venezuelanos por simples “capricho” de sucessivos governos e descaso de vários movimentos de direita que explodem as redes com  protestos contra o ministro Sérgio Moro devido indicação indevida de uma “desarmamentista abortista” para compor suplência de órgão sem caráter deliberativo[2], mas não protestam pela decisão do governo federal de manter ingerência da ONU em território nacional autorizando a entrada de 500 imigrantes diariamente sem efetivo controle de segurança nas fronteiras, apesar de Roraima ocupar o 1º lugar no ranking de estados brasileiros com mais mortes violentas, quando poderia ser minimizado o impacto da crise humanitária venezuelana no Brasil com a instalação de CAMPOS DE REFUGIADOS no país que, por enquanto, não vivencia guerra civil.

Ativismo sério também demanda confrontar os movimentos de direita que prestam exitosos serviços à nação, mas não devem, por isso, estar imunes à crítica pertinente às suas limitações no tocante a algumas pautas, que aliás, estão inseridas no contexto da SEGURANÇA NACIONAL, ou será que ainda é de “desconhecimento geral” a atuação preocupante de terroristas do Hezbollah, agentes da inteligência cubana, narcotraficantes e outros criminosos aproveitando o “relaxamento da segurança” na fronteira venezuelana com Pacaraima por “questão humanitária”, agravada com a total liberdade para perigosos elementos estrangeiros ingressarem por outras vias não oficiais, como exaustivamente denunciado pelo ativista Nando de Abreu?

Temas como controle sanitário e controle de segurança nas fronteiras, além da adequação do “humanitarismo” aos direitos básicos das populações nativas que recebem milhares de imigrantes/refugiados, devem fazer parte das discussões no seio da sociedade, incluindo universidades e escolas.  E se os acadêmicos, youtubers, políticos, jornalistas e “humanistas” se omitem quanto a tão fundamental obrigação, cabe ao “cidadão comum” cobrar posicionamento rápido e explícito utilizando, inclusive, as mídias sociais!

Chegou o momento dos formadores de opinião e lideranças de movimentos conservadores perceberem que “empacar” exclusivamente nas velhas pautas da ideologia de gênero, aborto, liberação de drogas e desarmamento, impede a “conscientização nacional” acerca de outros graves problemas que exigem coragem e “pressão social” para a busca responsável de soluções urgentes.

A bem da verdade, em algumas situações assistimos “confrontos” em razão da “paternidade” de determinadas “pautas” que já caíram no “gosto popular” por expressar o “pensamento conservador”, ma, os “temas indigestos” TAMBÉM são necessários, ainda que muita “gente boa e famosa” não constate essa realidade. Brevemente, escreverei artigo explicativo sobre a “questão Roraima”, uma vez que, nesse assunto de relevância extrema, “o movimento conservador dorme em berço toldado”, correndo sério risco de acordar com horripilante pesadelo!

Andréa Fernandes é advogada, jornalista, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

[1] https://www.facebook.com/ecoandoavozdosmartires/?epa=SEARCH_BOX

[2] https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/03/01/sergio-moro-desconvidou-ilona-szabo-de-seu-ministerio-o-que-aconteceu.htm

 

Mauritânia: Parlamento rejeita duas vezes as leis que endurecem as penas por violência contra as mulheres

As feministas na Mauritânia estão lutando uma batalha difícil para ver penalidades mais duras para violência sexual e discriminação em um estado conservador onde o direito penal é derivado da Sharia.

“Poucos sobreviventes de ataques sexuais se atrevem a falar na Mauritânia”, disse a Human Rights Watch em um relatório em setembro passado.

A entidade criticou “um sistema disfuncional que desencoraja as vítimas de acusações (e) pode levar a uma nova traumatização ou punição.”

Os grupos de mulheres ajudaram a elaborar legislação para combater a violência baseada no gênero, exigindo penas mais duras para o estupro, a criminalização do assédio sexual e a criação de tribunais específicos para lidar com a violência sexual.

Mas o projeto foi rejeitado duas vezes pelo parlamento, apesar dos esforços para elaborar textos que estão dentro dos limites da lei Sharia – por exemplo, sexo extraconjugal permaneceria um crime.

Os legisladores se opuseram a disposições que permitem que as mulheres viajem sem a permissão de seus maridos, e permitem que grupos de apoio a vítimas arquivem processos civis.

Liderando a luta pela mudança está a Associação de Mulheres Chefes de Família (AFCF), cujo presidente Aminetou El Moctar disse à AFP: “Precisamos desta lei, porque sabemos que a violência contra as mulheres está aumentando” – embora as estatísticas sobre o flagelo estejam seriamente ausentes.

Nos escritórios da AFCF, Zahra (nome fictício) relatou como uma vizinha teve sua filha de cinco anos raptada de sua casa enquanto dormia, e depois foi estuprada a menina.

