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Notre-Dame no limiar da “inquisição” contra os cristãos

Por Andréa Fernandes e Gil Carlos Montarroyos

Muito pouco se sabe acerca do “incidente”, o incêndio que devastou a famosa catedral de Notre-Dame. Não obstante a todo o evento per si, fica claro que as investigações precisam avançar. A figura da mais famosa catedral da França em ruinas, bem como as várias demonstrações de felicidade com o caso, por muçulmanos em todo o mundo, demonstram que há sim, a necessária e emergente preocupação com aquele que foi de longe um dos maiores símbolos da cristandade no Ocidente. A mais imponente construção gótica medieval que um dia fora o maior “bastião” da evolução e prosperidade da civilização judaico-cristã ocidental, ruiu!

Refletir sobre as ruínas de Notre-Dame deveria ser quase um “dever ontológico” para os ocidentais, muito embora o “fogo da inquisição progressista” esteja velozmente lambendo as análises sobre as possíveis causas do suposto “acidente” que resultou na destruição da catedral mais famosa do mundo construída há mais de 850 anos, considerada um dos símbolos da capital francesa desde a sua construção[1].

Conforme noticiado pela imprensa, a causa do incêndio ainda é desconhecida. Aos montes, chegam informações desencontradas[2] referente ao trágico evento, o que torna necessária uma investigação séria e profissional a fim de elucidar o caso. Contudo, imediatamente após o “incidente” o promotor Rémy Heitz já antecipou a narrativa que comandaria as “informações” da extrema-imprensa. Ou seja, o procurador de Paris se uniu à sua equipe de 50 “investigadores” e demais representantes de órgãos públicos para “sugerir” que o incêndio “está relacionado a obras de restauração que estavam em curso na catedral[3].

Nessas horas de “discursos feitos sob medida”, a lógica também é incinerada: ao mesmo tempo em que o procurador anuncia que a investigação será longa e complexa, paradoxalmente vaticina que sua equipe está priorizando a “teoria de um acidente”, pois nada aponta para um ato voluntário[4]. Como se vê, as conclusões do procurador que ensejam prioridade de sua tese diante de “investigações complexas” continuam sendo puramente de liame “ideológico”.

A catedral de Notre-Dame não mais representa a “nova diversidade” da França

Ao ver o flagelo que se tornou o “point zéro des routes de France”, o inocuamente palavroso presidente francês Emmanuel Macron, numa performance teatral, verbalizou:

A Notre-Dame de Paris é nossa história, nossa literatura. É o epicentro de nossa vida. Trata-se da catedral de todos os franceses, mesmo daqueles que nunca vieram aqui[5].

Macron teria toda razão em seu pronunciamento garboso se perfilasse o conhecimento histórico e cultural do seu país no tempo verbal apropriado. Invocar a “França pretérita” não vai funcionar para explicar o “apagão” do monumento histórico mais visitado da Europa, que recebia cerca de 14 milhões de visitantes anualmente[6]. Aliás, há que se corrigir o lapso de interpretação quanto à conduta da referida autoridade: o presidente francês não está interessado em “explicar” nada e por esse motivo reforça a tese de “acidente” antes mesmo do encerramento das investigações, que por certo, confirmarão a “versão oficial” da “tragédia” sem “culpados”.

Como bom relativista, Macron quer levar o mundo a “compreender” e, por conseguinte, “aceitar” o ocaso da civilização judaico-cristã perfeitamente representado pelo derribar a “ferro e fogo” do pináculo de Notre-Dame, que já não era há muito tempo o epicentro da vida francesa como declamado pelo presidente saudosista. O “sinal” notório das “boas intenções multiculturalistas” de Macron estava na informação do Canal “France 24” no Twitter noticiando a promessa do presidente de reconstruir uma Notre-Dame que represente a “nova diversidade” da França[7].

Aliás, as autoridades do país sabem que a “nova diversidade” francesa não tolerava as “demoníacas” gárgulas e quimeras[8] que encantavam milhões de visitantes, mas eram concebidas como pérfidos “fantasmas da cristandade infiel” que continuamente deixavam as fachadas da catedral para atormentar adeptos da “religião da paz” e seus parceiros ideológicos que defendem o Estado laico sem resquícios da única religião que é considerada “ameaça” para a humanidade, a saber, o Cristianismo.

Se observarmos a França despojados de “paixões fleumáticas”, constataremos que a catedral de Notre-Dame como símbolo do panteão cultural ocidental não mais existe. Como magistralmente salientado pelo professor da Universidade de Paris  Guy Millière no exímio artigo “O incêndio de Notre Dame e a Destruição da Europa Cristã” :

 A catedral sobreviveu à turbulência da Idade Média, o Reino do Terror da Revolução Francesa, duas guerras mundiais e a ocupação nazista de Paris. Ela não sobreviveu ao que a França está se tornando no  século” XXI”.

Assistimos o findar de um “mito” por conta dessa “nova diversidade” celebrada por franceses que abandonaram a História recepcionando a “antropologia do suicídio”.

Nesse mister, vale promover análise do eclipsar do simbologismo quase milenar da catedral antes do “incêndio misterioso”. O que teria sido mais danoso para tudo o que representava Notre-Dame, do que as sérias avarias que o edifício sofreu durante a Revolução Francesa ao ponto de ocasionar profunda reforma em meados do século XIX? Pelo visto, a única reforma que interessa aos pensadores globalistas é a devastação da civilização judaico-cristã ocidental, seus símbolos e seus avanços em mais de 2000 anos de história.

Está em marcha na “França macroniana” a erradicação de todos os estamentos que um dia nortearam a civilização ocidental, seu glamour e o conhecimento daquela que um dia esteve na vanguarda do pensamento ocidental – a França. A cidade luz capitulou ao globalismo, assim como capitulou ao nazismo e colaboracionismo de Vichy, na II Guerra Mundial. Diante dessa constatação, não é mera coincidência a relação do nazismo com o islamismo durante a última grande guerra, no seu avanço na França ocupada.

 As “chamas inflamantes” de ódio contra os cristãos estão acesas na Europa

 Hoje, o simbolismo da Catedral é outro: tornou-se o mais notável exemplo do descaso dos cristãos para com a destruição dos pilares icônicos do Cristianismo. Em todo o mundo, há centenas de relatos de ataques de toda sorte e intensidade, resultando, inclusive, em milhares de mortos. Não, não é “estória de carochinha”, é real. A civilização judaico-cristã ocidental está sob intenso e incessante ataque. E o establishment globalista faz “cara de paisagem”. É vergonhosa a leniência da ONU, do Vaticano, e do mundo cristão. Salvo algumas poucas denominações evangélicas e algumas instituições católicas, o silêncio é ensurdecedor!

A extrema-imprensa, por sua vez, “lança na fogueira da intolerância” todo aquele que se atreve a suspeitar de ação jihadista por trás de mais um evento destrutivo contra a igreja. As incontáveis manifestações de êxtase de muçulmanos nas redes comemorando efusivamente a destruição do “prédio pagão” não foram relatadas, uma vez que o “perigo” a ser evidenciado vem sempre dos supostos “discursos de ódio” da chamada” extrema-direita” ao discorrer sobre a jihad contra o “Ocidente infiel”. Ainda assim, todo o histórico de atentados terroristas islâmicos evoca essa cautela e cuidado. Não seria absurdo se o ocorrido fosse realmente um novo atentado terrorista islâmico ao solo francês. Há realmente motivo para haver essa preocupação.

Não é nenhuma novidade que há no mundo muçulmano o desejo claro e explícito na expansão do Islã no intuito de criar um Califado Global. Desde a década de 70, vemos esse projeto em andamento na França. É nojento contemplar a leniência do país, um Estado que já foi sinônimo de liberdade e intelectualidade, de civilização e glamour, sucumbe ao projeto globalista islâmico. A França está fadada à extinção. Seus símbolos, cultura, glamour – tudo está ruindo com o expansionismo avassalador do Islã na sociedade mundial e em especial na francesa. Atualmente, vemos com límpido espanto e inominável terror o fim de um período e início da barbárie – o Islã está se consolidando e muitos no Ocidente fazem de conta que é brincadeira.

O escritor Raymond Ibrahim publicou no Gatostene Institute seu artigo magistral justamente um dia antes do incêndio na catedral. Sob o título “Igrejas europeias: vandalizadas, defecadas e incendiadas todos os dias”[9], foram explicitados dados alarmantes do nível aterrador de ataques contra as igrejas, salientando o “costume” das autoridades europeias ofuscarem a “identidade dos vândalos”, para proteger sobretudo os imigrantes muçulmanos.

Afirma Raymond:

Na França, duas igrejas são profanadas todos os dias em média. Segundo o PI-News , um site de notícias alemão, 1.063 ataques a igrejas cristãs ou símbolos (crucifixos, ícones, estátuas) foram registrados na França em 2018. Isso representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior (2017), quando 878 ataques foram registrados – o que significa que tais ataques estão indo apenas de mal a pior.

Se as suspeitas de um atentado terrorista contra Notre-Dame e tantas outras igrejas francesas são infundadas, o que dizer do seguinte relato da mídia alemã?

“Cruzes são quebradas, altares quebrados, Bíblias incendiadas, fontes batismais viradas e as portas da igreja manchadas de expressões islâmicas como ‘Allahu Akbar‘”.

Seria “islamofóbica” a suspeita de jihad contra a catedral mais famosa do mundo?

O renomado escritor Robert Spencer, especialista em Islã, autor de dezoito livros[10] – incluindo dois Bests Sellers listados pelo The New York Times ­– relata que o mosteiro de Saint Jean des Blames, em Aveyron, foi saqueado por muçulmanos, salientando que o jornal Le Figaro ao noticiar sobre alguns dos incidentes contra templos religiosos, indagou: “quem ouviu falar do saque do mosteiro de Saint Jean des Balmes, em Aveyron? Além disso, Spencer apresenta reportagens afirmando que foi criminoso o incêndio contra a igreja de St. Sulpice, em Paris – onde ocorreram cenas do filme “O Código de Da Vinci”-  e acerca da igreja de Notre-Dame des Enfants, em Nimes, saqueada e vandalizada com excrementos humanos para desenhar uma cruz na parede, esclarecendo que esses e outros tantos ataques às igrejas francesas receberam cobertura mínima da mídia, isso quando houve alguma notícia sem alarde[11].

