Arquivo da categoria: Oriente Médio/Ásia

1948: ONU classifica genocídio como crime

Em 9 de dezembro de 1948, em Paris, a ONU tornou o genocídio passível de punição, ao aprovar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio.

O genocídio não é uma criação do século 20, mas foi nessa época que a eliminação de grupos étnicos ou religiosos ganhou proporções até então desconhecidas.

Em 1904 morreram 60 mil hereros no Sudoeste Africano Alemão, a atual Namíbia, por eles terem se levantado contra os senhores coloniais. Em 1915, cerca de 1,5 milhão de armênios cristãos foram assassinados pelos turcos. Nos gulags stalinistas e por causa de deportações, milhões de pessoas encontraram a morte na Rússia devido a suas opiniões políticas ou por pertencerem a minorias étnicas, como os alemães do Volga ou os tártaros da Crimeia.

Sem precedentes históricos, porém, foi a execução de 6 milhões de judeus pelo regime nazista na Alemanha, entre 1933 e 1945.

Para evitar que tragédias como essas se repetissem, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas ditou no preâmbulo de sua Carta, em 1945: “Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, que, por duas vezes no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade (…)”.

Falha ficou evidente no julgamento de Nurembergue

Mas foram necessários mais três anos para que o genocídio passasse a ser punido pelo direito internacional. Em 9 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. Ela obriga os países da comunidade de nações a punir o genocídio. Um mês depois, 100 dos 188 membros haviam ratificado a convenção. Hoje o número chega a 140.

Já a intenção de eliminar grupos étnicos, religiosos, nacionais ou raciais deve ser punida. Também condições desumanas de vida, graves violações físicas ou psicológicas, o impedimento de nascimento de crianças ou seu sequestro se enquadram no conceito de genocídio, enquanto a perseguição a oposicionistas políticos foi deixada de fora por exigência da União Soviética.

Até aí não havia possibilidade no direito internacional de punir assassinatos em massa ordenados pelo Estado. Uma falha que havia se evidenciado no Tribunal de Nurembergue, quando dez dos 22 nazistas acusados de graves crimes de guerra foram libertados ou receberam penas leves.

Convenção pune, mas não previne

A convenção contra o genocídio deve muito aos esforços do advogado judeu polonês Raphael Lemkin, que criou o termo genocídio após analisar casos como o Holocausto.

A convenção da ONU não impediu, porém, novos massacres étnicos, como no caso dos muçulmanos bósnios mortos pela Sérvia nos anos 1990 ou a morte de mais de 800 mil pessoas em Ruanda, no conflito entre hutus e tutsis. Sem falar nos crimes cometidos durante as guerras da Coreia, do Camboja, no Oriente Médio, na Chechênia ou no Timor Leste.

Será a Convenção das Nações Unidas apenas um instrumento que ficou no papel? O perito em questões de direito internacional Andreas Paulus, da Universidade Ludwig-Maximilian, de Munique, acha que não. Ele lembra que uma legislação pune crimes, mas não impede que eles aconteçam.

http://www.dw.com/pt-br/1948-onu-classifica-genoc%C3%ADdio-como-crime/a-686297

Jovem cristão é espancado em mesquita após pedir água

Um jovem cristão foi espancado no Paquistão com varas e sapatos depois de entrar em uma mesquita e beber de uma fonte de água..

Um vídeo alegadamente mostrando um menino cristão sendo espancado por uma multidão com raiva depois que ele bebeu de uma fonte de água em uma mesquita foi divulgado no Paquistão, de acordo com o The Express Tribune. O vídeo supostamente mostrou o menino gritando de dor por ter sido espancado com varas e sapatos por fiéis que não admitiram que um cristão bebesse da água em “sua” mesquita.

Os cristãos no Paquistão enfrentam séria discriminação. Atualmente, a cristã Asia Bibi está no corredor da morte aguardando a conclusão final de seu caso amplamente divulgado de blasfêmia. Ela foi acusada de blasfêmia depois de beber água de um poço e ser acusada de contaminá-lo por uma muçulmana.