Por causa da pouca idade da menina e do fato de que o estuprador era um pedófilo serial, ele foi rapidamente condenado a 10 anos de prisão.

Mas a AFCF afirma que, na Mauritânia, os violadores condenados raramente cumprem suas sentenças.

“Ele provavelmente ficará um ano no máximo”, disse Mariem, um pesquisado do caso. “Depois disso, ele poderá pagar fiança e sair em liberdade condicional.  Então, quando houver uma anistia geral, ele se beneficiará disso. ”…

Imagens e informações Jihad Watch

A Contradição do “Lugar de Fala” nos Discursos Feministas

Por Andréa Fernandes

O Dia internacional da Mulher é uma daquelas datas que me irrita profundamente. Nada contra a mulherada, pelo contrário! O que me causa arrepio é o “espetáculo” que a militância feminista faz sob o pretexto de alcançar o “empoderamento” através do exercício do chatíssimo “lugar de fala[1]”, conceito criado por uma militante negra, o qual foi “apropriado” por outros militantes de movimentos feministas, negros e LGBTs em debates nas redes.

“Lugar de fala” representa, segundo seus defensores, a busca pelo fim da mediação considerando que a pessoa que sofre “preconceito” fala por si, como protagonista da própria luta e movimento. Eles acreditam que esse “mecanismo de vitimização” emergiu como contraposição do suposto silenciamento dos reclames de minorias sociais por grupos privilegiados em espaços públicos de debate. Toda essa “esquizofrenia conceitual” desconsidera que “a fala” da imprensa há muitos anos reduz a “sociedade branca machista patriarcal” a um nível depreciativo vergonhosamente “deslocador”. Afinal de contas, é praxe as lideranças das  “minorias” posicionarem suas demandas estigmatizando as “maiorias”, já que “discursos conciliatórios” não integram a agenda nessa “guerra cultural” promovida pela extrema-esquerda, onde a maior vítima é a “verdade”.

Mutilação genital Feminina não combina com “lugar de fala”

O problema é que nessa “conversa mole” de denunciar as chamadas “relações de poder” com base na alegada “legitimidade” para discursar representando determinadas “minorias”, milhões de mulheres são “desalojadas”. Eu explico com um exemplo simples: no “Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina”, celebrado há dois dias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim da prática que caraterizou como “horrenda violação dos direitos humanos[2]. Cerca de 200 milhões de meninas e mulheres foram submetidas à essa indizível crueldade e, segundo as Nações Unidas, até 2030, o quantitativo lastimável de 68 milhões de mulheres poderão ser mutiladas. Logo, pergunto: qual “movimento” conhecido divulgado na grande mídia e redes vem exercendo o “lugar de fala” dessas “vítimas da barbárie” perpetrada por “trogloditas machistas medievais”? Aliás, convém enfatizar que a “prática” é comum na “Europa”.

Em 2017, foi emitido relatório no Canadá[3] alertando que praticantes de medicina indocumentada especializados em mutilação genital feminina (MGF) que atuavam no país abraçaram uma nova modalidade, qual seja, ofertar seus “serviços desumanos” nas casas dos seus “clientes muçulmanos”. Ah… esqueci de informar no parágrafo acima que a prática é comum em vários países muçulmanos, apesar do relatório da ONU culpar as “culturas” a fim de não permitir que o crime seja identificado como “conduta justificável” de  parte dos seguidores da “religião da paz”. Ademais, relatórios de inteligência informavam naquele ano que DEZENAS DE MILHARES DE MENINAS E MULHERES  nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália passaram pelo procedimento ou estariam sob risco, além do que, no Canadá, as autoridades não tinham como precisar a abrangência dos casos.

As bebês no Reino Unido desprovidas de “lugar de fala”

A dificuldade extrema de detectar a aberração que marca ad eternum a vida das mulheres é um acréscimo no drama vivenciado por BEBÊS no Reino Unido. Preste atenção! Você não leu incorretamente: o procedimento utilizado pelo Estado Islâmico e que horrorizava os “ocidentais” é COMUM no Reino Unido. No dia 4 de fevereiro, o jornal BBC[4] noticiou que a Polícia de West Yorkshire divulgou que ¼ dos seus relatórios de mutilação genital feminina entre 2015 e 2017, envolvia vítimas com três anos ou idade inferior. Houve caso de bebê mutilada com apenas 1 mês de vida.

A especialista em MGF, Dra. Charlotte Proudman afirmou que era “quase impossível detectar” o procedimento, pois as meninas não estavam na escola ou não tinham condição de relatar a prática devido idade insuficiente. O crime nem sempre é denunciado por médicos e quando um profissional da saúde se encoraja a informar à polícia, alguns policiais  não sabem como proceder porque falta “protocolo” para lidar com uma questão de saúde pública gravíssima.

Charlotte Proudman declarou o seguinte:

“As pessoas estão preocupadas com as sensibilidades culturais, preocupadas em serem rotuladas como RACISTAS”.