De tantos informes advindos do especialista atacado pelo jornal Folha de São Paulo[12], dois merecem atenção especial por fundamentarem a razoabilidade de suspeitas que não devem ser descartadas nas investigações: o principal arquiteto de monumentos históricos responsável ​​pela restauração da torre de Notre-DamePhilippe Villeneuve , afirma que o trabalho de restauração ainda não havia começado, apenas os andaimes estavam sendo montados, de maneira que não haviam trabalhadores na catedral e nenhuma fonte de calor perto da estrutura de madeira. Outrossim, em setembro de 2016, foi efetivada a prisão de um muçulmano depois que seu carro foi acondicionado com explosivos do lado de fora da catedral de Notre-Dame, sendo que alguns dias depois, mais três muçulmanos foram presos em virtude da polícia descobrir um plano de explodir a catedral. Logo,torna-se óbvio que exista “interesse” de promover atentado terrorista.

No começo do mês, Robert Spencer havia denunciado a vandalização da Basílica de Saint-Denis instalada no subúrbio de Paris há mais de 800 anos. O local tem forte presença de imigrantes[13]. Porém, uma vez silenciando as ameaças diversas de muçulmanos, a imprensa impede que a opinião pública tenha noção da gravidade do problema. Saber que o vice-presidente da filial nacional da União Nacional de Estudantes de Lille tuitou em dezembro de 2017, que “todos os brancos” por serem “raça sub-humana” deveriam ser mortos, ajudaria os franceses a compreenderem a real “amplitude genocida” de sua manifestação nas redes afirmando que “não dá a mínima para Notre-Dame e para a história da França[14].

Os milhares de muçulmanos que exultaram pela ruína da catedral não foram alvos de críticas da grande mídia, que agiu como se eles não existissem. Afinal de contas, a sharia[15]  já comanda “mentes e redações”. Assim, a sede de “inquisição às avessas” contra os cristãos toma forma sem despertar reações defensivas, visto que é um “sacrilégio” cogitar uma nova “Cruzada” no momento em que milhares de cristãos são mortos todos os anos e outros milhões são submetidos forçosamente à sharia. Preocupação com as ações sanguinárias dos seguidores da pretensa “religião da paz” é coisa de “extremista”!

A fogueira da “inquisição moderna” queima templos, corpos e mentes

Em que pese a consciência cristã esteja “resistente” ao reconhecimento do conflito civilizacional proposto pela “espada de Allah” contra os infiéis cegos pelo decadente “multiculturalismo permissivo”, urge destacar: tudo que conhecemos como avanço civilizatório, está sob risco, não apenas na França, Reino Unido, Alemanha, Suécia, Dinamarca, EUA, em todo o mundo! Vemos o avanço assolador de uma ideologia político-religiosa, teocrática por excelência, historicamente sanguinária, perversa em sua compleição e totalitária em tudo o que faz.

Na moderna França, o fogo consumiu parte da catedral de tantas “histórias” de um povo que já se perdeu na história obscura do expansionismo islâmico. Dessa forma, vale lembrar que na Nigéria milhares de cristãos são queimados vivos dentro de suas casas e igrejas sem alarmar a imprensa, redes e humanistas[16]. O “tribunal do santo ofício da inquisição islâmica” reina absoluto nos países muçulmanos impondo “piedosas bulas” em territórios nos quais os cristãos são minorias, tendo o “descaso midiático” como “fiel escudeiro”. Daí, percebe-se que o “silêncio” que impera no tocante ao genocídio de cristãos africanos é “irmão siamês” da “narrativa desinformativa” sobre a tragédia de Notre-Dame.

Há um acontecimento que representa perfeitamente a submissão da cristandade ao terror: no Canadá, Eva Torres, ex-candidata do partido socialista Québec Solidaire atribuiu à “ira de Allah” – devido proibição da misógina burca na França – o fogo na catedral. A repercussão negativa das suas sinceras “palavras de fé” fizeram com que recorrese à velha taqiyya[17], retirando o comentário que foi justificado como uma “piada” e recorrendo de imediato à “vitimização”, propagando que estaria recebendo “discursos de ódio” e “ameaças reais”. E não é que deu certo a estratégia? A mídia apresentou o discurso de ódio baseado no livro sagrado do Islã como uma inocente “piada de mal gosto”, isto porque, no Ocidente pós-cristão a caminho da “fogueira inquisitória”, Allah sempre tem razão!

Enfim, chega de negligência com a verdade – sem rodeios, sem meias palavras e com o conhecimento cristalino de que Islã é sim um risco real a todo o modus vivendi judaico-cristão ocidental. Quer queiram ou não, esse fenômeno ideológico e político que está acontecendo às nossas vistas, sem cerimônias e sem máscara, precisa ser denunciado e combatido, como diz a premissa genuinamente cristã: “Quem pensa estar em pé, cuide para que não caia!”

Andréa Fernandes – Jornalista, advogada, internacionalista e Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Gil Carlos Montarroyos – Internacionalista e historiador com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem Infowars

[1] https://epoca.globo.com/a-historia-de-notre-dame-catedral-mais-famosa-do-mundo-que-arde-em-chamas-23601331

[2] https://recordtv.r7.com/jornal-da-record/videos/notre-dame-policia-de-paris-ja-sabe-o-que-pode-ter-provocado-incendio-18042019

[3] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47956930

[4] https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/04/16/bombeiros-e-especialistas-analisam-estrutura-da-catedral-de-notre-dame.ghtml

[5] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47939068

[6] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/15/internacional/1555351385_404402.html

[7]https://www.facebook.com/LeiIslamicaEmAcao/photos/a.725748914118143/3210279622331714/?type=3&theater

[8] https://pt.aleteia.org/2017/02/12/notre-dame-de-paris-gargulas-ou-quimeras/

[9] https://www.gatestoneinstitute.org/14044/europe-churches-vandalized

[10] https://www.amazon.com/History-Jihad-Muhammad-ISIS/dp/1682616592

[11] https://www.jihadwatch.org/2019/04/hugh-fitzgerald-the-fire-at-notre-dame-and-muslim-schadenfreude-part-one?fbclid=IwAR0a3JxrQlcCrRUt45dtbM8Xmj47rfp4PDlR7pniyxNjMg-TVIHXBXanz04

[12] https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/04/como-a-extrema-direita-espalhou-mentiras-convenientes-sobre-o-incendio-de-notre-dame.shtml

[13] https://www.jihadwatch.org/2019/04/france-an-average-of-three-churches-are-attacked-every-day

[14] https://www.jihadwatch.org/2019/04/hugh-fitzgerald-the-fire-at-notre-dame-and-muslim-schadenfreude-part-two?fbclid=IwAR3rOVmsKGxmiCtSuzyY-fpkI14f17RB_xjtLR3IYATo2xrr3u6ngBj95Ng

[15] Lei islâmica

[16] https://www.gatestoneinstitute.org/12645/christians-genocide-nigeria

[17] Permissão para o muçulmano mentir se essa mentira ajudar a propagação do Islã e da sharia (lei islâmica)http://infielatento.blogspot.com/2014/11/taquia-taqiyya-no-alcorao-e-Sharia.html

Brasil e Venezuela, futuro sombrio para América do Sul

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

Não é nenhuma novidade que a situação Venezuela – Brasil vem paulatinamente se deteriorando, ao ponto de chegar a total ruptura das relações diplomáticas do Brasil com o regime socialista venezuelano.  A última eleição deixou claro que a maioria absoluta dos brasileiros não mais comunga com a agenda comuno-bolivarianista, muito embora hajam atores no cenário político brasileiro alinhados com o regime venezuelano.

Em face desse distanciamento e da percepção mais clara dos males perpetrados pelas gestões petistas, muito em relação aos abusos do Partido dos Trabalhadores com o dinheiro público e com a coisa pública brasileira, alocados criminosamente em ditaduras em toda América Latina, África e também no mundo islâmico, percebe-se nesse caso, que o alinhamento comuno-bolivarianista-islâmico não é coisa de teoria da conspiração ou retórica de campanha. Vários fatos embasam essa argumentação, inclusive, o fato do segundo na cadeia de comando do grupo terrorista libanês Hizballah, Tareck El Aissami[2] ser o vice-presidente da Venezuela.

O regime venezuelano está muitíssimo atrelado ao modelo islamo-socialista implantado por Hassan Al Banna e Sayyd Qutb desde a fundação da Irmandade Muçulmana no Egito, em 1922, evocando ideias revolucionárias claramente leninistas, para implantação da ditadura do proletariado, na visão de um pan-arabismo-salafista no mundo islâmico, com pretensões expansionistas para todo mundo no intuito da construção de uma grande Ummah (islamização total da humanidade).

Vale salientar que o envolvimento das esquerdas latino-americanas com grupos terroristas islâmicos não é um fato novo. Como já elencamos, essa relação incestuosa remonta ao período de fundação da Irmandade Muçulmana, perpassando à criação da OLP (Organização para Libertação da Palestina), atual Fatah, bem como na criação do Hizballah.

Todo o imbróglio presenciado na Venezuela não está nem perto de ser resolvido. Há fatos que corroboram a presença de atores do sistema internacional como China e Rússia, membros permanentes do CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas), no problema venezuelano, servindo-lhe de anteparo político junto à ONU. Não obstante a tudo isso, fica claro, pelo menos a quem possui um pouco de conhecimento geopolítico, que a Venezuela passou a ser um ponto de pressão junto aos EUA, já que, ao que tudo indica, a desestabilização da América Latina, apesar de não ser algo novo, entrou de vez na agenda sino-russa.

É aqui que entra todo o protagonismo político brasileiro. Potência regional sine quaestione, em algum momento nós teremos que agir, e não falo apenas no contexto político, mas, principalmente militar. Há movimentos evidenciando que há um prenúncio de uma possível ação militar internacional na Venezuela, apesar das constantes negativas dos  principais atores políticos regionais. O fato é que, nossa soberania terá que ser defendida em caso de agressão venezuelana, condição essa que já entrou nos cálculos dos estrategistas militares dos EUA, Colômbia e Brasil.

Outro fator de grande preocupação é a constante presença de membros do alto escalão do grupo terrorista islâmico Hizballah na Venezuela, além do vice-presidente, segundo na hierarquia da facção terrorista, bem como alguns atores que trabalham arduamente na manutenção de Nicolás Maduro no poder, como exemplo podemos citar a Rússia e o Irã.