O governador do Punjab, Salman Taseer, foi assassinado em 2011 por um de seus próprios guarda-costas depois que falou sobre a lei da blasfêmia no Paquistão. Seu assassino, Mumtaz Qadri, foi enforcado por assassinato pelo estado paquistanês. Milhares de seus partidários saíram às ruas e protestaram.

https://www.clarionproject.org/news/christian-boy-beaten-mosque-after-asking-water

Senador Magno Malta oficiará o Ministério das Relações Exteriores para responder postulações da ONG EVM

Brasília – Na terça-feira (29.11), foi protocolado no gabinete do Senador Magno Malta o requerimento solicitado pela assessora Damaris Alves para fundamentar o ofício que será encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores requisitando posicionamento acerca dos pleitos da ONG Ecoando a Voz dos Mártires junto à entidade.

Em reunião no dia anterior intermediada pela Dra. Teresinha Neves, assessora do deputado federal Gilberto Nascimento, Damaris tomou conhecimento da atuação da ONG EVM na defesa dos direitos humanos no mundo muçulmano e Coreia do Norte. Ao saber da participação da instituição nas reuniões com o Ministério das Relações Exteriores acerca da agenda de política externa brasileira na área de direitos humanos, Damaris manifestou interesse de enviar ao senador as deliberações do órgão, uma vez que, não houve atendimento das postulações efetivadas pelas internacionalistas Andréa Fernandes e Marcelle Torres.

Damaris frisou a importância que tem para o senador Magno Malta questões de direitos humanos e a perseguição religiosa contra cristãos no mundo muçulmano, oportunidade em que, convidou a presidente da instituição para exercer consultoria voluntária nessas áreas, solicitando, ainda, os esclarecimentos necessários para alicerçar o ofício a ser encaminhado ao MRE.

Na terça-feira, a integrante da diretoria da ONG, Diane Torres, foi recebida por Damaris no gabinete de Magno Malta para protocolar o documento enquanto a presidente da ONG estava em reunião com o deputado federal Ezequiel Teixeira.

Jovem cristã paquistanesa é sequestrada e estuprada por muçulmanos que invadiram sua casa para tentar forçar a conversão da família ao islã

Shoebat – Por algum tempo, os muçulmanos locais estavam exigindo que a família se convertesse ao Islã, porque eles eram os únicos não-muçulmanos na vizinhança. A família continuou a dizer não, então numa noite um grupo de seis homens muçulmanos e uma mulher invadiram sua casa, bateram nos cristãos com barras de metal, e então levaram sua filha adolescente e cruelmente estupraram repetidamente a jovem, provocando-lhe dizendo que eles iriam parar de estuprá-la se negasse a Cristo:

A família cristã paquistanesa foi amarrada e espancada por um grupo de muçulmanos que invadiram sua casa no mês passado tentando forçar a família a se converter ao Islã. Mas quando a família se recusou a renunciar à sua fé, a sua filha mais jovem foi sequestrada, estuprada e ainda teve que voltar para casa.

A instituição de caridade com sede em Londres Christian Association veio em auxílio da família Masih, uma família de 10 cristãos aprisionados nas garras de trabalho forçado (escravidão moderna) perto da cidade de Kasur no Leste do Paquistão.

De acordo com a BPCA, a família vivia em uma pequena casa feita de barro e tinha sido constantemente pressionada por muçulmanos locais a se converter ao Islã por ser a única família na vizinhança que não tinha abraçado o Islã.

Na noite de 15 de setembro, um grupo de seis homens muçulmanos e uma mulher muçulmana invadiram a casa da família com pistolas, paus e barras de metal e bateram severamente nos membros da família cristã.

O grupo de intrusos esperava que a dor da família e sofrimento iria levá-los a reconsiderar suas recusas anteriores de conversão ao Islã. Apesar da dor, a família novamente se recusou a negar a Cristo e se converter ao islamismo.