O temor de cair na “teia  acusatória” dos movimentos em prol das minorias fez com que desde 2010, a Promotoria recebesse apenas 36 encaminhamentos de MGF pela polícia. Um relatório da Universidade de Londres emitido em 2015, estimou que 137 MIL mulheres e meninas foram vítimas de mutilação genital.

Após a sucinta exposição, questiono: como fica o “lugar de fala” das bebês e meninas que sofrem mutilação genital, visto que, em geral, as mães e avós são responsáveis pela autorização da prática? Ou seja, aquelas que teriam na concepção feminista a “legitimidade” primordial para exercer o “mecanismo de discurso” são as “culpadas” pela violação dos direitos humanos. O movimento feminista por sua vez, não se imiscui na questão para evitar “conflito indesejável e perigoso” com a “minoria” cujo “lugar de fala” é garantido pela “espada” que subjugou o “Ocidente infiel”. Daí, a gente não vê o tema em nenhuma das muitas marchas e “atos” de “pautas marcadas”.

Ayaan Irsi Ali, a refugiada “filha” da África, atacada por feminista palestina

A omissão das “feministas lacradoras” fez a “batata quente” da “luta mundial” contra a MGF parar nas mãos de uma MULHER NEGRA, “filha da África” de berço somali, Ayaan Irsi Ali[5], que venceu os traumas impostos pela pobreza e a “tradição” da família muçulmana, sendo submetida a “cliterectomia” (extirpação do clitóris) e ao “casamento forçado” com um primo muçulmano. Sabedora que nenhuma feminista lhe ajudaria para mudar o “roteiro de vida ” escrito pela “religião”, fugiu do marido em direção à Holanda, onde pediu asilo. Sem fazer uso do “discurso de vitimização” estudou Ciência Política e foi eleita deputada da Câmara Baixa do Parlamento holandês, deixando o país em 2006, após sofrer ameaça de muçulmanos em virtude de produzir o “material denunciativo” que fundamentou o curta-metragem “Submissão”, em 2004, onde era exposta a violência efetivada contra mulheres muçulmanas, notadamente, a MGF, abordando outros abusos, tais como incestos, estupros consentidos, casamentos e suicídios forçados de jovens imigrantes muçulmanas.

A sharia não perdoa os “infiéis”, e a “penalidade  cabível” foi aplicada contra o cineasta e escritor escocês que produziu o filme, Theo Van Gogh, que em novembro de 2004, teve sua garganta cortada além de ser baleado numa rua de Amsterdã por muçulmano holandês de origem marroquina. Um bilhete cravado a faca no peito do cineasta continha versos do alcorão[6] e o “aviso” de que Ayaan Irsi seria a próxima vítima.

A refugiada somali, que não obteve “garantia de segurança” na Holanda mudou-se para os Estados Unidos e deu continuidade à sua luta que passou a ser ferozmente combatida pela esquerda progressista, pois não a vê com legitimidade para exercer o seu “lugar de fala” como mulher, negra, mutilada e refugiada. Em 2011, Linda Sarsour, uma muçulmana palestina vinculada ao Partido Democrata e ao grupo terrorista Hamas, que também é diretora executiva da Associação Árabe-Americana de Nova York – e como tal, exerce ativismo para implementação da sharia nos Estados Unidos – utilizou o twitter com ofensa vulgar contra Ayaan Hirsi e a fundadora do grupo “ACT for America”, Brigitte Gabriel, escrevendo: “eu gostaria de poder arrancar fora as suas vaginas – elas não merecem ser mulheres”[7]. De maneira que, pouco importou se a ofensa se dirigia a uma mulher que sofreu a desgraça da MGF aos 5 anos.

Sarsour usou seu “lugar de fala” como “mulher” e  “ativista palestina” para determinar que Ayaan e a refugiada libanesa Brigitte não mereciam ser reconhecidas como “mulheres”, o que comprova que a esquerda traz para si a “autoridade totalitária” de definir os “papéis sociais”, ainda que ambas as “vítimas do ódio” sejam, também, “biologicamente mulheres” e defendam o “gênero feminino” das práticas misóginas do Islã.

O ataque promovido pela violenta islamista palestina que ajudou a coordenar a “Marcha das Mulheres contra Trump” – organizada e financiada pelo bilionário George Soros, em janeiro de 2017 – não foi repreendido por nenhum movimento feminista. Por que deveria, não é verdade? Para alguém ter “direito” ao “lugar de fala” deve “falar a mesma língua” da liderança do movimento. Sem essa “harmonia” configura-se um “ruído” que torna a pauta “inaudível”.

E nesse trajeto assustador de “antagonismo crônico” reproduzido por suas “falas desconexas e dissimuladas” sem suporte fático, o movimento feminista está fadado a chegar a “lugar nenhum”.

Viva as mulheres alforriadas do sistema opressor feminista!

Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem abc net

[1] https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/01/15/O-que-%C3%A9-%E2%80%98lugar-de-fala%E2%80%99-e-como-ele-%C3%A9-aplicado-no-debate-p%C3%BAblico

[2] https://nacoesunidas.org/onu-68-milhoes-de-mulheres-e-meninas-poderao-sofrer-mutilacao-genital-ate-2030/

[3] https://globalnews.ca/news/3602227/female-genital-mutilation-canada-border-officers-warned/

[4] https://www.bbc.com/news/uk-47076043

[5] http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/381/entrevistados/ayaan_hirsi_ali_2008.htm

[6] https://www.nytimes.com/2004/11/03/world/europe/dutch-filmmaker-an-islam-critic-is-killed.html

[7] http://infielatento.blogspot.com/2017/01/marcha-das-mulheres-contra-Trump-promove-Sharia.html

 

“Não é que a Alemanha convenceu parte da Europa a se submeter à “sharia”?

Por Andréa Fernandes

Quando a Alemanha publicou uma LEI inserindo a CENSURA nas redes em 2017, poucos ativistas de direitos humanos não embotados pelos encantos masoquistas do marxismo denunciaram o ato como um sutil instrumento de dominação islâmica impondo a “mordaça” em todos aqueles que conhecem as consequências drásticas da implantação da sharia (lei islâmica).

A referida lei exigia que as plataformas da mídia social, tais como Facebook, Twitter e You Tube censurassem os usuários, uma vez que tais empresas seria obrigadas a excluir ou bloquear quaisquer “infrações criminais” on line CONSIDERADAS calúnia, difamação ou incitação no prazo de 24h, contadas do recebimento da reclamação de usuário, independentemente de averiguação prévia do conteúdo contestado. Em casos mais complexos, as empresas de mídia social teriam 7 dias para cumprimento da determinação legal, e no caso de descumprimento, o governo alemão poderia aplicar MULTA que poderia chegar a US$ 56 milhões. Ou seja, empregados de empresas particulares foram agraciados com “poder de polícia” para determinar os “discursos políticos e culturais” que seriam “autorizados” nas redes.

Isto, num país onde um tribunal de Munique já havia sentenciado o jornalista Michael Stürzenberger a uma condenação de 6 meses de prisão por postar em sua página no Facebook uma foto histórica do grão-mufti de Jerusalém, Haj Amin Al-Hussein apertando a mão de um oficial nazista em Berlim no ano de 1944. Motivação da acusação para penalidade: incitação de “ódio contra o Islã” e “denegrir a religião islâmica”, pelo que o tribunal considerou culpado um alemão por “disseminar a propaganda de organizações anti-constitucionais”. Apesar de lograr o “direito” à  liberdade condicional, o jornalista recorreu à 2ª instância, sendo absolvido.

Contudo, é interessante notar que por ocasião do julgamento do jornalista em 1ª instância, foi utilizado pela defesa o douto conhecimento do cientista político egípcio Abdel-Samad por ser especialista no tema “Islã”. Samad é filho de imã muçulmano e tornou-se famoso na Alemanha após publicar o livro  “O meu Adeus do Céu” (2009), o que lhe rendeu condenação através de FATWA (decreto islâmico), produzida por grupo muçulmano no Egito. Contudo, a ameaça contra a “liberdade de expressão” do escritor em território alemão teve como “cereja do bolo” a divulgação de FATWA acusando-o de HERESIA, sendo declarada pelo clérigo e professor da Universidade Al- Azhar, Mahmoud Shaaban, o qual afirmou em entrevista que o escritor deveria ser condenado à PENA DE MORTE, caso não se retratasse acerca dos ensinamentos sobre a jihad islâmica publicados não apenas nessa obra, mas em outros escritos abarcando Islã, sharia e proselitismo.

Disse o professor da Universidade Al-Azhar em entrevista que foi ao ar na TV Al-Hafez em 7 de junho de 2013:

Eu chamo o Dr. Morsi e todos os homens do Egito para implementar a lei islâmica sobre esse homem. Ele é um herege, e depois que ele for confrontado com a evidência, a shari’a o sentenciará à morte.

Venho aqui declarar uma fatwa que, uma vez que ele tenha sido confrontado com a evidência, sua morte é permitida, e eu estou preparado para ser investigado pelo procurador-geral. Eu digo ao povo egípcio: Depois que este homem e sua turma tiverem sido confrontados com a evidência, sua morte é permitida. Esta é a minha decisão. Embora vivamos em um país onde a lei de Allah não está instaurada, qualquer um que cometa heresia e afronta o Islã e o Profeta … Escute atentamente, eu direi de novo: eu declaro fatwa que depois de ter sido confrontado com a evidência, sua morte é permitida se o governo não o fizer.