Segundo fontes de inteligência, ocorreram várias tentativas do governo iraniano de influenciar nas últimas eleições brasileiras, fato que veio à tona após o twiter do Especialista em Segurança Nacional e Política Externa da Fox News, mencionar uma possível interferência do regime iraniano na eleição presidencial do Brasil, conforme print abaixo.

Nenhuma descrição de foto disponível.

Vale ressaltar que todas essas informações foram veiculadas por órgãos de comunicação internacionais. Desde 1992, no mínimo, conhece-se da presença de agentes da Guarda Revolucionária Iraniana atuando na América do Sul (desde o atentado à embaixada israelense em Buenos Aires).

Não obstante a todos os fatos exaustivamente noticiados sobre a atuação do Hizballah no problema venezuelano, há também fortes evidências da atuação do referido grupo terrorista com a facção criminosa paulista PCC[3]. Entretanto, como quem manda no Hizballah é o regime iraniano, entendemos que há pelo menos mais um ator estatal agindo nas sombras na Venezuela com operações secretas, tanto para salvaguardar o regime, como para ampliar sua influência no principal ator político sul-americano – o Brasil, ajudando diretamente a maior facção criminosa do país, bem como em uma atuação direta sobre partidos de esquerda como o Partido dos Trabalhadores (PT)[4], o Partido Socialismo e Solidariedade (PSOL), o Partido Comunista do Brasil (PC do B), o Partido Democrata Trabalhista (PDT) e outros.

Nicolás Maduro e o seu animus belli

Desde o início da crise venezuelana, o ditador Nicolás Maduro vem demonstrando o interesse em iniciar um conflito militar na região. Esse animus belli venezuelano, se exacerbou e muito com o início da campanha presidencial brasileira. Quando ficou evidente as reais chances do então candidato e atual presidente do Brasil, houveram várias manifestações contra o atual presidente, Jair Bolsonaro[5] e sérias provocações ao nosso vice-presidente, Gal. Hamilton Mourão[6] durante a campanha e logo após vencido o pleito.

Todo o engajamento do povo brasileiro contra o projeto de poder idealizado pelo Partido dos Trabalhadores, demonstrou que, em caso de derrota do PT e aliados nas eleições, perder-se-ia o principal aliado do regime na América Latina, o que de fato aconteceu. Com a consolidação da vitória do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, todos os pesadelos do regime se concretizaram. A mudança do paradigma marxista para o de viés liberal conservador, da nova direita brasileira, provocou um verdadeiro pânico no regime de Maduro – financiamento, apoio político, intercâmbio ideológico, tudo ruiu!

Com isso, as provocações do ditador venezuelano ficaram mais incisivas e constantes, principalmente após a aproximação do atual governo brasileiro aos EUA e o seu apoio irrestrito ao presidente interino venezuelano Juan Guaidó[7], causando ainda mais acirramento dos ânimos com o regime de Maduro. Vendo que estava cada vez mais isolado e sem apoio internacional, com exceção do apoio de Cuba, Rússia, China, Irã, Nicarágua, Bolívia e Coreia do Norte, Maduro acelerou o seu alinhamento com esses atores estatais do sistema internacional.

Esse estreitamento de relações com países ditatoriais ou semi-ditaduras, demonstrou que o regime fará o que for preciso para se manter no poder. Portanto, partindo dessa premissa, fica claro que é possível uma intervenção militar na Venezuela a curto prazo, mesmo muitos dizendo o contrário. Como já mencionamos acima, houveram vários episódios e intervenções tanto venezuelana, como de seus aliados para que o Partido dos Trabalhadores não perdesse a eleição.

Há casos de agressões por parte de militantes da esquerda ao eleitores de Jair Bolsonaro[8], quebra-quebra, fraudes[9] em urnas eletrônicas e a suspeita da atuação iraniana[10] em um plano de assassinato do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, ou seja, confirmando que houve toda uma série de intervenções da esquerda com uma possível influência direta do regime venezuelano dentro do território brasileiro, a fim de impedir a eleição e a consequente perda de todo e qualquer apoio da potência regional – o Brasil. Com todas essas informações, fica claro que, mesmo que muitos tentem negar, principalmente com a chegada de tropas regulares russas[11] e chinesas[12] à Venezuela, isso sem contar com mercenários russos do Wagner Group[13], que estão atuando ativamente na Venezuela, bem como membros da inteligência cubana, norte-coreana, nicaraguense e boliviana oprimindo e perseguindo com mão-de-ferro os opositores do regime.

Diante dos fatos e de todas as evidências, além é claro de todo o reforço que nossas forças armadas vêm recebendo, fica demonstrado para a maioria dos especialistas que há sim uma preparação para uma possível intervenção militar na Venezuela, com o emprego de pelo menos três países, no intuito de erradicar o risco chamado “Maduro” e suas relações incestuosas com ditaduras, organizações terroristas e criminosas do mundo inteiro – ALEA JACTA EST – A SORTE ESTÁ LANÇADA!

[1] Internacionalista e historiador com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem República de Curitiba

[2] Conferir sitio: <https://oglobo.globo.com/mundo/novo-vice-de-maduro-acusado-de-ligacoes-com-narcotrafico-terror-20734945>.

[3]Conferir links: <https://www.oantagonista.com/brasil/conexao-pcc-com-o-hezbollah/>, < https://istoe.com.br/o-hezbollah-pode-dominar-o-pcc/>.

[4] Conferir os links: <https://www.tercalivre.com.br/relacao-entre-pt-e-ira-e-antiga/>, <http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1388940-5601,00-AO+LADO+DE+AHMADINEJAD+LULA+DEFENDE+DIREITO+DO+IRA+A+PROGRAMA+NUCLEAR+PACIF.html>.

[5] Conferir link: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/12/20/venezuela-nao-vai-ter-um-bolsonaro-diz-nicolas-maduro-em-discurso.ghtml>.

[6] Conferir link: <https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/12/12/maduro-diz-que-brasil-quer-paz-mas-mourao-e-louco-e-ameaca-dar-licao.htm>.

[7] Conferir link: <https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/28/internacional/1551378266_935933.html>.

[8] Conferir link: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2018/noticia/2018/10/28/rio-tem-relatos-de-agressoes-e-feridos-em-domingo-de-votacao.ghtml>.

[9] Conferir link: <https://folhapolitica.jusbrasil.com.br/noticias/112550662/grupo-hacker-diz-que-urnas-eletronicas-do-brasil-sao-propositalmente-falhas-e-acusa-vulnerabilidades>.

[10] Conferir link: <https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2018-10-20/deputado-norte-americano-eleicoes-brasil.html>.

[11] Conferir link: <https://oglobo.globo.com/mundo/avioes-militares-russos-carregando-tropas-equipamentos-chegam-venezuela-23546894

[12] Conferir link: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/venezuela-inicia-exercicios-com-anfibios-chineses-e-misseis-russos.html

[13] Conferir link: <http://www.defesanet.com.br/russiadocs/noticia/31891/Venezuela—Mercenarios-Russos-do-Grupo-Wagner-em-acao-no-pais/

Reino Unido: vítima de estupro denuncia passageiros de avião que impediram deportação do “refugiado estuprador”

“Como os passageiros de um avião impediriam que meu estuprador fosse deportado? Jovem mãe cujo ‘gritante’ agressor somali foi mantido no Reino Unido por motim em Heathrow revela sua fúria, ”por Mark Hookham, The Mail On Sunday , 7 de abril de 2019:

A mãe de 27 anos sentada ao meu lado em um banco de um parque no subúrbio está tremendo com uma mistura de medo e raiva. Ela mal consegue reprimir sua raiva quando se lembra do momento em que assistiu a um vídeo de um refugiado sendo escoltado de um avião em Heathrow depois que um motim de passageiros interrompeu sua deportação.

Como The Mail on Sunday revelou no ano passado, aquele homem era Yaqub Ahmed, um somaliano que uma década antes havia sido condenado e preso com outros três por estupros em grupo.

Hoje, sua vítima rompe seu silêncio e, em uma entrevista exclusiva, condena os turistas que intervieram para defendê-lo, ignorantes do terrível ataque que destruiu sua vida.

No vídeo, filmado por um passageiro, Ahmed, de 29 anos, é visto gritando para um grupo de pessoas a bordo de autoridades para “tirá-lo do avião!”

Para Hannah (nome fictício), aqueles gritos de pantomima não eram nada comparados a seus gritos aterrorizados enquanto lutava por sua vida durante o ataque da gangue de Ahmed em um apartamento sujo no norte de Londres em agosto de 2007, quando ela tinha apenas 16 anos.

‘Você acha que foi um grito ruim? Tente ouvir os gritos que eu fiz ”, diz Hannah em uma mensagem poderosa para os passageiros de ‘coração sangrando’ que decidiram intervir na deportação de Ahmed.

E ela pergunta: ‘Como você poderia defender um estuprador? Como você poderia intervir? Ele estava algemado, ele estava sendo levado para fora do país … quem são vocês para interferir com a justiça?

“É justo que você não soubesse da situação, mas agora espero que se sinta orgulhoso de si mesma porque parou algo que eu esperei por tanto tempo: algo que me fez sentir um pouco mais segura.”

Seus quatro torturadores foram presos por um total de 35 anos e, enquanto um acredita ter morrido depois de fugir para a Síria para lutar pelo grupo do Estado Islâmico, ela é assombrada pelo pensamento de ver os outros que foram libertados e permanecem no Reino Unido.

A deportação de Ahmed teria dado a Hannah um pouco de conforto, mas desde a fracassada tentativa de expulsá-lo, sua saúde mental entrou em colapso.

Já lutando para lidar com o complexo transtorno de estresse pós-traumático desencadeado por seu estupro, ela agora está apavorada demais para viajar mais de duas milhas de sua casa. Em novembro, ela deixou um emprego que ela amava devido à sua crescente ansiedade e estresse.

‘Muitas vezes eu me sinto desesperada, isso nunca vai acabar, eu nunca vou me afastar disso’, ela diz. ‘Eles precisam deportá-lo. Como eles permitiram que isso acontecesse? É uma farsa absoluta. Eu pensei que deveria ser um direito da vítima. Onde estão meus direitos aqui?