Depois que a família recusou a  se converter, os muçulmanos ficaram enfurecidos e amarraram e vendaram os olhos de todos.

Como a família é constituída por seis filhas e dois filhos, os muçulmanos arrastaram a filha de 17 anos, Jameela, e o filho de 20 anos de idade, Arif, e jogaram os jovens na parte traseira de uma van estacionada do lado de fora da casa.

Arif, que acabou escapando posteriormente da casa por uma porta aberta enquanto ninguém estava olhando, disse a BPCA que ele e Jameela foram levados para um prédio em um local desconhecido que mais tarde descobriu ser uma mansão.

Arif explicou que quando eles chegaram na mansão, ambos foram torturados separadamente. Apesar da tortura, Arif novamente se recusou a se converter ao Islã. Enquanto ele podia ouvir os gritos de sua irmã, um dos captores disse a ele que outros homens muçulmanos foram se revezando para estuprar sua irmã e que tudo que ele tinha que fazer para salvá-la era abraçar o Islã. No entanto, ele novamente se recusou a renunciar a Cristo.

Quando o sol nasceu na manhã seguinte, Arif aproveitou uma oportunidade para escapar, quando percebeu que a porta foi deixada aberta sem ninguém por perto para monitorá-lo.

Demorou horas para Arif voltar para casa, porque teve que retornar à pé.

Maiores informações: http://shoebat.com/2016/10/05/muslim-gang-demands-christian-family-convert-to-islam-family-says-no-muslims-beat-them-with-metal-bars-kidnap-their-teenage-daughter-and-take-turns-raping-her/

Paquistão: muçulmano mata a irmã por se casar com cristão

Shoebat – Uma mulher muçulmana no Paquistão se casou com um homem cristão. Alguns muçulmanos  disseram ao seu irmão que “seria melhor matar a irmã. É melhor do que deixá-la ter essa relação “. Ele, então, pegou uma pistola e atirou na cabeça da irmã. E ainda disse: “Eu não podia deixá-la ir. Era tudo que eu conseguia pensar. Eu tive que matá-la “.

Durante dois meses, os colegas de trabalho zombavam de Mubeen Rajhu por causa de sua irmã.

Algumas pessoas tinham visto Tasleem numa comunidade em Lahore com um homem cristão. Ela tinha 18 anos, uma boa menina muçulmana, em público com um homem. Mesmo que o homem se convertesse ao Islã por amor a ela, isso não poderia ser permitido.

“Alguns caras tem que saber que sua irmã estava tendo um relacionamento”, diz Ali Raza, um colega de trabalho na fábrica. “Eles diziam: ‘Você não pode fazer nada? Qual é o seu problema? Você não é um homem. “

Rajhu lhes disse que tinha comprado uma pistola, e um dia em agosto, ele parou de vir para o trabalho. Rajhu descobriu que sua irmã tinha desafiado a família e se casou com o cristão. Durante seis dias, ele andava. Sua raiva cresceu. Como poderia?

Ele olhou para ela rindo ao telefone, ignorando os apelos de sua mãe para deixar o homem.

No sétimo dia, ele pegou a pistola de onde ele havia escondido e se aproximou de sua irmã e com uma bala na cabeça, ele a matou.

___

Por gerações no Paquistão, eles chamam de “honra” o assassinato, realizado em nome da reputação de uma família.

Os assassinos rotineiramente invocam o Islã, mas raramente eles podem citar qualquer coisa que não seja a sua crença de que o Islã não permite a mistura dos sexos. Mesmo o linha-dura Conselho de Ideologia Islâmica do Paquistão – que é pouco conhecido por falar de proteger as mulheres – diz que a prática desafia princípios islâmicos.

Não importa: em favelas e distantes aldeias, longe dos centros das cidades cosmopolitas, as pessoas vivem em um mundo onde a religião está intimamente ligada à cultura e tradição, onde conselhos tribais podem encomendar punições publicamente às mulheres, e uma família pode decidir matar um dos seus próprios, mesmo para vingar um delito cometido por outra pessoa.