Talvez, o juiz  da Primeira instância do Poder Judiciário alemão tenha RECUSADO o parecer do cientista político e escritor Abdel-Samad em “respeito” à essa “reprimenda mortal” proveniente de autoridade muçulmana do mais importante centro do pensamento islâmico sunita em todo mundo. Já pensou se o “tribunal muçulmano egípcio da Al-Azhar” – que tem foro global – resolvesse emitir fatwa contra o juiz alemão que acolheu “parecer técnico” de um especialista em Islã, que necessita de “segurança especial” para não ser assassinado por seguidores  da “religião da paz”? Pois é… o juiz não quis “pagar para ver”…

De todo modo, a Alemanha passou a militar no sentido de que sua LEI progressista fosse copiada por toda União Europeia, que já adotava um “código de conduta” bastante assemelhado com os gigantes das mídias sociais Facebook Twitter, YouTube e Microsoft, “visando incluir uma série de compromissos para combater a disseminação do discurso ilegal de ódio online na Europa”, que na verdade, é um “escudo de proteção” para que ideólogos islâmicos extremistas continuem agindo sem ser incomodados pelos “infiéis ocidentais submissos”. O extremismo ainda conta com o “apoio explícito” de governos ocidentais. O próprio Parlamento da União Europeia autorizou em setembro/2017, que seu edifício em Bruxelas fosse cedido para uma conferência sobre o “Papel das Mulheres na Luta Popular Palestina“, tendo como “palestrante” uma TERRORISTA árabe, Leila Khaled, da Frente Popular pela Libertação da Palestina, organização considerada terrorista pela UE, EUA , Canadá e Austrália.

Em seu discurso, a terrorista ignorou a ALIANÇA entre Hitler e o grande mufti de Jerusalém, e comparou os “sionistas” aos nazistas e Auschwitz à Faixa de Gaza. Como se não bastasse a afronta infundada, ainda acusou a comunidade judaica de monopolizar o Holocausto, declarando, em seguida,  que “não pode haver paz enquanto houver um só sionista no território palestino. O “discurso de ódio” fora das plataformas on line foi ovacionado pela platéia antissemita presente.

Assim, numa Europa onde o antissemitismo e sentimento de ódio aos cristãos toma proporções gigantescas, os esforços da Alemanha de submeter todos os europeus à crueldade medieval da sharia não foram em vão! O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos determinou que a crítica a Maomé constitui incitamento ao ódio, de modo que, na Europa, a crítica ao profeta do islã não está mais protegida pela “infame” liberdade de expressão ocidental. A decisão prolatada em 25 de outubro de 2018, defende a tese insana de que expor o comportamento de Maomé ao desposar uma criança de 6 anos – praticando sexo com a menina Aisha aos 9 anos – enquanto adulto de 56 anos, não deve ser chamado de “pedofilia”, acusação esta que vai, segundo o Tribunal europeu, “além do limite aceitável de um debate objetivo” e deve ser classificada como “um ataque abusivo ao profeta do Islã, que poderia provocar preconceitos e ameaçar a paz religiosa“.

A decisão acima mencionada apenas consolida a tendência mundial de criminalizar a “blasfêmia”, ou seja, trata-se de imposição da chamada “lei da blasfêmia”, que é uma variante da “sharia (lei islâmica), versando especificamente sobre a proibição absoluta de crítica fundamentada ou não, ao Islã, alcorão, seu profeta e dogmas . Porém, vale salientar que a “blasfêmia” contra  símbolos cristãos permanece desprotegida. Por isso, em agosto de 2017, os promotores holandeses não consideraram ilegal gravar um filme pornô em um confessionário de Igreja. 

A instituição “Observatório da Intolerância e Discriminação contra os Cristãos na Europa” produziu relatório denunciando mais de 500 casos de intolerância e discriminação contra Cristãos no continente coletados entre 2016 e 2017. Por oportuno, cabe citar apenas um exemplo das perversidades promovidas contra os cristãos e que não encontram “amparo” no sistema de proteção de direitos humanos em solo europeu: Em julho de 2017, três adolescentes atacaram um homem de 39 anos num bonde em Berlim, pelo “ato hediondo” de usar duas cruzes cristãs de madeira numa corrente em volta do pescoço.  Os criminosos covardes apontaram para o colar e perguntaram em alemão arrastado:“O que é isso?”. A partir daí, os adolescentes com aparência Norte Africana começaram a provocá-lo com insultos e deram-lhe bofetadas repetidamente no rosto.

O comportamento agressivo que se repetiu diversas vezes em Estados europeus com grande número de imigrantes muçulmanos demonstra que além do europeu religioso ser obrigado a pautar seus discursos em “adulação” ao Islã sem críticas, ainda deve usar seus símbolos religiosos somente na esfera privada do seu lar, pois a SHARIA já determina condutas e símbolos proibitivos.