Autoridades escoltando Ahmed no voo para a Turquia em outubro passado abandonaram a deportação pouco antes de decolar depois que cerca de uma dúzia de passageiros – sem saber de seu crime repugnante – teve pena dele e interveio com raiva. O vídeo de três minutos e meio postado on-line mostrou passageiros agitando os telefones com câmera em meio a uma barragem de gritos e assobios. Um homem britânico barbudo de camiseta azul aproximou-se de Ahmed antes de dizer aos passageiros: “Ele diz que estão separando-o da família, a família dele está aqui”.

Outro homem apontou o dedo para um oficial e, passando o dedo pela garganta para obter um efeito dramático, vociferou: – Quando ele chegar a Mogadíscio, vão matá-lo.

Para aplausos dos passageiros, a equipe de quatro funcionários do Home Office finalmente cedeu e saltitou da aeronave para Ahmed, enquanto um turista gritava: “Você é um homem livre!”

Hannah não sabia da deportação fracassada até que leu a matéria desta primeira página cinco dias depois e percebeu que Ahmed era um de seus estupradores.

Com imagem The Times informações Jihad Watch

Visita de Bolsonaro a Israel e a “recompensa do crocodilo”

Por Andréa Fernandes

Chegou ao fim na quarta-feira a visita oficial[1] do presidente Jair Bolsonaro ao Estado de Israel. A viagem despertou “paixões nunca vistas” nesse país. Todos os passos do presidente foram seguidos ao “compasso de críticas dissonantes” e suas falas checadas ao “som da velocidade da luz”.

Como já era previsível, os “coristas da imprensa” anunciaram “saldo devastador” em relação à nossa política externa e pouco ganho efetivo para o Brasil. Nem mesmo o anúncio no primeiro dia da visita acerca da abertura de um escritório comercial[2] em Jerusalém – ao invés da mudança da embaixada de Tel Aviv para a capital indivisível do Estado judeu – fez sossegar os jornalistas, já que a Autoridade Palestina, demonstrou irritação convocando para consultas[3]  seu embaixador no Brasil, Ibrahim Alzeben, o qual rotulou como “inoportuna” e desnecessária” a decisão do presidente.

Contudo, segundo o jornal BBC, Bolsonaro informou que pretende até o final do seu mandato presidencial concluir a mudança da embaixada para Jerusalém[4]. Afinal de contas, não foram os palestinos que elegeram o presidente de um país de maioria cristã cansada de observar o alinhamento com ditaduras islâmicas.

O jornal ‘O Globo’ foi mais adiante no “pântano de horrores midiáticos” se socorrendo do seu saudosismo da “era Lula” pontuando que em 2010, o ex-presidente em viagem ao Oriente Médio, não apenas visitou Israel, mas também, Ramallah, Belém e Jordânia, frisando que foi articulada a participação do Brasil em uma negociação entre israelenses e palestinos para uma paz duradoura[5]. O leitor leigo nas questões políticas daquela região distante do mundo poderia até pensar nas supostas “boas intenções” e possibilidades de “êxito” do ex-presidente que hoje cumpre pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro[6], mas a realidade não corrobora as inferências do jornal, senão vejamos: Lula nunca teve interesse em privilegiar relações saudáveis com “países democráticos” em sua nefasta política externa e a sua proposta como “mediador” do conflito israelo-palestino foi um “fracasso retumbante”[7].

Conforme bem frisado no artigo Sete ditaduras financiadas pelo governo brasileiro nos últimos anos[8], de autoria de Felippe Hermes, a busca em ampliar o comércio com nações periféricas aproveitando-se dos seus ganhos com a alta de preços de produtos como petróleo, levou Lula a peregrinar por África e Oriente Médio como poucos presidentes do mundo, concretizando sua senda em prol do totalitarismo ao afirmar não podemos ter preconceito com países não democráticos, pronunciamento este realizado em 2009, na Cúpula das Nações Africanas. Como se vê, a relação promíscua de Lula apoiando ditaduras sanguinárias vai muito além dos contratos secretos do BNDES, que a partir de 1998 até 2014 financiou mais de 2.000 empréstimos para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior[9].

Assim, a pergunta que incomoda é a seguinte: considerando o “pragmatismo responsável” ressaltado por internacionalistas progressistas defensores da política externa adotada por Lula, quais “os ganhos” alcançados após o mesmo abraçar “ditadores carniceiros” como Muanmar Gaddafi e Bashar al-Assad em suas 5 viagens aos países muçulmanos? Se considerarmos que à época, Lula afirmava que seu objetivo era vender os produtos do Brasil para esses países totalitários islâmicos, a balança comercial desmentiu o petista, pois antes das viagens era positiva em 850% e no fim do governo o saldo diminuiu para 795%. Por outro lado, os ganhos sob as perspectivas culturais e diplomáticas dificilmente serão aferidos, uma vez que não era praxe governamental um modelo de transparência de suas ações, impedindo o acesso às informações sobre o resultado e/ou teor dos tratados firmados como no caso do suposto acordo com o Líbano no tocante ao combate ao narcotráfico[10]. Vale lembrar que o referido país abriga o grupo terrorista islâmico Hezbollah, que “coincidentemente” tem fortes vínculos com a facção criminosa PCC.

Ao contrário de Bolsonaro, Lula não recebeu críticas ferrenhas por seu alinhamento improdutivo com ditaduras árabes ovacionando déspotas de regimes condenados internacionalmente por não autorizarem eleições livres, além de promoverem repressão a minorias e violações diversas dos direitos humanos, inclusive, perseguição religiosa. De 2003 à 2011, o Brasil recebeu visitas oficiais de pelo menos 12 ditadores e alguns se reuniram com Lula no exterior, sendo certo que os protestos de ativistas de direitos humanos e da comunidade judaica não inibiram o petista ao festejar o recebimento em solo brasileiro do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, defensor da tese de negacionismo do Holocausto,  “famoso” também por suas declarações prometendo riscar Israel do mapa objetivando mais um genocídio de judeus, bem como “declamando” ódio aos homossexuais. Com isso, percebe-se que Lula era afeito às “bestas-feras”: não há dúvidas quanto a isso!

Voltando ao obscuro “entendimento acadêmico” de “pragmatismo responsável” para justificar a primazia do alinhamento com a agenda comuno-islâmica, o professor de História das Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em política externa brasileira, Williams da Silva Gonçaves, salientou que esses encontros com ditadores genocidas não seriam censuráveis porque “vêm naturalmente para um país com aspirações internacionais como o Brasil”[11], o que revela ser “natural” apoiar ações repressivas de Estados totalitários, desde que a cartilha ideológica seguida pelos mesmos seja comunista ou islâmica. “Antinatural”, na concepção dos professores-ativistas, é se alinhar ao Estado de Israel apoiando o seu direito de defender os seus nacionais em relação aos ataques terroristas de uma facção palestina que estatuiu em sua Carta constitutiva[12] o “dever” de exterminar judeus com base nos seus preceitos religiosos classificados como “pacíficos” pela grande mídia. Todavia, no meu dicionário de política externa, essa prática de ocultar atrocidades dos jihadistas tem nome: “relativismo irresponsável”!

Outro tema que incomodou a imprensa foi a manifestação do Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo confirmada por Bolsonaro de que o nazismo seria um movimento de esquerda. A ira midiática mostrou sua face totalitária contestando raivosamente a concepção do presidente, e nesse caso particular, apoiou-se no entendimento esposado pela direção progressista do Yad Vashem considerando o nazismo um regime de direita radical[13], sem aventar as muitas discussões acadêmicas que estão distantes de alcançar consenso sobre a questão. Quanto ao assunto, sugiro leitura do artigo do professor George Reisman intituladoPor que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário, e também o texto “Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou ‘terceira via?’” do historiador econômico Chris Calton.

Entrementes, o melhor termômetro  para medir a temperatura do relativismo midiático foi além do desprezo aos vários instrumentos bilaterais de cooperação celebrados com o Estado judeu[14] e a reunião com cerca de 200 empresários[15] o apoio tácito à manifestação do grupo terrorista Hamas que alcançou importante “status” de ator político relevante ao ponto do jornal ‘O Globo’ publicar matéria com título Hamas condena visita de Bolsonaro e diz que presidente viola leis internacionais. No bojo da notícia, o grupo islâmico, que tem consignado em seu estatuto de fundação o dever de promover genocídio contra os judeus, é definido como organização islâmica que controla a Faixa de Gaza. Os ataques contínuos de terroristas do grupo contra inocentes civis israelenses, utilizando, inclusive, crianças e mulheres como escudos humanos em violação às leis internacionais, não é considerado pelo jornal motivo para retratá-lo como “pária” indigno de emitir opinião sobre as decisões do representante de um país democrático que não é regido pela sharia (lei islâmica) condutora da jihad contra Israel.

Ao atribuir “lugar de fala” para um sanguinário grupo terrorista islâmico, a mídia consagra a proposição aventada pelo internacionalista Gil C. Montarroyos, quando afirma queas ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma nova ordem global a fim de se perpetuarem como ‘global players’ do sistema internacional[16]”. Desse modo, é plenamente “compreensível” a imprensa brasileira não festejar o acordo entre Brasil e Israel visando o combate ao crime organizado e terrorismo, pelo que, a partir de agosto, um representante da polícia israelense estará em São Paulo para supervisionar cooperação com a polícia brasileira no embate mútuo contra lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outras modalidades de crime[17]. Por que a grande mídia se importaria em reconhecer como ponto positivo uma viagem ao exterior que trata do fortalecimento da agenda de segurança interna num país com “apenas” 51.589 mortes violentas no ano de 2018[18]? O que importa para o brasileiro não seria apenas “as arroubas” da balança comercial com os países árabes predadores?

A possibilidade da intelligentsia israelense ajudar a promover avanços no Brasil assusta por demais a mídia comprometida com as pautas terroristas do Hamas e da própria Autoridade Palestina, os quais estão centrados na “jihad” para a formação de um Estado islâmico comprometido com a destruição do Estado judeu. Na verdade, o risco maior que apavora a mídia e alguns outros “setores” da sociedade brasileira é a hipótese da opinião pública descobrir que o maior exportador mundial de proteína halal – que tanto teme sofrer boicote dos países árabes e Irã, prejudicando seu comércio potencial em um mercado de aproximadamente 1,8 bilhão de consumidores  pode despertar investigações sobre denúncias referentes ao financiamento do terrorismo, visto que os produtos halal exigem compra de certificação de alguma entidade islâmica e muitas delas são acusadas de dar apoio financeiro a atividade de jihadismo/terrorismo no Ocidente.