Na grande maioria dos casos, o assassino de “honra” é um homem e a vítima é uma mulher.

Ela é uma irmã que se apaixona por um homem que não é da escolha de sua família. Ela é uma filha que se recusa a aceitar um casamento arranjado, às vezes com um homem com idade para ser seu pai. Ela é uma mulher que não quer ficar em um casamento abusivo e se divorcia de seu marido.

Ele é um irmão, como Rajhu, que não pode suportar as provocações de outros homens, acreditando que as mulheres são subservientes e devem ser mantidas nas sombras, e o seu valor muitas vezes é medido pelo número de filhos que elas podem gerar. Ele é um vizinho, como Raza na fábrica, que pensa que seu amigo não fez nada de errado ao tirar a vida de sua irmã. Ele é um pai, como Tasleemo, que está com raiva do assassinato não porque ela está morta, mas porque sua morte vai revelar sua “vergonha” para outros membros da família e demais conhecidos.

O Paquistão tem visto um aumento no número de mulheres e meninas mortas em nome da honra: no ano passado, 1.184 pessoas morreram, apenas 88 deles homens. No ano anterior, o valor era de 1005, e em 2013, foi de 869, de acordo com a Comissão Independente de Direitos Humanos do Paquistão. Acredita-se que os números verdadeiros dever ser ultrapassar os informados, pois muitos casos não são notificados.

Os assassinatos têm alimentado uma crescente indignação pública na prática e um coro de vozes dizendo que não há honra em matar – unicamente desonra. Eles estão trabalhando para fechar a brecha legal que permite que os assassinos fiquem em liberdade.

A proliferação de canais de televisão e jornais trouxe os horrores de meninas estranguladas, queimadas vivas ou com um tiro na cabeça para fora do sigilo da casa e para o público.

Mas para muitos que têm vindo a lutar contra este tipo de morte, é a mentalidade do rapaz que poderia matar sua irmã, ou o pai que poderia matar uma filha, que tem de ser entendida e mudar.

Rajhu diz que amava sua irmã, uma jovem quieta que nunca antes tinha se rebelado contra sua família. Certa vez, ele lhe deu uma chance, exigindo que ela jurasse no livro sagrado do Islã, o Alcorão, que nunca iria se casar com o homem. Assustada, ela jurou que não iria.

“Eu lhe disse que não teria cara para mostrar na fábrica, para mostrar aos meus vizinhos, por isso não deveria me desobedecer. Mas ela não quis me ouvir “, diz ele.

___

O pai da jovem assassinada, Mohammed Naseer Rajhu, estava relutante em admitir visitantes em sua casa pobre. Os quartos são tão pequenos, mal há espaço para um banco de madeira deteriorada e a cama tradicional, onde ele se senta. Na cozinha, o sangue de Tasleem ainda mancha a parede áspera.

Ele está convencido de que a imagem da filha morta não pode ser veiculada em vídeo ou em uma fotografia de acordo com a sua interpretação do Islã, que alguns dizem proibir imagens humanas. Ele diz que é a razão da família não ter fotos de Tasleem, a quem os vizinhos chamavam atenção pela beleza. A única imagem de Tasleem, com o cabelo preto grosso caindo descuidadamente sobre o rosto, foi levada pela polícia depois de sua morte.

“Nunca você pode mostrar o meu rosto. Meu filho matou a minha filha para salvar seu rosto, para não ter ninguém vendo o rosto de sua irmã, e agora você está me pedindo para fazer a mesma coisa “, diz ele.

Ele concorda, por breves minutos falar com a cabeça virada para longe da câmera até mesmo isso é demais. Sua indignação cresce – tudo isso dirigida a sua filha.

Ele está com raiva do seu filho matar a irmã por apenas dois motivos: o jovem está na cadeia e não vai mais a ganhar cerca de US$ 200 por mês, e sua família, espalhada por todo o Paquistão, vai saber mais rápido as indiscrições de Tasleem.

“Minha família está destruída”, diz ele, levantando a voz. “Tudo está destruído somente por causa dessa menina vergonhosa. Mesmo após a morte, eu estou destruído por causa dela “.