O domínio islâmico vem abocanhando não somente a mídia, Judiciário e sistemas educacionais europeus. Hoje, o jornal Dailymail informou que  as gigantes do comércio online, incluindo AmazoneBay , foram acusadas ​​de CENSURA por fãs do ativista britânico anti-Islamismo e escritor Tommy Robinson, depois que suspenderam a venda do seu livro sobre o alcorão. O escritor já havia sido removido do Facebook  e do Twitter , e a “purga” não estaria completa sem o banimento da obra “O Alcorão de Mohammed: Por que os muçulmanos matam pelo Islã”, em que ele é co-autor com Peter McLoughlin.

O sucesso de venda do livro não impediu a Amazon de divulgar que o conteúdo seria “inapropriado”. Todavia, como bem lembrado por McLoughlin, a obra  “Mein Kampf “, do genocida Hitler continua nas prateleiras virtuais bem como outros  “livros inspiradores” tal qual o manual do terrorista chamado “The Anarchist Cookbook”.

Realmente, seria um “acinte” ao Islã ortodoxo o banimento do livro Mein Kampf . Uma falta de consideração à “contribuição” do “carniceiro nazista” para o velho sonho acalentado por renomadas autoridades islâmicas que pedem a destruição dos judeus, inclusive, em pronunciamentos “emocionados” na  TV Al-Jazeera!

Esse é o resultado dos “experimentos ideológicos” de uma civilização decadente que REJEITOU o “Livro da Vida” e RECEBEU com honras o “Livro da morte”.

 

Andréa Fernandes é  jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Trump Army

 

Entre Deus e o “Diabo nazista” nas Terras do Carnaval

Por Andréa Fernandes

O carnaval brasileiro costuma ser bastante previsível nos acontecimentos: blocos animados desfilando em ruas e avenidas, folia, exibicionismo, críticas políticas e sociais em sambas-enredo, trios elétricos que arrastam multidões, acidentes nas estradas, violência e mídia tendenciosa filtrando as cenas e “enredos” que reforçam suas narrativas. Nos dias de folia, a imprensa se esbaldou dando preferência às imagens pinçadas de foliões para ridicularizar o governo Bolsonaro e a “direita conservadora”.

Teve de tudo: cantores famosos aflitos com o fim da “dinheirama” da Lei Rouanet cantando “Tá Proibido o carnaval[1]; desfile de “coxinhas armadas” para ironizar o presidente e seus seguidores[2]; governador do Maranhão desfilando eufórico aparamentado de boina semelhante à do ditador Fidel Castro com martelo e foice em “memória festiva” aos milhões de cadáveres produzidos pelo Comunismo; foliões encenando com risadas o atentado à faca contra Bolsonaro com bastante “sangue cenográfico”; escola de samba carioca Unidos da Tijuca com integrantes fantasiados de vermes com a faixa presidencial[3]; bloco em Belo Horizonte insultando o presidente e pedindo a liberdade para o presidiário Lula[4]; fantasias temáticas diversas criticando as candidaturas laranjas do PSL, além dos ministros Ernesto Araújo e Damares Alves[5]; e escola de samba campeã do carnaval carioca glorificando o negro escravista “Zumbi dos Palmares”, que “sequestrava mulheres e mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para trabalhos forçados no Quilombo dos Palmares[6].

A referência da Mangueira à “farsa heroica” de  Zumbi dos Palmares é tão vergonhosa que merece uma pequena digressão. O jornal BBC entrevistou alguns historiadores e carnavalescos para analisarem a performance da escola, os quais foram “desastrosamente harmônicos” em afirmar que alcançou-se o “protagonismo de personagens afrodescendentes e indígenas”. O historiador Luiz Antonio Simas afirma[7]:

“O enredo vai na linha defendida por Walter Benjamin, grande filósofo e teórico da História, que falava da necessidade de ‘escovar a historia a contrapelo’, ou seja, de tentar mostrar os lados não vinculados à história oficial das grandes efemérides, e dos heróis consagrados do panteão da pátria”.

Faltou argumento para Simas explicar se a “escovada” na História para mostrar os “lados” não vinculados aos registros oficiais merece ecoar uma “mentira caricata” para agradar movimentos negros filiados aos partidos de extrema-esquerda. De sorte que, reverenciar como “mártir da resistência contra escravidão” um negro que “historicamente” foi símbolo da “conservação da ordem escravista”, é estelionato intelectual combinado com “revisionismo ideológico”. Aliás, na matéria da BBC descobri através do historiador entrevistado que “em 1960, o salgueiro revolucionou a história dos enredos das escolas de samba trazendo o quilombo dos Palmares”, e o atrevido ainda não fica rubro ao afirmar que “Zumbi dos Palmares é um personagem que chega à avenida antes de chegar nas salas de aula”. É isso que dá um sistema educacional moldado pelas “aulas ministradas por escolas de samba”: Perpetuação das “fraudes intelectuais” na construção falsificada de narrativas e identidades durante décadas.