Em 2015, o jornal Daily Telegraph noticiou que uma das maiores entidades certificadoras, a “Halal Certification Authority”, enviava grandes quantias para a organização humanitária islâmica global “Human Appeal InternationalI”, listada pela CIA e FBI[19] como um canal para fundos terroristas  há 19 anos, que aliás, foi banida por Israel há quase 11 anos[20]. Logo, a cooperação israelense na área de segurança pode, num futuro próximo, tornar “indigesta” a narrativa carnívora” da imprensa focando a exportação de proteína halal como um “negócio bilionário das Arábias[21]” esquecendo que o brasileiro não deseja “roer o osso” do financiamento do terrorismo no contexto de ameaça global que em algum momento há de reverberar em âmbito local.

O ardil instintivo de entidades e países muçulmanos que financiam o terrorismo global é muito bem representado no provérbio árabe que diz vou recompensá-lo com a recompensa do crocodilo, o qual foi explicado pelo autor do século VIII d.C, Aljahiz, que relata:

Ouça o que conta a respeito do crocodilo: os fiapos da carne que ele come se juntam nos vãos de seus dentes, que se enchem de vermes. Como isso lhe faz mal, o crocodilo se dirige até a margem, joga o corpo para trás e abre a boca como se estivesse morto. Presumindo que ele esteja de fato morto, as aves posam em sua boca e comem os vermes. Assim que percebe que sua boca está limpa de vermes, ele a fecha e engole as aves[22].

Enquanto o presidente e seus filhos são apresentados como a “matilha pitbull” da América Latina, a “recompensa do crocodilo” aguarda as imprudentes “aves brasileiras” cujas asas são guiadas em “voos mortais” pela imprensa submetida à sharia (lei islâmica). Portanto, inobstante o custo político a ser encarado por Bolsonaro para enfrentar a “alcateia global”, a sempre necessária “cautela” aconselha: “bocarra escancarada” com supostas “facilidades lucrativas” é convite ao terror.

 

Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.

Imagem BBC

[1] http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/presidente-jair-bolsonaro-faz-viagem-a-israel/7500334/

[2] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/04/02/unico-escritorio-comercial-do-brasil-semelhante-ao-de-jerusalem-fica-em-taiwan-diz-itamaraty.ghtml

[3] https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/03/31/palestina-condena-abertura-de-escritorio-brasileiro-em-jerusalem-e-chama-de-volta-embaixador.ghtml

[4] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[5] https://oglobo.globo.com/mundo/contra-abertura-de-escritorio-do-brasil-em-jerusalem-palestina-chama-de-volta-embaixador-23564228

[6] http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2019-02/lula-e-condenado-12-anos-de-prisao-em-processo-sobre-sitio

[7] https://www.academia.edu/3607294/Emerging_Powers_and_the_Israeli-Palestinian_Conflict_The_Case_of_Brazil_and_Venezuela

[8] https://spotniks.com/7-ditaduras-financiadas-pelo-governo-brasileiro-nos-ultimos-anos/

[9] https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985

[10] https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/11/11/lula-abracou-ditadores-mas-comercio-com-arabes-ainda-e-infimo/

[11] https://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/24/ult5773u3040.jhtm

[12] https://www.chamada.com.br/mensagens/estatuto_hamas.html

[13] https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/02/internacional/1554216611_825972.html

[14] https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47740929

[15] https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2019/04/02/bolsonaro-se-reune-com-empresarios-no-ultimo-dia-de-viagem-a-israel.ghtml

[16] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2019/04/01/marxismo-e-isla-de-maos-dadas-com-o-terror/

[17] https://www.jpost.com/Breaking-News/Israel-Brazil-sign-agreement-to-fight-terror-organized-crime-together-585362

[18] https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/02/27/numero-de-mortes-violentas-cai-mais-de-10-no-brasil-em-2018.ghtml

[19] https://clarionproject.org/uk-taxpayers-funding-charities-linked-terrorist-groups/

[20] https://www.dailytelegraph.com.au/blogs/piers-akerman/why-halal-food-process-is-leaving-such-a-bad-taste/news-story/ba8b0de8614887f503d024dda40563ff

[21] https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2019/03/aproximacao-entre-bolsonaro-e-israel-pode-afetar-o-mercado-bilionario-de-carne-halal-no-brasil.html

[22]https://books.google.com.br/books?id=fogcCAD46hEC&pg=PT497&lpg=PT497&dq=prov%C3%A9rbio+%C3%A1rabe+%27Vou+recompens%C3%A1-lo+com+a+recompensa+do+crocodilo%27&source=bl&ots=hF-3NFB4p3&sig=ACfU3U1JyNa76qUUI4VtOKoGMvvQNvO9Yg&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwja8eqw77XhAhVSILkGHeq8ByEQ6AEwBnoECAgQAQ#v=onepage&q=prov%C3%A9rbio%20%C3%A1rabe%20’Vou%20recompens%C3%A1-lo%20com%20a%20recompensa%20do%20crocodilo’&f=false

Marxismo e Islã: de mãos dadas com o terror

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

Desde antes de toda essa propaganda acerca do terror islâmico, “pensadores” de esquerda sempre flertaram com o terrorismo e, por conseguinte, com o terrorismo islâmico e suas pautas nefastas. É sabido por todos que a esquerda é antissemita por excelência. Todos os seus expoentes são antissemitas e pregam a destruição do Estado de Israel em detrimento aos anseios árabes-islâmicos para a terra de Israel.

Para se ter uma compreensão geral, basta ver os diversos manifestos em prol da causa árabe-palestina dos partidos de esquerda brasileiros. Deputados do PT (Partido dos Trabalhadores), já fizeram até ato pró “palestina” em pleno congresso brasileiro e  em uma sessão solene do plenário da Câmara dos Deputados o Presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Lutas pela Paz (Cebrapaz), defendeu abertamente a “intifada” (ações violentas) contra Israel, vociferando que teria respaldo no “Direito Internacional”, oportunidade em que o embaixador iraniano furiosamente chamou o país de “nódulo cancerígeno no Oriente Médio” e ainda acusou o Estado judeu de “tentar deformar a identidade cultural” da região.Engana-se quem pensa ser apenas uma ala radical dos partidos de esquerda com essa agenda. Todos os partidos ou organizações de esquerda aplicam esse tema às suas agendas ideológicas.

O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), por diversas vezes reitera seu apoio à causa islâmica, indiferente de qual seja a temática ou ação. Não obstante a todo esse engajamento à agenda islâmica, todo o processo de aproximação dos países muçulmanos feitos durante o regime petista evoca um alinhamento não apenas conceitual a agenda islâmica.

A esquerda, com seus expoentes, pregam abertamente a destruição de Israel, bem como a expansão do Islã pelo mundo, inclusive, tentaram aprovar projetos de lei no congresso a fim de implantar o ensino islâmico como disciplina para os alunos brasileiros, projeto proposto pelo deputado Miguel Corrêa (PT-MG). É alarmante as constantes tentativas de aprovação de projetos de lei com esse viés.

O Ex-deputado Federal pelo PSOL do Rio de Janeiro Jean Willys também militou nesse sentido. Vale salientar a incoerência em relação ao apoio do ex-deputado a islamização já que o mesmo é homossexual assumido, prática combatida pelo Islã em todos os sentidos, punindo os homossexuais com a morte, demonstrando que Islã e a ideologia de esquerda andam juntos, mesmo pondo em risco a vida da população LGBT, que a esquerda diz tanto defender. Ou seja, pelo que parece, o lobby islâmico dita a regra aos “pensadores da esquerda”, doa a quem doer.

A Esquerda e Atos de Terrorismo

Desde a década de 60 do século XX, a esquerda participa ativamente de ações terroristas, principalmente contra alvos judaicos ou israelenses. Sem mais delongas, vamos aos fatos.

Em 1972, na Olimpíada de Munique, na Alemanha, o mundo presenciou uma das primeiras interações de movimentos de esquerda e o terror islâmico. Treze judeus israelenses foram brutalmente assassinados pelo grupo terrorista palestino “Setembro Negro” em plena Olimpíada de Munique.  Outra ligação entre terroristas de esquerda e terroristas islâmicos ocorreu com o sequestro do avião da Air France que fora enviado para Entebbe, em Uganda, em 1976, sempre contra alvos judaico-israelenses, demonstrando assim que tanto o pensamento da esquerda, como o Islã, ambos nutrem profundo ódio ao Ocidente e arraigado antissemitismo.

Entretanto, o que poucos ou quase ninguém fala é o envolvimento de grupos revolucionários de esquerda na preparação e na logística destes terríveis atentados, isso em se tratando apenas desses dois exemplos.

Segundo dados de inteligência disponíveis no Global Terrorism Database, existem ou existiram 2884 grupos terroristas catalogados, dos quais, sem sombra de dúvidas, 99% são de ideologia islâmico-marxista. Aliás, as ações desses grupos terroristas islâmico-marxistas são consideradas “legítimas diante da opressão imperialista” , vide como exemplo simples o link do Partido da Causa Operária (PCO) <https://www.causaoperaria.org.br/acervo/blog/2017/08/20/terrorismo-e-uma-reacao-primitiva-e-legitima-diante-da-opressao-imperialista/#.XKJIxJhKg2w>, para uma simples constatação. Ou seja, para a esquerda, os atos terroristas perpetrados como o ataque à delegação israelense na Olimpíada de Munique, ou a tentativa de promulgação de leis para islamização do Brasil, como o projeto de Lei do deputado federal do PT acima descrito, são “justos e necessários”, bem como todo qualquer outro atentado que se concretize.

Para a esquerda, qualquer ato terrorista se faz necessário para a interrupção de uma suposta opressão imperialista, seja dos EUA ou de Israel. O principal paradoxo é que, movimentos de esquerda ligados à esse pensamento fazem parte daquilo que é opróbrio no mundo islâmico e contra a sharia (movimentos feministas e LGBT, por exemplo). Na prática, é o que no decálogo de Lênin ele definiu como “idiotas úteis” e na sharia (interpretação literal da lei islâmica) é chamada de taqiyyah (a permissão islâmica para enganar o infiel para a propagação do islã como causa maior).