Mais tarde, sentado nos degraus quebrados da casa do seu vizinho, ele concorda firmemente como seus vizinhos que elogiam o homem que matou sua irmã.

“Estou orgulhoso deste homem porque ele fez a coisa certa ao matá-la”, diz um deles, um homem com uma barba desgrenhada chamado Babar Ali. “Não podemos permitir que qualquer pessoa se case fora da nossa religião. Ele fez a coisa certa.”

Depois que seu filho matou Tasleem, o pai foi à polícia e apresentou uma queixa. No Paquistão, os pais muitas vezes fazem isso não para ver o assassino punido, mas para estabelecer as bases legais para que eles possam perdoar o culpado – uma brecha legal que os ativistas estão lutando para ter fim.

Ele não disse explicitamente que ele perdoa o filho, mas é claro que ele acha que o jovem tinha todo o direito de matar sua irmã.

Mais informações: http://shoebat.com/2016/10/03/muslim-woman-marries-a-christian-man-some-muslims-tell-her-brother-it-would-be-better-to-kill-your-sister-it-is-better-than-letting-her-have-this-relationship-he-takes-a-gun-and-blows-her-brai/

Cristãos paquistaneses são tratados de forma hostil

Há cerca de 11.500 cristãos em busca de asilo, passando por grandes dificuldades, alguns foram presos na Tailândia

Menino Paquistão

De acordo com os últimos relatórios da Portas Abertas, aumentou em 51% o número de refugiados paquistaneses na Tailândia, em relação ao ano passado. Há cerca de 11.500 cristãos em busca de asilo, passando por grandes dificuldades e tendo de enfrentar processos burocráticos por parte da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). Informações locais revelaram que os cristãos têm sido tratados de forma hostil. Um documentário da BBC divulgou internacionalmente detalhes sobre a situação daqueles que foram presos em centros de detenção tailandeses.

 Membros do Parlamento Britânico disseram que o governo adotou uma avaliação oficial mais severa com os cristãos vindos do Paquistão. E até as autoridades do país perceberam que a ONU não tem se preocupado com o risco de perseguição religiosa que os cristãos paquistaneses estão enfrentando. A maioria dos seguidores do cristianismo não se sente segura na Tailândia e, por outro lado, sabe que a volta para o Paquistão pode significar a morte. Alguns alegam não possuir nem mesmo os documentos pessoais, que foram perdidos quando suas casas foram queimadas por extremistas islâmicos. Eles dizem que a ACNUR tem os rejeitados por falta de identificação. “As pessoas não acreditam em mim. Eu cheguei a apanhar e até a pedir desculpas pelo que não fiz. Um homem que não me conhecia me defendeu, e por isso pude ir embora”, disse um dos cristãos refugiados.

 Nasir Tufail Bhatti conta como saiu do Paquistão: “Sou de família cristã e, em meu país, eu atuava na política, como vice-líder da oposição e vice-presidente da Comissão de Paz no Paquistão. Sempre que a comunidade cristã se via oprimida eu ajudava. Até que um dia, atacaram nossa vila, queimaram casas, igrejas, cruzes e todas as Bíblias que encontraram. Muitos cristãos foram violentados até a morte. Não tivemos ajuda das autoridades policiais. Eu lutei muito, mas depois desse incidente passei a ser perseguido, sequestraram meu filho. Minha esposa teve um ataque cardíaco e morreu, em estado de choque. Estou na Tailândia para salvar minha vida”, disse ele, que já vive no país há 3 anos. Assim como Nasir, muitos cristãos estão em busca de uma chance para recomeçar. A Portas Abertas tem participado da vida dos cristãos paquistaneses perseguidos e tem colaborado de várias formas. Uma delas é o projeto “Investimento pra vida toda”. Envolva-se você também com a igreja no Paquistão.