Contudo, é impossível esperar “grandeza moral” de uma escola de samba que na busca de “dividendos políticos” homenageia a vereadora assassinada Marielle Franco convidando a companheira, o deputado Marcelo Freixo e o vereador Tarcisio Motta, ambos do PSOL, mas deixando de fora os PAIS da falecida[8]. A mãe de Marielle tentou demonstrar que não estaria ressentida por não ter sido convidada para que “políticos brilhassem” em seu lugar, porém, deve ter compreendido que “família” não é um ente admirado na “ala da revolta psolista”.

“Politicagens” à parte, a escola de samba que conseguiu chocar a opinião pública e “levantar a arquibancada parlamentar evangélica” em críticas[9] foi, sem dúvida alguma, Gaviões da Fiel com a sua comissão de frente representando um “Jesus fake” de olhos azuis sendo arrastado e pisoteado pelo “Diabo”, que teria vencido a “batalha do bem contra o mal”. COMENTARISTAS DE TV TENTARAM ESCONDER O “ÓBVIO” ALEGANDO QUE O PERSONAGEM DA COMISSÃO DE FRENTE VESTINDO TECIDO EM VOLTA DO QUADRIL, USANDO COROA DE ESPINHOS E COM MARCAS DE FLAGELAÇÃO SERIA O “SANTO ANTÃO”, E NÃO JESUS, O QUE FOI DESMENTIDO PELO COREÓGRAFO DA ESCOLA DURANTE A TRANSMISSÃO DA REDE GLOBO APÓS O DESFILE. Disse Edgar Junior[10] ao explicar as “peripécias do Diabo” ao som da bateria embalada por enredo de “lenda árabe”:

“O foco era chocar. Essa comissão de frente foi incrível e alcançou nosso objetivo, que era mexer com essa polêmica de Jesus e o Diabo, com a fé de cada um”.

Todavia, para a imprensa brasileira – que outrora achou  perfeitamente “normal” uma criança tocar o corpo de homem nu[11] em museu bem como a exposição para crianças em idade escolar de “obras de arte pornográficas[12]” com imagens de zoofilia, pedofilia, sexo grupal e outras “extravagâncias sexuais” como o caso do homem que recebeu jato de sêmen no rosto –   o verdadeiro “escândalo inaceitável” desse carnaval teria sido protagonizado pelo presidente Bolsonaro ao expor em seu perfil ato obsceno – praticado por dois homens durante as festejos profanos – visando mostrar a imoralidade presente em blocos de rua[13]. Jornalistas se irritaram com Bolsonaro mas não esboçaram nenhuma reação condenatória quanto aos atos da dupla nojosa, possivelmente, por saberem que obscenidade é “marca registrada” do carnaval que não merece reprovação dos “isentões”. Penso que a “ira midiática” se dá por temporária “afetação virtuosa pós-carnaval”. Logo passa!

E para quem pensou que a Europa está livre do “carnaval diabólico”, uma polêmica que não alcançou na mídia patamar nem mesmo de “diabrete” foi o desfile de carro alegórico antissemita na BÉLGICA. Dois gigantescos bonecos representando judeus ortodoxos com enormes narizes e barbas usando shtreimels (chapéus de pele usados por alguns judeus hassídicos) estavam de pé entre moedas de ouro e sacos de dinheiro. UM DOS JUDEUS TINHA UMA FIGURA DE RATO NO SEU OMBRO E PARA SIMBOLIZAR A PROFANAÇÃO DA FÉ JUDAICA, NA PARTE DE TRÁS HAVIA UMA SINAGOGA COM MEZUZÁ[14] NA PORTA. O título do carro alegórico era “ano sabático” para impossibilitar a ideia de não se tratar de ataque antissemita de cunho religioso[15].

A demonstração de antissemitismo não poderia ter sido em local mais icônico: o “desfile de ódio” aconteceu nas cercanias do edifício da União Europeia, no centro de Bruxelas. Os moradores que integravam o “bloco dos horrores” explicaram aos jornalistas que aquela era uma forma de expressar “preocupação” de ordem econômica lançando mão dos antigos estereótipos antissemitas vinculando judeus a ganância.

A EXTREMA-IMPRENSA, POR SUA VEZ, NA SUA OBSTINADA “AMNÉSIA SELETIVA” NÃO DENUNCIOU O ATO ODIOSO, QUE É SIMPLESMENTE REMINISCÊNCIA DO “CARNAVAL NAZISTA”. Carros alegóricos antissemitas desfilavam durante os anos que antecederam a 2ª Guerra Mundial. Em 1934, na cidade de Colônia, um dos carros alegóricos exibia grupo de homens vestidos de judeus ortodoxos com uma faixa acima deles escrita: “Os Últimos Estão Partindo”. Em outro “desfile do mal”em 1935, o Holocausto era prenunciado: EM NUREMBERG, UMA FIGURA DE UM JUDEU EM PAPEL MACHÊ FOI PENDURADA NUM MODELO DE MOINHO REPRESENTANDO UMA FORCA[16].