Em suma, há uma convergência de interesses, tanto do pensamento de esquerda como na teologia islâmica. É a convergência do caos e da barbárie para expansão de suas ideologias. Não obstante a todo esse imbróglio de conceitos, é necessário ressaltar que há evidências de que essa parceria flui desde pelo menos a II Guerra Mundial, tanto com a Alemanha de Hitler, como com União Soviética de Stalin. E essa interação rendeu muitos frutos. No caso soviético, houve a participação direta da extinta agência secreta KGB em praticamente todos os atentados islâmicos ao Ocidente desde a II Guerra Mundial, bem como a exércitos regulares, como nas guerras dos Seis Dias e Yom Kipur contra Israel, e até hoje.

No caso de Hitler, convém trazer à lembrança a “aliança  genocida” firmada com o líder palestino Haj Amin Al-Husseini e a esclarecedora declaração do chefe das tropas nazistas SS Heinrich Himmler ao chefe de propaganda Josef Goebbels:

Eu não tenho nada contra o Islã porque ele educa os homens desta divisão para mim e promete o céu se eles lutarem e forem mortos em ação. Uma religião muito prática e atraente para os soldados.”

Dentro da dialética das ideologias acima descritas, “os meios justificam os fins”, independente dos custos, sejam eles sociais, econômicos e humanos. Essas ideologias totalitárias, agem de forma a deturpar o equilíbrio democrático, já que, para ambas, os conceitos de democracia, são “obsoletos e pecaminosos”, usando-os apenas como ferramenta retórica para dissuasão das críticas de seus opositores. A bem da verdade, as ideologias de esquerda e o Islã, são e estão correndo paralelos para a divisão do mundo, na implantação de uma “nova ordem global” a fim de se perpetuarem como “global players” do sistema internacional.

Os alvos principais para alcançar êxito, é o processo de islamização por povoamento físico¹ dos países  que antes se opunham a essas ideologias, sempre trazendo à baila, as ideias marxistas de conflito social, luta de classes, e opressão imperialista do Ocidente à classe operária e ao muçulmano, tanto na periferia do sistema internacional, como nos países desenvolvidos, como vemos na Alemanha, França, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Bélgica, dentre outros.

[1] Internacionalista e historiador, com estudos voltados ao terrorismo islâmico.

Imagem Direita Política

Carta Aberta ao Sionismo Politicamente Correto

Por Andréa Fernandes
Sei que surpreenderei os leitores do Blog Ecoando a Voz dos Mártires por estarem acostumados aos meus textos longos, mas, dessa vez, utilizarei o nível máximo de precisão para relatar o que penso sobre parte do ativismo sionista aplaudido por muitos judeus e cristãos conservadores nas redes.
Como é de sabença geral, sou “sionista até o tutano” e tenho me esmerado dentro das minhas limitações para defender o Estado de Israel e o povo que tanto amo. PORÉM, confesso que não consegui ultrapassar a leitura do primeiro parágrafo de um extenso texto publicado em crítica à nova novela da Globo, tendo por título “Carta aberta a Duca Rachid, coautora da próxima novela das seis da Rede Globo, “Órfãos da Terra”.
O motivo é simples… o referido ativista escreveu; Confesso que o começo e o meio da sua entrevista, entendo profundamente as suas palavras sobre ondas migratórias e xenofobia ao redor do mundo.
Ou seja, parei de ler quando houve afirmação do autor da Carta no sentido de manifestar que compreende a questão da insatisfação da autora com a “xenofobia ao redor do mundo”, repetindo o discurso falacioso e deplorável dos progressistas que também odeiam Israel inserindo os críticos à invasão orquestrada pela ONU ao Ocidente na categoria abjeta de “xenofobia”, mostrando, aliás, o já costumeiro e repugnante viés politicamente correto! 
Penso o seguinte: a novela nojosa da Globo é tão detestável quanto a prática de rotular aqueles que discordam da imigração em massa para o Ocidente de “xenófobos”. Parte do mundo judaico ainda não “aprendeu” que adular as pautas da esquerda não ajuda em nada Israel!!!!
Hasbará eficiente não combina com apoio sutil à “injustiça difamatória” promovida pela Globo em relação àqueles que lutam dignamente pelo ideal de uma civilização ocidental livre do caos promovido pela implantação da mesma “sharia” que “legitima” o ataque da novela da aldeia global contra o Estado judeu… Se o problema é falta de conhecimento acerca dos resultados danosos da imigração em massa à Europa, vale o acompanhamento de think tanks, tais como o Gatestone, que mostram dados  ocultados pela Globo e ativistas politicamente corretos.
Creio que os equívocos de parte da comunidade judaica se justificam pelo fato de, mesmo tendo boa vontade, faltam-lhes tempo disponível para acompanhar informações sobre os tristes acontecimentos em solo europeu em virtude da subserviência irresponsável de autoridades diversas à política imigratória da ONU.
Volto a repetir: o brasileiro precisa saber se posicionar em relação às questões importantes para evitar que a esquerda continue dominando os “debates inexistentes” por falta de lideranças de direita para defender satisfatoriamente nossas pautas! Viralizar concepções globalistas é um sério problema…
Sionismo não se faz com “meias verdades”. Verdades históricas precisam ser ditas, saiam de cima do muro!
Andréa Fernandes – jornalista, advogada, internacionalista e presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires.
Imagem Globo

Brincando com fogo: jihadismo no Brasil

Por Gil Carlos Montarroyos[1]

O Brasil é um excelente país com todos. Diversos povos e etnias vieram para o Brasil desde o período colonial até hoje. Judeus europeus, portugueses, espanhóis, italianos, russos, ucranianos, alemães, ciganos, árabes, japoneses, chineses, coreanos, etc. Nosso povo é receptivo, alegre e via de regra, trata muito bem os imigrantes. Por muito tempo esses imigrantes eram muito bem-vindos e quase não haviam problemas com imigrantes. Todavia, esse cenário mudou drasticamente no final da década de 60, vindo a se deteriorar com maior velocidade no final dos anos 80 e início da década de 90 do século XX.

Em meados da década de 90, surgiram os primeiros relados da presença de terroristas islâmicos no sul do país, mais especificamente, na tríplice fronteira. Mas, quais foram os motivos pelos quais presenciamos o início desse fenômeno? Segundo alguns eruditos na temática, o conflito árabe-israelense.

Mas, o que o Brasil tem a ver com o conflito árabe-israelense? Na prática nada! Todavia, no período que antecedeu o atentado a Embaixada de Israel na Argentina 1, em 17 de março de 1992 e dois anos depois, o atentado na AMIA ( Associação Mutual Israelita Argentina), precisamente em 18 de julho 1994, houve intensa movimentação de grupos terroristas conhecidos, mais precisamente o Hizballah (Grupo terrorista libanês auto intitulado de Partido de Deus) na região da tríplice fronteira. Vale salientar que, até então nunca tínhamos casos concretos de terroristas islâmicos no Brasil.

Entretanto, no documento “Homeland Security Digital Library”, as agências de inteligência estadunidenses apontaram a presença de terroristas do Hamas, Hizballah e Al Qaida na tríplice fronteira, desde meados da década de 80, informação disponível para consulta no link: <https://www.hsdl.org/?view&did=1012>, pp. 48-50.

Há uma forte presença árabe-libanesa em todo o sul do Brasil, mais precisamente na região da tríplice fronteira. Por isso, há relatos de inteligência que afirmam a presença de terroristas islâmicos ligados ao Hizballah, Hamas e Al Qaeda nessa região. Segundo dados do GTD – Global Terrorism Database 2, o atentado da AMIA, foi planejado e executado pelo grupo terrorista libanês Hizballah.

Desde então, o aumento das atividades jihadistas apenas cresceu no Brasil, principalmente nas universidades públicas brasileiras, sempre apoiados por partidos políticos de inclinação marxista, camufladas como apoio à causa palestina. Podemos citar como exemplo fático o total apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) com essa agenda, conferir link https://www.pt.org.br/deputados-fazem-ato-em-defesa-da-palestina/, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), conferir link http://psol50.org.br/2018/02/06/em-nota-psol-reafirma-apoio-a-luta-do-povo-palestino/; Partido Comunista do Brasil (PC do B), conferir link https://pcdob.org.br/documentos/mocao-ao-povo-palestino/ , Partido Democrático Trabalhista (PDT), conferir link http://www.pdt.org.br/index.php/crimes-de-israel-2/, dentre outros.

O 11 de Setembro, e e Jihad na Construção do Califado Global

Em 11 de setembro de 2001, o mundo presenciou o até então maior ataque  jihadista ao Ocidente: o símbolo da força e poder estadunidense foi derrubado após uma série de ataques aos prédios do World Trade Centre e Pentágono, nos EUA. Esse evento cataclísmico, frente a maior potência militar e econômica do planeta, desencadeou uma série de ações de combate ao jihadismo em todo o planeta, certamente o Brasil não ficou de fora.

Porém, cerca de duas semanas antes dos atentados aos EUA, autoridades brasileiras foram alertadas por fontes de inteligência acerca da intensa presença jihadistas na cidade de Cascavel, no Paraná, inclusive, com informações de campo, contendo sólidas informações da presença de uma célula terrorista na cidade de Cascavel, que inclusive, os mesmos haviam adquirido passaportes brasileiros no intuito de irem para América do Norte, usando como porta de entrada, coyotes mexicanos, afim de permanecerem ilegais nos EUA, e fora dos radares da inteligência Norte Americana.

Entretanto, ao invés de as autoridades brasileiras investigarem de forma profissional as informações repassadas, as mesmas negligenciaram a informação, até quando o evento aconteceu. Somente após os eventos do 11 de setembro, o governo brasileiro passou a encarar o problema com responsabilidade, conforme o relatório do governo estadunidense “Homeland Security Digital Library”, pp. 49, disponível para consulta no link <https://www.hsdl.org/?view&did=1012>.

Todas as agências de inteligência globais afirmam categoricamente sobre forte presença de jihadistas no Brasil. Infelizmente não apenas na tríplice fronteira, pois o problema já se espalhou por todo o país.

A “Primavera Árabe”

Em 2010, o Oriente Médio e o norte da África foram sacudidos por uma série de revoltas populares que ainda trazem consequências para a região. Habitantes de países como Tunísia, Líbia, Egito e Síria foram às ruas para protestar contra governos repressivos e reivindicar melhores condições de vida. O movimento ganhou o nome de Primavera Árabe. Desde o início da denominada “Primavera Árabe”, vários regimes ditatoriais da África do Norte e Oriente Médio capitularam, gerando uma onda de revoltas e guerras civis, produzindo uma massa de refugiados sem precedentes desde a II Guerra Mundial.