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/cristaos-paquistaneses-sao-tratados-de-forma-hostil

Afegão ligado à Al Qaeda admite plano para atentado em Nova York

NOVA YORK (Reuters) – Um imigrante afegão acusado de tramar um atentado a bomba em Nova York declarou-se nesta segunda-feira culpado de três acusações, dizendo ao juiz que pretendia se sacrificar numa “operação de martírio” em que atacaria o sistema metroviário da cidade norte-americana.

Najibullah Zazi, de 25 anos, também admitiu na Corte Federal do Brooklyn que havia recebido treinamento da Al Qaeda para a produção de explosivos e armas na região paquistanesa do Waziristão, fronteiriça com o Afeganistão.

“O plano era conduzir operação de marítimo em Manhattan”, disse Zazi ao tribunal. “Para mim, isso significava que eu me sacrificaria para chamar a atenção sobre aquilo que os militares dos EUA estavam fazendo com os civis no Afeganistão.”

As autoridades dizem que ele planejava agir em setembro de 2009.

O acusado se declarou culpado dos crimes de conspiração para usar armas de destruição em massa, conspiração para cometer homicídio em um país estrangeiro e apoio material à Al Qaeda.

As confissões são parte de um acordo entre promotoria e defesa, e sugerem que Zazi está disposto a cooperar com investigadores. Os advogados envolvidos não quiseram comentar.

Zazi pode ser condenado à prisão perpétua pelo complô, apontado pelo secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, como um dos mais graves nos EUA desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

(Reportagem adicional de Basil Katz)

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE61L0LV20100222

Entenda a lei de blasfêmia no Paquistão

Há penas severas para aqueles que não seguem essas leis; a questão é que o sistema atinge até mesmo os não-muçulmanos, como no caso dos cristãos

15-pakistan.jpg

A sharia é um sistema de leis muçulmanas que foi criado há centenas de anos, após a morte de Maomé, considerado “o profeta” pelos seguidores do islamismo. Nesse sistema há regras de comportamento que devem ser seguidas à risca em todas as áreas da vida. Há penas severas para aqueles que não seguem essas leis. A questão é que o sistema atinge até mesmo os não-muçulmanos, como no caso dos cristãos.

Compartilhar o evangelho, por exemplo, faz dos cristãos “violadores” das regras mais básicas da sharia. Induzir alguém a acreditar em outra fé que não seja o islã é considerado proselitismo. Essas disposições anti-blasfêmia no Paquistão são mecanismos legais camuflados em “armadilhas políticas”, como mostra a matéria principal “As Leis de Blasfêmia”, da Revista Portas Abertas desse mês.

Nos últimos 40 anos, o número de casos de blasfêmia aumentou 16 vezes e a maioria envolve cristãos. Não tem sido fácil para os nossos irmãos paquistaneses enfrentar tantos desafios e lutas. A Portas Abertas tem estado presente na vida deles, através de vários projetos. Um deles é“Investimento pra vida toda”. Trata-se de um planejamento de alfabetização para os paquistaneses, que tem servido também como uma valiosa ferramenta evangelística, colocando essas pessoas em contato com as Escrituras. Envolva-se com a igreja no Paquistão.

Leia também
Últimas notícias sobre Asia Bibi
Ajude a igreja no Paquistão

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/09/entenda-a-lei-de-blasfemia-no-paquistao

Dois atentados deixam mortos no Paquistão

Atentado suicida contra tribunal matou 12 e feriu 40 em Mardan. Cinco pessoas morreram em ataque contra bairro cristão em Peshawar.

Ao menos 15 pessoas morreram em dois atentados-suicidas no Paquistão nesta sexta-feira (2): um contra um tribunal e outro contra um bairro cristão.

Na cidade de Mardan, no noroeste do país, uma dupla explosão matou 12 pessoas em um tribunal, segundo a Reuters. A Efe informou que outras 40 pessoas ficaram feridas no atentado, que foi reivindicado pelo Jamaat-ur-Ahrar, uma facção separatista do Talibã.

Os corpos de policiais, advogados e outros civis foram recuperados, disse Haris Habib, chefe da equipe de resgate na cidade de Mardan, na província de Khyber Pakhtunkhwa.