No entanto, um fato curioso relaciona o carnaval brasileiro à folia nazista: Apesar de o carnaval ser a festa profana mais antiga que se tem registro, existindo há mais de 3 mil anos, segundo o historiador Voltaire Schilling[17], e tendo chegado ao Brasil por meio dos portugueses no século XVII, foi Getúlio Vargas que disseminou os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro para todo o país como estratégia para criar “identidade nacional” visando o “controle das massas” pela arte. A inspiração para o enaltecimento da identidade nacional adveio do sucesso da propaganda nazista. “Em 1933, o ministro das Relações Exteriores viaja à Alemanha para conhecer o regime de Hitler. Quando ele volta, Getúlio resolve criar um sistema de propaganda similar”, diz a historiadora Maria Clara Warsseman[18].

Logo, o capiroto que manipulou multidões na Alemanha nazista teve no antissemita Getúlio Vargas um “fiel súdito” da “realeza infernal” não somente ao “copiar” o modus operandi hitlerista de manipulação das massas através do “carnaval perenizado”, mas também, penalizando o embaixador Souza Dantas por ter concedido vistos aos refugiados judeus  desobedecendo “circulares secretas”, já que, “milhares de vistos foram negados aos judeus apátridas de múltiplas nacionalidades e profissões comprovando a práxis por parte do Estado brasileiro que, entre 1937 e 1948, editou 28 ordens restritivas, incluindo circulares secretas, ordens de serviço e resoluções”. Contudo, o antissemitismo da era Vargas continua sendo “tabu” e silenciado nas escolas brasileiras enquanto a grande mídia silencia as ações pavorosas dos “blocos do antissemitismo europeu”.

Logo, representar o “pai da mentira” vencendo Jesus no sambódromo de São Paulo ou demonizar judeus na capital da União Europeia é o apogeu dessa nova rouparia da velha campanha nazista que seduz multidões para o culto ao ódio nas “passarelas da hipocrisia”.

*Andréa Fernandes é jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem Jovens Evangélicos.com

[1] https://noticias.uol.com.br/carnaval/2019/noticias/redacao/2019/03/05/em-desfile-comedido-daniela-mercury-nao-menciona-polemica-com-bolsonaro.htm

[2] https://veja.abril.com.br/entretenimento/paraiso-do-tuiuti-faz-critica-com-coxinhas-armadas-e-ironiza-bolsonaro/

[3] https://epoca.globo.com/criticados-politicos-minimizam-os-protestos-que-marcaram-carnaval-do-rio-23500369

[4]https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/03/05/interna_politica,741112/protestos-politicos-ganham-as-ruas-do-pais-durante-o-carnaval.shtml

[5] https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2019/noticia/2019/03/05/mais-um-ano-de-glitter-e-fantasias-de-temas-politicos-marcam-carnaval-de-rua-no-rj.ghtml

[6] https://educacao.uol.com.br/noticias/2011/05/13/zumbi-era-um-lider-autoritario-e-tinha-escravos-veja-as-polemicas-sobre-a-escravidao-no-brasil.htm

[7] https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47409435

[8] https://oglobo.globo.com/rio/pais-de-marielle-nao-sao-convidados-para-desfile-da-mangueira-mas-desejaram-sorte-escola-23500823

[9] https://oglobo.globo.com/rio/criticada-por-religiosos-comissao-de-frente-com-luta-entre-jesus-demonio-perde-pontos-em-sp-23501057

[10] https://www.acidigital.com/noticias/escola-de-samba-encena-satanas-vencendo-jesus-em-desfile-e-gera-polemica-54742

[11] https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/interacao-de-crianca-com-artista-nu-em-museu-de-sp-gera-polemica.ghtml

[12] https://www.locusonline.com.br/2017/09/06/santander-cultural-promove-pedofilia-pornografia-e-arte-profana-em-porto-alegre/

[13] https://renovamidia.com.br/video-publicado-por-bolsonaro-escandaliza-jornalistas-da-grande-midia/?utm_source=OneSignal&utm_medium=link&utm_campaign=Noticia

[14] “Mezuzá” é a palavra hebraica para designar umbral. Consiste em um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém duas passagens bíblicas, manuscritas, “Shemá” e “Vehaiá”. A mezuzá que deve ser afixada no umbral direito da porta de cada dependência de um lar ou estabelecimento judaico, obedece ao seguinte mandamento da Torá: “Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa, e em teus portões” (Deuteronômio VI:9, XI:20). In Chabad

[15] https://israelnoticias.com/antisemitismo/carros-alegoricos-antisemitas-belgica/

[16] https://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/02/12/tabu-na-alemanha-carnaval-era-explorado-pelos-nazistas.jhtm

[17] https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/quais-as-origens-do-carnaval-no-brasil-e-no-mundo,f808d8aec67ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

[18]https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/sob-inspiracao-nazista-getulio-inventou-o-carnaval-brasileiro-a64fpn1ovrutmeepdb7jo18bk/

Lutando pelos cristãos e minorias perseguidos