Todo esse fluxo migratório trouxe consigo uma série de problemas em relação aos refugiados e para onde os mesmos migraram. Ondas de estupros, assassinatos de mulheres, sequestros, e pedofilia espalharam-se por esses países, tais como Alemanha, Suécia, Finlândia, Noruega, França, Grécia, Chipre, Espanha, etc. O Brasil não ficou imune a essa onda de refugiados. Muitos foram trazidos por ONGS internacionais, pelo Comitê de Refugiados da ONU e também pelo governo brasileiro, que à época era presidido pela ex-presidente Dilma Roussef 3. Praticamente todos os refugiados islâmicos foram alocados em cidades do interior brasileiro, causando em alguns casos, estranheza nos residentes locais.

Jihadismo nas Periferias do Brasil

Desde a invasão aliada ao Iraque, após o 11 de setembro, houve uma dispersão islâmica por todo o mundo, e não foi diferente para o Brasil.  Houve um boom da população islâmica no Brasil. Desde 2001, os números só aumentam. No Brasil, ainda que os muçulmanos sejam por enquanto uma minoria, são merecedores de maior atenção, pois fazem parte do grupo religioso que mais cresceu nas periferias, ou seja, em função dos fluxos migratórios, pelo maior contato com a religião através dos meios eletrônicos (mídias e Internet) e muitos casos pela conversão.

É sabido que há um processo de islamização das periferias do Brasil, e que esse “fenômeno” é percebido com atenção e preocupação pelas autoridades brasileiras. As regiões que mais vêm sentido esse aumento são as regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Madrassas estão se multiplicando em ritmo acelerado nas periferias, tanto das grandes cidades, como em cidades majoritariamente cristãs no nordeste brasileiro.

Cidades sem qualquer histórico da presença de muçulmanos estão no mapa do Islã no Brasil, com Centros Islâmicos, Madrassas e em alguns lugares, até mesquitas. Para conferência, favor acessar o link: < http://arresala.org.br/institutos-islamicos#1514844286775-355d7475-fee4>.

Com o advento da Copa do Mundo do Brasil, começaram a haver casos de planejamento de atos terroristas nos estádios da Copa em todo o país. Células terroristas islâmicas ligados ao ISIS ou DAESH[2], em diversos estados do Brasil, começaram a se mobilizar para praticarem algum ato da jihad (Guerra Santa praticada contra muçulmanos apóstatas e não-muçulmanos, com o intuito de implantar o Califado Global) em solo brasileiro.

Diversas prisões foram feitas de terroristas ligados a esse grupo terrorista de orientação salafista no Brasil. Neste meio tempo, foi aprovada a lei Nº 13.260, de 16 de março de 2016, denominada de “Lei antiterrorismo” pelo legislativo brasileiro, com o intuito de criar um regimento legal para calcar as forças de seguranças brasileiras de condições jurídica a fim de coibir e reprimir casos de terrorismo no país. Foi com base nessa lei que os diversos indivíduos presos foram condenados.

Apesar do avanço com a promulgação da débil Lei Antiterror, nosso país ainda continua vulnerável a atentados terrorista, face a ineficiência das nossas forças de segurança, pouco investimento em inteligência, ingerência de ONGS internacionais nas prisões desses terroristas, bem como, o lobby islâmico contra a lei antiterror, via de regra com o apoio incondicional dos partidos de orientação marxista no país. A bem da verdade, o risco ainda é muito alto, pois, mesmo com a lei já promulgada, houveram dois grandes atentados terroristas com forte influência islâmica em ambos. O Brasil está brincando com fogo!

Imagem Irã News

[1] Internacionalista e Historiador com estudos focados em terrorismo islâmico.

[2] O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), é uma organização jihadista islamita de orientação salafita e Uaabista que opera majoritariamente no Oriente Médio. Também é conhecido pelos acrônimos na língua inglesa ISIS ou ISIL. O nome em árabe, ad-Dawlat al-Islāmiyah fī al-ʿIrāq wa sh-Shām, leva ao acrônimo Da’ish, ou Daesh.

O drama das meninas que têm os seios queimados a ferro para ‘adiar a puberdade’

BBC – Simone teve os seios queimados aos 13 anos. Kinaya passou pelo mesmo aos 10. Os nomes das meninas são fictícios, mas suas histórias, não.

As duas vivem no Reino Unido e são de famílias de origem africana, onde a prática de queimar a ferro seios de adolescentes, na tentativa de atrasar seu crescimento, é muito comum em algumas regiões.

“Minha mãe dizia que se (meus seios) não fossem queimados a ferro, os homens iriam começar a se aproximar de mim, buscando sexo”, conta Kinaya.

Normalmente é a própria mãe quem queima o peito das filhas. Usam uma pedra, uma colher ou até mesmo um ferro de passar quentes para achatar os seios das jovens na puberdade.

A prática pode se repetir ao longo de meses.

“O tempo não apaga esse tipo de dor. Você não pode chorar. Se você chora, dizem que você envergonha a família por não ser uma garota forte”, relata Kinaya.

Estima-se que mais de mil meninas tiveram os seios queimados dessa forma no Reino Unido. A prática está sendo questionada e o Sindicato Nacional de Educação britânico alerta que as escolas britânicas são obrigadas a proteger as meninas desse tipo de abuso. Para o governo, professores têm obrigação de comunicar a prática.

Kinaya e sua filh
Image caption‘Kinaya’ não deixou que a filha passasse pelo mesmo sofrimento que passou

Kinaya já é adulta e tem filhas. Quando a mais velha completou 10 anos, a mãe dela sugeriu submetê-la à prática. “Eu disse não, não, não. Nenhuma filha minha vai passar pelo que eu passei. Eu ainda vivo com o trauma”.

Ela mudou-se para longe da família, temendo que seus parentes fossem querer queimar o peito das filhas à força, sem a autorização dela.

No programa matinal Victoria Derbyshire, da BBC, uma mulher relatou que só descobriu que o que fizeram com os seios dela não era normal durante uma aula de educação física. Na hora de trocar de roupa, no vestiário, reparou que tinha algo de errado com ela.

garota com faixa aperdada prendendo o peitoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionNormalmente são as mães que queimam e amarram os seios das filhas

Mas os professores nunca repararam, nem mesmo quando ela parou de frequentar as aulas de educação física.

“Se o meu professor soubesse, se tivesse treinamento, eu poderia ter tido a ajuda que eu precisava enquanto ainda era criança”, relatou, contando que a irmã dela também teve os seios queimados aos oito anos.

Simome também contou sua história ao programa Victoria Derbyshire. Ela teve os seios queimados aos 13 anos, quando a mãe descobriu que ela era gay.

“Minha mãe achava que, talvez, eu fosse atraente por causa dos meus seios. Então, se ela conseguisse achatá-los, eu seria feia e ninguém ia me admirar”, relatou.

Por meses, os seios de Simone foram queimados. Ela foi obrigada a usar uma faixa apertando o peito. “Às vezes era difícil respirar”, contou.

Stone used for breast ironingDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUma pedra ou uma colher aquecidas no fogo são, normalmente, usados para queimar os seios de meninas na puberdade

Anos depois, ela teve um bebê com o homem com quem foi forçada a se casar.

Amamentar se transformou em algo mais difícil do que normalmente é. “O leite não sai normalmente, parece que tem um nó dentro. Acho que tive alguns nervos comprometidos”.

Crime escondido

No Reino Unido, não há um crime especifico para quem queima os seios a ferro. Mas o governo encara a prática como abuso infantil e informa que quem comete o ato pode ser processado.

A enfermeira Angie Marriott, que já trabalhou com ginecologistas e hoje dá palestras para polícia de Cheshire, no Reino Unido, afirma que a prática é mais comum do que se imagina no país e que existe subnotificação.

Ela descreve o problema como um crime escondido e sensível. Diz que as mulheres têm medo de falar e de sofrerem retaliação das suas comunidades. “Sei o que está acontecendo porque pessoas já se confidenciaram comigo e disseram que era a primeira vez que estavam falando sobre o assunto. Tinham vergonha”, conta a enfermeira.

Simone ainda carrega as cicatrizes dos abusos aos quais foi submetida. Ela quer aumentar a consciência das pessoas sobre o que está acontecendo.

“Para mim foi, no mínimo, abuso. Machuca, te desumaniza”, disse.

Angie Marriott
Image captionA enfermeira Angie Marriott diz que as mulheres têm medo de falar sobre a prática

Kiri Tunks, do Sindicato Nacional da Educação do Reino Unido, pede que professores e funcionários de escolas prestem mais atenção aos sinais.

Kicky Morgan, membro do Parlamento britânico, também se envolveu com o tema. Ela diz que é preciso treinar professores e pessoas que trabalham com jovens para que fiquem cientes de que o problema é real e acontece no Reino Unido.

“É preciso abordar o tema, falar sobre ele e parar com a prática”, afirma Morgan.

Imagem e informações BBC

Brunei vai instaurar a Lei Sharia e punir sexo gay com apedrejamento

Ativistas estão divulgando os planos de Brunei para implementar a lei da Sharia, que puniria o sexo gay por lapidação.

A pequena nação asiática tornou-se a primeira na região a pôr em prática a lei religiosa muçulmana, em 2014. O sexo gay já é punido com até dez anos de prisão, mas as novas leis acrescentariam chicotadas e apedrejamentos às punições para aqueles considerados culpados.

Embora a intenção original fosse introduzir a lei da Sharia em três fases, ela nunca passou da primeira fase, devido aos apelos internacionais.

Essas duas etapas atrasadas estão marcadas para entrar em vigor em 3 de abril, de acordo com vários grupos de direitos humanos, segundo a  Reuters .

O Projeto Brunei, o ASEAN SOGIE Caucus e o OutRight Action International confirmaram a notícia.

Imagem South China Morning Post e informações Richard Dawkins Foundation

Sendo um homossexual sob o regime do Khmer Vermelho

Por Bopha Chheang

Original em inglês: http://archive.is/Wetny

Tradução: Febo Werneck

Homens gays no Camboja raramente tem que ser confrontados com hostilidades por parte de seus concidadãos, mas são mais frequentemente pressionados por sua própria família a cumprir com suas convenções sociais, a maior parte das vezes casando-se com uma pessoa do sexo oposto e começando uma família.