“Primeiro houve uma pequena explosão, seguida por uma grande explosão”, disse Habib à Reuters.

O ataque foi realizado um dia após o Exército paquistanês elogiar os sucessos de sua luta contra grupos jihadistas myriad armados, embora um porta-voz tenha reconhecido que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

O porta-voz do grupo Jamaat-ur-Ahrar, Ehsanullah Ehsan, prometeu realizar mais ataques, em um comunicado enviado à Reuters.

“Pedimos a civis que fiquem longe de instalações das forças da lei e estes tribunais que não são islâmicos. Iremos atacá-los mais”, disse.

Peshawar
Mais cedo, cinco pessoas morreram – quatro delas terroristas – em um ataque contra um bairro da minoria cristã em Peshawar, também no noroeste do país.

“Terroristas atacaram o bairro cristão de Warsak. As forças de segurança responderam rapidamente. Os quatro suicidas estão mortos”, informou em sua conta no Twitter, o diretor-geral do escritório de relações públicas do Exército (ISPR, em inglês), Asim Bajwa, segundo a Efe.

O porta-voz da polícia de Peshawar, Mohammed Usman, informou que no ataque morreu também um cristão e um guarda de segurança ficou ferido.

De acordo com Usman, o ataque começou por volta das 6h (horário local), quando o grupo de insurgentes com coletes explosivos entrou no bairro, lançou duas granadas contra uma igreja e iniciou um confronto com a polícia e o Exército, que durou mais de uma hora.

Nenhum grupo insurgente reivindicou a autoria do ataque.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/09/dois-atentados-deixam-14-mortos-no-paquistao.html

O futuro é incerto para a igreja no Afeganistão

Os afegãos novos convertidos, que vieram do islamismo, são o alvo favorito dos militantes do Estado Islâmico

Afghanistan_Unknown_year_0430100362

O Afeganistão, 4º país da atual Classificação da Perseguição Religiosa, luta para manter o controle da segurança pública e tenta conter a crescente influência do Estado Islâmico (EI) que, recentemente, realizou mais um de seus ataques violentos. Em um protesto na capital afegã, Cabul, pelo menos 80 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas, quando dois combatentes detonaram seus cintos explosivos. O ataque foi dirigido aos muçulmanos xiitas, mas também atingiu os cristãos.

O presidente do Afeganistão Ashraf Ghani, em seu discurso que foi exibido em rede nacional, disse à nação que promete “fazer vingança contra os culpados”. Além disso, ele já havia emitido um comunicado onde defendia o “protesto pacífico”. Ele disse: “É um direito de todos os cidadãos protestar, mas os terroristas oportunistas se infiltraram nas multidões e realizaram o ataque”. Logo no início de seu governo, Ghani alertou que não queria a presença do EI em seu território, rejeitando assim uma forma de competição com qualquer outra liderança. O objetivo do presidente é implantar a sharia (lei islâmica) no país.

Mas as metas do grupo extremista ainda parecem ser grandes, apesar de estarem acumulando várias derrotas nos campos de batalha do Oriente Médio. O futuro das minorias religiosas é cada vez mais sombrio, e mesmo assim, cada vez mais afegãos se convertem ao cristianismo. Em suas orações, interceda pelos cristãos perseguidos no Afeganistão.

Motivos de Oração

  • Ore para que os cristãos convertidos do islamismo perseverem em sua fé, apesar da perseguição e constantes ataques.
  • Clame a Deus pela nação do Afeganistão. Que os governantes e autoridades do país verdadeiramente queiram instaurar a justiça e paz.
  • Ore pelo perseguidor. Que ele conheça a Jesus e que encontrem a paz que excede todo entendimento.

Leia também
Igreja é forçada a existir somente no subsolo
Talibã anuncia a “Ofensiva de Primavera” de 2016

https://www.portasabertas.org.br/noticias/2016/08/o-futuro-e-incerto-para-a-igreja-no-afeganistao