Eles frequentemente tendem a esconder a sua identidade mas simplesmente não podem reter sua feminilidade. Que tipo de vida eles teriam sob o regime do Khmer Rouge (1)? Como eles seriam tratados sob a ideologia da Kampuchea Democrática, que visava colocar todo o povo khmer em um molde, destruindo diferenças e impondo a moralidade e o estilo de vida que se assemelhava a uma vida monástica? Aqui há histórias de dois sobreviventes.

Status dos homens gays antes do Khmer Rouge

Phong Tan, um antropologista cambojano que defendeu na UNESCO um estudo intitulado  “Etnografia das relações sexuais entre homens no Camboja”, explica: “Nós realmente não podemos dizer que relações afetivas entre pessoas do mesmo sexo eram aceitas pela sociedade [antes da chegada do Khmer Rouge], mas o sexo casual entre dois homens era tolerado.”

Sou Sotheavy, que está na casa do fim dos sessenta anos, foi rejeitado por seus parentes quando estes descobriram que ele teve um relacionamento amoroso com outro rapaz. Isso foi antes dos anos 70 e ele tinha somente 14 anos. Ele acabou fazendo sexo com estrangeiros nas ruas de Phnom Penh para pagar os seus estudos. “Naquele tempo, as pessoas não aprovavam relações gays. Todavia, eu nunca estive tão exposto a discriminação e ameaças de todos os tipos como quando vivi sob o regime de Pol Pot”, lembra ele.

Forçado a se “masculinizar”

Sotheavy teve que abandonar a ideia de vestir um sarong (2) assim como ele foi forçado a adotar calças, um corte de cabelo curto e mais atitudes “viris”. Alguns de seus amigos gays, que também viviam na província Takeo, demoraram muito para se ajustar ao novo comportamento ou foram pegos em flagrante. A sentença não demorou para ser proclamada e cerca de 10 casais foram presos e eliminados.

Sotheavy, quem ainda mantém as cicatrizes do trabalho forçado nos campos com os quais ele foi compelido “apesar do frágil corpo feminino”, denuncia: “O Khmer Rouge era consciente da existência de amor entre homens, mas realmente não entendia como isso funcionava sexualmente falando [3] … No começo do regime, eles lançaram uma exterminação de homossexuais porque eles os consideravam não apenas como indivíduos inúteis, mas também como potencialmente prejudiciais à revoluçãoIsto era característico da ditadura. Assim que os “pijamas negros” nos pegaram em trejeitos ou comportando-se de modo feminino, nós éramos rotulados como inimigos da Angkar [ a suprema organização fachada dos líderes do Partido Comunista da Kampuchea] e condenados a morrer.”

Recorrendo à prostituição para obter mais arroz

Apesar do rigor do regime de Pol PotSotheavy conseguiu sustentar relações sexuais com outros homens. Ele abertamente confessa que a maioria deles, na verdade, vinha das fileiras de destaque do Khmer Rouge. Hoje, ele afirma ser incapaz de lembrar com quantos homens ele fez sexo, mas reitera que costumava ser “seletivo”. “Eu era unicamente interessado  naqueles que poderiam oferecer algumas recompensas em troca deste ‘serviço’. Eu não tinha escolha, eu tinha que providenciar comida para minha velha mãe. Durante estes tempos duros, nós tivemos que voltar a ter contato um com o outro…. Eu mostrei flexibilidade defronte o Khmer Rouge, e esta atitude valeu a pena no final. Alguns deles mostraram ternura ao me oferecer algum arroz como permuta por minha companhia.” (4)

Sou Sotheavy rapidamente terminou a ligação com os quadros do Khmer Rouge que compartilhavam o mesmo desejo sexual. Ele mesmo admitiu ter introduzido jovens soldados do Khmer Rouge às relações homossexuais. “Convencendo os que era fácil. Eles ficaram aterrorizados como os outros ao cometer um ato que a Angkar veria como ‘imoral’. Eu expliquei-lhes que aquilo seria mais fácil esconder relação com outro homem do que com uma mulher. Para abordá-los, eu iniciava conversando sobre isto e aquilo, o tempo, natureza…. E pouco a pouco, eu começava  carícias neles assim para desencadear o desejo neles”, Sotheavy explicava, completamente relaxado, e para quem os pequenos e distantes arbustos haviam se tornado ninhos de amor ao longo do tempo.

O Khmer Rouge involuntariamente encorajava a homossexualidade

Khmer Rouge apenas aceitava casamentos reconhecidos como união válida. Qualquer relação extraconjugal era proibida. Ainda, como assinalado por Phong Tan, “este regime mesmo assim criou um ambiente propício a relações homossexuais. Mulheres e homens eram separados em acampamentos distintos e eles não eram permitidos de se comunicar e nem de ver um ao outro.” Além disto, “o Khmer Rouge estava disposto a organizar toda a sociedade cambojana ao destruir o padrão de unidade familiar e separar as pessoas de acordo com o seu gênero. Esta cadeia de desenvolvimento de impulsos sexuais no meio das pessoas —- e mais particularmente  no meio de jovens soldados convocados ao front  —- que precisavam satisfazer seus impulsos e cederam à tentação da relação sexual com outros homens em seus acampamentos, sem Angkar notar tudo isto.

De um modo geral, a homossexualidade apenas envolvia soldados do Khmer Rouge e “pessoas da base”, que desfrutavam mais liberdade e eram mais respeitadas do que as “novas pessoas” (que vieram das cidades e eram consequentemente associadas com o regime antigo e considerados como inimigos do AngkarSotha, uma lésbica de Phnom Penh que agora chega a seu sexagésimo aniversário, conseguiu seduzir mulheres do Khmer Rouge.

Graças à proteção que lhe ofereceram, ela escapou da morte mais uma vez. Ela lembra que “‘as novas pessoas” viviam amedrontadas e nunca teriam ousado andar pelo Khmer Rouge, mas as ‘pessoas da base’ não só fariam isso como gostavam.”  Sotha, naquele tempo, sabia de sua atração por mulheres, mas nunca tinha ouvido sobre homossexualidade antes do Khmer Rouge.

“Uma vez”, ela lembra, “que uma mulher da vila, cujos parentes ocupavam cargos no quadro de supervisão do Khmer Rouge, apareceu e pediu-me para vir e viver com ela às escondidas. Para evitar problemas, eu aceitei seus avanços. O jovem Khmer Rougevivendo nas proximidades nunca ousou nos denunciar.”

A política de casamentos forçados

Em março de 1977, duas centenas de casais foram casados à força em Takeo. Sotheavy não conseguiu fugir da polícia e foi apresentado à sua esposa, escolhida pela angkar. Não havia como escapar da cerimônia e isso era uma questão de vida ou morte.Naquela mesma noite, ele confessou sua preferência por homens para sua esposa sem perder tempo e lhe disse que ela seria muito mais uma irmã para ele. Ela demonstrou entender a situação, mas contou-lhe que temia represálias. De fato, as milícias do Khmer Rouge tinham recebido a ordem de espionar os novos casais furtivamente debaixo da cama de suas casas de palafitas para certificar-se de que eles consumaram o casamento.

Como eu não toquei minha esposa na primeira noite, os espiões nos  denunciaram ao comandante da vila. O último avisou-me que se eu não honrasse minha esposa e procriasse com ela, eu seria reeducado, ou em outras palavras, morto. Consequentemente, eu cumpri e minha esposa engravidou. Tivemos um filho juntos”, Sotheavy contou em detalhes. Eles se divorciaram assim que o regime caiu.

Depois deste casamento, dúvidas e rumores sobre sua homossexualidade desvaneceram-se, mas Sotheavy não renunciou às suas preferências naturais. Ele continuou vendo homens tanto por prazer como por necessidade a fim de obter ações adicionais de arroz. Este jogo perigoso eventualmente o levou a ser pego. Ele foi enviado a uma prisão e bem que poderia ter passado as últimas horas de sua vida  se não fosse pelo seu gerente de prisão, chamado Som, que o tomou debaixo de sua asa. “Ele me amou passionalmente, e ajudou-me o tempo todo que eu estava detido. No fim de 1978, nós planejamos escapar e atingir o Vietnã, mas ele foi morto a caminho. Eu ainda sofro a sua morte ainda hoje”, Sotheavy disse quietamente , de repente, seus esplêndidos olhos são preenchidos por lágrimas.

Testemunhando contra o Khmer Rouge e pelos direitos homossexuais

“Eu estou disposto a testemunhar diante do tribunal (5) sobre meus sofrimentos. Eu passei pelo Khmer Rouge e por estes atos assassinos de maldade. Eu tenho boa vontade em conversar sobre meus camaradas homossexuais que morreram por causa da única razão da sua orientação sexual”, Sou Sotheavy reivindica com determinação. Ele diz que não está com medo do criticismo duro, para não dizer desprezo que pode irromper por parte de seus pares se ele testemunhar. Ele já arquivou a queixa. “Meu testemunho poderia também contribuir com a mudança de mentalidades e ajudar os cambojanos a aceitar abertamente os homens gays.” Sotheavy, que continua se prostituindo apesar de sua idade avançada, não sente vergonha ao abrir-se e conversar sobre sua diferença. Sendo reconhecido pelo que você é e quem você é representa uma luta de vida.

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  1. Regime comunista cambojano entre 1975 a 1979. Rouge = vermelho, em, francês, língua muito usada na Indochina (Vietnã, Laos, Camboja)
  1. Sou Sotheavy se considera transexual, embora às vezes seja referido como homossexual. Todavia, é conveniente salutar que em todos os regimes comunistas a indumentária local fora sacrificada em detrimento de uma ocidentalização/ modernização. Sarongs ainda são vestidas por homens no sudeste asiático.
  1. A homossexualidade era/é desconhecida em ambientes em que homens e mulheres convivem separados. Esta tem sido uma justificativa à questão LGBT na Era Vitoriana.
  1. Assim como nos outros regimes e na Venezuela atual, houve problemas alimentares; Estima-se que 35% da população tenha sido dizimada.
  1. Tribunal de Direitos Humanos iniciado em 2003 para apurar os crimes do Khmer Rouge.

Imagem Comm 211x Fall 2013

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=T4IcIA3l7aI&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1kmXuU6_eCu5D68PbujUhfhFSSHCcxtjudzM0908L_L-dSaOOhdmEI0fQ

https://www.facebook.com/RoCKHMERLGBT2009/